Lição 12
10 a 17 de junho
O Dia do Senhor
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jó 25–28
Verso para memorizar: “Visto que todas essas coisas hão de ser assim desfeitas, deveis ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2Pe 3:11).
Leituras da semana: 2Pe 3:1, 2; Jo 21:15-17; 2Pe 3:3-13; Sl 90:4; Mt 24:43-51; 2Pe 3:14-18

Nos séculos passados as pessoas que não acreditavam em Deus eram vistas como indignas de confiança e até potencialmente perigosas. Por quê? A ideia era simples: se elas não tinham fé em Deus, então não criam em um juízo futuro no qual teriam que responder diante dEle por seus atos. Sem essa motivação, as pessoas tinham uma tendência maior a cometer erros.

Embora tal pensamento seja hoje bastante antiquado e “politicamente incorreto”, não se pode negar a lógica e a razão que há por trás dele. É evidente que muitas pessoas não precisam temer um juízo futuro a fim de fazer o que é certo. Mas, ao mesmo tempo, a perspectiva de ter que responder ao Senhor pode motivar o comportamento correto.

Como vimos, Pedro não tinha medo de alertar sobre o juízo que os malfeitores enfrentariam diante de Deus, pois a Bíblia afirma claramente que tal juízo virá. Nesse contexto, o apóstolo falou explicitamente sobre o fim dos tempos, o juízo, a segunda vinda de Jesus e o tempo em que os “elementos se desfarão abrasados” (2Pe 3:10). Pedro sabia que todos somos pecadores e, portanto, com tais perspectivas diante de nós, ele declarou que devemos “ser tais como os que vivem em santo procedimento e piedade” (2Pe 3:11).

No mês de julho teremos a Semana de Oração Jovem. Ore pelas pessoas que participarão desse importante evento. A igreja que cuida dos seus jovens multiplica esperança.
Domingo, 11 de junho
Ano Bíblico: Jó 29–31
Autoridade

Pedro advertiu seus leitores sobre os ensinamentos perigosos que a igreja enfrentaria. Ele os alertou contra aqueles que, embora prometessem liberdade, levavam as pessoas de volta à escravidão do pecado, o oposto da liberdade que nos foi prometida em Cristo.

Infelizmente, esse não foi o único ensinamento falso que a igreja teve que confrontar. Outro ensino perigoso surgiu. No entanto, antes de Pedro dar essa advertência específica, ele disse algo.

1. “Amados, esta é, agora, a segunda epístola que vos escrevo; em ambas, procuro despertar com lembranças a vossa mente esclarecida, para que vos recordeis das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos” (2Pe 3:1, 2). De acordo com Pedro, por que seus leitores deveriam dar ouvidos aos seus escritos? (Veja também Jo 21:15-17). Assinale a alternativa correta:

A.( ) Porque eles estavam fundamentados no Antigo Testamento, nos mandamentos de Cristo e nos ensinos dos apóstolos. Seus leitores estavam sendo desviados dessas fontes de autoridade.

B.( ) Porque eles não tinham outra opção. Pedro era o único que podia salvá-­los naquele momento de provação.

C.( ) Porque ele havia sido escolhido por Cristo como a pedra angular, sobre a qual a igreja seria edificada.

Em 2 Pedro 3:1, 2, o apóstolo lembrou a seus leitores as palavras inspiradas que haviam sido ditas anteriormente pelos “santos profetas”, levando-os de volta à Bíblia, ao Antigo Testamento. Pedro os fez lembrar de que eles tinham a “confirmada palavra profética” (2Pe 1:19). Ele quis deixar claro que suas crenças estavam fundamentadas na Palavra de Deus. Nada no Novo Testamento justifica a ideia de que o Antigo não mais seja válido ou seja de pouca importância. Ao contrário, é o testemunho do Antigo Testamento que estabelece a validade do Novo Testamento e das declarações de Pedro a respeito de Jesus.

Em seguida, Pedro estabeleceu uma linhagem de testemunhas desde os “santos profetas” do Antigo Testamento até a sua própria autoridade como um dos “apóstolos do Senhor e Salvador”. Ele foi claro a respeito do chamado que havia recebido do Senhor para fazer o que estava fazendo. Não é de admirar que ele tenha falado com tanta convicção e certeza. Ele conhecia a fonte de sua mensagem.

Por que a Palavra de Deus, e não a cultura ou nossa própria razão, deve ser a autoridade máxima em nossa vida?
Segunda-feira, 12 de junho
Ano Bíblico: Jó 32–34
Os escarnecedores

Depois de lembrar seus leitores “das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado” pelos apóstolos (2Pe 3:2), Pedro passou a adverti-los de maneira específica sobre os escarnecedores. Conhecendo os riscos de sua advertência, o apóstolo recorreu à autoridade das Escrituras.

2. Leia 2 Pedro 3:3, 4. Qual é o argumento dos céticos quanto ao retorno de Cristo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) A promessa da vinda de Cristo é falsa, pois Seu sacrifício não foi aceito pelo Pai.

B.( ) Jesus está demorando para vir buscar Seus filhos.

C.( ) Cristo não ressuscitou. Por isso, Ele não voltará.

Havia uma semelhança importante entre aqueles que promoviam a falsa liberdade e os que expressavam ceticismo em relação à segunda vinda de Jesus. O primeiro grupo, “seguindo a carne”, andava “em imundas paixões” (2Pe 2:10); enquanto isso, os que negavam o retorno de Cristo andavam “segundo as suas próprias paixões” (2Pe 3:3).

Não é apenas uma coincidência o fato de que as paixões pecaminosas levam a falsos ensinamentos, não é mesmo?

Pedro alertou que os escarnecedores fariam uma pergunta incisiva: “Onde está a promessa da Sua vinda? ” (2Pe 3:4). Ao fazer essa pergunta, eles desafiariam uma crença cristã existente há muito tempo: a da breve volta de Jesus à Terra. Afinal de contas, especialmente porque Pedro estava falando sobre os últimos dias, esses escarnecedores apresentariam a realidade inegável de que muitos cristãos haviam morrido, e as coisas, de fato, continuavam do mesmo jeito que sempre estiveram.

Superficialmente, essa não era uma pergunta ilógica. Ellen G. White escreveu que até o santo Enoque ficou perturbado, pois viu que o justo e o ímpio “iriam para o pó juntamente, e que esse seria seu fim” (Patriarcas e Profetas, p. 85). Se até Enoque, que viveu antes do Dilúvio, lutou com essa pergunta, quanto mais aqueles que viveram durante os milhares de anos depois e os que viveriam nos “últimos dias”?!

O que dizer de nós, adventistas do sétimo dia? Nosso próprio nome promove a ideia do segundo advento de Cristo. No entanto, Ele ainda não veio. Como adventistas, também enfrentamos os escarnecedores, assim como Pedro havia predito.

Como você lida com o fato de que Cristo ainda não voltou?
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Terça-feira, 13 de junho
Ano Bíblico: Jó 35–37
Mil anos como um dia

3. Como Pedro refutou o argumento dos escarnecedores? (Veja 2Pe 3:8-10). Como suas palavras ajudam a entender por que Cristo ainda não voltou? Complete as lacunas:

“Há, todavia, uma coisa, amados, que não deveis _______________________: que, para o Senhor, um _______________________ é como mil ___________________________, e mil anos, como um dia. Não _________________________ o Senhor a Sua promessa, como alguns a julgam _______________________; pelo contrário, Ele é ______________________ para convosco, não querendo que nenhum ________________________, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:8, 9).

Pedro refutou a questão da natureza imutável do mundo. Ele lembrou a seus leitores que não é verdade que o mundo continua inalterado desde a criação. (Note como Pedro recorreu novamente à Palavra de Deus como sua fonte e autoridade.) Houve um tempo de grande iniquidade e, por causa dela, Deus destruiu o mundo com uma inundação (2Pe 3:6). O Dilúvio provocou uma grande mudança na Terra, que permanece até hoje. Pedro, em seguida, afirmou que a próxima destruição não seria pela água, mas pelo fogo (2Pe 3:10).

Pedro declarou também que “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos, como um dia” (2Pe 3:8). Ao escrever isso, é possível que ele estivesse meditando no Salmo 90:4: “Mil anos, aos Teus olhos, são como o dia de ontem que se foi e como a vigília da noite.” Em outras palavras, nossa concepção de tempo não é como a de Deus. Portanto, é preciso ter cuidado com nossa maneira de julgar e entender o tempo.

Em uma perspectiva humana, pode parecer que Cristo esteja demorando para voltar. No entanto, enxergamos as coisas apenas a partir da nossa visão limitada. Na perspectiva de Deus, não há demora. Na verdade, Pedro disse que o Senhor tem concedido mais tempo, pois está demonstrando Sua paciência. Ele não deseja que ninguém pereça (2Pe 3:9). Esse tempo extra é para que todos tenham a oportunidade de se arrepender.

Porém, Pedro alertou que a paciência de Deus não deve ser tomada como oportunidade para adiar a decisão de aceitar Jesus. O dia do Senhor virá inesperadamente, como um ladrão à noite. Aquele que vem à noite para roubar provavelmente espera escapar sem ser notado. Entretanto, ainda que o dia do Senhor venha como um ladrão, ele certamente será percebido. Conforme disse Pedro, “os céus passarão com estrepitoso estrondo, e os elementos se desfarão abrasados” (2Pe 3:10). Sua mensagem é como a de Paulo: “Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2Co 6:2).

Quarta-feira, 14 de junho
Ano Bíblico: Jó 38–42
E daí?

Certa vez, um jovem tentou testemunhar à sua mãe. Contou a ela sobre a morte de Jesus e a promessa de Sua vinda. O rapaz estava muito orgulhoso de si mesmo, pensando que havia falado com muita eloquência. Quando terminou seu “sermonete” sobre Cristo e a segunda vinda, sua mãe olhou para ele e disse: “E o que isso tem a ver comigo agora?”

4. Leia 2 Pedro 3:11-13. Como o apóstolo respondeu à pergunta: “E o que isso tem a ver comigo agora?” (Veja Mt 24:43-51)

Como já dissemos, o próprio nome, “Adventista do Sétimo Dia”, revela nossa crença na realidade do retorno de Cristo. Essa doutrina é fundamental. Nossa fé cristã não teria o menor sentido sem a volta de Jesus e tudo o que esse grande dia promete.

Contudo, será que não estamos correndo o perigo de nos tornar como o servo mau da parábola de Mateus 24:43-51? Pode ser que não estejamos fazendo especificamente o mal representado nessa história, afinal de contas, ela é apenas uma parábola. No entanto, essa não é a questão. Em vez disso, a parábola nos adverte que podemos rebaixar nossos padrões com mais facilidade, especialmente no que diz respeito à nossa maneira de tratar os outros, e nos tornarmos mais como o mundo e menos fervorosos em nossa crença na vinda do Senhor.

Às vezes encontramos os que, com seus gráficos e cálculos proféticos, afirmam ter a data da volta de Cristo. Entretanto, o perigo que geralmente enfrentamos como adventistas não é o estabelecimento de datas para a breve vinda de Jesus. Em vez disso, é que, com o passar dos anos, a promessa da segunda vinda de Cristo comece a ocupar um espaço bem menor em nosso pensamento.

Quanto mais o tempo passa, mais nos aproximamos da vinda de Jesus. Por outro lado, quanto mais tempo passamos aqui, mais fácil é imaginar que Seu retorno esteja tão longe que já não mais impacte nosso cotidiano. As Escrituras nos advertem desse tipo de acomodação. Como disse Pedro, devemos viver em santidade e piedade, pois Jesus voltará e enfrentaremos o juízo (2Pe 3:11). Não importa quando esse evento acontecerá, o fato é que a segunda vinda de Cristo deve influenciar nosso estilo de vida hoje.

Quanto sua vida é impactada pela realidade da segunda vinda de Jesus? O que sua resposta revela sobre sua fé?
Quinta-feira, 15 de junho
Ano Bíblico: Sl 1–9
O último apelo

Pedro terminou sua epístola com um tema que a permeia desde o início. Ele insistiu que seus leitores vivessem em santidade e tomassem cuidado para não ser levados pelo “engano dos homens abomináveis” (2Pe 3:17, ARC).

5. Leia 2 Pedro 3:14-18. A quem Pedro apelou nessa passagem? Qual foi sua advertência nesse apelo? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Aos escritos do apóstolo Paulo. Pedro advertiu sobre o erro que alguns cometiam em distorcer os ensinos de Paulo.

B.( ) Aos livros de Moisés. Ele advertiu que a lei seria uma pedra de tropeço.

C.( ) À literatura de seu tempo. Ele advertiu que a Bíblia poderia conter erros de tradução.

É interessante que Pedro tenha terminado sua epístola com um apelo aos escritos do “amado irmão Paulo” (2Pe 3:15). Paulo também havia escrito sobre a necessidade de viver em paz enquanto esperamos a segunda vinda de Jesus, bem como de usar esse tempo para desenvolver uma vida santa (veja Rm 2:4; Rm 12:18; Fp 2:12).

A referência que Pedro fez aos escritos de Paulo revela que eles eram altamente valorizados no início da era cristã. Não podemos determinar se Pedro estava se referindo a toda a coleção dos escritos de Paulo encontrada no Novo Testamento, ou apenas a uma parte dela. No entanto, os comentários de Pedro revelam que as cartas de Paulo eram muito respeitadas.

Finalmente, o apóstolo comentou que os escritos de Paulo poderiam ser mal interpretados, assim como outras partes das Escrituras. O significado literal da palavra grega “grapha” é “escritos”, mas nesse contexto significa claramente “escritos sagrados”, tais como os livros de Moisés e os profetas. Nessa passagem, fica evidente que os escritos de Paulo haviam recebido a mesma autoridade dos livros do Antigo Testamento.

Além disso, considerando o que lemos sobre os falsos mestres que prometiam liberdade, não é difícil imaginar que as pessoas utilizassem os escritos de Paulo sobre liberdade e graça como desculpa para um comportamento pecaminoso. Paulo enfatizou intensamente a justificação somente pela fé (Rm 3:21, 22); porém, nada em seus escritos dá às pessoas permissão para pecar (veja Rm 6:1-14). O próprio Paulo teve que lidar com esse erro em relação à sua pregação e ensino sobre justificação pela fé. Entretanto, Pedro advertiu que aqueles que deturpam os escritos de Paulo o fazem com o risco da “própria destruição” (2Pe 3:16).

Como podemos viver de acordo com nosso chamado em Cristo Jesus?
Sexta-feira, 16 de junho
Ano Bíblico: Sl 10–17
Estudo adicional

Do nosso ponto de vista, parece que a segunda vinda de Cristo está demorando muito. Jesus sabia que nos sentiríamos assim, e em algumas parábolas Ele nos alertou sobre o que poderia acontecer, caso não fôssemos cuidadosos e vigilantes durante esse tempo. Considere a parábola dos dois servos em Mateus 24:45-51. Ambos esperavam o retorno de seu mestre, mas chegaram a conclusões diferentes sobre esse evento. Um concluiu que deveria estar sempre pronto, pois seu mestre poderia voltar a qualquer momento. O outro disse que o mestre estava demorando, e aproveitou-se da situação para agir de maneira perversa. “Como não sabemos o tempo exato de Sua vinda, somos advertidos a vigiar. ‘Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando!’ (Lc 12:37, 42, ARC). Os que vigiam à espera da vinda do Senhor não aguardam em ociosa expectativa. A expectativa da vinda do Senhor deve fazer com que os homens O temam, bem como aos Seus juízos contra a transgressão. Deve despertá-los para o grande pecado de rejeitar Suas ofertas de misericórdia. Os que aguardam o Senhor purificam a mente pela obediência à verdade” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 634).

Perguntas para reflexão

1. Como você lida com o fato de que Cristo ainda não voltou?

2. Quais ensinamentos, práticas e crenças adventistas vêm unicamente da Palavra de Deus, e não da cultura, razão ou tradição?

3. Qual é a relação entre as tendências pecaminosas e os falsos ensinos?

4. Albert Einstein apresentou ao mundo o conceito extraordinário de que o tempo não é absoluto. Ou seja, dependendo de onde você está e da velocidade com que se move, o tempo em seu quadro de referência será diferente do de outra pessoa em outro quadro de referência. A questão é que o tempo é algo muito misterioso e se comporta de maneiras que não entendemos plenamente. Como essa ideia nos ajuda a perceber que o tempo de Deus não é o mesmo para nós, especialmente no contexto da aparente demora da volta de Cristo?

Perguntas e tarefas da semana: 1. A. 2. F; V; F. 3. Esquecer – dia – anos – retarda – demorada – longânimo – pereça. 4. Com antecedência, peça que um aluno leia os textos bíblicos e escreva uma resposta para a seguinte pergunta: Qual é a relação entre a vinda de Cristo e a maneira pela qual devemos viver enquanto esperamos esse dia? Permita que a classe comente sobre a conexão entre as nossas ações e a esperança para o futuro. 5. A.

Resumo da Lição 12
O Dia do Senhor

TEXTO-CHAVE: 2 Pedro 3:1-7; 11-13

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Que o juízo iminente é tão certo quanto as obras de Deus no passado.

Sentir: Gratidão, pois Deus é paciente e não deseja que ninguém pereça. Além disso, ter a certeza de que Ele está lutando para salvar a cada um.

Fazer: Viver em santidade e piedade, com integridade e em paz com Deus, aguardando com expectativa e apressando o retorno de Cristo.

ESBOÇO

I. Saber: A certeza do juízo

A. Sobre qual base os escarnecedores pretendem negar o retorno iminente de Cristo?

B. Que evidência Pedro revelou aos seus leitores acerca da certeza do juízo iminente?

II. Sentir: Confiança diante da perspectiva do juízo

A. Por que Deus vê o tempo de maneira diferente da nossa? Por que muitas vezes somos tão impacientes quando Ele é tão paciente? Será que nos preocupamos com as pessoas tanto quanto Ele o faz?

B. De acordo com Pedro, diante da perspectiva do juízo iminente, qual é o fundamento para nossa confiança?

III. Fazer: Preparação para o juízo

A. Tendo em vista a destruição iminente, Pedro apelou para que tivéssemos quais atitudes e ações?

B. Por que Pedro nos encorajou a apressar o retorno de Cristo, tendo em vista que Deus está esperando pacientemente que todos cheguem ao arrependimento?

RESUMO: Pedro contrapôs as atitudes dos que aguardam ansiosamente o juízo, a destruição do pecado e a restauração de todas as coisas às atitudes dos escarnecedores que pretendem negar a criação original, o juízo por ocasião do Dilúvio, o futuro juízo final e a nova criação. Ele apelou aos seus leitores para que agissem apropriadamente, tendo em vista o que certamente acontecerá.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 2 Pedro 3:1, 10-14

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Pedro escreveu suas cartas a fim de estimular seus leitores a ter uma “mente esclarecida” (2Pe 3:1) ou “mente sincera” (NVI). Essa maneira de pensar tem a ver com a preparação para o juízo no futuro “dia de Deus”, quando o céu atmosférico será destruído pelo fogo e os elementos da Terra se derreterão pelo calor intenso (2Pe 3:12). Os escarnecedores negam obstinadamente que esse juízo esteja às portas. Eles argumentam que Deus não interveio no passado, por isso não devemos esperar Sua intervenção no futuro. Os que creem na Bíblia sabem que Deus interveio na criação e no Dilúvio, e que Ele intervirá novamente com fogo (2Pe 3:2-7). Ter esse conhecimento é uma motivação para viver em santidade e piedade, preparando-se para esse severo juízo (2Pe 3:11, 14).

Para o professor: Com base em muitas evidências no mundo natural, Paulo, em Romanos 1:18-21, ressaltou que não há desculpa para a ignorância a respeito do poder e divindade de Deus. No entanto, Pedro mencionou que haveria escarnecedores nos últimos dias, negando Sua intervenção na História, tanto no passado quanto no futuro.

Os escarnecedores dos últimos dias ensinam o uniformitarianismo. Essa visão postula que a História é um ciclo contínuo de causas e efeitos materiais, responsáveis por todas as condições observáveis sem nenhuma intervenção sobrenatural. Ao afirmar que a História é uma continuidade cíclica, eles insistem que há uma homogeneidade fundamental entre todos os acontecimentos, de maneira que é possível fazer uma analogia entre dois ou mais pontos, e o presente mostra indícios para explicar o passado e o futuro. “Todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação”, diziam os escarnecedores (2Pe 3:4).

Ao descartar intuitivamente o sobrenatural, os céticos da Bíblia são capazes de controlar as variáveis e, pressupondo uniformidade nas taxas de variação, extrapolam a datação passada, admitindo longos períodos de tempo durante o qual a microevolução, por fim, resultou em macroevolução. Portanto, eles negam uma criação literal em seis dias, relativamente recente, conforme sustentada pelas Escrituras, bem como o Dilúvio, que tornou o mundo mais ou menos como o conhecemos hoje.

Ao negarem a ação de Deus no passado, inclusive a criação e o juízo, eles se sentem confiantes para negar a atuação de Deus no futuro, incluindo o juízo final e a nova criação. Pedro disse que essas alegações eram uma obstinada ignorância diante da realidade histórica.

Discussão e atividade inicial: Peça aos alunos que leiam juntos 2 Pedro 3:1-4 e Judas 17-19.
Discutam a questão do ceticismo em relação às declarações bíblicas acerca da atuação de Deus na História. A que Pedro se referiu quando falou sobre as palavras “que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas” (2Pe 3:2)? Qual é o “mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos” (2Pe 3:2), ao qual ele se referiu? De que maneira podemos ser céticos em relação às declarações bíblicas?

Compreensão

Comentário bíblico

I. Juízo adiado não é juízo impedido

(Recapitule com a classe 2 Pedro 3:8-13.)

Embora haja uma aparente demora do tão esperado dia do juízo, levando muitas pessoas a zombar de sua expectativa, Pedro assegurou que isso, de maneira alguma, diminui a certeza de que esse juízo virá. Deus não vê o tempo a partir da perspectiva humana de uma vida breve, mas da perspectiva divina da eternidade (compare com Sl 90:4). Ele é paciente em relação ao juízo, não querendo que nenhum pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento.

No entanto, o dia do Senhor virá. Como ladrão à noite, o evento pegará muitos de surpresa, pois não atenderam à ordem de Jesus para se manter alerta e vigiar. Será um acontecimento cataclísmico. O céu atmosférico e os elementos da Terra serão completamente destruídos por um fogo intenso, chamado por João de “lago” ou mar de fogo (Ap 20:14).

O apelo de Pedro é vívido: “Visto que tudo será assim desfeito, que tipo de pessoas é necessário que vocês sejam? Vivam de maneira santa e piedosa, esperando o dia de Deus e apressando a Sua vinda” (2Pe 3:11, 12, NVI). Perceba que, nessa passagem, Pedro reuniu todos os acontecimentos do juízo final em uma única descrição. Ele não tentou separar a segunda vinda de Cristo do juízo final, mas fundiu-os no escatológico Dia do Senhor. Não devemos tentar reconstituir a sequência dos acontecimentos do fim dos tempos a partir dessa passagem, pois esse não era o propósito de Pedro. Em vez disso, ele estava discorrendo sobre a preparação para o juízo.

Pense nisto: Em relação a cada um de nós, a segunda vinda de Cristo será percebida, por assim dizer, um momento após a nossa morte. Qual é o perigo de uma teologia que focaliza a “demora”?

II. Como se preparar para o juízo

(Recapitule com a classe 2 Pedro 3:14-18.)

Pedro concluiu sua carta com um apelo à preparação para o juízo iminente. Como seus leitores, precisamos nos empenhar para ser “encontrados por Ele em paz, imaculados e inculpáveis” (2Pe 3:14, NVI). Para que não fiquemos desanimados com o passar do tempo, precisamos ter em mente que o propósito da paciência de Deus é salvar o maior número possível de pessoas. Também devemos cuidar para que não sejamos levados pelos erros de pessoas sem princípios morais, a fim de que não percamos nossa posição segura em Cristo. Finalmente, precisamos crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Cada uma das declarações mencionadas acima é uma recapitulação dos argumentos que Pedro defendeu no início da carta. Nessa seção final, a novidade é sua referência às cartas do “amado irmão Paulo”, que também escreveu aos cristãos “com a sabedoria que Deus lhe deu”, apresentando sua mensagem “da mesma forma em todas as suas cartas, falando nelas destes assuntos” (2Pe 3:15, 16, NVI). O problema era que, como as cartas de Paulo continham “algumas coisas difíceis de entender”, “os ignorantes e instáveis” as torciam, como o faziam “com as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:16, NVI). Essencialmente, Pedro equiparou as epístolas de Paulo ao restante das Escrituras, reconhecendo sua autoridade de ensino para a igreja.

Pense nisto: Pedro e Paulo eram contemporâneos que se conheciam pessoalmente e se respeitavam. Muitos estudiosos têm procurado retratar esses dois personagens como se eles tivessem teologias diferentes e estivessem competindo um com o outro. Contudo, Pedro demonstrou grande respeito por Paulo e seus escritos, equiparando-os às Escrituras. Qual evidência as duas epístolas de Pedro apresentam às perspectivas teológicas que lhes são comuns?

Perguntas para discussão

1. Qual era a relevância da criação e do Dilúvio para a pergunta dos escarnecedores que, em essência, diziam: “Onde está a promessa de Sua vinda”?

2. Pedro utilizou a destruição da criação pelo fogo como incentivo para que vivêssemos em santidade e piedade (2Pe 3:11). Por que ele recorreu a esse tipo de motivação?

Aplicação

Para o professor: Em Hebreus 11:6, Paulo declarou que “sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam” (NVI). Se acreditamos que não devemos dar contas a Deus e que não haverá juízo contra o pecado e recompensa para o justo, não há razão para crer nEle, pois não temos ninguém a quem responder e não há futuro pelo qual aguardar.

Perguntas para reflexão

1. Os escarnecedores mencionados por Pedro entendiam a História como uma continuidade ininterrupta de causa e efeito, talvez com algumas poucas mudanças evolutivas muito lentas, mas sem acontecimentos cataclísmicos. Por que é fundamental para nosso bem-estar espiritual que fujamos desse tipo de pensamento?

2. Alguns aguardam o juízo iminente com grande expectativa, enquanto outros temem ser consumidos pelo lago de fogo. Qual é a minha atitude diante do juízo? Por quê?

Atividade: Peça aos alunos que leiam juntos Malaquias 4:1-3. Discutam sobre os dois grupos e as duas opções apresentadas nesse texto. A qual grupo escolhemos pertencer? Como podemos nos encontrar no último grupo?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: A aparente demora da volta de Cristo não é uma questão fácil, mas Pedro sugeriu que essa é uma questão de perspectiva. Visto que Deus sabe o dia e a hora da Sua vinda (Mt 24:36) e que Aquele “que vem virá e não tardará” (Hb 10:37), não há nenhuma demora do ponto de vista de Deus. Como declarou Ellen G. White, “Os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança” (O Desejado de Todas as Nações, p. 32). A demora é vista apenas da perspectiva humana, pois não entendemos o tempo como Deus o entende. Tem havido demora porque esperávamos que Sua vinda se desse mais cedo, mas os planos de Deus não mudaram. Ele gostaria de ter vindo antes, mas não foi possível, pois não realizamos a obra de preparação que Ele nos deixou para fazer. Essa falha da nossa parte, no entanto, não pegou Deus de surpresa nem O levou a adiar Seus planos. Ele sabia o que aconteceria mesmo se tomasse as providências para que Sua vinda ocorresse antes.

Atividade: Peça que os alunos criem, em uma lousa ou cartolina, uma linha do tempo a partir de uma perspectiva bíblica da História, demarcando grandes acontecimentos em uma escala aproximada a fim de representar uma cronologia. Peça a eles que se situem nessa linha do tempo da História e das profecias, e discutam como a mensagem de Pedro acerca da preparação para o juízo final é relevante para seus leitores hoje. Se não houver disponibilidade desses recursos, peça aos alunos que listem os principais acontecimentos na história bíblica em ordem cronológica. Em seguida, conduza-os na mesma discussão.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

 

Meu irmãozinho

O Ministério Jovem Adventista e o pastor Goa Adeniram sempre estiveram juntos. Ele iniciou como participante do Clube de Aventureiros e continuou até se tornar Guia Master.

O pastor Goa trabalha no Departamento de Desenvolvimento Estudantil na Universidade Babcock. Há vários anos, percebeu a necessidade de mais auxiliares no Ministério Jovem da instituição. Ele se sentia recompensado por ser um membro desse ministério e desejou retribuir. Começou como instrutor nos desbravadores, impactando jovens com o amor de Deus.

Um desses jovens foi um desbravador chamado Mustaphá*. Ele tinha cerca de 15 anos e trabalhava para uma empresa de construção na capital, Lagos. Goa tinha um amigo que trabalhava no mesmo local e sempre estava em contato com Mustaphá, e conversava com ele.

Certo dia, alguém perguntou quem era o jovem amigo de Goa. “Oh, esse é Mustaphá, meu irmão!”, respondeu o pastor, com certo ar de orgulho. Ele olhou para Mustaphá para ver sua reação e viu que o rapaz ficou muito feliz.

A partir de então, Mustaphá dizia a todos que era seu irmão. Aquilo teve grande significado na vida dele. O rapaz ficou muito feliz ao saber que Goa se importava com ele.

Mustaphá teve muitas influências negativas na vida e Goa tentava mantê-lo distante de problemas. A amizade se aprofundou e Mustaphá confessou ser viciado em cigarro e álcool. Era comum na sociedade local acreditar que o fumo e a bebida fossem símbolos de maturidade.

“Mustaphá, esses hábitos são prejudiciais”, Goa alertou. “Gosto muito de você para vê-lo
se autodestruindo.” Ele não precisava de estimulantes e Goa exemplificou: “Trabalho muito, assim como você, mas nunca toquei nessas coisas”, disse. “Não há nada que você faça que eu também não possa fazer!”

Algumas vezes, parecia que Mustaphá não prestava atenção, mas, certo dia, ele decidiu abandonar o álcool e o cigarro. Goa louvou a Deus pela liberdade do amigo.

Mustaphá não era cristão. Goa queria falar com ele sobre Jesus, mas esperava o momento certo. Ele tinha uma genuína preocupação com a saúde, a família e qualidade de vida do irmão. Goa desejava que ele tivesse um relacionamento cheio de amor e que suprisse suas necessidades.

Com a morte do pai, Mustaphá amadureceu rapidamente. Trabalhava muitas horas para ajudar a sustentar a família e agia com mais seriedade. Goa ficou muito orgulhoso de seu crescente senso de responsabilidade, mas sentia falta do garoto com sorriso travesso.

Assim, continuou a orar pelo amigo, tornando-se a referência masculina coerente e positiva na vida dele. Na ausência do pai, Mustaphá precisou de alguém que autorizasse a abertura de uma conta bancária e que lhe desse apoio para conseguir emprego. Goa tentou fazer seu melhor para preencher a lacuna que o pai de Mustaphá havia deixado. Outra coisa necessária foi instruí-lo em atividades manuais que pudessem prepará-lo para ter sucesso na vida.

Goa não teve o privilégio de levar Mustaphá à igreja, mas teve a alegria de lhe falar sobre Jesus. Ele disse que Cristo ama todos e que Ele também morreu por todos. “Sabe de uma coisa, irmãozinho? Todos inclui você”, disse. Mustaphá ficou calado por um minuto; então, olhou e sorriu. “Você pode conseguir uma Bíblia pra mim, pastor?”

A oferta deste trimestre ajudará a construir um centro evangelístico multiuso para o grande número de membros do Ministério Jovem do campus universitário, que atualmente não têm lugar para cultos, reuniões e eventos evangelísticos.

Esse ministério é muito importante e ajuda a cumprir a missão de compartilhar o evangelho com os alunos não cristãos e vizinhos da comunidade, que não conhecem o amor de Jesus. O novo centro de jovens fornecerá treinamento para o evangelismo e um local de cultos. Por favor, sejamos generosos. Muito obrigado!

*Pseudônimo

Mensagem missionária

“Desejo um feliz sábado para a família de Deus!”, diz o pastor Elijah Adewumi, diretor do evangelismo jovem, um componente vital do Ministério Jovem Adventista. “Os jovens assumiram o desafio de satisfazer as necessidades da nossa comunidade, engajando-se em um ministério integral e mostrando compaixão pelas pessoas, como Jesus fez. Eles participam de cursos de saúde, exames de saúde gratuitos, e distribuição de alimento e roupas. Além disso, fornecem telas para a prevenção da malária, limpam as ruas, visitam hospitais, pregam o evangelho e constroem igrejas.

“Quando as pessoas têm suas necessidades atendidas, muitas acabam seguindo Jesus. Se as ajudarmos, poderemos encaminhá-las a Cristo.

“Queremos que nossa comunidade sinta o impacto positivo da Universidade Babcock e da fé adventista do sétimo dia. Acredito que o novo centro evangelístico jovem ajudará nossos jovens a fazer ainda mais para alcançar a comunidade com o amor de Deus”, finaliza o pastor Elijah.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 12: 10 a 17 de junho
O Dia do Senhor

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook e no Youtube

Introdução

Um empresário desapareceu após a comemoração do seu aniversário de 30 anos. Ele saiu de uma festa, por volta das 2h, dirigindo seu carro, e como não compareceu aos seus compromissos no dia seguinte, a família notou seu desaparecimento. A polícia abriu investigação para tentar esclarecer o caso. Começou então um período de angústia e desespero para familiares e amigos. Pela ausência do ente querido, os dias se arrastavam parecendo anos. Finalmente foi encontrado. Numa entrevista depois da volta do desaparecido, o pai dele contou que “após a perda de memória, o filho foi até o Estado vizinho. Ali, ele procurou um psicólogo que o ajudou a ter algumas lembranças. Uma delas foi a de um amigo para o qual pediu ajuda. Esse amigo, que também estava acompanhando o desaparecimento, entrou em contato com nossa família e o encaminhou de volta pra casa.” Uma história que poderia ter terminado numa tragédia acabou tendo um final feliz.

Com certeza você já ouviu histórias semelhantes a essa envolvendo pessoas que tiveram ataques de amnésia, a perda de memória total ou parcial. Dizem os entendidos que na maioria dos casos é temporária e pode ser causada por diversas razões: pode ser consequência de algumas doenças neurodegenerativas ou enfermidades que atingem o tecido cerebral, traumas físicos (pancadas na cabeça, por exemplo) e psicológicos. Na lista ainda entram alcoolismo e uso de drogas.

Aplicando à nossa experiência religiosa, dá para dizer que existe amnésia espiritual. Isso pode acontecer quando um indivíduo ouve a Palavra e as instruções de Deus e as aceita, mas as provas da vida, o barulho do mundo e o burburinho das coisas o levam a se esquecer dos mandamentos divinos. Entre os falsos mestres da época de Pedro estavam alguns que sofriam dessa amnésia espiritual. No capítulo 3, o escritor diz que eles “ignoram” verdades bíblicas. Referia-se a coisas ignoradas ou esquecidas por eles. É interessante notar que Pedro encerra seus escritos em um teor escatológico, mas sem dissociá-lo da vida cristã. Sua escatologia não é teórica. É a base para questão: Se todas as coisas caminham para um fim e serão destruídas, como devemos viver (3:11)?

Após ter falado sobre dois caminhos, dois tipos de vida (o caminho de Deus e o caminho dos falsos mestres, o que nos lembra um pouco o Salmo 1, que propõe dois caminhos para o homem), ele fala sobre a segunda vinda de Cristo (3:4) e, pela perspectiva do juízo, compara esse evento ao dilúvio dos dias de Noé (3:7).

Pedro enfrenta dois argumentos dos chamados escarnecedores, ou zombadores, que certamente eram os mesmos do capítulo 2. Eles estavam "ignorando” ou esquecendo alguns itens que foram relembrados pelo autor. Ao relembrá-los, ele responde de forma clara e contundente àqueles que queriam desfrutar a vida do seu jeito sem se preocupar com a volta de Jesus e o juízo de Deus.

I – Argumentos dos escarnecedores

a) O primeiro argumento deles pode ser visto como argumento da continuidade das coisas. Eles declaram: "O que houve com a promessa da sua vinda? Desde que os antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação” (2Pe 3:4).

Em outras palavras, o desafio deles dizia que essa história de uma intervenção de Deus na história da humanidade não procedia, pois as coisas andavam normalmente desde os tempos mais antigos. Esse negócio de volta de Jesus (parousia) ou juízo final não tem sentido. Pareciam dizer que tudo isso era invenção.

b) O segundo argumento tem a ver com o fator tempo. Os escarnecedores diziam: “Desde que os antepassados dormiram (morreram) nada aconteceu e o tempo está passando.

A mim parece que hoje esses argumentos são muito usados consciente ou inconscientemente por pessoas de dentro e de fora da igreja. Quantos já não desistiram de esperar a volta de Jesus por causa de Sua suposta “demora”? Quantos não deixaram o povo de Deus porque as profecias do fim supostamente não estão se cumprindo com a rapidez e a maneira que almejam?

Como Pedro respondeu a esses argumentos de seus opositores?

II – Resposta de Pedro aos argumentos

Devemos lembrar que, embora fosse originalmente um pescador desacostumado à sofisticação e ao academicismo, o apóstolo era movido pelo Espírito Santo. E foi com a inspiração do Espírito Santo que ele respondeu aos zombadores de forma magistral.

Contra o argumento da continuidade, ele usou dois acontecimentos que provavam a intervenção de Deus na história da humanidade. O primeiro foi a criação, quando do nada Deus fez tudo. Ele atuou na Terra sem forma e vazia e o planeta foi formado com beleza e simetria (3:5).

O segundo foi o próprio Dilúvio que, pela ação divina, desfigurou o planeta e, a partir desse evento, uma nova ordem de coisas teve lugar. O Dilúvio demonstra que uma catástrofe pode alterar as coisas (3:6)

E para arrematar, este mesmo planeta destruído pela água está sendo preparado para o fogo guardado para o juízo contra os ímpios (3:7).

Contra o argumento do tempo ele explicou que o tempo de Deus é diferente do nosso tempo. As famosas palavras “para o Senhor um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (3:8) são esclarecedoras. O jeito divino de lidar com o fator tempo é diferente. Deus está usando o tempo para salvar pessoas para o Seu reino. O fator-chave aqui é a paciência para esperar o Senhor.

Conclusão: O que aprendemos com 2 Pedro 3 no contexto do tema da volta de Jesus?

a. Sempre haverá pessoas que zombarão da nossa fé. Foi assim com os profetas, foi assim com os apóstolos, foi assim com a igreja do passado e será assim no futuro.

b. Diante da zombaria precisamos permanecer firmes, amparados nas promessas de Deus (3:1, 2).

c. O objetivo divino sempre é salvar.

“O Senhor não demora em cumprir a Sua promessa, como julgam alguns. Pelo contrário, Ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9).

“Pode parecer que o cumprimento da promessa de Deus se acha muito demorado, pois “um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia” (2Pe 3:8); pode parecer tardar, mas no tempo adequado “certamente virá, não tardará” (Hb 2:3; Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 115).

d) Nosso desafio: Pela graça de Deus, preparar-se para o grande Dia do Senhor (3:11-14).

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).