Lição 6
03 a 09 de agosto
Adorai o Criador
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Is 41-44
Verso para memorizar: “Porventura, não é este o jejum que escolhi: que soltes as ligaduras da impiedade, desfaças as ataduras da servidão, deixes livres os oprimidos e despedaces todo jugo? Porventura, não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres desabrigados, e, se vires o nu, o cubras, e não te escondas do teu semelhante?” (Is 58:6, 7).
Leituras da semana: Sl 115:1-8; 101:1; Dt 10:17-22; Is 1:10-17; 58; Mc 12:38-40

Até mesmo uma leitura rápida dos profetas do Antigo Testamento nos alerta para a preocupação deles quanto à crueldade para com os pobres e oprimidos. Os profetas e o Deus em nome de quem eles falavam ficavam indignados com o que viam em todas as nações vizinhas (veja, por exemplo, Amós 1 e 2). Mas eles também tinham especialmente um sentimento de ira e pesar diante das iniquidades cometidas pelo próprio povo de Deus, que havia recebido muitas bênçãos divinas. Levando em conta a história dos israelitas, bem como as leis dadas por Deus, eles deveriam ter agido com mais sabedoria. Infelizmente, esse nem sempre foi o caso, e os profetas tinham muito a dizer sobre esses tristes acontecimentos.

É interessante perceber que muitas das declarações mais conhecidas dos profetas do Antigo Testamento sobre justiça e injustiça, na realidade, foram feitas no contexto das instruções sobre adoração. Como veremos, a verdadeira adoração não é algo que acontece apenas durante um ritual religioso, mas é também compartilhar do interesse de Deus pelo bem-­estar dos outros, buscando elevar os oprimidos e negligenciados a uma condição mais digna e justa.



Domingo, 04 de agosto
Ano Bíblico: Is 45-48
Idolatria e opressão

Logo depois que Deus tirou o povo de Israel do Egito, Ele Se encontrou com os israelitas no monte Sinai, dando-lhes os Dez Mandamentos em forma escrita, incluindo os dois primeiros mandamentos sobre não adorar outros deuses nem fazer ídolos (veja Êx 20:2-6). Em resposta, o povo prometeu fazer tudo o que lhe havia sido ordenado (veja Êx 24:1-13).

Contudo, Moisés subiu o monte, ficando ali por quase seis semanas. E o povo começou a indagar o que havia acontecido com ele. Sob pressão da multidão, Arão fez um bezerro de ouro e levou o povo a fazer sacrifícios diante desse bezerro. Depois, “o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se” (Êx 32:6). Tanto o Senhor quanto Moisés ficaram indignados com a rapidez com que o povo se afastou de Deus para adorar ídolos – e parece que somente a intercessão de Moisés salvou Israel do merecido castigo (veja Êx 32:30-34).

No entanto, o povo de Deus caía na tentação da idolatria com muita frequência. A história dos reis de Israel e de Judá é marcada por períodos de idolatria, nos quais alguns reis levaram o povo a cometer atos ultrajantes na adoração desses deuses. Essa infidelidade era uma ênfase recorrente dos profetas enviados por Deus para chamar o povo de volta a Ele. Muitas vezes, também, em meio aos clamores por reavivamento e reforma, os profetas apelavam para que o povo tratasse melhor os pobres, necessitados e desamparados entre eles.

1. Leia o Salmo 115:1-8. Qual ponto crucial o autor está defendendo?

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É uma tendência humana nos tornarmos como o objeto ou pessoa a quem adoramos e focalizamos. Portanto, era natural que o interesse pelo próximo e pela justiça diminuísse quando o povo de Deus deixasse de adorar o Deus de justiça para adorar os falsos deuses das nações circunvizinhas, que eram, muitas vezes, projetados na forma de criaturas de guerra ou da fertilidade. Quando escolhiam outros deuses, o povo mudava de atitude em muitas coisas, inclusive em sua maneira de tratar os outros. Se os israelitas tivessem sido fiéis ao Senhor, teriam compartilhado Seu interesse pelos necessitados.

Reflita sobre essa ideia de nos tornarmos parecidos com aquilo que adoramos. Podemos ver manifestações contemporâneas desse princípio? Quais?


Segunda-feira, 05 de agosto
Ano Bíblico: Is 49-51
Uma razão para adorar

Bíblia exorta o povo de Deus a adorá-Lo, mas ela também apresenta repetidamente razões para isso. Somos instruídos a prestar culto ao Senhor por Ele ser Deus, pelo que Ele faz e por Seus muitos atributos. Entre eles estão Sua bondade, justiça e misericórdia. Quando somos lembrados de como Deus é, do que Ele fez por nós (especialmente na cruz de Cristo) e do que Ele promete fazer, ninguém fica sem motivos para adorar e louvar o Criador.

2. Leia Deuteronômio 10:17-22; Salmos 101:1; 146:5-10; Isaías 5:16; 61:11. Quais são as motivações para adorar e louvar a Deus nesses versos? Assinale a alternativa correta:

A. (  ) Sua imutabilidade e severidade.

B. (  ) Sua justiça, bondade e misericórdia.

Essas razões para adorar o Senhor não eram novas para o povo. Alguns dos mais animados momentos de adoração dos israelitas recém-libertados aconteceram em resposta à evidente intervenção de Deus em favor deles. Por exemplo, depois que eles foram tirados do Egito e atravessaram o Mar Vermelho, Moisés e Miriã conduziram o povo em cânticos de louvor a Deus pelo milagre que tinham acabado de ver e porque tinham sido resgatados da ameaça dos egípcios (Êx 15).

O povo não deveria se esquecer da justiça e da misericórdia de Deus reveladas nesses acontecimentos. Enquanto mantinham essas histórias vivas ao recontá-las regularmente, os atos de Deus e a Sua justiça continuaram sendo uma inspiração para sua adoração nos anos seguintes e em gerações posteriores. Um exemplo dessas histórias recontadas e dessa adoração está registrado em Deuteronômio 10:17-22.

A justiça de Deus é, em primeiro lugar, simplesmente parte de quem Ele é – um componente essencial de Seu caráter. “Deus não procede maliciosamente; nem o Todo-Poderoso perverte o juízo” (Jó 34:12). Deus é justo e Se interessa pela justiça – essa é uma razão para adorá-Lo e louvá-Lo.

Em segundo lugar, a justiça de Deus é vista em Seus atos justos e retos em favor de Seu povo e de todos os pobres e oprimidos. Sua justiça jamais é uma mera descrição de Seu caráter. Ao contrário, a Bíblia retrata um Deus que “ouviu o lamento dos aflitos” (Jó 34:28); que age e anseia corrigir os erros tão evidentes no mundo. Em última análise, isso será completamente realizado no juízo final de Deus e em Sua recriação do mundo.

Se o antigo Israel tinha motivos para louvar ao Senhor, não temos muito mais motivos para louvá-Lo, especialmente depois da cruz?


Terça-feira, 06 de agosto
Ano Bíblico: Is 52-55
Opressores religiosos

Durante os melhores momentos dos reinos de Israel e de Judá, o povo retornou ao templo e à adoração a Deus, ainda que, mesmo nessas ocasiões, sua adoração muitas vezes fosse “mesclada” com os avanços da idolatria e das religiões das nações circunvizinhas. Mas, de acordo com os profetas, até mesmo suas melhores tentativas de se dedicarem à religião não foram suficientes para afastá-los dos males cometidos na terra em seu cotidiano. E não importava quanto se esforçassem para ser religiosos por meio de seus rituais de adoração, a música de seus hinos não podia abafar os gritos dos pobres e oprimidos.

Amós descreveu o povo de sua época como pessoas que tinham “gana contra o necessitado e” destruíam “os miseráveis da terra” (Am 8:4). Ele via o desejo do povo de terminar seus rituais para que pudessem reabrir o mercado e voltar ao seu comércio desonesto, em que compravam “os pobres por dinheiro e os necessitados por um par de sandálias” (Am 8:6).

3. Leia Isaías 1:10-17; Amós 5:21-24; Miqueias 6:6-8. O que o Senhor disse a essas pessoas religiosas acerca de seus rituais?

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Por intermédio de Seus profetas, Deus usou uma linguagem forte para ridicularizar a religião e a adoração incoerentes e em contraste com o sofrimento e a opressão daqueles que os rodeavam. Em Amós 5:21-24, Deus diz que Ele “aborrece”, “despreza” e não tem prazer na adoração deles. Suas reuniões foram descritas como assembleias que não exalam bom cheiro (Am 5:21, ACF), e suas ofertas e músicas foram consideradas menos do que inúteis.

Em Miqueias 6, vemos uma série de sugestões cada vez mais infladas, até mesmo zombeteiras, de como eles podiam adorar a Deus de maneira mais adequada. De modo escarnecedor, o profeta deu a sugestão de oferecer holocaustos, em seguida aumentou a oferta para “milhares de carneiros”, com “dez mil ribeiros de azeite” (Mq 6:7), antes de chegar ao terrível, mas não desconhecido, extremo de sugerir o sacrifício de seu primogênito para ganhar o favor e o perdão de Deus.

No fim, porém, o que o Senhor realmente desejava era que eles praticassem a justiça, amassem a misericórdia e andassem humildemente com seu Deus (Mq 6:8).

Você já se sentiu culpado por estar mais preocupado com formas religiosas e rituais do que em ajudar os necessitados ao seu redor? O que você aprendeu com essa experiência?


Quarta-feira, 07 de agosto
Ano Bíblico: Is 56-58
Uma forma de adorar

Quando explicaram a relação entre adoração e justiça, os profetas recomendaram insistentemente outro passo: que o interesse em socorrer os pobres, os oprimidos e os necessitados fosse parte importante da adoração. Isaías 58 torna essa relação evidente.

4. Conforme a descrição da primeira parte de Isaías 58, o que estava errado no relacionamento entre Deus e Seu povo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A. (  ) Deus havia feito o povo perecer nas mãos dos inimigos.

B. (  ) O povo buscava a Deus de modo egoísta, e jejuava para violência e contendas.

Essa crítica foi dirigida a um povo ativamente religioso. Os adoradores aparentavam buscar a Deus com sinceridade, mas parece que essa busca não estava funcionando. Então, o Senhor declarou que eles deveriam mudar sua maneira de adorar. A adoração escolhida por Ele era que eles soltassem “as correntes da injustiça”, desatassem “as cordas do jugo”, pusessem “em liberdade os oprimidos” e rompessem “todo jugo” (Is 58:6, NVI). Eles também deveriam alimentar os famintos, acolher os desabrigados e ajudar os necessitados.

Essas atividades não são a única maneira de adorar, mas Deus as recomendou como uma forma de adoração que não se concentra apenas no interior, mas em algo que traz bênçãos para todos ao redor dos adoradores de Deus. “O verdadeiro propósito da religião é libertar o ser humano dos fardos do pecado, eliminar a intolerância e a opressão e promover justiça, liberdade e paz” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 4, p. 325).

Em Isaías 58:8-12, Deus prometeu bênçãos em resposta a essa forma de adoração. Com efeito, o Senhor disse que, se o povo fosse menos concentrado em si mesmo, perceberia Deus trabalhando com ele e por meio dele para trazer cura e restauração.

Esse capítulo também relaciona a adoração à renovação da prazerosa guarda do sábado. Já refletimos sobre algumas fortes relações entre o sábado e o ministério, mas esses versos incluem ambas as atividades no chamado a que o povo revitalizasse sua adoração. Refletindo sobre eles Ellen G. White comentou: “Sobre os que guardam o sábado do Senhor é imposta a responsabilidade de realizar uma obra de misericórdia e beneficência” (Beneficência Social, p. 121).



Quinta-feira, 08 de agosto
Ano Bíblico: Is 59-62
Misericórdia e fidelidade

Quando Jesus foi confrontado por alguns líderes religiosos de Sua época, que O criticaram por comer com “pecadores”, Ele citou o profeta Oseias, ordenando que eles voltassem a seus livros e descobrissem o que Deus realmente quis dizer quando declarou: “Misericórdia quero e não holocaustos” (Mt 9:13, citando Os 6:6).

Como veremos, Jesus teve uma vida de cuidado e serviço. Seu relacionamento com os outros, Seus milagres de cura e muitas de Suas parábolas demonstraram e enfatizaram que viver dessa maneira é a melhor forma de expressar verdadeira devoção a Deus. Os líderes religiosos foram Seus maiores críticos, mas também foram o alvo de Suas críticas mais severas. Como os religiosos da época de Isaías, eles acreditavam que asseguravam seu relacionamento especial com Deus por causa de suas práticas religiosas, enquanto estavam explorando os pobres e ignorando os necessitados. Sua adoração estava em desacordo com suas ações, e Jesus não foi discreto em condenar essa hipocrisia.

5. Leia Marcos 12:38-40. O comentário de Jesus de que eles devoravam “as casas das viúvas” parece não “caber” nessa lista ou era essa ideia que Jesus estava tentando defender? Por que essas pessoas sofreriam “juízo muito mais severo”?

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Talvez o sermão mais assustador de Jesus, especialmente para os religiosos, seja aquele que se encontra em Mateus 23. Cristo não apenas descreveu a religião deles como algo que não ajudava os desfavorecidos, mas considerou essa forma de culto um acréscimo aos fardos desses religiosos. Por suas ações ou, às vezes, pela omissão e falta de cuidado, Jesus disse que eles fechavam “o reino dos Céus diante dos homens” (Mt 23:13).

Mas, ao ecoar os profetas dos séculos anteriores, Jesus também tratou diretamente da discrepância entre as sérias práticas desses religiosos e as injustiças que eles toleravam e das quais tiravam proveito. “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” (Mt 23:23). Jesus logo acrescentou que as práticas e observâncias religiosas não são erradas em si mesmas, mas não devem tomar o lugar do tratamento justo para com as outras pessoas.

Como podemos evitar a armadilha de pensar que o conhecimento da verdade seja suficiente?


Sexta-feira, 09 de agosto
Ano Bíblico: Is 63-66
Estudo adicional

Textos de Ellen G. White: Beneficência Social, p. 29-34 (“Isaías 58 – A Prescrição Divina”); O Desejado de Todas as Nações, p. 610-620 (“Ais Sobre os Fariseus”).

“Insistindo sobre o valor da piedade prática, o profeta estava unicamente repetindo o conselho dado a Israel séculos antes [...]. De século em século esses conselhos foram repetidos pelos servos de Jeová aos que estavam em perigo de cair nos hábitos do formalismo e de esquecer de demonstrar misericórdia” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 326, 327).

“Tenho sido instruída a chamar a atenção de nosso povo para o capítulo 58 de Isaías. Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas. A obra do evangelho deve ser promovida por meio de nossa liberalidade bem como de nossos labores. Quando vocês encontrarem pessoas sofredoras necessitando auxílio, deem-lhes. Quando acharem os que estão famintos, alimentem-nos. Assim fazendo vocês estarão trabalhando nas linhas do ministério de Cristo. O santo trabalho do Mestre era de benevolência. Que nosso povo em todos os lugares seja encorajado a tomar parte nele” (Ellen G. White, Beneficência Social, p. 29).

Perguntas para discussão

1. Você já pensou na prática da justiça e da misericórdia como atos de adoração? Isso pode mudar sua maneira de cuidar dos outros e de adorar?

2. Como evitar a negligência aos “preceitos mais importantes da Lei” (Mt 23:23), de maneira individual e coletiva? Você já coou “mosquito e” engoliu “camelo”? (Mt 23:24, NVI)?

3. Por que a hipocrisia é um pecado grave?

4. Como a visão de Deus e Sua paixão pelos pobres e necessitados devem mudar sua visão de mundo? Você leria ou ouviria as notícias de maneira diferente caso as visse ou as ouvisse com os olhos e ouvidos de um profeta?

Resumo: Embora os profetas se preocupassem com o mal na terra, eles se concentraram especialmente no mal cometido por pessoas que alegavam ser adoradoras de Deus. Para os profetas e para Jesus, a adoração é incompatível com a injustiça, e a prática de uma religião assim é hipocrisia. A verdadeira adoração que Deus busca envolve o trabalho contra a opressão e o cuidado para com os pobres e necessitados.

Respostas e atividades da semana:

1. Ele condena a idolatria e estabelece uma relação entre a idolatria e a negligência dos pobres. 2. B. 3. O Senhor declarou que os sacrifícios e rituais do povo eram como abominação para Ele, pois o povo se esquecia da causa das viúvas e dos oprimidos. 4. F; V. 5. Jesus sugeriu que os fariseus e os escribas tiravam das viúvas o pouco que elas tinham ao negligenciá-las. Pessoas como eles são mais cobradas no juízo por causa de seu conhecimento.

 



Resumo da Lição 6
Adorai o Criador

Seria lógico que aqueles que adoram a um Deus de justiça, retidão e misericórdia pratiquem essas virtudes, mas isso nem sempre é o caso com o povo de Deus. A verdadeira adoração e os verdadeiros adoradores não devem ser diferentes do caráter Daquele que é adorado.

Nesta lição, observaremos que, quando o povo de Deus se voltou para a adoração de ídolos, perdeu de vista sua preocupação para com os outros. Somos encorajados a pensar com seriedade sobre o fato de que a adoração a Jeová inclui um relacionamento de aliança em que Ele atua por meio de Seus seguidores para demonstrar Seus valores, entre os quais estão a misericórdia e o serviço abnegado em favor dos oprimidos. Somos lembrados de que a rotina e os sacrifícios religiosos, bem como as ofertas destituídas de entusiasmo e sentido, não substituem a misericórdia e a justiça para com os menos afortunados. Além disso, ao estudar a mensagem de Isaías 58, aprendemos que Deus define o verdadeiro jejum como o serviço abnegado de “soltar as correntes da injustiça”, alimentar os famintos, abrigar os desamparados e vestir o nu. Ele não ouvirá orações originadas em uma adoração egoísta e não aprovará Seu povo enquanto este arrastar uma adoração egocêntrica para dentro do sábado. Olhando para Seu exemplo, nos tornamos conscientes de que a principal preocupação de Jesus era que a adoração de Seus seguidores resultasse em um entusiasmo por satisfazer as necessidades dos outros.

Objetivo do professor:

Examine com a classe o significado de “integridade da adoração”, que sugere que nossa vida prática deve corresponder ao que sabemos, a fim de que sejamos verdadeiros para com Deus. Consequentemente, devemos adorar em espírito e em verdade.

 

Ilustração

O furacão Irene atingiu violentamente o Caribe e a costa leste dos Estados Unidos no fim de agosto de 2011. Depois que o furacão passou, deixando um rastro de destruição no estado de Nova Jersey, membros de uma igreja adventista do sétimo dia distribuíram suprimentos durante dois dias para aliviar o sofrimento das vítimas em sua vizinhança. No seu bairro, quem precisa de ajuda? Na história do bom samaritano, como Jesus respondeu à pergunta: Quem é o meu próximo (Lc 10:25-37)? A resposta foi que nosso próximo é alguém em nossa esfera de influência que precisa da nossa ajuda. O que sua igreja pode fazer para satisfazer as carências das pessoas em sua vizinhança? Como o serviço de suprir as necessidades dos outros ajuda a aprofundar nossa experiência de adoração ao Criador?

Escritura

Em sua obra Pursuing the Passion of Jesus [Seguindo a Paixão de Jesus], Dwight Nelson explica que Isaías 58 tem duas colunas de apoio: O Dia da Expiação (o juízo e a purificação do santuário) no início do capítulo (Is 58:1) e o sábado no final do capítulo (Is 58:13, 14; Dwight K. Nelson, Pursuing the Passion of Jesus [Seguindo a Paixão de Jesus], Nampa, ID: Pacific Press Publishing Association, 2005, p. 18, 19).

A Festa das Trombetas marcava o início de dez dias de consagração e arrependimento que antecediam o Dia da Expiação. As trombetas eram tocadas no primeiro dia do sétimo mês em preparação para o Dia da Expiação no décimo dia daquele mês (Ver Lv 23:23-27).

A expressão “Meu povo” (povo de Deus) nos tempos do Antigo Testamento e nos dias atuais envolve o juízo e a purificação do santuário.

A segunda coluna de apoio desse capítulo, o sábado, é outra crença reivindicada pelo povo de Deus (Ibidem). A reclamação de Deus não é sobre a negligência de Seu povo em relação a essas importantes crenças – o sábado ou o dia da expiação. Em vez disso, Ele protesta veementemente contra a sua explícita negligência daquilo que se encontra entre os dois pilares – o verdadeiro “jejum” ou a demonstração de misericórdia para com os pobres e oprimidos.

Na apresentação de Isaías sobre as características do verdadeiro jejum, duas palavras resumem as questões abordadas no capítulo 58 de seu livro: Ortodoxia e Ortopraxia. Esses termos podem ser definidos da seguinte forma:

“Ortodoxia [grego: orthos – correto, e doxa – opinião], ou seja, ‘pensamento correto’ ou ‘crença correta’”.

“Ortopraxia [grego: orthos – correto, e praxis – ações], ou seja, 'ações corretas' ou 'comportamento correto'” (Ibidem, p. 20).

Outra maneira de definir ortodoxia é: conhecer a verdade e, ortopraxia é: demonstrar (vivendo, praticando) a verdade. Discuta esta afirmação: "A paixão da ortodoxia deve estar ligada à compaixão da ortopraxia" (Ibidem, p. 29). Em seguida, discuta a seguinte questão: Onde a ortodoxia e a ortopraxia aparecem ou não aparecem em Isaías 58?

Agora, leia a parábola que representa o tempo do fim em Mateus 25:31-46, e em seguida leia o seguinte comentário sobre essa história: “Assim descreveu Cristo aos discípulos, no Monte das Oliveiras, as cenas do grande dia do Juízo. E apresentou Sua decisão como girando em torno de um ponto. Quando as nações se reunirem diante Dele, não haverá senão duas classes, e seu destino eterno será determinado pelo que houverem feito ou negligenciado fazer por Ele na pessoa dos pobres e sofredores" (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 637, ênfase acrescentada).

Com base em Mateus 25, qual é a relação entre a crença e a prática das doutrinas corretas e o juízo final?

Escritura e Ilustração

Leia João 2:12-16, Mateus 21:12-17 e Isaías 56:7. Na época de Jesus, o lugar central da adoração do povo de Deus [o templo] havia se tornado um lugar de injustiça. Hoje, ao contrário do que fizeram os antigos líderes judeus, podemos usar os prédios das nossas igrejas e os cultos sabáticos que ali acontecem para promover uma atmosfera de esperança e ajuda a todas as pessoas.

Discuta com a classe como seu culto de adoração pode promover esperança e compaixão. Durante os 15 minutos finais do estudo da lição, peça aos alunos que comecem a planejar um culto de adoração modelo, que promova os ensinamentos bíblicos da misericórdia e da assistência aos pobres e oprimidos. Seguem-se algumas ideias para começar:

Lembrem-se dos oprimidos em suas orações.

Leiam textos das Escrituras que focalizem a misericórdia e a justiça bíblicas. Existem mais de dois mil versos para escolher.

Planeje um culto de adoração com o tema da justiça e misericórdia; mostre o que sua igreja está fazendo para atender às necessidades na comunidade.

Até mesmo o momento da oferta pode ser voltado para o tema da misericórdia e assistência. Colete ofertas especiais para uma necessidade social específica que tenha sido destacada durante algum momento do serviço de adoração.

Analise as práticas de adoração de sua igreja. São justas? São significativas para os pobres? Para os simples? Para todas as raças e etnias? Para as crianças e para os idosos? Para os visitantes que chegam das ruas? Outras culturas e idiomas estão incluídos? Existe linguagem de sinais para os surdos? Rampas para cadeirantes? Como soa o sermão para os moradores de rua, para os maltratados, para os fracos e debilitados, para as crianças, ou para uma pessoa com o vírus da AIDS?

Posteriormente, discuta com os líderes da sua igreja maneiras de incorporar regularmente a misericórdia bíblica nos serviços de adoração de sua congregação.

Faça uma avaliação da sua igreja. É um lugar de cura ou de opressão? Por que é assim? O que pode ser feito sobre isso?

Ilustração

Se o Hinário Adventista do Sétimo Dia estiver disponível, cante ou leia com sua classe as palavras do hino 315, “Hoje Ajuda a Alguém”.

Esse hino tem como base o texto de Tiago 2:14-17: “[...] Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso? Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta.”

Discuta sobre a seguinte questão: Sua igreja local está preparada para o desafio apresentado nesse hino?

Aplicação para a vida

Uma determinada igreja colocou uma placa na saída do estacionamento. Quando os adoradores saíam do pátio da igreja em direção à comunidade em torno dela, passavam por essa placa que dizia: “Entrada de Serviço”. Se nosso "culto [serviço] de adoração" no sábado é verdadeira adoração "em espírito e em verdade" (Jo 4:23, 24), deixaremos o local de culto prontos para servir a Deus da forma como Ele nos chama para servi-Lo no mundo. A verdadeira adoração é proveniente do coração, e não consiste “essencialmente de formas rituais que acontecem em determinado lugar” (Francis D. Nichol, ed. Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, Washington, D.C.: Review and Herald, 1956, v. 5, p. 940). “Em espírito e em verdade” significa “com toda a sinceridade, com as mais altas faculdades da mente e emoções, aplicando os princípios da verdade ao coração” (Ibidem). Se nossa adoração for verdadeira, não apenas estaremos mais perto do nosso Deus, mas viveremos mais próximos dos que recebem Sua terna consideração – os pobres, necessitados e sofredores. “Aproximem-se do grande coração de amor compassivo, deixando que as torrentes da compaixão divina se derramem em sua alma e daí se derramem sobre o coração de seus semelhantes. Que a ternura e a compaixão que Jesus revelou em Sua preciosa vida sejam um exemplo para nós da maneira pela qual devemos tratar nossos semelhantes” (Ellen G. White, Testemunhos Seletos, v. 2, p. 255).

Leia Amós 5:21-24, Amós 8:4-6 e Jeremias 7:4-7. Esses textos mostram que não é suficiente ser membro da igreja e frequentá-la.

Perguntas para reflexão: Cada sábado, geralmente, onde está sua mente durante e depois do culto? Para onde sua atenção, sua afeição e seu coração são dirigidos durante as horas restantes do sábado? Discuta maneiras intencionais de transformar a adoração no sábado em serviço durante o restante da semana.


Fazendo o bem

Embora Kinnie Aitorea tivesse 18 anos, foi eleita como diaconisa na igreja do internato adventista nas Ilhas Salomão. Kinnie ficou muito entusiasmada! A mãe era diaconisa e nunca pensava que a filha receberia esse cargo.

Certo dia, o pastor chamou as oito diaconisas da igreja, quatro alunas, incluindo Kinnie, e quatro adultas, para uma reunião para discutir as responsabilidades do cargo na igreja do Betikama Adventist College. Naquela reunião, ele reservou para Kinnie e outra jovem diaconisa, sua amiga Wendy, uma tarefa muito especial: descobrir se havia alguma garota no residencial feminino que precisava de algo.

Kinnie e Wendy saíram da reunião e foram direto ao trabalho. Elas caminharam pelo residencial feminino, um grande cômodo com beliches para 40 meninas, olharam as camas para ver se as meninas tinham bons lençóis, cobertores e travesseiros. Também examinaram se tinham roupas e material escolar, como canetas e caderno. Quando viam que uma garota precisava de ajuda, se aproximavam para conversar.

“Como você está?”, Wendy perguntava. “Como está a escola?” “Você precisa de ajuda?” Kinnie complementou. Algumas garotas disseram que precisavam de roupas. Outras precisavam de canetas e caderno. Então, Kinnie e Wendy viram a cama de Mitlyn Todonga. Um cobertor fino estava dobrado na parte de baixo do beliche. Não havia colchão, nem lençol nem travesseiro. As duas jovens diaconisas viram que Mitlyn também não tinha a camisa branca e a camiseta de mangas compridas pretas que os alunos precisavam para as aulas e outras atividades.

Mitlyn era uma aluna novata, estava no sétimo ano e chegara recentemente de outra ilha. Os pais dela, que não eram adventistas, esforçavam-se para ajudar a filha. A mãe fazia pães doces recheados de creme e picolés de limão para o pai vender. Mas o dinheiro não era suficiente. Kinnie e Wendy planejaram conversar com Mitlyn, mas foram informadas de que ela viajara com o coral da escola para um concerto no museu na capital, Honiara.

Então, as garotas disseram algo que entristeceu Kinnie. Mitlyn chorava à noite porque algumas alunas zombavam da pobreza dela e sua família.  Quando ela estava perto, as garotas se referiam a ela com muita ironia. “Ela nem sequer tem uma cama adequada”, dizia uma. “Por que ela veio pra cá?”, outra questionava. Kinnie e Wendy foram conversar com o pastor e contaram sobre Mitlyn. “Tudo bem, vamos conseguir um colchão e roupas”, ele disse.

Os três foram até a cidade e compraram um colchão com cinco centímetros de espessura. Assim, Mitlyn teria um colchão macio e confortável. Também compraram um lençol marrom, um cobertor com pequenas flores, um travesseiro, uma fronha marrom, uma camisa branca, camiseta preta, caderno, canetas, sabonete, creme dental e escova de dente.

Voltando ao residencial, as meninas arrumaram a cama e colocaram as roupas e outros produtos em cima do colchão. Depois, disseram ao pastor que tinham terminado a tarefa. Naquela noite, Mitlyn voltou da viagem do coral e ficou chocada ao ver a cama. “De quem é esse colchão?”, ela perguntou às outras garotas. “É seu”, uma colega respondeu. “Alguém comprou para você”, disse outra. “Mas, quem comprou?”, Mitlyn perguntou, e ficou sabendo que Kinnie e Wendy haviam feito as compras.

Naquela noite, quando Kinnie voltou ao residencial, Mitlyn correu em sua direção chorando. “Eu nunca pensei que alguém compraria um colchão ou roupas para mim”, disse. “Isto é demais! Você fez algo muito importante! Meu pai ficará muito feliz!”

Kinnie também ficou muito feliz ao ver a alegria de Mitlyn. Ela percebeu que Deus tem um plano para as pessoas ajudarem seu semelhante. “Tudo bem”, Kinnie disse, dando um abraço em Mitlyn, e acrescentou: “Deus deseja que ajudemos os outros.”


Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2019

Tema Geral: “Meus pequeninos irmãos”: servindo aos necessitados

Lição 6: 3 a 10 de agosto

Adorai o Criador

Autor: Geraldo L. Beulke Jr.

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Na semana passada, vimos em Amós e Isaías que existe uma relação entre o culto e a prática da justiça. Os profetas repreenderam o povo de Deus por participar da adoração, obedecer às leis cerimoniais, orgulhar-se de seu conhecimento das Escrituras e, no entanto, oprimir os pobres e necessitados e se aproveitar deles. Esse tipo de vivência religiosa foi acusada pelos mensageiros de Deus como insuficiente e ofensiva a Ele.

Sendo adventistas, necessitamos considerar atentamente essa relação, pois a questão da adoração tem lugar central no grande conflito entre o bem e o mal (Ap 13:3, 4; 14:6, 7). Por isso, nesta semana nos aprofundaremos nesse relacionamento, evidenciando que adoração é muito mais do que um ritual que acontece dentro de quatro paredes, em um determinado dia da semana. Ela envolve todas as áreas de nossa vida, incluindo nosso trato com os outros e como esse trato pode restaurar pessoas à imagem de Deus.

A ADORAÇÃO NOS TRANSFORMA

Para bem ou para mal, o exercício da adoração transforma o adorador à semelhança do “objeto” adorado. Por isso, a idolatria é tão ofensiva a Deus, pois ela contribui efetivamente no sentido oposto ao plano da salvação – intensifica a mácula sobre a imagem divina no homem, transformando-o à semelhança de qualquer outro ser ou coisa criada. Esse fato está bem evidenciado no episódio do bezerro de ouro, em que o próprio Senhor diagnosticou: “[...] o teu povo, que fizeste sair do Egito, se corrompeu e depressa se desviou do caminho que lhe havia Eu ordenado; fez para si um bezerro fundido, e o adorou, e lhe sacrificou [...] Disse mais o Senhor a Moisés: Tenho visto este povo, e eis que é povo de dura cerviz.” A expressão “dura cerviz” é uma referência à musculatura próxima à nuca, no pescoço do animal, que às vezes resiste à condução, meneando a cabeça e procurando se desviar do caminho. Quando Israel curvou seu coração à idolatria, adorando um bezerro de ouro, Deus Se dirigiu ao povo indicando que ele tinha assimilado a característica do objeto adorado – havia se tornado de dura cerviz. Após o bezerro de ouro, essa característica do animal parece ter sido incorporada como característica do povo, em forma de teimosia e obstinação (Êx 33:3; Dt 9:6, 13; At 7:51), pois a adoração transforma o adorador à imagem do que ou de quem ele adora. O mesmo ensino é enfatizado no Salmo 115: aqueles que adoram ídolos, nos quais não há vida, tornam-se sem vida; assim, “os mortos não louvam o Senhor [...] Nós, porém, bendiremos o Senhor, desde agora e para sempre” (Sl 115:17, 18).

NOSSO DEUS NÃO É VAIDOSO

Considerando esse eficaz papel da adoração em nossa tranformação, o que Jesus declarou tem ainda mais sentido: “[...] São estes que o Pai procura para Seus adoradores” (Jo 4:23). O Pai procura adoradores que O adorem de maneira autêntica, em “espírito e em verdade”, não porque tenha necessidade de ser adorado, como os deuses gregos tinham necessidade da oração de seus devotos, mas porque aqueles que O adoram são transformados à Sua imagem e, portanto, têm em seu caráter as virtudes do caráter Dele, entre as quais está o interesse sincero e amoroso pelos vulneráveis. A prática da justiça é um indicativo de que nosso coração está em harmonia com o coração de Deus. Cuidar dos que padecem necessidades é não apenas resultado da adoração autêntica, mas parte dela. Por isso, Tiago escreveu: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo” (Tg 1:27).

ADORAÇÃO NÃO SE RESUME A SERVIÇO DE CULTO

Através das denúncias dos profetas, especialmente de Isaías (Is 1:10-17; 58) e Amós (Am 5:21-24), aprendemos não somente que Deus não aceita nosso serviço de culto e o repele quando ignoramos o clamor do pobre ou vivenciamos práticas que favoreçam a injustiça, mas também vemos que o serviço aos necessitados é parte da adoração que agrada ao Senhor. Ellen White instou a igreja algumas vezes a considerar atentamente o capítulo 58 de Isaías. Ela aconselhou: “Leiam cuidadosamente esse capítulo e compreendam a espécie de ministério que levará vida às igrejas” (Beneficência Social, p. 29). Quando nos debruçamos sobre esse riquíssimo capítulo, podemos aprender algumas preciosas lições sobre religião verdadeira, adoração e culto. Abaixo, segue um esboço sugestivo para estudo e pregação do capítulo 58 de Isaías:

ADORAÇÃO É VIDA

I. ADORAÇÃO É VIDA DE COMUNHÃO

1. Não é moeda de troca (2, 3a)

2. Não é ritual vazio (3b, 4a, 5)

II. ADORAÇÃO É VIDA DE SERVIÇO

1. Serviço em favor dos necessitados (6, 7, 10a)

2. Serviço em favor do Reino (9b, 13)

III. ADORAÇÃO É VIDA

1. Vida iluminada (8, 10b)

2. Vida abundante (11, 12, 14)

Vale a pena relembrar a exortação inspirada de Ellen White, que já compartilhamos em outra semana:

“Tornar-se um batalhador, prosseguir pacientemente na prática do bem que reclama esforço abnegado, é uma tarefa gloriosa, sobre a qual o Céu dispensa o seu sorriso. O trabalho fiel é mais aceitável a Deus do que o mais zeloso culto revestido da mais pretensa santidade. O verdadeiro culto é o trabalho junto com Cristo. Orações, exortação e palestras são frutos baratos, frequentemente artificiais; mas os frutos que se manifestam em boas obras, no cuidado dos necessitados, dos órfãos e das viúvas, são frutos genuínos, e produzem-se naturalmente na boa árvore” (Beneficência Social, p. 38).

Necessitamos, urgentemente, rever nossa adoração na prática, expandindo-a para além dos horários e das paredes do culto. Quando fazemos a um “desses pequeninos”, fazemos a Cristo, somos mais transformados à imagem do caráter Dele e o serviço de culto se torna agradável a Deus e significativo para nós.

Conheça o autor do comentário: O pastor Geraldo L. Beulke Júnior é natural de Porto Alegre, RS. Graduou-se em Teologia no ano de 2003 e já serviu à Igreja tanto na obra educacional quanto distrital, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Bahia e Espírito Santo. Atualmente, pastoreia o Distrito de Mangueiras, em Tatuí, São Paulo. Em 2014, concluiu o mestrado em Interpretação e Ensino da Bíblia, pelo SALT – FADBA, e está cursando o programa de doutorado em Teologia Pastoral pelo SALT – UNASP – EC. É casado com a pedagoga Elisama Gama Beulke, com quem tem três filhos: Lara, de 12 anos, Alícia, de 9, e Willian, de 1 ano.