Lição 5
22 a 29 de abril
Vivendo para Deus
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Rs 4, 5
Verso para memorizar: “Os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os Seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males” (1Pe 3:12).
Leituras da semana: 1Pe 3:8-12; Gl 2:20; 1Pe 4:1, 2; Rm 6:1-11; 1Pe 4:3-11; 2Sm 11:4

Os escritores da Bíblia conheciam a realidade da pecaminosidade humana. Como não perceber? O mundo exala o mau cheiro do pecado. Além disso, eles também reconheciam sua própria condição pecaminosa (veja 1Tm 1:15); Jesus precisou morrer na cruz para resolver o problema do pecado. Isso revela quanto a realidade do pecado é realmente profunda e universal.

Porém, os escritores da Bíblia também tinham consciência do poder de Cristo para transformar nossa vida e nos tornar novas criaturas nEle.

Nesta semana, estudaremos a nova vida dos cristãos depois da sua entrega a Jesus e do seu batismo. A mudança é tão grande que outros percebem. Pedro disse que ela nem sempre será fácil. Na verdade, ele falou sobre a necessidade de sofrer na carne (1Pe 4:1) a fim de obter a vitória prometida a nós.

Pedro continuou num tema que permeia toda a Bíblia, a realidade do amor na vida daquele que crê em Jesus. Ele disse que “o amor cobre multidão de pecados” (1Pe 4:8). Quando amamos e perdoamos uns aos outros estamos refletindo o que Jesus fez e ainda faz por nós.

Chegou o momento de começar a classe bíblica. Seja um semeador da Palavra que não volta vazia! Para semear, basta orar por um amigo, convidá-lo e levá-lo para a classe.
Domingo, 23 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 6–8
Tendo o mesmo “modo de pensar”

1. De acordo com 1 Pedro 3:8-12, como os cristãos devem viver? Como essa passagem ecoa o texto de 1 Pedro 2:20, 21? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Sendo egoístas. Devemos retribuir o mal com mal.

B.( ) Demonstrando indiferença. Devemos ser omissos em relação às ações dos outros.

C.( ) Tendo compaixão, bondade e humildade, retribuindo o mal com o bem.

Pedro começou seu texto recomendando a todos que tivessem “um mesmo modo de pensar” (homophrones). Ele não estava se referindo à uniformidade, no sentido de que todos tinham que pensar, fazer e acreditar exatamente da mesma forma. O melhor exemplo disso se encontra em 1 Coríntios 12:1-26, onde Paulo destacou que, assim como o corpo é composto de partes tais como mãos e olhos, mas ainda possui uma unidade intrínseca, também a igreja é composta por indivíduos com diferentes dons espirituais. Entretanto, mesmo com essas diferenças, eles têm uma unidade de propósito e espírito, no sentido de que trabalham em conjunto para formar uma comunidade unida.

Alcançar essa unidade nem sempre é fácil, conforme a história da igreja cristã infelizmente tem demonstrado de maneira ampla. No entanto, logo após esse conselho, Pedro revelou aos seus leitores como eles poderiam manifestar esse ideal cristão.

Por exemplo, os cristãos devem ser compassivos (1Pe 3:8). Isso significa que, quando um cristão sofre, outros sofrerão com ele; quando um cristão se alegra, outros se alegrarão com ele (compare com 1Co 12:26). A compaixão nos permite ver a perspectiva do outro, um passo importante rumo à unidade. Em seguida, Pedro disse […] Amem-se fraternalmente” (1Pe 3:8, NVI). O próprio Jesus declarou que a maneira de reconhecer Seus verdadeiros discípulos é verificar se eles têm amor uns pelos outros (Jo 13:35). Além disso, Pedro afirmou que os cristãos devem ter misericórdia e humildade (1Pe 3:8). Eles devem ter compaixão diante das dificuldades e falhas uns dos outros.

“Crucifiquemos o eu; consideremos os outros superiores a nós; assim seremos levados à unidade em Cristo. Perante o universo celestial, bem como a igreja e o mundo, daremos prova indiscutível de que somos filhos e filhas de Deus. O Senhor será glorificado por meio de nosso exemplo” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 188).

Muitas vezes não conseguimos pagar o mal com o bem (1Pe 3:9). Devemos morrer para o eu a fim de obedecer a essas palavras. Como podemos experimentar essa “morte”? (Veja Gl 2:20).
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Segunda-feira, 24 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 9–11
Sofrer na carne

Jesus morreu pelos nossos pecados. Nossa esperança de salvação se encontra somente nEle e em Sua justiça, que nos cobre e faz com que sejamos considerados justos aos olhos de Deus. Por causa de Jesus, somos “aceitos diante de Deus como se não tivéssemos pecado” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 62).

Mas a graça de Deus não termina apenas com uma declaração de que nossos pecados estão perdoados. Deus também nos dá poder para vencê-los.

2. De acordo com 1 Pedro 3:18, 21; 4:1, 2 e Romanos 6:1-11, qual é a relação entre o nosso sofrimento e a vitória sobre o pecado? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Nosso sofrimento, esforços e obras garantem nossa vitória.

B.( ) O batismo representa a morte para o pecado e a ressurreição para uma vida de vitória produzida pela graça de Deus.

C.( ) Não precisamos sofrer para vencer, pois Jesus tornou as coisas muito fáceis para nós.

Em 1 Pedro 3:18, o apóstolo utilizou uma pequena palavra grega, hápax, para enfatizar a natureza abrangente do sacrifício, sofrimento e morte de Jesus. Essa palavra significa “de uma vez por todas”.

A expressão “portanto, uma vez que”, em 1 Pedro 4:1 (NVI), é uma continuação do que acabara de ser dito em 1 Pedro 3:18-22. Nesses versículos anteriores, Pedro havia ressaltado que Cristo sofreu pelos nossos pecados a fim de conduzir-nos a Deus (1Pe 3:18), e que “o batismo, agora também [nos] salva” (1Pe 3:21).

Por essa razão, o batismo talvez seja o melhor contexto para compreendermos as seguintes palavras de Pedro: “Aquele que sofreu na carne deixou o pecado” (1Pe 4:1). Por meio do batismo, o cristão participa do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus; ele escolhe “no tempo que lhe resta, não mais [viver] para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus” (1Pe 4:2, NVI). Isso só pode ser alcançado quando nos entregamos diariamente ao Senhor e crucificamos “a carne, com as suas paixões e concupiscências” (Gl 5:24).

Em Romanos 6:11, Paulo afirmou que os cristãos são unidos a Cristo, em Sua morte e ressurreição, por meio do batismo. Quando somos batizados, morremos para o pecado. Precisamos, agora, fazer com que essa morte para o pecado seja real em nossa vida. As palavras de Paulo revelam o segredo da vida cristã: “Da mesma forma, considerem-se mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus” (Rm 6:11, NVI).

 

Você já “sofreu na carne” na luta contra o pecado? O que sua resposta revela sobre sua vida espiritual?
Terça-feira, 25 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 12–14
Renascido

Em Cristo, temos nova vida, novo começo. Nascemos de novo. Para aqueles que aceitaram a Cristo na fase adulta, isso significa que eles viverão de maneira diferente a partir do encontro com Cristo. Quem já não ouviu histórias extraordinárias de pessoas que, depois de trilharem os caminhos do mundo, experimentaram uma transformação radical por causa de Jesus e de Sua graça salvadora?

Depois de falar da morte para o eu e da nova vida que temos em Jesus, tendo sido batizados em Sua morte e ressurreição, Pedro falou sobre as mudanças que vivenciamos.

3. Leia 1 Pedro 4:3-6. Que mudanças acontecem na vida de alguém que se entrega a Cristo? Como as outras pessoas reagem a essas mudanças? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A. ( ) Ele abandona a libertinagem, a sensualidade e as orgias. Os pagãos estranham o fato de não mais participarmos dessas coisas.

B. ( ) Ele abandona a bebedeira, a farra e a idolatria e acaba sendo insultado pelos que praticam tais coisas.

Os três termos que Pedro utilizou para se referir ao abuso do álcool são “borracheiras, orgias, bebedices” (ou “bebedeiras, orgias e farras”, NVI; a ARC usa o termo “glutonarias”). Utilizando uma linguagem moderna, os dias de farra acabaram! Na verdade, de acordo com Pedro, a mudança que o cristão experimenta é tão grande que aqueles que o conheciam antes “acham estranho” que ele não mais participe dessa mesma devassidão (1Pe 4:4). Assim, temos a oportunidade de testemunhar aos incrédulos sem ter que pregar. O testemunho de um cristão piedoso vale mais do que todos os sermões do mundo.

4. O que Pedro disse nesses textos sobre o juízo? Complete as lacunas: 

“Contudo, eles terão que prestar _______________ Àquele que está pronto para _______________ os vivos e os mortos. Por isso mesmo o _______________ foi pregado também a _______________, para que eles, mesmo julgados no _______________ segundo os homens, vivam pelo _______________ segundo Deus” (1Pe 4:5, 6, NVI).

Pedro deixou claro que um dia haverá um julgamento para as obras feitas “na carne” (1Pe 4:2; compare com Jo 5:29; 2Co 5:10; Hb 9:27). Ao falar sobre a pregação do evangelho “também a mortos” (1Pe 4:6), ele quis dizer que, mesmo no passado, as pessoas que agora estão mortas tiveram, quando estavam vivas, oportunidade de conhecer a graça de Deus. Portanto, o Senhor também pode julgá-las com justiça.

 

Sua vida é diferente do que era antes de você ser cristão? Que diferença Jesus fez em sua vida?
Quarta-feira, 26 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 15–17
Pecados da carne

Ao listar os erros que as pessoas tinham cometido no passado e que pararam de cometer depois que se tornaram cristãs, Pedro enumerou também o que poderíamos chamar de “pecados sexuais”.

5. Leia 1 Pedro 4:3 novamente. O que mais Pedro enumerou sobre o passado, antes da aceitação de Cristo? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Amor e perdão.

B.( ) Disciplina e perseverança.

C.( ) Dissoluções e concupiscências.

Duas palavras têm conotação sexual distinta: “dissoluções” (aselgia, que significa “sensualidade”) e “concupiscências” (epithumia, que significa “luxúria” ou “desejo”).

Todavia, para os cristãos, é muito fácil transmitir a impressão errada sobre a sexualidade. A Bíblia não é contra o sexo; ao contrário, Deus o criou. Ele concedeu a sexualidade ao ser humano com o intuito de que fosse uma grande bênção. O sexo já existia no Éden. “Por isso, deixa o homem pai e mãe, e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne. Ora, um e outro, o homem e sua mulher, estavam nus e não se envergonhavam” (Gn 2:24, 25). Foi criado para ser um dos principais ingredientes responsáveis por unir marido e mulher em um compromisso vitalício, formando a melhor base para a criação dos filhos. Essa proximidade e intimidade é um reflexo do que Deus também busca ter com Seu povo (veja Jr 3; Ez 16; Os 1–3).

Nas circunstâncias corretas, no casamento entre um homem e uma mulher, a sexualidade é uma grande bênção. No lugar e contexto errados, ela pode ser uma das forças mais destrutivas do mundo. É impossível ao ser humano calcular as imediatas e devastadoras consequências desses pecados. Quem não conhece pessoas arruinadas devido ao mau uso desse presente maravilhoso?

6. O que os seguintes textos têm em comum? 2Sm 11:4; 1Co 5:1; Gn 19:5; 1Co 10:8

Não é preciso ler a Bíblia para conhecer histórias de dor e sofrimento causados por esses pecados. No entanto, também devemos tomar cuidado. Pecados dessa natureza podem ter fortes efeitos negativos sobre as pessoas, e a sociedade tende a reprová-los. Mas pecado é pecado e a morte de Cristo também cobre os pecados sexuais. Como cristãos, precisamos estar atentos, especialmente nessa área sensível. Certifique-se de tirar “primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Lc 6:42, NVI).

 

 

Quinta-feira, 27 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 18, 19
O amor cobre tudo

Mesmo no tempo de Pedro, os cristãos viviam com a expectativa do breve retorno de Jesus e do fim dos tempos. Sabemos disso porque Pedro escreveu: “Já está próximo o fim de todas as coisas; portanto, sede sóbrios e vigiai em oração” (1Pe 4:7). Em outras palavras, estejam preparados para o fim. Na realidade, o “fim” é simplesmente o momento depois que morremos. Fechamos nossos olhos na morte e não importa quanto tempo se passe, milhares de anos ou apenas alguns dias, veremos em seguida a segunda vinda de Jesus e o fim deste mundo de pecado.

7. De acordo com Pedro, como os cristãos devem viver, já que o “fim de todas as coisas” está próximo? (Veja 1Pe 4:7-11)

Além de ser sóbrios e vigiar em oração, os cristãos devem ter “amor intenso uns para com os outros, porque o amor cobre multidão de pecados” (1Pe 4:8).

O que isso significa? Como o amor cobre o pecado? A resposta se encontra no texto que Pedro citou: “O ódio excita contendas, mas o amor cobre todas as transgressões” (Pv 10:12). Quando amamos uns aos outros, perdoamos com mais facilidade aqueles que nos ferem e ofendem. O amor de Cristo O leva a nos perdoar; nosso amor deve nos levar a perdoar os outros. Onde o amor transborda, pequenas ou grandes ofensas são mais facilmente ignoradas e esquecidas.

Pedro certamente expressou a mesma ideia de Jesus e de Paulo. Eles disseram que toda a lei se resume no dever de amar a Deus de todo o nosso coração e amar nosso próximo como a nós mesmos (Mt 22:34-39; Rm 13:8-10).

Pedro também exortou os cristãos a ser hospitaleiros. A segunda vinda de Cristo pode até estar próxima, mas não devemos usar isso como desculpa a fim de nos afastar das relações sociais. Por fim, nossa fala deve ser como a daqueles que proferem as palavras de Deus. Em outras palavras, a seriedade do momento requer conversas sérias sobre as verdades espirituais.

 

 

“O amor cobre multidão de pecados” (1Pe 4:8). Como é possível revelar o amor necessário para “cobrir” o pecado de alguém que pecou contra você? De que maneira isso contribui para seu próprio bem?
Sexta-feira, 28 de abril
Ano Bíblico: 2Rs 20, 21
Estudo adicional

“O amor longânimo e benigno não transformará uma indiscrição em ofensa imperdoável, nem exaltará as faltas de outros. As Escrituras ensinam claramente que os errantes devem ser tratados com tolerância e consideração. Seguindo-se a devida maneira de proceder, talvez o coração aparentemente endurecido seja ganho para Cristo. O amor de Jesus cobre uma multidão de pecados. Sua graça nunca leva à exposição dos erros dos outros, a menos que seja uma necessidade positiva” (Ellen G. White, Conselhos aos Pais, Professores e Estudantes, p. 267).

Considere, por exemplo, Jesus e a mulher apanhada em adultério (Jo 8:1-11). Geralmente entendemos esse relato como uma história da graça de Cristo a uma mulher pecadora. Essa é uma possibilidade. No entanto, há também um elemento mais profundo. Ao confrontar os líderes religiosos que haviam conduzido a mulher, por que Jesus escreveu os “criminosos segredos da própria vida deles” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 461) na areia, onde as palavras poderiam ser imediatamente apagadas? Por que Ele não os acusou abertamente, declarando diante de todos ali os pecados deles, que deveriam ser tão ruins quanto os da mulher ou até piores? Em vez disso, Cristo mostrou-lhes que conhecia seu mal e sua hipocrisia; porém, não os exporia aos outros. Talvez essa tenha sido a maneira que o Mestre encontrou de alcançar aqueles homens, mostrando-lhes que Ele conhecia seus propósitos e dando-lhes uma oportunidade de salvação. Que grande lição para nós, quando precisamos confrontar aqueles que pecaram!

Perguntas para reflexão

1. Reflita sobre unidade e uniformidade. Em quais áreas a igreja precisa estar em completa unidade de pensamento a fim de funcionar adequadamente? Como podemos encontrar essa uniformidade? Em contrapartida, em quais áreas a diversidade de opiniões poderia ser útil?

2. O que significa “sofrer na carne”? O poder de Deus para transformar nossa vida anula automaticamente a necessidade de “sofrermos na carne” a fim de que sejamos vitoriosos?

3. Observe a devastação que o álcool tem produzido em tantas pessoas. Como podemos ajudar outros a enxergar o perigo dessa droga? Como podemos conscientizar nossos jovens quanto ao erro até mesmo de experimentar uma substância capaz de lhes fazer um terrível mal?

Perguntas e tarefas da semana: 1. C. 2. B. 3. V; V. 4. Contas – julgar – evangelho – mortos – corpo – Espírito. 5. C. 6. Escolha um aluno com uma semana de antecedência e peça que ele estude todos os textos bíblicos. Oriente-o a destacar todos os pecados sexuais envolvidos nessas passagens e a discutir com a classe sobre como eles podem afetar a igreja hoje. 7. Escolha um aluno e peça a ele que se prepare com antecedência para responder a essa pergunta.

Resumo da Lição 5
Vivendo para Deus

TEXTO-CHAVE: 1 Pedro 3:8, 9; 4:7, 8

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Que viver em amor, harmonia, humildade e compaixão é a prioridade de todo cristão.

Sentir: A responsabilidade de seguir o exemplo de Jesus ao viver para os outros.

Fazer: Aceitar o chamado de Cristo para viver os princípios do reino de Deus, em que o amor é o princípio fundamental.

ESBOÇO

I. Saber: Viver e amar

A. Pedro deu cinco ordens aos seus leitores em 1 Pedro 3:8. Quais são elas?

B. Quais outras três ordens o apóstolo acrescentou em 1 Pedro 4:7, 8, tendo em vista que o fim de todas as coisas está próximo? Qual delas é a mais importante?

II. Sentir: A compaixão de Cristo

A. O que é necessário para que sintamos compaixão e amor pelos outros (1Pe 3:8)?

B. O que significa ter “amor intenso uns para com os outros” (1Pe 4:8)?

III. Fazer: Aceitar o chamado de Deus

A. De acordo com 1 Pedro 3:9, para que somos chamados a fim de que recebamos uma bênção por herança?

B. Em que contexto Pedro ordenou a seus leitores que fossem “criteriosos e sóbrios a bem de” suas “orações” (1Pe 4:7)?

RESUMO: Pedro apelou a seus leitores, no contexto da iminência do juízo, que vivessem “à altura” da vida de Cristo, sendo exemplos de amor, compaixão, humildade, harmonia, entre outros traços de caráter. Para ele, Deus chama o cristão para ser exemplo desse padrão, o que resulta em bênção.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 1 Pedro 4:1, 2

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Jesus é nosso exemplo em todas as coisas. Seus sofrimentos O habilitaram vencer o pecado (compare com Hb 2:10; 5:8, 9). Nossos sofrimentos em Seu favor também nos habilitarão a vencer, se aprendermos e crescermos com nossas experiências. Pedro afirmou: “Aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado” (1Pe 4:1, NVI). Essa experiência de crescimento está claramente relacionada ao contexto da prática do que é correto (1Pe 2:20, 21; 3:14, 17). Não é possível sofrer por fazer o que é certo e, ao mesmo tempo, alimentar hábitos pecaminosos. Somente aquele que se empenha para abandonar o pecado está disposto a sofrer pelo que é reto. Isso serve como incentivo aos que sofrem pela fidelidade às suas convicções.

Para o professor: Tem havido muita discussão acerca do contexto de sofrimento ao qual Pedro se referiu. Foi meramente abuso verbal, calúnia e conversas maldosas, ou também envolveu abuso físico? O foco de Pedro não estava no tipo de perseguição, mas em seu motivo. Karen Jobes mencionou que, para Pedro, “o destino de Cristo é o destino do cristão”. Em relação ao motivo da perseguição, ela observou que “o apóstolo delimitou cautelosamente o sofrimento à perseguição causada por nada mais do que levar o nome de Cristo” (1 Pe 4:14-16; 1 Peter [1 Pedro], Grand Rapids, MI: Baker Academic, 2005, p. 45).

Discussão e atividade inicial: Peça que os alunos leiam juntos 1 Pedro 3:13-17. Comentem sobre o que o apóstolo esperava de seus leitores em termos de sua conduta como testemunhas aos incrédulos. O segredo para eles era santificar a “Cristo como Senhor no coração” e conservar “boa consciência, de forma que os que [falavam] maldosamente contra o bom procedimento [deles], porque [estavam] em Cristo, [ficassem] envergonhados de suas calúnias” (1Pe 3:16, NVI).

Compreensão

Para o professor: Em 1 Pedro 3:8, 9, o apóstolo concluiu sua discussão iniciada no capítulo 2, versículo 11, sobre como viver no mundo. Ao finalizar com a expressão “to de telos” (que significa “finalmente”, “como conclusão” ou “em suma”), ele apelou a todos para que vivessem em harmonia, compaixão, amor, misericórdia e humildade. Os cristãos não devem retribuir mal com mal nem insulto com insulto. Em vez disso, devem retribuir com bênção, pois foram chamados para essa maneira de viver a fim de que recebam bênção por herança. Tudo o que se segue, até o “Amém” final em 1 Pedro 4:11, está fundamentado nesse contexto.

Comentário bíblico

I. Recebendo bênção por herança

(Recapitule com a classe 1 Pedro 3:8-12.)

Depois de convocar seus leitores a viver como Cristo, Pedro citou o Salmo 34:12-16 para explicar como podemos receber bênção por herança, mesmo diante da oposição dos maus. A resposta é dupla. Primeiramente, devemos parar de falar e fazer o mal e, em vez disso, praticar o bem e buscar a paz (1Pe 3:10, 11). Em segundo lugar, é necessário confiar que o Senhor ouvirá as orações dos justos e os defenderá dos que praticam o mal (1Pe 3:12). Embora Davi, autor do Salmo 34, estivesse fugindo daqueles que desejavam destruí-lo, ele aprendeu a confiar em Deus e retribuir o mal com o bem. Leia todo o salmo e relembre o bom tratamento que Davi dispensou ao seu inimigo, o rei Saul, bem como a bênção que recebeu.

Pense nisto: Quais atitudes em meus relacionamentos farão com que eu receba bênção por herança?

II. Batismo: morte no corpo e vida no Espírito

(Recapitule com a classe 1 Pedro 3:18-22.)

Essa difícil passagem bíblica exige que não percamos de vista o ponto principal em razão das questões secundárias introduzidas por Pedro. Cristo morreu por nossos pecados a fim de nos conduzir a Deus, e o batismo representa nossa morte para o pecado, para que sejamos conduzidos a uma nova vida no Espírito. Mediante o batismo, participamos simbolicamente da morte, sepultamento e ressurreição de Cristo para uma nova vida (compare com Rm 6:3, 4).
O batismo nos salva, não por lavar exteriormente a sujeira do nosso corpo, mas mediante a ressurreição de Jesus e nosso empenho em ter uma boa consciência para com Deus (1Pe 3:21, 22).

Na parte difícil da passagem (v. 19, 20) é apresentada a história do grande dilúvio a fim de estabelecer a ideia da arca de Noé como um símbolo para o batismo (1Pe 3:21). Os “espíritos em prisão” se referem aos antediluvianos, “que há muito tempo desobedeceram, quando Deus esperava pacientemente nos dias de Noé, enquanto a arca era construída” (1Pe 3:20, NVI). 

Por meio da pregação de Noé, Cristo pregou o evangelho no Espírito “a mortos”, para que houvesse uma base para o julgamento deles (1Pe 4:6). Eles são chamados de “espíritos em prisão” porque estão metaforicamente presos ou reservados para o juízo no último dia (compare com 2Pe 2:4, 9; Jd 6; Ap 20:1-3).

Pense nisto: Qual tem sido minha resposta à pregação de Cristo? Como posso cooperar com Deus a fim de que minha resposta resulte em salvação e eu não seja reservado para o juízo?

III. Vivendo diante da perspectiva do juízo

(Recapitule com a classe 1 Pedro 4:7-11.)

Pedro então concluiu sua seção sobre como viver como estrangeiros e peregrinos no mundo. Ele chamou seus leitores a uma “consciência escatológica”, ou seja, à noção da iminência do juízo: “O fim de todas as coisas está próximo” (1Pe 4:7). Diante da perspectiva desse juízo, Pedro apelou para que mantivessem a clareza mental necessária à oração eficaz e, acima de tudo, que amassem intensamente uns aos outros. Ele se baseou em Provérbios 10:12, ao afirmar que o amor cobre uma multidão de pecados (compare com Tg 5:20), o que significa que quem ama “não guarda rancor” (1Co 13:5, NVI). O Senhor não trata o cristão com menos amor. Portanto, nossa responsabilidade é servir uns aos outros, “administrando fielmente a graça de Deus em suas múltiplas formas” (1Pe 4:10, NVI). Esse serviço deve ser prestado “com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Ele seja glorificado mediante Jesus Cristo” (1Pe 4:11, NVI).

Pense nisto: Quais evidências apresento de que estou vivendo com o senso da iminência do juízo? Como seria minha vida se eu acreditasse que cada dia é meu último dia?

Perguntas para discussão

1. Quais bênçãos temos recebido por fazer o que é correto e por confiar em Deus quanto às consequências?

2. De acordo com 1 Pedro 3:12 e 4:7, a oração desempenha uma função para que mantenhamos a consciência da iminência do juízo. Qual é essa função?

Aplicação

Para o professor: Muitas vezes os cristãos eram mal compreendidos por seus vizinhos e em sua comunidade. Seus cultos eram considerados rituais secretos, pois eles se reuniam em casas e adoravam de maneira incomum. Visto que comiam o “corpo” e bebiam o “sangue” dAquele a quem adoravam na celebração da Ceia do Senhor, foram acusados de canibalismo. Também foram acusados de praticar incesto e vários outros vícios imorais, em razão de se chamarem uns aos outros de “irmãos” e “irmãs”, celebrarem “festas” e se beijarem como membros de uma família, com um “beijo de puro amor” (1Pe 5:14, NVI). Por causa dessas coisas, Pedro desejava que os cristãos representassem corretamente o cristianismo diante de seus vizinhos, a fim de que não houvesse interpretações equivocadas nem fundamento para acusações falsas. Embora fosse inocente de toda e qualquer maldade, mesmo assim, Cristo foi condenado à morte. Portanto, os cristãos não devem esperar tratamento melhor.

Perguntas para reflexão

1. Como posso envergonhar os que fazem falsas acusações acerca da minha conduta ou das minhas crenças?

2. Tendo consciência da brevidade da vida e da iminência do juízo, como tenho vivido?

Atividade: Peça que os alunos discutam sobre a percepção da comunidade e seus possíveis equívocos em relação aos adventistas do sétimo dia. Quais medidas proativas devem ser tomadas a fim de evitar ou corrigir tais equívocos? Como podemos representar Cristo e Sua igreja de maneira mais eficaz para a comunidade?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Muitos que têm lutado para ser aceitos em sua comunidade ou que têm enfrentado adversidades em seus relacionamentos lidam com problemas de autoestima ou até mesmo depressão. Estudos psicológicos têm mostrado que uma das melhores maneiras de lidar com esses problemas é evangelizar e servir outras pessoas. A alegria e a satisfação de servir outras pessoas que possivelmente estejam em condições piores do que a nossa produzem um aumento das substâncias químicas do cérebro, como a endorfina, dopamina e oxitocina. Estas, por sua vez, aumentam nossa sensação de prazer, felicidade e contentamento, além de ajudar a diminuir a dor e o estresse. Nossa autoestima é beneficiada quando aqueles a quem servimos expressam sua gratidão. O conselho de Pedro para que amemos intensamente uns aos outros, sejamos mutuamente hospitaleiros sem murmuração, e usemos nossos dons para servir aos outros, tem tudo a ver com esse meio de alcançar as bênçãos prometidas.

Atividade: Incentive a classe a fazer uma lista das palavras de ordem em 1 Pedro 3:8–4:11, e outra lista dos benefícios e bênçãos que se pode esperar como resultado da obediência a essas ordens. Discutam maneiras pelas quais os alunos possam colocar em prática os conselhos encontrados nesta lição.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

A surpresa de Joyce

Com o rosto banhado em lágrimas, Joyce levantou os olhos lentamente, enquanto Justine a chamou ao seu escritório para perguntar por que ela estava faltando às aulas.

“Tenho um bebê”, respondeu a garota de 16 anos, depois de um longo silêncio. “Ele chorou a noite toda e não tive tempo de estudar.” 

O coração de Justine se encheu de compaixão. “Você conhece alguém que possa ajudar a cuidar do bebê?”

“Somente minha mãe, professora”, Joyce respondeu, “mas ela não quer. Argumenta que a decisão de ter um bebê foi minha; então, devo cuidar dele. Estou sozinha.” 

Justine se inclinou, segurou a mão de Joyce e disse: “Não, você não está sozinha, Joyce. Estou aqui, e farei o possível para ajudá-la. Sei que você não crê em Jesus, mas posso garantir que Ele ama você e seu bebê. Ele pode lhe ajudar a enfrentar a vida e fazer o possível para torná-la melhor. Você gostaria de dar uma oportunidade a Ele?”

Recomeço

Joyce concordou e, nesse ponto, começou uma jornada que mudaria sua vida. Ela estudou a Bíblia com o capelão e se encontrava com Justine para aprender a cuidar melhor de seu bebê. Por meio da instrução e amizade da professora, ela começou a se sentir menos estressada, mas continuava triste com o rompimento do relacionamento com a mãe.

Após muita oração, Justine decidiu visitar a mãe de Joyce. Foi recebida cordialmente, mas a senhora se mostrou inflexível ao dizer que estava fazendo a coisa certa com a filha. Conversaram por alguns minutos e, ao sair, Justine perguntou se poderia compartilhar uma experiência. A mãe concordou.

“Minha mãe engravidou antes de casar”, disse Justine. “Foi muito difícil mas não foi o fim da vida. Ela se casou e teve mais filhos. Sua filha cometeu um erro, mas está arrependida. Ela está se esforçando para assegurar que a vida dela e a de seu filho seja melhor e gratificante. Mas ela precisa de você. Os dois precisam.”

Demorou algum tempo, mas, finalmente, Justine e a mãe de Joyce se tornaram amigas. A mãe encontrou alguém para ajudar a cuidar de seu neto para que a filha pudesse estudar tranquilamente.

Certo dia, Joyce disse que tinha uma surpresa. “Entreguei o coração a Jesus, e quero ser batizada!”, disse entusiasmada. O coração de Justine bateu mais forte, de tanta alegria. Estava muito feliz e agradecida a Deus por ter lhe dado o privilégio de ajudar uma moça triste a ter esperança e felicidade novamente.

Transformação de vida

Nossa escola de Ensino Médio no Gabão é um verdadeiro campo missionário. A maioria dos alunos não é adventista, e há muitas crianças não cristãs que lutam com vícios.

Cornélio era viciado em álcool e drogas. Era um estudante difícil, desrespeitoso e perturbador na sala de aula. Frequentemente era chamado à diretoria para ser disciplinado. Diariamente, Justine orava pedindo a Deus paciência e amor, embora o aluno continuasse o mau comportamento em sala de aula e se recusasse a aprender.

Nosso capelão começou a estudar a Bíblia com o garoto e a lhe confiar responsabilidades na escola, nomeando-o para ser monitor da classe e assistente dos professores. Ele e o capelão passaram a orar juntos todas as manhãs antes do início das atividades escolares.

Gradualmente, Cornélio começou a mudar. Agora, está se comportando bem em sala de aula, reúne os amigos para falar de Jesus com as pessoas da comunidade, e testemunha para os colegas sobre a maravilha de ser cristão. Ele é um dos melhores evangelistas da região!

Certo dia, Justine perguntou aos alunos se eles acreditavam que uma pessoa poderia mudar de comportamento. Uma garota ergueu a mão e, entusiasmada, respondeu: “Sim! Digo isso porque conheço o Cornélio.”

A missão de nossa escola adventista de Ensino Médio é ajudar crianças a conhecer Jesus e capacitá-las a se tornar Seus discípulos. Com a graça de Deus, podemos ajudar muitos alunos, mas com apenas uma escola de nível médio no país, nosso impacto é muito limitado.

A oferta especial deste trimestre ajudará a construir outra escola de Ensino Médio no Gabão, e assim poderemos alcançar muito mais adolescentes para Cristo. Sejam generosos e orem para que Deus abençoe ricamente o trabalho missionário no Gabão.

Para lembrar

Durante a década de 1990, um líder político da periferia, nos arredores de Libreville, capital do Gabão, organizou uma igreja cristã independente, um movimento incomum numa terra em que a maioria das figuras políticas não era cristã. A congregação cresceu rapidamente, começou a estudar a Bíblia e a avaliar suas crenças. Quando descobriram a verdade sobre o sábado, passaram a perguntar se havia observadores desse dia no país.

Finalmente, descobriram uma igreja adventista do sétimo dia em Libreville e enviaram algumas pessoas para investigar. Esse grupo convidou o presidente da Missão, pastor Max Pierre, para apresentar a mensagem adventista naquela igreja, então, não confessional.

O resultado foi que quase toda a congregação foi batizada e as instalações foram transformadas em Igreja Adventista do Sétimo Dia. – “Precious Memories of Missionaries of Color”, [Memórias Preciosas de Missionários de Cor], DeWitt Williams, v. 2.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 5: 22 a 29 de abril
Vivendo para Deus

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook (https://www.facebook.com/classedeprofessores/) e no Youtube (https://www.youtube.com/channel/UCLjNImiw8T4HieefHrrTOxA)

Introdução

Você já observou uma pessoa tentando recuperar seus movimentos e andar de novo após um acidente? Com certeza já vimos uma cena como essa nos filmes ou nas reportagens que assistimos na televisão. Para quem está numa situação assim é doloroso dar os primeiros passos, mas é tremendamente gratificante e compensador fazer isso. Nesta semana, estudamos os capítulos 3:8-12 e 4:1-11 da carta de Pedro, que falam sobre o modo de vida que deve caracterizar os cristãos. Certamente, ele sabia das dificuldades que alguns tinham para “andar” nos caminhos do Senhor. Um conceito importante para ele é que a vida cristã prática deve se manifestar naqueles que foram chamados para a fé e o compromisso com Deus. Didaticamente, podemos dividir em dois grandes blocos essa seção: De um lado, características ou qualidades daqueles que agora vivem com Deus depois da conversão, e de outro, defeitos e pecados que não devem fazer parte do cotidiano dos filhos de Deus.

I- Qualidades dos que vivem com Deus

Embora não ignore que todos somos pecadores, a Bíblia diz que, pelo poder de Deus, todos os que quiserem podem ser perdoados e restaurados para uma vida nova. A graça nos proporciona uma transformação que se manifesta em quatro aspectos, segundo a pregação de Pedro:

1) Unidade (3:8, primeira parte). Ele exortou os cristãos a ter “um mesmo sentimento” (3:8). Isso não indica uniformidade, nem ausência de individualidade nas pessoas. Semelhante à metáfora do corpo, em que órgãos diferentes cumprem funções diferentes, na igreja cada membro cumpre sua parte para alcançar um único propósito: a edificação do corpo de Cristo.

Assim, a unidade da igreja não é algo forçado nem imposto, mas o cumprimento do propósito de Deus com alegria, de modo que todos usem seus diferentes dons e estilos.

2) Compaixão ( 3:8). "Isso significa que, quando um cristão sofre, outros sofrerão com ele; quando um cristão se alegra, outros se alegrarão com ele (compare com 1Co 12:26). A compaixão nos permite ver com a perspectiva do outro, um passo importante rumo à unidade” (Lição de domingo).

3) Amor e humildade (3:8, última parte). O resumo da vida cristã é o amor. O amor determina quem somos e onde estamos na carreira cristã. Para saber quem, de fato, é um cristão, Jesus disse: "Nisto todos conhecerão que sois Meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo 13:35). O apóstolo João seguiu a mesma linha de pensamento quando, em sua epístola, mostrou a prova de que um cristão está vivo: "Sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte” (1Jo 3:14).

"Além disso, Pedro afirmou que os cristãos devem ter misericórdia e humildade (1Pe 3:8). Eles devem ter compaixão diante das dificuldades e falhas uns dos outros.

“Crucifiquemos o eu; consideremos os outros superiores a nós; assim seremos levados à unidade em Cristo. Perante o universo celestial, bem como a igreja e o mundo, daremos prova indiscutível de que somos filhos e filhas de Deus. O Senhor será glorificado por meio de nosso exemplo” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 188; Lição de domingo).

4) Batismo. Em 3:18 e 4:1, o escritor fez uma analogia entre o sofrimento de Cristo por nós, que possibilitou nossa salvação, e o batismo. Quando somos batizados demonstramos publicamente a aceitação dessa salvação. Por meio do batismo, o cristão participa do sofrimento, da morte e ressurreição de Jesus; ele escolhe “no tempo que lhe resta, não mais [viver] para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para cumprir a vontade de Deus" (1Pe 4:2, NVI).

II- Pecados que devem ser eliminados da vida do cristã

1) Língua maldosa (3:10).

2) Libertinagem, sensualidade (4:3). Embora a Bíblia não seja contra o sexo, que foi criado por Deus para a procriação (Gn 1:28) e prazer do ser humano (Pv 5:18, 19), existem restrições à sua prática fora dos padrões divinos (Hb 13:4).

3) Bebedeiras, orgias e farras (4:3, última parte). Esses são os termos que Pedro utilizou para se referir ao abuso do álcool. Empregando uma linguagem moderna, o autor estaria dizendo aos irmãos: “Os dias de farra acabaram!” Na verdade, de acordo com Pedro, a mudança que o cristão experimenta é tão grande que aqueles que o conheceram antes “acham estranho” que ele não mais participe dessa mesma devassidão (1Pe 4:4).

Na época de Pedro, e hoje, esses vícios degradam o ser humano e deslustram a imagem de Deus no homem. Embora alguns advoguem o ato de beber socialmente, ele sempre é um perigo e um cristão não deveria brincar com isso.

Conclusão

Ao meditar sobre o tema desta lição, a vida nova do cristão batizado, veio à minha mente uma notícia no mínimo inusitada: Na Bélgica, está havendo uma onda de “desbatismos”. Como reação aos escândalos de pedofilia que agitaram a Igreja Católica naquele país, um ato simbólico dos fiéis se torna cada vez mais frequente: o “desbatismo”. Centenas de belgas demonstram sua insatisfação com a Igreja ao escrever para a paróquia em que foram batizados pedindo que se anote no registro sua opção de abandonar a Igreja.

Aliás, renegar o batismo é um fenômeno que se tornou usual na Europa e se estendeu pelo mundo com a proliferação de grupos ateus que oferecem apoio pela internet. O jornal “O Estado de S. Paulo” publicou, no dia 13 de abril de 2009, p. A-14, a informação de que, na Argentina, algumas ONGs estão propondo um “desbatismo” coletivo para as pessoas que foram batizadas na Igreja Católica quando eram bebês. Elas não desejam mais participar oficialmente do catolicismo romano, já que são ateias, agnósticas ou genericamente religiosas. O movimento denominado “No em mi nombre”, ou seja, “Não em meu nome”, propõe aos argentinos que não mais se consideram católicos, que enviem cartas aos bispos das cidades em que foram batizados, para que “conste oficialmente dos registros da Igreja que não mais integram o rebanho”.

Quando li essas notícias, fiquei pensando em duas coisas: 

1) Já pensou se essa moda chega ao Brasil, com o contingente enorme de católicos não praticantes que temos por aqui?

2) A falta de entendimento que muita gente tem sobre o significado do batismo. Esse é um ato ao qual devem se submeter pessoas com discernimento espiritual e não crianças sem conhecimento e sem condições de tomar uma decisão séria. Não foi por acaso que Jesus disse: “Quem crer e for batizado será salvo”. O próprio Jesus Se submeteu ao batismo, não porque fosse pecador, mas para nos dar o exemplo. Além disso, o batismo de Jesus marcou o início de Seu ministério terrestre, uma ordenação para a missão. No caso de Cristo, o batismo atestou tanto Sua condição divina quanto Sua humanidade em Sua obra de salvação. O batismo, portanto, é algo sério e não pode ser considerado como se fosse uma brincadeira. Se o batismo fosse sempre uma decisão consciente não haveria a necessidade de “desbatismo” inconsciente.

Pensemos nisto!

 

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).