Lição 11
09 a 15 de junho
O selo de Deus ou a marca da besta?
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jó 22–24
Verso para memorizar: “Grandes e admiráveis são as Tuas obras, Senhor Deus, Todo-Poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei das nações!” (Ap 15:3).
Leituras da semana: Gn 17:9-11; Êx 31:13, 17; Ap 13:17; Ef 1:13, 14; Hb 4:9, 10

O cântico de Moisés e do Cordeiro começa com as palavras do nosso verso para memorizar desta semana. Ele será cantado pelos “vencedores da besta, da sua imagem e do número do seu nome, que se achavam em pé no mar de vidro” no Céu (Ap 15:2). Como podemos estar entre essas pessoas?

Um dos sinais mais reveladores do verdadeiro povo de Deus nos últimos dias é a sua proclamação da terceira mensagem angélica, que adverte contra o recebimento da marca da besta. No entanto, apesar de não haver advertência mais grave que essa em toda a Bíblia, muitas ideias confusas sobre o que seria essa marca têm sido sugeridas ao longo dos anos: um código de barras na testa, um número de cartão de crédito ou alguma identificação biométrica.

Não devemos nos surpreender com a disseminação de ideias confusas em Babilônia. Afinal de contas, seu nome significa “confusão”. Mas o povo remanescente de Deus necessita compreender claramente esse assunto para proclamar a terceira mensagem angélica com poder. Nesta semana, buscaremos compreender melhor o que é a marca da besta e como evitá-la, recebendo o selo de Deus.

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Domingo, 10 de junho
Ano Bíblico: Jó 25–28
O sinal de Deus identifica Seu povo

1. Nos tempos do Antigo Testamento, havia dois sinais exteriores que identificavam o verdadeiro povo de Deus. Um deles era a circuncisão. A quem esse sinal foi dado pela primeira vez? (Gn 17:9-11). Assinale a alternativa correta:

A.(  ) Aos filisteus.

B.(  ) A Abraão e seus descendentes do sexo masculino.

Deus ordenou que Abraão e seus descendentes fossem circuncidados como sinal da aliança de salvação. Os homens deveriam ser circuncidados no oitavo dia de vida (Lv 12:3). No entanto, esse ritual tinha um significado mais profundo. Devia simbolizar a necessidade da “circuncisão” ou renovação do coração (veja Dt 30:6). Por essa razão, Paulo escreveu: “Não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus” (Rm 2:28, 29).

No Novo Testamento, textos como 1 Coríntios 7:19, Gálatas 5:6 e 6:15 revelam que a circuncisão foi substituída pelo batismo, que simboliza a conversão, uma “nova criação”, a morte para o pecado e o surgimento de uma nova vida (veja Rm 6:3, 4). Por isso Paulo disse que a circuncisão não era mais importante, mas a “fé que atua pelo amor” e a observância das “ordenanças de Deus”.

2. Qual foi o segundo sinal exterior dado por Deus para identificar Seu povo? Por que ele foi dado? (Êx 31:13, 17; Ez 20:12, 20). Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.(  ) O sábado. Para que o povo soubesse que Ele é o Criador que os santifica.

B.(  ) O domingo, para que se lembrassem do dia do sol.

Observe que o sábado como sinal remonta à criação (veja também Gn 2:2, 3), enquanto a circuncisão somente teve início com Abraão. Jesus disse, ao se referir ao Gênesis, que “o sábado foi estabelecido por causa do homem” (Mc 2:27). Ele demonstra que pertencemos a Deus pela criação, porque Ele nos fez, e pela redenção, porque Ele nos justifica e nos santifica. Portanto, embora Paulo tenha afirmado que a circuncisão não é mais importante, ele argumentou que guardar as ordenanças (mandamentos) de Deus, que incluem o sábado, continua sendo importante (veja Hb 4:9).

Seus pensamentos e intenções revelam que você realmente foi circuncidado no coração?
Segunda-feira, 11 de junho
Ano Bíblico: Jó 29–31
A besta e a falsa adoração

3. De acordo com Apocalipse 13:17; 14:9 e 10; 16:2, por que é importante evitar a “marca da besta”?

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Receber o vinho da cólera de Deus, preparado sem mistura; ser castigado pelas sete últimas pragas e, no final, ser lançado no lago de fogo. Que contraste em relação aos que recusaram a marca da besta e se encontram no mar de vidro, cantando triunfantemente louvores a Deus e ao Cordeiro!

Que marca é essa que ninguém gostaria de receber? Claramente, os versos anteriores a relacionam com a falsa adoração. Além disso, como vimos em uma lição anterior, o poder do quarto animal de Daniel 7 (também retratado como a besta do mar em Apocalipse 13), na sua última fase, cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn 7:25). Uma lei que esse poder cuidou em mudar foi o sábado, o quarto mandamento – o único dos dez que se refere ao tempo e aponta diretamente para Deus como Aquele que fez “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20:11).

Significativamente, a primeira mensagem angélica nos remete a esse mandamento que o poder da besta tentou mudar, e deixa claro que devemos adorar somente o Senhor como Criador. De fato, dos sete versos que se referem à adoração em Apocalipse 12 a 14, Apocalipse 14:7 é o único que fala da verdadeira adoração; os outros seis advertem contra a falsa adoração à besta e à sua imagem (Ap 13:4, 8, 12, 15; 14:9, 11). Imediatamente após a descrição do terceiro anjo sobre o destino dos que participam dessa falsa adoração, os verdadeiros adoradores de Deus são descritos: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

Em outras palavras, a proclamação dessas três mensagens separará toda a humanidade em dois grupos: aqueles que adoraram o Criador, guardando todos os Seus mandamentos, inclusive a observância do sábado, e os que adoraram a besta e a sua imagem. Uma alternativa, portanto, à adoração ao Criador mediante a guarda do mandamento do sábado é essa falsa forma de adoração.

Reflita sobre a relação entre adoração e fidelidade. Quais aspectos da adoração são essenciais para mostrarmos nossa fidelidade a Deus?
“Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/”
Terça-feira, 12 de junho
Ano Bíblico: Jó 32–34
O selo de Deus

Um selo, como uma assinatura, é usado para validar um documento. Na Antiguidade, ele era um carimbo pressionado sobre cera mole ou argila, utilizado para demonstrar autenticidade ou propriedade e trazia consigo a autoridade de seu proprietário.

4. Qual é o selo de Deus? Como e quando ele é dado? (Ef 1:13, 14; 4:30; 2Tm 2:19; Ap 7:1-4; 14:1).

O selo de Deus é um sinal da propriedade divina e da proteção que o Senhor oferece ao Seu povo. Paulo descreveu o selamento em conexão com a conversão e o recebimento do dom do Espírito Santo. Ele chamou esse dom de “depósito” ou “sinal” (pagamento antecipado), dado aos cristãos como garantia de redenção e da herança que receberão quando Jesus voltar.

O livro do Apocalipse retrata outro selamento antes da segunda vinda de Jesus. Esse selo final será dado aos 144 mil no momento do derramamento do Espírito Santo, por ocasião da chuva serôdia. Os cristãos têm o nome de Deus (ou assinatura) escrito em suas testas. Mediante a obra do Espírito Santo na vida, passam a refletir o caráter de Deus.

5. Compare o selo de Deus com a marca da besta. Qual diferença entre eles é mencionada? (Ap 7:3; 14:9).

O selo é dado aos verdadeiros adoradores de Deus, enquanto a marca da besta é recebida pelos seus adoradores. O selo é recebido apenas na testa, indicando uma escolha mental definitiva de adorar a Deus da maneira que Ele ordenou. A marca, por outro lado, é recebida na testa ou na mão. Isso significa que as pessoas podem adorar a besta por uma das duas razões: ao receberem a marca na testa, concordam com ela em sua mente e pensam que realmente estão adorando a Deus. Ao receberem a marca na mão, não concordam com ela, mas continuam nesse caminho porque temem as sérias consequências de não se adequarem à marca da besta. Temem não poder comprar nem vender e, por fim, serem mortas (Ap 13:15, 17).

“Os que estão se unindo com o mundo, estão se amoldando ao modelo mundano, e preparando-se para o sinal da besta. Os que desconfiam de si mesmos, que se humilham diante de Deus, e purificam a mente pela obediência à verdade, estão recebendo o molde divino, e preparando-se para receber na fronte o selo de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 216).

Quarta-feira, 13 de junho
Ano Bíblico: Jó 35–37
A marca da besta

Qual é essa marca que precisamos evitar receber? Como vimos em uma lição anterior, o poder do quarto animal de Daniel 7 (também retratado pela besta do mar, de Apocalipse 13), em sua última fase, cuidaria “em mudar os tempos e a lei” (Dn 7:25). Uma lei que ele cuidou em mudar foi a observância do sábado, o quarto mandamento, o único que aponta diretamente para Deus como Aquele que fez “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou” (Êx 20:11).

Enquanto isso, a primeira mensagem angélica – indicando esse mesmo mandamento que o poder da besta tentou mudar – deixa claro que devemos adorar somente o Senhor como Criador. Em seguida, depois de uma advertência sobre o destino daqueles que adoram a “besta e a sua imagem” (Ap 14:9), o povo fiel de Deus é retratado no verso 12.

6. De acordo com Apocalipse 14:12, por que o sábado é tão central para os eventos finais?___________________________________________________________________________________________________________________

O texto diz: “Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12). Como vimos, o quarto mandamento, sobre a guarda do sábado, está incluído nos “mandamentos de Deus”. Esse preceito revela o Senhor como Criador, o único que deve receber adoração. Não é de admirar, portanto, que muitos vejam a questão da “marca da besta” como estando diretamente ligada à questão da adoração dominical, um falso “sábado” que não é ordenado na Bíblia, ao contrário da guarda do quarto mandamento, que é prescrita na Palavra de Deus.

Isso significa que os cristãos que adoram a Deus no domingo têm a marca da besta hoje? Não. De acordo com Apocalipse 13:15, os que se recusarem a se unir a essa falsa adoração à besta serão mortos. No fim, isso se tornará uma questão de vida ou morte. Evidentemente, contudo, os eventos ainda não chegaram a esse ponto, e a marca da besta não será dada até que esse teste final ocorra. Portanto, ninguém ainda recebeu a marca da besta.

 

Os mandamentos de Deus. A fé de Jesus. Por que essas características são, mesmo agora, aspectos cruciais da vida do cristão?
Quinta-feira, 14 de junho
Ano Bíblico: Jó 38–42
O sábado como o selo

Como já vimos, o sábado tem sido um sinal do verdadeiro povo de Deus ao longo da história, desde o tempo de Adão e Eva e o período de Israel. Ele também foi perpetuado na igreja do Novo Testamento com a prática de Jesus e dos apóstolos, e aparece como sinal distintivo do povo de Deus nos últimos dias, “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus” (Ap 14:12).

7. Por que o sábado é tão importante? Que significado especial ele tem para os cristãos? Êx 20:8-11; Hb 4:9, 10

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O sábado aparece no centro dos Dez Mandamentos. Ele foi dado pelo Criador como sinal ou selo de Sua autoridade. Esse mandamento O identifica pelo nome, o Senhor Deus. Identifica o domínio sobre o qual Ele tem jurisdição, “os céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há” (Êx 20:11). Também identifica o fundamento de Sua autoridade: “Porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a Terra, […] e, ao sétimo dia, descansou”.

O Novo Testamento identifica Jesus como Aquele por meio de quem Deus fez todas as coisas (Jo 1:1-3; Cl 1:16; Hb 1:1, 2). Cristo criou nosso mundo em seis dias e descansou no sétimo. Portanto, é muito significativo o fato de que, enquanto Jesus estava pendurado na cruz naquela tarde de sexta-feira, Ele bradou: “Está consumado!” (Jo 19:30). Assim como Cristo descansou no sábado depois de concluir Sua obra de criação, Ele também descansou no túmulo durante o sábado, depois de concluir Sua obra sacrifical ao morrer em nosso lugar para nossa redenção. Portanto, o sábado foi duplamente abençoado, primeiramente na criação e depois na cruz. Por essa razão, de acordo com o livro de Hebreus, ao descansar no sábado, o cristão mostra que “ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas” (Hb 4:10). O sábado é um símbolo perfeito de que não podemos nos salvar; de que, do começo ao fim, a salvação é a obra de Cristo, que se torna disponível a nós mediante a fé (compare com Hb 12:2).

Se o sábado simboliza o descanso de nossas obras, o que representa a guarda do domingo? Como isso se encaixa perfeitamente no caráter essencial de Babilônia?
Sexta-feira, 15 de junho
Ano Bíblico: Sl 1–9
Estudo adicional

Assim que o povo de Deus for selado em sua testa – e não se trata de selo ou sinal que se possa ver, mas uma fixação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente, de modo que não possa mais mudar – estará também selado e preparado para a sacudidura que virá. Na verdade, ela já começou; os juízos de Deus estão agora sobre a Terra […] a fim de sabermos o que está vindo” (Ellen G. White, A Fé Pela Qual Eu Vivo [Meditação Matinal, 2006], p. 285).

“O sábado será a grande prova de lealdade, pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, será traçada a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do falso sábado em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, a guarda do verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, é uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 605).

Perguntas para discussão

1. Como podemos revelar aos outros a verdade sobre a marca da besta e o selo de Deus sem causar conflitos desnecessários? Por que devemos enfatizar o fato de que ninguém hoje tem a marca da besta?

2. Qual é a relação entre o sábado e o selamento do Espírito Santo?

3. O que significa a ideia de que o selamento é “uma fixação na verdade, tanto intelectual como espiritualmente”?

4. O que caracteriza a Babilônia espiritual, seus valores e métodos? Como eles diferem dos valores do reino de Deus? Os valores de Babilônia estão entrando em nossa igreja? Como reconhecer esses valores e lidar com eles de maneira cristã, refletindo os valores do reino de Deus?

Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. V; F. 3. Pergunte: Quais são as implicações de receber a marca da besta? Quais serão as consequências dessa escolha? 4. Pergunte: Quais são as diferenças e semelhanças entre ser selado pelo Espírito Santo e receber o sinal de Deus, o sábado? 5. Peça a opinião da classe. 6. Pergunte: Qual será o papel do sábado nos eventos finais? 7. Peça aos alunos que falem de sua experiência com o sábado e seu significado.

Resumo da Lição 11
O selo de Deus ou a marca da besta?

O selo de Deus ou a marca da besta?

TEXTO-CHAVE: Apocalipse 14:9

O ALUNO DEVERÁ

Conhecer: O significado do selo de Deus e da marca da besta que caracterizarão, respectivamente, o povo de Deus e os que adoram a besta nos últimos dias da história humana.

Sentir: O significado espiritual do selo como sinal de um relacionamento pessoal com o Deus a quem adoramos.

Fazer: Renovar o compromisso com o Criador e Salvador a fim de assegurar que pertencemos ao exército de Deus e não ao do diabo.

ESBOÇO

I. Conhecer: O significado do selo

A. O que a figura do “selo” representa?
B. Por que a “marca” é colocada na fronte e na mão?
C. Qual é a diferença entre o selo de Deus e a marca da besta?

II. Sentir: A essência da adoração

A. Por que adoramos?
B. Por que a fé na criação expressa dependência de Deus?
C. Por que o sábado é um sinal da adoração verdadeira?

III. Fazer: Adoração é vida

A. Como devemos observar o sábado para torná-lo sinal da verdadeira adoração?
B. Por que adorar é mais que meramente guardar o sábado no dia certo?
C. Como a guarda do sábado afeta nosso dia a dia?

RESUMO

O selo de Deus indica que pertencemos ao Senhor como Criador e Salvador e é, portanto, um sinal de vida e de esperança. A marca da besta, por outro lado, indica apostasia e é, portanto, um sinal de perdição e de morte.

Ciclo do aprendizado

1 Motivação

Focalizando as Escrituras: Efésios 1:12-14

Conceito-chave para o crescimento espiritual: O recebimento do selo de Deus é um processo que envolve a obra do Espírito Santo confirmando os que “ouviram e creram na palavra da verdade” (Ef 1:13, NVI). Isso significa que o selo não é uma insígnia mágica e arbitrária. Assim como ocorre com a circuncisão e o batismo, o selo divino é um sinal da aliança entre Deus e Seu povo. Esse sinal reflete uma condição interna de santidade e está relacionado com a vida de fé. O sinal é visto no coração do povo de Deus, no íntimo de seus pensamentos e sentimentos; demonstra seu amor pelo Senhor, e é visto também em suas atitudes, que expressam a sinceridade de suas respostas a Deus.

Para o professor: A lição desta semana é parte da nossa preparação para as lutas finais que irão diferenciar dois exércitos: o dos justos e o dos ímpios. Portanto, o desafio é informar e explicar o significado e a importância do sinal que identificará os justos (o selo de Deus), em contraste com o sinal que revelará os ímpios (a marca da besta). Analise o papel do sábado nesse processo.

Discussão e atividade inicial: Alguns cristãos interpretam a marca da besta de forma literal, por exemplo, como um código de barras, o número de um cartão de crédito ou uma identificação biométrica. Encontre um representante de cada uma dessas interpretações e identifique os argumentos que eles apresentam em favor dessas teorias.

Perguntas para discussão

Por que essas aplicações literais da marca da besta contradizem a perspectiva espiritual e simbólica do livro do Apocalipse? Em contraste com essas ideias, quais indícios no texto bíblico sugerem uma aplicação espiritual da marca da besta?

2 Compreensão

Para o professor: João, o profeta do livro do Apocalipse, usou uma série de imagens e noções emprestadas do Antigo Testamento para sugerir um contraste marcante entre os que recebem o selo de Deus como um sinal de que pertencem a Ele e os que recebem a marca da besta como sinal de sua lealdade a ela. Decodifique a linguagem simbólica e discuta as seguintes questões:

1. O que significa receber a marca “na fronte e na mão”?
2. O que implica esse procedimento a respeito da besta?
3. Quais lições essas imagens sugerem sobre o tema crucial da adoração?
4. Qual será o papel do sábado no drama que ocorrerá no tempo do fim?
5. Qual é a relação entre o sábado, o selo de Deus e a marca da besta?

Comentário bíblico

I. O selo de Deus

(Recapitule com a classe Ap 7:1-4; 9:4).

No contexto da visão dos sete selos (Ap 6:1–8:1), logo após o sexto selo, que começa com a ira de Deus (Ap 6:17), o profeta João viu o “selo de Deus” que marca aqueles que sobrevivem à ira divina (Ap 7:3). Esse selo especial é diferente dos outros sete. Enquanto os sete selos trazem uma mensagem de destruição e morte, o selo de Deus leva a promessa de salvação e vida. Além disso, enquanto os outros selos dão a ideia de confidencialidade, o selo divino indica posse.

Com frequência, os antigos colocavam um selo na mercadoria para mostrar que ela lhes pertencia. Esse selo consistia em um pedaço de metal ou pedra preciosa (Êx 28:11; Et 8:8) onde se gravava o nome do proprietário ou um símbolo que o representasse. O selo era desenhado para ser impresso no barro que fechava o documento ou a mercadoria. Na visão profética de João, o selo é colocado nas frontes para salvar o povo de Deus dos futuros desastres (Ap 7:3; 9:4). O profeta Ezequiel se referiu à mesma função protetora da marca na fronte (Ez 9:4-6; compare com Gn 4:15). Na passagem de Ezequiel, o selo deveria marcar apenas aqueles que adoravam o Deus vivo, o Criador, para distingui-los daqueles que “adoravam o sol, virados para o oriente” (Ez 8:16).

A visão de Apocalipse 7 expressa o mesmo significado. Ela contém uma sequência que relembra o relato da criação, visto que, de fato, a sequência “nem a terra, nem o mar, nem as árvores” (Ap 7:3) é a mesma da história da criação (compare com Gn 1:9-13). Assim, a menção dessa sequência aponta para o fato de que o selo marca os que reconhecem Deus como seu Criador, os que pertencem a Ele (Sl 24:1, 2; 89:12, 13; 100:3). Ser selado por Deus significa que tudo o que somos e temos pertence a Ele, o Criador de todas as coisas.

Pense nisto: Qual é a evidência visível de que o povo de Deus recebeu o selo divino?

II. A marca da besta

(Recapitule com a classe Ap 13:15, 16; 14:9).

Para competir com Deus e confundir os seres humanos, o inimigo de Deus, representado pela “besta”, também produziu sua própria marca como sinal de lealdade. O livro do Apocalipse descreve essa marca como sendo gravada na mão direita ou na fronte (Ap 13:16). Esse símbolo foi emprestado do livro de Deuteronômio, no qual esse sinal representa fidelidade à lei divina. Para se certificar de que os filhos de Israel não se esquecessem de guardar as palavras de Deus e Seus mandamentos no coração, o Senhor recorreu a uma imagem: “Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos” (Dt 6:8; compare com Êx 13:9). Ainda hoje, judeus usam essa estratégia de memorização literalmente e prendem os tefilins (“filactérios”) à mão e sobre a fronte para recordarem sua total submissão à lei de Deus, que envolve tanto a ação (mão) quanto o pensamento (fronte).

Assim como o “selo de Deus” sobre a fronte é um sinal que relembra o povo de Deus a se submeter aos Seus mandamentos, a “marca da besta” sobre a mão ou sobre a fronte é um sinal de compromisso que caracteriza os seguidores da besta. Na verdade, como especifica o terceiro anjo, é a adoração que está em jogo. A advertência “Se alguém adora a besta” é explicada na frase paralela “e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão” (Ap 14:9). A conjunção grega kai, “e”, que introduz essa frase corresponde ao hebraico waw de explicação (epexegetical), indicando a relação direta entre adorar a besta e receber sua marca.

Pense nisto: Por que a “marca da besta” é um sinal de adoração? Compare essa marca com o “selo de Deus”. Por que a adoração é o tema crucial da fase final do grande conflito?

II. O sábado, sinal de adoração

(Recapitule com a classe Gn 2:1-3; Êx 20:8-11).

A história humana começou no sábado, um período de adoração. Portanto, o sábado marca o primeiro ato humano de adoração na história, a primeira reação do ser humano ao presente da criação. De igual maneira, é significativo que o sábado, que se refere à criação, ocupe o centro geográfico do Decálogo. Essa posição é verdade também no aspecto temático: o sábado se refere tanto ao nosso relacionamento com Deus (assim como os três primeiros mandamentos) quanto ao nosso relacionamento com o próximo (assim como os outros seis).

É interessante o fato de que em documentos antigos referentes a alianças, colocava-se o selo no centro para que houvesse a certeza de que ninguém manipularia nem apagaria o acordo. O lugar do sábado no centro do decálogo é um indício de que seu propósito é ser o selo do Criador (ver lição 6, passo 2, seção III, Sinal dos tempos).

Perguntas para discussão

1. O sábado é o único mandamento do Decálogo que foi questionado (e mudado) no cristianismo tradicional. Por que ocorreu e ainda ocorre essa contestação somente quanto à observância do mandamento do sábado?

2. Como a mudança do sábado afetou a relação entre cristãos e judeus?

3 Aplicação

Para o professor: O sábado se refere à criação, de acordo com o quarto mandamento, ao passo que o domingo, conforme a tradição católica romana, refere-se à ressurreição. Discuta com a classe como essas duas explicações diferentes para o dia que deve ser observado têm afetado suas respectivas maneiras de pensar.

Perguntas para reflexão

1. Como devemos observar o sábado em família para torná-lo significativo e para que ele reflita sua função como selo de Deus?

2. Qual é a diferença entre o que os outros cristãos fazem aos domingos e o que os adventistas fazem aos sábados?

4 Criatividade

Para o professor: Observe e analise os serviços de adoração em sua igreja e compare-os com os de outras igrejas ou religiões. Discuta o significado de adoração com sua classe.

Atividade: Prepare uma liturgia para o sábado que expresse a teologia de adoração adventista do sétimo dia.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

 

 

 

Uma carta do Céu


Certo dia, Clifford Long recebeu de surpresa uma carta na caixa de correio em sua casa no estado de Virginia Ocidental. A mensagem escrita à mão oferecia a oportunidade de se matricular em um curso por correspondência que apresentava o ensino bíblico sobre o sábado, o estado dos mortos e a segunda vinda de Cristo. Clifford e a esposa, Cathy, não frequentavam regularmente nenhuma igreja, mas já estavam em busca de uma onde pudessem adorar a Deus. No entanto, a procura sempre terminava com a pergunta: qual é a igreja certa?

“Muitas coisas não eram coerentes”, Clifford diz. “Uma igreja diz que é a correta; a outra, também. Não tenho critérios para decidir para qual devo ir. Então chegou a carta.” Clifford se matriculou e começou os estudos bíblicos. Ele levava consigo cada nova lição para a usina, onde trabalha como operador, monitorando máquinas e queimando carvão para as turbinas geradoras de eletricidade. Ele e um colega trabalharam no turno das noites e tinham tempo livre. Assim, aproveitava esse tempo para estudar as lições.

Dúvida esclarecida

“Gostei muito! Mal podia esperar para enviar as respondidas e receber a lição seguinte”, afirma Clifford, que estava especialmente curioso sobre o sábado. Quando criança, ele havia frequentado uma igreja dominical, mas seu pai levantou dúvidas em sua mente quanto ao dia certo de adoração especial. “Meu pai costumava questionar: Por que estas pessoas guardam o domingo, quando a Bíblia diz que é sábado?”, diz Clifford. “Isso ficou na minha mente”.

Quando o foco do estudo da Bíblia se voltou para o sábado, de repente as coisas começaram a fazer sentido. Clifford percebeu que, ao terminar a criação do mundo, Deus havia separado o sétimo dia para descanso e adoração, e nunca o substituiu por outro dia. Mas, ele se perguntava por que muitas igrejas cristãs adoravam no domingo. Quando ele terminou os estudos bíblicos, inscreveu-se em outro, e depois, num terceiro. Completou três séries de estudos bíblicos pelo Discover, Amazing Facts e a Voz da Profecia.

Então, a usina foi desligada em 2015. Os funcionários haviam sido avisados com cinco anos de antecedência, que o dia estava chegando, mas Clifford e outros esperavam que de alguma forma isso não acontecesse. Clifford foi forçado à aposentadoria antecipada após 27 anos de empresa. No entanto, em vez de desesperar, ele se alegrou por ter mais tempo disponível para estudar a Bíblia e não mais enfrentar conflitos no sábado.

Naquele tempo, Clifford e a esposa encontraram a pessoa que estava por trás dos estudos da Bíblia. Delsie Knicely, fazendeira e evangelista, perguntou em uma carta se poderia telefonar para responder quaisquer perguntas. Mais tarde, ela visitou o casal. Cathy e Delsie imediatamente se tornaram boas amigas.

“Deus me conduziu”

Em outubro de 2015, Delsie os convidou para participar de uma campanha evangelística liderada por ela na igreja adventista de Valley View, na cidade de Bluefield. Clifford e Cathy participaram com entusiasmo todas as noites. Aprenderam que a Igreja Católica Romana substituiu o sábado pelo domingo e muitas igrejas protestantes aceitaram a mudança. Também perceberam que muitos cristãos sinceros adoram a Deus no domingo, por causa da tradição, sem perceber que estão quebrando Sua lei. Durante as reuniões, Cathy foi informada por médicos que precisava passar por uma cirurgia nasal, mas ela se recusou a agendar o procedimento até o fim da programação. “Ela continuou adiando”, disse Clifford. “Porque não queria perder as reuniões por nada!”

A série evangelística, que contou com a participação de cerca de 25 pessoas, principalmente membros da igreja, resultou em dois batismos: Clifford e Cathy. Essa programação está entre as 35 séries evangelísticas organizadas em toda a Virgínia Ocidental financiada pelas ofertas trimestrais de 2015.

Clifford, agora com 61 anos, expressa alegria pelas reuniões e a carta inicial que ofereceu estudos bíblicos: “Sei que Deus me conduziu até aqui”, disse ele. “Eu estava buscando qual igreja frequentar e, finalmente, encontrei!”

Ele quer que outras pessoas também estudem a Bíblia, e ele os compartilha com seus dois filhos adultos e vizinhos. “Acho que os estudos bíblicos são extraordinários! Você aprende muito”, disse ele. “Creio que essas aulas precisam ser priorizadas porque elas realmente funcionam”.

*Assista Clifford no link: bit.ly/Clifford-Long

O mistério da carta

Ainda não está claro como o nome de Clifford Long acabou na lista de endereços da Delsie Knicely. Delsie disse que a carta dirigida a Clifford estava entre 300 mensagens manuscritas que enviou quando se tornou coordenadora da escola de correspondência bíblica na igreja local, em 2014. Os 300 nomes surgiram de uma lista de pessoas que escreveram para solicitar estudos bíblicos. O pastor da igreja de Clifford, James Volpe, disse que Clifford ou Cathy poderiam ter devolvido um cartão pedindo estudos bíblicos depois que a Associação da Vista da Montanha da Igreja Adventista, cujo território cobre a Virginia Ocidental, uniu-se à Voz da Profecia para enviar convites de estudo bíblico a todas as casa, em 2012. Clifford disse que ele e a esposa não se lembram de pedido estudos bíblicos. Independentemente de como o nome de Clifford acabou na lista, um fato é indiscutível: a carta chegou no momento certo.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2018

Tema Geral: Preparação para o tempo do fim

Lição 11: 9 a 16 de junho

O selo de Deus ou a marca da besta

Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Nesta semana estudaremos sobre o selo de Deus e a marca da besta.

1. O sinal de Deus identifica Seu povo

Desde o princípio Deus identificou Seu povo. Havia dois sinais externos: a circuncisão e o sábado. A circuncisão foi dada a Abraão e à sua descendência (Gn 17:9-11). Ellen White afirmou: “A circuncisão[...] era um círculo cortado na carne, como um sinal de que Deus os havia cortado e separado de todas as nações como Seu tesouro peculiar. Por esse sinal eles solenemente se comprometeram a não se ligar por casamento com outras nações, pois, assim fazendo, poderiam perder sua reverência a Deus e Sua santa lei, e se tornariam como as nações idólatras ao redor deles” (White, História da Redenção, p. 146, 147). Além disso, “Se o homem tivesse guardado a lei de Deus, como foi dada a Adão depois da queda, preservada na arca por Noé e observada por Abraão, não teria havido necessidade da ordenança da circuncisão” (White, História da Redenção, p. 148). O sábado foi dado antes, na criação (Gn 2:1-3). Não apenas para a descendência de Abraão, mas para todos os seres humanos (Mc 2:27). O sábado é um sinal de Deus para identificar Seu povo (Êx 31:13, 17; Ez 20:12, 20). Como tem sido sua experiência com o sábado? Ele tem sido um deleite, um momento especial com Deus, ou um fardo? Há ansiedade pelo pôr do sol de sexta ou pelo do sábado? Ou seja, você aguarda mais o início ou o final do sábado? Se o sábado foi importante para Adão e Eva antes do pecado quando se encontravam diariamente com Deus, qual deve ser sua importância para nós hoje?

2. A besta e a falsa adoração

Como já foi dito em comentários anteriores, no tempo do fim haverá apenas dois grupos. Os adoradores de Deus e os adoradores da besta. A besta exigirá a adoração que é devida a Deus (Ap 13:8-15). A lição destaca o sofrimento dos adoradores da besta (Ap 14:9, 10; 16:2). Mas precisamos entender que esse sofrimento não é uma vingança divina porque simplesmente os adoradores da besta escolheram outro dia no lugar do sábado. Comecemos observando quem são os adoradores da besta. Eles são “todos os que moram sobre a Terra” e “não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13:8). Em primeiro lugar, eles são “todos os que moram sobre a Terra”. A primeira mensagem angélica foi direcionada a eles (Ap 14:6). Eles tiveram a oportunidade de aceitar o convite à verdadeira adoração e foram alertados a respeito do juízo (Ap 14:7). A segunda mensagem angélica anuncia a queda de Babilônia (Ap 14:8). A terceira mensagem angélica alerta quanto às consequências do recebimento da marca da besta (Ap 14:9-11) e ainda apresenta as características dos santos (Ap 14:12). Em segundo lugar, são os que não foram escritos no Livro da Vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13:8). Em outras palavras, são os que rejeitaram o plano da salvação oferecido por Deus em Jesus (Jo 14:6). O próprio Apocalipse afirma que os salvos serão os inscritos no Livro da Vida do Cordeiro (Ap 21:27). Os que não forem achados inscritos no Livro da Vida se perderão (Ap 20:15). O plano da salvação está disponível a todos, mas temos o livre arbítrio para escolher aceitá-lo ou não. As consequências de nossas escolhas também já foram anunciadas. Por fim, Deus executará Seus juízos, Sua estranha obra, como afirma Isaías em relação aos juízos divinos em seu período (Is 28:21). Uma obra estranha, mas necessária para a erradicação do pecado.

3. O selo de Deus

A Bíblia menciona os selos desde Gênesis. Nesse livro, somos informados de que Judá tinha um selo (Gn 38:18, 25). Ao comprar um campo em Anatote, Jeremias afirmou que fechou a escritura com um selo (Jr 32:10). Leis escritas pelo rei Assuero eram seladas com seu anel (Et 3:12; 8:10). Neemias conta a respeito do estabelecimento da aliança selada pelos príncipes, levitas e sacerdotes (Ne 9:38). Recentemente foram encontrados por arqueólogos o selo do rei Ezequias e um possível selo do profeta Isaías (O Globo, Descoberta pode comprovar existência do profeta bíblico Isaías). Os selos demonstravam a autoridade do proprietário sobre o ser ou o objeto selado.

O apóstolo Paulo afirmou que fomos selados com o Espírito Santo (Ef 1:13, 14; 4:30; 2Co 1:21, 22). Na segunda carta a Timóteo, é dito que o selo de Deus garante a firmeza do fundamento, pois Ele conhece os Seus (2Tm 2:19). Em 1 Coríntios 9:2, Paulo declarou que os cristãos eram “o selo do [seu] apostolado no Senhor”. O Apocalipse apresenta um selamento no tempo do fim (Ap 7:4). No Apocalipse, Deus sela os que pertencem a Ele e a besta marca os que pertencem a ela.

4. A marca da besta

Mas o que seria a marca da besta? Devemos lembrar que o objetivo da besta é receber a adoração que é devida somente a Deus. A adoração ao Senhor é sobretudo porque Ele é o Criador (1Cr 16:25, 26; Ne 9:5, 6; Sl 33:3-9; 95:6; 134; 135:3-6; 136:3-9). A guarda do sábado está relacionada diretamente ao fato de Deus ser o Criador (Gn 2:1-3; Êx 20:11; 31:16, 17). Portanto, seria natural que a besta se opusesse a esse mandamento, e isso foi profetizado em Daniel 7:25. Ellen White comentou: “Unicamente mudando a lei de Deus o papado poderia exaltar-se acima de Deus. Quem quer que conscientemente guarde a lei assim modificada, estará a prestar suprema honra ao poder pelo qual se efetuou a mudança. Tal ato de obediência às leis papais seria um sinal de vassalagem ao papa em lugar de Deus” (White, O Grande Conflito, p. 446). Portanto, no tempo do fim, a aceitação do dia escolhido pela besta no lugar do dia escolhido por Deus constituirá a marca da besta.

5. O sábado como selo de Deus

Os selos traziam o nome, a função e a jurisdição de seu dono. Os selos tinham pelo menos duas funções, marcar as propriedades do dono do selo e ser usado como uma assinatura em documentos. Os reis, por exemplo, selavam suas leis (Et 3:12; 8:10). Logo, devemos encontrar o selo do Rei dos reis em Sua lei. O único mandamento em que temos o nome de Deus, Sua função e jurisdição é o quarto (Êx 20:8-11), que identifica Deus como Criador dos céus e da Terra. Além disso, também é dito que o sábado é o sinal de Deus que marca Seu povo (Êx b31:13, 16, 17; Ez 20:12, 20). Alguém pode dizer: “O que tem de tão importante na escolha de um dia?” Talvez Eva também tenha pensado: “O que tem de tão significativo na escolha de uma fruta?” A questão é, a quem você está dando ouvidos, a quem você tem obedecido? Pense nisso e se prepare para tomar a melhor decisão.