Lição 7
06 a 13 de maio
Liderança servidora
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1Cr 17–20
Verso para memorizar: “Lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós” (1Pe 5:7).
Leituras da semana: 1Pe 5:1-10; At 6:1-6; Jr 10:21; Mt 20:24-28; Pv 3:34; Ap 12:7-9

Estudos sobre igrejas em crescimento quase sempre ressaltam a importância de uma liderança eficaz, que tenha uma visão fundamentada em Deus e em Sua Palavra, dando oportunidade para que todos na congregação exerçam seus dons espirituais para cumprir a comissão evangélica.

No entanto, liderar uma igreja é algo muito desafiador. Grande parte de seus líderes são voluntários que doam seu tempo, embora já tenham suas ocupações pessoais. Os membros podem demonstrar sua insatisfação deixando de congregar, caso aconteça algo que não apoiam nem toleram. Além disso, um líder cristão eficaz também deve ser profundamente espiritual. Não devemos nos esquecer de que Pedro escreveu para igrejas que estavam enfrentado perseguição. Em ocasiões como essas, o líder fica especialmente vulnerável. Portanto, quem está habilitado a desempenhar essa função?

Em 1 Pedro 5:1-10, o apóstolo abordou a questão da liderança cristã na igreja. Nesses versos, ele mencionou algumas características essenciais necessárias não apenas aos líderes cristãos, mas também aos membros. Suas palavras são tão relevantes hoje quanto foram naquela época.

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Domingo, 07 de maio
Ano Bíblico: 1Cr 21–24
Os anciãos na igreja primitiva

1. Leia Atos 6:1-6; 14:23; 15:6; 1 Timóteo 5:17 e 1 Pedro 5:2. Quais eram os desafios enfrentados pela igreja primitiva? Qual era o papel de seus líderes?

A conversão de um grande grupo de pessoas e seu ingresso na igreja realmente são maravilhosas bênçãos de Deus. No entanto, conforme a experiência dos primeiros cristãos ilustra, o crescimento rápido pode trazer problemas.

Por exemplo, em Atos 1–5 temos o registro da liderança do Espírito Santo e da conversão de muitas pessoas ao cristianismo. Como resultado, o grupo se tornou grande demais para sua liderança, sendo necessário estabelecer uma estrutura a fim de administrar as funções cotidianas da igreja (At 6:1-6).

A deficiência na estrutura organizacional chegou a uma crise com a questão da reclamação de que havia discriminação. Os judeus de língua grega se queixaram de que suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária de alimentos. Em resposta a esse problema, um grupo de pessoas, os diáconos, foi especialmente designado para auxiliar os 12 apóstolos na administração dos recursos da igreja.

O Espírito Santo conduziu a igreja primitiva de maneira especial; no entanto, mesmo assim houve a necessidade de organizá-la. Logo no início surgiu a necessidade de formar um grupo essencial de líderes, os anciãos, que foram estabelecidos em cada congregação. Na verdade, a nomeação de anciãos para liderar os novos grupos de cristãos era algo de que Paulo e Barnabé lançavam mão quando iam para lugares que ainda precisavam ouvir sobre Jesus (At 14:23).

Os anciãos receberam muitas funções diferentes no início do cristianismo. Como líderes de suas comunidades, às vezes eles trabalhavam como instrutores, ensinando os novos conversos. Eles pregavam e asseguravam que fossem feitas todas as coisas necessárias ao bem-estar da congregação (At 15:6; 1Tm 5:17; 1Pe 5:2).

Como podemos trabalhar de maneira mais eficaz com os líderes da igreja, mesmo que não concordemos com eles em todas as coisas?
Viva a comunidade do amor: organize um pequeno grupo. Convide seus amigos.
Segunda-feira, 08 de maio
Ano Bíblico: 1Cr 25–27
Os anciãos

2. De acordo com 1 Pedro 5:1-4, como os líderes deveriam exercer suas funções na igreja? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Dominando com rigor e firmeza seus subordinados.

B.( ) Pastoreando o rebanho com o desejo de servir. Devemos cuidar das pessoas confiadas à nossa responsabilidade.

Pedro começou suas orientações aos anciãos afirmando que ele também era um ancião. Em seguida, mencionou duas coisas sobre si mesmo. Primeiramente, ele era uma testemunha dos sofrimentos de Cristo; em segundo lugar, esperava participar da glória a ser revelada. Ao dizer isso, Pedro ressaltou a primeira característica a ser encontrada em um ancião. Ele deve compreender a importância dos sofrimentos de Cristo em nosso favor e a grande esperança que Ele nos oferece.

Pedro comparou a função de um ancião à de um pastor que cuida do rebanho de Deus. Ao comparar as ovelhas à igreja, ele concluiu que, assim como elas, os membros às vezes podem se afastar do rebanho. Portanto, as ovelhas precisam do pastor para guiá-las de volta ao grupo e ajudá-las a trabalhar em harmonia com ele. 

3. Leia Jeremias 10:21, Ezequiel 34:8-10 e Zacarias 11:17. Que advertência é dada aos pastores? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Perderão a função de pastor, caso cuidem de si mesmos e se esqueçam do rebanho a eles confiado.

B.( ) Sofrerão ataques físicos dos lobos que os cercam, caso atravessem os limites para buscar as ovelhas.

Uma importante função da liderança cristã é trabalhar com os membros de modo tão paciente quanto os pastores devem trabalhar com as ovelhas. Os anciãos devem reuni-los gentilmente para o culto e para compartilhar a mensagem de Jesus com os que precisam conhecer Sua salvação.

Pedro mencionou também que os anciãos devem cuidar do rebanho de maneira voluntária (ou supervisionar, do grego episkopountes; ou olhar “por ele” [1Pe 5:2, NVI]), e não por obrigação. Nem sempre é fácil encontrar pessoas dispostas a assumir o desafio de liderar uma igreja. Isso fica evidente quando chega a época das comissões de nomeação. Há uma série de funções distintas que precisam ser preenchidas. Existem razões pelas quais muitos relutam em assumir funções de liderança. Alguns cargos requerem um investimento considerável de tempo, e as pessoas adequadas para essas funções já podem ter assumido muitos compromissos. É possível que outros não se sintam preparados para a função. Entretanto, Pedro declarou que, caso sejamos indicados, devemos assumir voluntariamente a liderança, se for possível.

Terça-feira, 09 de maio
Ano Bíblico: 1Cr 28, 29
Liderança servidora

4. Quais princípios fundamentais de liderança cristã são encontrados em 1 Pedro 5:3 e Mateus 20:24-28? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) A liderança cristã deve ser compartilhada entre todos, afinal todos possuem a mesma função.

B.( ) De acordo com os valores do mundo, liderar significa exercer domínio e poder; mas para Jesus significa servir.

C.( ) O líder cristão pensa primeiramente nos próprios interesses. Ele busca ser servido e não servir.

No grego, a palavra-chave em 1 Pedro 5:3 é katakurieuontes. Essa mesma palavra é encontrada também em Mateus 20:25 e significa “exercer domínio” ou “dominar” alguém. Portanto, a orientação dada aos anciãos em 1 Pedro 5:3 pode ser traduzida assim: “Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados” (NVI). Ela reflete as palavras de Cristo em Mateus 20:25.

Em Mateus 20:20-23 temos o contexto das palavras de Jesus registradas nos versos 24 a 28. A mãe de Tiago e João havia se aproximado do Mestre e pedido que, quando Ele entrasse em Seu reino, um de seus filhos pudesse sentar-se à Sua direita e o outro à Sua esquerda.

“Jesus Se mostrou bondoso para com eles, não repreendendo seu egoísmo em procurar preferência sobre os outros irmãos. Ele leu o coração deles e conhecia a profunda afeição que tinham para com Ele. O amor deles não era um afeto meramente humano. Embora manchado pela natureza mundana do instrumento humano, era o transbordamento da fonte de Seu próprio amor redentor. Ele não o repreenderia, mas o aprofundaria e purificaria” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 548).

Cristo esclareceu que essa posição de honra seria concedida pelo Pai, não por Ele. No entanto, explicou que uma diferença fundamental entre o Seu reino e os reinos das nações gentílicas é o tipo de líderes que surgiriam em Seu reino. Os que desejam liderar no reino de Jesus devem se tornar servos, pois os líderes no reino de Cristo serão como Ele, “que não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em resgate por muitos” (Mt 20:28).

Portanto, Pedro chamou os líderes da igreja ao mesmo ideal. A entrega e abnegação vistas em Cristo deveriam ser reveladas neles também.

5. Leia Filipenses 2:4-8. De que maneira esse texto de Paulo coincide com o que Pedro escreveu? Como podemos fazer as coisas que fomos chamados a fazer nesses versos?

 

Quarta-feira, 10 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 1–4
Revestidos de humildade

No mundo antigo em que Pedro viveu, a sociedade era muito estratificada. A elite possuía o que hoje poderíamos chamar de “presença dominante”. À sua volta estavam grupos de pessoas de posição inferior, sendo que a camada mais baixa era a dos escravos. A humildade era a postura adequada às pessoas de posição inferior diante daquelas de posição superior. A palavra grega para “humildade” significa “inferioridade”, “insignificância”, “fraqueza” ou “pobreza”. Ela descreve pessoas sem status nem poder na sociedade. No mundo pagão, fora dos domínios do judaísmo e do cristianismo, a palavra humilde era associada aos de baixa posição, e agir com humildade não era necessariamente uma conduta apropriada para pessoas livres.

6. Leia 1 Pedro 5:5-7. Dado o contexto e o tempo em que os leitores da carta viveram, o que é tão excepcional nessa passagem? Assinale a alternativa correta:

A.( ) A recomendação de afrontar a elite dominante.

B.( ) A ordem de retribuir os atos dos orgulhosos com a mesma moeda.

C.( ) A exortação a que fossem submissos e humildes.

Na Bíblia, a humildade é vista sob uma perspectiva diferente daquela observada na época e na cultura em que Pedro viveu. O apóstolo citou Provérbios 3:34 da Septuaginta (o Antigo Testamento grego), um verso também citado em Tiago 4:6. No Antigo Testamento, parte da obra de Deus na História era a de rebaixar os ricos e poderosos (Is 13:11; 23:9; Jó 40:11).

A atitude correta para com o Senhor é a humildade. “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus, para que Ele, em tempo oportuno, vos exalte” (1Pe 5:6). A humildade, e não o orgulho, deve caracterizar o relacionamento do cristão com Deus e uns com os outros (1Pe 5:5).

Os cristãos, inclusive os líderes, têm consciência de que são pecadores salvos pela graça de Deus. Nesse sentido mais importante, somos todos iguais e, diante da cruz, todos devemos nos humilhar. Essa humildade deve ser revelada também em nosso relacionamento com os outros, especialmente com os que estão sob nosso comando. Certamente, qualquer pessoa pode ser humilde diante de Deus, o Criador dos Céus e da Terra. Além disso, é mais fácil ser humilde perante os que têm poder sobre nós e que possuem um status “superior” ao nosso. O verdadeiro teste é quando revelamos humildade para com aqueles que estão “abaixo” de nós, que não têm nenhum poder sobre nós. Nessa passagem bíblica, Pedro estava falando desse tipo de humildade.

Por que a cruz e o que ela representa devem sempre nos manter humildes?
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Quinta-feira, 11 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 5–7
Como um leão que ruge

Conforme já vimos, Pedro escreveu suas cartas em um contexto de perseguição. O grande conflito não era apenas uma teologia abstrata para seus leitores. Eles o vivenciaram de maneira que muitos de nós não experimentamos, pelo menos até agora.

7. Leia 1 Pedro 5:8-10 e Apocalipse 12:7-9. Qual é a origem do mal? Qual é a obra de Satanás em nosso mundo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) O mal existe porque um anjo se rebelou contra Deus. Ele foi lançando para a Terra, onde vive enganando as pessoas.

B.( ) O mal foi criado quando Deus estabeleceu o livre-arbítrio como fundamento de Seu governo.

O livro do Apocalipse revela que os cristãos estão envolvidos em uma batalha cósmica entre as forças do bem, lideradas por Jesus, Aquele que é a Palavra de Deus, o Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19:13, 16), e os poderes do mal, liderados pelo diabo, também chamado de Satanás e retratado como o dragão
(Ap 12:7-9; 20:7, 8).

Os meios populares de comunicação e até mesmo alguns cristãos negam a realidade de Satanás. No entanto, ele existe, é um ser poderoso e só deseja nosso mal. Porém, a boa notícia é que ele será destruído no fim (Ap 20:9, 10).

Pedro não minimizou o perigo que o inimigo representa. Ele é como um leão que ruge, procurando devorar tantos quantos puder (1Pe 5:8). O apóstolo destacou também que seus leitores podiam ver o poder desse inimigo em seu próprio sofrimento. Todavia, suas dores acabariam em eterna glória (1Pe 5:10).

8. Leia 1 Pedro 5:10. O que o apóstolo disse nessa passagem?

“Ora, o Deus de toda a ___________________, que em Cristo vos chamou à Sua eterna ___________________, depois de terdes ___________________ por um pouco, Ele mesmo vos há de ___________________, firmar, ___________________ e fundamentar”.

Embora não conheçamos exatamente a natureza das provações dos leitores da carta de Pedro, percebemos a esperança que ele expressou. O inimigo é real. A batalha e os nossos sofrimentos também são reais. Entretanto, o “Deus de toda a graça” derrotou o diabo. Portanto, quaisquer que sejam nossos sofrimentos, se permanecermos fiéis até a morte (veja Hb 11:13-16), a vitória estará garantida, graças a Jesus.

Como podemos resistir na fé, suportando as provações até o fim, independentemente do que acontecer em nosso caminho?
Sexta-feira, 12 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 8, 9
Estudo adicional

Um grande exemplo da liderança servidora de Jesus se encontra em Sua atitude durante a última ceia. Naquela ocasião, Jesus tinha plena consciência de quem Ele era (o Filho de Deus) e de que estava prestes a retornar ao Seu Pai (Jo 13:1). Após a refeição, Ele lavou os pés dos discípulos. Em seguida, disse: “Ora, se Eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Porque Eu vos dei o exemplo, para que, como Eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13:14, 15). Sempre que os seguidores de Jesus lavam os pés uns dos outros, eles não somente repetem a cena, mas se lembram de que, para ser líder no reino de Cristo, é preciso se tornar servo. Certamente os discípulos se lembraram desse ato de humildade de seu Mestre pelo resto de sua vida, especialmente depois que compreenderam melhor quem Jesus realmente era. Com certeza, Pedro também tinha esse ato em mente quando pediu aos anciãos da igreja que não dominassem os outros, mas que fossem “revestidos de humildade”.

“Consentindo em Se tornar humano, Cristo manifestou uma humildade que maravilha os seres celestiais. O ato de consentir em ser homem não seria nenhuma humilhação, se não fosse a exaltada preexistência de Cristo. Precisamos abrir o entendimento à compreensão de que Cristo pôs de lado Sua veste real, Sua coroa, o elevado comando, e revestiu Sua divindade com a humanidade, a fim de poder vir ao encontro do homem onde ele se achava, e trazer poder à família humana a fim de que pudessem se tornar filhos e filhas de Deus.”

“A mansidão e humildade que caracterizaram a vida de Cristo se manifestarão na vida e no caráter dos que andam ‘como Ele andou’” (Ellen G. White, Filhos e
Filhas de Deus
[MD 2005], p. 81).

Perguntas para reflexão

1. Jesus começou Seu ministério enfrentando o diabo. Enfraquecido pelos 40 dias de jejum, foi capaz de resistir às tentações de Satanás citando as Escrituras (Mt 4:1-11; Mc 1:12, 13; Lc 4:1-13). Como podemos resistir ao diabo em nossa vida?

2. O que é a verdadeira humildade e como as pessoas a manifestam?

3. Quais são as qualidades de um bom líder cristão? O que elas têm em comum com as qualidades dos bons líderes seculares? Em que aspecto elas são diferentes?

4. Como você responderia à afirmação de que Satanás não é real, mas apenas um símbolo do mal encontrado na natureza humana?

Respostas e perguntas da semana: 1. Com antecedência, escolha um aluno e peça que ele estude os textos bíblicos. Na classe, permita que ele apresente suas conclusões. Em seguida, promova um debate entre todos os alunos sobre as dificuldades que os líderes da sua igreja local enfrentam. Peça que os alunos apresentem possíveis soluções aos problemas. 2. B. 3. A. 4. F; V; F. 5. Com antecedência, escolha um aluno e peça que ele estude Filipenses 2:4-8 e compare com
1 Pedro 5:2-5. Na classe, permita que ele compartilhe a relação entre os escritos de Paulo e Pedro acerca da liderança servidora. Pergunte aos alunos o que podemos fazer para servir melhor à igreja e à comunidade. 6. C. 7. V; F. 8. Graça – glória – sofrido – aperfeiçoar – fortificar.

Resumo da Lição 7
Liderança servidora

TEXTO-CHAVE: 1 Pedro 5:1-6

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Que a humildade é fundamental para uma liderança e serviço eficazes em favor dos outros.

Sentir: Perceber o espírito de humildade e o serviço de amor demonstrados na vida de Jesus, e manifestar o mesmo para com outros.

Fazer: Humilhar-se sob a poderosa mão de Deus para que Ele possa usá-lo efetivamente de acordo com a necessidade.

ESBOÇO

I. Saber: Liderança cristã eficaz

A. Qual espírito e atitude Pedro apelou para que os líderes da igreja manifestassem?

B. Pedro chamou os anciãos para exercer duas funções específicas. Quais são elas? (Compare com Atos 20:28).

II. Sentir: O chamado à humildade e ao serviço

A. Em 1 Pedro 5:2, 3, o apóstolo aconselhou os anciãos a ter três atitudes específicas. Quais são elas?

B. Qual atitude Pedro esperava de todos os seus leitores (1Pe 5:5, 6)?

III. Fazer: Humilhar-se sob a poderosa mão de Deus

A. De que maneira os líderes da igreja podem demonstrar a atitude da liderança servidora e, ao mesmo tempo, atuar como “bispos”?

B. O que Pedro esperava dos jovens da igreja em relação aos mais velhos (1Pe 5:5)?

RESUMO: Os anciãos atuavam como pastores e bispos nas igrejas. Pedro apelou à liderança, bem como a todos os fiéis, jovens ou velhos, que tivessem um espírito de humildade e serviço. Deus exaltará no devido tempo aqueles que se humilharem sob Sua poderosa mão.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 1 Pedro 5:5, 6, 10

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A igreja precisa de líderes eficientes em sua função pastoral e na função de alimentar o rebanho. Para isso, eles precisam ser humildes, ter o desejo de servir e estar preparados para atuar como exemplos, em vez de agir como ditadores. Os anciãos são chamados a manifestar esse espírito de serviço. Os jovens são chamados a se submeter a esse tipo de liderança. Todos devem se revestir de humildade. A igreja que manifesta esse espírito de humildade e serviço será fortalecida e firmada, à medida que Deus a exalta diante da comunidade.

Para o professor: A igreja primitiva tinha uma estrutura organizacional mínima. Os apóstolos foram os primeiros líderes. No entanto, rapidamente o crescimento da igreja superou a capacidade que eles tinham de administrá-la de maneira eficaz. Atos 6:1-6 descreve a primeira tentativa de recrutar mais líderes para compartilhar as responsabilidades de maneira mais eficaz. 

Posteriormente, esses homens foram chamados de “diáconos”, termo que descreve aqueles que ministram às necessidades de outros (diakonoi). Em seguida, os apóstolos também sentiram necessidade de nomear líderes espirituais em cada congregação (At 14:23; Tt 1:5). Esses homens ficaram conhecidos como “presbíteros”, ou “anciãos” (presbyteroi), literalmente, homens mais velhos, idosos e experientes. Os apóstolos eram líderes itinerantes, enquanto os anciãos eram os líderes da igreja local. De acordo com Atos 15, esses dois grupos se reuniram para representar a igreja pela primeira vez no Concílio de Jerusalém.

Discussão e atividade inicial: Peça que os alunos leiam Atos 20:17, 18, 28-31. Paulo esperava que esses anciãos tivessem certas funções na igreja. Comparem-nas às funções que Pedro esperava dos anciãos nas igrejas às quais escreveu. Quais funções são comuns a essas duas descrições? O que isso revela sobre a terminologia utilizada?

Compreensão

Para o professor: Em 1 Pedro 5:1-3, o apóstolo utilizou dois termos especiais para se referir aos líderes da igreja: presbíteros (ou anciãos) e pastores, sendo o último expresso em forma verbal. Esses mesmos termos também foram usados em Atos 20:28. O primeiro, “presbíteros”, foi discutido acima. Essa era a terminologia geral utilizada para designar os líderes da igreja local. No Antigo Testamento, os presbíteros (ou anciãos) serviam como conselheiros e juízes do povo. Eles precisavam ter qualificações específicas se quisessem atuar como líderes espirituais da igreja no Novo Testamento (1Tm 3:1-7; Tt 1:6-9). Pedro se referiu a si mesmo como “presbítero como eles” (sympresbyteros), indicando sua identificação com esses líderes (1Pe 5:1).

O segundo termo, expressado em forma verbal, designa uma função. “Pastorear” ou “apascentar” (poimaino, 1Pe 5:2) descreve a função de alimentar. Ele também pode ser traduzido como “pastor”, visto que um pastor (poimen) é aquele que conduz o rebanho ao pasto. Em 1 Pedro 2:25, Jesus é chamado de “Pastor” da nossa “alma”. Em 1 Pedro 5:4, Ele é chamado de “o Supremo Pastor” (archipoimen), indicando que os pastores e anciãos devem trabalhar sob Sua autoridade e orientação. Em Hebreus 13:20, Paulo chamou Jesus de “o grande Pastor das ovelhas”, assim como Cristo chamou a Si mesmo de “o bom pastor” (Jo 10:11, 14), fazendo-Se de exemplo a outros.

No que diz respeito ao rebanho, Pedro ainda utilizou uma terceira expressão: “Olhem por ele” (1Pe 5:2, NVI), ou “tendo cuidado dele” (episkopeo, ARC). Ela indica a função de supervisor ou administrador. Em 1 Pedro 2:25, Jesus também é chamado de “Bispo” (episkopos) da nossa “alma”. A liderança espiritual dos anciãos é a mesma exercida por Jesus, quando Ele cuida de nós. Portanto, não é de se surpreender que, em Hebreus 13:17, Paulo tenha advertido os cristãos: “Obedeçam aos seus líderes e submetam-se à autoridade deles. Eles cuidam de vocês como quem deve prestar contas” (NVI).

Comentário bíblico

I. Qualidades do eficiente líder de igreja

(Recapitule com a classe 1 Pedro 5:1-4.)

Sendo ancião, Pedro apelou aos outros anciãos que pastoreassem o rebanho de Deus, cuidando para que nenhuma ovelha de Cristo se perdesse. Assim, quando o Supremo Pastor retornasse, eles receberiam a incorruptível coroa de glória. Há três condições sob as quais os anciãos devem servir: (1) por vontade própria, não por dever ou obrigação; (2) com zelo, sem expectativa de lucro; e (3) com humildade, sem forçar seu rebanho, mas liderando-o pelo exemplo.

Pense nisto: De que maneira Jesus, o Supremo Pastor, foi o exemplo dessas três condições?

II. Conselhos aos membros

(Recapitule com a classe 1 Pedro 5:5-7.)

Os jovens devem se submeter à autoridade dos mais velhos e, assim como eles, priorizar os interesses dos outros. Essa submissão descreve o pensamento do apóstolo em seus conselhos anteriores, em 1 Pedro 2:13–3:7.

Finalmente, de acordo com sua advertência em 1 Pedro 5:5, baseada em Provérbios 3:34, o apóstolo ordenou que todos se revestissem de humildade em seus relacionamentos. Em virtude da oposição de Deus aos orgulhosos e Sua disposição em conceder graça aos humildes, Pedro aconselhou todos a se humilharem diante do Senhor e esperar que Ele os exaltasse no momento adequado. Embora a humildade fosse e ainda seja geralmente associada à pobreza e à posição social inferior, não temos que nos preocupar com essas coisas. Só precisamos deixar que Deus Se preocupe com nosso bem-estar, pois Ele Se importa conosco e podemos confiar que Ele satisfará nossas necessidades.

Pense nisto: Como posso me revestir de humildade em meus relacionamentos?

III. Vivendo no território do inimigo

(Recapitule com a classe 1 Pedro 5:8-11.)

Deus cuida de nós. Contudo, nunca devemos nos esquecer de que vivemos em território inimigo. Por essa razão, convém que sejamos sóbrios e vigilantes, pois nosso inimigo, o diabo, é um leão faminto que anda em derredor, “procurando alguém para devorar” (1Pe 5:8). Os leões perseguem furtivamente suas presas. Eles procuram ficar escondidos até o último momento, quando atacam repentinamente. É possível que não tenhamos consciência do perigo, a menos que permaneçamos sóbrios e vigilantes, de modo que nada impeça nossa capacidade de orar (1Pe 4:7). Além de nos manter alertas e conscientes, devemos resistir ao diabo, “permanecendo firmes na fé” (1Pe 5:9, NVI).

Pedro lembrou seus leitores de que eles não estavam enfrentando sozinhos a ira do inimigo. Eles sabiam “que os irmãos que” tinham “em todo o mundo” estavam “passando pelos mesmos sofrimentos” (1Pe 5:9, NVI). No entanto, Pedro concluiu: “O Deus de toda a graça [...], depois de terdes sofrido por um pouco, Ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1Pe 5:10). Nossa força não está em nós, mas no nosso Deus, que nos chamou à Sua eterna glória.

Pense nisto: Satanás, o dragão, está irado contra os que guardam os mandamentos de Deus nos últimos dias e têm o testemunho de Jesus (Ap 12:17). Como soldados de Cristo, precisamos ser sóbrios e vigilantes. Como posso viver como soldado de Deus em território inimigo?

Perguntas para discussão

1. Qual espírito demonstramos em nosso relacionamento com as outras pessoas, como líderes espirituais, jovens ou membros da igreja?

2. O que estamos fazendo para ser sóbrios e vigilantes? Como podemos estar atentos aos métodos do diabo? Estamos vigiando em oração?

Aplicação

Para o professor: Comparada à igreja primitiva, a igreja de hoje é muito mais estruturada. Esse alto grau de organização se faz necessário devido às complexidades existentes na igreja e no mundo. Os anciãos do Novo Testamento eram, em sua essência, o mesmo que pastores e bispos (veja, por exemplo, 1Tm 3:1, 2; Tt 1:7; 1Pe 2:25), exercendo ambas as funções. Os únicos outros líderes espirituais eram os apóstolos e os diáconos, embora estes aparentemente lidassem mais com as necessidades práticas e materiais da igreja, enquanto os apóstolos e anciãos exerciam especificamente funções espirituais ou religiosas (At 6:1-4; 15:2, 4, 6, 22, 23; 16:4; 1Tm 5:17).

Perguntas para reflexão

1. Qual é o fundamento do nosso sistema representativo de organização de igreja? Quais princípios bíblicos estão relacionados a ele?

2. Podemos confiar que Deus continuará dirigindo a liderança de Sua igreja? Qual é o interesse de Jesus, o Supremo Pastor, em conduzir Seu rebanho em segurança?

Atividade: Peça que os alunos leiam 1 Timóteo 5:17 e Hebreus 13:7, 17. Discutam sobre maneiras de demonstrar apoio e apreço para com os líderes espirituais da igreja. Faça planos de, em breve, colocar em prática pelo menos um dos planos idealizados.

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Muitos membros não compreendem bem a estrutura organizacional da Igreja Adventista do Sétimo Dia, nem seu funcionamento baseado em eleições representativas e na captação de recursos em nível local até as instâncias superiores. É possível que eles também não saibam que, uma vez que a estrutura esteja em vigor por um determinado período ou mandato, existem alguns mecanismos de controle e supervisão que podem ser  implementados do nível superior ao inferior, até as próximas eleições nas assembleias quadrienais ou na Assembleia da Associação Geral. Talvez seja útil rever alguns conceitos básicos sobre como são estabelecidas a liderança e a autoridade na Igreja Adventista. Assim, haverá uma compreensão maior desse processo e da maneira pela qual a igreja funciona. O Manual da Igreja é uma ferramenta útil para compreender a organização da igreja.

Atividade: Dependendo da disponibilidade de recursos, crie um fluxograma dos níveis de liderança e autoridade na Igreja Adventista do Sétimo Dia. Mostre como a autoridade flui em ambos os sentidos na organização da igreja. Além de Cristo, nenhum indivíduo nem entidade possui autoridade suprema na Igreja Adventista do Sétimo Dia.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

 

A voz na escuridão

Durante 40 anos, Abraão sofreu com o alcoolismo. Ele não sabe o que desencadeou o vício, mas não tinha esperança de sair dessa situação. Pensava que nunca conseguiria abandonar o álcool.

Sua esposa era cristã e orou por ele durante muitos anos até o dia em que faleceu. Ela sempre dizia que Jesus o amava e que tinha algo muito melhor para ele, mas Abraão se apegava à garrafa, expulsando a esposa e Cristo da vida.

Certa noite, quando tudo parecia não ter sentido, Abraão se ajoelhou ao lado da cama e orou, em meio às lágrimas: “Jesus, não mereço Sua ajuda, mas imploro que me livre desse vício!”

Enquanto suplicava pela cura, Abraão pareceu ouvir uma voz falando ao coração: “Levante-se e siga-Me”, ele conta. Sem questionar, calçou os chinelos e se dirigiu à porta, seguindo a voz que o orientou a ir até a estrada. Andou, até que a voz ordenou que parasse: “Olhe à sua frente”, ele ouviu. Olhou para cima e viu uma placa onde leu: Igreja Adventista do Sétimo Dia. “É aqui que você precisa vir orar.”

Abraão viu pessoas reunidas no prédio, entrou e se sentou na última fileira. Ouviu atentamente o sermão que transmitia uma mensagem de esperança vinda da Palavra de Deus. Ficou tão entusiasmado que voltou na manhã seguinte e na sexta-feira à noite.

Então, a voz lhe falou novamente: “Não fique na igreja sem fazer algo. Trabalhe para Jesus!” “O que posso fazer?”, ele se perguntou. “Estou velho e não tenho muita força física.” Abraão esperou as instruções, mas nada ouviu.

Zelador da igreja

Vários dias depois, Abraão teve uma ideia. Reuniu alguns materiais de limpeza e, na manhã de sexta-feira, foi à igreja e começou a limpar. Lavou as janelas, varreu o piso e esfregou os bancos. Em seguida, colocou um hinário em cada cadeira. Quando as pessoas chegaram, ele as recebeu cordialmente. Os irmãos ficavam felizes porque a igreja estava bem arrumada e perguntaram como ele havia começado a trabalhar como zelador. “Deus me disse que esse era meu trabalho”, respondeu.

Uma semana depois, Abraão conseguiu um emprego na cidade e obteve algum dinheiro extra. A voz reapareceu: “Por que você está trabalhando aqui para ganhar dinheiro? Você não notou que Minha casa está cercada de grama alta e arbustos?” Ele foi para casa, pegou as ferramentas e cortou a relva e os arbustos em torno da igreja, até que o edifício se destacasse claramente. Suas responsabilidades estavam crescendo.

Abraão é aposentado das Forças Armadas e recebe uma pequena pensão. Assim, é possível cuidar da igreja voluntariamente. É um trabalho feito por amor. Ele está muito feliz em servir à igreja dessa maneira.

É verdade que ele gostaria de ter cuidado melhor de si mesmo durante os 40 anos em que foi viciado em álcool. O vício afetou a audição, a visão, e ele sempre está cansado. Mas é grato cada dia pelas bênçãos que Deus lhe dá. Ele o trouxe à Sua maravilhosa luz e, em breve, Cristo tornará seu corpo incorruptível e imortal. Até então, Abraão O servirá com a força que o Senhor lhe concede.

Esperança para todos

Há um ano, Abraão aceitou Jesus como Salvador. Atualmente, sempre que pode, fala desse amor que o salvou. Ele gosta muito de se aproximar de alcoólatras e pessoas que sofrem. Diz a eles que Deus tem um plano de levar luz àqueles que estão na escuridão, e que se ouvirem Sua Palavra, Deus fará coisas maravilhosas na vida deles. Abraão ainda não experimentou a bênção de levar alguém a Jesus, mas garante que continuará em sua missão até morrer.

Ele nos aconselha: “Se você, alguma vez, sentiu que é muito tarde para mudar de vida e fazer algo para Jesus, por favor, tome coragem. Eu tinha 83 anos quando lavei a primeira janela da igreja. Ele pode fazer algo muito lindo em sua vida. Nunca é tarde demais. Nada é tão difícil nem tão desesperador que impeça Jesus de levá-lo ao lar.”

A oferta deste trimestre ajudará a construir uma Escola Adventista de Ensino Médio no Gabão. Muitos jovens no país são viciados em drogas. Por favor, sejam generosos para que eles também possam encontrar liberdade e alegria em Jesus.

Resumo missionário 

• Esta é a primeira vez que o Gabão será contemplado pelo projeto da oferta especial do trimestre.

• Esse país faz parte da Divisão Centro-Leste Africana, que também inclui os seguintes países: Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, República Centro-Africana, Chade, Congo, Costa do Marfim, Guiné Equatorial, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

 

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 7: 6 a 13 de maio
Liderança servidora

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook (https://www.facebook.com/classedeprofessores/) e no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCLjNImiw8T4HieefHrrTOxA)

Introdução

Em maio de 2007 os jornais trouxeram um relatório sobre a descoberta feita em Jerusalém pelo arqueólogo Ehud Netzer, da Universidade Hebraica. Ele descobriu o túmulo do famoso rei Herodes, o grande (outros reis tiveram o nome de Herodes).

Trata-se do Herodes nascido em 73 a.C. em Asquelon, hoje ao sul de Tel Aviv. Ele se declarou judeu apesar de seus pais não serem e foi nomeado governador da Judeia aos 25 anos. Ainda recém-nascido, Jesus foi perseguido por esse Herodes. José e Maria tiveram que levá-Lo para o Egito. Barclay diz o seguinte sobre esse rei mau: “Em seus últimos anos chegou a ser, como alguém assinalou, ‘um velho criminoso’. Se ele suspeitasse que alguém pretendia rivalizar com seu poder, imediatamente o mandava assassinar. Matou sua mulher Mariamne, e sua mãe, Alexandra; e seu filho mais velho, Antipater. Os dois netos, filhos deste, Alexandre e Aristóbulo, eliminou-os com as próprias mãos. Augusto, o imperador romano, disse amargamente, em certa oportunidade, que era mais seguro ser um porco nos chiqueiros de Herodes do que filho dele” (William Barclay, The Gospel of Matthew, p. 32).

Contudo, no plano de Deus Jesus foi preservado, mas Herodes passou. Isso deve nos falar sobre a ilusão do poder. Temido por muitos e odiado por tantos, esse rei passou. Hoje, ele não é nada além do túmulo que é objeto de estudo dos arqueólogos. E quem é Jesus Cristo na história? Onde Ele está hoje? Ele também é objeto de estudo, mas com visíveis diferenças: Ele está vivo e Sua vida dividiu a história em duas eras: antes e depois de Cristo. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores pelo poder do amor e não pelo amor ao poder. Jesus foi tudo aquilo que se pode dizer de um líder servidor. Na lição desta semana estudamos como podemos exercer uma liderança semelhante à de Jesus. Podemos trabalhar com dois pontos principais:

I – A necessidade que a igreja tem de liderança servidora.

Logo em seu início, a igreja cristã necessitou de líderes bem preparados e consagrados para exercer um ministério em favor da edificação do corpo de Cristo. Em Atos 6, a igreja enfrentou um problema de organização. Com o crescimento do número de membros, houve a reclamação de que as viúvas estavam sendo discriminadas na distribuição dos alimentos.

Em resposta a esse problema, um grupo de pessoas, os diáconos, foi especialmente designado para auxiliar os 12 apóstolos na administração dos recursos da igreja.

Surgiu também a necessidade de formar um grupo essencial de líderes, os anciãos, que foram estabelecidos em cada congregação. Como líderes de suas comunidades, eles pregavam e asseguravam que fossem feitas todas as coisas necessárias ao bem-estar da congregação (At 15:6; 1Tm 5:17; 1Pe 5:2).

Paralelamente, todo esse aparato de formação de liderança clamava por orientações claras e precisas. Pedro, em sua primeira epístola, apresentou algumas dessas dicas que resumimos a seguir:

II – Orientações para líderes servidores

1. Seja um líder que busca servir e não ser servido (1Pe 5:2): "Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir” (NVI).

O que ele estava afirmando é que um líder cristão, diferentemente de um mundano, trabalha não por cargos, posições ou poder, nem para ter o prazer de dominar os outros. Ao contrário, como disse Paulo em Filipenses 2:5-8, ele é tomado pelo sentimento de Cristo, que Se humilhou e assumiu a forma de servo para nos salvar.

Uma frase atribuída ao grande médico e teólogo Albert Schweitzer pode refletir esse significado do líder cristão servidor: “Temos que trocar o ideal do sucesso pelo ideal do serviço”

2. Lidere mais pelo exemplo envolvendo todos no trabalho. "Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho” (1Pe 5:3, NVI).

O líder não cobra dos outros um comportamento cuja prática não faça parte de sua vida. Mas o líder vai além do exemplo: ele sabe envolver todos e trabalha com o potencial de todos respeitando suas diferenças e talentos. Quando observamos o ministério de Jesus, é notória a arte de delegar e conseguir o apoio e o trabalho de todos. Jesus delegou tarefas grandes e pequenas. 1. Ir buscar o jumentinho (Mt 21:1-4). 2. Preparar a Páscoa (Mc 14:12-16.3). 2. A Comissão Evangélica (Mt 28:18-20). Liderar é também envolver. Quanto mais, melhor. O líder não pode fazer tudo sozinho!

"Se você é um líder, a verdadeira medida do seu sucesso não é fazer com que as pessoas trabalhem; não é conseguir que as pessoas trabalhem duro; é conseguir que as pessoas trabalhem arduamente juntas" (John C. Maxwell).

3. Lidere com humildade. "Portanto, humilhem-se debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele os exalte no tempo devido” (1Pe 5:6, NVI).

“Os cristãos, inclusive os líderes, têm consciência de que são pecadores salvos pela graça de Deus. Nesse sentido mais importante, somos todos iguais, e diante da cruz, todos devemos nos humilhar. Essa humildade também deve ser revelada em nosso relacionamento com os outros, especialmente com os que estão sob nosso comando. Certamente, qualquer pessoa poderia ser humilde diante de Deus, o Criador dos Céus e da Terra. Além disso, é mais fácil ser humilde perante os que têm poder sobre nós e que possuem um status “superior” ao nosso. O verdadeiro teste é quando revelamos humildade para com aqueles que estão “abaixo” de nós, que não têm nenhum poder sobre nós. Nessa passagem bíblica, Pedro estava falando desse tipo de humildade” (Lição de quarta-feira).

4. Lidere sem ansiedade: "Lancem sobre Ele toda a sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês” (1Pe 5:7, NVI).

Ansiedade pode estar presente na vida de qualquer pessoa. Mas, na vida de um líder pode causar um estrago maior. Via de regra, a ansiedade está relacionada ao futuro. Isso gera medo do que vem pela frente. Um líder pode ter medo de que suas tarefas não sejam executadas a contento por ele ou por seus liderados. A pessoa pode ter medo de perder o poder e ter sua capacidade questionada. Enfim, liderar não combina com ansiedade, medo ou coisa parecida. No texto acima o convite é claro: Em todas as coisas e situações (mesmo como líderes) lancem sobre Jesus a ansiedade. Ele é um especialista nisso!

5 – Lidere tendo em conta que estamos em uma guerra entre o bem e o mal: "Sejam sóbrios e vigiem. O diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1Pe 5:8, NVI).

Enquanto trabalhamos para Deus, não podemos ignorar o fato de que “terrível é a luta que se trava entre as forças do bem e do mal em centros importantes onde os mensageiros da verdade são chamados ao trabalho” (Atos dos Apóstolos, p. 110).

Conclusão

É duplo o conselho de Pedro para os que entendem que vivem nessa guerra: eles devem ter sobriedade e vigilância.

A palavra grega sobriedade (nephó) era usada “no grego clássico para se referir à abstenção de bebidas embriagantes. No Novo Testamento, o termo é bastante usado no sentido metafórico de sobriedade e equilíbrio intelectual e espiritual.

Por outro lado, vigiar é ter autodisciplina espiritual para não ser presa fácil do inimigo.

Oremos para que sejamos vitoriosos nessa batalha!

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).