Em 1914, uma expedição liderada por Ernest Shackleton partiu da Inglaterra com o objetivo de ser a primeira a cruzar o continente antártico. O plano era navegar até o mar de Weddell, atravessar o Polo Sul e alcançar o estreito de McMurdo.
A bordo do Endurance, a expedição partiu cheia de expectativas, mas logo encontrou dificuldades. Antes mesmo de chegar ao continente, a embarcação ficou presa no gelo. Durante nove meses, o Endurance rangeu sob a pressão das geleiras até se partir ao meio, deixando Shackleton e seus homens isolados em um deserto congelado, no fim do mundo.
Por cinco meses, eles vagaram à deriva sobre blocos flutuantes, até conseguirem alcançar a ilha Elefante em pequenos botes. Mas estavam em um lugar inóspito, a 1.300 quilômetros da civilização, separados pelo mar mais turbulento do planeta. Sua única esperança? Um pequeno barco baleeiro.
Shackleton partiu com cinco homens em uma das viagens mais épicas do século 20. Apesar das ondas gigantes que ameaçavam a frágil embarcação, eles finalmente chegaram à ilha Geórgia do Sul. No entanto, desembarcaram no lado oposto à estação baleeira britânica. Como o mar estava revolto, Shackleton e dois companheiros decidiram atravessar a ilha por terra, deixando os outros esperando em meio ao frio extremo. Será que ele voltaria algum dia?
Agora, dois grupos aguardavam: um na ilha Elefante, exposto ao frio implacável, e outro na ilha Geórgia do Sul, no ponto de desembarque. Toda a sua esperança estava depositada no retorno do chefe.
O mesmo acontece conosco. Como cristãos, aguardamos a volta de nosso Senhor, confiando em Sua fidelidade e poder. Nossa esperança está no Capitão desse barco: Jesus Cristo. Seu comando é seguro, e Ele prometeu voltar para nos buscar. Enquanto esperamos, cabe a nós proclamar essa esperança ao mundo. A chama da fé ainda arde em seu coração?