Eu já havia visto o filme Titanic pelo menos uma vez desde seu lançamento. O filme foi altamente aclamado por causa da história de amor entre um jovem casal de diferentes classes sociais em contraste com a viagem fatal e verdadeira do Titanic em abril de 1912. A maioria dos que assistem ao filme ficam mais tristes com a perda do herói fictício do que com as mais de 1.500 pessoas que pereceram nas águas geladas do Oceano Atlântico quando o navio se chocou contra um iceberg.
Recentemente, pude visitar o grande Museu do Titanic enquanto passava férias em Branson, Missouri, nos EUA. Meu esposo e eu caminhamos pelo museu, lendo sobre as várias pessoas que estavam naquele navio, assistindo a apresentações de vídeo e observando o mural que apresenta o nome de cada pessoa a bordo. De repente, tudo que havia sido um simples “entretenimento” no filme se tornou real para mim.
Naquela noite, assistimos ao filme novamente. Embora ele tenha 3h15 de duração, desejei assisti-lo mais uma vez à luz da experiência que havia tido no museu.
Durante todo o filme, fiz comparações com o que eu havia visto, lido, ouvido e vivido no museu. Consegui observar detalhes e entender outros enquanto assistia ao filme através das lentes daquela imensa tragédia humana, e não apenas através do ponto de vista da história de amor. Con-
segui ver a história não como entretenimento, mas como uma terrível tragédia que deixou muitas famílias sofrendo. Quando o filme acabou, eu estava muito triste, de luto, e chorei por mais de dez minutos enquanto sentia a dor e o horror do evento.
A partir da minha experiência naquele dia, percebi ainda mais profundamente duas outras coisas. Primeira, o amor de Jesus – como o amor daquele casal – não tem limites. Seu amor superou todos os obstáculos que O teriam impedido de morrer na cruz em nosso favor. Segunda, quando você experimenta o amor de Cristo em um nível pessoal – como experimentei a história do Titanic no museu – tudo muda. Muda como você vê, interage e vive a vida, porque Deus e Seu amor realmente se tornam muito mais reais para você!
Experimente esse amor também.
Nadine A. Joseph-Collins