Lição 3
13 a 19 de abril
Preparando-se para a mudança
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1Rs 7, 8
Verso para memorizar: “A justiça irá adiante Dele, cujas pegadas ela transforma em caminhos” (Sl 85:13).
Leituras da semana: 1Co 10:1-13; 13:4-8; 15:24-26; Gn 2:24; 1Sm 1:27; Sl 71

A vida é repleta de mudanças. Elas ocorrem o tempo todo. A única coisa que não muda é a própria realidade da mudança. Na verdade, a mudança faz parte da nossa existência. Até as leis da física ensinam que ela existe na estrutura mais básica da realidade.

Muitas vezes, as mudanças ocorrem de maneira inesperada. Estamos em uma rotina quando, de repente e instantaneamente, tudo muda. Nessas situações, somos pegos completamente desprevenidos.

Por outro lado, às vezes prevemos as mudanças. Recebemos avisos, sinais e indicadores de que as coisas serão diferentes. Quando isso ocorre, é prudente começarmos a nos preparar, na medida do possível, para o que virá. Muitas dessas mudanças são grandes: casamento, filhos, velhice e até a morte.

Não vivemos em isolamento; isso significa que as mudanças que nos sobrevêm também podem afetar grandemente nossa família. Ao mesmo tempo, as mudanças na família podem também afetar cada membro individualmente.

Nesta semana, analisaremos algumas mudanças que, mais cedo ou mais tarde, de uma maneira ou de outra, a maioria de nós enfrentará, e como essas mudanças poderão afetar a vida familiar.

Chegou o dia de iniciar o evangelismo da Semana Santa! Participe e convide seus amigos para que eles assistam todas as noites! O título da mensagem de hoje é: “Renascidos pela Palavra”.
Domingo, 14 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 9, 10
Despreparados

Há algo peculiar na Palavra de Deus: ela não encobre as realidades da vida humana. Ao contrário, ela as expõe em toda a sua gravidade e, às vezes, em sua mais absoluta dor e desespero. Na verdade, com exceção das primeiras páginas da Bíblia, e das últimas, a Palavra de Deus pinta uma imagem lamentável da humanidade. Paulo não estava exagerando quando escreveu: “Todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23).

1. Quais são as advertências e as promessas expressas em 1 Coríntios 10:1-13?

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Enfrentamos mudanças constantemente. Em muitos aspectos, muitas de nossas ações são simplesmente nossas reações a elas. O desafio para nós, como cristãos, é agir pela fé, confiando em Deus e revelando essa fé mediante a obediência, independentemente da tentação de fazer o contrário.

“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo do coração sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao polo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto ainda que caiam os céus” (Ellen G. White, Educação, p. 57). Assim como essas palavras eram verdadeiras para o antigo Israel e para o tempo de Ellen G. White, também são verdadeiras para nós hoje.

2. Quais erros o povo cometeu diante de mudanças? O que podemos aprender com seus erros?

At 5:1-10: ___________________________________________________________________________________

Gn 16:1, 2, 5, 6: _______________________________________________________________________________

Mt 20:20-22: ________________________________________________________________________________

As mudanças acontecem e muitas vezes trazem tentações, desafios e, às vezes, até medo. Portanto, é crucial que tenhamos a armadura espiritual para lidar com elas da maneira correta. Não importa se as mudanças são inesperadas ou se fazem parte do ciclo normal da vida, precisamos estar preparados para o que virá, tanto para aquilo que vemos quanto para o que não vemos.

“Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos pelo Arrependimento”.
Segunda-feira, 15 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 11, 12
Preparando-se para o casamento

Uma das maiores mudanças na vida de uma pessoa é o casamento. Evidentemente, nem todos se casam. Afinal, Jesus, nosso maior exemplo, nunca se casou, assim como muitos outros personagens da Bíblia.

Contudo, muitas pessoas se casam e, portanto, a Bíblia não fica em silêncio quanto ao casamento, que é certamente um dos maiores modificadores da vida.

A primeira organização social mencionada na Bíblia é o casamento. Para Deus, o casamento é tão importante que as mesmas palavras que Ele disse a Adão e Eva no Éden sobre o casamento aparecem em outras três partes das Escrituras. “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24; veja também Mt 19:5; Mc 10:7; Ef 5:31). Esses textos revelam que, uma vez que uma pessoa se casa, o relacionamento mais importante em sua vida deve ser entre ela e seu cônjuge, até mais do que entre ela e seus pais. Uma das razões pelas quais o casamento entre um homem e uma mulher é tão importante para Deus é que ele tipifica o relacionamento que existe entre Seu Filho, Jesus, e a Igreja, Sua noiva (Ef 5:32).

Ao construir uma casa, é preciso parar e considerar o custo (compare com Lc 14:28-30); muito mais quando estabelecemos um lar! Uma casa é construída com tijolos e argamassa, madeira e ferro, fios e vidro. Mas um lar não é construído com elementos materiais.

3. Quais são as características cruciais em todos os aspectos da vida, mas especialmente para os que estão se preparando para o casamento? 1Co 13:4-8; Gl 5:22, 23. Assinale a alternativa correta:

A. (  ) Amor, paciência, bondade, alegria, fidelidade, etc.

B. (  ) Conhecimento, dom de profecia, filantropia e dom de línguas.

A preparação para o casamento deve começar conosco, de maneira pessoal e individual. Ao mesmo tempo, precisamos analisar cautelosamente nosso futuro cônjuge para ver se ele(a) será um bom complemento para nós. Ele(a) é uma pessoa trabalhadora e esforçada? (Pv 24:30-34). Tem um temperamento difícil? (Pv 22:24). Compartilhamos as mesmas crenças? (2Co 6:14, 15). O que minha família e meus amigos pensam do meu futuro cônjuge? (Pv 11:14). Estou confiando na razão ou apenas em sentimentos? (Pv 3:5, 6). As respostas a essas perguntas podem significar um futuro feliz ou uma vida inteira de tristeza.

Pense em alguns bons casamentos. Quais princípios vistos nesses casamentos poderiam ser aplicados a outros tipos de relacionamento interpessoal?
“Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos pela fé”.
Terça-feira, 16 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 13, 14
Paternidade e maternidade

Poucas coisas podem mudar mais a nossa vida do que o nascimento de um filho. Nada na família será o mesmo outra vez.

“Como flechas na mão do guerreiro, assim os filhos da mocidade. Feliz o homem que enche deles a sua aljava” (Sl 127:4, 5).

Ao mesmo tempo, os filhos não vêm com um manual do proprietário, que informa a seus pais tudo o que precisam fazer para cuidar deles e como solucionar qualquer problema que possa surgir. Mesmo os pais experientes ficam, às vezes, espantados com as ações, palavras ou atitudes de seus filhos.

Por mais importante que seja a preparação para o casamento, também é importante que os que esperam se tornar pais estejam preparados para essa responsabilidade grandiosa.

4. Por mais singulares que sejam as seguintes histórias sobre nascimentos, quais princípios os que se preparam para ser pais podem tirar desses relatos? 1Sm 1:27; Jz 13:7; Lc 1:6, 13-17, 39-45, 46-55, 76-79. Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A. (  ) Devemos orar pelos filhos e evitar alimentos e hábitos prejudiciais.

B. (  ) Devemos considerar primeiramente nosso bem-estar, depois, o da criança.

Que responsabilidade e oportunidade grandiosas esses pais tiveram! Três deles seriam pais de profetas e líderes em Israel, um de seus filhos seria o precursor do Messias prometido, e um dos filhos seria o Cristo.

No entanto, mesmo que nossos filhos não estejam destinados a ser profetas bíblicos, devemos nos preparar para essa mudança radical em nossa vida.

“Mesmo antes do nascimento da criança, deve começar o preparo que a habilitará a combater com êxito na luta contra o mal.

“Se antes do nascimento de seu filho, a mãe é condescendente consigo mesma, egoísta, impaciente e exigente, esses traços se refletirão na disposição da criança. Assim muitas crianças têm recebido como herança quase invencíveis tendências para o mal” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 256).

Pense nos filhos sob seus cuidados e nas responsabilidades em relação a outras pessoas. O que é possível fazer para cumprir essas atribuições da maneira mais piedosa possível?
“Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos para uma nova vida”.
Quarta-feira, 17 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 15, 16
Preparando-se para a velhice

Leia o salmo 90:10. Essas palavras de Moisés nos lembram da inevitável passagem do tempo. Conforme os anos vêm e vão, começamos a ver e a sentir mudanças em nosso corpo. Nosso cabelo fica grisalho ou cai, começamos a desacelerar, e dores tornam-se nossa companhia diária. Se somos casados e temos filhos, nossos filhos podem ter seus próprios filhos, e então podemos aproveitar a companhia dos nossos netos. As fases anteriores da vida nos ajudam a nos preparar para a última.

5. Leia o Salmo 71. O que esse salmo nos ensina sobre a preparação para a velhice e sobre a vida em geral?

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O salmo 71 retrata uma pessoa idosa que vivencia os desafios inerentes à vida, mas que é feliz porque desde o princípio depositou sua confiança em Deus. A melhor maneira de envelhecer é confiar Nele enquanto ainda somos jovens. Em termos gerais, o autor desse salmo compartilhou três lições importantes que ele aprendeu ao caminhar para essa fase da vida. De acordo com ele, precisamos desenvolver:

1. Conhecimento profundo e pessoal de Deus. Desde a sua juventude (Sl 71:17), Deus havia sido o seu forte refúgio (v. 1, 7), seu Sal-
vador (v. 2), sua rocha e fortaleza (v. 3), sua esperança e confiança (v. 5). Ele falou das maravilhas de Deus (v. 16, 17), de Sua força e poder (v. 18), e de todas as grandes coisas que Ele fez (v. 19). Por fim, ele bradou: “Grandes coisas tens feito, Ó Deus; quem é semelhante a Ti?” (v. 19). Essas conversas diárias com Deus, ao estudarmos a Sua Palavra e ao pararmos para refletir sobre tudo o que Ele faz por nós, aprofundarão nossa experiência com Ele.

2. Bons hábitos. Boa alimentação, exercício, água, luz solar, descanso, etc. Esses recursos nos ajudarão a desfrutar de uma vida mais longa e melhor. Considere, de maneira especial, a referência do salmista aos hábitos de confiar (Sl 71:3), louvar (Sl 71:6) e esperar (Sl 71:14).

3. Paixão e entusiasmo pela missão de Deus. A pessoa desse salmo não aguardava com ansiedade para estar ociosa em sua velhice. Mesmo em seu recolhimento ou “aposentadoria” queria continuar louvando a Deus (Sl 71:8) e contando a outros sobre Ele (Sl 71:15-18).

Quais são alguns benefícios de envelhecer? Você pode compartilhar algo que sabe hoje, mas que não sabia quando era mais jovem?
“Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos pelo perdão”.
Quinta-feira, 18 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 17–19
Preparando-se para a morte

A menos que estejamos vivos na segunda vinda de Jesus, a maior mudança que todos podemos esperar é a da vida para a morte. Juntamente com o nascimento e o casamento, qual mudança tem um impacto maior na família do que a morte de um ente querido?

6. O que a Bíblia ensina sobre a morte? 1Co 15:24-26. Assinale a alternativa correta:

A. (  ) A morte é uma passagem para outra vida.

B. (  ) O último inimigo a ser destruído é a morte.

Muitas vezes a morte vem de maneira inesperada e trágica. Quantos homens, mulheres e até crianças acordaram um dia de manhã apenas para, antes do pôr do sol, fecharem os olhos, não no sono, mas na morte? Ou acordaram certa manhã e, antes do fim do dia, haviam perdido um membro da família?

A menos que nos certifiquemos de que estamos conectados, pela fé, com o Senhor, e de que estamos cobertos por Sua justiça a cada momento (veja Rm 3:22), não podemos nos preparar para uma morte inesperada, seja a nossa ou a de nossos entes queridos.

Por outro lado, o que você faria se soubesse que tem apenas alguns meses de vida? Podemos não saber ao certo quando a morte nos vencerá, mas certamente sabemos quando estamos nos aproximando do fim da vida. Portanto, é essencial nos prepararmos e aprontarmos a nossa família para o inevitável.

7. Leia 1 Reis 2:1-4, algumas das últimas palavras de Davi ao seu filho Salomão. Quais lições podemos extrair dessa passagem sobre a preparação para a nossa morte e para o falecimento dos nossos familiares?

À primeira vista, alguém poderia argumentar: “Essa é boa! Davi, que assassinou Urias após engravidar a esposa dele em um caso de adultério (veja 2Sm 11), manda seu filho andar nos caminhos do Senhor”. Por outro lado, talvez seja precisamente por causa desse pecado e das suas terríveis consequências que as palavras de Davi foram tão poderosas. Ele estava advertindo seu filho da loucura que lhe causou tanto pesar. Davi aprendeu, da maneira mais complicada, algumas lições difíceis sobre o custo do pecado e, evidentemente, esperava poupar seu filho da dor que ele próprio havia experimentado.

Continue participando da Semana Santa. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos, um novo coração”.
Sexta-feira, 19 de abril
Ano Bíblico: 1Rs 20, 21
Estudo adicional

Na história de Israel no deserto, vemos uma série de erros diante de grandes mudanças, apesar da surpreendente revelação do amor e poder de Deus. Antes que Israel entrasse na Terra Prometida, e assim enfrentasse outra grande mudança, Moisés disse ao povo: “Os vossos olhos viram o que o SENHOR fez por causa de Baal-Peor; pois a todo homem que seguiu a Baal-Peor o SENHOR, vosso Deus, consumiu do vosso meio. Porém vós que permanecestes fiéis ao SENHOR, vosso Deus, todos, hoje, estais vivos. Eis que vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o SENHOR, meu Deus, para que assim façais no meio da terra que passais a possuir. Guardai-os, pois, e cumprios, porque isto será a vossa sabedoria e o vosso entendimento perante os olhos dos povos que, ouvindo todos estes estatutos, dirão: Certamente, este grande povo é gente sábia e inteligente. [...] Que te não esqueças daquelas coisas que os teus olhos têm visto, e se não apartem do teu coração todos os dias da tua vida, e as farás saber a teus filhos e aos filhos de teus filhos” (Dt 4:3-9). É crucial que não nos esqueçamos do que o Senhor fez por nós. E a melhor maneira de não esquecer é ensiná-lo aos outros e à nossa posteridade. Observe, também, como a família era central: eles deveriam ensinar essas coisas aos seus filhos. E o pecado em Peor era algo que só podia ser destrutivo para a família. “O crime que atraiu os juízos de Deus sobre Israel foi a licenciosidade. A ousadia de mulheres para enredar as almas não terminou em Baal-Peor” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 326).

Perguntas para discussão

1. Fale sobre os preparativos que você fez para alguma das grandes fases da vida: casamento, paternidade ou maternidade, velhice, etc. As mudanças afetaram sua família? Você aprendeu algo que poderia ajudar outros a enfrentar as mesmas fases?

2. Pense nas palavras de Davi a Salomão no contexto de seu pecado com Bate-Seba, uma calamidade que lançou uma sombra sobre o reinado de Davi e causou um impacto negativo em sua família. Em meio a tudo isso, vemos a graça de Deus em ação?

Respostas e atividades da semana:

1. Não devemos cobiçar as coisas nem cair na idolatria; não devemos pôr o Senhor à prova nem murmurar. Os que estão em pé devem cuidar para não cair. Deus nos promete que não seremos tentados além das nossas forças.

2. Ananias e Safira mudaram de opinião quanto à venda de sua propriedade e mentiram ao Espírito Santo. Sara, ao ver o desprezo de sua serva por causa do filho que esta gerou de Abraão, mudou de opinião e cobrou de Abraão uma posição. Tiago e João julgaram que poderiam beber o cálice de Cristo, mas estavam enganados. Devemos nos manter fiéis a Deus e à nossa palavra; não devemos tentar ajudar Deus a cumprir Seus planos para nós e não devemos pedir ao Senhor aquilo que não nos cabe.

3. A.

4. V; F.

5. Devemos temer ao Senhor desde os dias da mocidade, louvá-Lo e declarar aos outros a Sua justiça. Devemos buscá-Lo em todo tempo.

6. B.

7. Devemos guardar os mandamentos do Senhor e aconselhar nossa posteridade a fazer o mesmo.

“Renascidos, um novo coração”. O título da mensagem desta noite é: “Renascidos para a eternidade”.
Resumo da Lição 3
Preparando-se para a mudança

Existem dois tipos de pessoas despreparadas: as que sabem que estão despreparadas e as que não sabem. Você não preferiria fazer parte do primeiro grupo, em vez do segundo? Casamento, paternidade e maternidade, velhice e morte são eventos que influenciam radicalmente a vida familiar. O foco do estudo desta lição é como se preparar para essas mudanças monumentais da vida.

Ninguém gosta de ser apanhado despreparado. Prova surpresa, visitas inesperadas de amigos ou de inimigos e inspeções sem aviso prévio podem criar um nó no estômago. A questão interessante sobre a série de eventos em discussão é que os dois primeiros acontecem por escolha e os dois últimos são inevitáveis (não obstante um nascimento prematuro ou morte repentina, respectivamente). Podemos nos preparar para as coisas que escolhemos e sabemos que acontecerão. Então, na maioria das vezes, nos encontramos na posição em que podemos nos preparar cuidadosamente para esses eventos.

A Bíblia é rara entre a literatura antiga no sentido de que ela não encobre os fracassos de seus heróis nem exagera seus sucessos. Os autores da lição destacam o fato de que as Escrituras retratam a vida de uma forma não censurada. Os erros dos outros estão na Bíblia para que todos vejam e, se forem levados a sério, servirão como sinais de alerta. Além disso, o testemunho da vida das pessoas ao nosso redor confirma a veracidade e a atualidade dos princípios bíblicos. As histórias a seguir são duas das milhares de histórias que todos nós poderíamos compartilhar. Elas mostram a loucura de não se preparar para a velhice e a morte de uma forma que glorifique o Doador da vida.

Ilustração de saúde

José cresceu conhecendo ambos os seus avôs. Os últimos anos deles o assombraram como adulto enquanto refletia sobre a morte e a velhice, que são a ênfase da lição desta semana. Infelizmente, as experiências de seus avôs servem bem para ilustrar dois caminhos a serem evitados. O “sangue” deles “clama”, por assim dizer, em advertência, direcionando todos para caminhos diferentes daqueles que eles tomaram.

José e a esposa estavam viajando como mochileiros nas montanhas de Sierra Nevada [Serra Nevada] quando receberam uma ligação dizendo que “o vovô A” não estava muito bem. Ele tinha sofrido um ataque cardíaco no início daquele ano. Mas a saúde dele não estava melhorando como se esperava. Ele estava sendo cuidado por parentes. José e a esposa desviaram-se de sua rota para visitar esse pescador, anteriormente robusto, que levara José para pescar grandes peixes no Oceano Pacífico e que sempre tivera tempo para tomar sorvete com seu neto. José e a esposa entraram no quarto onde ele estava deitado, totalmente envolvido sob as cobertas de uma cama. Estava excepcionalmente rígido, como se estivesse imobilizado. As luzes fracas e a atmosfera depressiva prenunciavam o inevitável. Ele reconheceu seu neto. Trocaram algumas poucas palavras. E então, ele interrompeu a conversa soltando quatro palavras que passaram a assombrar José desde então: “Sua saúde [...] é tudo”. Ele repetiu essas palavras como se fossem as suas últimas: “Sua saúde é tudo”. Depois disso, José não conseguiu se lembrar de uma única palavra do que conversaram antes ou depois daquele pronunciamento fatídico. Ele e a esposa foram embora. Logo após a visita deles, o avô de José descansou. Mas até hoje, José ainda pode ouvir o desespero na voz dele enquanto pronunciava sua revelação no leito de morte: “Sua saúde é tudo”. Infelizmente, para muitos, tal revelação sobre a saúde só chega depois que a perdem.

Essa revelação não deve ser uma notícia revolucionária para os que têm sido adventistas a vida toda, como José e outros. Afinal, temos a mensagem de saúde. José, como muitos de nós, não bebia, não fumava nem comia carnes imundas. Ele se exercitava periodicamente. O que teria a temer? Naquela época, José estava muito mais interessado em estudar a Bíblia do que em “todo esse negócio de saúde”, para o qual ele não tinha tempo. E o que é pior, a mensagem de saúde parecia transformar alguns adventistas em fanáticos legalistas. José certamente não seguiria esse caminho. Ele até chegou a se convencer de que suas frequentes condescendências eram “saudáveis” sinais de “equilíbrio” e prova de que ele não era legalista nem fanático. Enquanto refletia sobre sua decisão anterior de não tornar a saúde uma prioridade, as palavras de Paulo lhe vieram à mente: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino” (1Co 13:11). Felizmente, as palavras de seu avô finalmente surtiram efeito em sua vida. Como dizem por aí: “Antes tarde do que nunca”.

Esta lição não pretende ser um seminário de saúde. Mas ela propõe que é apropriada uma breve mudança de perspectiva na nossa maneira de ver a saúde. À medida que nossos parentes envelhecem e finalmente descansam, começamos a ver que os hábitos de saúde de uma vida inteira resultam em um envelhecimento com vitalidade ou em decrepitude precoce. O que uma vez pensávamos que fossem doenças da velhice ou da genética passa a ser visto como mais dependente do estilo de vida. O fator estilo de vida nos Estados Unidos, por exemplo, que tem causado o maior número de mortes, é tanto surpreendente quanto revelador. O relatório “The State of U.S. Health, 1990-2010 Burden of Diseases, Injuries, and Risk Factors” [A Condição da Saúde dos EUA, 1990–2010 Peso de Doenças, Lesões e Fatores de Risco] lista dezessete fatores de risco relacionados à morte e à incapacidade.

Verifica-se que há um fator de risco específico no topo dos gráficos, tanto para a morte quanto para a incapacidade. Permita que isso entre em sua mente por um instante. O fator de risco relacionado ao maior número de mortes nos Estados Unidos (EUA) e à maior quantidade de anos perdidos por causa da invalidez é o mesmo. Algum palpite? Pode-se pensar que o fator de risco número um tenha sido o álcool, o cigarro, o excesso de peso ou a inatividade. Bons palpites, mas errados. O fator de risco número um é o que colocamos em nossa boca todos os dias: é a comida que comemos. Não se deixe enganar por alimentos rotulados como “orgânicos”, “veganos”, “sem glúten”, “vegetarianos”, “naturais”, etc. Há agora um consenso entre vários profissionais de saúde de que uma dieta que consiste principalmente em alimentos vegetais, integrais não refinados, como grãos, feijões, frutas e verduras, reduz substancialmente o risco de inúmeras doenças comuns. Estudiosos em saúde preventiva, como Caldwell B. Esselstyn Jr., T. Colin Campbell, Dean Ornish e John A. McDoughall, estão de acordo com a avaliação acima sobre o papel da dieta na saúde. Neal Barnard e Michael Greger também são recentes defensores dessa mesma posição. Cada um desses homens possui graduação em medicina ou doutorado em nutrição. Para mais informações, o trabalho deles tem bastante destaque na internet. Ellen White, à frente de seu tempo, como de costume, afirmou há mais de cem anos que “cereais, frutas, nozes e verduras constituem o regime dietético escolhido pelo nosso Criador” (A Ciência do Bom Viver, p. 296).

Muitas vezes, não gostamos que os outros nos digam o que devemos comer. O ditado da moda é: “Prefiro comer o que quero e morrer feliz.” Mas aqueles que comem “o que querem”, ignorando uma dieta saudável, geralmente não morrem felizes. Em vez disso, morrem de doenças debilitantes e que se arrastam por muito tempo, ou de morte súbita e prematura, como mostra o relatório dos EUA. É claro que, às vezes, a doença e a morte estão completamente fora do nosso controle. Mas, como o Dr. Kim Williams, presidente do American College of Cardiology [Colégio Americano de Cardiologia], uma pessoa que se abstém de todos os produtos de origem animal, explica: “Não me importo de morrer; só não quero que seja por minha culpa” (Jason Kelly, “Heal Thyself”, Revista da Universidade de Chicago. Disponível em: ). Tanto Davi quanto Ezequias viam a morte como algo a ser evitado. Por quê? Porque o louvor a Deus cessa na morte (Is 38:18; Sl 115:17). Incentive a classe a perceber que o simples (mas às vezes difícil) passo de mudar os hábitos alimentares é determinante para se preparar para uma longa vida de saúde e felicidade no Senhor.

Ilustração de sabedoria

“O vovô B foi um homem de sucesso. Aposentou-se rico e passou seus últimos anos jogando golfe e aproveitando as comodidades de uma comunidade de aposentados da classe alta. Durante uma rara reunião de família, os netos adultos do vovô B, incluindo José, se reuniram em torno dele e lhe perguntaram se ele poderia contar-lhes o que havia aprendido em seus oitenta anos de vida. Depois de alguns momentos desconfortáveis, era óbvio que o avô de José não tinha sabedoria para transmitir à sua descendência. Depois desse encontro, José e seus primos conversaram sobre uma vida que havia sido gasta na aquisição de riqueza à custa de relacionamentos e sabedoria. A vida de seu avô era um lembrete de que o legado mais rico que se pode transmitir à próxima geração é uma sabedoria originada no “temor do Senhor ” (Sl 111:10) e um modelo de vida piedosa. Sabedoria como essa não pode ser adquirida no último minuto da existência; tem que ser vivida ao longo dos anos. Incentive a classe a entender que agora é a hora de adquirir tal experiência.

O famoso jornalista Malcolm Muggeridge, que viveu de maneira bastante dissoluta, aceitou a Cristo em seus últimos anos. Suas palavras são sábios conselhos que precisam ser transmitidos e atendidos pelas novas gerações, para que outras pessoas não cheguem ao fim da jornada terrestre e percebam que desperdiçaram a vida: “Eu posso, suponho, me considerar um homem relativamente bem-sucedido. As pessoas ocasionalmente olham para mim nas ruas; isso significa fama. Eu posso facilmente ganhar dinheiro suficiente que me qualifique para estar presente entre os mais abastados na lista da Receita Federal. Isso é sucesso. Com dinheiro e um pouco de fama, até mesmo os idosos, se quiserem, podem participar de diversões agradáveis. Isso é prazer. De vez em quando, algo que eu disse ou escrevi pode ser suficientemente acatado para que eu fique convencido de que isso representa um impacto importante para o nosso tempo. Isso é realização. No entanto, eu lhe digo, e lhe peço que acredite em mim. Multiplique esses minúsculos triunfos por milhões, some-os todos, e eles não são nada, ou são menos do que nada em contraste com uma gota daquela água viva que Cristo oferece aos sedentos espiritualmente, independentemente de quem ou o que eles sejam” (Em Ravi Zacharias, Can Man Live Without God [Pode o Homem Viver Sem Deus?], Nashville: W Publishing Group, 1994, p. 116).

Se possível, procure alguns homens e mulheres, vividos e sábios, que estejam dispostos a compartilhar com a classe algumas pérolas divinas de sabedoria que aprenderam.

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Alguns dos passos para se preparar para o casamento, para se tornar pai ou mãe e para a velhice são os mesmos. Primeiro, leia todos os conselhos, provérbios e histórias da Bíblia sobre esses tópicos. Em segundo lugar, além da Bíblia, leia material cristão de autores especializados nessas áreas. Em seguida, converse com casais, pais e idosos, a fim de conseguir o panorama mais claro possível dessas experiências.

Outro passo prático é “calcular o preço” (Lc 14:28, NVI). Esse passo se aplica diretamente a cada pessoa, se o casamento, a paternidade e a maternidade fazem parte dos planos para seu futuro e, indiretamente, à velhice e à morte. Considere questões como:

1. Há pessoas idosas com 70, 80 anos, que estão escalando montanhas, e há pessoas da mesma idade que estão sofrendo para subir um lance de escadas. Que mudanças de estilo de vida preciso adotar hoje para que eu tenha mais chances de alcançar a saúde ideal para os últimos anos?

2. Ter filhos é uma tremenda bênção (Sl 127:3-5), mas também um sacrifício de tempo, recursos e energia. No momento em que nascem, há uma preocupação sempre presente com sua segurança, desenvolvimento, bem-estar e salvação. Todo o planejamento, locomoção e espontaneidade tornam-se significativamente mais complexos. O vínculo de amor que temos com as crianças faz tudo valer a pena no momento, mas muitos falham em fazer esta importante pergunta: As crianças estão em harmonia com a direção em que o Senhor está conduzindo a vida delas? Se elas estiverem em outra direção, cabe aos pais orar e buscar a sabedoria divina para ajudá-las a seguir no caminho da salvação.

A busca pela paz

Um guia espiritual conduziu Gustavo e o amigo até uma sala, onde supostamente se comunicariam com os mortos na capital do Paraguai, Assunção. “Eles darão as respostas que necessitam”, o guia espiritual disse. Gustavo desejava respostas. Ele se esforçava para dormir à noite e meditava duas vezes por dia, uma hora na manhã e à noite, para suportar o estresse. Essas atividades lhe davam paz, durante um período, mas o estresse voltava mais forte.

O suposto com pessoas mortas impressionou Gustavo. Ele ouviu vozes distorcidas gritando na sala e viu pessoas caminhando pelo quarto e desaparecer. Logo pensou que eram demônios. Ao perceber seu temor, o guia espiritual disse, “Não se preocupe. Eles não querem fazer nenhum mal. Somente examinarão sua mente e seus sentimentos.”

Depois da experiência, Gustavo refletiu sobre sua vida. Aos doze anos, os pais, cristãos de uma igreja que guardava o domingo, o matricularam em uma escola adventista por recomendação de um vizinho. Ele não se interessou pelas aulas de ensino religioso. Um ano antes de terminar o Ensino Médio, amigos lhe apresentaram o álcool e as drogas.

Maconha, bebidas alcóolicas e cocaína o ajudavam a se esquecer das preocupações da semana. Então, o estresse voltava e ele começava a sofrer constantes dores de cabeça e náusea. Ele procurou uma psicóloga e ela recomendou meditação oriental.

Gustavo encontrou um guia espiritual em um templo oriental que ensinava meditação e ioga. Para meditar, ele repetia a frase de uma linguagem indiana morta. Supostamente isso o relaxava e conectava a um lugar pacífico onde sua mente esvaziava de todos os problemas.

A vida pareceu melhorar, mas ele ouvia vozes e aparições durante os transes induzidos pela meditação. “Estou ficando louco”, Gustavo conta. “Preciso que alguém me ajude.” Procurou ajuda de um guia espiritual, que o amedrontou com o encontro com pessoas mortas. Então, Gustavo se lembrou do que havia estudado na aula de Ensino Religioso na Escola Adventista. Entrou em contato com um pastor adventista e um profissional de saúde mental adventista pedindo ajuda. Eles oraram, aconselharam-no a desistir da meditação, ioga e drogas, e ele começou a frequentar a igreja aos sábados.

Foi fácil abandonar a ioga e a meditação, mas deixar de usar drogas foi uma tarefa muito difícil. Enquanto Gustavo lutava contra o vício, orou e encontrou ajuda na Bíblia. Durante as noites de insônia, recitava Isaias 26:3: “Tu, Senhor, guardarás em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque em ti confia.” Ele também leu Filipenses 4:13: “Tudo posso naquele que me fortalece”.

A tentação de usar drogas persistiu até enfraquecer e ele conseguir vencer. Os antigos amigos o convidavam para sair com eles, mas ele resistia recitando Jeremias 20:11: “Mas o Senhor está comigo, como um forte guerreiro! Portanto, aqueles que me perseguem tropeçarão e não prevalecerão. O seu fracasso lhes trará completa vergonha; a sua desonra jamais será esquecida.”

Gustavo entregou o coração a Jesus e foi batizado aos 34 anos. “Eu estava em busca da cura, alguém que me ajudasse a melhorar”, disse ele. “Na igreja, descobri que sou filho de Deus e fui libertado por Seu sacrifício”. Após o batismo, descobriu uma apresentação de vídeo sobre “meditação cristã” e decidiu colocar em prática. A técnica, de acordo com ele, parecia com a meditação oriental, entretanto, em vez de repetir frases no idioma morto indiano, recitava frases bíblicas. Os resultados foram impressionantes.

“Perdi o controle da mente e perdi a consciência como antes”, ele conta. “Sentia uma energia surgir atravessando meu corpo e ouvia vozes dizendo o que deveria fazer.” Uma voz disse: “Ensine às pessoas a meditar”, enquanto outra dizia: “Dê dinheiro à igreja.” Uma terceira voz disse: “Medite no nome de Ricardo para ajudá-lo a receber energia.” Ele não conhecia ninguém chamado Ricardo. Gustavo ficou paralisado, incapaz de se mover até sair do transe.

Depois disso, os velhos amigos disseram a Gustavo que as vozes os instruíram durante suas próprias meditações a convidá-lo a meditar como antes. Gustavo resolveu nunca mais meditar dessa maneira. Em vez disso, escolheu “ler a Bíblia e meditar em Sua palavra, não fazendo meditação no estilo oriental. Esse é um lugar perigoso. Deus não orienta esse tipo de meditação.”

Ele também se convenceu de que o yoga é uma ferramenta do diabo. “Com a ioga, você se sente bem e não precisa ler a Bíblia ou ter Jesus em sua vida”, disse ele. “Você acha que os espíritos trabalham dentro de você e isso é o suficiente.”

Hoje, Gustavo está com 40 anos e trabalha como colportor e massoterapeuta em Assunção. Ele também é um participante ativo de um centro comunitário ligado à Igreja Adventista do Sétimo Dia, um projeto trimestral de 2016. Ele diz às pessoas no bairro que drogas e meditação não são a resposta para resolver problemas. “Ficar sob efeito das drogas e praticar meditação é bom por um tempo, mas depois você se sente pior”, ele disse. “A única solução é Cristo. Somente quando você ora você se sente melhor – e tem uma paz real.”

Agradecemos pelas ofertas do primeiro trimestre de 2016 que ajudaram a construir a Igreja Adventista do Sétimo Dia em Nueva Sajonia em Assunção, Paraguai. As ofertas missionárias levam esperança a milhares de pessoas como Gustavo ao redor do mundo.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2019

Tema Geral: Estações da família

Lição 3: 13 a 19 de abril

Preparando-se para a mudança

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Introdução

Mudanças geram inevitavelmente efeitos colaterais, pois nos afastam dos paradigmas tradicionais com os quais nos acostumamos. Por causa das coisas com que estamos acostumados, muitas vezes ficamos estagnados em nossos conceitos e práticas. Por isso, a simples ideia de mudança nos amedronta. Mas, embora seja lugar comum falar isso, a vida é feita de mudanças e compete a cada um conviver com elas e aprender com elas para que a vida seja mais saudável e encontre seu verdadeiro significado. Embora o cristão saiba que sua "leve e momentânea tribulação produz para” ele “cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória” (2Co 4:17, AR), há necessidade de convivermos com as mudanças. Esse é o assunto da Lição desta semana.

I – A realidade das mudanças

É até repetitivo dizer que a vida é feita de mudanças. Com o advento do pecado neste mundo, as mudanças nem sempre refletem coisas boas (Rm 3:23). Elas trazem alegrias e emoções positivas, mas podem carregar dor, tristeza e insegurança em muitos casos. "Constantemente enfrentamos mudanças. O desafio para nós, como cristãos, é lidar com elas pela fé, confiando em Deus e revelando essa fé mediante a obediência, independentemente da tentação de fazer o contrário…” (Lição de domingo).

Portanto, é crucial que tenhamos a armadura espiritual para enfrentar todas as alterações que a existência nos traz. Não importa se elas sejam inesperadas ou façam parte do ciclo normal da vida, precisamos estar preparados para o que virá, tanto para o que é visto quanto para o que não vemos.

II – Mudanças previstas

Casamento.

Uma das primeiras mudanças da vida é o casamento. Em Gênesis 2, lemos que o casamento ocorre quando o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, e eles se tornam uma só carne (Gn 2:24). "Esse princípio, repetido por Cristo quando esteve na Terra (Mt 19:5), estabelece a relação conjugal como prioritária em relação a todas as outras. Os cônjuges cristãos não devem esquecer o apoio físico e moral recebido do círculo exterior de parentes e amigos. A Escritura ordena, porém, que dependam de maneira mais profunda e permanente do estímulo e consolo que compartilham entre si” (Calvin Rock, “Casamento e Família”, Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, p. 807).

O texto fala de uma mudança (deixar pai e mãe) que vai gerar uma unidade (uma só carne) de vida e de propósitos. Contudo, essa “mudança" que ocorre com o casamento pode se tornar um fator de benção ou maldição, dependendo de como ela é administrada. Bases familiares, culturais e sociais diferentes podem gerar atritos irreconciliáveis na vida de pessoas que se casam sem entender os propósitos de Deus para o matrimônio.

Por isso, "a preparação para o casamento deve começar conosco, de maneira pessoal e individual. Ao mesmo tempo, precisamos analisar cautelosamente nosso futuro cônjuge para ver se ele(a) será um bom complemento para nós. Ele(a) é uma pessoa trabalhadora e esforçada? (Pv 24:30-34). Tem um temperamento difícil? (Pv 22:24). Compartilhamos as mesmas crenças? (2Co 6:14, 15). O que minha família e meus amigos pensam do meu futuro cônjuge? (Pv 11:14). Estou confiando na fé ou apenas em sentimentos? (Pv 3:5, 6). As respostas a essas perguntas podem significar um futuro feliz ou uma vida inteira de tristeza” (Lição de segunda-feira).

Velhice.

Essa fase da vida é temida por muitos. O Salmo 71 é visto como uma descrição da vida de um idoso e seus temores. Davi estava na verdade se protegendo dos problemas que podem acompanhar a velhice. E quais problemas são esses?

1) Medo do abandono. O salmista renovou sua confiança de que Deus nunca o abandonaria: “Desde o ventre materno dependo de Ti; Tu me sustentaste desde as entranhas de minha mãe. Eu sempre Te louvarei!” (Sl 71:6).

2) Perda das forças físicas. O pedido do salmista foi: "Não me rejeites na minha velhice; não me abandones quando se vão as minhas forças” (Sl 71:9).

3) Não conseguir cuidar de si mesmo. O autor escreveu sobre os seus inimigos que falavam sobre sua incapacidade de se movimentar em defesa própria (Sl 71:11). No entanto, seu pedido foi: "Não fiques longe de mim, ó Deus; ó meu Deus, apressa-Te em ajudar-me” (Sl 71:12).

Apesar de suas limitações, esse homem idoso retratado no Salmo depositava em Deus sua confiança (v.14), seu louvor (v. 22) e suas esperanças.

Morte.

A morte é o visitante mais indesejado. Não fomos criados para ela. Ao contrário, nosso Criador nos fez para a vida e vida em abundância. No entanto, nas mudanças da existência, paradoxalmente, está incluída a realidade da morte. O autor de Eclesiastes já advertia que "os vivos sabem que morrerão” (Ec 9:5, NVI). A consequência do pecado é que a morte é inevitável (Rm 6:23). Por isso, cumpre-nos ter duas atitudes. Primeiro, devemos nos preparar para a possibilidade de morrermos. Em segundo lugar, mas não menos importante, precisamos confiar nas promessas de ressurreição e vida eterna (1Ts 4:16, 17).

Em resumo, apesar de suas dificuldades e limitações, a velhice pode ser um período de graciosa tranquilidade, similar à que evidentemente foi experimentada pelo patriarca Abraão, pois a Bíblia diz que ele "morreu em boa velhice, em idade bem avançada, e foi reunido aos seus antepassados” (Gn 25:8, NVI).

Conclusão

Cientistas descobriram um remédio que ajuda a curar o sofrimento causado por más lembranças. De acordo com o estudo publicado em julho de 2011 no periódico Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism [Jornal de Endocrinologia Clínica e Metabolismo], sob o efeito da droga metirapona, indivíduos que têm más recordações reduzem a habilidade do cérebro de repassar esses momentos.

Para chegar aos resultados, a equipe de cientistas contou uma história com aspectos neutros e negativos para 33 homens. Três dias depois, eles foram divididos em três grupos: os que ficaram no primeiro grupo receberam uma dose única de metirapona; os do segundo grupo ingeriram uma dose dupla; e os que caíram no terceiro grupo tomaram um placebo. Depois disso, eles recontaram a história.

O desempenho da memória de cada indivíduo foi avaliado novamente quatro dias depois, tempo suficiente para que a droga desaparecesse do organismo. "Descobrimos que aqueles que tomaram a dose dupla do remédio não conseguiam se lembrar direito das partes negativas do texto, enquanto se lembravam perfeitamente das partes neutras", disse Marie-France Marin, chefe da pesquisa.

“A metirapona é uma droga que reduz bastante os níveis de cortisol, hormônio do estresse que está envolvido no processo da lembrança. Manipular uma quantidade de cortisol perto do momento em que novas lembranças se formam pode diminuir as emoções negativas associadas a elas.” Marie acrescentou: "Nossa descoberta pode ajudar indivíduos a lidar com eventos traumáticos ao oferecer a elas uma oportunidade para ‘sobrescrever’ as memórias negativas durante a terapia” (Fonte: Revista Veja: https://veja.abril.com.br/ciencia/droga-faz-cerebro-esquecer-mas-lembrancas/, acessado em 30/11/2018).

Não sou e nem poderia ser contra essa descoberta científica. Ela pode amenizar o sofrimento de muita gente. Mas, sabe, essa é uma notícia boa de um lado e preocupante de outro. Por algumas razões: O homem pode esquecer as coisas ruins, mas isso não impede que lhe aconteçam outras coisas ruins. Vivemos em um mundo de pecado. Os resultados do pecado têm a terrível tendência de se repetirem. O ser humano pode esquecer, mas os efeitos do mal estão ali. Ele terá que conviver com com eles. Alguém que perdeu um ente querido assassinado por um ladrão terá que conviver com essa perda. Quem teve sua fortuna roubada terá que continuar pobre, embora não se lembre do que lhe aconteceu. O remédio ameniza, mas não resolve todos os nossos problemas. Particularmente, acredito na solução divina que será proporcionada pela volta de Jesus. Através dela ficaremos livres não somente das lembranças, mas da causa do mal. O profeta anteviu um tempo em que “não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas (Is 65:17).

Conheça o autor do comentário: O Pastor Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000 pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 29 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente, exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste-UCB. Casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (Jornalista) e Lucas (estudante de Publicidade e Propaganda).