Lição 5
24 a 30 de julho
Venham a Mim
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Is 5-7
Verso para memorizar: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei” (Mt 11:28).
Leituras da semana: Mt 11:20-30; Mt 5:5; Dt 18:15; Gl 5:1; Êx 18:13-22; Gl 6:2

Que promessa maravilhosa Jesus nos concedeu no texto de Mateus11:28! Afinal, quem às vezes não se sente sobrecarregado, se não com otrabalho, com as preocupações e a sobrecarga que a própria vida traz?Nesse texto, Jesus disse que sabe o que estamos passando e que pode nosajudar – isto é, se O permitirmos.

Depois de nos mandar tomar Seu jugo, Cristo disse: “O Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt 11:30). Em outras palavras: “Livre-se dos jugos e fardos que você está levando (dê-os a Mim) e, em vez disso, tome o Meu jugo, pois ele é mais fácil de levar”.

Como podemos experimentar o descanso do qual Jesus estava falando? Afinal, no mundo em que vivemos, após o pecado, o Senhor disse a Adão: “No suor do seu rosto você comerá o seu pão” (Gn 3:19). Portanto, sabemos o que é labutar e carregar fardos que podem parecer muito difíceis de levar, pelo menos sozinhos.

Na lição desta semana, estudaremos como experimentar o alívio e o descanso espirituais oferecidos por Jesus Cristo a todos os que aceitam aprender com Ele.

Domingo, 25 de julho
Ano Bíblico: Is 8-10
Eu os aliviarei

1. “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei”. Qual é o contexto dessa declaração? Como Jesus nos dá esse descanso? Mt 11:20-28

Assim como nós, Jesus nunca falou sem um contexto. Para compreendê-Lo, precisamos entender o contexto de Suas declarações, se desejamos evitar equívocos a respeito Dele. O capítulo 11 de Mateus marca uma reviravolta nesse evangelho. As declarações denunciando importantes cidades da Galileia foram as mais duras até aquele ponto no evangelho. Jesus não bajulava ninguém. Ele colocava o dedo na ferida; associava-Se com as pessoas “erradas” (Mt 9:9-13); Sua declaração de que era capaz de perdoar pecados foi escandalosa aos olhos dos líderes religiosos (Mt 9:1-8).

Jesus proferiu palavras de condenação ao povo, até mesmo comparando-o, desfavoravelmente, a Sodoma, vista naquela época e também hoje como lugar de implacável perversidade. “Eu digo a vocês que, no Dia do Juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma do que para você” (Mt 11:24).

As tensões estavam aumentando – e ainda assim, em meio a tudo isso, Jesus mudou de tom e ofereceu o verdadeiro descanso. Ele pôde fazer isso porque tudo Lhe havia sido entregue pelo Seu Pai. “Ninguém conhece o Filho, a não ser o Pai” (Mt 11:27). A capacidade de Jesus de conceder descanso está fundamentada em Sua divindade e unidade com o Pai.

Antes de ir a Cristo para descarregar nossos fardos, precisamos entender que não podemos levá-los sozinhos. Não iremos a Jesus a menos que reconheçamos nossa verdadeira condição. O convite de Jesus está fundamentado na necessidade.

Mateus 11:28 começa com um verbo imperativo: “Venham!”. “Ir” não é opcional. “Ir” representa a condição prévia para encontrarmos descanso. “Ir” significa que precisamos entregar o controle. Numa época em que controlamos muitas coisas por meio de nossos smartphones, ir a Jesus não é a direção natural. A entrega é a parte mais difícil da vida cristã.

Amamos falar acerca de tudo o que Deus faz por nós em Cristo e de como não podemos salvar a nós mesmos... Isso é verdade. Mas, no final, ainda temos que escolher “ir” a Jesus, o que significa render-se a Ele. Então, o livre-arbítrio se torna essencial na vida cristã.

Como entregar seus fardos a Jesus e experimentar o descanso que custou o sangue do Senhor?
Segunda-feira, 26 de julho
Ano Bíblico: Is 11-14
Tomem sobre vocês o Meu jugo

2. Leia Mateus 11:29, 30. Por que Jesus nos ordenou a tomar Seu jugo logo depois de nos convidar a entregar a Ele nossos fardos e encontrar o verdadeiro descanso?

Depois do primeiro imperativo “venham”, em Mateus 11:28, seguem-se dois outros imperativos em Mateus 11:29. “Tomar” e “aprender” concentram a atenção do público (e do leitor) em Jesus. Devemos tomar Seu jugo e aprender Dele. O relacionamento íntimo entre o Pai e o Filho (sugerido em Mateus 11:25-27) apresenta uma ilustração poderosa que pode explicar a metáfora do jugo nesses versos. O Pai e o Filho trabalham unidos para salvar a humanidade. Embora o jugo seja um símbolo de submissão (Jr 27), é também uma metáfora que ilustra um propósito unido. Submetemo-nos ao Seu jugo e aceitamos a tarefa que Ele nos deu para abençoar os outros. Não estamos levando Seu jugo; estamos apenas unidos a Ele porque Seu jugo “é suave” e Seu fardo “é leve” (Mt 11:30).

O segundo imperativo, “aprendam de Mim”, reitera esse conceito. Em grego, o verbo “aprender” está ligado ao termo “discípulo”. Quando aprendemos de Jesus, somos Seus discípulos. Obediência e comprometimento são características do discipulado.

3. Qual é a diferença entre estar “sobrecarregado” e levar o jugo de Deus? Mt 11:28, 29

O jugo era uma metáfora comum no judaísmo para designar a lei. Atos 15:10 o usa em referência à circuncisão. Gálatas 5:1 contrasta a liberdade que Jesus oferece com o jugo da escravidão, uma referência à lei como meio de salvação. Estar sob o jugo do Senhor Jesus indica a obediência e o compromisso de seguir Seus passos e participar de Sua missão. Não podemos acrescentar nada à salvação obtida por nós na cruz, mas podemos nos tornar embaixadores e compartilhar as boas-novas. A interpretação que Jesus tinha da lei, vista no Sermão do Monte (Mt 5–7), era mais radical do que a que os fariseus tinham. Sua interpretação exige mudança no coração e transforma nossas motivações – Seu jugo é suave e Seu fardo, leve (Mt 11:30).

Você tem experimentado esse descanso no coração? Ao nos concentrarmos em Jesus e no que Ele oferece, como podemos receber esse descanso?
Terça-feira, 27 de julho
Ano Bíblico: Is 15-19
Sou manso e humilde de coração

A mansidão é subestimada hoje. A humildade é motivo de chacota. As mídias sociais nos ensinaram a prestar atenção no que é espalhafatoso, barulhento, esquisito, extravagante e exagerado. Muitos padrões do mundo são opostos ao que Deus considera importante e valioso. “O conhecimento da verdade não depende tanto da capacidade intelectual como da pureza de propósito, da simplicidade da fé sincera e confiante. Os anjos de Deus se aproximam dos que com humildade de coração buscam a direção divina. O Espírito Santo é doado para lhes abrir os ricos tesouros da verdade” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 59).

4. Como você definiria mansidão e humildade? Mt 5:5, 1Pe 3:4; Is 57:15

Paulo se referiu à “mansidão e bondade de Cristo” (2Co 10:1). Mansidão e humildade não são traços de pessoas fracas e que não conseguem defender sua posição. Muitas vezes Jesus evitou confronto porque Sua missão ainda não havia sido cumprida (Jo 4:1-3). Contudo, quando era confrontado, Ele respondia com coragem. No entanto, falava com amor. Seus lamentos sobre Jerusalém pouco antes da cruz, por exemplo, não foram brados de maldição, mas ilustrações repletas de lágrimas a respeito de um futuro devastador (Lc 19:41-44).

Jesus foi retratado como o segundo Moisés. Ele discursou em um monte ao apresentar os princípios de Seu reino (Mt 5:1). Com um milagre, Ele providenciou comida para multidões (Mt 14:13-21). Moisés foi “manso” (Nm 12:3), assim como Jesus (Mt 11:29). Os que testemunharam a alimentação de 5 mil pessoas clamaram: “Este é verdadeiramente o Profeta que devia vir ao mundo” (Jo 6:14), uma referência à função profética de Moisés (Dt 18:15).

A humildade e mansidão de Jesus superam as de Moisés. Ele é o divino Salvador. Embora Moisés tivesse se oferecido para salvar seu povo (Êx 32:32), sua morte não teria realizado nada, pois Moisés era pecador e precisava de um Salvador, que pagasse por seus pecados. Aprendemos com Moisés e com sua vida, mas não encontramos salvação nele.

Necessitamos de um Salvador que tome nosso lugar como Intercessor e Substituto. A intercessão é importante, mas somente o Deus pendurado no madeiro, que levou nosso pecado, que pagou a pena pelos nossos pecados, poderia nos salvar das consequências legais dos pecados. Jesus deu um grande exemplo, mas tudo seria inútil sem a cruz e a ressurreição.

Quarta-feira, 28 de julho
Ano Bíblico: Is 20-23
Meu jugo é suave

Vimos que o uso que Mateus fez do “jugo” ecoa o uso do termo no judaísmo e em outros textos do Novo Testamento, referindo-se a uma compreensão equivocada da lei.

5. O termo grego traduzido como “suave” (Mt 11:30) também pode ser traduzido como “bom, agradável, útil e benevolente”. Muitos consideram a lei de Deus pesada, difícil de cumprir e irrelevante. Como podemos ajudá-los a ver a beleza da lei e amar o Legislador?

Os pais se lembram do momento em que seus filhos dão o primeiro passo. Um primeiro passo vacilante é seguido por um segundo passo experimental, depois um terceiro – e a essa altura, é mais provável que a criança tropece e caia. Pode haver lágrimas e até um hematoma, mas assim que a criança sentir a liberdade de movimento, ela se levantará e tentará novamente. Ela anda, cai e se levanta; anda, cai e se levanta. A sequência se repete muitas vezes antes que a criança consiga andar com segurança. No entanto, em meio a tropeços e quedas, há um rostinho orgulhoso que declara triunfante: Papai, mamãe, posso andar!

Andar com Jesus nem sempre é fácil, mas é sempre bom e o certo a fazer. Podemos tropeçar e até cair; contudo, conseguimos nos levantar e continuar a andar com Ele ao nosso lado.

6. Em Gálatas 5:1, Paulo escreveu: “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Por isso, permaneçam firmes e não se submetam, de novo, a jugo de escravidão”. O que isso significa? Como Cristo nos libertou? Qual é a diferença entre o jugo que Ele nos pede que tomemos e o “jugo da escravidão” contra o qual Paulo nos advertiu?

Podemos ter certeza de que, ao dizer “jugo de escravidão”, Paulo não estava se referindo à obediência à lei de Deus, os Dez Mandamentos. Ao contrário, mediante a obediência, pela fé, entendendo que nossa salvação é certa, não com base na lei, mas na justiça de Cristo, podemos ter verdadeiro descanso e liberdade.

Por que a vida de obediência à lei tem mais descanso do que a vida de desobediência à lei?
Quinta-feira, 29 de julho
Ano Bíblico: Is 24-26
Meu fardo é leve

Jesus utilizou a ilustração do fardo: “O Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve” (Mt 11:30).

7. Moisés ficou feliz ao ver seu sogro Jetro depois que Israel tinha deixado o Egito e cruzado o mar. Como foi levar o fardo de outra pessoa nessa história? Êx 18:13-22

Êxodo 18:13 revela que as pessoas iam a Moisés em busca de julgamento desde a manhã até a noite. Quando o sogro de Moisés viu a situação, ele implorou ao seu genro que estabelecesse uma estrutura que lhe permitisse se concentrar nas coisas importantes enquanto confiava a outros o cuidado das coisas mais simples. As Escrituras declaram que Moisés deu ouvidos a Jetro e implementou essas mudanças vivificantes.

Quando Jesus disse que Seu fardo era leve, Ele queria nos lembrar de que podemos confiar Nele, o Portador de fardos. Como Moisés, devemos aprender que precisamos dos outros para compartilhar nossos fardos. Em 1 Coríntios 12:12-26, a imagem do corpo de Cristo oferece uma ilustração de como os fardos podem ser compartilhados. Precisamos de um corpo que funcione para poder carregar qualquer peso: pernas, braços, ombros, músculos e tendões.

8. Levar os fardos uns dos outros nos ajuda a cumprir a lei de Cristo? Gl 6:2

Conhecer o contexto imediato dessa passagem pode nos ajudar. Em Gálatas 6:1, Paulo afirmou que, se um irmão ou irmã cair em tentação, devemos restaurar essa pessoa em espírito de brandura e mansidão (lembre-se de que Jesus afirmou que Ele é manso [Mt 11:29]). Levar o fardo significa restaurar alguém que “saiu dos trilhos” para ajudar essa pessoa a ver a graça divina. Mas também significa ajudar uns aos outros quando temos dificuldades. O termo grego para “fardo” pode se referir a um peso grande ou pedra pesada. É um lembrete de que todos levamos fardos e precisamos dos que podem nos ajudar a carregá-los. Compartilhar os fardos é uma atividade divinamente ordenada que requer mansidão e produz compaixão.

Pense em alguém que o ajudou a levar um fardo com o qual você estava lutando. Por que isso foi tão significativo? Hoje você pode ajudar a levar o fardo de alguém?
Sexta-feira, 30 de julho
Ano Bíblico: Is 27-29
Estudo adicional

Quando acharem difícil seu trabalho, quando reclamarem das dificuldades e provas, quando disserem que não têm força para suportar a tentação, que não conseguem vencer a impaciência e que a vida do cristão é uma obra que exige muito esforço, estejam certos de que não estão levando o jugo de Cristo; estão levando o jugo de outro senhor” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 267). “Há necessidade de constante vigilância e de fervorosa e terna dedicação; isso, porém, virá naturalmente, se o coração é guardado pelo poder de Deus, mediante a fé. Nada podemos fazer, absolutamente nada, para nos tornar merecedores do favor divino. Não devemos depositar toda a nossa confiança em nós mesmos nem em nossas boas obras, mas quando, como seres falhos e pecadores, nos chegamos a Cristo, encontramos descanso em Seu amor. Deus aceitará cada um dos que se chegam a Ele, confiando inteiramente nos méritos do Salvador crucificado. Brota o amor no coração. Pode não haver êxtase de sentimentos, mas haverá uma duradoura e pacífica confiança. Todo peso se tornará leve, pois leve é o jugo imposto por Cristo. O dever se torna um deleite e um prazer o sacrifício. O caminho que antes parecia envolto em trevas, torna-se iluminado pelos raios do Sol da Justiça. Isso é andar na luz, como Cristo na luz está” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 38, 39).

Perguntas para consideração 1. Você se lembra do momento em que se rendeu a Cristo? Qual foi o motivo?

2. Estude a oração de Jesus (Mt 11:25-27). Como conhecer a graça? Por que Deus esconde o plano da salvação (“estas coisas”) dos sábios e instruídos e as revela aos pequeninos?

3. Como ajudar aqueles que lutam com seus fardos a ir a Jesus e encontrar descanso?

4. Ser “manso e humilde de coração” prejudica a autoestima de uma pessoa, trazendo insegurança? A cruz e o que ela representa nos ajudam a entender o que é ser “manso e humilde”? Diante da cruz, mansidão e humildade não seriam as únicas atitudes apropriadas?

Atividades e respostas da semana: 1. Jesus estava repreendendo as cidades impenitentes da Galiléia. Ele foi severo com os líderes de Sua época, mas ofereceu descanso aos cansados e sobrecarregados. 2. Ele quer que aprendamos Dele e nos unamos em Seu propósito de salvação. 3. Levar Seu jugo não é estar sobrecarregado, mas é ter descanso, pois Seu jugo é suave e Seu fardo é leve. 4. A mansidão é característica dos que herdarão a Terra. Jesus é o exemplo de mansidão e humildade. 5. Apresentando a lei como expressão do caráter de Deus. 6. Cristo nos libertou da escravidão do pecado por Seu sangue. O jugo que Paulo mencionou não era a obediência à lei de Deus, mas o legalismo. 7. Trouxe alívio e bem-estar a Moisés. 8. Cumprimos a lei de Cristo se ajudamos alguém a levar seu fardo, pois foi exatamente isso que Cristo fez por nós.

Resumo da Lição 5
Venham a Mim

ESBOÇO

Você já sentiu que os fardos que carrega são pesados demais? Já sentiu que seu nível de estresse está no limite, e você simplesmente não consegue mais lidar com isso? A lição desta semana oferece ajuda prática para quando chegamos ao limite. Na verdade, sejam nossos fardos extremamente pesados ou relativamente leves, Jesus nos convida a ir a Ele em busca de alívio.

Nossa principal passagem bíblica nesta semana é Mateus 11:26-30: “Venham a Mim todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e Eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e vocês acharão descanso para a sua alma. Porque o Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve”. Você notou as três ordens específicas na declaração de Cristo? Primeiro, Ele disse: “Venham a Mim”. Ele é a fonte da nossa paz, da nossa força. Só Ele pode levar nossos fardos e é de fato o único que pode realmente aliviar o estresse opressivo que às vezes experimentamos. A segunda ordem é: “Tomem sobre vocês o Meu jugo”. Bois que estão sob o mesmo jugo unem-se no serviço. Quando estamos unidos a Cristo no serviço em favor de outros, nossos fardos se tornam mais leves. Vamos estudar mais a fundo o que significa “tomar o jugo” de Cristo na lição desta semana. A terceira ordem é: “Aprendam de Mim”. Jesus carregou o peso deste mundo sobre Seus ombros, mas viveu em uma atmosfera de paz divina. Ele não ficava estressado com os desafios que enfrentava. Exploraremos essa passagem em detalhes, enfatizando em especial o desejo de Jesus de que descansemos Nele e tenhamos paz no coração.

COMENTÁRIO

Um fazendeiro idoso caminhava por uma estrada de terra estreita e velha com um saco de batatas nas costas. Seus ombros caíram, seu andar se tornou difícil e lento. Era um dia de verão extremamente quente, e o suor escorria da testa do velho homem. Seu ânimo melhorou um pouco quando um vizinho se aproximou com uma carroça puxada por cavalos e perguntou-lhe se queria uma carona. Feliz, ele subiu na parte de trás da carroça. Enquanto seguiam viagem, seu vizinho observou que o homem ainda levava o saco de batatas nas costas. Ele se virou e disse ao fazendeiro: “Amigo, descanse um pouco. Coloque o saco sobre a carroça”. O idoso então respondeu: “Você foi muito gentil em me dar uma carona; o mínimo que posso fazer é carregar minha carga”. Sem dúvida, essa história é fictícia, mas ilustra bem o ponto da lição desta semana. É possível que ainda carreguemos nossos fardos pesados mesmo depois de ter ido a Jesus. Nosso Salvador deseja nos livrar do estresse de carregá-los. Ele deseja levá-los em nosso lugar. Estudaremos como podemos nos livrar das cargas que muitas vezes acabam com nossa alegria.

Vá a Jesus

Jesus nos convida a ir a Ele. Na prática, o que isso significa? Ir é uma decisão da vontade, implica uma escolha pessoal. Jesus deu a cada um de nós liberdade de escolha; portanto, Ele não coagirá a vontade, não nos pressionará a ir. Ele nos convida gentilmente, impressiona-nos com Seu Espírito; porém, a ação de ir resulta de nossa escolha. Ir a Jesus significa colocar nossa confiança e segurança em Sua capacidade de aliviar o nosso fardo. Devemos nos aproximar com fé, crendo que Ele é maior que o problema, que a dificuldade e que o desafio. Ellen G. White compartilha essa visão encorajadora: “‘Vinde a Mim’ (Mt 11:28), esse é Seu convite. Sejam quais forem suas ansiedades e provações, apresente o caso ao Senhor. Você será fortalecido para resistir. O caminho se abrirá para você se livrar de todo empecilho e dificuldade. Quanto mais fraco e desamparado você se reconhecer, mais forte se tornará na força de Cristo. Quanto mais pesados forem seus fardos, mais abençoado será o alívio ao lançá-los sobre Aquele que carrega nossas aflições” (O Desejado de Todas as Nações, p. 329).

No mesmo jugo de Jesus

Quando vamos a Jesus, Ele nos convida a tomar Seu jugo. Essas palavras que eram comuns aos ouvintes do primeiro século parecem estranhas a nós. William Barclay, ao comentar sobre Mateus 11:26-28, explica as palavras Dele sobre o jugo desta forma: “Jesus nos convida a colocar Seu jugo sobre os ombros. Os judeus usavam a palavra jugo para descrever submissão a algo. Falavam do jugo da lei, do jugo dos mandamentos, do jugo do reino, do jugo de Deus”. Tomar o jugo de Cristo é submeter-se à Sua vontade. Quando o jugo era colocado em volta do pescoço do boi, o animal se submetia à orientação de seu dono.

De acordo com Barclay, pode haver um significado mais profundo nas palavras de Cristo: “Pode muito bem ser que Jesus tenha usado essa expressão no Seu convite para simbolizar algo muito mais significativo. Ele diz: ‘Meu jugo é suave’. A palavra ‘suave’ no grego é chrestos, que pode significar bem ajustado. Na Palestina, as juntas de bois eram feitas de madeira; o boi era trazido, e as medidas, feitas. A canga era então desenhada e experimentada. O jugo era cuidadosamente ajustado, para que se encaixasse bem e não machucasse o pescoço do paciente animal. O jugo era feito sob medida para ajustar-se ao boi”.

Você acha que Jesus fez jugos na carpintaria de Nazaré? Barclay fala sobre a lenda de que Jesus “fazia as melhores juntas de boi em toda a Galileia e que homens de todo o país vinham até Ele para comprar as melhores juntas que se podia fazer” (bit.ly/3rIT2RT). Você consegue imaginar uma placa acima da porta da carpintaria de Jesus com os dizeres: “Aqui se fabricam os melhores jugos de toda a Galileia”?

O jugo que Jesus coloca em nosso pescoço para nos unir a Ele se encaixa bem. Ele se torna nosso parceiro no serviço e permanece unido a nós. O que Ele quer dizer é: “A vida que lhe dou não é um fardo; sua tarefa é feita sob medida para se adequar a você”. Tudo o que Deus nos envia é feito para atender exatamente às nossas necessidades e habilidades. Como declara o apóstolo Paulo: “Não sobreveio a vocês nenhuma tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá livramento, para que vocês a possam suportar” (1Co 10:13). Ligados a Jesus, temos a certeza absoluta de que Ele nos fortalecerá para enfrentar qualquer tentação, prova ou tribulação que nos confrontar. O descanso que Cristo nos dá é a certeza de que Ele está ao nosso lado para nos capacitar a prosperar em cada um dos desafios da vida.

Ellen G. White acrescenta: “‘Tomai sobre vós o Meu jugo’ (Mt 11:29), diz Jesus. O jugo é um instrumento de trabalho. O gado é posto sob o jugo para trabalhar, e essa peça é essencial para que o serviço seja eficiente. Com essa ilustração, Cristo nos ensina que somos chamados ao serviço enquanto a vida durar. Temos de tomar sobre nós Seu jugo, a fim de sermos Seus colaboradores.

“O jugo que liga ao serviço é a lei de Deus. A grande lei de amor revelada no Éden, proclamada no Sinai e, na nova aliança, escrita no coração, é o que liga o obreiro humano à vontade de Deus. Se fôssemos entregues às nossas próprias tendências, para ir exatamente aonde nos levasse nossa vontade, cairíamos nas fileiras de Satanás e nos tornaríamos possuidores de seus atributos. Portanto, Deus nos restringe à Sua vontade, que é elevada, digna e enobrecedora. Deseja que empreendamos de forma paciente e sábia os deveres do serviço” (O Desejado de Todas as Nações, p. 329). Aceitar o Seu jugo é submeter-se à Sua vontade; na submissão à Sua vontade encontra-se o mais elevado senso de liberdade e a maior sensação de paz.

Aprenda de Jesus

A última das três ordens de Cristo em Mateus 11:29 é: “Aprendam de Mim”. Ao estudarmos a vida do Salvador, um tema predomina: Ele estava totalmente comprometido em fazer a vontade do Pai. Em João 8:29, Jesus diz: “Eu faço sempre o que Lhe agrada”. Em Sua oração intercessória, Jesus disse: “Não peço somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em Mim, por meio da palavra que eles falarem, a fim de que todos sejam um. E como Tu, ó Pai, estás em Mim e Eu em Ti” (Jo 17:20, 21). Havia uma unidade indissolúvel entre Jesus e Seu pai. Nunca em Sua vida terrena Jesus decidiu agir ou pensar contrário à vontade do Pai. Mesmo no momento mais difícil de Sua vida, Jesus rendeu Sua própria vontade à vontade do Pai. No Getsêmani, quando o destino do mundo pendia na balança, e Satanás oprimia o coração de Jesus com suas mais ferozes tentações, Jesus orou: “Meu Pai, se é possível, que passe de Mim este cálice! Contudo, não seja como Eu quero, e sim como Tu queres” (Mt 26:39). A paz perfeita vem quando nosso coração e nossa mente são um com a mente de Cristo. Como diz um antigo hino cristão: “Quando não há nada entre minha alma e meu Salvador”, ficamos em paz. O pecado perturba nossa paz. Um relacionamento rompido entre nós e Jesus perturba nossa paz. Quando chegamos a Ele desejando fazer Sua vontade, unidos a Ele no serviço, Ele promete: “Vocês acharão descanso para a sua alma” (Mt 11:29).

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Existe algo em sua vida que o impede de ir a Cristo e se render totalmente a Ele? Existem muitas pessoas que pensam que não podem ir a Cristo a menos que antes se arrependam de seus pecados e abandonem os maus hábitos. A verdade é que vamos a Jesus assim como estamos, com todas as nossas faltas, atormentados pela culpa e pela fraqueza da nossa carne. Quando nos achegamos a Ele, somos aceitos de braços abertos. Ele nos dá o dom do arrependimento, aceita nossa confissão, recebe-nos como Seus filhos e filhas e capacita-nos a vencer. Ligados a Ele, tornamo-nos novas criaturas em Cristo. Nesta semana, comece o dia com estas duas afirmações:

• Jesus, hoje vou à Tua presença e permanecerei Contigo. Eu Te reconheço como fonte da minha paz, propósito e alegria na vida. Submeto minha vontade a Ti hoje e coloco todos os meus planos aos Teus pés.

• Jesus, revela-me tudo na minha vida que não esteja de acordo com a Tua vontade. Onde eu tiver atitudes, sentimentos, desejos e hábitos contrários à Tua vontade, por favor, revela-os a mim. Hoje, meu principal desejo é Te agradar.

Curando corações

Nota: Peça que uma senhora apresente esta história na primeira pessoa.

Como é ser preceptora de um grupo de dezenas de garotas e moças da Escola Adventista Indígena de Holbrook? Eu, Nannette Ortiz, 53 anos, vi Lily na primeira vez que vim para essa escola. Imediatamente, a garota de 17 anos me adotou como sua avó. Ela estava sempre disposta a me ajudar. “Posso te ajudar a fazer muffins nesta semana?”, ou, “Posso ajudar a escrever os versos bíblicos no quadro-negro?”, ela perguntava.

Lembro-me claramente de outra pergunta que me fez no início do ano letivo. “Você sabia que eu tive que fechar um contrato duas vezes no ano passado?” Sobre o que ela estava falando? Eu tinha conhecimento de que, no ano anterior, ela esteve tão deprimida que correu o risco de se machucar. Então, assinou um contrato prometendo procurar ajuda antes de fazer algo contra si.

Muitas garotas que chegavam à escola carregavam uma bagagem emocional muito pesada. Elas experimentaram muitas formas de trauma, inclusive na tenra infância. Lembro-me de ter ouvido uma aluna do segundo ano, Rose, contar que havia testemunhado o assassinato do pai. Certa noite, enquanto saía da minha escrivaninha com direção à cama, a garotinha correu em minha direção e pulou nos meus braços. “Eu não consigo dormir”, ela disse. “Vejo meu pai sorrindo através da janela.” Levei-a para o quarto, cantei e orei com ela. Eu também enfrentava problemas de insônia, preocupada com os problemas as garotas.

Depois de dois meses na escola, Lily confidenciou como era atormentada por pesadelos terríveis. Quando ela começou a descrever os pesadelos, entendi porque eu havia chegado a essa escola. Tive os mesmos pesadelos quando era adolescente. Deus queria que eu desenvolvesse um relacionamento especial com Lily, para que ela também poderia superar esses pesadelos com a ajuda Dele. Contei a ela que Deus havia me livrado dos pesadelos com Seu poder e que poderia fazer o mesmo com ela.

Alguns alunos preferem ficar na escola em vez de ir para casa durante as férias. Isso acontece porque o ambiente familiar é tóxico. Eu me lembro de Rose, a aluna do segundo ano, que havia passado o recesso escolar com a mãe. Quando abri a porta, ela observou o ambiente e suspirou: “É bom estar em casa!”, disse.

Lily evitava ir para casa. Até hoje, não sei que tipo de trauma ela passou e que lhe causou tantos danos emocionais. Mas esse não é meu trabalho. Minha missão é mostrar amor incondicional a todas as crianças e compreender que eu sou sua cuidadora e Deus é seu Curador. Naquela mesma semana, enquanto estudávamos a história da Criação, perguntei a Lily: “Você conhecia esta história antes de vir à esta escola?” A resposta foi: “Não.” “E a Bíblia? Você já viu uma Bíblia na sua casa ou na casa da shimasani (avó materna)?” Ela balançou a cabeça negativamente. A primeira vez que tivera contato com uma Bíblia foi quando chegou a Escola Adventista Indígena de Holbrook.

Expliquei a Lily que muitas pessoas consideram a história da Criação como um conto. “O que você pensa sobre essa história?”, perguntei. Lily não tinha dúvidas. “O Sr. Hubbard, professor de matemática, sempre começava a aula com um pequeno devocional”, ela disse. “Hoje, ele nos fez pensar que as coisas não surgiram do nada. Existe a necessidade de um Criador!” As conversas com Lily e outras garotas me fizeram relembrar de 1Coríntios 3:6, onde Paulo diz: “Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é quem fazia crescer.”

Há três anos, teve início a construção do “Center New Life” (Centro Nova Vida) na Escola Adventista Indígena de Holbrook. Trata-se de um ginásio e centro de saúde no qual crianças e jovens nativos americanos receberão tratamento contra obesidade, doenças coronárias, diabete, depressão e suicídio. As ofertas desse trimestre ajudarão a finalizar a segunda fase do Centro. Ficamos agradecidos por sua liberalidade.

Informações adicionais

• Os nomes foram modificados para proteger a privacidade dos alunos.

• Faça o download das fotos no Facebook: bit.ly/fb-mq.

• Veja outras notícias missionárias e informações sobre a Divisão Norteamericana, acessando: bit.ly/NAD-2021.

Esta história ilustra os componentes seguintes do plano estratégico da Igreja Adventista “I Will Go”: Objetivo de crescimento espiritual nº 6 – “aumentar a adesão, retenção, recuperação e participação de crianças, jovens e adultos jovens” incentivando “todos os membros e os jovens ainda não batizados a adotar e praticar princípios de mordomia relativos ao tempo, dons espirituais, dízimos e ofertas” (KPI 6.5). E “aos membros, a demonstrarem compreensão intercultural e respeitar a todas as pessoas” (KPI 6.6) . Conheça mais sobre o plano estratégico em IWillGo2020.org.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 3º Trimestre de 2021

Tema Geral: Descanso em Cristo

Lição 5 – 24 a 31 de julho

Venham a Mim

Autor: Weverton Castro

Editoração: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Introdução

No início do capítulo 11 de Mateus, João Batista, que estava encarcerado injustamente, enviou uma pergunta a Jesus através de seus discípulos: “És Tu Aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” (Mt 11:3, ARA). Dentre os diversos aspectos da resposta de Cristo para a questão levantada, o final do capítulo 11 é uma síntese do conceito de que a solução para o pecador havia chegado, pois o Messias já estava entre os seres humanos.

O convite de Jesus, conforme descrito no final do capítulo 11 de Mateus, apesar de milenar, ainda é a solução necessária para nossa sociedade contemporânea, que está cada vez mais cansada. Seu convite é inclusivo e direcionado para todas as pessoas que se sentem sobrecarregadas e que buscam o descanso e a paz verdadeiros.

1. Um Deus que convida

Mateus 11:28-30 revela uma face incrível do amor de Deus, que é a liberdade que Ele deu para que Seus filhos escolham segui-Lo ou não. “Venham!” é um convite que pode ser recusado, rejeitado e ignorado. Ninguém é forçado a aceitar. Porém, é interessante pensar que Deus, com Sua onipotência, poderia facilmente criar robôs, presos à Sua vontade. O problema é que não existe amor onde não há liberdade. Por isso, o preço do amor foi a perigosa liberdade dada aos seres humanos.

A árvore do conhecimento do bem e do mal colocada no Éden era a porta necessária para que o ser humano fosse livre. Desde a nossa criação Deus sempre deixou à nossa disposição a possibilidade de recusá-Lo. Apesar de desejar a vida, Deus precisou criar a possibilidade da morte, para que a humanidade não fosse escrava do bem. Assim, por causa de Seu amor, Deus nos deu o livre-arbítrio, para que nos relacionemos com Ele voluntariamente, pela liberdade do amor e não simplesmente por falta de opção.

E assim, no convite feito no evangelho de Mateus, novamente Jesus nos lembra de que, embora Ele tenha o remédio para a alma, não pode nos forçar a recebê-lo. Cabe a cada ser humano aceitar o convite para que livremente seja um seguidor de Cristo.

2. Fardo compartilhado

A expressão “jugo”, que aparece em Mateus 11:30, deriva do contexto agrário dos tempos de Jesus. Geralmente o jugo era feito de madeira e tinha a função de unir dois bois para fazer o trabalho de arar a terra. Existe uma máxima em torno do termo sinergia segundo a qual dois animais unidos fazem o trabalho que três animais fariam sozinhos. Assim, ao unir os bois através do jugo, era obtido um desempenho melhor no trabalho. Outro detalhe é que, em alguns casos, quando um animal estava mais fraco, o outro mais forte o ajudava através do peso dividido pelo jugo.

Aplicando os detalhes da metáfora usada por Jesus, é possível inferir três lições principais:

A. O convite de Jesus é para uma espécie de conexão que Ele deseja ter com Seus seguidores.

B. O fardo do cristão não é uma tarefa executada na solidão, pois Jesus Se compromete a carregar o fardo conosco, andando ao lado de Seus filhos.

C. Ao nos unirmos com Jesus, a força Dele completa a nossa fraqueza. Diante dos fardos pesados, Ele nos fortalece com Sua força.

Outro aspecto importante é que o adjetivo usado para o jugo, no grego, é chr?stos, traduzido em algumas versões em português como “suave”. Porém, outra possibilidade mais literal de tradução seria “bom” ou “útil”, e não “fácil”, no sentido de não ser difícil de carregar (F. D. Nichol, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p. 390). Ou seja, o que Jesus estaria afirmando é que carregar Seu jugo não é um peso, mas um privilégio, pois é uma carga que faz bem para quem a leva.

De certa forma, essa característica nos lembra que nada do que Deus nos pede é ruim para nós. Ele não nos priva de nada que seja realmente bom. Tudo o que Ele nos pede é para nosso próprio bem.

3. Descanso para alma

O cansaço da alma é muito mais difícil de enfrentar do que o cansaço físico. Mentes sobrecarregadas e estressadas, que vivem atormentadas pelos medos do mundo moderno, podem até viver em meio ao conforto, mas por dentro estão exaustas. Por isso, o convite de Jesus vai muito além do mero reparo das forças do corpo, pois atinge o interior, renovando a mente e o coração.

No contexto judaico, diferente da mentalidade grega, o ser humano é visto de forma integral, diferente do conceito que separava o corpo da alma. Nessa visão da integralidade, as partes estão interligadas, afetando-se mutualmente. Dessa forma, o corpo afeta a mente, assim como a mente afeta o corpo. Nesse contexto, um corpo cansado afetará diretamente a vida nos aspectos mentais e espirituais. O contrário também é verdade: a mente cansada afeta o corpo.

Uma das formas pelas quais a saúde mental afeta a saúde física se manifesta através das doenças psicossomáticas. Essas enfermidades ocorrem quando o corpo tem sintomas de enfermidades que estão na mente da pessoa. Tais manifestações demonstram como a saúde mental afeta diretamente a saúde física. Nesse contexto, o convite de Jesus para o descanso da alma afeta todas as demais áreas da vida humana.

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Weverton de Paula Castro é pastor e professor de Teologia no Seminário Adventista da Faculdade Adventista da Amazônia (FAAMA). Ele é casado com a enfermeira Jozy Anne e é pai do pequeno André, nascido no início de 2021. Graduado em Teologia e Filosofia, tem mestrado intracorpus em Interpretação Bíblica (FADBA) e em Ciências da Religião (UEPA). Atualmente é doutorando em Educação Religiosa (Andrews University).