Lição 13
17 a 24 de junho
Principais temas de 1 e 2 Pedro
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Sl 18–22
Verso para memorizar: “Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por Suas chagas, fostes sarados” (1Pe 2:24).
Leituras da semana: Is 53:5, 6, 9; Lv 16:16-19; Lv 11:44; Rm 13:1-7; 1Co 14:40; 2Tm 3:16

As duas epístolas de Pedro foram escritas para fins práticos. Em 1 Pedro, o grande problema combatido pelo apóstolo foi a perseguição enfrentada pelos cristãos. Já em 2 Pedro, o problema foi os falsos mestres. Pedro escreveu com poder e autoridade, à medida que buscava encorajar seus leitores e adverti-los dos desafios que surgiam diante deles.

Pedro combateu ambos os problemas em termos teológicos. Os sofrimentos causados pela perseguição fizeram com que ele refletisse sobre a agonia e morte de Jesus, que nos trouxeram a salvação. Os falsos mestres enfrentarão a realidade do juízo, que ocorrerá depois da segunda vinda de Cristo à Terra. Esses são alguns dos temas abordados por Pedro em suas duas cartas.

A lição desta última semana analisa com mais detalhes cinco temas sobre os quais Pedro escreveu: os sofrimentos de Jesus que resultaram em nossa salvação; nossa resposta prática ao fato de que Deus julgará nossas ações no juízo final; a esperança que temos da breve volta de Jesus; a ordem na sociedade e na igreja; e a função das Escrituras em orientar nossa vida.

Incentive os jovens de sua igreja a dedicar as próximas férias à colportagem evangelística e a estudar em nossos internatos.
Domingo, 18 de junho
Ano Bíblico: Sl 23–30
Sofrimento, Jesus e salvação

1. Leia as seguintes passagens e escreva o que cada uma revela sobre a salvação:

1Pe 1:2 

1Pe 1:8, 9  

1Pe 1:18, 19  

1Pe 2:22-25  

1Pe 3:18 

Quando Pedro mencionava a salvação, geralmente apresentava esse tema no contexto do sofrimento de Cristo como Substituto dos pecadores. Por exemplo, em 1 Pedro 2:22-24, ao escrever sobre o sofrimento de Jesus, ele utilizou uma linguagem que refletia Isaías 53:5, 6, 9. “Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados [...] por Suas chagas, fostes sarados” (1Pe 2:24). Essa passagem revela os conceitos de substituição e sacrifício.

Em muitos dos sacrifícios descritos no Antigo Testamento, os pecadores traziam suas ofertas ao templo e impunham as mãos sobre elas. Esse ato transferia simbolicamente o pecado do pecador para o animal, que então morria em seu lugar (Lv 4:29, 30, 33, 34; 14:10-13). A impureza do pecado acumulada sobre o altar era purificada e removida no Dia da Expiação (Lv 16:16-19).

O sangue do sacrifício desempenhava função muito importante na expiação do pecado. Os cristãos foram remidos pelo precioso sangue de Jesus (1Pe 1:18, 19). Paulo também expressou a mesma ideia de substituição ao dizer que Cristo, que não conheceu o pecado, tornou-Se pecado por nós (2Co 5:21). De acordo com 1 Pedro 3:18, Jesus sofreu pelos pecados, o Justo pelos injustos.

Assim como Paulo (Rm 3:21, 22), Pedro enfatizou a necessidade de fé. Ele declarou: “Ao qual, não O havendo visto, amais [...] alcançando o fim da vossa fé, a salvação da alma” (1Pe 1:8, 9, ARC). A salvação não é obtida mediante o comportamento piedoso, mas concedida quando cremos no que Jesus fez por nós e O aceitamos como Salvador pessoal. Nossa garantia se encontra nEle, não em nós mesmos.

Por que Jesus, como nosso Substituto, é nossa grande esperança de salvação? Como essa maravilhosa verdade nos conforta?
Segunda-feira, 19 de junho
Ano Bíblico: Sl 31–35
Como devemos viver?

Um tema retomado por Pedro com maior frequência do que qualquer outro é apresentado em sua pergunta: “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser, em santo trato e piedade”? (2Pe 3:11, ARC).

2. Leia os textos seguintes. O que Pedro disse sobre o comportamento cristão? (1Pe 1:15-17, 22; 1Pe 2:1; 1Pe 3:8, 9; 1Pe 4:7-11; 2Pe 3:11). Assinale a alternativa correta:

A.( ) O cristão deve viver em santidade, obedecer a Deus, amar seu próximo e se livrar da maldade, hipocrisia, engano, inveja e maledicência.

B.( ) O cristão deve buscar satisfazer suas paixões carnais, priorizando o próprio eu.

C.( ) O cristão deve se submeter ao que sua consciência mandar.

Pedro discorreu sobre o comportamento cristão em diversas partes de suas duas cartas, e uma série de temas é recorrente. Primeiramente, ele enfatizou por duas vezes a relação entre o juízo de Deus e o comportamento cristão (1Pe 1:17; 2Pe 3:11). Deus julgará as obras de todos. Portanto, devemos viver em santidade.

Em segundo lugar, Pedro mencionou diversas vezes que os cristãos deveriam ser santos. No Antigo Testamento, as coisas santas eram separadas para uso no templo (Êx 26:34; 28:36; 29:6, 37) ou para os propósitos de Deus. Por exemplo, o sábado em Gênesis 2:3. O plano de Deus era que Seu povo fosse santo assim como Ele é santo, um tema que Pedro também abordou (Lv 11:44; 19:2; 1Pe 1:15, 16). O processo em que algo é separado para propósitos santos é chamado de “santificação”, e o desejo de Pedro era que seus leitores fossem santificados pelo Espírito e obedientes a Jesus (1Pe 1:2).

Em terceiro lugar, Pedro apresentou detalhes do comportamento apropriado aos santificados. Eles devem se livrar da maldade, engano, hipocrisia, inveja e maledicência (1Pe 2:1), ter o mesmo modo de pensar, amor uns pelos outros e humildade (1Pe 3:8, 9, NVI). Também devem ter piedade, fraternidade e amor (2Pe 1:5-7) intenso e constante (1Pe 4:7-11). Por último, Pedro encorajou seus ouvintes a lançar sua ansiedade sobre Jesus (1Pe 5:7).

Como podemos encorajar uns aos outros sem fazer julgamentos? Como podemos viver de acordo com o chamado feito nas epístolas de Pedro?
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Terça-feira, 20 de junho
Ano Bíblico: Sl 36–39
Esperança na segunda vinda

3. O que os seguintes textos dizem sobre os eventos futuros?

1Pe 1:4 __________________________________________________________________

1Pe 1:17 __________________________________________________________________

1Pe 4:5, 6 __________________________________________________________________

1Pe 4:17 __________________________________________________________________

2Pe 3:1-10 __________________________________________________________________

Um dos problemas críticos enfrentados pelos leitores de 1 Pedro era a perseguição. Pedro os confortou com o pensamento de que, embora sua vida se tornasse difícil por causa da perseguição, havia uma recompensa futura esperando por eles no Céu, algo que não poderia ser tirado deles. Logo no início de sua primeira epístola, ele mencionou que temos uma herança incorruptível reservada no Céu (1Pe 1:4).

Pedro destacou dois acontecimentos futuros: o juízo final e a destruição do mal por meio do fogo. Em outras palavras, ele revelou que, embora os cristãos estivessem sendo perseguidos naquele momento, a justiça e o juízo seriam feitos, e eles receberiam sua recompensa eterna.

O apóstolo mencionou o juízo em três ocasiões distintas (1Pe 1:17; 4:5, 6, 17). Ele afirmou que Deus, o Pai, julga todos os seres humanos de maneira imparcial, segundo suas obras (1Pe 1:17). Ele também declarou que o próprio Jesus está pronto para julgar os vivos e os mortos (1Pe 4:5). Além disso, Pedro também fez a intrigante observação de que o juízo começaria pela casa de Deus (1Pe 4:17).

O apóstolo enfatizou que “os ímpios” serão destruídos pelo fogo que envolverá o mundo todo (2Pe 3:7).

Ele teve que lidar com problemas relacionados ao questionamento da crença na volta de Cristo (2Pe 3:1-10). O apóstolo ressaltou que a razão da “demora” de Seu retorno era possibilitar que mais pessoas se arrependessem e fossem salvas. Ele destacou também que a certeza de um futuro “ajuste de contas” deveria convencer todos a viver de maneira santa e irrepreensível.

Portanto, por mais que o foco de Pedro estivesse no presente e na vida cristã prática, ele ainda mantinha diante de seus leitores a esperança do futuro que os aguardava. Em suma, independentemente das circunstâncias naquela ocasião, eles precisavam seguir em frente em fé e obediência.

Por que devemos avançar em frente em fé e obediência, independentemente das circunstâncias?
Quarta-feira, 21 de junho
Ano Bíblico: Sl 40–45
Ordem na sociedade e na igreja

4. De acordo com 1 Pedro 2:11-21 e 1 Pedro 5:1-5, qual é a importância do governo e da liderança da igreja? Como os cristãos devem se portar diante de ambos? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Eles servem apenas para nos oprimir, cobrar impostos abusivos e acabar com nossa liberdade individual. Os cristãos devem rejeitar qualquer autoridade na Terra, seja do governo ou da igreja, pois devem obedecer somente ao Senhor.

B.( ) Eles são designados por Deus para deter os malfeitores. Os cristãos devem se sujeitar a toda e qualquer autoridade, desde que ela não esteja em oposição à vontade de Deus.

C.( ) Eles não têm importância alguma. Os cristãos devem manter distância das autoridades e fazer o que lhes convém.

Na época de Pedro, os cristãos eram eventualmente perseguidos pelo governo e pelas autoridades religiosas. Isso torna ainda mais significativo o que ele e Paulo tinham a dizer sobre a função correta das autoridades governamentais (1Pe 2:13-17; Rm 13:1-7). Ambos acreditavam que os governantes eram constituídos pelo próprio Deus a fim de deter os malfeitores. Todavia, é evidente que em algumas ocasiões o problema pode ser o próprio governo vigente. Os cristãos enfrentaram essa dificuldade nos dias de Pedro, e por muitos anos ela só piorou.

Contudo, por via de regra, a ideia era que um bom governo preservaria a lei, a ordem e a segurança. Ainda hoje existem exemplos em que a lei e a ordem são quebradas. Podemos ver a necessidade desesperada de se ter um governo justo. Um bom governo é uma bênção que Deus concedeu à humanidade.

Pedro compartilhava da convicção de Paulo de que a boa administração da igreja também é importante. Paulo enfatizou que tudo devia ser feito com decência e ordem nos cultos (1Co 14:40). Semelhantemente, Pedro pediu aos líderes da igreja que pastoreassem o rebanho de Deus que lhes havia sido confiado (1Pe 5:2). Eles deviam fazer isso com humildade e cuidado.

As igrejas precisam ser bem conduzidas. Bons líderes apresentam visão e coerência. Eles habilitam outros a exercer seus dons espirituais para a glória de Deus.

Conforme 1 Pedro 5:5, devemos nos revestir de humildade no trato de uns com os outros. Como podemos aplicar esse princípio aos nossos relacionamentos?
Quinta-feira, 22 de junho
Ano Bíblico: Sl 46–50
A primazia das Escrituras

5. De acordo com os seguintes textos, qual deve ser o papel da Bíblia em nossa vida e fé? 1Pe 1:10-12; 2Pe 1:16-20; 2Pe 3:2, 16. Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) Exortar-nos e firmar nossa fé.

B.( ) Dar testemunho de Jesus Cristo e da salvação, e nos livrar dos enganos, por meio das profecias e do seu cumprimento na História.

C.( ) Lembrar-nos das palavras dos santos profetas e dos mandamentos do Senhor.

Em sua segunda carta, Pedro confrontou os falsos mestres. Ele guiou seus leitores a duas fontes de autoridade, dizendo que devemos nos recordar “das palavras que, anteriormente, foram ditas pelos santos profetas, bem como do mandamento do Senhor e Salvador, ensinado pelos vossos apóstolos” (2Pe 3:2). Hoje podemos recorrer às mesmas fontes de autoridade. Em primeiro lugar, temos as palavras dos “santos profetas”, isto é, o Antigo Testamento. Em segundo lugar, embora não tenhamos mais os apóstolos em vida, em certo sentido temos algo melhor: seu testemunho inspirado, revelado no Novo Testamento.

Mateus, Marcos, Lucas e João nos legaram a história completa da vida, morte e ressurreição de Jesus. No livro de Atos, Lucas nos deixou os registros das atividades dos apóstolos. Podemos ler as palavras inspiradas dos próprios discípulos. Paulo escreveu veementemente sobre a autoridade da Palavra de Deus (2Tm 3:16). Pedro também guiou seus leitores às Escrituras como fonte de autoridade moral e doutrinal.

Em 2 Pedro 3:16, ele advertiu seus leitores e ouvintes de que, embora a Bíblia seja a fonte da verdade, se não prestarmos cuidadosa atenção à mensagem que o Espírito Santo deseja nos comunicar, a própria fonte da verdade pode ser mal interpretada, e isso pode trazer consequências terríveis.

As palavras de Pedro devem nos lembrar dos princípios básicos de estudo da Palavra de Deus. Precisamos ler o texto bíblico em espírito de oração, considerando o contexto do capítulo, do livro e de toda a Bíblia. O que o autor abordava especificamente quando escreveu o texto? Devemos lê-lo à luz das circunstâncias históricas em que foi escrito. (No caso de 1 e 2 Pedro, o Império Romano do primeiro século). Devemos ler a passagem bíblica buscando discernimento espiritual, sabendo que a salvação mediante o sacrifício de Cristo é a mensagem central da Bíblia (1Pe 1:10-12). Finalmente, devemos tentar aplicar a mensagem à nossa vida. Qual verdade Deus deseja nos comunicar? Como podemos aplicar a Bíblia à nossa experiência de maneira que ela contribua positivamente para o reino de Deus?

Sexta-feira, 23 de junho
Ano Bíblico: Sl 51–55
Estudo adicional

Mesmo em meio a densa teologia, as cartas de Pedro dão forte ênfase à vida cristã e à maneira pela qual devemos tratar uns aos outros. Em outras palavras, precisamos conhecer a verdade como ela é em Jesus. Porém, ainda mais importante, precisamos vivê-la. Estas palavras grandiosas se encontram logo no início da primeira epístola de Pedro: “Tendo purificado a vossa alma, pela vossa obediência à verdade, tendo em vista o amor fraternal não fingido, amai-vos, de coração, uns aos outros ardentemente” (1Pe 1:22). Pedro relacionou a purificação da nossa mente à obediência à verdade. A verdade nos transforma em pessoas que se amam fervorosamente, com um “coração puro”. A obediência, a pureza de coração e o amor estão relacionados. Esse é o ideal pelo qual devemos lutar. Imagine quanto nossa vida e nossas igrejas seriam diferentes se seguíssemos essa ordem. Pense no que ela faria ao sentimento de unidade da igreja. “Irmãos, levareis convosco o espírito de Cristo ao voltardes para vosso lar e igreja? Haveis de abandonar a incredulidade e a crítica? Estamos nos aproximando de um tempo em que, mais do que nunca, precisamos nos unir e trabalhar juntos. Há força na união. Na discórdia e desunião só há fraqueza” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 374).

Perguntas para reflexão

1. Como podemos esperar e apressar o dia de Deus (2Pe 3:12), isto é, a segunda vinda de Cristo?

2. Como devemos ler e interpretar corretamente aquele que é considerado o “segundo livro de Deus”, a natureza? Infelizmente, como acontece com o primeiro (a Bíblia), o segundo livro é mal interpretado, quando se elimina dele a ideia de projeto (design) e propósito, pela filosofia darwiniana da mutação aleatória e seleção natural. Muitos imaginam que o mundo apenas parece planejado, mas surgiu do acaso. Como ler e interpretar a natureza da maneira certa? Quais são os limites dela em seus ensinos sobre Deus? Que ajuda podemos obter da Bíblia para compreender corretamente a natureza? O que devemos fazer quando a natureza contradiz nossa interpretação da Bíblia?

Respostas e tarefas da semana: 1. Com antecedência, escolha 5 alunos. Entregue um dos textos bíblicos a cada um deles, solicitando que preparem uma resposta para a pergunta. Permita que as conclusões deles sejam apresentadas na classe. Peça também a opinião dos demais alunos. 2. A. 3. Com antecedência, escolha 5 alunos. Entregue um dos textos bíblicos a cada um deles, solicitando que resumam o que a passagem bíblica fala sobre os eventos futuros. Permita que as suas conclusões sejam apresentadas na classe. Peça também a opinião dos demais alunos. 4. B. 5. V; V; V.

Resumo da Lição 13
Principais temas de 1 e 2 Pedro

TEXTO-CHAVE: 2 Pedro 3:1, 2, 17, 18

O ALUNO DEVERÁ

Conhecer: As principais questões teológicas sobre as quais Pedro escreveu e considerar sua harmonia com o restante das Escrituras.

Sentir: Vibrar com a certeza da vida eterna em Cristo e com a esperança de Seu breve retorno.

Fazer: Vigiar para não cair no engano, e permitir que esses ensinamentos o ajudem a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

ESBOÇO

I. Conhecer: A centralidade de Jesus Cristo

A. De que maneira Pedro colocou Jesus Cristo e as Escrituras no centro de todos os seus ensinamentos?

B. Como Pedro uniu as doutrinas da justificação, santificação e glorificação pela fé em Jesus Cristo em seus diversos ensinos?

II. Sentir: Esperança e segurança

A. De quais maneiras diferentes Pedro incutiu esperança e segurança em seus leitores, muitos dos quais estavam sofrendo por sua fé?

B. Qual reação ele esperava de seus leitores diante da perspectiva do juízo iminente?

III. Fazer: Vivendo à luz do juízo

A. Como a obra expiatória de Cristo deve influenciar a relação do cristão com o juízo?

B. De que maneira o senso de responsabilidade do cristão para com Deus deve influenciar suas escolhas quanto ao estilo de vida?

RESUMO: Pedro destacou especialmente cinco áreas da teologia cristã: (1) A centralidade do sacrifício substitutivo de Cristo para nossa salvação; (2) A conduta piedosa como resposta adequada ao juízo iminente; (3) A esperança do breve retorno de Jesus; (4) O plano de Deus para a ordem na sociedade e na igreja, e (5) A função das Escrituras em nossa vida.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 2 Pedro 1:2-4, 12-15

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Deus nos concedeu todas as coisas necessárias à vida e à piedade por meio do conhecimento dEle e de Jesus, nosso Senhor. Pedro nos lembrou de que recebemos grandiosas e preciosas promessas. Nelas está o poder para vencer nossa natureza pecaminosa e participar da natureza divina.

Para o professor: Na medida do possível, mantenha em perspectiva as cinco áreas da teologia focalizadas nesta semana. Busque integrá-las em uma visão integral do papel de Cristo na vida e na experiência do cristão. Pedro retratou Jesus como o Sofredor exemplar mediante Seu sacrifício substitutivo para nossa justificação. Deus nos chama à santidade (processo de santificação) em nossa conduta diária, como resposta ao juízo iminente. Temos a esperança da glorificação na volta de Cristo. Devemos nos preparar para viver no Reino eterno de Deus. Por essa razão, precisamos compreender e aplicar os princípios da ordem divina na sociedade e na igreja. A Bíblia é o manual de instruções para essa preparação e prática, e ela deve desempenhar um papel central na vida do cristão. As Escrituras não permitirão que sejamos enganados pelos falsos mestres, que desejam nos conduzir ao erro e nos fazer abandonar a fidelidade à verdade encontrada em Jesus.

Discussão e atividade inicial: Peça aos alunos que leiam juntos 2 Pedro 1:2-4, 12-15; 3:1, 2, 17, 18. Discutam sobre quais eram os propósitos de Pedro ao escrever suas duas cartas aos cristãos espalhados na Ásia Menor. Como esses propósitos se relacionam aos cinco temas teológicos focalizados na lição desta semana? O que une esses temas diversos em um todo integrado nas cartas de Pedro?

Compreensão

Comentário bíblico

I. O preço da nossa salvação

(Recapitule com a classe 1 Pedro 1:18, 19; 2:22-25; 3:18.)

A linguagem da redenção é a do preço ou sacrifício. Quanto custou a Deus a redenção da humanidade caída? O preço não poderia ser pago com prata, ouro nem qualquer substância material. A lei exigia a vida do pecador. A única maneira de resgatá-lo era substituir uma vida pela outra. Essa lição era claramente ensinada nos rituais do santuário do Antigo Testamento, sendo Jesus o cumprimento do “tipo” do cordeiro sacrifical (Jo 1:29; Ap 5:6, 9). O Criador era o único que poderia pagar o preço pela humanidade. Pelo Seu sangue precioso, Deus redimiu o homem da maldição da lei, tornando Jesus maldição por nós na cruz (Gl 3:10, 13). Não há outro meio de salvação.

Pense nisto: Qual é o preço da salvação? Por que Cristo era o único que poderia pagar o preço pela redenção da humanidade?

II. A resposta à nossa salvação

(Recapitule com a classe 1 Pedro 1:13-17; 2:1, 2, 11, 12; 3:8, 9; 4:7-11; 2 Pedro 3:11, 14.)

Em resposta à misericórdia de Deus para conosco, desejamos compartilhar de Sua santidade e viver piedosamente neste mundo, evidenciando os princípios do reino para o qual fomos regenerados e no qual desejamos viver eternamente. Diante do dia do juízo de Deus e da destruição da presente criação e de tudo o que diz respeito ao pecado, precisamos considerar que tipo de pessoas devemos ser, conhecendo o que Deus espera de nós. Ele nos chama a ser santos e piedosos, dando o exemplo do amor e das boas obras diante dos incrédulos, para que eles glorifiquem a Deus no dia do juízo, em vez de encontrar motivo para acusação.

Pense nisto: Em vista da destruição iminente, que tipo de pessoa devo ser em santo procedimento e piedade?

III. A esperança da nossa salvação

(Recapitule com a classe 1 Pedro 1:3-9, 13; 5:4; 2 Pedro 3:3-14.)

Pedro manteve diante dos cristãos a “esperança viva” de uma herança que jamais perecerá, que é o alvo da nossa fé, a salvação (1Pe 1:3, 4, 9). Ele disse que receberemos essa herança quando Jesus Cristo for revelado no fim do tempo. Embora surjam céticos zombando da nossa esperança quanto ao retorno de Cristo, Pedro nos assegurou que qualquer aparente demora é devida à nossa falta de arrependimento e preparação apropriada. Portanto, Deus nos espera até que levemos a sério a nossa salvação e façamos o preparo necessário. Quando a tão 

esperada segunda vinda de Cristo finalmente ocorrer, a Terra e o céu serão destruídos por um fogo intenso. Diante desse cenário iminente, devemos viver em santidade e piedade, não apenas aguardando esse dia com grande ansiedade, mas também apressando Sua vinda.

Pense nisto: Qual é a “esperança viva” a qual Pedro se referiu? Quais são as razões para a aparente demora da segunda vinda de Cristo? Como podemos apressar Seu retorno?

IV. Seguindo a ordem divina

(Recapitule com a classe 1 Pedro 2:11-21; 5:1-5.)

À medida que nos preparamos para viver eternamente sob o divino sistema de ordem, precisamos compreender e aceitar a ordem divina na sociedade e na igreja. A ordem de Deus tem estabelecido autoridades, seja em assuntos civis e governamentais, nas relações comerciais e de trabalho, no casamento, nos relacionamentos familiares e na igreja. É preciso trabalhar de acordo com as diretrizes da ordem divina em todos os níveis, mostrando amor e respeito a todos e submissão às autoridades. Pedro detalhou algumas dessas relações e defendeu Jesus como o exemplo, por ser submisso e não ameaçar nem retaliar quando maltratado.

Pense nisto: De que maneira a submissão ao divino sistema de ordem na sociedade e na igreja nos prepara para viver eternamente em submissão ao Seu sistema de ordem no Céu?

V. A função das Escrituras

(Recapitule com a classe 1 Pedro 1:10-12; 2 Pedro 1:19-21; 3:2, 15, 16.)

Pedro lembrou seus leitores de que a Bíblia é a autoridade final para o cristão. A Palavra de Deus não é proveniente da iniciativa humana, mas surgiu pela revelação divina, à medida que o Espírito Santo movia as mentes dos agentes humanos. A Bíblia é uma fonte objetiva e confiável de verdade. Ela foi escrita e preservada especialmente para o benefício dos que viveriam nos dias do cumprimento das profecias. Os escritos dos apóstolos e profetas do Novo Testamento, como Paulo, que falou da parte de Deus e cujos escritos foram preservados e difundidos para a orientação da igreja, têm a mesma autoridade das Escrituras do Antigo Testamento. Faremos bem em atendê-las assim como a uma luz que brilha em lugar tenebroso, até que Jesus reine em nosso coração.

Pense nisto: Por que a Bíblia é a autoridade suprema quanto à vontade de Deus para o cristão? Por que podemos confiar nela?

Perguntas para discussão

1. As epístolas do Novo Testamento são caracterizadas principalmente por seus ensinamentos teológicos e pela admoestação prática. Em 1 e 2 Pedro, qual é o equilíbrio entre esses dois elementos?

2. Como as cartas de Pedro se comparam teologicamente às de Paulo?

Aplicação

Para o professor: Ao concluir esta lição, incentive os alunos a resumir algumas das ideias principais das epístolas de Pedro, úteis à sua vida. Muitas dessas ideias podem estar relacionadas a um dos cinco temas principais que destacamos nesta semana. O importante é que cada um encontre algo significativo à sua vida e experiência.

Perguntas para reflexão

1. Qual é a função das Escrituras em sua vida espiritual? Será que elas são, primariamente, uma fonte de doutrina ou uma revelação de Jesus Cristo que o leva a conhecê-Lo e amá-Lo mais? Explique sua resposta.

2. De que maneira seu relacionamento com Jesus Cristo faz a diferença em sua relação com os outros? Como os outros veem Jesus em você?

3. Qual é sua reação à proclamação do juízo e do breve retorno de Cristo? Você tem medo ou espera ansiosamente por esse dia como a realização de suas esperanças? Justifique sua resposta.

Atividade: Peça aos alunos que leiam juntos 2 Timóteo 3:12-16. Discutam as semelhanças entre a mensagem final de Paulo a Timóteo e a mensagem final de Pedro a seus leitores. O que ambos enfatizaram? De acordo com eles, o que é de vital importância para seus leitores?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Os ensinamentos teológicos devem levar à mudança no comportamento, razão pela qual, nas cartas do Novo Testamento, eles geralmente são seguidos de admoestação prática. É importante perceber a relação entre os dois. Ajude seus alunos a enxergar essa relação, de maneira que seu conhecimento teológico seja traduzido em ações apropriadas.

Atividade: Em um quadro para escrever ou folha de papel, faça uma tabela com duas colunas. Na coluna da esquerda, identifique os ensinamentos teológicos de 1 e 2 Pedro. Na coluna da direita, identifique as ações correspondentes que Pedro encorajou ou poderia encorajar. Discuta sobre como executar as ações sugeridas em nível individual e institucional. Caso sua classe não tenha os materiais para esta atividade, faça apenas a discussão, pedindo primeiramente aos membros que identifiquem um ensinamento teológico de 1 e 2 Pedro. Em seguida, peça-lhes que identifiquem a ação correspondente motivada por esse ensinamento. Prossiga com o restante da discussão, conforme descrita acima.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

 

Programa do Décimo Terceiro Sábado

Hino Inicial – “Ide!” (Hinário Adventista, 328)

Boas vindas – Coordenador ou professor da Escola Sabatina

Oração

Programa

Ofertas

Hino Final – “O Teu querer” (Hinário Adventista, 305)

Oração

Participantes: Um narrador e dois oradores.

Cenário: Bandeiras (ou ilustração das bandeiras) do Gabão e da Nigéria; um mapa grande da África, ou mundial, com esses países destacados.

Narrador: Durante o trimestre, nosso Informativo Mundial manteve o foco na Divisão Centro-Leste Africana, especialmente no Gabão e na Nigéria.

Hoje, ouviremos mais uma história da Nigéria sobre um garoto chamado Josué, que recentemente conheceu Jesus.

Orador 1: “Onde você aprendeu isso?”, Josué perguntou ao amigo Gil*, depois que ele terminou de contar a maravilhosa história de José e seus irmãos.

“Está na Bíblia”, ele respondeu com um sorriso. “Se você me acompanhar nos programas do Ministério Jovem Adventista também aprenderá muitas histórias.”

Gil morava no campus da Universidade de Babcock, não muito distante da casa de Josué. Ele admirava o conhecimento da Bíblia e queria aprender mais sobre ela, sozinho.

Orador 2: “Em breve teremos a Escola Cristã de Férias”, disse Gil. “Por que você não vem?”

Josué já havia jogado futebol com os rapazes do Ministério Jovem da universidade, em um programa de prática esportiva que houve num domingo. Ele gostou deles e os achou muito educados. Começavam todos os jogos com oração e um pequeno devocional.

Ele orou pedindo a Deus que lhe dissesse se deveria participar da Escola Cristã de Férias e sentiu a aprovação divina. Desde o primeiro dia, Josué descobriu que Gil estava certo. Ele não apenas ouviu muitas histórias bíblicas, como aprendeu músicas sobre Deus, atividades manuais, e fez novas amizades. E o melhor de tudo: aprendeu que Jesus o ama.

Orador 1: No encerramento da Escola Cristã de Férias, Josué decidiu aceitar Jesus como Salvador. Foi batizado após um ano, e agora deseja dar testemunho de sua fé, à semelhança de Gil. Quer que as pessoas conheçam o verdadeiro sábado e saibam que Jesus em breve virá.

Josué convidou o amigo Flávio para a Escola Cristã de Férias deste ano e ele aceitou o convite. Gostou muito das histórias bíblicas, atividades manuais e brincadeiras. Ele não conhecia muito sobre Jesus, mas agora sabe que Ele o ama e cuida dele.

Orador 2: A maioria dos amigos critica Josué por ter se tornado adventista. Isso é muito doloroso. Eles não querem ouvir de Jesus. Por isso, Josué “fala” de Jesus por meio do caráter e ações, como, por exemplo, manter o bom humor. Alguns jovens com quem Josué fala estão interessados em ir à igreja. Isso o deixa feliz.

Orador 1: Participar do Ministério Jovem fez diferença positiva em sua vida. Ele quer ajudar as pessoas da comunidade, especialmente os idosos. Josué gosta de ajudar as pessoas a carregar suas bagagens, cumprimenta gentilmente todos e é respeitoso.

A Escola Cristã de Férias transformou sua vida. Ele é muito feliz porque Jesus o ama! Sempre carregava os fardos sozinho, mas agora sabe que Deus Se preocupa com ele e quer aliviar seu fardo. Jesus o libertou!

Orador 2: A oferta deste trimestre ajudará na construção de um centro multiuso na Universidade Babcock, para os membros do Ministério Jovem que atualmente não têm um local para os cultos e outros programas. Esse centro ajudará no crescimento espiritual dos jovens e no desenvolvimento de habilidades que ajudarão a alcançar muitas pessoas para Jesus.

Narrador: Muito obrigado pelas generosas ofertas que serão doadas e ajudarão os jovens da Nigéria e do Gabão! Tenha certeza de que essas ofertas farão grande diferença na vida de muitos!

*Pseudônimo

[Ofertas]

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 13: 17 a 24 de junho
Principais temas de 1 e 2 Pedro

 

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook e no Youtube

 

Introdução

 

A lição 13 nos faz recordar de alguns temas abordados por Pedro em suas cartas. São eles:

 

I – Os sofrimentos de Cristo resultaram em nossa salvação

 

Pedro captou o conceito de sofrer vicariamente (isto é, no lugar de alguém): "Para isso vocês foram chamados, pois também Cristo sofreu no lugar de vocês, deixando-lhes exemplo, para que sigam os Seus passos” (1Pe 2:21, NVI).

Há um significado especial para o sofrimento de Jesus. Ele carregou “em Seu corpo, sobre o madeiro, nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça” (1Pe 2:24). Como pecadores, merecemos morrer. No entanto, o perfeito Jesus, em quem não Se achou nenhum dolo (1Pe 2:22), morreu em nosso lugar. Nessa substituição, temos o plano da salvação.

Jesus é o sacrifício perfeito. O Antigo Testamento determinava que os animais oferecidos em sacrifício pelo pecado fossem sem defeitos (Lv 22:19-21). Pedro seguiu a mesma linha de raciocínio quando disse que não fomos comprados e libertos de nossos pecados e de nossa vã maneira de viver com prata ou ouro, mas "pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha e sem defeito” (1Pe 1:19).

Três expressões sobre a qualidade do sacrifício de Cristo são destacadas nesse texto:

  1. “Precioso”. Essa palavra indica a singularidade do sangue de Cristo contrastando-o com o sangue de animais que era derramado nos tempos do santuário terrestre.
  2. “Sem mancha”, isto é, irrepreensível.
  3. “Sem defeito”, contrastando com o sacrifício de animais do santuário terrestre, que embora fossem “perfeitos”, de um ponto de vista humano, não tinham o poder salvífico do “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

 

II – Como devemos viver?

 

Logo após apresentar-se como apóstolo de Jesus Cristo, ele sugeriu que essa condição era resultado da fé na "justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1:1).

Seguindo o modelo divino ele apresentou primeiro a graça e a justiça de Cristo como a base de tudo. Ou seja, tudo começa quando o pecador, entendendo que está perdido e sem remédio para o seu pecado, confia na justiça de Cristo comprovada no Calvário. Resumindo, Pedro escreveu sobre um novo estilo de vida para o cristão nos seguintes termos:

  1. O novo estilo de vida emerge da graça de Deus. Ela é a fonte de tudo. Sua ênfase não é legalista.
  2. O objetivo de Deus é a santidade dos Seus filhos. Santidade significa ser separado para o serviço de Deus. O processo em que algo é separado para propósitos santos é chamado de “santificação”, e o desejo de Pedro era que seus leitores fossem santificados pelo Espírito e obedientes a Jesus (1Pe 1:2).
  3. Em terceiro lugar, Pedro apresentou detalhes do comportamento apropriado aos santificados. Eles devem se livrar da maldade, engano, hipocrisia, inveja e maledicência (1Pe 2:1), e devem ter o mesmo modo de pensar, amor uns pelos outros e humildade (1Pe 3:8, 9, NVI). Também devem ter piedade, fraternidade e amor intenso e constante (2Pe 1:5-7; 1Pe 4:7-11). Por último, Pedro falou sobre a confiança que os cristãos deviam manifestar, ao encorajá-los a lançar sua ansiedade sobre Jesus (1Pe 5:7).

 

III – Esperança da volta de Jesus e do juízo

 

Parece incoerente a ligação entre a volta de Jesus (ligada à esperança) e o juízo (ligado à condenação). Mas em Pedro e no restante da Bíblia, o juízo de Deus não é apenas condenação, mas antes disso é vindicação e salvação para os filhos de Deus. Ao lidar com as ameaças da perseguição (primeira epístola) e das heresias (segunda epístola), o escritor bíblico apresenta o juízo como uma defesa de Deus em favor do Seu povo e contra os malfeitores. Deus trará a recompensa com justiça. Ele afirmou que Deus, o Pai, julga todos os seres humanos de maneira imparcial, segundo suas obras (1Pe 1:17). Ele também declarou que o próprio Jesus está pronto para julgar os vivos e os mortos (1Pe 4:5). Além disso, Pedro também fez a intrigante observação de que o juízo começaria pela casa de Deus (1Pe 4:17). Nesse e em outros versos aprendemos que Deus está no controle de tudo e que o sofrimento não durará para sempre. Pedro alimenta a esperança dos sofredores com as seguintes palavras: “Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?” (1Pe 4:17).

Essa passagem que frequentemente citamos para apoiar a ideia de que o juízo investigativo começará pelo povo de Deus deve ser vista também como algo buscado pelos filhos de Deus, que na história bíblica sofriam injustiças e precisavam ter o caso deles vindicado por um juiz.

 

IV – Ordem na sociedade e na igreja

 

Mesmo sabendo das dificuldades que isso significava no tempo do império romano, Pedro insistiu em dizer que os crentes deviam obedecer às autoridades constituídas, pois isso significava honrar a Deus (1Pe 2:11-21). Além do mais, as autoridades eram usadas por Deus para castigar os que procediam erroneamente. A Lição do Aluno, no dia 16 de abril, capta essa verdade quando diz: “Nenhum governo é perfeito, e certamente aquele em que Pedro e seus leitores viveram também não era. Portanto, a lição para nós é que devemos ser bons cidadãos, obedecendo às leis do nosso país tanto quanto pudermos, apesar das imperfeições do governo sob o qual vivemos.”

Vale lembrar que ele mesmo já havia falado de um limite para essa obediência: Quando um governo atenta contra os princípios claros da Lei e da vontade de Deus não devemos obedecê-lo. "Mais importa obedecer a Deus do que aos homens”, já advertia Pedro, conforme o relato de Atos 5:29.

Por outro lado, ele também enfatizou o dever dos líderes que governam a igreja (1Pe 5:1-11). Em 1 Pedro 5:2, ele advertiu: “Pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir” (NVI).

O que ele estava afirmando é que um líder cristão, diferente de um mundano, trabalha não por cargos, posições, poder, nem pelo prazer de dominar os outros. Ao contrário, como diz Paulo em Filipenses 2:5-8, ele é tomado pelo sentimento de Cristo, que humilhou-Se e tomou a forma de servo para servir e salvar.

 

Conclusão: A primazia da Palavra de Deus

 

A Palavra profética foi ressaltada nas duas epístolas de Pedro tanto para servir de consolo diante da perseguição (1Pe 1:10-12) quanto para proteger os cristãos dos falsos mestres (2Pe 1:16-21). Ele os guiou à fonte correta de autoridade. Naquele tempo e ainda hoje muitos estão pregando teses baseadas em fontes hostis às Escrituras. No entanto, podemos dizer que ele estava preocupado não apenas com a leitura da Palavra, mas com sua correta interpretação. E, por que estava fazendo isso? Porque os hereges aparentemente estavam usando a Bíblia para validar suas doutrinas esquisitas e errôneas. Por essa razão, o autor disse que nenhuma parte da Palavra profética é de particular interpretação. Não que fosse proibido alguém estudar e entender a Bíblia por si só. O problema estava em interpretar sem levar em conta princípios, entre eles o principal: A Bíblia interpreta-se a si mesma. Há, portanto, a necessidade de se estudar com oração, sob a orientação do Espírito, não esquecendo do contexto de cada passagem. Mãos à obra!

 

 

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).

 

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).