Pouco antes de publicar seu artigo “Inside the Minds of Animals” (“Por Dentro da Mente dos Animais”), na revista Time, de agosto de 2010, Jeffrey Kluger recebeu de Kanzi, um bonobo de 29 anos, um convite para tomar café. Os bonobos, primatas parentes dos chimpanzés, vivem ao sul do rio Congo, na África. Kanzi, no entanto, residia em um centro de pesquisas em Iowa, Estados Unidos, onde aprendeu a se comunicar por meio da linguagem desde o nascimento.
Kanzi conhecia formalmente 384 palavras, embora tivesse provavelmente criado outras por conta própria. Durante a maior parte do dia, ele mantinha perto de si três folhas com centenas de símbolos coloridos que representavam as palavras que os pesquisadores lhe ensinaram ou que ele criou. Seu vocabulário incluía termos como “bola”, “gelatina”, “coceira” e “correr”. Quando queria se comunicar, ele apontava os símbolos com o dedo.
Na manhã em que Jeffrey e Kanzi se encontraram, o macaco apontou o símbolo para café e depois para Jeffrey, convidando-o a compartilhar a bebida. Quando Jeffrey se recuperou da surpresa, foi buscar duas xícaras de café quente. Depois de tomar o café, Kanzi apontou o símbolo “bola”. Era hora de brincar.
Os cientistas têm percebido que a inteligência dos animais é maior do que se imaginava anteriormente. Por exemplo, os corvos conseguem dobrar arames e criar ganchos para pegar comida. Lontras abrem moluscos com pedras, e as hienas planejam caçadas, decidindo antecipadamente quantos membros da matilha serão necessários. Esse conhecimento acerca da inteligência animal levou alguns cientistas a questionar o quanto os animais sofrem, já que a inteligência e o autoconhecimento podem aumentar a capacidade de sofrer ou de ser feliz.
A Bíblia afirma que toda a criação “geme e suporta angústias até agora” (Rm 8:22) por causa das escolhas humanas. Como cristãos somos chamados a amar as pessoas, mas também devemos demonstrar compaixão pelas criaturas de Deus.