Lição 9
20 a 27 de maio
Seja quem você é
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 2Cr 32, 33
Verso para memorizar: “Empenhem-se para acrescentar à sua fé a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2Pe 1:5-7, NVI).
Leituras da semana: 2Pe 1:1-15; Ef 2:8; Rm 5:3-5; Hb 10:38; Rm 6:11; 1Co 15:12-57

Uma coisa extraordinária sobre o Novo Testamento é a grande quantidade de verdades colocadas em um espaço bastante limitado. Veja, por exemplo, a lição desta semana, que compreende 2 Pedro 1:1-14. Nesses 14 versos, Pedro nos ensina sobre a justificação pela fé e sobre o que Deus pode fazer na vida dos que se entregam a Jesus. Ele falou também sobre a maravilhosa verdade de que podemos nos tornar “coparticipantes da natureza divina” (2Pe 1:4) e nos livrar da corrupção e das paixões do mundo.

Na verdade, Pedro não apenas apresentou uma espécie de “catálogo” das virtudes cristãs, mas o fez em uma ordem específica. Uma virtude sucede a outra, que sucede outra ainda, e assim por diante, até que elas culminam na mais importante de todas.

Pedro escreveu também sobre o significado de estar em Cristo e ser “purificado” (2Pe 1:9) dos nossos antigos pecados. Em seguida, ele ainda abordou o tema da certeza da salvação, a promessa de vida eterna no “reino eterno” (2Pe 1:11) do Senhor.

Por fim, o apóstolo discorreu sobre um assunto crucial, o estado dos mortos. Quantas verdades ricas e profundas em apenas 14 versos!

O Impacto Esperança será no próximo sábado, 27 de maio! Milhões de livros Em busca de esperança serão distribuídos. Incentive sua igreja a alcançar lugares ainda não alcançados e com grande circulação de pessoas!
Domingo, 21 de maio
Ano Bíblico: 2Cr 34–36
Uma fé preciosa

1. De acordo com 2 Pedro 1:1-4, o que recebemos em Jesus Cristo? Isto é, como a realidade da graça é vista nessa passagem? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) A graça, o poder e as promessas. Mas precisamos nos esforçar para merecer essas dádivas.

B.( ) Uma fé muito valiosa, pois sem ela é impossível agradar a Deus. Para receber a graça, precisamos antes receber o dom da fé.

C.( ) Um fardo tão pesado que não podemos carregar, mesmo aceitando a graça.

Pedro começou sua segunda carta dizendo que ela é endereçada aos que com eles haviam obtido “fé igualmente preciosa” (2Pe 1:1); ou aos que “receberam uma fé tão preciosa quanto a nossa” (NTLH). A palavra traduzida como “preciosa” significa “de igual valor ou privilégio”. O apóstolo afirmou que eles “obtiveram” essa fé preciosa, não que a mereceram ou conquistaram, mas que a receberam como dom de Deus. Conforme escreveu Paulo: “Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus” (Ef 2:8). A fé é preciosa porque sem ela “é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6); é valiosa porque, por meio dela, tomamos posse de muitas promessas maravilhosas.

Pedro enfatizou que o “divino poder” de Jesus nos deu tudo o que diz respeito à vida e à piedade (2Pe 1:3). Somente mediante Seu poder existimos e podemos alcançar a santidade. Recebemos esse poder “pelo conhecimento completo dAquele que nos chamou para a Sua própria glória e virtude” (2Pe 1:3; veja também Jo 17:3).

Somos chamados a amar a Deus, mas como amar Alguém que não entendemos? Conhecemos o Pai por meio de Jesus, da Palavra, do mundo criado e de uma vida de fé e obediência. Conhecemos o Senhor à medida que experimentamos o que Ele faz em nossa vida. Esse conhecimento nos transforma. Nós O conhecemos mediante a graça que Ele nos concede.

Em seguida, Pedro disse algo ainda mais impressionante. Ele afirmou que recebemos também “preciosas e mui grandes promessas”, inclusive a de nos tornarmos coparticipantes da “natureza divina” (2Pe 1:4). A humanidade foi originalmente criada à imagem de Deus. No entanto, essa imagem foi muito desfigurada e degenerada. Quando nascemos de novo, temos uma nova vida em Jesus. Ele atua para restaurar Sua imagem divina em nós. No entanto, se quisermos que essa transformação ocorra, devemos fugir da corrupção e das paixões deste mundo.

 

 

Como você seria se não tivesse fé? Por que o dom da fé é realmente precioso?
No próximo domingo, realize com sua igreja e outras igrejas da região uma Feira de Saúde! Cuide da saúde das pessoas e multiplique esperança.
Segunda-feira, 22 de maio
Ano Bíblico: Ed 1–3
Amor, o alvo das virtudes cristãs

2. Leia 2 Pedro 1:5-7; Romanos 5:3-5; Tiago 1:3, 4 e Gálatas 5:22, 23. Qual é o tema em comum nesses textos? Assinale a alternativa correta:

A. (   ) As virtudes cristãs.   B. (   ) As maldições de Deus.   C. (   ) Os pecados de Israel.

Listar as virtudes era algo comum entre os filósofos da Antiguidade. Essas listas eram, muitas vezes, chamadas de “catálogo de virtudes”, e há vários exemplos delas no Novo Testamento (Rm 5:3-5; Tg 1:3, 4; Gl 5:22, 23). É bem provável que os leitores de Pedro estivessem familiarizados com tais listas, embora houvesse diferenças interessantes entre as listas dos filósofos e a do apóstolo. Intencionalmente, Pedro organizou sua lista em uma sequência, de maneira que cada virtude serve de base para a posterior, até que a lista culmina no amor.

Cada virtude mencionada por ele tem um significado importante:

Fé: Nesse contexto, a fé era a crença salvífica em Jesus Cristo (veja Gl 3:11; Hb 10:38).

Virtude: No grego arête, virtude é qualquer boa qualidade, anunciada mesmo entre os filósofos pagãos. A fé é fundamental, mas deve levar a uma transformação de vida, na qual a virtude é expressa.

Conhecimento: Com certeza, Pedro não estava se referindo ao conhecimento em geral, mas àquele que vem de um relacionamento salvífico com Cristo Jesus.

Temperança/Domínio próprio: Cristãos maduros são capazes de controlar seus impulsos, especialmente aqueles que levam a excessos.

Paciência/Perseverança: É resistir, especialmente diante das provações e perseguições.

Piedade: No mundo pagão, a palavra traduzida nessa passagem como “piedade” referia-se ao comportamento ético que resultava da crença em um deus. No Novo Testamento, ela carregava também esse mesmo conceito, porém, como resultado da crença no único e verdadeiro Deus (1Tm 2:2, 3).

Fraternidade: Os cristãos são como uma família, e a piedade os levará a ser fraternos uns com os outros.

Amor: Pedro coroou sua lista com o amor. Suas palavras se assemelham às de Paulo: “Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor” (1Co 13:13, NVI).

3. Qual é o papel do esforço humano para alcançar essas virtudes? (2Pe 1:5) Assinale a alternativa correta:

A.( ) As virtudes são inerentes ao ser humano. Não é necessário fazer nenhum esforço para ter uma vida piedosa e fiel.

B.( ) As virtudes não são naturais ao ser humano. Por isso, com a graça de Deus, precisamos fazer nossa parte para ter uma vida piedosa.

 

Terça-feira, 23 de maio
Ano Bíblico: Ed 4–6
Seja quem você é

Depois de listar as virtudes que devemos buscar diligentemente, Pedro declarou qual seria o resultado dessa busca.

4. De acordo com 2 Pedro 1:8-11, qual é a relação entre o que já foi feito por nós e a maneira pela qual devemos viver?

Pedro encorajou seus leitores a viver de acordo com a nova realidade em Jesus. A fé, a virtude, o conhecimento, o domínio próprio, a perseverança, a piedade, a fraternidade e o amor deviam existir e crescer em sua vida (2Pe 1:8, NVI).

O problema é que nem todos os cristãos viviam de acordo com essa nova realidade. Alguns eram “inoperantes” ou “improdutivos” no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo (2Pe 1:8, NVI). Tais pessoas haviam se esquecido de que foram purificadas de seus “antigos pecados” (2Pe 1:9, NVI). Portanto, declarou Pedro, os cristãos deviam viver a nova realidade em Jesus. Em Cristo, eles receberam o perdão, a purificação e o privilégio de ser coparticipantes da natureza divina. Por isso, deviam procurar “com diligência cada vez maior, confirmar” a sua “vocação e eleição” (2Pe 1:10). Não havia desculpa para viver como anteriormente; nenhuma justificativa para ser cristãos “inoperantes” ou “improdutivos”.

“Muito ouvimos acerca de fé, mas precisamos ouvir muito mais acerca de obras. Muitos estão enganando a si mesmos, vivendo uma religião fácil, acomodada, sem cruz” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 44).

5. Leia Romanos 6:11. Como esse versículo de Paulo reflete as passagens de Pedro estudadas na lição de hoje? Complete as lacunas:

“Assim também vós considerai-vos ________________________________ para o ______________________, mas vivos para ______________________, em Cristo Jesus”.

Em certo sentido, tanto Pedro quanto Paulo declararam: “Seja o que você é”. Em Cristo, somos novas criaturas, purificadas do pecado e coparticipantes da natureza divina. Por isso, podemos viver de acordo com o nosso chamado. Devemos ser “semelhantes a Cristo”. Esse é o significado de ser “cristão”.

 

Você é semelhante a Cristo? Em quais áreas da sua vida você pode melhorar?
Quarta-feira, 24 de maio
Ano Bíblico: Ed 7–10
Deixando o tabernáculo

“Também considero justo, enquanto estou neste tabernáculo, despertar-vos com essas lembranças, certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo, como efetivamente nosso Senhor Jesus Cristo me revelou” (2Pe 1:13, 14).

Em 1956, Oscar Cullman escreveu um breve estudo intitulado Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos? O testemunho do Novo Testamento. Ele argumentou que o conceito de ressurreição é incompatível com o da alma imortal. Além disso, ele afirmou que o Novo Testamento se posiciona inequivocamente ao lado da ressurreição dos mortos.

“Nenhuma outra publicação minha”, escreveu ele posteriormente, “provocou tanto entusiasmo ou tão intensa hostilidade.”

6. De acordo com 1 Coríntios 15:12-57, o que acontece na morte?

Um estudo sobre morte e ressurreição no Novo Testamento tem convencido a maioria dos estudiosos do Novo Testamento de que Cullman tinha razão. O Novo Testamento, de fato, admite o conceito da ressurreição, não o de uma alma imortal que sobrevive à morte do corpo. Por exemplo, em 1 Tessalonicenses 4:16-18, Paulo encorajou os que haviam perdido pessoas queridas a consolarem uns aos outros com o fato de que, quando Jesus retornar, Ele ressuscitará os mortos. Em 1 Coríntios 15:12-57, Paulo descreveu extensivamente a ressurreição. Ele começou seu discurso destacando que a fé cristã está fundamentada na ressurreição de Jesus. Se Cristo não ressuscitou, então qualquer fé nEle é inútil. No entanto, Paulo afirmou que Ele realmente ressurgiu dos mortos, como as primícias dos que dormem. Sua ressurreição possibilita que ressurjam também aqueles que estão nEle.

Em 1 Coríntios 15:35-50, Paulo falou sobre o corpo ressuscitado, comparando-­­o ao nosso corpo atual. O que temos agora morrerá; o que receberemos por ocasião da ressurreição, jamais!

Em suma, ao discorrer sobre a morte, o Novo Testamento fala em termos da ressurreição, não da imortalidade da alma. É importante que tenhamos esse pano de fundo ao ler 2 Pedro 1:12-14.

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Quinta-feira, 25 de maio
Ano Bíblico: Ne 1–4
Fé diante da morte

7. De acordo com 2 Pedro 1:12-15, o que o apóstolo quis dizer quando sugeriu que estava prestes a deixar seu tabernáculo/corpo? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Pedro estava partindo de Jerusalém.

B.( ) Ele estava prestes a morrer.

C.( ) O apóstolo estava abandonando suas funções no templo.

Em 2 Pedro 1:12-14, o apóstolo revelou o motivo de sua carta. Ele julgava estar prestes a morrer, e a epístola continha sua última mensagem ou testamento.

De acordo com suas palavras, Pedro esperava morrer logo: “Enquanto estou neste tabernáculo [...] certo de que estou prestes a deixar o meu tabernáculo” (2Pe 1:13, 14). Ele comparou seu corpo a um tabernáculo que ele logo deixaria ao morrer. É evidente que o apóstolo estava se referindo ao seu corpo quando disse que deixaria seu tabernáculo. Tanto é que os tradutores modernos traduzem esses versos como “enquanto eu viver [...] pois sei que logo terei de deixar este corpo mortal” (2Pe 1:13, 14, NTLH). Nada na linguagem de Pedro sugere que, quando ele “deixasse” seu tabernáculo ou corpo, sua alma sobreviveria como uma entidade separada.

8. Com base em 2 Pedro 1:12-15, como o apóstolo lidou com a realidade de sua morte iminente? O que essa atitude revela sobre a fé? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Pedro ficou furioso com Jesus, pois queria viver muito mais.

B.( ) Ele aceitou sua morte e buscou deixar o legado de esperança.

C.( ) Ficou decepcionado com Jesus e deixou de ser Seu discípulo.

Esses versos tornam ainda mais solenes as palavras de Pedro. Ele escreveu essa passagem sabendo que sua vida em breve chegaria ao fim, pois conforme disse, “o Senhor Jesus” lhe havia revelado. No entanto, ele não demonstrava medo, preocupação nem mau presságio. Em vez disso, a ênfase de Pedro estava no bem-estar daqueles a quem deixaria para trás. Ele queria que eles ficassem firmes na “presente verdade” e, enquanto vivesse, os exortaria à fidelidade. Nesses versos, podemos ver a realidade e a profundidade da experiência de Pedro com o Senhor. Certamente, ele morreria logo e não seria uma morte agradável (veja Jo 21:18; Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 537, 538). No entanto, seu interesse estava no bem dos outros. Verdadeiramente, Pedro foi um homem que viveu a fé que pregava.

Como a fé nos ajuda a lidar com a terrível realidade da morte? Diante disso, como podemos nos agarrar à maravilhosa esperança que temos por causa do sacrifício de Jesus?
Sexta-feira, 26 de maio
Ano Bíblico: Ne 5–8
Estudo adicional

Como vimos, Pedro sabia que estava prestes a morrer. Ele já sabia havia muito tempo a maneira pela qual haveria de morrer, pois o próprio Jesus lhe dissera. “Quando você era moço, você se aprontava e ia para onde queria. Mas Eu afirmo a você que isto é verdade: quando for velho, você estenderá as mãos, alguém vai amarrá-las e o levará para onde você não vai querer ir” (Jo 21:18, NTLH).

Qual foi o fim de Pedro?

“Pedro, como estrangeiro judeu, foi condenado a ser açoitado e crucificado. Na perspectiva dessa terrível morte, o apóstolo se lembrou de seu grande pecado em haver negado a Jesus na hora de Seu julgamento. Antes tão despreparado para reconhecer a cruz, agora ele considerava uma alegria entregar a vida pelo evangelho, sentindo tão-somente que, para ele que havia negado seu Senhor, morrer da mesma forma pela qual seu Mestre havia morrido era uma honra demasiadamente grande para ele. Pedro havia se arrependido sinceramente daquele pecado e tinha sido perdoado por Cristo, o que se revelava pela alta missão que ele recebeu de alimentar as ovelhas e cordeiros do rebanho. Ele, porém, nunca pôde perdoar a si mesmo. Nem mesmo o pensamento das agonias da última e terrível cena puderam diminuir a amargura de sua tristeza e arrependimento. Como último favor, rogou aos seus algozes que fosse pregado na cruz de cabeça para baixo. O pedido foi atendido, e dessa maneira morreu o grande apóstolo Pedro” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 537, 538). Mesmo diante dessa perspectiva, a preocupação de Pedro foi com o bem espiritual do rebanho.

Perguntas para reflexão

1. Diante da necessidade de viver em santidade, por que muitos cristãos não conseguem “ser o que são” em Jesus?

2. Como podemos manifestar as virtudes listadas em 2 Pedro 1:5-7? Como podemos ajudar outras pessoas a fazer o mesmo?

3. Que esperança e conforto encontramos no exemplo de Pedro?

4. Qual era a “presente verdade” no tempo de Pedro? Qual é a “presente verdade” em nossos dias?

5. “Certamente, os mortos estão além da morte! ”, alguém escreveu. “A morte é o que os vivos levam consigo.” Como devemos, como cristãos, “levar” a morte?

Respostas e perguntas da semana: 1. F; V; F. 2. A. 3. B. 4. Com uma semana de antecedência, escolha um aluno para estudar essa passagem e explicar à classe essa relação. Pergunte a opinião dos demais alunos sobre a resposta apresentada. 5. Mortos – pecado – Deus. 6. Escolha um aluno com antecedência e peça que ele estude 1 Coríntios 15:12-57. Na classe, permita que ele compartilhe suas conclusões sobre o que acontece na morte. Promova entre os alunos uma discussão acerca desse tema. 7. B. 8. B.

Resumo da Lição 9
Seja quem você é

TEXTO-CHAVE: 2 Pedro 1:3, 4, 10, 11

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Que todas as coisas necessárias à vida e à piedade estão disponíveis mediante o poder divino.

Sentir: A segurança que temos ao conhecer os segredos do sucesso na vida cristã, que garantem uma entrada “amplamente suprida [...] no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1:11).

Fazer: Confirmar com todo o entusiasmo sua vocação e eleição, obtendo cada vez mais as virtudes cristãs.

ESBOÇO

I. Saber: Os segredos do sucesso na vida cristã

A. Qual é a relação entre as grandiosas e preciosas promessas de Deus e a ordem para livrar-nos da corrupção das paixões que há no mundo?

B. Como as virtudes cristãs se relacionam entre si, tornando-se uma “escada” que subimos a fim de nos tornar produtivos em nosso conhecimento do Senhor Jesus Cristo?

II. Sentir: Encontrando a certeza da vida eterna

A. Como Pedro descreveu o processo de encontrar a certeza da vida eterna?

B. Por que Pedro pediu diligência para confirmar nossa vocação e eleição?

III. Fazer: Obtendo o conhecimento de Jesus Cristo

A. De acordo com Pedro, de que maneira podemos conhecer Aquele que nos chamou, como meio de receber todas as coisas necessárias à vida e à piedade?

B. Para o apóstolo, quais são as consequências de confirmar nossa vocação e eleição?

RESUMO: Pedro identificou os meios pelos quais o cristão pode confirmar sua vocação e eleição, de modo que jamais tropece e tenha “entrada” “amplamente suprida [...] no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1:10, 11).

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: 2 Pedro 1:2-4

Conceito-chave para o crescimento espiritual: É possível nos tornarmos coparticipantes da natureza divina e nos livrar da corrupção das paixões que há no mundo. É possível obter a certeza do sucesso na vida cristã e entrar no reino eterno de nosso Senhor.

Nessa passagem bíblica, Pedro mostrou como alcançar todos esses objetivos. Devemos ter um conhecimento eficaz e produtivo de Deus e de Jesus Cristo, que nos chamou para imitar Sua santidade (compare com 1Pe 1:15, 16). Depois de descrever a escada das virtudes cristãs, Pedro afirmou: “Se essas qualidades existirem e estiverem crescendo em suas vidas, elas impedirão que vocês, no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo, sejam inoperantes e improdutivos” (2Pe 1:8, NVI). Mediante o poder divino disponível nas preciosas promessas de Sua Palavra, Deus permite que nos tornemos coparticipantes da Sua natureza e nos livremos da natureza corrompida que herdamos neste mundo. Assim, Ele nos molda para a eternidade.

Para o professor: É importante fazer todas as devidas relações no tocante a essa passagem, para que os alunos não cheguem à conclusão de que essa é uma questão de conseguir subir a escada das virtudes cristãs, degrau por degrau, até que alcancem o sucesso por meio de seus próprios esforços. Embora seja verdadeira a declaração de Pedro: “Empenhem-se para acrescentar [...]” (2Pe 1:5, NVI), ele não estava incentivando seus leitores a tentar subir a escada por conta própria, nem a concluir que Deus lhes concederia qualquer mérito com base em seus próprios esforços. Ele iniciou seu argumento, no versículo 3, lembrando o leitor de que, “pelo Seu divino poder, nos têm sido doadas todas as coisas que conduzem à vida e à piedade”. Pedro acrescentou que, pela própria glória e virtude de Deus, “Ele nos deu as Suas grandiosas e preciosas promessas, para que por elas [nos tornássemos] participantes da natureza divina e [fugíssemos] da corrupção que há no mundo” (2Pe 1:4, NVI). Tudo o que é bom é dom de Deus, mas precisamos exercitar nosso poder de escolha, sendo diligentes para confirmar nossa vocação e eleição (2Pe 1:10).

Discussão e atividade inicial: Peça que os alunos leiam 2 Pedro 1:2-4. Discutam sobre os elementos indicados por Deus e mencionados por Pedro para alcançar a vitória espiritual.

Compreensão

Comentário bíblico

I. A centralidade de Jesus Cristo

(Recapitule com a classe 2 Pedro 1:1, 2.)

Ao começar sua segunda carta (2Pe 3:1), Pedro continuou dando ênfase à centralidade de Jesus Cristo vista em sua primeira epístola. Nos primeiros quinze versos que estudaremos nesta semana, há seis referências diretas a Jesus Cristo, como Senhor ou como Deus, além de muitas outras feitas por meio de pronomes pessoais. No versículo 1, mediante uma construção gramatical grega, Jesus é chamado tanto de nosso Deus quanto de nosso Salvador. Nos versículos 2, 8, 11 e 14, Cristo é apontado como nosso Senhor. Em todos os versos, com exceção do versículo 2, Ele é chamado de Jesus Cristo, ou Jesus o Messias. No versículo 11, Ele é nosso Senhor e Salvador. Claramente, Pedro defendia uma cristologia descendente, que enfocava primeiramente a divindade de Jesus, e desejava comunicar essa interpretação aos seus leitores
(a cristologia ascendente [de baixo para cima] parte do aspecto humano de Jesus). Pedro tinha orgulho de usar o nome que Jesus Lhe tinha dado, Simão Pedro, “a pedra”, e ser servo e apóstolo
de Jesus Cristo (v. 1).

Pense nisto: Quais aspectos da pessoa e obra de Cristo são especialmente importantes para mim? Como posso torná-Lo o centro da minha vida diária?

II. Os dons da graça de Deus

(Recapitule com a classe 2 Pedro 1:3, 4.)

Pelo poder divino mediante o conhecimento dAquele que nos chamou por Sua própria glória e virtude, recebemos tudo que é necessário à vida e à santidade. De acordo com o versículo 2,
temos graça e paz em abundância por meio do conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. Conforme o versículo 8, devemos ser eficazes e produtivos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo.

Pedro também nos chamou a crescer na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Para ele, conhecê-Lo como Senhor e Salvador é o segredo para o sucesso do nosso crescimento como cristãos. Deus também nos deu promessas grandiosas e preciosas. Por meio da crença nelas, tornamo-nos participantes da natureza divina, fugindo da corrupção que há no mundo por causa dos maus desejos produzidos pela natureza pecaminosa. O poder está na promessa (Rm 4:21).

Pense nisto: De que maneira a graça e o poder de Deus mediante Jesus Cristo têm se manifestado em minha vida diária? Como tenho experimentado o poder encontrado nas promessas?

III. A escada das virtudes cristãs

(Recapitule com a classe 2 Pedro 1:5-11.)

Nessa passagem bíblica, Pedro identificou as qualidades que um cristão deve desenvolver e exercitar a fim de ser eficaz e produtivo no conhecimento do Senhor Jesus Cristo. Os que foram purificados de seus pecados (v. 9) e que desejam diligentemente confirmar sua vocação e eleição (v. 10), desenvolverão cada vez mais essas características (v. 8). Eles nunca tropeçarão (v. 10) e “será amplamente suprida a” sua “entrada no reino eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo” (v. 11). Peça que os alunos recapitulem essas virtudes. Discutam a relação mútua entre elas, que forma uma espécie de “escada”, levando ao crescimento e progresso.

Pense nisto: Quantas virtudes na lista de Pedro são evidentes em minha vida? Tenho crescido ou estou estagnado?

Perguntas para discussão

1. De que maneira as virtudes descritas por Pedro podem ser comparadas à lista de Paulo sobre o fruto do Espírito, em Gálatas 5:22, 23? Como podemos exemplificar as qualidades de um cristão em crescimento?

2. O que Pedro quis dizer com o “tabernáculo deste corpo” (2Pe 1:13, NVI)? Compare com 2 Coríntios 5:1-4. O que esse verso nos revela sobre sua visão da natureza humana?

Aplicação

Para o professor: Alguns adventistas do sétimo dia creem que, no fim dos tempos, haverá um grupo de cristãos que terá atingido um nível absoluto de perfeição. Referindo-se à maturidade na fé e prática, e não à perfeição absoluta, outros acreditam que a perfeição a ser alcançada é relativa. A respeito da ordem de Cristo, em Mateus 5:48, para que fôssemos perfeitos, Ellen G. White declarou: “Podemos ser tão perfeitos em nossa esfera, como Deus o é na Sua” (Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 455). Essa declaração sugere uma perfeição de caráter moral ou relativa (veja Parábolas de Jesus, p. 330, 331). Contudo, não seria sensato desviar-nos da questão. Não há nada em 2 Pedro 1:8-11 que fale de perfeição absoluta, mas somente de vitória e certeza. Mantenha o foco no texto.

Perguntas para reflexão

1. Quais promessas bíblicas têm lhe ajudado a lidar com a corrupção que há no mundo?

2. Onde eu me encontro na escada das virtudes cristãs? Em que aspectos ainda estou crescendo?

Atividade: Peça que os alunos leiam juntos 2 Pedro 1:8-11. Discutam sobre as implicações, identificadas nos versos 8 e 9, de possuir ou não as qualidades descritas nos versos 5 a 7. Por que é importante demonstrar diligência para confirmar nossa vocação e eleição?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Há uma linha tênue entre a certeza e a autoconfiança em relação à salvação. Ellen G. White advertiu: “Os que aceitam a Cristo e dizem em sua primeira confiança: ‘Estou salvo!’ estão em perigo de depositar confiança em si mesmos. Perdem de vista sua própria fraqueza e necessidade constante do poder divino. Estão desapercebidos para as ciladas de Satanás, e quando tentados, muitos, como Pedro, caem nas profundezas do pecado. Somos advertidos: ‘Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia’ (1Co 10:12). Nossa única segurança está na constante desconfiança de nós mesmos e na dependência de Cristo” (Parábolas de Jesus, p. 155).

Atividade: Faça uma pesquisa com os alunos a fim de determinar (1) Quantos têm certeza da salvação e (2) O que eles consideram ser a base da sua certeza. Discutam os resultados.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição? 

 

Mais que um simples jogo – parte 2

Na história da semana passada, vimos que Silvano orou pedindo que Deus lhe mostrasse como alcançar alunos não adventistas da Universidade Babcock, bem como pessoas das comunidades vizinhas. Hoje, veremos como o futebol americano se tornou seu campo missionário.

O convite para que Silvano fosse o técnico de futebol americano parecia um plano divino. Ele gosta muito de futebol e evangelismo. Mas ficou um pouco nervoso ao se imaginar técnico do grupo. Ele soube que a equipe incluía jovens problemáticos, e a possibilidade de que não aceitassem seu comando o deixou preocupado.

“O sábado é do Senhor”

Depois de orar um pouco mais, Silvano decidiu tentar, e resolveu começar cada sessão de treinamento com oração e um pequeno culto. Visto que cerca de metade dos jovens da nossa equipe não era adventista, ele explicou por que não jogaríamos às sextas-feiras à noite e aos sábados. Assim, recusavam todo convite para jogar nesse período. “O sábado é do Senhor!”, Silvano afirmava, “não jogamos bola nesse dia.” Pessoas que nunca tinham ouvido falar da Universidade Babcock aprenderam sobre o sábado por meio dessa equipe de futebol. Para o time, o campo de futebol é um território missionário onde demonstram o amor de Deus.

Para sua alegria, a maioria dos jovens era cooperadora e receptiva quando ele compartilhava sobre Jesus. O temperamento forte foi suavizando. Eles mostravam simpatia e compartilhavam uns com os outros. A maioria deles parou de usar linguagem obscena e os de maior poder aquisitivo compravam uniformes para aqueles que não podiam adquiri-los.

Silvano acredita firmemente que um garoto foi enviado por Deus para jogar na equipe. Seu nome é Jamiyu. Havia duas coisas muito importantes sobre esse menino: ele nunca perdia um treino e não falava uma palavra sequer. Esforçava-se no futebol, mas tinha muito a aprender.

Certo dia, Silvano telefonou para Jamiyu e perguntou como ele estava. “Tudo bem”, ele respondeu calmamente. O treinador perguntou sobre a família e, aos poucos, Jamiyu foi se abrindo.

Luta para sobreviver

“Meu pai morreu recentemente. Quando isso aconteceu, mamãe pegou meus irmãos e foi embora.” 

Silvano mal podia acreditar. “Ela abandonou você?” Ele confirmou, com lágrimas. Jamiyu precisou abandonar a escola pública e encontrou abrigo na casa de um amigo. Cada dia era uma luta para sobreviver.

A única coisa de que Jamiyu gostava era jogar futebol. Mas isso não era suficiente. Silvano o colocou sob seus cuidados, ajudando-o a treinar mais eficientemente e fornecendo-lhe comida e roupas. Quando ele conseguiu um emprego em uma lavanderia, Silvano o ajudou a abrir uma conta bancária para que pudesse economizar dinheiro, a fim de voltar para a escola.

Ele disse a Jamiyu que Jesus o amava e que ele também o amava. Então, ao ser convidado para aprender mais sobre Jesus nos programas do Ministério Jovem Adventista, ele aceitou o convite com entusiasmo.

Jamiyu está pensando em se tornar seguidor de Jesus. E Silvano está muito feliz com o fato de Jesus ter usado suas duas paixões para mostrar Seu amor a esse menino.

Crescendo cada vez mais

“O respeito que recebo da minha equipe de futebol aumentou minha confiança em compartilhar Cristo. Decidi juntar-me ao Ministério Jovem Adventista a fim de participar dos projetos evangelísticos com os jovens da cidade. Tem sido muito gratificante. Esses jovens desejam participar dos cultos de sábado e de nossos programas. Estamos muito felizes, mas existe um grande problema.

Não temos no campus um prédio adequado para eles. Nós nos dividimos em pequenas salas de aula, mas crescemos tanto que as salas já não são suficientes.

A oferta deste trimestre ajudará a construir um local em que possamos nos reunir e alcançar mais jovens não adventistas do campus e da nossa comunidade. Apoiem generosamente esse projeto e orem para que Deus nos dê sabedoria e paixão para compartilhar as boas-novas do amor de Cristo. Muito obrigado!”, diz Silvano.

Resumo missionário 

• O centro multiuso terá uma igreja, um auditório e uma sala para cursos de artesanato.

• Essa construção possibilitará que os líderes do Ministério Jovem Adventista planejem mais programas e treinem os jovens para compartilhar a mensagem adventista com os estudantes não adventistas, que formam 92% do corpo estudantil.

• Planejamos um centro suficientemente grande para acomodar os jovens adventistas da Universidade Babcock e os amigos da comunidade.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º trimestre de 2017
Tema geral: “Apascenta as Minhas ovelhas”: 1 e 2 Pedro
Lição 9: 20 a 27 de maio
Seja quem você é

 

Autor: Moisés Mattos

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Além deste comentário escrito, o Pr Moisés Mattos publica a cada semana um esboço para professores, em sua página do facebook e no Youtube

Introdução: Nos primeiros 14 versos da sua segunda epístola, Pedro nos faz ver que o pleno "conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor” (2Pe 1:2), é o fundamento sobre o qual o caráter cristão está construído.

Com sentimento de urgência, ele escreveu sua carta e tratou de vários assuntos. Didaticamente, podemos dizer que, esse primeiro capítulo trata de justificação, santificação e glorificação.

I - Justificação pela fé

Depois de se apresentar como apóstolo de Jesus Cristo, ele disse que, "mediante a justiça de nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2Pe 1:1), recebemos uma valiosa fé, que nos permite receber a salvação.

Seguindo o modelo divino, ele apresentou primeiro a graça e a justiça de Cristo como a base de tudo. Ou seja, tudo começa quando o pecador, entendendo que está perdido e sem remédio para seu pecado, confia na justiça de Cristo comprovada no Calvário. Mesmo sem merecer, Ele sofreu por nós a pena do pecado. Então, a justiça de Cristo, que não merecemos, passa a ser nossa pela fé. O pecador tem apenas que crer e a justiça lhe é atribuída gratuitamente por Deus. O teor cristocêntrico dessa mensagem é ilustrado por uma declaração feita em 1929 pelo pregador adventista W. W. Prescott: "A mensagem da cruz são as boas-novas, a bendita verdade de que Deus, em Cristo, tratou o pecado de tal maneira que este não mais precise ser uma barreira entre nós e Deus, que o obstáculo a um relacionamento mais íntimo com Deus foi removido e que nosso dom de vida eterna está ao nosso alcance. O Cristo crucificado e ressurreto libertou da culpa e do poder do pecado todos os que creem, e da agonia do Getsemâni vem a alegria da salvação. Que maravilhoso evangelho! Que compassivo Salvador!” (The Saviour of the World, p. 48).

II - Santificação

Os versos seguintes (2Pe 1:4-10) explicam que o cristão, uma vez declarado justo pela graça de Deus, por meio da fé passa a fazer parte da natureza divina. O que é isso? Ele passa a andar com Deus e a obedecê-Lo. Nesses versos, encontramos uma lista de qualidades ou capacidades que devem ser alcançadas pelo cristão. Quem se converte tem fé. A fé foi alcançada (1:1), mas ela não é um fim em si mesma. Ao contrário, é o início de uma jornada. Com diligência (1:5), o cristão deve buscar virtude (bondade ou bom procedimento), conhecimento, temperança (ou domínio próprio), paciência (ou perseverança), piedade, amor fraternal (fraternidade) e amor (ágape).

Essas virtudes são interdependentes e complementares. Elas precisam umas das outras e se completam, umas com as outras. Pedro apresentou um plano de crescimento que deve ser o alvo de todo cristão. É desse modo que a natureza divina se desenvolve em nós (1:4). Não convém ao recém-nascido permanecer como tal. Ele deve crescer. Ellen White ampliou esse conceito com as seguintes palavras: "A religião de Cristo nos torna homens e mulheres melhores. [...] Cristo veio ao nosso mundo para remodelar o deformado caráter da humanidade. Era um caráter mui tortuoso. Deus quer que sejamos Seus filhos e filhas. Deseja que, durante as horas de nosso tempo de prova aqui, sejamos dotados de todas essas graças que ‘pelo Seu divino poder, nos têm sido doadas’ (2Pe 1:3). Nada nos é retido daquilo que diz respeito à vida e piedade, pelo conhecimento dAquele que nos chamou para a glória e virtude. A rica promessa, então, é que seremos participantes da natureza divina. Isto significa tudo para nós: ser participantes da natureza divina” (Cristo Triunfante, p. 225).

III - Glorificação

Depois de jornadear por este mundo, passando pela justificação e pelo seu lado prático, que é a santificação, o cristão finalmente encontrará a glorificação, quando estará para sempre com seu Senhor. O apelo foi para que os crentes, apesar das heresias e perseguições às quais estavam sujeitos, permanecessem firmes até o dia da entrada no reino de glória.

Pedro estava não muito longe da morte, como indicam a palavras do verso 14: "Sei que em breve deixarei este tabernáculo, como o nosso Senhor Jesus Cristo já me revelou.” Erroneamente, alguns podem argumentar que Pedro talvez estivesse desejoso de morrer para, em seguida, encontrar-se com Cristo, afirmando assim a doutrina da imortalidade da alma. Mas não é isso que o contexto imediato e o geral demonstram. Se avançarmos um pouco mais, encontraremos o verso 15 mostrando que todo o esforço de Pedro tinha o objetivo de levar a igreja a ser capaz de se lembrar dessas coisas, mesmo depois do desaparecimento do apóstolo. A preocupação não era com a morte, mas com a preparação para a vida eterna, dele e dos seus leitores.

Conclusão

Um professor de religião demonstrou para seus alunos, de forma prática, o conceito de graça. No final de um semestre, entregou um exame e pediu que eles o lessem completamente, com cuidado, antes de responder qualquer pergunta.

Os alunos leram e ficou claro que não haviam estudado o suficiente. Gemidos e suspiros podiam ser ouvidos em toda a sala de aula.

Na última página, no entanto, havia uma nota: "Você tem uma escolha. Pode concluir o exame como determinado ou assinar seu nome na parte de baixo e, ao fazê-lo, receber um 10 por pela sua assinatura."

Os alunos ficaram atordoados. Sério? Basta assinar o papel e obter um 10? Então, lentamente, cada um entregou a prova e foi para fora da sala. O comentário em toda aquela tarde foi sobre o gesto do professor.

Na aula seguinte, o mestre compartilhou algumas das reações que ele havia recebido ao longo dos anos com o tal procedimento. Alguns alunos não seguiam as instruções e começavam a fazer o exame sem lê-lo todo. Suavam duas horas antes de chegar à última página. Sua ignorância lhes causava ansiedade desnecessária.

Outros liam as duas primeiras páginas e ficavam irritados sem perceber a graça que estava disponível no final.

Um estudante, no entanto, superou todos os demais. Ele leu o teste inteiro, incluindo a observação no final, mas decidiu fazer o exame de toda maneira. Ele não queria nada de graça. No final recebeu um 7, quando poderia facilmente ter recebido um 10.

Essa história ilustra vividamente a maneira pela qual muitas pessoas reagem à solução de Deus para o problema do pecado. Muitos são como o primeiro grupo. Eles se perguntam se o Senhor ouve seus apelos por perdão. Fazem de tudo que sabem para receber seu perdão. Muitas pessoas passam a vida tentando ganhar o que, conforme percebem mais tarde, esteve disponível para elas, de graça, o tempo todo!

Há os que respondem como o segundo grupo de alunos. Eles olham para o padrão de Deus e se apavoram. “Nunca poderemos viver de acordo com os mandamentos de Deus”, dizem. Alguns até se tornam ateus porque não compreendem que a graça de Deus está à disposição. Será um choque para eles quando, diante do Senhor, perceberem que bastava pedir.

Finalmente, há o sujeito que resolveu fazer o teste de toda maneira. Algumas pessoas não estão dispostas a simplesmente receber a dádiva divina do perdão. Elas se esforçam para obter pontos suficientes achando que, com isso, ganham o perdão do Pai. Mas, o oferecimento continua sendo o mesmo: salvação pela graça [...] Amém!

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).

Autor do comentário: Moisés Mattos graduou-se em teologia em 1989 e concluiu seu mestrado na mesma área no ano 2000, pelo Seminário Adventista Latino Americano de Teologia. Cursou também uma pós-graduação em Gestão Empresarial. Serve à Igreja Adventista há 27 anos como professor de ensino religioso; pastor distrital; departamental em nível de Associação e União; presidente de Missão e Associação. Atualmente exerce sua atividade como pastor na Associação Paulista Oeste, na União Central Brasileira. É casado com a professora Luciana Ribeiro de Mattos, é pai de Thamires (estudante de jornalismo) e Lucas (estudante de Arquitetura).