As ações heroicas e a valentia nos causam admiração. A Bíblia menciona, por exemplo, os famosos “trinta valentes de Davi” (2Sm 23:13-39; 1Cr 11:15-47). Se o chefe era corajoso, seus trinta guerreiros precisavam ser tão valentes quanto ele. Aqueles homens se esforçavam além dos limites da coragem humana. Pode-se dizer que não tinham rivais.
Talvez você já tenha ouvido essa história. Certa vez, Davi estava escondido com seus soldados nas montanhas de Judá. Em um momento de nostalgia, ele suspirou e disse: “Quem me dera beber água do poço que está junto ao portão de Belém” (2Sm 23:15). Era um desejo saudoso, uma tristeza natural por estar longe de sua terra.
O desejo manifestado por Davi foi entendido como uma ordem por seus valentes. E o que fizeram três deles? “Invadiram o acampamento dos filisteus e tiraram água do poço de Belém […] e a trouxeram a Davi.” A guarnição filisteia contava com várias centenas de soldados bem equipados e prontos para combater, mas os três jovens atravessaram o acampamento até o poço.
Por fim, chegaram até Davi com o precioso líquido. Mas, ao recebê-lo, ele não o bebeu. Disse: “Beberia eu o sangue dos homens que lá foram colocando em risco a sua vida?” (2Sm 23:17). Interessante a resposta de Davi, não é?
Cristo veio a este mundo colocando em risco não apenas Sua segurança, mas a própria vida. Com mais coragem que os três valentes, Ele tirou água do poço da vida – de Sua própria vida, de Seu próprio sangue – para nos dar uma nova esperança. Davi não quis beber a água que representava o sangue dos “três valentes”. Mas a água da vida que Cristo nos oferece está ao nosso alcance, pronta para renovar nossas forças. Esse é o único caminho para a vida eterna.
No texto de hoje, Jesus diz: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba.” Não desperdice a água da vida. Prove-a! Ela preencherá o vazio do seu coração.