Lição 13
18 a 24 de dezembro
A ressurreição de Moisés
Sábado à tarde
Ano Bíblico: 1 Pedro
Verso para memorizar: “Contudo, nem mesmo o arcanjo Miguel, quando entrou em conflito com o diabo e discutia a respeito do corpo de Moisés, ousou pronunciar sentença difamatória contra ele. Pelo contrário, disse: ‘O Senhor repreenda você!’” (Jd 9).
Leituras da semana: Nm 20:1-13; Dt 31:2; 34:4; 34:1-12, Jd 9; 1Co 15:13-22

Como vimos neste trimestre, Moisés é o personagem central de Deuteronômio. Sua vida, seu caráter e suas mensagens permeiam o livro. Embora a obra fale sobre Deus e Seu amor por ‘am yisra’el (“o povo de Israel”), o Senhor usou Moisés para revelar esse amor ao Seu povo Israel.

Ao nos aproximarmos do final do estudo sobre Deuteronômio, chegamos também ao final da vida de Moisés, pelo menos nesta Terra.

Como Ellen G. White expressou: “Moisés sabia que iria morrer sozinho. Não seria permitido a nenhum amigo terrestre acompanhá-lo em suas últimas horas. Havia um clima de mistério e solenidade em torno da cena que estava perante ele, que fazia com que sentisse um aperto no coração. A mais severa prova era separar-se do povo de quem havia cuidado e a quem demonstrara tanto amor – povo com o qual seu interesse e sua vida tinham estado unidos durante tanto tempo. Contudo, Moisés havia aprendido a confiar no Senhor e, com inquestionável fé, entregou sua vida e seu povo à misericórdia e ao amor de Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 470, 471).

A vida e o ministério de Moisés revelaram, assim como sua morte e ressurreição, muito sobre o caráter divino.

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Domingo, 19 de dezembro
Ano Bíblico: 2 Pedro
O pecado de Moisés: parte 1

Vez após vez, mesmo em meio à apostasia e peregrinação no deserto, Deus proveu milagrosamente para os filhos de Israel. Isto é, por mais indignos que fossem, a graça fluía para eles. No presente, somos igualmente recipientes de Sua graça, por mais que sejamos indignos dela. Afinal, não seria graça se a merecêssemos, não é mesmo?

Além da abundância de alimento que o Senhor milagrosamente ofereceu ao povo no deserto, outra manifestação de Sua graça foi a água, sem a qual teriam morrido, em um deserto seco, quente e desolado. Falando sobre essa experiência, Paulo escreveu: “e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:4). Ellen G. White declarou que “onde quer que em suas jornadas necessitavam de água, esta jorrava ali das fendas da rocha, ao lado de seu acampamento” (Patriarcas e Profetas, p. 411).

1. Leia Números 20:1-13. O que aconteceu e como entendemos a punição do Senhor a Moisés?

Por um lado, não é difícil entender a frustração de Moisés. Depois de tudo que o Senhor havia feito pelos israelitas, os sinais, as maravilhas e a libertação milagrosa, finalmente estavam nas fronteiras da terra prometida. E então, o que aconteceu? Faltou água e começaram a conspirar contra Moisés e Arão. Será que o Senhor não podia prover água para eles, como havia feito tantas vezes antes? Claro que sim, e o faria de novo!

Observe, porém, as palavras de Moisés ao bater na rocha duas vezes: “Agora escutem, rebeldes! Será que teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?” (Nm 20:10). Notamos ira em sua voz, pois ele os chamou de “rebeldes”.

O problema não foi a ira em si, que foi ruim o suficiente, porém compreensível, mas as seguintes palavras: “Teremos de fazer com que saia água desta rocha para vocês?”, como se ele ou outro ser humano pudesse tirar água de uma pedra. No momento da ira, ele pareceu se esquecer de que somente o poder de Deus, atuando entre eles, poderia fazer tal milagre. Ele, mais que todos, deveria saber disso.

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Já dissemos ou fizemos coisas em momentos de ira, crendo que isso fosse justificado? Como aprender a parar, orar e buscar o poder divino para não fazer o que é errado?
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Segunda-feira, 20 de dezembro
Ano Bíblico: 1 João
O pecado de Moisés: parte 2

2. Leia Números 20:12, 13. Que motivo específico o Senhor deu a Moisés para ele não entrar na terra? Dt 31:2; 34:4

Segundo o texto, havia mais no pecado de Moisés do que apenas a tentativa de tomar o lugar de Deus, o que já era grave o suficiente. Ele também mostrou falta de fé, o que, para alguém como Moisés, seria imperdoável. Afinal, esse era o homem que, a partir do evento da sarça ardente (Êx 3:2-16), teve uma experiência com Deus diferente do que ocorre com a maioria das pessoas, e ainda, de acordo com o texto, Moisés não creu (Nm 20:12), ou seja, mostrou falta de fé no que o Senhor havia dito e, como resultado, falhou em santificá-Lo diante dos filhos de Israel. Em outras palavras, se Moisés tivesse mantido a calma e feito o correto, mostrando sua própria fé e confiança em Deus em meio à apostasia, ele teria glorificado o Senhor diante do povo e sido, novamente, um exemplo de fé e obediência verdadeiras.

Observe também como Moisés desobedeceu ao que o Senhor lhe disse especificamente que fizesse.

3. Leia Números 20:8. O que o Senhor disse a Moisés que fizesse? O que ele fez? Nm 20:9-11

O verso nove mostra Moisés pegando o bordão como o Senhor lhe havia ordenado. Porém, no verso 10, em vez de falar com a rocha, da qual a água teria então fluído como expressão surpreendente do poder divino, Moisés a feriu, não uma, mas duas vezes. Sim, bater em uma pedra e tirar água dela foi um milagre, mas certamente não tão surpreendente quanto apenas falar com ela e ver o mesmo acontecer.

Claro, superficialmente pode parecer que o julgamento divino sobre Moisés foi extremo: depois de tudo o que ele passou, não teria permissão de cruzar o Jordão até a terra prometida. Desde que essa história é contada, indaga-se por que – por um ato precipitado – o que ele esperava por tanto tempo lhe teria sido negado.

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Que lição os filhos de Israel devem ter aprendido com o que aconteceu a Moisés?
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Terça-feira, 21 de dezembro
Ano Bíblico: 2 João; 3 João; Judas
A morte de Moisés

Pobre Moisés! Depois de chegar tão longe e passar por tanta coisa, ficar de fora do cumprimento da promessa a Abrão: “Darei esta terra à sua descendência” (Gn 12:7).

4. Leia Deuteronômio 34:1-12. O que aconteceu com Moisés, e o que o Senhor disse sobre ele que mostrou como era um homem especial?

“Na solidão, Moisés reviu sua vida de lutas e dificuldades, desde que havia deixado as honras da corte e de um reino que poderia ter sido seu no Egito, para arriscar o futuro com o povo escolhido de Deus. Lembrou- se dos longos anos no deserto com os rebanhos de Jetro, do aparecimento do Anjo na sarça ardente e do chamado para libertar Israel. Viu de novo os milagres do poder de Deus realizados em favor do povo escolhido e Sua paciente misericórdia durante os anos de peregrinação e rebelião. Apesar de tudo que Deus tinha feito pelo povo, apesar das próprias orações e dos esforços de Moisés, apenas dois de todos os adultos do vasto exército que deixou o Egito foram considerados dignos de entrar na terra prometida. Revendo os resultados de seus trabalhos, sua vida de provações e sacrifícios, Moisés tinha a impressão de que quase tudo havia sido em vão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 471, 472).

Deuteronômio 34:4 diz algo interessante. “Esta é a terra que, sob juramento, prometi a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo que a daria à descendência deles”. O Senhor usou quase as mesmas palavras que havia dito repetidamente aos patriarcas e seus filhos, sobre dar-lhes a terra. Naquele momento, Ele as repetiu a Moisés.

O Senhor também disse: “Estou permitindo que você a veja com os seus olhos, mas você não entrará nela” (Dt 34:4, grifo nosso). Não havia como Moisés, parado onde estava, ter visto tudo o que o Senhor lhe apontou, de Moabe a Dã, a Naftali e assim por diante. Ellen G. White esclareceu: foi uma revelação sobrenatural, não apenas da terra, mas de como seria depois que tivessem tomado posse dela.

Era como se Deus estivesse provocando Moisés, cutucando a ferida: Você poderia ter estado aqui se tivesse Me obedecido. Mas o Senhor mostrou a ele que apesar do erro do Seu servo, Deus seria fiel às promessas da aliança feita com os patriarcas e com Israel. Além disso, o Senhor tinha algo melhor para aquele servo fiel e imperfeito.

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Quarta-feira, 22 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 1-3
A ressurreição de Moisés

“Assim Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moabe, segundo a palavra do Senhor. Este o sepultou num vale, na terra de Moabe, diante de Bete-Peor, mas até hoje ninguém sabe o lugar da sua sepultura” (Dt 34:5, 6). Assim faleceu Moisés, tão fundamental para Israel, um homem cujos escritos continuam vivos, não apenas em Israel, como também nas igrejas e nas sinagogas atuais.

Moisés morreu, foi sepultado, o povo pranteou e foi isso. As palavras do Apocalipse se aplicam a esse caso: “Bem-aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem das suas fadigas, pois as suas obras os acompanham” (Ap 14:13).

Contudo, a morte de Moisés não foi o capítulo final na história desse profeta.

5. Leia Judas 9. O que aconteceu? Como esse texto explica a aparição de Moisés posteriormente no NT?

Embora tenhamos apenas um vislumbre, que cena incrível é retratada nesse texto! Miguel, o próprio Cristo, disputou com o diabo o corpo de Moisés, que foi um pecador; seu último pecado conhecido, tomar para si a glória que era de Deus, foi o mesmo tipo de pecado que excluiu Lúcifer do Céu. “Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14). A disputa sobre o corpo deve ter ocorrido porque Cristo estava reivindicando para Moisés a ressurreição prometida.

Por que Cristo faria isso por um transgressor da lei? A resposta só poderia ser a cruz. Assim como os sacrifícios de animais apontavam para a morte de Cristo, o Senhor anteviu a cruz e reivindicou que o corpo de Moisés fosse ressuscitado. “Em consequência do pecado, Moisés tinha caído sob o poder de Satanás. Por seus méritos, era um legítimo cativo da morte. Contudo, foi ressuscitado para a vida imortal pelo direito que tinha a ela em nome do Redentor. Moisés saiu do túmulo glorificado e ascendeu com seu Libertador à cidade de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 479).

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Mesmo antes da cruz, Moisés foi ressuscitado para a imortalidade. Esse fato nos ajuda a entender a profundidade do plano da salvação?
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Quinta-feira, 23 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 4-6
A ressurreição dos filhos de Deus

Com a luz adicional do NT, a exclusão de Moisés da terra prometida não parece um grande castigo, afinal. Em vez de uma Canaã terrestre e depois uma Jerusalém terrena (que sempre foi um lugar de guerra, conquista e sofrimento), “a Jerusalém celestial” (Hb 12:22) é sua casa. Uma morada muito melhor, com certeza!

Moisés foi o primeiro exemplo conhecido na Bíblia da ressurreição dos mortos. Enoque e Elias foram levados ao Céu sem passar pela morte (Gn 5:24; 2Rs 2:11). Moisés foi o primeiro a ressuscitar para a vida eterna.

Não se sabe por quanto tempo Moisés dormiu no pó, mas, para ele, não fez diferença. Isso também é verdade em relação a todos os mortos ao longo da história, pois, ao menos no que diz respeito a estar morto, não será diferente de Moisés. Fecharemos os olhos na morte, e o próximo evento que veremos será a segunda vinda de Jesus ou, infelizmente, enfrentaremos o juízo final (ver Ap 20:7-15).

6. Leia 1 Coríntios 15:13-22. Que grande promessa é encontrada nessa passagem e por que as palavras de Paulo só fazem sentido se entendermos que os mortos dormem em Cristo até a ressurreição?

Sem a promessa da ressurreição, não temos nenhuma esperança. A ressurreição de Cristo é nossa garantia; “depois de ter feito a purificação dos pecados” (Hb 1:3) na cruz como nosso Cordeiro pascal, Cristo morreu e ressuscitou dos mortos, e por causa disso temos garantia. Moisés foi o primeiro exemplo de um ser humano pecador ressuscitado dos mortos. Por causa do que Cristo faria, Moisés foi ressuscitado, e por causa do que Cristo fez, se morrermos antes da volta de Jesus, nós também seremos ressuscitados.

Portanto, Moisés é um exemplo de salvação pela fé, a qual se manifestou em uma vida de fidelidade a Deus e confiança Nele, mesmo que o profeta tenha tropeçado em algum ponto. Em todo o livro de Deuteronômio, Moisés chama o povo de Deus a praticar fidelidade semelhante, uma resposta à graça dada a eles, como foi dada a nós, que estamos nas fronteiras da terra prometida.

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Deus também nos chama à fidelidade. O que podemos fazer para não cometer os erros sobre os quais Moisés advertiu o povo em Deuteronômio?
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Sexta-feira, 24 de dezembro
Ano Bíblico: Ap 7-9
Estudo adicional

“Quando exclamaram com raiva: ‘Faremos sair água desta rocha?’ (Nm 20:10), puseram-se no lugar de Deus, como se o poder estivesse com eles, homens cheios de fragilidades e emoções humanas. Cansado da contínua murmuração e rebelião do povo, Moisés perdeu de vista seu Auxiliador todo-poderoso e, sem a força divina, maculou o relato de seus feitos com uma exibição de fraqueza humana. O homem que poderia ter permanecido puro, firme e abnegado até o fim de sua carreira acabou sendo vencido. Deus foi desonrado perante a congregação de Israel, quando devia ter sido engrandecido e exaltado” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 418).

“No monte da transfiguração, Moisés estava presente com Elias, que tinha sido trasladado. Foram enviados como portadores de luz e glória da parte do Pai ao Seu Filho. E, assim, a oração de Moisés, proferida havia tantos séculos, finalmente se cumpriu. Ele estava na “boa montanha” (Dt 3:25, ARC), dentro da herança de seu povo, dando testemunho Daquele em quem se centralizavam todas as promessas de Israel. Essa é a última cena revelada aos olhos mortais na história desse homem tão honrado pelo Céu” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 479).

Perguntas para consideração

1. Moisés foi ressuscitado e levado ao Céu. Mas, presumimos, ele sabe a terrível confusão das coisas aqui. O restante dos salvos em Jesus Cristo ressuscitará depois que a luta na Terra terminar. Deus foi sábio em planejar nossa ressurreição para o futuro?

2. Embora o NT seja fundamentado no AT, o relato da ressurreição de Moisés não mostra que o NT lança luz nova sobre o AT? Leia Judas 9.

3. Moisés viveu pela fé, mas cometeu erros, como o acesso de ira junto à rocha. A vida dele comprova que somos salvos pela fé, independentemente das obras da lei?

4. Por que a promessa da ressurreição, no fim dos tempos, é a nossa grande esperança? Se cremos que Deus nos ressuscitará, não devemos confiar Nele em tudo o mais?

Respostas e atividades da semana: 1. Moisés feriu a rocha duas vezes. Fez parecer que ele, em vez de Deus, faria o milagre. 2. Não creu em Deus para O santificar. 3. Falar à rocha. Porém, ele a golpeou duas vezes. 4. Morreu. Deus falava com Moisés face a face e nunca houve profeta como ele. 5. Deus levou Moisés para o Céu. Ele ressuscitou e por isso reapareceu em relatos do NT. 6. Os mortos em Cristo serão ressuscitados. Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé e estamos perdidos.

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Resumo da Lição 13
A ressurreição de Moisés

TEXTO-CHAVE: Jd 9

FOCO DO ESTUDO: Nm 20:1-13; Dt 34; 1Co 15:13-22

ESBOÇO

Esta última lição deste guia de estudo da Bíblia trata do último capítulo do livro de Deuteronômio, a conclusão. A primeira parte dessa conclusão ecoa a introdução do livro. Ambas as passagens situam Moisés nas “campinas de Moabe [...] em frente de Jericó” (Dt 34:1; compare com Dt 1:5; compare com Nm 36:13), pouco antes da posse da terra. Essa integração marca os limites (início e fim) do livro. Desta vez, porém, o profeta subiu ao topo do monte e teve uma visão de todo o país.

A passagem sobre a morte de Moisés continua, de fato, em Deuteronômio 32:48-52 (antes da bênção do profeta em Dt 33), em que aprendemos que ele foi àquele lugar por ordem divina (Dt 32:48) e em que Deus explicou por que ele não seria capaz de desfrutar da terra. Nesta lição, vamos nos concentrar na ressurreição de Moisés, um evento que não é explicitamente narrado no livro, embora seja sugerido por meio de algumas pistas textuais. Exploraremos o significado do evento da ressurreição do profeta para nossa compreensão da ressurreição da humanidade e para nossa esperança quanto ao reino celestial de Deus, a nova terra prometida.

Temas da lição

Encontraremos os seguintes temas que tornarão este estudo relevante para o povo de Deus, como a verdade presente:

• Justiça e graça.

• Morte e ressurreição.

• O grande conflito.

COMENTÁRIO

Assim como Deuteronômio, o livro de Gênesis termina com uma morte, mas sem sepultura, e com a mesma associação da perspectiva da terra prometida (Gn 50:26). O livro de Gênesis, primeiro dos cinco livros do Pentateuco, começa com a criação e o jardim do Éden e termina com a visão da terra prometida, muitas vezes um símbolo do novo céu e da nova Terra. O significado desses dois eventos será repetido nas Escrituras. Esse padrão literário está presente na estrutura de vários livros da Bíblia: veja, por exemplo, o livro de Isaías, que também começa com a criação (Is 1:2) e termina com a evocação da criação de “novos céus” e “nova Terra” (Is 66:22) e a esperança de uma adoração eterna (Is 66:23), em contraste com o efeito da morte (Is 66:24).

O livro de Eclesiastes começa com a criação do mundo (Ec 1–11) e termina com a destruição do mundo (Ec 12:1-7) e o Dia do Juízo (Ec 12:14). O livro de Daniel começa com uma referência à criação quando Daniel justifica sua dieta aludindo ao relato da criação em Gênesis (Dn 1:12; compare com Gn 1:29). O mesmo padrão estrutural reaparece no NT. João, que inicia seu evangelho com a evocação do evento da criação (Jo 1:1-10), termina o livro apocalíptico com a esperança da vinda de Jesus Cristo e a instauração do reino de Deus (Ap 21:22, 23).

Pode-se considerar que essa mensagem estrutural afetou a estrutura canônica de toda a Bíblia, que começa com a criação (Gn 1–2) e termina com a expectativa da esperança messiânica (Ml 4:5; Ap. 22:20). Observe também que essa associação de pensamentos inspirou a única definição bíblica de fé encontrada em Hebreus 11:1: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam [esperança do reino de Deus; compare com Hb 11:13-16], a convicção de fatos que não se veem” [criação, compare com Hb 11:3]. Essa observação literária é importante, pois atesta a elevada significação da história da ressurreição de Moisés no fim do livro de Deuteronômio e sua mensagem relevante para os leitores da Bíblia.

O julgamento de Moisés

Deus Se lembrou da transgressão de Moisés contra Ele (Dt 32:51) em Meribá de Cades, quando ele bateu na rocha duas vezes. Ellen G. White comenta: “Moisés manifestou falta de confiança em Deus” (Patriarcas e Profetas, p. 417). A resposta divina sugere que era uma questão de fé: “Não creram em Mim” (Nm 20:12). Esse julgamento pode ser esclarecido à luz do incidente do maná em que as pessoas se concentraram no próprio pão e perderam o contato com o Doador do pão (veja lição 12, auxiliar do professor, tópico “Viva pela Palavra”). A atitude de Moisés parece ter sido na mesma linha da reação dos israelitas. Em vez de orar e invocar a Deus pelo milagre, ele bateu na rocha, como se a solução para a sede dos israelitas fosse a água saindo da própria rocha, não do Criador.

O erro de Moisés foi deixar de se referir ao Senhor para glorificá-Lo. Em vez disso, ele se comportou como um mago egípcio, focalizando o poder da magia, em lugar de destacar o poder divino. Inclusive ele se incluiu no pronome “nós” em relação à capacidade de trazer água: “Teremos de fazer com que saia água?” (Nm 20:10). A transgressão de Moisés é o erro de qualquer líder – a tentação de substituir Deus.

Perguntas para discussão e reflexão: Leia Números 20:1-13. Quais outros erros Moisés cometeu em sua resposta ao povo que o levou a merecer o julgamento divino? Que diferença existe entre chamar a rocha e golpeá-la?

A ressurreição de Moisés

O texto de Deuteronômio não menciona a ressurreição de Moisés. Deuteronômio 32:48-50; 33:1 e 34:5 se referem especificamente à sua morte, mas não dizem nada sobre sua ressurreição. Uma série de pistas do texto bíblico, entretanto, aponta para o fato de que ele foi ressuscitado. A indicação mais significativa da ressurreição de Moisés pode ser encontrada nesta estranha frase: “Até hoje ninguém sabe o lugar da sua sepultura” (Dt 34:6). Esta última parte do verso bíblico e o próprio fato de Deus ser mencionado como o único envolvido naquele sepultamento indicam que houve algo especial sobre o sepultamento do profeta.

Além disso, a frase hebraica ‘al pi YHWH’, “segundo a palavra do Senhor” (Dt 34:5), que significa literalmente “na boca do Senhor”, parece referir-se a uma morte excepcional. A partir dessa expressão, um antigo midrash (“comentário”) judaico afirma que Moisés morreu com um beijo de Deus, estranhamente evocando Seu sopro de vida (Gn 2:7) – sugerindo assim a milagrosa recriação de Moisés. As informações sobre a saúde perfeita do profeta (Dt 34:7) quando ele morreu aumentam a anormalidade de sua morte. Ele não morreu naturalmente. O próprio Senhor o matou e então o ressuscitou dos mortos.

Em uma canção, o profeta exaltou o poder de Deus para ressuscitar os mortos (Dt 32:39). Além disso, a associação com a terra que foi prometida aos patriarcas (Dt 34:4), que lembra o Éden (Gn 15:18; compare com Gn 2:13-15), reforça a intenção dessa ressurreição. Moisés não teve permissão para entrar na terra prometida terrestre, mas entrou na terra prometida celestial, uma herança que aguarda o povo de Deus no momento da segunda vinda de Cristo e da ressurreição (Dn 12:2, 3, 13).

Para Ellen G. White, a visão que Moisés teve do país de Canaã a partir do Monte Nebo está relacionada à sua visão da nova Terra, “a boa Terra”: “Ainda outra cena se abriu diante de seus olhos: a Terra livre da maldição, mais linda do que a bela terra da promessa, que poucos momentos antes lhe havia sido apresentada. Ali não havia pecado, e a morte não podia entrar. As nações dos salvos encontrariam ali seu lar eterno. Com inexprimível alegria, Moisés olhou para a cena – um livramento ainda mais glorioso do que jamais poderia imaginar em suas esperanças mais radiantes. Passada para sempre sua peregrinação terrestre, o Israel de Deus entraria finalmente na boa terra. Aquela visão se desfez, e novamente os olhos de Moisés repousaram sobre a terra de Canaã ao longe. Então, como um guerreiro cansado, deitou-se para repousar” (Patriarcas e Profetas, p. 477).

Perguntas para discussão e reflexão: Por que a visão de Moisés relaciona a visão do país de Canaã com a visão do reino de Deus? Por que o Senhor ressuscitou Moisés, e não Abraão ou Daniel? Por que o livro de Deuteronômio termina com a morte de Moisés, e não com sua ressurreição, como é o caso de outros heróis bíblicos?

O grande conflito

É significativo que, para Judas, o evento da ressurreição de Moisés tenha mostrado em miniatura o grande conflito entre Deus e Satanás. A disputa entre Miguel, o grande guerreiro, que é Jesus Cristo, e o diabo, resume todo o destino do mundo. Por um lado, está Satanás, que tem bons motivos para manter Moisés na sepultura por causa de sua falha em ser justo. Por outro lado, está Jesus Cristo, que defende e salva Moisés pelo poder de Seu sangue.

Pergunta para discussão e reflexão: Compare Gênesis 3:15 e Judas 9. Liste os temas comuns entre esses dois textos. Por que Satanás estava tão ansioso para manter Moisés morto?

APLICAÇÃO PARA A VIDA

O significado da transgressão de Moisés

Encontre casos, na Bíblia ou na história, em que um líder político ou religioso substituiu Deus. Quais são os resultados dessa usurpação das prerrogativas e soberania divinas? Discuta os seguintes casos e encontre uma solução para eles: • Um evangelista se vangloria do grande número de batismos que realizou. Como devemos explicar o sucesso evangelístico? • Um membro de sua igreja relata um milagre de cura que Deus realizou em seu favor. Porém, em sua igreja, outro membro está morrendo da mesma doença. Como você explica essa diferença? Como o membro que foi curado deve testemunhar quanto ao método divino preferido para o tratamento? • O que o erro de Moisés ensina sobre seus próprios erros?

O significado da ressurreição de Moisés

Considerando que os seres humanos são mortais, qual é o significado pessoal e teológico da ressurreição dele? Como esse evento fortalece sua fé na realidade da futura ressurreição? A verdade histórica da ressurreição de Moisés confirma a verdade da ressurreição na segunda vinda de Cristo?

Você é pastor e deve levar uma mensagem a um funeral, pregando sobre a história da ressurreição de Moisés. Que temas você precisa apresentar para confortar a família? Que argumentos você deve usar para provar a verdade da ressurreição para essas pessoas? Essa história confortará o coração e ao mesmo tempo fortalecerá a fé dos enlutados?

A história da ressurreição de Moisés ajuda você a entender melhor a ressurreição de Jesus?

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Programa do Décimo Terceiro Sábado

Jugo desigual

Esta história sobre Chang Zeng-Mei, professora indígena, reflete a realidade do povo indígena em Taiwan.

Eu não queria casar com meu esposo porque fui criada na Igreja Adventista e ele pertencia a outra denominação cristã. Mas, nossos pais queriam nosso matrimônio e eu precisava obedecer a eles. Por isso, fui até meu futuro marido, Ming- Huang, e disse: “Nós podemos nos casar, mas não vou mudar minha religião.” Ele não se opôs a isso. Então, começamos a discutir sobre o casamento. Eu queria que a cerimônia fosse realizada na igreja adventista, mas ele disse: “Não! Eu sou o marido e deve ser em minha igreja.”

Tu tentei entrar em um acordo: “Vamos fazer um casamento ao ar livre. Mas, “um pastor adventista deve ser o oficiante.” Um dos primos dele era pastor de uma igreja em Ming-Huang, “Vamos pedir a nosso primo que oficialize a cerimônia”, ao que contestei: “Não, deve ser um pastor adventista. Seu cunhado é adventista, vamos convidá-lo!” A discussão levou algum tempo. Finalmente, eu disse: “Se não for um pastor adventista, não me casarei com você.” Ele respondeu: “Bem, perguntarei à minha mãe sobre o que fazer.” A mãe dele era membro da igreja adventista, o esposo não é da mesma denominação e, após o casamento, ela mudou para a igreja do esposo.

Após conversar com a mãe, Ming-Huang me disse: “Ok, minha mãe disse que podemos convidar um pastor adventista.” Mas esse não foi o fim de nossos problemas. Descobrimos que sua mãe gostava de mim porque queria que eu mudasse seu filho. Ele bebia e não ia à igreja aos domingos. Ela pensou que eu mudaria o comportamento dele, também pensou que me juntaria à sua igreja após o casamento.

Eu me senti desconfortável com a ideia de casar com alguém de fora da minha religião. Ming-Huang sabia que eu me sentia desconfortável, mas àquela altura toda a aldeia sabia que nossos pais queriam que nos casássemos. Se nos separássemos, ele perderia prestígio. Seria muito constrangedor. Além disso, muitas pessoas me elogiavam, dizendo: “Ela é uma boa menina. Você tem que se casar com ela.”

Ele decidiu se tornar adventista para que eu me casasse com ele; então, não perderia prestígio. Um mês antes do casamento, ele fez estudos bíblicos e foi batizado. Eu nunca vou esquecer aquele dia. Ele chorou ao sair da água. Ele queria se casar comigo, mas não queria deixar sua antiga vida. Não queria deixar de beber. Passados seis meses, desde que nossos pais decidiram que deveríamos nos casar, fizemos um casamento ao ar livre e um pastor adventista foi o oficiante. Senti muita pressão depois do casamento. Senti que precisava mudar meu marido. Eu tinha que levá-lo à igreja todos os sábados e ensinar a ele compartilhar Jesus com os outros.

Ming-Huang era um homem abatido. Havia perdido boa parte da sua autoestima porque desistiu de muitas coisas para casar comigo. Então, contei que precisava se preparar para ter um filho, e disse a ele: “Você bebeu álcool e alimentos impuros por muito tempo. Seu corpo está contaminado.” Esperamos sete meses. Durante esse tempo, ensinei-o a ter uma alimentação e um estilo de vida saudável. Nossos vizinhos notaram a transformação e o elogiaram como um novo homem. Mas ele não queria ser um novo homem. Depois que nossa filha nasceu, ele voltou a beber. Fiquei triste e magoada, mas não podia abandoná-lo.Dez anos se passaram e tivemos uma segunda filha. Tivemos muitos conflitos. Certo dia, percebi que não podíamos mais seguir aquele caminho. Sugeri que nos separássemos, mas ele não respondeu. Então, levei nossos dois filhos, o bebê e a menina de dez anos, para a casa de amigos. Queria que meu marido ficasse sozinho em casa e pensasse na vida sem a família. Ming-Huang não queria o divórcio. Ele me procurou por três dias e me encontrou na casa de amigos. Ele concordou em mudar seus hábitos.

Amo profundamente meu marido, mas não concordaria em me casar com ele de novo se ele continuasse a fazer tudo aquilo. Eu me casei porque pensei que poderia mudá-lo com a ajuda de Deus. Antes do nosso casamento, eu até orava: “Se você quiser salvar este homem, deve me ajudar a transformá-lo.” Mas a Bíblia está certa quando diz: “Não se ponham em jugo desigual com descrentes” (2Co 6:14). É melhor se casar com um cônjuge de sua própria fé. Salomão, o homem mais sábio que já viveu, aprendeu essa lição da maneira mais difícil.

Se uma mulher adventista é casada com um não adventista, recomendo que você seja um bom exemplo para seu marido em sua fé e estilo de vida. Ore por ele, cozinhe para ele e demonstre sua fé através de sua vida. Como Jesus disse em Mateus 10:16: “Eu os estou enviando como ovelhas entre lobos. Portanto, sejam prudentes como as serpentes e simples como as pombas. ” Louvado seja Deus, porque Ele nos salva de nós mesmos. Meu esposo se tornou um esposo e pai carinhoso. Ele também é um bom obreiro e ancião da igreja. Deus é bom!

Há três anos, parte da oferta do trimestre ajudou a espalhar o evangelho entre os povos indígenas em Taiwan, e a oferta deste trimestre ajudará a abrir três centros urbanos de influência voltados para a população indígena e outros grupos em Taiwan. Muito agradecemos por ajudar a pregar o evangelho a todos os grupos de pessoas na Divisão do Pacífico Norte-Ásiatico, com sua generosa oferta.

Informações adicionais

• Peça que uma senhora conte esst história na primeira pessoa.

• Pronúncia de Chang Zeng-Mei: .

• Pronúncia de Ming-Huang: .

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• Para mais notícias sobre o Informativo Mundial e outras informações sobre a Divisão do Pacífico Norte-Asiático, acesse: bit.ly/nsd-2021.

Essa história ilustra os seguintes componentes do plano estratégico da !greja Adventista, “I Will Go”: Objetivo de Crescimento Espiritual nº 1 – “reavivar o conceito de missão mundial e sacrifício pela missão como um estilo de vida que envolva não apenas os pastores, mas todos os membros da igreja, jovens e idosos, na alegria de testemunhar por Cristo e de fazer discípulos”; e Objetivo de Crescimento Espiritual nº 2 – “fortalecer e diversificar o alcance dos adventistas nas grandes cidades”. Conheça mais sobre o plano estratégico em IWillGo2020.org.

 


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