Minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama em janeiro de 2009. Ela se saiu muito bem durante vários anos, mas, em 2017, eu a vi ficar mais fraca. Como não morávamos no mesmo lugar, tive que viajar para fora da minha ilha para visitá-la. Nos últimos anos, eu a visitei duas vezes por ano. Foi muito doloroso ver sua saúde piorando. Lembro-me, há muitos anos, que minha mãe passou meu quadragésimo aniversário comigo. Depois, no verão de 2017, enquanto a visitava, comemorei novamente meu aniversário. Na manhã do meu aniversário, minha mãe pediu à minha irmã, que era sua cuidadora, que lhe entregasse uma bolsa especial. Minha mãe tirou dinheiro da bolsa e me deu a mesma quantia que correspondia à minha idade. Instantaneamente, fui dominada por emoções de gratidão e tristeza. Eu nunca mais teria a oportunidade de receber outro presente da minha querida mãe. Eu a abracei e agradeci e depois saí do quarto, enquanto minhas emoções me dominavam. Eu não queria que ela me visse chorando. Ao sair, chorei e abri meu coração a Deus.
Naquele ano, pude visitar minha mãe em abril, junho, julho e novamente no período de Ação de Graças, em novembro. Passamos muito tempo conversando com ela e cantando para ela. Também tocávamos vários hinos para ela. A visita de novembro para ver minha mãe foi a mais difícil. A essa altura, ela falava muito pouco e não podia fazer muito por si mesma. Depois de passar nove dias com ela naquele novembro, tive que voltar para casa. No sábado, 16 de dezembro de 2017, minha mãe descansou em Jesus. (Seu querido esposo, meu pai, havia falecido antes dela, em 2008).
Por mais que eu não quisesse perder minha mãe, eu não queria vê-la vivendo uma vida difícil. Quando ela expressou que estava pronta para dormir em seu Salvador, orei para que a vontade de Deus fosse feita. Ela viveu uma vida plena e tocou a muitos. Aos oitenta e quatro anos, ela poderia dizer, como disse o apóstolo Paulo: “Combati o bom combate, completei a carreira, guardei a fé” (2Tm 4:7). Eu me consolei ao saber que minha mãe não estava mais sofrendo.
Aguardo ansiosamente o dia em que ela e eu nos reuniremos. Graças a Deus por essa bendita esperança! Agradeço a Deus também pelas boas lembranças dos nossos entes queridos até então.
Janice Fleming-Williams