Lição 2
03 a 09 de janeiro
Razões para ação de graças e oração | 1º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 26
Verso para memorizar: “Estou certo de que Aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo jesus” (Fp 1:6).
Leituras da semana: Fp 1:1-18; 1Co 13:1-8; jr 17:9; Cl 1:1-12; 1Pe 1:4; Sl 119:105; Is 30:21

Paulo iniciava suas cartas com palavras de saudação e ações de graças: “Que a graça e a paz de Deus, nosso Pai, estejam com vocês. Damos sempre graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (Cl 1:2, 3).

Assim como Paulo, temos muitas razões para ser gratos. Experimentamos a graça de Deus de maneiras profundas, que até mesmo os anjos não conseguem compreender. Isso também se aplica ao dom da paz de Deus, que nos oferece harmonia com Ele e a esperança que vem de Seu amor.

No nível humano, também podemos expressar gratidão uns aos outros e desejar que as pessoas apreciem o que fazemos por elas. Os pais oram para que seus filhos amem a Deus e reconheçam os sacrifícios feitos para lhes proporcionar a melhor criação possível. No entanto, cometemos muitos erros e devemos aprender com eles.

Nesta semana, refletiremos sobre a oração e as palavras de ação de graças de Paulo em Filipenses e Colossenses, que podem enriquecer e fortalecer nossa vida de oração.

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Domingo, 04 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 27
Comunhão no evangelho

1. Leia Filipenses 1:3-8. Pelo que Paulo expressou gratidão? Que certeza ele deu aos filipenses, e por que isso é importante?

Paulo fundou a igreja de Filipos, e isso explica o tom caloroso de comunhão cristã que permeia sua carta. Embora estivesse separado por centenas de quilômetros, o apóstolo, acorrentado e preso, tinha a igreja e seus membros no coração. Ele sentia saudade dos irmãos, “no profundo afeto de Cristo Jesus” (Fp 1:8), e agradecia a Deus por eles. Sua oração de ação de graças nos dá um vislumbre da intercessão que Jesus realiza por nós no Céu.

No peitoral do sumo sacerdote, havia 12 pedras representando as 12 tribos de Israel. Essas pedras eram colocadas “sobre o seu coração” enquanto ele intercedia pelo povo (Êx 28:29). De maneira ainda mais grandiosa, como nosso Sumo Sacerdote no santuário celestial, Jesus leva Consigo nossos nomes diante do Pai.

Curiosamente, as palavras que estão em Filipenses 1:3 são um pouco ambíguas, destacando a forte relação entre Paulo e os filipenses. Geralmente, o verso é traduzido como se Paulo se lembrasse deles em oração, mas também pode significar que eles se lembravam dele. De qualquer forma, essa ambiguidade reforça um relacionamento recíproco, que fica claro na palavra “comunhão” (em grego, koinonia). Assim como Paulo tomava “parte” nos sofrimentos de Cristo (Fp 3:10), os filipenses “se associaram” (sunkoin?ne?) aos sofrimentos de Paulo e apoiaram financeiramente o seu ministério (Fp 4:14, 15). Essa parceria, que existia “desde o primeiro dia”, levava Paulo a agradecer a Deus por eles e a orar “com alegria” (Fp 1:4, 5).

É interessante observar que Paulo descreveu sua prisão de maneira bastante positiva, enxergando-a como uma oportunidade “na defesa e confirmação do evangelho” (Fp 1:7). Esses dois termos jurídicos indicam que seu julgamento estava próximo, mas também mostram que ele estava ativo, compartilhando o evangelho com soldados e visitantes. Para o apóstolo, era essencial defender (em grego, apologia) e confirmar as verdades eternas do evangelho. Paulo se preocupava menos com o que aconteceria com ele do que com a defesa e a confirmação do evangelho. Quer vivesse ou morresse, ele estava confiante de que Deus completaria a “boa obra” que havia começado naqueles que confiam Nele (Fp 1:6).

Como você compreende a promessa de que Deus completará a “boa obra em vocês”? O que isso significa? Essa obra será finalizada antes da segunda vinda de Cristo?

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Como você compreende a promessa de que Deus completará a “boa obra em vocês”? O que isso significa? Essa obra será finalizada antes da segunda vinda de Cristo?
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Segunda-feira, 05 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 28
Pedidos de oração de Paulo

Anos atrás, um pastor comentou sobre orações que giram em torno de nós mesmos, focadas apenas em nossas necessidades ou desejos. Ele as descreveu, de forma apropriada, como “orações um pouquinho egoístas”, ressaltando que Deus tem planos muito maiores para nós.

2. Leia a oração de Paulo em Filipenses 1:9-11. Qual é o foco dessa oração? Quais são os grandes pedidos de Paulo? O que isso nos ensina sobre a oração?

Essa oração contém apenas 43 palavras em grego, mas resume as preocupações de Paulo, as quais ele desenvolveu no restante da carta: amor, conhecimento, discernimento, pureza, vida irrepreensível e a justiça que recebemos por meio de Jesus Cristo. Por trás dessa oração, assim como das expressões anteriores de ação de graças de Paulo, há uma ênfase na igreja como um todo. A oração de Paulo está completamente voltada para os outros, em favor da igreja e de seu bem-estar. Vamos examinar mais de perto alguns elementos dessa oração: 

Amor que aumenta mais e mais – Paulo não orou simplesmente por mais amor, mas por um amor que produzisse “conhecimento e toda a percepção” (Fp 1:9). Esse conhecimento vai além do intelectual, envolvendo uma percepção espiritual, que só pode ser adquirida por meio da comunhão com Deus e do estudo de Sua Palavra (veja Ef 1:17; 4:13; 1Tm 2:4).

Discernimento – É a capacidade de aprovar “o que é melhor” (em comparação com o que é espiritualmente prejudicial) e, assim, ser “puros e irrepreensíveis” (Fp 1:10, NVI).

Pureza (NVI) ou sinceridade (NAA) – O termo grego significa “julgado à luz do Sol”, transmitindo a ideia de uma conduta transparente e irrepreensível, sem qualquer mancha ou falsidade. “Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo [CPB, 2022], p. 49).

Irrepreensíveis (NVI) ou inculpáveis (NAA) – Significa agir de forma a não ser um obstáculo para os outros, evitando palavras ou atitudes que dificultem a fé de alguém.

Justiça por meio de Cristo – Paulo abordou esse tema nas Cartas aos Romanos, aos Gálatas e em Filipenses 3. Não temos justiça em nós mesmos; ela vem por meio de Cristo.

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O que podemos fazer para que nosso amor “aumente mais e mais” (Fp 1:9)? Por que isso é tão importante para a vida cristã? (Veja também 1Co 13:1-8.)
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Terça-feira, 06 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 29
Discernimento espiritual aplicado

Naturalmente, os filipenses ficaram aflitos ao saberem do encarceramento de Paulo. Seu trabalho agora estava seriamente limitado: ele não podia viajar, pregar, visitar sinagogas ou ensinar sobre Jesus como o Messias. Também não podia fundar novas igrejas. Em resposta, os filipenses enviaram Epafrodito para verificar como ele estava, oferecer encorajamento e garantir que suas necessidades físicas fossem atendidas.

3. Leia Filipenses 1:12-18. Como Paulo enxergava sua prisão? Que lições podemos aprender com sua atitude, apesar das circunstâncias em que ele se encontrava?

A mensagem que Paulo enviou aos filipenses deve ter sido surpreendente. Ele enxergava sua própria situação com um olhar diferente. Guiado por discernimento espiritual, Paulo não via o encarceramento como uma barreira, mas como uma oportunidade. O que parecia ser um obstáculo, tinha, “na realidade, contribuído para o progresso do evangelho” (Fp 1:12, NVI). Enquanto muitos enxergavam apenas correntes e grades, Paulo via os guardas romanos como pessoas que precisavam ser alcançadas para o reino de Deus. Ele também sabia que sua prisão estava inspirando outros cristãos a se tornarem mais ativos e corajosos, proclamando Cristo sem temer as consequências.

É difícil imaginar, mas alguns pensaram em se beneficiar da prisão de Paulo. Acreditavam que a ausência do apóstolo daria mais visibilidade às suas pregações. Esse é um exemplo claro, embora lamentável, de egoísmo humano, até mesmo dentro da igreja. Como Jeremias declarou, muito tempo antes: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto. Quem poderá entendê-lo?” (Jr 17:9).

Por outro lado, muitos fiéis foram profundamente motivados a proclamar o evangelho. Eles amavam tanto a Paulo que, ao verem seu sofrimento por causa da fé, passaram a confiar ainda mais em Cristo e a servir ao Senhor com mais coragem e dedicação. Isso os encorajou a ir a lugares que antes evitavam e a falar quando antes se calavam. Como resultado, mais pessoas aceitaram a Cristo e começaram a espalhar a mensagem da salvação.

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Que lições você já tirou de situações difíceis que trouxeram resultados positivos? Mesmo quando não enxergamos os benefícios, como confiar sempre em Deus?
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Quarta-feira, 07 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 30
Frutos do evangelho

O relacionamento de Paulo com os colossenses era diferente do que ele tinha com os filipenses. Ele os incluiu entre os que não o tinham visto “face a face” (Cl 2:1). Ainda assim, o apóstolo disse que “sempre” agradecia a Deus e orava por eles, como fazia com os filipenses.

4. Leia Colossenses 1:3-8. Quais são as três coisas pelas quais Paulo agradeceu a Deus?

Paulo reuniu as três virtudes que mencionou em outros textos: a fé, a esperança e o amor (1Co 13:13; 1Ts 1:3; 5:8). Observe que Paulo não atribuiu aos colossenses o mérito por essas virtudes. Em vez disso, agradeceu ao Pai por elas, porque elas fazem parte das boas dádivas e dos dons perfeitos que vêm Dele (Tg 1:17). Quando reconhecemos o amor de Deus por nós, isso nos conduz à fé em Cristo (Ef 2:4-8), e assim recebemos a esperança do Céu. Pedro descreveu essa esperança como uma “herança que não pode ser destruída, que não fica manchada, que não murcha e que está reservada nos céus para [nós]” (1Pe 1:4).

Paulo também destacou que o evangelho é verdadeiro porque se baseia na “palavra da verdade” (Cl 1:5). O apóstolo utilizou essa expressão em outras ocasiões para se referir à Palavra inspirada de Deus (veja 2Co 6:7; 2Tm 2:15). Diferentemente da “palavra humana”, a Palavra de Deus atua eficazmente naqueles que nela creem (1Ts 2:13) e sempre realizam a vontade divina (Is 55:11). Assim, quando o evangelho é proclamado, o poder de Deus se manifesta por meio da atuação do Espírito Santo no coração dos ouvintes, que então são capacitados a responder. O evangelho produz frutos porque é a “palavra da vida” (Fp 2:16).

O mais impressionante talvez seja a rápida expansão do evangelho. Cerca de 30 anos após a morte e ressurreição de Cristo, Paulo disse que o evangelho havia se espalhado “em todo o mundo”. No mesmo capítulo, ele afirmou que o evangelho “foi pregado a toda criatura debaixo do céu” (Cl 1:6, 23). O amplo sistema de estradas romanas facilitou a comunicação e o transporte, permitindo que as cartas de Paulo fossem enviadas de forma eficaz. No entanto, é o poder de Deus, atuando por meio da “palavra”, que dá vida espiritual às pessoas (Tg 1:18; 1Pe 1:23), tornando-as novas criaturas em Cristo (2Co 5:17).

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Paulo falou sobre a esperança “guardada para [nós] nos Céus” (Cl 1:5). O que essa esperança significa e por que ela transforma a vida, mesmo que nos sintamos indignos?
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Quinta-feira, 08 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 1SM 31
O poder da oração

5. Leia Colossenses 1:9-12. Quais pedidos específicos são mencionados na oração de Paulo?

Paulo orou para que seus leitores ficassem cheios “do pleno conhecimento da vontade de Deus”. Ele descreveu conhecer a vontade de Deus como ter “sabedoria e entendimento espiritual” (Cl 1:9). Só podemos obter sabedoria quando confiamos totalmente em Deus, estamos dispostos a “fazer a [Sua] vontade” (Jo 7:17) e não nos apoiamos em nosso “próprio entendimento” (Pv 3:5). Mas muitas vezes nos perguntamos: “Qual é a vontade de Deus para mim nesta situação?” Existem quatro fontes principais pelas quais podemos conhecer a vontade de Deus enquanto a buscamos em oração:

1. A direção do Espírito Santo – O Espírito Santo nos guia quando aprendemos a reconhecer a Sua voz: “Quando vocês se desviarem para a direita ou para a esquerda, ouvirão atrás de vocês uma palavra, dizendo: ‘Este é o caminho; andem nele’” (Is 30:21).

2. A Bíblia – Uma fonte muito importante de sabedoria é a própria Bíblia. “Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra; ela é luz para os meus caminhos” (Sl 119:105).

3. Deus nos concedeu sabedoria para os últimos dias por meio do Espírito de Profecia (Ap 12:17; 19:10), manifestado nos escritos de Ellen White. A Bíblia nos encoraja a crer (2Cr 20:20).

4. Circunstâncias providenciais – A vontade e a direção de Deus podem ser conhecidas por meio de circunstâncias providenciais, em que pedimos ao Senhor que abra ou feche portas (veja Cl 4:3).

Paulo orou para que os colossenses pudessem andar “de modo digno do Senhor” (Cl 1:10). É claro que ninguém é, por natureza, “digno”, mas Deus nos considera dignos por Sua graça e nos chama a viver de acordo com esse elevado chamado (Ef 4:1; 1Ts 2:12). Paulo utilizou o verbo “andar” mais três vezes nessa mesma carta (Cl 2:6; 3:7; 4:5). Isso significa viver e agir de acordo com a lei de Deus (Êx 18:20), algo que só é possível pela obra do Espírito Santo (Ez 36:27).

Paulo também orou para que a vida dos colossenses (e a nossa) fosse “para o [...] inteiro agrado” do Senhor, “frutificando em toda boa obra” (Cl 1:9, 10), “crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10) e, por último, “dando graças ao Pai” (Cl 1:12).

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Suponha que alguém lhe perguntasse: “Como você sabe que Deus está guiando você em uma direção ou outra?” O que você responderia e por quê?
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Sexta-feira, 09 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 1
Estudo adicional

“Muitos são incapazes de fazer planos definidos para o futuro. Sua vida é incerta. Não conseguem discernir o desfecho dos acontecimentos, e isso enche-os por vezes de ansiedade e inquietação. Lembremo-nos de que a vida dos filhos de Deus no mundo é uma vida de peregrinos. Não temos sabedoria suficiente para planejar nossa vida. Não nos compete determinar o futuro. ‘Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu [...]’ (Hb 11:8).

“Cristo, em Sua vida sobre a Terra, não fez planos para Si mesmo. Aceitou os planos de Deus a Seu respeito, e dia após dia o Pai O fazia conhecer esses mesmos planos. Nós devíamos depender de Deus de tal maneira que nossa vida pudesse ser a simples realização de Sua vontade. [...]

“Muitos planejando um futuro brilhante, sofrem um desastre completo. Deixemos que Deus faça para nós os planos Dele. [...] (1Sm 2:9). Deus não conduz jamais Seus filhos de maneira diferente da que eles mesmos escolheriam se pudessem ver o fim desde o princípio e discernir a glória do propósito que estão realizando como Seus colaboradores” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 306).

Perguntas para consideração

1. Você tem mais motivos para agradecer do que poderia parecer à primeira vista?

2. Reflita sobre a última frase da citação de Ellen G. White mencionada acima. Como podemos aprender a confiar em Deus de maneira tão profunda?

3. Compare Colossenses 1:6, 23 com este texto de Ellen White: “Por quarenta anos, a incredulidade, a murmuração e a rebelião excluíram o antigo Israel da terra de Canaã. Os mesmos pecados têm postergado a entrada do Israel moderno na Canaã celestial. Em nenhum dos casos houve falta da parte das promessas de Deus. É a incredulidade, o mundanismo, a falta de consagração e a contenda entre aqueles que se dizem povo de Deus que nos têm detido neste mundo de pecado e dor [...]. Se a igreja de Cristo tivesse feito a obra que lhe foi designada, como Ele ordenou, o mundo inteiro já teria sido advertido – o Senhor Jesus teria vindo à Terra em poder e grande glória” (Eventos Finais [CPB, 2021], p. 26). Temos repetido esses erros?

Respostas às perguntas da semana: 1. Paulo agradeceu pela fé e pelo apoio dos filipenses. Ele os motivou lembrando que Deus completaria a boa obra começada neles, fortalecendo a confiança no Senhor. 2. O foco era o crescimento espiritual. Paulo pediu amor com discernimento, vida pura e frutos de justiça. Isso mostra que a oração deve buscar transformação. 3. Ele via sua prisão como oportunidade de pregar. Sua atitude nos ensina a enxergar propósito mesmo nas dificuldades. 4. Paulo agradeceu pela fé, amor e esperança dos colossenses. 5. Ele pediu sabedoria, vida digna, força e gratidão.

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Resumo da Lição 2
Razões para ação de graças e oração | 1º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Fp 1:6

FOCO DO ESTUDO: Fp 1:1-18; Ef 5:18-21; Cl 1:4-8

Introdução: O autor D. A. Carson escreveu sobre qual seria a maior necessidade da igreja cristã hoje. Ele levantou hipóteses sobre diferentes respostas que as pessoas poderiam dar a essa pergunta. Carson menciona áreas como pureza nas questões sexuais, integridade financeira e generosidade, evangelismo, plantio de igrejas, pensamento bíblico e a genuína experiência da adoração coletiva. Ele conclui: “Há um sentido em que essas necessidades urgentes são meramente sintomáticas de uma carência muito mais séria. Aquilo de que mais urgentemente precisamos na cristandade ocidental é um conhecimento mais profundo de Deus. Precisamos conhecer melhor a Deus. [...] Um dos passos fundamentais para conhecer a Deus, e uma das demonstrações básicas de que O conhecemos, é a oração, uma oração espiritual, persistente e fundamentada nas Escrituras” (D. A. Carson, A Call to Spiritual Reformation: Priorities from Paul and His Prayers [Grand Rapids, MI: Baker Books, 1992], p. 15, 16).

Paulo constantemente enfatizava disciplinas cristãs, como a oração e a gratidão. A ação de graças também era um elemento essencial de suas orações e até uma seção típica de suas cartas. Ele não apenas expressava sua gratidão a Deus por meio de orações constantes, como também incentivava os outros a fazer o mesmo (Cl 3.17; 1Ts 5:18). Para ele, a gratidão é o fruto da atuação de Deus no coração do indivíduo (Fp 1:6, 10, 11). 

A lição desta semana enfatiza dois temas principais:

1. A gratidão e a oração estão intrinsecamente conectadas, como as duas faces de uma mesma moeda.

2. A gratidão e a oração, entre outras coisas, servem como manifestações concretas da boa obra de Deus em nós.

COMENTÁRIO

Gratidão e oração estão intrinsecamente interligadas

Um elemento característico nas cartas de Paulo é a seção de ações de graças, que funciona essencialmente como um ato de oração. Essa ideia pode ser ilustrada de forma mais clara na tabela a seguir.

Três observações principais podem ser extraídas da tabela anterior. Primeiro, para Paulo, dar graças é um ato de oração, uma vez que a ação de graças está constantemente entrelaçada com a oração. Segundo, mesmo quando a seção de agradecimento em algumas cartas de Paulo não menciona explicitamente o termo “oração”, é importante perceber que sua gratidão é dirigida a Deus (2Ts 1:3; 1Tm 1:12). Terceiro, a repetição do termo “sempre” sugere que tanto a oração quanto a ação de graças eram componentes constantes e, inclusive, essenciais na vida de Paulo.

É importante notar que Paulo esperava que seu público o imitasse quanto a uma vida de ação de graças e oração. Para Paulo, uma característica visível dos ímpios é o fato de não honrarem nem agradecerem a Deus (Rm 1:21). Em contraste, ele incentivou os membros da igreja em Roma a ser agradecidos a Deus (Rm 14:6). Ao pedir aos coríntios que orassem por ele e por seus colaboradores, Paulo desejava que muitos dessem graças a Deus em favor deles (2Co 1:11).

Em Efésios 5:18 a 21, Paulo descreveu as características daqueles cuja vida estava cheia da presença do Espírito Santo. Essas pessoas (1) promoviam a edificação mútua, “falando entre” si “com salmos, hinos e cânticos espirituais”; (2) enchiam sua vida de louvor a Deus, “cantando e louvando” no coração ao Senhor; (3) expressavam gratidão “dando sempre graças por tudo a nosso Deus Pai”; e (4) se sujeitavam “uns aos outros no temor de Cristo”. Assim, dar graças a Deus estava no mesmo nível de cantar louvores a Ele: era um ato de adoração.

Em Colossenses 3:17, Paulo foi um pouco além ao dizer: “E tudo o que fizerem, seja em palavra, seja em ação, façam em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai” (ênfase acrescentada). De modo semelhante, Paulo disse aos tessalonicenses: “Em tudo, deem graças, porque esta é a vontade de Deus para vocês em Cristo Jesus” (1Ts 5:18). Paulo incentivou seu público a incorporar a gratidão e a oração na vida, de modo a refletir seu próprio compromisso profundo com essas práticas.

A obra de Deus em nós

A carta aos filipenses contém uma das declarações mais notáveis de todas as epístolas de Paulo: “Estou certo de que Aquele que começou boa obra em vocês há de completá-la até o Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6). Alguns leitores podem ser tentados a interpretar a “boa obra” de forma restrita, vendo nela apenas uma referência ao cuidado e ao amor que os filipenses demonstraram por Paulo, por meio do apoio financeiro durante sua prisão. Embora a preocupação deles com Paulo e com o avanço do evangelho fosse, sem dúvida, resultado da obra de Deus no coração deles, Paulo se referia a um conceito mais amplo: a salvação por meio de Cristo.

Deus foi apresentado como Aquele que iniciou a boa obra da salvação e que a levaria à conclusão por ocasião do retorno de Cristo. É importante que esse pensamento seja expresso dentro da seção de ações de graças. Nesse sentido, a gratidão é vista como uma evidência poderosa da atuação de Deus no coração da pessoa. Paulo disse algo semelhante em Filipenses 2:12, 13: “Desenvolvam a sua salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vocês tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade” (ênfase acrescentada).

O conselho de Paulo, de desenvolver a própria salvação, foi, no mínimo, intrigante. Afinal, como alguém faria isso? Podemos encontrar uma boa resposta em Hebreus 12:2, onde Jesus foi apresentado como “o Autor e consumador da fé”. Assim, Paulo afirma que devemos correr “com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para Jesus” (Hb 12:1, 2). Mas isso não é tudo. Também precisamos nos livrar “de todo peso e do pecado que tão firmemente se apega a nós” (Hb 12:1). Textos como Filipenses 1:6 e Hebreus 12:2 nos lembram de que a salvação é, em última análise, obra de Deus, e não nossa. Ainda assim, fomos chamados a desenvolver nossa própria salvação ou, em outras palavras, a correr [...] “a carreira que nos está proposta” (Hb 12:2), vivendo uma vida de oração, buscando as virtudes cristãs concedidas pelo Espírito (Fp 1:9-11; Cl 1:4-8) e sendo agradecidos pela obra de Deus em nós (Fp 1:3-6). Em resumo, devemos “viver de maneira digna do Senhor, para o Seu inteiro agrado, frutificando em toda boa obra e crescendo no conhecimento de Deus” (Cl 1:10).

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Reflita sobre os temas a seguir. Em seguida, peça aos alunos que respondam às perguntas ao fim desta seção.

Todos nós gostamos quando coisas boas nos acontecem. Seja ao comprar um carro novo, adquirir uma casa, concluir os estudos após anos de esforço árduo e intenso ou escapar de uma situação perigosa, agradecemos a Deus por essas bênçãos. São marcos significativos que enchem nosso coração de alegria e gratidão. Se prestarmos atenção a tudo ao nosso redor, encontraremos incontáveis motivos para ser gratos. Ainda assim, nada deveria inspirar mais gratidão do que o reconhecimento da boa obra de Deus em nós. Ellen White escreveu: “Nossa mente precisa se expandir para que possamos compreender o significado das provisões de Deus. Devemos refletir os mais elevados atributos do caráter de Deus. Devemos ser gratos por não sermos deixados entregues a nós mesmos” (Para Conhecê-Lo, 23/10, ênfase acrescentada).

Perguntas:

1. Por quais bênçãos espirituais você é grato a Deus? E por quais bênçãos físicas e materiais você também é grato a Ele?

2. O que significa dar graças em todas as circunstâncias, em contraste com dar graças por todas as circunstâncias? Qual é a diferença crucial entre essas duas atitudes?

3. O que significa o fato de que não somos “deixados entregues a nós mesmos”, conforme a citação anterior de Ellen White? Por que devemos nos sentir gratos por essa certeza?


MINHA NOVA VIDA

Nova Caledônia | Cassi 

"Mãe, podemos voltar amanhã?", nossos dois filhos mais novos perguntaram com um grande sorriso.

Era a nossa primeira vez em uma reunião adventista. Um amigo nos convidou, então fomos por educação. Tínhamos visto panfletos em nossa caixa de correio, mas nunca havíamos planejado ir. Antes de sairmos de casa, meu marido, Bruno, e eu dissemos um ao outro: "Vamos apenas ouvir. Só isso". Mas algo inesperado aconteceu. 

Nossos filhos viram seus amigos na reunião, e ainda fizeram alguns novos amigos. Eles se divertiram!

Após a reunião, ficamos e tomamos chá de ervas quente enquanto conversáva­mos com pessoas amigáveis. Eles nos contaram como Deus havia mudado suas vidas e nos convidaram para voltar.

Com o passar dos dias e participando das reuniões, nossos filhos disseram que eles gostavam dos sermões do pastor. Algumas vezes, parecia que eles não estavam ouvindo, mas eles sempre tinham algo para dizer sobre o que haviam aprendido. Eles realmente gostavam das palestras sobre como Deus fez o mundo e todas as coisas incríveis da natureza.

Eu também me sentia tocada. O coral cantava músicas poderosas que me faziam chorar. E o pastor sempre nos dizia para não acreditar nas coisas somente porque ele as dizia. Ele queria que lêssemos a Bíblia e aprendêssemos com a Palavra de Deus por nós mesmos. Eu gostava disso.

Embora eu fosse à igreja e orasse com frequência, o que estávamos aprendendo ali parecia diferente-e especial.

Um dia, durante a segunda semana, o pastor perguntou se alguém queria ser batizado.

Para nossa surpresa, nosso filho disse: "Pai, mãe, quero ser batizado".

Ficamos chocados. Enquanto ainda tentávamos entender tudo, seu jovem coração estava animado para conhecer a Deus.

Eu disse a ele que ser batizado não era como comprar uma barra de chocolate, que era uma decisão importante. Mas eu percebi que eu não conhecia o coração dele como Deus conhecia.

Deus também estava trabalhando em meu coração, mas eu não me sentia digna. Quando o pastor perguntou novamente se alguém gostaria de se apresentar e ser batizado, eu queria ir, mas não conseguia me mover. Eu não me sentia "limpa" o suficiente.

Na manhã seguinte, coloquei um vestido branco especial e uma toalha em minha bolsa. Dei um beijo de despedida no meu marido quando ele saiu com nossos filhos mais velhos para um passeio de barco. Então, saí com nossos dois filhos mais novos, um sobrinho e uma sobrinha.

Sentei-me sozinha na reunião, lágrimas escorriam pelo meu rosto. Um casal de idosos me viu e gentilmente se aproximou.

"Eu serei batizada", comecei, "mas ninguém da minha família sabe".

Eles me deram um forte ecaloroso abraço. Isso me fez sentir melhor.

Levantei-me quando o pastor chamou as pessoas que iriam ser batizadas. Caminhei até à frente chorando - mas não de tristeza. Meu coração estava cheio do amor por Jesus. Meus filhos pularam de alegria quando me viram ser batizada. Eles me abraçaram com força depois que saí da água.

Longe, no mar, meu marido sentiu algo em seu coração. Eu não havia contado a ele sobre minha decisão, mas ele se virou para nossos filhos e disse: "Sua mãe está sendo batizada".

Desde aquele dia, minha fé tem crescido. Gosto de ir à igreja e estudar a Bíblia na Escola Sabatina. Espero que um dia toda a minha família também escolha o batis­mo.

Agradeço a Jesus pelo marido que Ele me deu. Ele não me impede de guardar o sábado. Recentemente perguntei a ele: "Como você se sente em relação a Deus?" Ele disse: "Eu me sinto como um cristão. Eu creio em Jesus, e sua fé me encoraja". Agora, tento viver de uma maneira que mostre aos outros quem é Deus- por meio de minhas palavras, ações e amor.

Sua oferta do trimestre, também conhecida como oferta para projetos missionári­os, terá um impacto eterno na vida de pessoas como Hyacinthe. Ela ajudará a estabelecer um centro de influência em Wallis, que ajudará os adventistas a construírem pontes de entendimento e amizade com as pessoas do território da Missão Nova Caledônia.

Por Hyacinthe Santino.

Dicas para a história

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