Lição 5
24 a 30 de janeiro
Brilhando como estrelas na noite | 1º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 16
Verso para memorizar: “Façam tudo sem murmurações nem discussões, para que se tornem irrepreensíveis e puros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração perversa e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no mundo” (Fp 2:14, 15, NVI).
Leituras da semana: Fp 2:12-30; Rm 3:23, 24; 5:8; 2Tm 4:6; 1Co 4:17; 2Tm 4:21, 13; Lc 7:2

Deus instruiu os hebreus a obedecer, acrescentando: “Pois assim os outros povos verão a sabedoria e o entendimento de vocês. Quando eles ouvirem todos estes estatutos, dirão: ‘De fato, esta grande nação é um povo sábio e inteligente’” (Dt 4:6, NVI).

Séculos depois, Jesus declarou: “Eu sou a luz do mundo. Quem Me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida” (Jo 8:12). Ele também disse: “Vocês são a luz do mundo” (Mt 5:14). Mas como ser essa luz? Somente por meio de uma conexão profunda com Jesus, a “luz, que [...] ilumina toda a humanidade” (Jo 1:9). Paulo explicou que “Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho [...] e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor” (Fp 2:9-11).

A luz e o poder do Céu estão disponíveis a todos os que se rendem a Jesus. No entanto, muitas vezes esperamos que Deus faça tudo ou então deixamos que nossos planos e ideias interfiram. Por isso, as palavras de Paulo aos filipenses continuam relevantes em nossos dias.

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Domingo, 25 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 17
Desenvolvendo o que Deus efetua em nós

Após apresentar Jesus como o exemplo perfeito de humildade e obediência à vontade de Deus, Paulo direcionou sua atenção aos filipenses. Ele reconheceu a obediência que tinham ao Senhor desde que haviam aceitado a mensagem do evangelho (At 16:13-15, 32, 33) e os incentivou a continuar firmes nessa obediência.

Depois de destacar a cruz como o caminho para a salvação e a vida de Cristo como nosso exemplo, Paulo apresentou de maneira prática como viver esses princípios.

1. Leia Filipenses 2:12, 13. O que Paulo quis dizer com esta frase: “Desenvolvam a sua salvação”? Como você descreveria a relação entre fé e obras?

Paulo não apresentou um evangelho diferente do que ele expôs em Romanos e em outras cartas. Sua mensagem está em harmonia com o evangelho da justificação pela fé, que ele pregou em Filipos e em outros lugares. Contudo, é fundamental considerar tudo o que a Bíblia ensina sobre determinado tema, especialmente sobre a salvação, que muitas vezes pode ser mal compreendida.

2. Leia Romanos 3:23, 24; 5:8; Efésios 2:8-10. O que Paulo ensina sobre a salvação?

A salvação, sem dúvida, é obra de Deus, e não temos nenhum crédito por ela. Até mesmo a fé é um dom, que recebemos pela atuação do Espírito Santo. Embora nossas obras não possam nos salvar, Deus, por meio do novo nascimento, nos concede nova vida espiritual, capacitando-nos a realizar boas obras. O Espírito de Deus opera em nós, habilitando nossa vontade para escolher o que é certo, resistir à tentação e tomar decisões corretas.

É dessa maneira que desenvolvemos aquilo que Deus efetua em nosso interior, “com temor e tremor” (Fp 2:12). Isso não significa que devemos temer o julgamento de Deus sobre nossos esforços muitas vezes imperfeitos para obedecê-Lo. “Temor e tremor” se refere à reverência que devemos ter diante da presença de Deus (veja Sl 2:11) e à consciência de nossa necessidade de viver em obediência a Ele.

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Você já percebeu Cristo agindo em sua vida? Ao mesmo tempo, a natureza pecaminosa resiste ao que Deus realiza em nós? O que fazer para vencer essa tendência?
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Segunda-feira, 26 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 18
Luz em um mundo escuro

Paulo exortou os fiéis: “Façam tudo sem murmurações nem discussões” (Fp 2:14). Os desafios à unidade da igreja são tão sérios que só é possível alcançá-la com muito esforço. A unidade é um reflexo da união com Cristo e da obediência à Palavra. Isso é essencial para o nosso testemunho. Somos chamados a brilhar “como estrelas no mundo” (Fp 2:15, NVI).

Em uma noite sem luar, longe das luzes das cidades, as estrelas se tornam mais visíveis e parecem brilhar com maior intensidade. É o contraste que faz a diferença: quanto mais escuro o céu, mais as estrelas se destacam. Isso também ocorre com o nosso testemunho: quanto maior a escuridão moral ao nosso redor, mais evidente é o contraste entre a vida dos verdadeiros seguidores de Deus e a daqueles que vivem segundo os padrões deste mundo. Por isso, é essencial não permitir que as luzes artificiais das ideias, pressões e práticas mundanas apaguem  ou ofusquem nosso testemunho.

3. Como Paulo descreveu o que nós, como filhos de Deus, devemos ser e fazer? Fp 2:15, 16

“Irrepreensíveis” (Fp 2:15) significa sem culpa ou falta. Esse termo é usado para descrever o caráter de Jó (Jó 1:1, 8; 2:3; 11:4; 33:9). A palavra grega traduzida como “puros” significa literalmente “não misturado, não contaminado”. Jesus, prevendo os ataques cruéis que Seus seguidores enfrentariam, nos exortou a ser “inocentes como as pombas” (Mt 10:16, NVI). De forma semelhante, Paulo nos aconselha a ser “puros em relação ao que é mau” (Rm 16:19, NVI). Os modernos meios de comunicação frequentemente não oferecem conteúdos puros, edificantes e inspiradores. Em tempos como estes, a prática de Davi continua sendo um excelente guia: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101:3, ARC).

Não devemos temer ser diferentes – nossa fé deve nos distinguir cada vez mais. Nosso objetivo é brilhar “como estrelas no mundo” (Fp 2:15, NVI). A única maneira de alcançar isso é rejeitando a conformidade com este mundo (Rm 12:2) e nos apegando “firmemente à palavra da vida” (Fp 2:16, NVI). Nossas escolhas determinarão se vivemos com o “Dia de Cristo” em mente ou se corremos “em vão” (Fp 2:16; veja também 1Co 9:24-27).

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Há áreas de sua vida que os padrões mundanos têm influenciado? Como você pode ser transformado e purificado?
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Terça-feira, 27 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 19
Sacrifício vivo

4. O que Paulo ensinou sobre o sacrifício do cristão? Fp 2:17; 2Tm 4:6; Rm 12:1, 2; 1Co 11:1

Paulo já havia expressado uma visão surpreendentemente conflituosa sobre viver ou morrer em serviço a Cristo (Fp 1:20-23). Agora, ele menciona a possibilidade real de ser “oferecido como libação” (Fp 2:17). Essa imagem vem da prática antiga de libações, que consistia em derramar líquidos valiosos, como óleo, vinho ou água, como oferta a Deus (veja Gn 35:14; Êx 29:40; 2Sm 23:15-17). O aparente “desperdício” de um líquido precioso em um ato de devoção nos faz lembrar a atitude de Maria ao ungir a cabeça e os pés de Jesus com “perfume muito valioso, de nardo puro” (Mc 14:3-9; veja Jo 12:3). Embora não fosse uma libação no sentido literal, o gesto simbolizava um sacrifício significativo, que ilustrava de maneira apropriada o infinito sacrifício de Cristo por nossa salvação.

Se Paulo fosse executado por causa de seu trabalho em favor do evangelho, ele se alegraria, pois sua vida estaria sendo “derramada” como uma oferta a Deus. Como as libações no AT geralmente não eram isoladas, mas acompanhavam um sacrifício (veja Nm 15:1-10; 28:1-15), Paulo via o ato de entregar sua vida como um complemento adequado ao “sacrifício e serviço” dos crentes em Filipos, que, por meio da fé, haviam decidido dedicar sua vida a Deus como um “sacrifício vivo” (Rm 12:1).

Os primeiros cristãos, incluindo os de Filipos (Fp 1:27-29), eram ativos em compartilhar sua fé. Eles espalhavam o evangelho de casa em casa (At 5:42), abriam seus lares para o estudo das Escrituras (At 12:12; 1Co 16:19; Cl 4:15; Fm 1, 2) e sabiam defender sua fé com base nas Escrituras (At 17:11; 18:26; 1Pe 3:15). Os pioneiros adventistas seguiram o mesmo exemplo. Em vez de depender apenas dos pastores para compartilhar a mensagem com seus vizinhos, eles estudavam a Bíblia com outras pessoas e as preparavam para o batismo, de modo que estivessem prontas quando o pastor retornasse.

Em resumo, com grandes sacrifícios pessoais, oferecendo-se como verdadeiros “sacrifícios vivos”, eles trabalhavam para espalhar o evangelho. Será que deveríamos fazer menos do que isso?

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Reflita sobre o significado de ser um “sacrifício vivo”. Quanto você tem sacrificado pelo reino de Deus? O que sua resposta revela sobre você?
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Quarta-feira, 28 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 20
Caráter provado

O papel de Timóteo como remetente associado da epístola foi destacado em Filipenses 1:1. Paulo enfatizou o valor de Timóteo como um de seus colaboradores. Ele o descreve como evangelista (2Tm 4:5), enviado por ele à Macedônia (1Ts 3:2; At 18:5; At 19:22) e, em diversas ocasiões, a Corinto (1Co 4:17; 16:10). Antes disso, Timóteo já havia trabalhado com Paulo e Silas em Tessalônica (1Ts 1:1; 2Ts 1:1) e, mais tarde, em Éfeso (1Tm 1:2, 3; At 19:22).

Paulo descreve Timóteo como alguém que tinha “esse mesmo sentimento” (Fp 2:20). A expressão grega (que significa, literalmente, “igual em alma”) indica que Timóteo compartilhava muitas semelhanças com Paulo, incluindo seu compromisso com Cristo, sua dedicação incansável em disseminar o evangelho e seu cuidado especial pelos filipenses.

5. Leia Filipenses 2:19-23. Por que Paulo falou de maneira tão positiva e com tanta ênfase sobre Timóteo nesse texto? O que mais o apóstolo disse sobre ele? 1Co 4:17; 2Tm 1:5

Outra qualidade de Timóteo destacada por Paulo é seu “caráter provado” (Fp 2:22). O termo grego usado descreve alguém que teve o “caráter aprovado” por meio de tribulações (Rm 5:4, NVI) e cujo caráter e serviço se mostraram autênticos (2Co 2:9; 9:13). Paulo tinha certeza disso a respeito de Timóteo, pois havia testemunhado essa qualidade em muitas ocasiões enquanto trabalhavam juntos na disseminação do evangelho. 

Os desafios da vida testam nossa essência e revelam quem somos. Ellen G. White escreveu: “A vida é disciplinante. [...] Haverá provocações para provar o temperamento; e é enfrentando essas provas no devido espírito que se desenvolvem as virtudes cristãs. Se suportamos as injúrias com espírito de mansidão, se reagimos a insultos com respostas brandas e a atos opressivos com bondade, isso é prova de que o Espírito de Cristo habita em nosso coração”. Ela acrescenta que “todos os obstáculos que encontramos, as vicissitudes e contrariedades que somos chamados a suportar são lições práticas na aplicação dos princípios da vida cristã. Quando suportados, desenvolvem semelhança com Cristo no caráter e distinguem o cristão do mundano” (Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 293).

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Você tem suportado com paciência as provocações, as dificuldades e os contratempos da vida? Por meio dessas experiências você tem se tornado mais disciplinado?
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Quinta-feira, 29 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 21
Epafrodito, exemplo dos que merecem honra

6. Leia Filipenses 2:25-30. Como Paulo descreve Epafrodito? Quais atitudes e ações específicas desse colaborador cristão revelam seu caráter?

Epafrodito é mencionado apenas na Carta aos Filipenses, mas as poucas referências a ele revelam muito sobre sua pessoa. Seu nome, associado à deusa Afrodite, sugere que ele veio de um contexto pagão. Paulo o descreveu como “cooperador” (Fp 2:25), indicando sua participação ativa no ministério, possivelmente trabalhando ao lado de Paulo em Filipos. A expressão “companheiro de lutas” (Fp 2:25) sugere que Epafrodito enfrentou conflitos ao pregar o evangelho, chegando a arriscar sua vida (Fp 2:30).

Designado como “mensageiro” (em grego, apostolos) pela igreja de Filipos, Epafrodito foi enviado para atender às necessidades de Paulo na prisão e cuidar de outras demandas (Fp 2:25). Ele também foi o responsável por entregar as ofertas financeiras dos filipenses a Paulo (Fp 4:18). Essas doações eram essenciais, já que os prisioneiros romanos dependiam de ajuda externa para obter itens como comida, roupas e camas (At 24:23). No final de sua segunda prisão em Roma, Paulo pediu a Timóteo: “Faça o possível para vir antes do inverno”; “Traga a capa que deixei em Trôade” (2Tm 4:21, 13), indicando que precisava do casaco para suportar o frio em sua cela de pedra.

Epafrodito também foi encarregado de levar a epístola a Filipos (ver Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 304). Talvez devido aos problemas enfrentados em Filipos (ver Lição 4), Paulo considerou “necessário” enviá-lo de volta antes do esperado, pedindo que os filipenses o recebessem “no Senhor, com toda a alegria” (Fp 2:25, 29). Paulo desejava tranquilizá-los sobre sua situação na prisão e enfatizou que Epafrodito era alguém digno de “honra”, não por sua posição social ou riqueza, mas por seu espírito sacrificial ao seguir o exemplo de Cristo (Fp 2:6-11, 29, 30; ver também Lc 22:25-27).

O termo grego traduzido como “honrar” (Fp 2:29) aparece poucas vezes no NT, como na referência ao servo que o centurião “muito estimava” (Lc 7:2), ao convidado “importante” de um banquete (Lc 14:8) e a Jesus como a “preciosa” pedra angular (1Pe 2:4, 6). Para Epafrodito ser incluído nesse grupo, ele deve ter sido, de fato, um exemplo notável de fidelidade.

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Sexta-feira, 30 de janeiro
Ano Bíblico: RPSP: 2SM 22
Estudo adicional

“Mais perto de Cristo estará aquele que, na Terra, mais profundamente viveu Seu abnegado amor – [...] (1Co 13:4, 5) –, amor que leva o discípulo, como ocorreu com o Senhor, a dar tudo, a viver, trabalhar e sacrificar-se, até a própria morte, pela salvação da humanidade. Essa disposição foi manifestada na vida de Paulo. Ele declarou: ‘Para mim, o viver é Cristo’, pois sua vida revelava Cristo aos seres humanos; ‘e o morrer é lucro’ – lucro para Cristo; a própria morte mostraria o poder de Sua graça e atrairia as pessoas para Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 436).

“Não está longe o tempo em que a prova envolverá a todos. A marca da besta nos será imposta. Os que, passo a passo, cederam às exigências do mundo e se sujeitaram a costumes mundanos não acharão difícil submeter-se aos poderes dominantes, de preferência a expor-se a escárnio, insultos e ameaças de prisão e morte. [...]

“Quando multidões de falsos irmãos forem distinguidas dos verdadeiros, então os anônimos se revelarão e com hosanas se alinharão sob a bandeira de Cristo. Aqueles que têm sido tímidos e receosos se declararão abertamente por Cristo e Sua verdade. Os mais fracos e hesitantes na igreja serão como Davi, dispostos a fazer e ousar. Quanto mais profunda a noite para o povo de Deus, mais brilhantes as estrelas. Satanás atormentará intensamente os fiéis, mas em nome de Jesus eles se tornarão mais que vencedores” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja [CPB, 2021], v. 5, p. 69, 70).

Perguntas para consideração

1. Pense naqueles que “cederam às exigências do mundo e se sujeitaram a costumes mundanos”. Quais atitudes ou comportamentos isso inclui? Essa advertência pode se aplicar tanto a indivíduos quanto à igreja como um todo?

2. Leia 1 Samuel 2:30. De que maneira podemos honrar a Deus? Isso é o mesmo que dar “glória a Ele” (Ap 14:7)?

3. Como entender o conceito de desenvolver a própria salvação sem cair no legalismo?

Respostas às perguntas da semana: 1. “Desenvolver a salvação” é viver de modo coerente com a fé, deixando que Deus transforme a vida. Fé e obras caminham juntas: somos salvos pela graça, mas demonstramos essa fé por meio da obediência. 2. Ensina que todos pecaram, mas Deus oferece salvação gratuita por meio de Cristo. Ela vem pela graça, é recebida pela fé e resulta em uma vida dedicada à obediência. 3. Devemos ser luz no mundo, viver com pureza e firmeza na fé, e manter a Palavra de Deus como guia em meio à escuridão. 4. Paulo se via como uma oferta a Deus. Ele nos chama a consagrar a vida, seguir seu exemplo e viver com entrega total à vontade do Senhor. 5. Paulo destacou a dedicação e fidelidade de Timóteo, que servia com sinceridade e o representava com lealdade. Ele também reconheceu sua fé sincera, cultivada desde a infância. 6. Epafrodito foi chamado de irmão, cooperador e companheiro de lutas. Arriscou a vida para servir, demonstrando coragem, amor e compromisso com a missão.

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Resumo da Lição 5
Brilhando como estrelas na noite | 1º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Fp 2:14, 15
FOCO DO ESTUDO: Fp 2:12-30; Tg 2

ESBOÇO

Introdução: Os cristãos são chamados a ser luz em um mundo em trevas. Jesus disse: “Vocês são a luz do mundo” (Mt 5:14). De modo semelhante, Paulo também revelou seu desejo de que os cristãos brilhassem como portadores de luz em um mundo mergulhado na escuridão. Suas palavras aos filipenses, “vocês brilham como luzeiros no mundo” (Fp 2:15), são muito semelhantes à mensagem enviada aos efésios: “No passado vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz” (Ef 5:8).

A metáfora da luz é um símbolo missionário poderoso, usado no AT e no NT. Em Isaías, Deus declarou ao Seu Servo, o Messias: “Farei também com que Você seja uma luz para os gentios para que Você seja a Minha salvação até os confins da Terra” (Is 49:6; ver também Is 42:6). Essa passagem foi aplicada a Jesus no NT (ver, por exemplo, Lc 2:32; Jo 8:12; 9:5; At 26:23), mas também foi aplicada à igreja (At 13:47), porque ela continuaria a missão de Jesus de ser luz para o mundo.

A lição desta semana enfatiza três temas principais:

1. Consideraremos a relação entre fé e obras (Fp 2:12, 13).

2. Como cristãos, somos chamados a ser luz para o mundo, seguindo os passos de Jesus e compartilhando nossa vida com os outros.

3. As provações e dificuldades que enfrentamos em nossa caminhada cristã nos fortalecem para desafios maiores na obra de Deus. Elas são instrumentos usados por Deus para desenvolver qualidades essenciais e indispensáveis para um ministério frutífero.

COMENTÁRIO

Ilustração

Dwight L. Moody contou a história de dois homens “que eram responsáveis por uma luz giratória em um farol localizado em uma costa rochosa e assolada por tempestades. De alguma forma, o maquinário apresentou defeito, e a luz deixou de girar. Com medo de que aqueles que estivessem no mar a confundissem com outra luz, eles trabalharam durante toda a noite para manter a luz girando”. Moody concluiu: “Mantenhamos nossas luzes no lugar certo, para que o mundo veja que a religião de Cristo não é uma farsa, mas uma realidade” (Moody, Anecdotes, Incidents, and Illustrations [Chicago: Moody Publishers, 1990], p. 36). Jesus usou a metáfora da luz para ilustrar que a fé se torna “visível” por meio das boas obras (Mt 5:16).

Fé e obras

C. S. Lewis fez a seguinte e instigante declaração sobre a relação entre fé e obras: “Os cristãos sempre se envolveram em discussões para tentar definir se o que os leva para o lar eterno são as boas ações ou a fé em Cristo. [...] A Bíblia parece realmente selar a questão quando reúne as duas coisas em uma só sentença surpreendente. A primeira parte diz: ‘ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor’ – que nos dá a impressão de que tudo depende de nós e de nossas boas ações. Mas a segunda parte completa: ‘Pois é Deus que efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar’, que dá a ideia de que Deus faz tudo e nós, nada. Temo que esse seja o tipo de coisa que temos de confrontar no cristianismo e fico intrigado com isso, mas não surpreso” (C. S. Lewis, Cristianismo Puro e Simples [Nova York: HarperCollins, 2001], p. 133, 134).

Na verdade, Paulo esclareceu a relação entre fé e obras em Filipenses 2:12, 13. Embora devamos desenvolver nossa salvação, as obras não exercem papel salvífico. Como Tiago ensina, as obras são a evidência de uma fé genuína e salvífica (Tg 2:18; comparar com Tg 2:14). Uma fé sem obras não é fé de forma nenhuma. Nas palavras de Tiago, esse tipo de fé é morta (Tg 2:17, 26) e inútil (Tg 2:20).

Ao dizer “desenvolvam a sua salvação com temor e tremor”, Paulo provavelmente se referiu à responsabilidade que recai sobre cada cristão em relação à salvação que já havia sido abraçada por meio da fé, e que deveria ser desenvolvida “com temor e tremor” (Fp 2:12). No texto original grego, a frase “com temor e tremor” aparece no início da sentença para dar ênfase: “Com temor e tremor, desenvolvam a sua salvação”.

Os estudiosos debatiam o significado da expressão “com temor e tremor”, oferecendo várias interpretações e afirmando que ela envolvia: (1) preocupação com o possível risco de fracasso; (2) uma atitude de submissão; (3) devoção humilde a Deus; ou (4) uma combinação de todos esses elementos. Paulo também aplica essa linguagem em outras partes de seus escritos.

Em 1 Coríntios 2:3, “temor” e “tremor” parecem refletir a ansiedade de Paulo quanto à possibilidade de fracassar em sua missão em Corinto. Em 2 Coríntios 7:15, essas palavras indicam a confiança que Paulo tinha de que os coríntios cumpririam o que se esperava deles (ver v. 16). Em Efésios 6:5, essas expressões enfatizam a importância de se ter um senso de dever. Uma análise dessas passagens sugere que, em linhas gerais, a expressão “com temor e tremor” em Filipenses 2:12 aponta para o elevado senso de responsabilidade que os crentes deveriam desenvolver em relação à sua salvação. Suas obras eram uma indicação de que estavam tratando esse assunto com seriedade.

Luzes para o mundo

A imagem da luz é constantemente aplicada na Bíblia como uma metáfora para a missão. No AT, o próprio Deus é descrito como a fonte suprema da qual a luz emana. O salmista escreveu: “O Senhor é a minha luz” (Sl 27:1; ver também Sl 4:6; 89:15; 118:27; Is 2:5). De modo semelhante, falando em nome do seu povo, o profeta Miqueias declarou: “O Senhor será a minha luz [...]; Ele me levará à luz” (Mq 7:8, 9; ver também Is 60:1, 2, 19, 20).

Em Isaías 42:6 e Isaías 49:6, o Servo do Senhor é referido como “luz para os gentios”. Em Isaías 49:6, o leitor recebe uma explicação adicional: “Para que você seja a Minha salvação até os confins da Terra”. Os autores do NT compreenderam essa metáfora e a aplicaram de forma consistente (Lc 2:32; Jo 8:12; 9:5; At 13:47; 26:23). 

É interessante notar que a metáfora mais significativa para a igreja nos primeiros capítulos do Apocalipse é a dos candelabros. Nesse sentido, vários estudiosos concordam que o abandono do primeiro amor por parte de alguns na igreja de Éfeso estava relacionado ao enfraquecimento de seu zelo missionário (Ap 2:4). Assim, Jesus advertiu que, a menos que se arrependessem, Ele removeria o seu “candelabro do lugar dele” (Ap 2:5).

Conforme mencionado anteriormente, a expressão “confins da Terra” aparece em Isaías 49:6 em conexão com a metáfora da luz. Essa mesma expressão ocorre duas vezes no livro de Atos para ilustrar a abrangência da tarefa missionária da igreja (At 1:8; 13:47). Embora a metáfora da luz não ocorra diretamente em Atos 1:8, ela pode estar implícita, com base em Atos 13:47. Esses dados ajudam a compreender melhor a exortação de Paulo aos filipenses para que brilhassem “como luzeiros no mundo” (Fp 2:15). É importante observar que Paulo sugere que os crentes de fato eram luzes no mundo (Fp 2:15) quando demonstravam unidade entre si (Fp 2:14). Afinal, “o chamado para ser luz é também um chamado para a comunhão da luz. Paulo via os cristãos como estando unidos em uma comunidade na qual podiam encorajar e fortalecer uns aos outros como filhos da luz” (Ef 5:8, 15-20; John M. Terry, Ebbie C. Smith e Justice Anderson, eds., Missiology: na Introduction to the Foundations, History, and Strategies of World Missions [Nashville, TN: Broadman & Holman Publishers, 1998)], p. 26).

Qualidades para um ministério bem-sucedido

A partir da descrição de Timóteo e Epafrodito em Filipenses 2:19 a 30, é possível inferir várias qualidades essenciais para um ministério bem-sucedido. Paulo retrata Timóteo como alguém que (1) tinha o “mesmo sentimento” (Fp 2:20); (2) importava-se sinceramente com os outros (Fp 2:20); (3) buscava “os interesses de Cristo Jesus” (Fp 2:21); (4) possuía um caráter provado (Fp 2:22); e (5) demonstrava uma atitude de serviço (Fp 2:22). A palavra grega traduzida como “mesmo sentimento” é isopsychon, que ocorre apenas no NT. Ela também aparece uma vez na Septuaginta (a versão grega do AT), no Salmo 55:13, onde é traduzida como “meu igual”.

Quanto a Epafrodito, Paulo primeiro o apresentou em relação a si mesmo: ele era um irmão, cooperador e companheiro de lutas. Era também um mensageiro (do grego apóstolos) enviado por Paulo aos filipenses e alguém que lhe ministrava nas necessidades (Fp 2:25). Isso indica que Epafrodito era um companheiro muito fiel e leal. Em seguida, Paulo o retratou em relação aos filipenses. Nesse sentido, Paulo afirmou: “Ele tinha muita saudade de todos vocês” (Fp 2:26). Em outras palavras, Paulo quis dizer: “Ele sente falta de vocês”. Isso sugere que, como líder cristão, Epafrodito amava profundamente as pessoas a quem servia e cuidava delas. Epafrodito foi um líder cristão tão comprometido que, “por causa da obra de Cristo, ele quase morreu, arriscando a própria vida” (Fp 2:30). Esses homens deram tudo pela obra de Cristo. Deus também espera que entreguemos o nosso melhor!

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Reflita sobre os temas a seguir. Depois, peça aos alunos que respondam às perguntas ao fim desta seção.

Somos completamente dependentes de Deus para a salvação, que recebemos por meio da fé. Paulo não poderia ter sido mais claro ao dizer: “Pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus” (Ef 2:8). É por meio da fé que caminhamos desta vida para a que está por vir. A carta aos Hebreus deixou esse ponto muito claro ao repetir constantemente a expressão “pela fé” (ver Hb 11). Pela fé, Abraão “peregrinou na terra da promessa como em terra alheia” porque “aguardava a cidade que tem fundamentos” (Hb 11:9, 10). 

A experiência da salvação inevitavelmente nos conduz às boas obras. Como as boas obras são destinadas a beneficiar o próximo (Gl 6:9, 10), elas não são naturais para os pecadores (Jr 13:23). Por isso, é Deus quem nos capacita a realizá-las (Fp 2:13).

Jesus disse aos discípulos: “Assim brilhe também a luz de vocês diante dos outros, para que vejam as boas obras que vocês fazem” (Mt 5:16). Essa ordem enfatiza a estreita relação entre deixar a luz brilhar e praticar boas obras. Ao realizarem boas obras, os crentes fazem brilhar sua luz neste mundo de trevas. A escuridão é símbolo do pecado (ver, por exemplo, Jo 3:19, 20; Lc 22:53) e de seus efeitos (ver, por exemplo, Sl 82:5; Ef 4:18). Os cristãos são chamados a iluminar o mundo com “a luz do evangelho da glória de Cristo”, a fim de brilhar sobre aqueles “cujo entendimento o deus deste século cegou” (2Co 4:4).

Perguntas:

1. Como as boas obras estão relacionadas com a experiência da salvação?

2. De que maneira você pode deixar sua luz brilhar neste mundo em trevas?

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Vanuatu | John

Meu nome é John e venho de uma pequena ilha chamada Maskelyne, na costa de Vanuatu. Vanuatu é um pequeno país insular no Oceano Pacífico Sul. Eu cresci cercado pelo mar cintilante e pelas florestas tropicais exuberantes. Eu ia para a escola como as outras crianças, mas não gostava.

Não era um bom aluno. Na verdade, eu tinha as piores notas da minha classe. Meu pai sabia que eu não gostava da escola, mas ele ainda assim tinha um sonho simples para mim. Ele dizia: "Apenas termine o sexto a no. Aprenda a ler e escrever seu nome. Isso é o suficiente".

Nunca esquecerei um dia no sexto ano. Estávamos fazendo uma prova. Minha professora olhou a minha folha e suspirou: "John, você nunca vai mudar", disse ela. "Você está desperdiçando o dinheiro dos seus pais. Você não tem propósito". Então, ela jogou meus livros pela janela e disse aos meus colegas para rirem de mim. Eu precisei correr lá fora para pegar meus livros enquanto todos assistiam.

Aquele momento quebrou algo em mim. Eu me senti inútil. Mas, no fundo, algo me dizia para não desistir.

Mais tarde naquele ano, um colega de classe brincou: "John, quando você for reprovado nos exames e ficar na ilha, vou contratá-lo para pescar para mim". Eu sorri, mas sa bia que não queria aquele tipo de vida. Eu queria algo mais.

Um dia, meu irmão mais velho, que se tornou adventista do sétimo dia, me deu um versículo da Bíblia para aprender: "Lembra-te do dia de sábado, para o santifi­car" (Êx20:8). Esse versículo mudou algo em mim.

Quando eu tinha 73 anos, um pastor adventista visitante realizou reuniões em nossa ilha. Eu participei e suas palavras tocaram profundamente o meu coração. Decidi ser batizado. Antes do batismo, o pastor orou: "Senhor, por favor, use este jovem em Seu serviço".

Depois que meu pai faleceu, a vida ficou mais difícil. Mas minha família da igreja me ajudou. E eu comecei a ajudá-los fazendo pequenas coisas, como capinar o jardim da igreja e tocar o sino da igreja. Mais tarde, tornei-me diácono e depois ancião da igreja.

Em 2001, mudei-me para outra parte de Vanuatu. Entrei para a Igreja Adventista e passei a fazer parte de um grupo musical. Eu compartilhava minha fé através da música. Cantar era a minha forma de pregar. Eu não era um orador, mas quando eu cantava, me sentia vivo.

Um dia, voltei para minha ilha. Um pastor de lá me convidou para participar de uma série de reuniões. Eu cantava hinos todas as noites. Certa tarde, ele me pediu para visitar o túmulo de Norman Wiles, o missionário que trouxe, pela primeira vez a mensagem adventista para nossas terras. 

Em pé, ao lado do túmulo, orei: "Deus, eu também quero ser um missionário". Eu não sabia realmente o que era um missionário, mas eu queria ajudar as pessoas a conhecerem Jesus.

Mais tarde, tive um sonho. Descobri que Deus queria que eu fosse para Torres, um grupo de ilhas onde não havia adventistas. Eu não tinha dinheiro e não conhecia ninguém lá, mas orei: "Deus, se o Senhor quer que eu vá, por favor, abra um cami­nho".

Deus respondeu! Eu passei sete anos em Torres, fazendo novas amizades e fundando novas igrejas.

Anos depois, em um concerto em Malekula, vi minha antiga professora -aquela que havia jogado meus livros pela janela. Ela veio até mim com lágrimas nos olhos, me entregou uma melancia e disse: "Sinto muito pelas palavras que falei a você". Ela também se tornou uma adventista do sétimo dia!

Hoje, ainda sou ancião da igreja. Continuo compartilhando o amor de Deus e fundando novas igrejas. Posso ter fracassado na escola, mas Deus tinha um plano para mim.

Deus nos diz na Bíblia: "Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês', diz o Senhor, 'planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro" (Jeremias 29:ll, NVI).

Essa promessa é para mim. E é para você também!

Sua oferta deste trimestre ajudará a apoiar projetos de saúde infantil nas Ilhas Salomão e Vanuatu. Obrigado por sua generosa doação!

Conforme contado a Maika Tuima, escrito por 3ohn Joseph.

Dicas para a história

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