Lição 11
03 a 10 de junho
Falsos mestres
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jó 6, 7
Verso para memorizar: “Prometendo-lhes liberdade, eles mesmos são escravos da corrupção, pois o homem é escravo daquilo que o domina” (2Pe 2:19).
Leituras da semana: 2Pe 2:1-22; Jo 8:34-36; Mt 12:43-45; Jd 4-19; Gn 18:16-33

Em sua primeira epístola, Pedro, com grande interesse pastoral, buscou encorajar seus leitores no tocante aos perigos da perseguição. Embora não saibamos a qual tipo de perseguição ele se referiu especificamente, sabemos que a igreja enfrentou provações terríveis à medida que o Império Romano pagão buscava exterminar o crescente movimento daqueles chamados de “cristãos”.

Satanás atacou em duas frentes. Certamente a perseguição externa, isto é, o uso da violência e força bruta, foi uma ferramenta poderosa. No entanto, a igreja enfrentou outra ameaça, talvez ainda mais perigosa do que a primeira: a ameaça interna. Assim como a nação judaica no passado teve que lidar com falsos profetas, os cristãos nos dias de Pedro tiveram que lidar com falsos mestres que introduziam “dissimuladamente, heresias destruidoras” (2Pe 2:1) na própria igreja. E, pior ainda, Pedro advertiu seus leitores de que muitos seguiriam esses “caminhos vergonhosos” (2Pe 2:2, NVI).

Sobre quais ensinamentos Pedro os advertiu? Qual foi a reação do apóstolo diante desses ensinos? O que podemos aprender com suas advertências hoje, à medida que enfrentamos ameaças internas?

Anote em sua agenda: 5 de agosto, dia da multiplicação de pequenos grupos. Viva a comunidade do amor e cumpra a missão de cuidar de pessoas. O serviço aos outros é um método divino de curar nossas próprias feridas!
Domingo, 04 de junho
Ano Bíblico: Jó 8–10
Falsos profetas e mestres

Às vezes é fácil idealizar a igreja primitiva e pensar nela como um período de grande paz e harmonia entre os primeiros cristãos.

Isso seria um erro. A igreja enfrentou lutas desde os dias de Jesus, muitas vezes dentro de suas próprias fileiras, como foi o caso de Judas. Conforme revelam as epístolas do Novo Testamento, muitos problemas aconteceram devido aos falsos ensinos entre os cristãos. A igreja primitiva não sofreu apenas perseguição externa, mas também enfrentou problemas internos. A segunda carta de Pedro trata de alguns desafios internos. Quais foram eles? “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras, chegando a negar o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. Há muito tempo a sua condenação paira sobre eles, e a sua destruição não tarda” (2Pe 2:1-3, NVI). Essa realidade não se parece com um período de grande paz e harmonia entre os irmãos, não é mesmo?

1. Leia 2 Pedro 2:1-3, 10-22. Sobre o que o apóstolo alertou seus leitores? Quais erros estavam sendo promovidos nas igrejas? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Das perseguições que estavam por vir. Pedro os exortou a pagar na mesma moeda a violência sofrida.

B.( ) Dos falsos profetas e mestres. Heresias destruidoras, falsas doutrinas, práticas libertinas que levavam à corrupção, etc.

C.( ) Das disputas por liderança na igreja. A igreja encorajava os homens a tomar os cargos uns dos outros.

É bem provável que o versículo 1 seja a razão pela qual o Senhor tenha inspirado Pedro a escrever sua carta. O apóstolo estava advertindo seus leitores de que, assim como houve falsos profetas no passado, haveria falsos mestres no futuro. Ele destacou uma série de acusações contra esses falsos mestres, desde suas “heresias destruidoras” (2Pe 2:1) até o fato de que levavam incautos à escravidão (2Pe 2:19), bem como muitos outros erros. Pelos escritos de Pedro, vemos que esses ensinamentos eram, na verdade, muito perigosos, o que explica por que o apóstolo se opôs a essas coisas com tanta veemência. Ele acreditava que as doutrinas fossem muito importantes.

Como podemos nos proteger contra as tentativas de trazer falsas doutrinas para a igreja?
Segunda-feira, 05 de junho
Ano Bíblico: Jó 11–14
Liberdade em Cristo?

2. “Proferindo palavras jactanciosas de vaidade, engodam com paixões carnais, por suas libertinagens, aqueles que estavam prestes a fugir dos que andam no erro” (2Pe 2:18). Qual é a advertência de Pedro nesse verso? Como o verso dezenove ajuda a explicar a preocupação do apóstolo? Qual é a importância da palavra “liberdade” no versículo dezenove?

Na linguagem mais forte possível, Pedro advertiu seus leitores sobre os perigos dos falsos mestres. Em 2 Pedro 2:18-21, ele alertou para o fato de que esses enganadores, ao prometer liberdade, levavam as pessoas à escravidão.

Que completa deturpação do evangelho! A liberdade em Cristo significa ser livre da escravidão do pecado (Rm 6:4-6). Pedro estava advertindo sobre qualquer concepção equivocada em que a “liberdade” em Cristo tornasse a pessoa escrava do pecado. Embora os estudiosos discutam qual teria sido a heresia a que ele se referiu especificamente, é evidente que ela está relacionada à questão do pecado e ao fato de que as pessoas se tornam escravas dele.

3. Leia João 8:34-36. Pense nas palavras de Cristo e no modo como ajudam a entender o que Pedro estava dizendo. Complete as lacunas:

“Replicou-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: todo o que comete _________________ é _________________ do pecado. O escravo não fica sempre na _________________; o filho, sim, para sempre. Se, pois, o _________________ vos libertar, verdadeiramente sereis _________________”.

Quaisquer que fossem os ensinamentos desses mestres, eles estavam levando suas vítimas – pessoas que tinham conhecido há pouco tempo o Senhor Jesus – de volta ao seu antigo e pecaminoso estilo de vida. É fácil imaginar um evangelho “barato” que minimize a necessidade de pureza e santidade, algo que fizesse as pessoas caírem novamente na própria “corrupção” da qual haviam acabado de escapar (2Pe 2:19). Não é de admirar que Pedro tenha feito tão forte oposição a esses ensinos e advertido os cristãos sobre suas consequências.

Como você entende a liberdade em Cristo? Do que Ele libertou você?
Terça-feira, 06 de junho
Ano Bíblico: Jó 15–17
O cão voltou ao seu próprio vômito

4. De acordo com 2 Pedro 2:17-22 e Mateus 12:43-45, quais são os perigos de um cristão convertido retornar ao seu antigo estilo de vida? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) Ele jamais terá outra chance de voltar para Jesus.

B.( ) Sua vida pode se tornar pior do que era antes da conversão.

C.( ) Ele poderá perder a força de vontade para fazer o que é certo.

Pedro estava preocupado principalmente com o destino daqueles que eram atraídos de volta aos seus antigos pecados (2Pe 2:18). Os falsos mestres prometiam liberdade; no entanto, essa liberdade era radicalmente diferente daquela que Jesus havia prometido aos Seus seguidores.

Considere a poderosa advertência de Pedro. Teria sido melhor que aqueles conversos nunca tivessem “conhecido o caminho da justiça” (2Pe 2:21) do que, tendo-­­o conhecido, voltassem aos seus hábitos anteriores.

Isso não significa que não mais houvesse esperança para eles. Todos conhecemos histórias de pessoas que se afastaram do Senhor e depois retornaram. Sabemos que Deus fica muito feliz quando isso acontece. Ele Se alegra em recebê-las de volta (veja Lc 15:11-32). Essa advertência significa apenas que o afastamento é um caminho muito perigoso e desagradável. A figura de um cão que retorna ao seu próprio vômito é uma expressão muito dura e grosseira para descrever essa situação. No entanto, essa imagem foi o que Pedro apresentou como argumento.

Talvez ele, em 2 Pedro 2:20, tenha ecoado intencionalmente as palavras de Jesus em Mateus 12:45 e Lucas 11:26. Certa vez, Cristo contou uma parábola de um homem que havia sido liberto de um espírito imundo. O espírito, vagueando sem encontrar um lugar próprio para repousar, retornou à sua “casa, de onde” tinha saído (Mt 12:44). Ele a encontrou vazia e em ordem. Então, voltou e trouxe consigo muitos outros espíritos piores do que ele. Como disse Jesus: “O último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro” (Mt 12:45).

É real o perigo ilustrado por Cristo e descrito por Pedro. O cristão recém-convertido deve se certificar de que as coisas do Espírito substituam aquelas que costumavam dominar sua vida. Se o envolvimento com as coisas da igreja e o testemunho de sua nova fé não substituírem as atividades seculares anteriores, será muito fácil voltar aos hábitos anteriores.

Como podemos alimentar e discipular de modo mais eficaz os membros da igreja, especialmente os recém-convertidos?
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site reavivados.org/
Quarta-feira, 07 de junho
Ano Bíblico: Jó 18, 19
Pedro e Judas

Muitas pessoas comentam que os versos 4 a 19 do livro de Judas são, em grande parte, uma repetição da mensagem de 2 Pedro 2:1–3:7. Sempre que Bíblia repete uma mensagem, devemos estar cientes de que Deus deseja comunicar algo importante. Nessas passagens semelhantes, Pedro e Judas não mediram esforços para comunicar uma importante verdade: Deus tem o controle do destino dos maus. Ambos deixaram claro que Ele monitora o mal bem de perto. Seja a humanidade injusta ou os anjos caídos, o Senhor tem tomado nota de seu mal e planejado o castigo que recairá sobre eles no dia do juízo (2Pe 2:9, 17; Jd 6).

5. Leia 2 Pedro 2:1–3:7 e Judas 4-19. Como podemos ter certeza de que Deus leva a sério a questão do pecado? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) Ele não poupou os anjos caídos.

B.( ) Não poupou os habitantes de Sodoma e Gomorra.

C.( ) Não poupou os antediluvianos.

Pedro e Judas registraram três exemplos da vingança de Deus no passado: a destruição do mundo por meio do Dilúvio, a incineração de Sodoma e Gomorra e a prisão dos seres angelicais “a fim de serem reservados para o juízo” (2Pe 2:4-6, NVI; 3:7; Jd 6, 7). Todos esses episódios estão interligados por um sentimento de que o mal será definitivamente eliminado. Embora as Escrituras falem muito sobre a misericórdia e a graça de Deus, Sua justiça também desempenha um papel importante na destruição final do pecado.

Quais pecados acarretaram castigos tão severos? A introdução de heresias destruidoras; desprezo pelas autoridades; escravização das pessoas a tudo aquilo que as dominava; perversão da graça de Deus, tornando-a uma permissão para a imoralidade; negação de Jesus Cristo como único Senhor Soberano; profanação do próprio corpo; uso de palavras jactanciosas e vaidosas; e calúnia (2Pe 2:1, 10, 18, 19; Jd 4, 8, 10).

Curiosamente, esses relatos não incluem atos de violência nem outras atrocidades que muitas vezes nos deixam indignados. Em vez disso, eles descrevem pecados mais sutis que têm algo em comum. Esse fato deve nos despertar para a grande necessidade de sincero arrependimento e reforma.

6. Leia 2 Pedro 2:12 e Judas 10. Pedro e Judas descreveram aqueles que se tornam como animais irracionais governados pelo instinto. Como essa descrição se compara à maneira pela qual Deus criou originalmente a humanidade? 

Quinta-feira, 08 de junho
Ano Bíblico: Jó 20, 21
Mais lições do Antigo Testamento

7. Leia 2 Pedro 2:6-16. Quais outros exemplos o apóstolo empregou a fim de
advertir seus leitores contra as consequências da perversidade? Assinale a alternativa correta:

A.( ) O rei Saul.

B.( ) Barrabás e Pilatos.

C.( ) Sodoma e Gomorra; Ló; Balaão.

A primeira referência a Sodoma se encontra em Gênesis 13:12, 13. Ló e Abraão haviam decidido se separar. Ló escolheu o vale do Jordão, e “ia armando suas tendas até Sodoma” (Gn 13:12). As Escrituras comentam: “Ora, os homens de Sodoma eram maus e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn 13:13). Mais tarde, quando Deus avisou a Abraão que Ele estava planejando destruir Sodoma, Abraão conversou com o Senhor e ouviu a promessa de que a cidade não seria destruída caso fossem encontradas ali dez pessoas justas (Gn 18:16-33). A improbabilidade de encontrar até dez justos em Sodoma foi amplamente demonstrada pelo que ocorreu com os mensageiros enviados para visitar Ló. A cidade foi destruída conforme o esperado. Somente Ló e suas duas filhas escaparam (Gn 19:12-25).

Pedro tirou duas lições dessa história. Primeiramente, Sodoma e Gomorra são exemplos do castigo que recairá sobre os ímpios (2Pe 2:6). Em segundo lugar, essa história revela que o Senhor salvará os justos da provação (2Pe 2:7-9). Pedro menciona algumas características dos que foram destruídos em Sodoma e Gomorra. Eles seguiam a carne, andando em imundas paixões; menosprezavam qualquer governo; eram atrevidos e arrogantes e não temiam difamar os anjos (2Pe 2:10, 11). Essas características se assemelham à descrição que Pedro fez dos falsos mestres e seus seguidores.

A história de Balaão se encontra em Números 22:1-24:25. Balaão havia sido contratado por Balaque, rei de Moabe, para amaldiçoar os israelitas. A princípio relutante, ele acabou sendo convencido a realizar essa tarefa ao lhe oferecerem uma quantia maior de dinheiro (Nm 22:7-21). No caminho, Balaão foi confrontado por um “anjo do Senhor” e foi salvo da morte quando sua jumenta se desviou do curso. Em seguida, ele bateu no animal e só percebeu seu erro quando seus olhos foram abertos e ele viu o “anjo do Senhor” (Nm 22:22-35). Por fim, ele acabou abençoando Israel (Nm 23:4-24:24). Pedro usou Balaão como exemplo daqueles que eram seduzidos pelo adultério e pela ganância (2Pe 2:14, 15). Eles eram como Balaão; haviam abandonado o caminho que deveriam seguir.

Pense em tudo que nos foi revelado na Bíblia e nos escritos de Ellen G. White. Por que jamais poderemos dizer que não fomos avisados?
Sexta-feira, 09 de junho
Ano Bíblico: Jó 22–24
Estudo adicional

Muitas vezes, os cristãos falam da “liberdade em Cristo”. Certamente, esse é um conceito válido. De fato, ser livre é ser liberto da condenação da lei e ter certeza da salvação por causa do que Cristo fez por nós, não pelas nossas próprias obras. A história de Martinho Lutero e a escravidão que ele viveu antes de entender a graça é um grande exemplo do significado dessa liberdade. No entanto, como vimos nas cartas de Pedro, essa verdade maravilhosa pode ser distorcida. “A grande verdade de nossa inteira dependência de Cristo para a salvação se encontra junto ao erro da presunção. Milhares confundem a liberdade em Cristo com ausência de lei; e por ter Cristo vindo para nos libertar da condenação da lei, muitos declaram que a própria lei foi revogada e que aqueles que a guardam caíram no erro. Desse modo, visto que a verdade e o erro são tão parecidos, mentes não guiadas pelo Espírito Santo são levadas a aceitar o erro e, assim, colocam-se sob o poder dos enganos de Satanás. Ao levar dessa maneira o povo a receber o erro em lugar da verdade, Satanás está agindo para obter a homenagem do mundo protestante” (Ellen G. White, Cristo Triunfante, p. 357).

Perguntas para reflexão

1. Por que devemos aprender por nós mesmos as verdades fundamentais em que acreditamos?

2. Pedro utilizou uma linguagem forte para se referir ao castigo e ao juízo em suas cartas. O que ele disse não somente sobre a realidade do juízo, mas também sobre como Deus condena fortemente os que conduzem Seu povo ao erro?

3. Aqueles que falam sobre a “liberdade em Cristo” em relação à observância da lei, geralmente não se referem à lei em geral, mas ao quarto mandamento, sobre a guarda do sábado. De que outras maneiras a “liberdade em Cristo” pode ser distorcida?

Respostas e tarefas da semana: 1. B. 2. Com antecedência, escolha um aluno e solicite que ele estude o contexto de 2 Pedro 2: 18, 19 e responda às perguntas. No sábado, promova um debate sobre quais heresias podem colocar em risco a vida espiritual da nossa igreja atualmente. 3. Pecado – escravo – casa – Filho – livres. 4. F; V; F. 5. V; V; V. 6. Com antecedência, peça que um dos alunos leia as passagens e responda: Qual é a diferença entre as atitudes irracionais dos rebeldes e as atitudes inteligentes do ser humano antes do pecado? Promova também uma discussão em classe. Exemplo de resposta: A criação perfeita produziu inteligência, razão e obediência, que prolongam a vida. O pecado trouxe degradação física e moral, gerando loucura e desobediência, que abreviam a vida. 7. C.

Resumo da Lição 11
Falsos mestres

TEXTO-CHAVE: 2 Pedro 2:1-3

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Que, embora tenhamos os testemunhos oculares e a Palavra profética de Deus, surgirão falsos mestres, introduzindo heresias destruidoras baseadas em mensagens inventadas.

Sentir: Temer a destruição que esses falsos mestres trarão sobre si mesmos.

Fazer: Estar alerta para poder distinguir o que é verdadeiro do que é falso.

ESBOÇO

I. Saber: A estratégia de Satanás contra a verdade

A. Para cada verdade há uma contrafação. Em nossos dias, quais são as falsificações das verdades fundamentais da Palavra de Deus?

B. Como podemos reconhecer as características dos enganadores?

II. Sentir: A atuação de Deus diante do mal

A. Quais outros exemplos Pedro citou anteriormente a fim de mostrar como a ganância e as paixões levam à destruição?

B. Quais exemplos ele deu para mostrar como Deus é capaz de resgatar os piedosos?

III. Fazer: Conhecer nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

A. Como podemos nos livrar da corrupção que há no mundo mediante o conhecimento de Jesus Cristo?

B. Como impedir que sejamos enganados, enredados no pecado e vencidos por ele?

RESUMO: Em um mundo de pecado, paixões, ganância, engano e ódio às autoridades, Deus sabe resgatar os piedosos dessas tentações e manter os ímpios sob condenação para o dia do juízo. Nossa salvação está em conhecer nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 2 Pedro 2:1-3, 20, 21

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Assim como existiram profetas verdadeiros (2Pe 1:21) houve muitos falsos profetas e mestres em todas as épocas (2Pe 2:1). Para toda verdade há uma contrafação. Os que conhecem o Senhor Jesus Cristo, mas são enredados novamente pela corrupção do mundo, estão em situação pior do que se nunca tivessem conhecido o caminho da justiça (2Pe 2:20). Os falsos mestres contra quem Pedro advertiu haviam sido fiéis, mas, em virtude do ganho material, abandonaram o caminho reto (2Pe 2:3, 15) e introduziram heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatara (2Pe 2:1). O juízo reservado para eles é certo (2Pe 2:3, 9, 10, 12). No entanto, o Senhor sabe livrar os piedosos dessas tentações (2Pe 2:9). Pedro apelou aos seus leitores que se afastassem dos enganos apresentados por esses falsos mestres.

Para o professor: Há uma estreita relação entre 2 Pedro 2:1–3:3 e Judas 3-19. A lição do aluno apontou alguns paralelos entre essas duas passagens, mas há muitos outros. Estude esses paralelos a fim de obter uma noção mais ampla da situação da igreja na época de Pedro e Judas. 

Embora existam semelhanças marcantes, há também algumas diferenças significativas que enriquecem nossa compreensão das situações desses dois apóstolos. Até agora, não tem sido possível conhecer a natureza da relação entre 2 Pedro e Judas, mas os paralelos são inegáveis.

Discussão e atividade inicial: Peça aos alunos que leiam juntos 2 Pedro 2:1-19 e Judas 3-16.
Comparem as semelhanças e diferenças entre essas duas passagens e discutam a situação na igreja cristã primitiva que demandou tamanha preocupação de ambos os autores. Até que ponto essas passagens descrevem uma situação regional na igreja cristã?

Compreensão

Para o professor: Ao nosso redor estão forças que esgotam nossas energias e destroem nossa vida espiritual. Ou nos rendemos a essas forças e somos dominados por elas, ou buscamos a graça e o poder de Deus para vencê-las. Pedro disse que, se formos vencidos por elas, estaremos em situação pior do que se nunca tivéssemos conhecido o caminho da justiça.

Comentário bíblico

I. O verdadeiro e o falso

(Recapitule com a classe 2 Pedro 2:1-3.)

Pedro diferenciou os verdadeiros profetas (2Pe 1:21) dos falsos profetas e mestres que têm surgido dentro da igreja. Estes introduzem heresias destruidoras, negando Jesus e Sua expiação pelo pecado, mas ao fazer isso, trazem sobre si repentina destruição (2Pe 2:1). Infelizmente, “muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade” (2Pe 2:2, NVI). Esses indivíduos são motivados pela ganância, explorando inocentes na esperança de ganho material (2Pe 2:3, 15). Eles estão aguardando o juízo de Deus (2Pe 2:3).

Pense nisto: Qual aparência os falsos profetas assumem na igreja e no mundo hoje? Como podemos reconhecê-los?

II. Exemplos de piedade em meio à impiedade

(Recapitule com a classe 2 Pedro 2:4-10.)

Pedro deu vários exemplos para ilustrar sua afirmação no versículo 3, a respeito do fato de que o juízo dos falsos mestres não tarda e de que sua destruição não dorme. Em primeiro lugar, ele citou os anjos expulsos do Céu e colocados em “abismos de trevas”, sendo reservados “para juízo” (2Pe 2:4). Em seguida, mencionou o mundo antigo, sobre o qual Deus tinha enviado um dilúvio destruidor para eliminar os ímpios, poupando apenas Noé, pregador da justiça, e mais sete pessoas (2Pe 2:5). Em seguida, ele citou Sodoma e Gomorra, que foram reduzidas às cinzas, como exemplo do que ocorrerá com os ímpios (2Pe 2:6), em contraste com o ato de Deus de poupar Ló, “homem justo, que se afligia com o procedimento libertino dos que não tinham princípios morais” e “se atormentava em sua alma justa por causa das maldades que via e ouvia” (2Pe 2:7, 8, NVI).

Se Deus resgatou Noé e Ló do meio dos ímpios, destinados à destruição, então, afirmou Pedro, Deus também saberá livrar os piedosos das provações e tentações (peirasmos) e reservar os injustos para o dia do juízo (2Pe 2:9). O Senhor realizará essa última ação especialmente para “aqueles que, seguindo a carne, andam em imundas paixões e menosprezam qualquer governo” (2Pe 2:10). A corrupção e o desprezo são a raiz do problema dos falsos mestres.

Pense nisto: Compare 1 Coríntios 10:13 com Mateus 6:13. Quais provisões Deus fez para nos livrar da tentação?

III. Como reconhecer os falsos mestres

(Recapitule com a classe 2 Pedro 2:10-19.)

Os falsos mestres apresentam diversas características típicas, conforme Pedro as descreveu. Além daquelas já mencionadas, podemos identificar nesta seção da epístola, difamação e blasfêmia (2Pe 2:10-12), bebedices em festas (2Pe 2:13), sedução e adultério (2Pe 2:14), ganância pelo ganho material (2Pe 2:14, 15), vaidosa arrogância e aliciamento de pessoas de volta à escravidão do pecado, do qual elas haviam acabado de fugir (2Pe 2:18). Compare com Judas 4, 8, 10-13, 16.

Pense nisto: De acordo com Pedro e Judas, quais são as características dos que dizem ter uma “verdade” nova e emocionante?

IV. Os perigos do retorno à corrupção

(Recapitule com a classe 2 Pedro 2:20-22.)

Pedro declarou que, os que já escaparam das contaminações do mundo mediante um relacionamento com Jesus Cristo, mas, em seguida, deixam-se enredar outra vez nessa mesma corrupção e são vencidos por ela, estão em uma situação pior do que antes. Criaturas irracionais, guiadas pelo instinto (compare com 2Pe 2:12), eles são como cães e porcos que retornam ao seu próprio vômito e à lama (2Pe 2:22). Mas Deus mantém o ser humano racional em um padrão mais elevado. O Senhor deu-lhe um “santo mandamento” (2Pe 2:21). Teria sido melhor àqueles que retornam ao pecado que nunca tivessem conhecido o caminho da justiça. Agora eles responderão por muito mais e, como resultado, receberão uma sentença mais severa. (Compare com Hebreus 6:4-6; 10:26-28.)

Pense nisto: Em Tiago 3:1, o apóstolo ressaltou que, aos mestres, é reservado um acerto de contas mais rigoroso; portanto, os falsos mestres merecem um juízo especialmente severo. Quais exemplos de falsos mestres nas Escrituras servem de advertência para nós hoje?

Perguntas para discussão

1. Dizem que, se não aprendermos com o passado, estamos condenados a repeti-lo. Como podemos nos beneficiar com os exemplos do passado citados por Pedro e Judas? Compare com 1 Coríntios 10:6-12.

2. Como podemos reconhecer as mesmas características nos falsos mestres hoje?

Aplicação

Para o professor: Hoje, muitos pregadores que evangelizam pela TV são figuras ricas e poderosas. Eles proclamam um evangelho da prosperidade que não está de acordo com o evangelho de Jesus nem com Seu padrão de vida e ministério. Muitas vezes, a pregação desses homens é acompanhada por supostos sinais e milagres, planejados para dar credibilidade às suas declarações de que os realizam pelo poder de Deus e do Seu Espírito Santo. Até que ponto esses sinais exteriores devem ser o fundamento para julgar a veracidade de seus ensinamentos? Pedro sugeriu que existe uma estreita relação entre o caráter dos falsos mestres e a duplicidade de seus ensinamentos.

Perguntas para reflexão

1. Por que Pedro detalhou tanto as características dos falsos mestres? Por que manter a doutrina correta é mais importante do que alguns consideram?

2. Quais questões doutrinais estavam especialmente em jogo nas advertências de Pedro? Como podemos estar alerta aos falsos ensinamentos nessas áreas?

Atividade: Peça aos alunos que leiam juntos Atos 20:28-31. Discutam sobre a responsabilidade que os líderes da igreja têm de proteger o rebanho de Deus dos falsos mestres. Estes, como lobos ferozes, não poupam o rebanho, mas distorcem a verdade a fim de atrair discípulos. Até que ponto somos responsáveis uns pelos outros?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Estudiosos têm se esforçado para explicar as semelhanças entre as seções análogas de 2 Pedro e Judas. Tendo em vista a evidência textual, parece inegável que uma tenha inspirado a outra ou que ambas tenham sido inspiradas por outra fonte comum. Alguns pensam que Judas foi inspirado por Pedro, pois Pedro era o mais conhecido dos dois, e Judas poderia ter usado o material de Pedro para dar credibilidade aos seus próprios escritos. Outros julgam que, talvez, Pedro tenha usado o material de Judas (com exceção das referências não canônicas que Judas citou), a fim de agregar credibilidade ao material de Judas. No entanto, uma comparação atenta entre Judas 17, 18 com 2 Pedro 3:2, 3 sugere que ambos os escritores tenham sido inspirados por uma fonte comum mais antiga, refletindo o ensinamento de Jesus por meio dos apóstolos (compare com Ez 12:22; Mt 24:48).

Atividade: Peça aos alunos que organizem, em colunas, os paralelos entre 2 Pedro 2:1-22 e Judas 3-16. Como alternativa, eles podem listar os paralelos em voz alta. Peça a eles que anotem os paralelos entre os dois capítulos e os pontos diferentes. Como essas passagens bíblicas complementam e suplementam uma à outra? Como Pedro explicaria essas semelhanças e diferenças à luz da sua visão de revelação e inspiração, encontrada em 2 Pedro 1:21?

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

O melhor lugar do mundo

“Por que continuo no Ministério Jovem Adventista depois de todos esses anos?”, pergunta Chiemela Ogu, e ele mesmo responde: “Porque não há outro lugar para estar!”

Chiemela é diretor dos desbravadores na igreja da Universidade Babcock. Ele cresceu no campus, onde o pai trabalhava na secretaria, e participa do ministério jovem desde os tempos do Clube de Aventureiros.

Durante seu período na Universidade Babcock, seus mentores o inspiraram a servir como líder. Alguns desbravadores vêm de lares não cristãos, e Deus lhe deu a oportunidade de compartilhar Seu amor. É muito recompensador vê-los desabrocharem enquanto aprendem sobre o perdão, a graça e a misericórdia de Deus.

Uma grande amiga chegou a lhe confidenciar que se achava muito pecadora para merecer a atenção de Deus. “Não consigo orar”, disse ela, “porque acho que Ele não me ouve. Rompi a conexão entre nós.”

Chiemela lhe assegurou que nada que ela fizesse poderia diminuir o amor de Deus por ela. “Abra o coração a Ele. Reconheça os erros e peça perdão. Creia que quando Ele olha para você vê uma vida sem pecado por causa do sangue de Cristo.” Finalmente a amiga venceu o sentimento de culpa e vergonha.

Muitos jovens enfrentavam desafios pessoais muito difíceis. Certo dia, Chiemela notou um rapaz muito quieto e reservado. Procurou se aproximar dele e se tornaram amigos.

Com o passar do tempo, o jovem começou a se abrir. “Meus amigos dizem que sou orgulhoso e que tenho dificuldade de me relacionar”, disse.

“Você acredita que existe alguma verdade nisso?”, Chiemela perguntou.

“Não”, o rapaz respondeu com tristeza. “Sou muito tímido. Tenho medo de falar algo que possa magoar as pessoas.”

“Acredito que o fato de não querer magoar as pessoas seja um bom motivo para se gostar de você”, disse Chiemela.

“Não para eles. Acham que sou travado.”

“Bem, eles podem não gostar de você, mas eu gosto”, disse Chiemela. “Tenho certeza de que outras pessoas também gostarão, do jeito que você é.”

Com o tempo, esse rapaz entendeu que nem todos gostarão de seu temperamento, mas isso não define quem ele é. Ele percebeu que não precisa mudar para receber aprovação e apreço. Foi recompensador vê-lo desenvolver um pouco mais de confiança.

Os membros do Ministério Jovem são capacitados para incentivar as pessoas. Certo sábado, após o culto, tiveram um evento que denominaram Balão Evangelístico. Escreveram promessas bíblicas e entregaram para os alunos. Alguns alunos disseram: “Isso é maravilhoso! É a promessa de que eu precisava.”

A Universidade Babcock é uma família de amor que tenta fazer o melhor para compartilhar o amor de Deus com aqueles que nunca tiveram a oportunidade de conhecê-Lo. Mas ainda existe muito a ser feito.

A oferta deste trimestre ajudará na construção de um centro multiuso para os jovens. Assim, terão um auditório, uma igreja e um local em que ensinarão as crianças a fazer artesanato, entre outras atividades.

O sonho de Chiemela é ter um clube do jovem pregador, onde os desbravadores serão treinados a falar em público. “Estou tão feliz porque teremos um local para realizar nossas atividades!”, ele diz.

Chiemela fica preocupado com as pressões que nossos filhos enfrentarão no futuro. Ele crê que é muito importante ter um lugar especial para ensiná-los a ter vida santificada e a se prepararem para os desafios que o futuro lhes reserva.

“Não consigo expressar nossa alegria em saber que a Universidade Babcock receberá parte da oferta trimestral. Durante anos, temos sido privilegiados ao ouvir histórias missionárias sobre a obra feita por todo o mundo. É muito animador saber que nossos irmãos e irmãs também ouvirão nossa história e saberão que nós também fazemos nosso melhor em cumprir a grande comissão divina. Com todo entusiasmo, só quero dizer muito obrigado!”, diz Chiemela.

Resumo missionário 

• O Clube de Desbravadores, do Ministério Jovem Adventista da Universidade Babcock, tem arrecadado fundos para o novo centro evangelístico jovem.

• O centro proverá um local para realização de programas e armazenamento de materiais.

• A Nigéria tem elevada taxa de desemprego, especialmente entre os jovens. O presidente da Universidade, Ademola Tayo, diz não acreditar que seja suficiente educar os alunos apenas para o emprego profissional. “Queremos ensiná-los também a trabalhar, de modo que estejam preparados para conseguir o sustento próprio. No novo centro, nossos jovens terão cursos profissionalizantes: costura, alfaiataria, culinária e outros. Cada aluno  desenvolverá pelo menos uma habilidade.”

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 11: 3 a 10 de junho
Falsos mestres

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook e no Youtube.

Introdução

No decorrer dos anos, o cristianismo tem lutado com dois problemas, um externo e outro interno, que tendem a destruir sua força e eliminar sua influência. O externo tem a ver com as perseguições levadas a cabo por governantes e indivíduos inescrupulosos que não concordam com o evangelho ou simplesmente o odeiam. Por outro lado, e de forma bem mais sutil, está o ataque interno com o surgimento de heresias e falsos mestres. Em alguns momentos, fica difícil determinar qual dos dois problemas é o pior. Foi assim desde o início e hoje não é diferente. A primeira carta de Pedro enfatizou mais a perseguição externa, mas a segunda epístola dedicou um espaço maior para tratar dos problemas internos, especialmente a influência dos falsos mestres. Quem eram os falsos mestres? O que eles pregavam? Como enfrentar suas ameaças?

I- Quem eram os falsos mestres?

Quem, de fato, eram esses divulgadores de falsos ensinos e comportamentos duvidosos? Seriam, por exemplo, membros do gnosticismo cristão, cujos ensinos eram uma mistura de religião persa, com elementos do mundo grego, judaico e cristão? Embora o gnosticismo ainda esteja sendo estudado, em resumo, essa filosofia admitia a existência de um universo dualista, com dois princípios eternos. Os gnósticos sustentavam que, desde o princípio, existiram o espírito e a matéria. O espírito é essencial e absolutamente bom; a matéria é essencialmente defeituosa, má e imperfeita. Esse dualismo os levava a uma ética dupla: de um lado o rigor e o fanatismo, do outro lado o liberalismo que desconhecia princípios morais. (Sobre o gnosticismo, podemos encontrar mais informações em: Merrill Tenney, ed., The Zondervan Pictorial Encyclopedia of the Bible, v. 2, p. 739; Walter A. Elwell, ed., Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, v. 2, p. 202-207)

Aliás, a epístola de Judas, que tem uma ligação com 2 Pedro (dos 25 versos de Judas, pelo menos 9 são lembrados em Pedro), parece combater uma forma desse comportamento imoral entre os membros da igreja na época. Estaria Pedro escrevendo sobre os falsos mestres do gnosticismo? Não sabemos. O que sabemos é que os falsos mestres tinham algumas características conhecidas:

a. Inicialmente, eles haviam aceitado o evangelho, mas se desviaram (2:1, 15, 19, 20-22). "Confirma-se neles que é verdadeiro o provérbio: ‘O cão voltou ao seu vômito’ e ainda: ‘A porca lavada voltou a revolver-se na lama’” (2Pe 2:22, NVI).

b. Apesar disso, continuavam dentro das igrejas. Eram chamados de mestres. Pedro usou a expressão “falsos mestres” no plural, em grego pseudodidaskaloi, palavra que não aparece em nenhum outro texto do Novo Testamento. Eles estavam na contramão do programa de Deus, pois na comunidade cristã em formação a figura do mestre era bem considerada. O próprio Jesus foi chamado de Mestre, e um dos dons do Espírito era ser mestre (At 4:11).

c. Estavam na liderança (2:2; muitos os estavam seguindo).

d. Seu interesse era o dinheiro, como no caso de Balaão (2:3, 14, 15).

e. Foram comparados aos anjos caídos, aos contemporâneos de Noé e aos habitantes de Sodoma e Gomorra (2:4-6).

f. Seu modo de caminhar foi identificado através de seu comportamento. O texto apresenta verbos e adjetivos que nos fazem compreender o caráter desses homens: eram falsos, dissimulados, hereges, destruidores, negavam a Cristo, eram libertinos, avarentos, mentirosos, faziam comércio de vidas, eram carnais, seguiam paixões imundas, eram rebeldes, atrevidos, obstinados, agiam como animais irracionais, eram blasfemos, injustos, luxuriosos, enganadores, adúlteros, insaciáveis, malditos, vaidosos, arrogantes, inconstantes e escravos da corrupção (2:1-3, 10-14, 18, 19;  3:3).

g. Apesar de todo esse conteúdo maligno, tais homens apresentavam uma aparência positiva. Afinal, eram líderes e mestres, e prometiam liberdade aos seus seguidores (2:1, 2, 19). Mas, no final, eram fontes sem água. Eram nuvens também sem água (2:17; Jd 12). Seu aspecto era promissor, mas eles não produziam nada de positivo. Para um povo que vivia numa região seca, árida, em que as chuvas eram extremamente necessárias, nuvens sem águas eram inúteis, um triste engano. Infelizmente, elas representam cristãos inúteis. Não beneficiam ninguém. São enganadores.

II- O que pregavam os falsos mestres?

a. Transgressão da lei. Eram desobedientes às leis de Deus. Diziam-se convertidos mas negavam isso. Pervertiam a graça quando incentivavam o pecado. A graça virou uma desgraça. Eles apenas "[seguiam] os desejos impuros da carne e [desprezavam] a autoridade” (2:10).

b. Desrespeito à autoridade. Chegavam a “difamar os seres celestiais” (2:10). Isso indica uma rejeição aos anjos e à própria divindade.

c. Modelo hedonista de vida. Isso era colocar os prazeres acima da moral (2:13, 14)

d. Falsa liberdade (2:19).

III- Qual era o método que seguiam?

Para conquistar adeptos eles agiam:

a. Infiltrados na comunidade: Diziam-se cristãos mas estavam apostatados (2:1, 20, 21).

b. Com arrogância (2:18).

c. Com engano, inventando histórias (2:3).

d. Caluniando e difamando (2:12).

e. Iludindo os mais fracos e instáveis (2:14).

Conclusão

Dizem que a mentira tem pernas curtas e as aparências enganam. A polícia de uma cidade americana prendeu um ladrão que assaltou um banco em uma cadeira de rodas.

De acordo com as autoridades, o homem aparentava 60 anos, tinha barba e cabelos brancos. Ele chamou a atenção pelo modo diferenciado de cometer o crime. Depois do assalto à mão armada, ele deixou o local em sua cadeira de rodas e foi filmado por uma câmera de segurança colocada na rua.

Entrou em uma van branca e foi embora com o dinheiro. Os investigadores descobriram que a cadeira de rodas foi usada como parte de uma encenação e que o sujeito realmente não tinha problemas físicos.

Essa história confirma o ditado de que a mentira tem pernas curtas e as aparências enganam.

Além desse provérbio, podemos citar aquele outro que diz: “Quem vê cara não vê coração”. Confesso que mais de uma vez as aparências me enganaram. Os falsos mestres da época de Pedro inicialmente davam aos inexperientes a impressão de que eram “gente boa”, mas, conforme vimos, faziam um grande estrago.

A história pode se repetir hoje. Como enfrentar esse problema? O que aprendemos com a maneira pela qual Pedro lidou com os falsos mestres?

Podemos falar basicamente de três itens aplicados pelo apóstolo diante do trabalho dos falsos mestres:

1. Pedro os desmascarou apresentando a verdade. Em toda a carta de Pedro, percebemos que a verdade foi apresentada de modo claro e objetivo. Ele insistiu para que o povo voltasse a atenção para a segura “palavra profética” e rejeitasse as fábulas.

2. Ele preocupou-se com os fiéis e alertou-os. Muitas vezes, no combate às heresias não se faz um trabalho de prevenção das heresias. Então, quando se chega para confrontar, o erro já ganhou espaço. No capítulo 3:1, 2, ele disse que essa era a segunda carta que escrevia com o objetivo de lembrá-los das palavras dos profetas e dos mandamentos do Senhor Jesus. Isso iria solidificar a fé e o conhecimento deles.

3. Pedro fez sua parte ao mesmo tempo que deixou os falsos mestres à mercê dos juízos de Deus (2:9-13). Ele acreditava que Deus julga todas as coisas e que os ímpios receberiam a recompensa justa, no momento certo.

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).