Lição 2
02 a 08 de outubro
A lição da história de Moisés
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Zc 12-14
Verso para memorizar: “Todos eles comeram do mesmo alimento espiritual e beberam da mesma bebida espiritual. Porque bebiam de uma pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (1Co 10:3, 4).
Leituras da semana: Dt 1–3; Êx 32:29-32; Nm 14; Ef 3:10; Gn 15:1-16; Jo 14:9

“São estas as palavras que Moisés falou” (Dt 1:1). Assim começa o livro de Deuteronômio. Embora a presença de Moisés domine o livro, desde essas palavras até sua morte na terra de Moabe (Dt 34:5), Deuteronômio (como toda a Bíblia) é sobre o Senhor Jesus. Ele é Aquele que nos criou (Gn 1; 2; Jo 1:1-3), nos sustenta (Cl 1:15-17, Hb 1:3) e nos redime (Is 41:14, Tt 2:14). Em um sentido mais amplo, esse livro revela como o Senhor continuou a criar, sustentar e redimir Seu povo nesse momento crucial da história da salvação.

Quando os filhos de Israel estavam prestes a entrar em Canaã, Moisés lhes deu uma lição de história, tema que se repete em toda a Bíblia: lembre- se do que o Senhor fez por você no passado.

Deveríamos atentar para esse conselho, considerando que estamos nas fronteiras de uma terra prometida melhor: “Ao recapitular nossa história, revendo cada passo de nosso progresso até o momento atual [...] encho- me de admiração por Cristo e de confiança Nele como Líder. Nada temos a temer em relação ao futuro, a menos que nos esqueçamos da maneira pela qual o Senhor tem nos conduzido e de Seus ensinos em nosso passado” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 72).

Download iOS Download Android


Domingo, 03 de outubro
Ano Bíblico: Malaquias
O ministério de Moisés

A presença de Moisés é sentida em toda a Bíblia. Embora não seja mencionado até Êxodo 2:2, ele escreveu o livro de Gênesis, a história oficial sobre quem somos, como chegamos aqui, por que as coisas estão tão ruins e, ainda, por que podemos ter esperança. A criação, a queda, a promessa de redenção, o dilúvio, Abraão, o evangelho – todos têm suas raízes em Gênesis, e seu autor foi o profeta Moisés. É difícil avaliar adequadamente a influência que esse homem, mesmo longe de ser perfeito, foi capaz de exercer em nome de Deus, por amar o Senhor e querer servi-Lo.

1. Leia Êxodo 32:29-32. O que aprendemos sobre o caráter de Moisés? Apesar das falhas dele, por que o Senhor pôde usá-lo poderosamente?

Embora Moisés não tivesse nada a ver com o pecado no episódio descrito no texto, ele buscou interceder pelo povo pecador e estava disposto a perder até sua própria salvação por ele. Em Êxodo 32:32, quando Moisés pediu a Deus que lhes perdoasse os pecados, o verbo utilizado significa “suportar”. O profeta, compreendendo a gravidade do pecado e o que era necessário para expiá-lo, pediu a Deus que “carregasse” seu pecado. Essa é a única maneira pela qual um pecado pode ser perdoado.

Portanto, no início da Bíblia temos uma demonstração poderosa de substituição, na qual o próprio Deus, na pessoa de Jesus, suporta em Si mesmo o peso e a penalidade do nosso pecado – o caminho predeterminado por Deus para a salvação da humanidade enquanto esta permanece fiel aos princípios de Seu governo e de Sua lei.

Séculos mais tarde, Pedro escreveria sobre Jesus: “carregando Ele mesmo, em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. Pelas feridas Dele vocês foram sarados” (1Pe 2:24).

Ao mesmo tempo, na reação de Moisés diante do pecado do povo o vemos no papel de intercessor em favor de um povo caído e pecador, sendo precursor de Jesus, nosso Intercessor (ver Hb 7:25).

Moisés estava disposto a perder a própria vida pelo povo? O que podemos aprender com essa atitude a respeito de verdadeiramente amar as pessoas?
Download iOS Download Android


Segunda-feira, 04 de outubro
Ano Bíblico: vista geral do Antigo Testamento
Profecia cumprida

Apesar de alguns erros que a ciência moderna tenta promulgar como verdade (como o equívoco de que o universo surgiu de “absolutamente nada”, ou de que a vida na Terra surgiu do acaso), a ciência abriu caminhos para a compreensão do surpreendente poder criativo de Deus. A harmonia, o equilíbrio, a precisão de muitos aspectos do mundo natural, mesmo em seu estado decaído, continuam a surpreender.

Se Deus é tão preciso com as coisas físicas, certamente é perfeito com as espirituais. No início de Deuteronômio, podemos aprender mais da incrível precisão divina.

2. Qual é o significado profético do fato de Deuteronômio 1:3 falar sobre o “quadragésimo ano”? Dt 1:1-6

O que aconteceu depois que Moisés enviou espias de Cades-Barneia para verificar a terra, e o povo rejeitou o chamado para tomá-la? Foi-lhes dito que não entrariam na terra prometida como esperavam. Quanto tempo passaria até que pudessem entrar? “Segundo o número dos dias em que vocês espiaram a terra, quarenta dias, cada dia representando um ano, vocês levarão sobre si as suas iniquidades durante quarenta anos e terão experiência do Meu desagrado” (Nm 14:34).

Em resultado disso, Deuteronômio começa no quadragésimo ano. Ou seja, a palavra profética de Deus é tão confiável quanto o próprio Senhor, e nos versos iniciais desse livro vemos evidência disso. Deus sempre cumpre Sua palavra.

Esse não é o único período de tempo profético que se cumpriu conforme Deus disse. Encontramos em Daniel 9:24-27, por exemplo, o período de tempo para o ministério de Jesus. Vemos que “um tempo, tempos e metade de um tempo” (Dn 7:25; Ap 12:6, 14; 13:5) foi cumprido na história, bem como os 2.300 dias (Dn 8:14).

Além dos períodos precisos de tempo, as profecias de Daniel 2, 7, 8, que de forma tão certeira previram a história mundial, nos dão evidências esmagadoras da presciência, do controle e da confiabilidade divinos.

Podemos ver que o Senhor cumpriu fielmente as profecias passadas, assim como predisse. Por que isso nos dá a certeza de que podemos confiar Nele e no que Ele disse que ainda irá acontecer?
Download iOS Download Android


Terça-feira, 05 de outubro
Ano Bíblico: Mt 1-4
Mil vezes mais numerosos

Após a longa jornada no deserto, o profeta Moisés (e podemos considerar que ele foi mais que um profeta) disse em nome do Senhor: “Eis aqui a terra que eu pus diante de vocês; entrem e tomem posse da terra que o Senhor, com juramento, deu a seus pais, a Abraão, Isaque e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles” (Dt 1:8). Observe, entretanto, o que vem a seguir.

3. Leia Deuteronômio 1:9-11. Qual é o significado dessas palavras, à luz do fato de que os israelitas foram punidos pela rebelião em Cades-Barneia?

Em meio às peregrinações no deserto, eles foram abençoados pela graça: “Durante quarenta anos Tu os sustentaste no deserto, e nada lhes faltou; as roupas que eles usavam não envelheceram, e os seus pés não ficaram inchados” (Ne 9:21). E Moisés pediu a Deus que lhes multiplicasse mil vezes mais do que o Senhor já havia feito! 4. Leia Deuteronômio 1:12-17. Em resultado da bênção divina sobre eles, o que aconteceu e o que Moisés fez para lidar com a situação?

Mesmo quando o Senhor estava presente entre eles, havia a necessidade de organização, de um sistema de prestação de contas. Israel era um qahal, uma congregação organizada (Dt 31:30), precursora da ekklesia do NT, palavra grega para “igreja” (Mt 16:18). Apesar de trabalhar em um contexto diferente, Paulo nunca esteve longe de suas raízes judaicas. Em 1 Coríntios 12, ele delineou a necessidade de pessoas qualificadas para assumir papéis para o bom funcionamento do corpo, assim como vemos em Deuteronômio o qahal no deserto. A igreja no presente, assim como o qahal daquela época, precisa ser um corpo unificado com pessoas desempenhando vários papéis segundo seus dons.

Apesar dos protestos de algumas pessoas contra a religião “organizada” (prefeririam a religião “desorganizada”?), a Bíblia, em especial o NT, não reconhece outro tipo de igreja além da organizada.



Quarta-feira, 06 de outubro
Ano Bíblico: Mt 5-7
Cades-Barneia

Uma sombra paira sobre as primeiras partes de Deuteronômio: o relato de Cades-Barneia. Essa história infeliz definiu o primeiro cenário relatado no livro, e vale a pena recapitulá-la.

5. Leia Números 14. Como o povo reagiu ao relato dos espias e quais foram os resultados dessa reação? (Leia também Dt 1:20-46.)

Podemos tirar muitas lições importantes dessa história. Outra boa lição de Deuteronômio também pode ser encontrada em Números 14.

6. Leia Números 14:11-20. Embora Moisés intercedesse mais uma vez, qual foi seu argumento para que o Senhor não destruísse o povo?

Pense no que Moisés disse a Deus: se fizer isso, como aparecerá aos olhos dos egípcios e das outras nações? Esse ponto é importante, pois tudo o que Deus queria fazer com Israel não era apenas para o bem desse povo, mas da humanidade. A nação de Israel deveria ser uma luz para o mundo, testemunha sobre o amor, o poder e a salvação encontrados em Deus, não nos ídolos sem valor.

Porém, como Moisés disse, se o Senhor acabasse com esse povo, o que aconteceria? As nações diriam: “Visto que o Senhor não conseguiu fazer este povo entrar na terra que lhe prometeu com juramento, matou-os no deserto” (Nm 14:16).

O relato contém um tema encontrado na Bíblia: Deus deve ser glorificado em Seu povo. A glória, a bondade, o amor e o poder divinos devem ser revelados em Sua igreja, pelo que Ele faz por meio de Seu povo. Nem sempre as pessoas tornam isso fácil, mas no final das contas Deus quer ser glorificado por meio de suas ações.

Leia Efésios 3:10. Como a “multiforme sabedoria” de Deus se manifesta no cosmos? Como indivíduos, que papel temos para que isso aconteça?
Download iOS Download Android


Quinta-feira, 07 de outubro
Ano Bíblico: Mt 8-10
A iniquidade do amorreu

Em Deuteronômio 2 e 3, Moisés continuou a recontar a história israelita e como, com a bênção divina, eles derrotaram seus inimigos. Quando foram fiéis, Deus lhes deu a vitória, mesmo sobre gigantes (Dt 2:11, 20; 3:13).

Isso traz à tona o incômodo assunto da destruição dessas pessoas. Embora os filhos de Israel muitas vezes falassem primeiro de paz a uma nação (Dt 20:10, 11), se aquele povo não aceitasse a oferta, algumas vezes os israelitas o destruía, incluindo mulheres e crianças. “E o Senhor, nosso Deus, o entregou em nossas mãos e nós o derrotamos, a ele, aos filhos dele e a todo o seu povo. Naquele tempo, tomamos todas as suas cidades e a cada uma destruímos com os seus homens, mulheres e crianças; não deixamos nenhum sobrevivente” (Dt 2:33, 34).

Alguns tentam contornar isso dizendo que essas histórias não são verdadeiras. No entanto, por crermos que “toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça” (2Tm 3:16), essa não é uma opção viável para adventistas do sétimo dia.

7. Leia Gênesis 15:1-16. O que Deus disse a Abraão em Gênesis 15:16, e como isso esclarece esse assunto difícil?

Não há dúvida de que muitas dessas nações pagãs eram extremamente brutais e cruéis e, com razão, poderiam ter sofrido a ira e o castigo de Deus muito antes. Mesmo que Deus esperasse pacientemente que mudassem seus caminhos, e eles não mudassem, isso ainda não altera a dura realidade sobre a morte de todos, incluindo crianças.

Por enquanto, dadas as informações limitadas sobre o contexto dos acontecimentos, aceitamos a realidade e confiamos na bondade divina, revelada de tantas outras maneiras. Fé não é apenas amar a Deus quando tudo está bem, mas é confiar Nele, apesar do que não entendemos totalmente.

 

Leia 1 Coríntios 10:1-4 e João 14:9. Como esses versos, e muitos outros semelhantes, nos ajudam a confiar no amor, na justiça e na bondade de Deus, mesmo diante de fatos aparentemente tão contraditórios?
Download iOS Download Android


Sexta-feira, 08 de outubro
Ano Bíblico: Mt 11-13
Estudo adicional

Um erudito busca responder às perguntas sobre o que ocorreu com essas nações:

“Como Criador [...], Deus pode fazer o que quiser com as pessoas e estar certo.

“Os caminhos de Deus são mistérios. Nunca O entenderemos completamente. Por isso, não devemos nos preocupar com isso. Isaías 55:8, 9 pode servir de consolo.

“De acordo com a descrição bíblica, os cananeus eram extremamente perversos, e sua aniquilação representou o juízo divino pelos seus pecados. Sua destruição não foi nem a primeira, nem a última que Deus consumou. As diferenças entre o destino dos cananeus e o destino da humanidade (exceto para a família de Noé), conforme descrito em Gênesis 6–9, envolvem proporção e mediação.

“Deus nunca pretendeu que os israelitas praticassem a política do herem (destruição total) como uma política geral para os de fora. Deuteronômio 7:1 identifica e, portanto, delimita os povos-alvo. Os israelitas não deviam seguir essas políticas contra os arameus, edomitas, egípcios nem qualquer outra nação (cf. Dt 20:10-18).

“Os cananeus sofreram o destino que todos os pecadores enfrentarão: o juízo.

“A eliminação dos cananeus foi um passo necessário na história da salvação.

“Embora os cananeus fossem alvos do juízo, tiveram pelo menos quarenta anos de advertência prévia (ver a confissão de Raabe em Josué 2:8-11)” (Daniel I. Block, The NIV Application Commentary: Deuteronomy [Zondervan, 2012], p. 98, 99).

Perguntas para consideração

1. No milênio, as perguntas serão respondidas. Isso nos ajuda a confiar em Deus?

2. O modo pelo qual Deus guiou você no passado o ajuda a confiar Nele quanto ao futuro?

3. Seria correto perder a vida para salvar o povo, sabendo do custo para resgatá-la?

Respostas e atividades da semana: 1. A atitude abnegada de Moisés revela amor e compaixão. Deus deseja líderes assim em Sua obra. 2. Foi o tempo determinado por Deus para que entrassem na terra prometida. 3. Deus não lhes reteve as bênçãos. 4. O povo era muito numeroso. Moisés indicou líderes e juízes. 5. Temeram, em vez de confiar em Deus. Por isso, vagaram durante 40 anos no deserto. 6. Que Deus devia ser glorificado em Seu povo. 7. Deus esperou por muito tempo o arrependimento dos amorreus, mas a medida da sua iniquidade se encheu, e eles foram punidos.



Resumo da Lição 2
A lição da história de Moisés

TEXTOS-CHAVES: 1Co 10:3, 4; Dt 1:30

FOCO DO ESTUDO: Dt 1–3; Êx 32:29-32; Nm 14; Ef 3:10; Gn 15:1-16; Jo 14:9

ESBOÇO

De acordo com a estrutura do livro (que segue a da aliança), o discurso de Moisés começa com um “prefácio” (Dt 1:1-5), que tem duas funções. Primeira: sinalizar a natureza do conteúdo do livro, conforme representado pela frase “são estas as palavras” (Dt 1:1). Estas “palavras” referem-se não apenas às palavras de Moisés como profeta e líder de Israel, mas também às “palavras” de Deus, Seus mandamentos (compare Nm 36:13), que Moisés explicou posteriormente (Dt 1:5), e à ação divina nos eventos da história da salvação. Segunda: indicar o lugar e o tempo do último testemunho de Moisés ao povo: “a leste do Jordão” (Dt 1:1), que é a Transjordânia, de frente para a terra prometida (Nm 36:13), “no quadragésimo ano” (Dt 1:3), isto é, o último ano da jornada de Israel no deserto.

Após o “prefácio”, vem um prólogo histórico que analisa os eventos históricos dos quais Moisés tirou lições para o povo.

Temas da lição

• Lembre-se e espere.

• Deus luta por você.

• Deus cumpre Suas palavras.

• Graça e justiça.

COMENTÁRIO

A revisão histórica de Moisés abrange os três eventos principais da jornada dos israelitas: a aliança de Deus com Seu povo em Horebe (Dt 1:6-18), a rebelião do povo em Cades-Barneia (Dt 1:19-46) e finalmente a conquista de Gileade (Dt 2:1–3:29).

Deus fez uma aliança em Horebe (Dt 1:6-18)

Horebe é o lugar em que Deus Se manifestou. Horebe e Sinai referem-se ao mesmo lugar, a montanha onde Deus Se revelou a Israel, fez uma aliança com o povo e deu-lhe a Sua lei (Êx 3:1). Moisés enfatizou o estreito vínculo entre Israel e Deus, que é chamado de o “Senhor, nosso Deus” (Dt 1:6), um título usado com frequência no livro de Deuteronômio. Moisés lembrou ao povo o chamado divino para agir: “Vocês já ficaram bastante tempo neste monte” (Dt 1:6).

Por mais importante que fosse esse grande momento de adoração, Deus considerou que era hora de agir. O Deus de Israel não é o Deus dos mosteiros. Ele não é o Deusapenas de orações e meditação; Ele também é o Deus que exorta Seu povo a ir adiante e tomar posse da terra prometida aos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó (Dt 1:8; compare com Gn 12:7). É por isso que Deus é chamado de “o Senhor, Deus dos pais de vocês” (Dt 1:11). Esse evento é, portanto, apresentado como o cumprimento das palavras divinas. Isso se confirma com a referência de Moisés à natureza do povo, que então havia se multiplicado mil vezes e se tornado “como as estrelas do céu” (Dt 1:10), algo maravilhoso que também é resultado da promessa divina (compare com Gn 15:5; 22:17). Essa ação requer não apenas o árduo dever de se preparar para a guerra, mas também a necessidade de se organizar como nação; eles deveriam prover-se de juízes sábios (Dt 1:13) e justos (Dt 1:16).

Perguntas para discussão e reflexão: Por que Deus é chamado de “Deus de seus pais”? Quão importante é a lembrança dos patriarcas em nossa religião atual? Esse título sugere uma religião que se concentra apenas no passado? Por quê?

A rebelião do povo em Cades-Barneia (Dt 1:19-46)

Moisés descreveu essa região como o lugar “que o Senhor, nosso Deus, nos dá” (Dt 1:20). Observe o tempo verbal, o que enfatiza a realidade e a certeza do presente divino. Moisés lembra a Israel que, apesar do encorajamento de Deus (Dt 1:20, 21) e da garantia de que o Senhor lutaria por eles como tinha lutado no Egito (Dt 1:30; compare com Êx 14:14), o povo duvidou, teve medo e se recusou a correr riscos (Dt 1:32). O povo cometeu dois erros.

Primeiro, enviou espiões para avaliar o poder dos habitantes. Quando os espias viram que os nativos da terra eram fortes e gigantes, ficaram com medo e se recusaram a entrar. Em segundo lugar, quando Israel entendeu que Deus estava aborrecido por causa de sua falta de fé, ele decidiu ir sozinho e lutar presunçosamente contra os inimigos sem o apoio divino. Como resultado, não apenas perdeu a oportunidade de entrar na terra de imediato, sofrendo assim grande prejuízo, mas Deus lhe “havia jurado” que vagaria pelo deserto por 40 anos (Dt 2:14). A mesma frase é usada para se referir ao juramento que Deus fez a seus pais. A data “quadragésimo ano” é, ironicamente, outro lembrete de que o Senhor cumpre Sua palavra. Moisés usou todos esses eventos para fazer Israel se lembrar da promessa divina e também para alertar o povo, antes que cruzasse o Jordão, de que devia aprender uma lição do passado para que pudesse garantir seu futuro.

Perguntas para discussão e reflexão: Que lição de fé está contida nas repetidas palavras de Moisés: “Deus lutará por vocês”? Como essas palavras explicam o método de conquista que Deus tinha em mente para Seu povo? Por que os israelitas falharam quando foram lutar sozinhos?

A conquista da terra prometida (Dt 2:1–3:29)

Depois de ter passado muito tempo em Cades-Barneia, os israelitas voltaram-se novamente para o norte, na direção da terra prometida, mas não conquistaram a terra de imediato. É interessante que eles primeiro tiveram que passar por povos e terras não incluídas na promessa divina a eles, como Edom, Moabe e Amon, e, portanto, não os confrontaram. Em sua jornada de 40 anos andando por um “grande deserto”, viram o quanto Deus os protegeu e cuidou deles (Dt 2:7). Somente quando a “geração rebelde” havia morrido, Israel passou a possuir a terra. Um por um, os inimigos cananeus foram derrotados e expropriados de suas terras. Então os israelitas tomaram posse da terra e a distribuição foi organizada.

Os problemas da conquista

A narrativa bíblica sobre a conquista da terra concentra-se nas vitórias, sem tratar diretamente dos delicados e complexos problemas éticos associados a esse processo. O texto bíblico apresenta, no entanto, uma série de pistas e princípios que ajudam a resolver esses problemas:

• Deus dá. Deus é o dono e doador da terra. Esse princípio é afirmado várias vezes (Dt 1:8, 20, 25, 35). Portanto, nem toda a terra foi dada aos israelitas. Deus deu algumas partes a Edom, como descendente de Esaú (Dt 2:5), e a Moabe e Amon, como descendentes de Ló (Dt 2:9, 19).

• Deus tira. Deus não deu a terra à geração rebelde de israelitas, que vagou pelo deserto durante 40 anos. Observe que nem Moisés pôde desfrutar da terra porque também falhou em confiar no Senhor (Dt 3:27). Deus tirou a terra dos amorreus porque haviam atingido o limite da sua iniquidade (Gn 15:16). O impedimento da entrada da primeira geração de israelitas na terra e sua morte no deserto devem ser entendidos como resultados do juízo divino, assim como a destruição ou expulsão dos cananeus.

• Deus luta. Esse princípio, que é repetido novamente a Josué (Dt 3:22), sugere que Deus foi o autor do juízo. Observe que o juízo, que implica a erradicação do mal, também é um ato de graça em favor do povo de Deus.

Perspectiva escatológica

Observe a aplicação escatológica e messiânica de Ellen G. White sobre a visão profética de Abraão acerca da conquista da terra prometida em Gênesis 15:16-18: “Então, a voz de Deus foi ouvida, ordenando-lhe que não esperasse a posse imediata da terra prometida e indicando no futuro os sofrimentos de sua posteridade antes de seu estabelecimento em Canaã. O plano da redenção foi-lhe desvendado, em relação tanto à morte de Cristo, o grande sacrifício, quanto à Sua vinda em glória. Abraão viu também a Terra restabelecida à sua beleza edênica, para lhe ser dada em possessão eterna, como o cumprimento final e completo da promessa” (Patriarcas e Profetas, p. 137, grifo nosso).

Perguntas para discussão e reflexão: Por que foi necessário para o plano mais amplo da salvação que os israelitas possuíssem a terra de Canaã? Por que a terra de Canaã é descrita em termos que lembram o jardim do Éden? Por que a santidade ideal requer a erradicação total do mal?

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Um homem sábio disse: “A maior parte das minhas preocupações nunca aconteceram.” Por que essa reflexão é particularmente verdadeira para o cristão? Suponha que você esteja lidando com uma situação difícil e se sinta preocupado com isso. Como a promessa de que “Deus lutará por você” o ajuda a administrar as preocupações? Por que a fé no Senhor, de fato, alivia o estresse e facilita a vitória?


Verdade perfeita

Qual é a ano mais importante do Ensino Médio? Na Mongólia, é o último ano do Ensino Médio. Nesse período, os alunos, além da graduação, precisam fazer uma prova importante para determinar se podem ir à universidade ou não.

Para Boonoo, o último ano do Ensino Médio teve um extra especial, porque foi o ano em que ele foi batizado. Dois missionários chegaram à a sua pequena cidade e realizaram um curso para deixar de fumar na escola de Ensino Médio local. Boonoo não fumava, mas ela assistiu às as aulas porque não havia nada mais interessante para fazer. Ela gostou dos missionários e, alegremente, aceitou o convite para estudar a Bíblia em sua casa. Em pouco tempo, começou a amar a Jesus e foi batizada.

Depois do batismo, Boonoo levou a sério a preparação para o vestibular. Se ela conseguisse uma nota alta, poderia escolher a universidade. Muitos colegas contrataram professores particulares a fim de se prepararem para o exame. Os estudantes que se interessavam no curso de História estudavam para o exame dessa matéria. Aqueles que queriam cursar Enfermagem, estudavam para o exame médico. Boonoo gostava muito de Matemática, mas não tinha condições financeiras para pagar um professor particular. Então, ela orou: “Querido Deus, irei estudar por minha conta, e me prepararei solucionando cinco problemas de matemática diariamente. Por favor, me ajude.”

Finalmente, o dia da prova chegou. Todos os formandos do Ensino Médio de toda a província se reuniram na principal escola da cidade. Aproximadamente 600 alunos se uniram a Boonoo para a prova de Matemática. Quem conseguisse a nota mais alta poderia escolher a universidade primeiro. Boonoo orou: “Deus, esteja comigo.”

Então, o exame começou. O professor fechou a porta e disse que os alunos não poderiam sair até terminarem e as provas serem corrigidas. Depois de terminarem a prova, permaneceram na sala de aula. E esperaram muito tempo. Alguns pais passavam algum alimento através da janela.

Finalmente, o professor reapareceu e anunciou que o resultado só seria anunciado no dia seguinte. Então, despediu os alunos, permitindo que fossem para casa naquela noite. Ao acordar na manhã seguinte, Boonoo viu que havia chovido. Tudo estava limpo e o sol estava brilhando. Em seu coração, ouviu as palavras de uma música que os adventistas mongoles costumam cantar: “Seu amor é maior que o céu. Seu amor é mais profundo que o mar.” Boonoo não estava preocupada com a prova, e simplesmente louvou a Deus.

Ao chegar à escola, ela viu que os alunos se aglomeravam ao redor do quadro de avisos com a lista de notas. Não conseguindo se aproximar, pediu ajuda a um rapaz: “Você pode ver meu nome?”, ela perguntou. “Meu nome está entre os dez primeiros nomes?” Seu coração entristeceu quando o garoto respondeu: “Não.”

Mas, quando ele mesma se aproximou, viu seu nome em quinto lugar. Boonoo mal podia acreditar! Em seguida, o professor devolveu as provas e ela notou que só errara uma das 40 equações matemáticas. Em seguida, olhou com mais cuidado e percebeu que o professor cometera um erro. Ela havia respondido corretamente. Boonoo mostrou o erro para o professor, mas ele recusou a mudar a nota. Ele disse que se mudasse, teria que verificar todos os testes. Boonoo ficou chateada. Ela queria uma nota perfeita. Porém, lembrou-se de que havia orado e que Deus lhe ajudaria. A nota final estava em Suas mãos.

Então, chegou o momento de os alunos escolherem suas universidades. O aluno que havia tirado a nota mais alta escolheu uma universidade. Em seguida, o segundo lugar. Finalmente, chegou a vez de Boonoo. Ninguém havia escolhido a Universidade Nacional da Mongólia, então ela escolheu essa instituição. “Essa foi a vontade de Deus”, disse Boonoo. “Ele sabia que eu não tinha a nota mais alta para matricular na universidade. Eu só precisava confiar perfeitamente Nele.”

Atualmente, Boonoo tem 29 anos e usa seu conhecimento matemático como contadora-chefe da ADRA da Mongólia. Ela e seu esposo formaram o único Clube de Desbravadores da Mongólia. A igreja se reúne em sua casa, um tradicional yurt mongol.

Muito agradecemos pelas ofertas trimestrais doadas há três anos, que ajudaram a abrir a primeira adventista de Ensino Médio na Mongólia. As ofertas do trimestre ajudarão a abrir um Centro de Estilo de Vida Adventista na capital da Mongólia, Ulaanbaatar.

 

Informações adicionais

• Pronúncia de Boonoo: .

• Faça o download das fotos no Facebook: bit.ly/fb-mq.

• Para mais notícias do Informativo Mundial das Missões e outras informações

da Divisão do Pacífico Norte-Asiático, acesse: bit.ly/nsd-2021.

 

 

Essa história ilustra os seguintes componentes do plano estratégico "I will go" da Igreja Adventista do Sétimo Dia: Objetivo de Crescimento Espiritual No. 6 – "aumentar a adesão, retenção, recuperação e participação de crianças, jovens e adultos jovens", e Objetivo de Crescimento Espiritual No. 7 – "ajudar jovens e adultos jovens a colocar Deus em primeiro lugar e exemplificar uma visão de mundo bíblica". Saiba mais sobre o plano estratégico em IWillGo2020.org.

 


Olá, lamentamos não ter esse conteúdo disponível no momento. Em breve um novo recurso de estudos para você.