–Você acredita em Deus? – um escritor perguntou ao cientista Albert Einstein.
A resposta do gênio sempre me cativou:
– Eu não sou ateu. O problema envolvido é vasto demais para nossa mente limitada. Estamos como uma criança em uma imensa biblioteca, cercada por centenas de livros escritos em diferentes idiomas. A criança sabe que alguém deve ter escrito esses textos, mas não entende como isso aconteceu. Tampouco compreende os idiomas em que foram escritos. Além disso, sente que há uma ordem misteriosa em sua organização, mas não sabe qual é. […] Vemos o Universo perfeitamente ordenado e regido por leis precisas, mas nossa compreensão desses códigos ainda é muito limitada.
Albert Einstein nunca deixou de se maravilhar com a grandiosidade e a ordem do Universo. Em 1923, durante uma visita ao seu amigo Niels Bohr, em Copenhague, os dois, que haviam recebido o Prêmio Nobel de Física alguns meses antes, embarcaram em um bonde e começaram uma conversa sobre mecânica quântica, um tema central para entender a essência do Universo. Embora discordassem em vários pontos, a discussão foi tão envolvente que acabaram passando da parada onde deveriam descer. Ao perceberem o erro, pegaram o bonde de volta, mas estavam tão concentrados na troca de ideias que perderam a parada novamente. Pegaram o bonde uma terceira vez, mas Niels Bohr, que narrou o episódio, não conta se, dessa vez, conseguiram descer no lugar certo.
Você já se sentiu como uma criança em uma imensa biblioteca? Eu já. Convido você a explorar comigo, ao longo deste ano, algumas páginas dessa maravilhosa coleção. Algumas estão escritas no livro da natureza, outras nas Escrituras, mas todas revelam a grandeza e o amor de Deus. Não importa para onde você olhe ou aonde vá, Ele sempre estará presente, demonstrando Seu amor por você. Quem sabe, ao lermos juntos essas páginas, você passe a admirá-Lo ainda mais, e, talvez, Ele escreva o capítulo mais belo da sua vida, fazendo de você o protagonista dessa história.