Nós transformamos a realidade do Natal em uma versão encantada do evangelho. Trocamos o Cordeiro pelo peru, os anjos pelos duendes, o Pão da Vida pelo panetone, e o Bebê na manjedoura pelo velhinho no trenó. E, para deixar tudo mais fofinho, demos um toque nevado à comemoração. Foi assim que a “magia” natalina eclipsou o milagre do Natal.
Para desfazer esse engano, precisamos examinar a Bíblia a fim de entender a origem dessa celebração. Os evangelhos nos mostram que o primeiro Natal foi bem diferente do nosso. Ele foi protagonizado por um casal não acolhido e por um Bebê em situação de vulnerabilidade.
Uma jovem mãe sofria com as contrações enquanto seu esposo tentava encontrar um local apropriado para que ela desse à luz. Ela não tinha plano de saúde, não teve direito a um parto humanizado nem pôde ser acompanhada por uma doula ou parteira. O estábulo onde Cristo nasceu violava todos os critérios sanitários atuais. Após o nascimento, não houve banquete nem festa, apenas esperança e adoração.
Não devemos ser contra a celebração do Natal, mas precisamos nos opor a celebrá-lo sem o louvor do qual Cristo é digno. Cabe a nós impedir que essa festa legitimamente cristã seja emoldurada pelo secularismo.
Apesar de Jesus não ter nascido no dia 25 de dezembro, não temos licença para alterar o significado do Natal. Jamais podemos permitir que essa celebração seja descristianizada a ponto de Cristo só ter lugar no presépio do saguão do shopping.
O verdadeiro significado do Natal tem sido esquecido devido ao frenesi do consumismo contemporâneo, que transformou essa ocasião em mais uma oportunidade para dar vazão à insaciável cobiça humana.
Em meio a tudo isso, precisamos nos voltar para as raízes sagradas do Natal. Lembre-se de que a estrela conduziu os sábios ao Salvador do mundo, e não a lojas abarrotadas de enfeites e presentes. Embora tenham levado ouro, incenso e mirra, o maior presente que esses sinceros viajantes orientais deram a Cristo foi o coração. Que presente você dará a Jesus hoje?