Lição 10
02 a 08 de junho
América e Babilônia
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jó 3–5
Verso para memorizar: “Nesse tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo, e haverá tempo de angústia, qual nunca houve, desde que houve nação até àquele tempo; mas, naquele tempo, será salvo o teu povo, todo aquele que for achado inscrito no livro” (Dn 12:1).
Leituras da semana: Ap 13:1-12; 14:9-11; 16:2; 18:1-4; 19:20; 20:4; Jr 51:6, 7, 53, 57

Na semana passada, examinamos a “falsa trindade”, Satanás (o dragão) e dois poderes terrestres que, juntos, trarão perseguição ao povo de Deus.

Um desses poderes, a besta do mar (Ap 13:1-10), é descrito como uma combinação de um leopardo, um urso e um leão (Ap 13: 2) – imagens retiradas diretamente de Daniel 7:4 a 6. Vimos na lição seis que, em Daniel 7, após a ascensão de Babilônia (leão), Média-Pérsia (urso) e Grécia (leopardo), surge o último poder terrestre, Roma. Esse império começou com Roma pagã e depois se transformou em Roma papal, o poder do chifre pequeno de Daniel 7:7, 8, 19-21, 23-25, que surgiu diretamente do quarto animal. Vimos também que muitas características de Roma papal, retratadas nesses versos de Daniel 7, reaparecem na besta do mar de Apocalipse 13:1 a 10. Por isso, estudiosos da Bíblia têm visto Roma como um dos principais antagonistas no contexto do tempo do fim, descrito em Apocalipse 13.

No entanto, Roma não está sozinha. Outro poder é representado. Nesta semana, vamos nos concentrar principalmente em Apocalipse 13 e nos eventos e poderes retratados nesse capítulo, sempre questionando: O que esses eventos significam e como podemos estar preparados para eles?

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Domingo, 03 de junho
Ano Bíblico: Jó 6, 7
Ferida mortal curada

1. Leia Apocalipse 13:1 a 10. Por que esse texto se refere ao papado, tanto à sua função no passado quanto no futuro? Observe especificamente que lhe é dada uma função importante. O que isso significa em termos de eventos finais?

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Embora Deus tenha fiéis em todas as igrejas, a Escritura aponta uma função específica desempenhada por essa instituição ao longo da história e que também será cumprida nos eventos finais.

2. Leia Apocalipse 13:3. Que fato é descrito nesse verso e o que isso revela sobre o poder e a influência de Roma?

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Durante séculos, a igreja romana foi a principal religião e, em muitos aspectos, o centro político do mundo ocidental. Um exemplo expressivo de seu poder é visto na história do santo imperador romano Henrique IV que, irritando o papa Gregório VII, foi ao castelo dele para fazer as pazes. Ali, no inverno gelado, o imperador romano foi obrigado a esperar durante três dias em um tribunal externo, antes que o papa lhe concedesse entrada. Gregório VII, exaltado com seu triunfo, vangloriou-se de que era seu dever abater o orgulho dos reis.

No entanto, mediante a influência da Reforma, do Iluminismo e da Revolução Francesa, a hegemonia política e religiosa de Roma foi destruída no final do século 18. Um dos papas, Pio VI, foi levado cativo pelo exército francês em 1798 e morreu exilado em 1799.

Apocalipse 13, no entanto, fala de um ressurgimento, da cura de sua “ferida mortal”. Embora Roma não tenha hoje o poder político que exerceu nos dias de Gregório VII, graças à popularidade dos novos papas, é uma força influente, tanto religiosa quanto politicamente (por exemplo, o discurso do Papa Francisco, em 2015, foi a primeira ocasião na história em que um papa discursou tanto no Senado quanto no Congresso Americano). De acordo com a profecia, essa influência se intensificará cada vez mais.

Como podemos pregar fielmente a mensagem que recebemos de Deus sem ofender as pessoas? Devemos nos curvar ao “politicamente correto” ao proclamar a verdade presente?
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Segunda-feira, 04 de junho
Ano Bíblico: Jó 8–10
Os Estados Unidos na profecia

As pessoas têm perguntado, e compreensivelmente, o seguinte: Como Roma poderia ter hoje ou no futuro a influência retratada em Apocalipse 13? A época em que Roma podia comandar exércitos, como nos tempos passados, já se foi há muito tempo. A resposta também se encontra em Apocalipse 13.

3. Leia Apocalipse 13:11 e 12. Quais marcas nos ajudam a identificar esse poder? Complete as lacunas:

“Faz com que a _________________ e os seus habitantes adorem a primeira ___________________, cuja ferida ______________ fora curada” (Ap 13:12)

A primeira besta, há muito tempo vista pelos protestantes como sendo Roma, foi retratada como tendo recebido poder por quarenta e dois meses (Ap 13:5). Os quarenta e dois meses correspondem a “um tempo, dois tempos e metade de um tempo” de Daniel 7:25, ou três anos e meio (Ap 12:14) ou ainda 1260 dias proféticos (Ap 12:6) – o tempo durante o qual o poder papal oprimiu seus oponentes. Esse período de tempo profético (usando o princípio do dia/ano) começou com a supremacia do papado, em 538 d.C., e terminou em 1798, ano em que o papa foi levado em cativeiro. Nesse momento, o poder papal recebeu sua ferida mortal, e a profecia foi cumprida.

Aproximadamente nesse momento da história, próximo ao fim dos “quarenta e dois meses” (1798), apareceu outro poder (Ap 13:1, 11), dessa vez surgindo da terra, em contraste com muitos poderes anteriores que surgiram da água (veja Dn 7:2, 3), um símbolo de multidões de pessoas. “As águas que viste, onde a meretriz está assentada, são povos, multidões, nações e línguas” (Ap 17:15).

Por essas e outras razões, esse poder deve ser os Estados Unidos da América, que surgiu em uma parte relativamente desabitada do mundo e que não precisou derrubar nenhum império importante para fazer isso.

“Que nação do Novo Mundo se achava ascendendo ao poder em 1798, apresentando indícios de força e grandeza, e atraindo a atenção do mundo? A aplicação do símbolo não admite dúvidas. Uma nação, e apenas uma, satisfaz às especificações dessa profecia; essa aponta insofismavelmente para os Estados Unidos da América do Norte” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 440).

Embora esse poder seja descrito pela primeira vez como tendo dois chifres como de cordeiro, simbolizando bondade, ele falará “como dragão” (Ap 13:11), indicando um tempo de perseguição, assim como ocorreu sob o domínio do poder anterior. Apocalipse 13:11 a 17, então, responde à pergunta sobre como Roma poderia voltar a exercer a influência predita pela profecia. Ela terá o apoio dos Estados Unidos.

Terça-feira, 05 de junho
Ano Bíblico: Jó 11–14
Uma questão de adoração

Ao longo de toda a história sagrada, o Senhor constantemente teve que lidar com aqueles que caíram na idolatria e em outras formas de adoração falsa (veja Mt 4:8-10). Na crise final, retratada em Apocalipse 13, a questão da adoração surgirá novamente. O povo de Deus também terá que escolher a quem adorará e servirá (veja Js 24:15).

Na lição 2, intitulada “Daniel e o tempo do fim”, estudamos a história de três rapazes hebreus que foram ordenados a adorar “a imagem de ouro” (Dn 3:5). Também vimos como Apocalipse 13 utiliza a linguagem desse capítulo para descrever a perseguição que o povo de Deus enfrentará no fim dos tempos. Ou seja, podemos entender o que ocorreu em Daniel 3 como um prenúncio do que ocorrerá nos últimos dias, conforme descrito no contexto imediato dos poderes da besta em Apocalipse 13. Todos foram ordenados a adorar a imagem de ouro, ou seriam mortos na fornalha de fogo ardente. Semelhantemente, em Apocalipse 13, quem não adorar a imagem da besta será morto (Ap 13:15).

4. Leia Apocalipse 14:9 a 11; 16:2; 19:20; 20:4. O que esses textos revelam sobre a importância da questão da adoração? Assinale a alternativa correta:

A. (  ) Quem adorar a imagem da besta sofrerá os juízos de Deus.

B. (  ) Não há problema em adorar a imagem da besta e receber sua marca.

Babilônia sempre foi a capital da falsa adoração. A Torre de Babel é um testemunho do desejo de seus construtores de, assim como Lúcifer, subir “acima das mais altas nuvens e” ser semelhante “ao Altíssimo” (Is 14:14), bem como uma evidência de seus esforços para se salvar em caso de outro dilúvio global. Portanto, eles se recusaram a acreditar na promessa de Deus de que Ele jamais traria outro dilúvio sobre a Terra (Gn 9:8-11).

O Império neobabilônico também exaltou a obra das mãos humanas. Nabucodonosor louvou a “grande Babilônia” que ele havia construído (Dn 4:30). Posteriormente, o rei Beltessazar tomou os cálices de ouro do templo de Salomão para dar um banquete, e “beberam o vinho e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra” (Dn 5:4). Observe que os verdadeiros recipientes do templo estavam cheios de vinho intoxicante e amorteciam a sensibilidade de todos os que bebiam deles. Como resultado, muitos na cidade morreram quando Babilônia caiu. Uma aparência exterior da verdade pode nos enganar, disfarçando o mortal “vinho da Babilônia”. O que prevalece no reino de Satanás é a falsa adoração e as falsas ideias.

Como podemos saber que não estamos envolvidos com alguma adoração falsa?
Quarta-feira, 06 de junho
Ano Bíblico: Jó 15–17
A grande Babilônia

5. Leia os textos seguintes. O que eles ensinam sobre Babilônia? Jr 51:6, 7, 53, 57; Zc 2:7; Ap 17:5, 6; 18:2, 3

Como vimos ontem, Babilônia tem uma longa história como capital da falsa adoração. Portanto, ela é um símbolo de um poder que enganará as nações no tempo do fim.

6. Quais são as semelhanças e diferenças entre o dragão, a besta do mar e a besta escarlate? (Ap 12:3; 13:1-3; 17:3).

As três bestas têm sete cabeças e dez chifres, que representam a soma total de cabeças e chifres dos animais de Daniel 7. Cada sucessivo império foi construído sobre os que o precederam. Semelhantemente, a besta escarlate combina elementos do dragão e da besta do mar (simbolizando Roma pagã e papal, respectivamente), bem como da besta terrestre (Ap 13:11-14), reunindo “os três poderes – todos os inimigos de Deus – em uma verdadeira coalizão” (Jacques B. Doukhan, Secrets of Revelation: The Apocalypse Through Hebrew Eyes [Hagerstown, Md.: Review and Herald], 2002, p. 162). Um elemento adicional em Apocalipse 17 é a mulher montada sobre a besta escarlate, simbolizando uma união ilícita entre poderes religiosos e políticos. Ela é contrastada com a mulher pura (Ap 12).

Mulher pura (Ap 12)

Meretriz (Ap 17)

No Céu

Sobre as águas

Vestida de sol

Vestida de púrpura e escarlate

Coroa de 12 estrelas                              

Adornada com ouro, pedras preciosas e pérolas

Atacada pelo dragão

Apoiada pelo dragão

Mãe do remanescente

Mãe das meretrizes

Como “Mãe das Meretrizes”, Babilônia tem se reproduzido. A igreja-mãe apóstata tem muitas filhas. Mas Deus não Se apropria de erros e atrocidades do falso cristianismo. Seu povo, embora atacado por Satanás, tem sobrevivido ao longo dos séculos.

Somos advertidos da queda ou apostasia de Babilônia quanto à verdade, que por fim levará ao engano final, resultando na marca da besta (Ap 14:8-11). Essa advertência será repetida com poder muito maior, culminando no último apelo para que o povo de Deus saia de Babilônia e se una à igreja remanescente do tempo do fim (Ap 18:1-4).

 

Quinta-feira, 07 de junho
Ano Bíblico: Jó 18, 19
Sai dela, povo Meu

Ao longo dos anos, os estudiosos da profecia bíblica têm acompanhado os principais acontecimentos mundiais, especialmente quando eles parecem estar relacionados ao tempo do fim. Pense, por exemplo, na função dos Estados Unidos. Já em 1851, alguns adventistas identificavam a América como o poder da segunda besta (Ap 13:11-15) – uma identificação muito marcante, devido à condição dos Estados Unidos naquela época. Em meados do século 19, os grandes poderes ainda eram os do Velho Mundo: Prússia, França, Áustria-Hungria e Inglaterra. Naquela época, o exército dos Estados Unidos estava vivendo tempos de paz e tinha cerca de 20 mil homens, aproximadamente um décimo do número de combatentes somente na batalha de Waterloo (1815). Em 1814, apenas 40 anos antes, os britânicos invadiram e incendiaram Washington, D.C. Em 1867, os guerreiros de Touro Sentado derrotaram o Sétimo Regimento da Cavalaria Americana comandado pelo General Custer. Portanto, mesmo depois que alguns comentaristas identificaram os Estados Unidos como o poder que um dia imporia a “marca da besta” no mundo, a nação ainda lutava contra os nativos americanos em seu próprio solo, e nem sempre se saía vitoriosa!

Certamente os eventos mundiais estão ocorrendo de acordo com aquilo em que acreditamos. No entanto, mais coisas ainda precisam ocorrer antes de chegarmos ao fim. Por essa razão, por exemplo, ao falarmos sobre a “marca da besta”, é muito importante enfatizar que hoje ninguém a tem, independentemente de guardar ou não o quarto mandamento.

Além disso, mais coisas precisam acontecer.

7. Leia Apocalipse 18:1 a 4. Qual evento é descrito nesses versos? Por que é importante que nos lembremos disso hoje? Qual é nossa missão no mundo?

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Do ponto de vista político, moral e espiritual, esses versos descrevem uma imagem sombria e desanimadora do mundo. Eles mostram a influência nociva do falso ensino religioso. Ao mesmo tempo, eles oferecem grande esperança, pois outro anjo do Céu ilumina o mundo com sua glória. Além disso, o fiel povo de Deus, aquele que ainda não conheceu o que precisa conhecer, é chamado a sair de Babilônia. Isso significa, então, que até o fim, o povo de Deus, que já está fora de Babilônia, tem uma obra a fazer por aqueles que ainda se encontram nela.

O Senhor chama de “Meu povo” alguns dos que ainda estão em Babilônia. Por que é importante que nos lembremos disso ao nos relacionarmos com as pessoas?
Sexta-feira, 08 de junho
Ano Bíblico: Jó 20, 21
Estudo adicional

ataque de Satanás à lei de Deus é um ataque ao próprio Deus, tanto à Sua autoridade quanto ao Seu governo. Portanto, nos últimos dias, nos eventos culminantes da crise final, Satanás atacará os que guardam “os mandamentos de Deus” (Ap 12:17; 14:12), pois somente eles se recusarão a lhe prestar homenagem por meio de seus representantes na Terra. A batalha contra Deus que ele iniciou no Céu há muito tempo continua na Terra e, assim como ele foi derrotado no Céu, também será derrotado na Terra. “Desde o início do grande conflito no Céu, tem sido o intento de Satanás subverter a lei de Deus. Foi para realizar isso que ele entrou em rebelião contra o Criador. E, embora tenha sido expulso do Céu, continuou a mesma luta na Terra. Enganar os homens, levando-os assim a transgredir a lei de Deus, é o objetivo que perseverantemente tem procurado atingir. Quer seja isso alcançado ao se colocar de lado toda a lei, quer rejeitando um de seus preceitos, o resultado será finalmente o mesmo. Aquele que tropeçar ‘em um só ponto’, manifesta desprezo por toda a lei; sua influência e exemplo estão do lado da transgressão; torna-se ‘culpado de todos’” (Tg 2:10; Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 582).

Perguntas para discussão

1. Comente com a classe sobre os acontecimentos mundiais e como eles apontam para o que precisa ocorrer nos últimos dias. O que ainda deve acontecer? Como podemos nos manter vigilantes quanto aos sinais dos tempos, evitando o fanatismo, o estabelecimento de datas e as predições audaciosas sobre coisas que a Bíblia e os escritos de Ellen G. White não ensinam explicitamente?

2. O que significa adorar? Como tem sido nossa adoração?

3. Deus ainda tem pessoas em Babilônia. Qual é o significado do termo “Babilônia”? O que isso ensina sobre nossa obrigação de continuar a pregar nossa mensagem aos outros, independentemente de suas crenças políticas ou religiosas?

Respostas e atividades da semana: 1. Pergunte: Qual papel o papado desempenhou no passado e o que ele fará no futuro? Qual deve ser nossa atitude diante disso? 2. Peça que um aluno leia o verso. Pergunte à classe: a ferida mortal já foi curada ou está sendo curada? 3. Terra – besta – mortal. 4. A. 5. Peça que os alunos leiam os textos e comentem na classe. 6. Escolha três alunos para ler os textos e explicar o significado de cada um dos símbolos. 7. Peça que um aluno leia o texto. Discuta com a classe o significado da passagem e maneiras de pregar a mensagem aos que ainda estão em Babilônia.

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Resumo da Lição 10
América e Babilônia

América e Babilônia

TEXTO-CHAVE: Apocalipse 13:1-18

 

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Identificar os poderes históricos representados pelas duas bestas e reconhecer os eventos associados a elas.
Sentir: A seriedade dos temas em questão, e controlar os sentimentos na adoração.
Fazer: Documentar evidências que demonstrem o cumprimento das profecias, e encontrar mais razões para confiar no Deus que controla a história.

ESBOÇO

I. Saber: América e Babilônia

A. Quais indícios sugerem que a besta do mar é a Igreja Católica Romana?
B. Quais pistas sugerem que a besta da terra são os Estados Unidos da América?

II. Sentir: Controle emocional

A. Por que sentir-se bem não é uma evidência suficiente de que temos a presença divina?
B. Como podemos ter certeza de que nossos sentimentos na adoração estão em sintonia com o Deus verdadeiro?
C. Por que devemos amar as pessoas ainda que elas possam pertencer ao exército da besta?

III. Fazer: Apegar-se a Deus

A. Qual é a tentação mais comum da adoração falsa?
B. Como sair de Babilônia?
C. Por que sair de Babilônia não é suficiente para evitar sua influência?

RESUMO: A ambição de Babilônia é ser adorada pelo mundo todo.

Ciclo do aprendizado

1 Motivação

Focalizando as Escrituras: Apocalipse 13:10

Conceito-chave para o crescimento espiritual: A vida espiritual não é egocêntrica, mas requer uma experiência de adoração teocêntrica e uma vida fundamentada na confiança Nele. A verdadeira adoração não é apenas companheirismo e passar bons momentos juntos; de igual maneira, não basta pertencer ao exército certo de crentes para apresentar uma adoração verdadeira. Em vez disso, a verdadeira adoração deve nos conduzir à profunda devoção a Deus.

Para o professor: A identificação dos poderes por trás das duas bestas de Apocalipse 13 nos ajuda a situar o período profético em que vivemos, e nos instrui a viver em conformidade com ele. Examine a evidência histórica que apoia a identificação das bestas. Tanto quanto possível, selecione fontes bem conhecidas, até mesmo livros de história, para garantir objetividade e credibilidade. O principal objetivo desta lição é incentivar o comprometimento com o Deus verdadeiro e a adoração a Ele.

Discussão e atividade inicial: Nunca houve tantas religiões e denominações que alegassem ser a igreja verdadeira de Deus quanto hoje. A reação a essa proliferação de seitas pode ser refugiar-se na igreja tradicional em que crescemos, devido à sua suposta legitimidade histórica? Comente com a classe.

Perguntas para discussão

1. Como podemos explicar a proliferação de seitas?

2. Considere também a ilusão de se refugiar em igrejas tradicionais simplesmente porque possuem suposta legitimidade histórica. Como denunciar essa ilusão sem cair na armadilha do orgulho e da autossuficiência que caracterizam a igreja de Laodiceia (Ap 3:17)?

2 Compreensão

Para o professor: É importante ter muita sensibilidade ao apresentar esta lição. Em primeiro lugar, revele a identidade das duas bestas à luz de acontecimentos contemporâneos. Em segundo lugar, identifique o principal assunto em jogo, e discuta por que denunciar o engano de confiar numa igreja tradicional é importante para nossa vida espiritual. Faça uma apresentação criativa e relevante sobre o tema. Fortaleça o fundamento de sua abordagem e use os melhores argumentos e evidências para apresentar esta lição.

Comentário bíblico

I. Babilônia e seus aliados

(Recapitule com a classe Ap 13:12).

As características da besta do mar relembram os quatro animais de Daniel 7 – os três primeiros são o leopardo, o urso e o leão (Ap 13:2; compare com Dn 7:2, 3), mas o foco está especialmente no quarto animal (Ap 13:1; compare com Dn 7:7). O elemento característico desse quarto animal que chamou a atenção de João é o chifre pequeno. Assim como o chifre pequeno, a besta do mar usurpa o poder de Deus, e exige adoração. A pergunta “Quem é semelhante à besta?”, proferida por seus adoradores (Ap 13:4) segue o padrão tradicional da frase que caracteriza a adoração a Deus no antigo Israel: “Ó Senhor, quem é como Tu?” (Êx 15:11; Sl 35:10). Além disso, como o chifre pequeno, essa besta perseguiu o povo de Deus pelo mesmo período de tempo, 42 meses, que corresponde a um tempo, dois tempos e metade de um tempo do chifre pequeno (Ap 13:5, Dn 7:25), período que começou em 538 d.C. e terminou em 1798 d.C. Então, a besta do mar representa o mesmo poder simbolizado pelo chifre pequeno, isto é, a Igreja Católica Romana como instituição.

A visão do livro do Apocalipse acrescenta outra marca distintiva para nosso entendimento do chifre pequeno: a besta do mar (o chifre pequeno) seria ferida e perderia temporariamente seu prestígio, que depois seria recuperado, e a besta seria de novo adorada (Ap 13:8). A ferida se refere à pressão da Revolução Francesa e, mais especificamente, ao golpe de Napoleão contra a igreja, quando o papa foi capturado e aprisionado em 1798. A cura da ferida se refere à recuperação da igreja, que começou no século 19, quando se pronunciou o dogma da infalibilidade do papa (1870), dentre muitos outros. A popularidade e influência política do papado nunca foram tão grandes como agora.

Pense nisto: De acordo com o livro do Apocalipse, quais são as características que tornam a quarta besta um poder perseguidor?

II. A adoração está em jogo

(Recapitule com a classe Ap 13:16, 17).

Após a visão da besta do mar, João viu uma besta se levantando da terra. Essa besta da terra apoiaria a besta do mar e encorajaria as pessoas a adorá-la (Ap 13:12), assim como o dragão já havia promovido a adoração à besta (Ap 13:4).

Com o surgimento da besta da terra, seria reafirmado o clamor da besta do mar por adoração. A besta da terra faria tudo que pudesse por meio de seu poder político para promover a adoração à besta do mar. A linguagem da visão de João relembra a história de Daniel 3, na qual Nabucodonosor erigiu uma estátua que era a réplica da imagem de seu sonho, relatado em Daniel 2, e ordenou a todos que a adorassem. Aqueles que se recusassem seriam mortos (Dn 3:4, 7). Da mesma forma, a besta da terra faria com que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar a imagem da besta do mar (Ap 13:15).

A passagem do Apocalipse especifica como se manifestaria essa adoração à besta do mar: o adorador da besta receberia a marca na mão e na fronte (Ap 13:16). Para o judeu fiel, essa linguagem relembra o costume antigo de atar o tefilin à mão e à fronte para simbolizar total submissão aos mandamentos divinos (ver Dt 6:8; Pv 3:3; 6:21; 7:3), envolvendo ações (a mão) e pensamentos (a fronte). O mesmo símbolo aparece em Apocalipse 14:9, em que foi associado à fé na criação, sugerindo assim uma referência mais específica ao sábado (ver a lição 6). Várias pistas sugerem que a besta da terra seja uma referência aos Estados Unidos da América. Essa profecia ainda não foi cumprida completamente. Os seguintes indícios ajudarão a confirmar a identidade da besta da terra:

1. Esse poder é diferente da besta do mar: não é religioso; não é adorado (Ap 13:12, 15); é apenas político. Pode matar (Ap 13:15) e atua como um poder econômico, uma vez que determina quem pode comprar e vender (Ap 13:17).

2. Esse poder ganha importância após a besta do mar e começa a atuar logo depois que a besta do mar é golpeada (Ap 13:12); portanto, no final do século 18.

3. Esse poder tem um caráter reconfortante. Parece cordeiro (Ap 13:11), símbolo de Jesus Cristo em Sua vulnerabilidade. Contudo, fala como dragão e tem um tremendo poder. Além disso, vem da “terra” – uma parte pouco povoada do mundo, diferente da besta do mar (ver Ap 17:15).

4. Esse poder exerce importante influência política e cultural sobre o mundo; é um superpoder.

O profeta bíblico não somente acusa os poderes malignos. O propósito espiritual por trás da revelação dos movimentos da história não é bancar o juiz e apontar o dedo contra as pessoas. Em vez disso, a intenção é nos encorajar a sair de Babilônia (Ap 18:2-4) e fortalecer a fé e a esperança (Ap 13:10). É desenvolver confiança na Palavra divina e no controle de Deus sobre a história e nos exortar a adorar somente ao Deus verdadeiro.

Perguntas para discussão

Quais características da besta da terra combinam com as características dos Estados Unidos da América? Quais acontecimentos atuais indicam que os Estados Unidos cumprem o papel profético traçado em Apocalipse 13? O que torna o sábado a prova ideal de adoração? O que significa sair de Babilônia? Qual é o efeito do cumprimento da profecia na sua vida espiritual? Como o contraste entre o cordeiro e o dragão se ajusta ao caráter dos Estados Unidos na profecia? Como essa associação paradoxal relembra o chifre pequeno com características humanas?

3 Aplicação

Para o professor: A internet contém muitas lições sobre profecia. De modo contraditório, as pessoas não acreditam em Deus porque imaginam que seja uma crença primitiva, mas examinam horóscopos e avidamente consultam adivinhadores. Por quê?

Perguntas para reflexão

1. Como podemos nos proteger contra interpretações inadmissíveis do livro do Apocalipse?

2. Por que existem tantas interpretações diferentes e até mesmo contraditórias do livro do Apocalipse?

4 Criatividade

Para o professor: Comente sobre o seguinte artigo que relata a viagem do papa Francisco aos Estados Unidos:

“Ele veio como um pastor e, em toda parte, atendia seu rebanho, com o toque humano que cativava até mesmo céticos [...]. Vimos elementos desse cortejo antes: Paulo VI foi o primeiro papa a visitar os Estados Unidos, em 1965, quando o concílio Vaticano II havia sido iniciado recentemente. [...] João Paulo II fez sete visitas aos Estados Unidos durante seus 27 anos no cargo. [...] Mas nenhuma dessas visitas aconteceu na era do Instagram, quando cada um dos milhões que saíram para vê-lo pôde compartilhar a experiência com outros milhões. [...] Ele é o primeiro papa a usar o Google Hangout [plataforma de mensagens instantâneas e conversa em vídeo desenvolvido pelo Google] e o primeiro a reunir mais de 20 milhões de seguidores no Twitter” (Time, 5 de Outubro de 2015, p. 36, 40)

Atividade: Reúna artigos recentes de revistas populares que confirmem o cumprimento da profecia de Apocalipse 13.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

Volta às origens

Quando Ida era uma garotinha, ia com a avó para igreja adventista, a fim de estudar a Bíblia todas as quartas-feiras, em Beckley, Virgina Ocidental. Aos sábados, precisava caminhar oito quadras até a igreja. Sendo obrigada a fazer isso, nada mais podia fazer a não ser ir à igreja e voltar para casa. Mais nova entre sete filhos, Ida foi criada sob muita rigidez pela avó. Não podia usar vestido curto, tinha que ler a Bíblia todas as noites de sexta-feira, ninguém podia trabalhar do pôr do sol de sexta ao pôr do sol de sábado. Também não podia visitar outras igrejas aos domingos. Para Ida, a vida se resumia em ir à escola e à igreja.

Aos 14 anos, ela se mudou para Nova Iorque, onde morou com os irmãos mais velhos. Exposta ao mundo, deixou de frequentar a igreja. Após a faculdade, trabalhou como contadora em uma empresa de seguros na Wall Street e, em seguida, como auditora pública em Washington.

Sonho providencial

Certa noite, Ida sonhou que arava um terreno. A avó costumava ter um trator que arava a terra, então, quando acordou, pensou: “Talvez seja um sinal de que deva voltar para casa.” Sendo que ela e o marido planejavam construir uma casa, Ida decidiu aproveitar um terreno herdado da avó, que havia falecido algum tempo antes. Por sua vez, o esposo, que também era funcionário público, não ficou entusiasmado com a ideia de comprar uma casa na Virginia Ocidental, mas a casa ficou pronta enquanto ainda trabalhavam em Washington.

Depois de ter-se aposentado e voltar para para Beckley, Ida começou a pensar porque havia abandonado todos os amigos em Washington para voltar para casa de sua infância. Ela fez novos amigos, mas questionava a Deus: “Por que estou aqui?”

Nesse ínterim, recebeu uma carta convidando para um seminário de Profecias Bíblicas. Ela convidou os novos amigos para que fossem assistir, mas eles se recusaram. Finalmente, decidiu ir sozinha. Na quarta noite do seminário, o pregador falou sobre os animais de Daniel e Apocalipse. Pela primeira vez, ela percebeu que estava participando de uma série evangelística adventista. Inicialmente, ao fazer a matrícula para as reuniões, por algum motivo, não percebeu a ligação do programa com a igreja adventista. Então, lembrou-se da educação rigorosa e experimentou um sentimento renovado de solidão. Ali estava sentada sozinha; nenhum amigo quis acompanhá-la. Elntão pensou: “Se eu continuar a participar das reuniões, posso perder todos os meus amigos.”

Embora a programação mal tivesse iniciado, ela se levantou e rapidamente caminhou em direção à porta.

A mulher que a registrara na primeira noite parou nos fundos do hall.

“Aonde você vai?”, ela perguntou.

“Ouvi essas coisas durante toda minha vida”, respondeu Ida, falando em seguida sobre a avó e a rigidez com que havia sido criada por ela, sem que pudesse ir a nenhum lugar nem fazer nada além de ler a Bíblia e ir à igreja. Mas isso era simplesmente uma desculpa. Ela se sentia realmente sozinha e queria que um amigo assistisse com ela às reuniões evangelísticas.

A decisão

A mulher, que depois se apresentou como uma obreira bíblica Naome Tricomi, sorriu e fez com que Ida se sentisse acolhida, apelando para que ela permanecesse e ouvisse o restante da mensagem. Ida voltou para sua cadeira e continuou assistindo às palestras. Todas as noites, Naomi a cumprimentava com um sorriso e um abraço. Ela não podia se sentar com a nova amiga porque tinha suas responsabilidades, mas Ida sabia que tinha uma amiga no local.

Enquanto ouvia as mensagens, a memória da infância veio sobre ela. Parecia uma criança novamente, enquanto ouvia o pastor descrever as verdades bíblicas. Assim, quando o pregador fez o apelo, perguntando quem desejava ser batizado, Ida atendeu. Finalmente, sentia-se em casa.

Ida estava entre as 16 pessoas que foram batizadas na igreja adventista em setembro de 2016, como resultado daquela programação, uma das 35 séries evangelísticas que foram organizadas por toda Virginia Ocidental e financiada pelas ofertas missionárias.

Ao olhar os últimos 65 anos, Ida percebe que a igreja e a Bíblia sempre estiveram dentro dela por causa da avó. Deus sempre a protegeu. Ela está começando a entender porque Deus chamou para voltar à Virginia Ocidental, e está disposta a prosseguir e realizar o que Deus deseja que faça. Atualmente, Ida Elizabeth Davis é coordenadora do Ministério da Mulher, na Igreja Adventista em Beckley.

*Assista ao vídeo sobre Ida Elizabeth no link bit.ly/Elizabeth-Davis

Resumo missionário

1. Aproximadamente 75% de florestas compõem o território da Virginia Ocidental.
2. Declarado um estado do presidente Abraham Lincoln, Virginia Ocidental é o único estado designado por uma proclamação presidencial.
3. Por causa das regiões montanhosas, às vezes o país é considerado “a Suiça dos Estados Unidos.”
4. Virginia Ocidental é o estado do norte mais sul e estado do sul mais norte.
5. A primeira entrega de correio gratuito rural foi iniciada em Charles Town, Virgínia Ocidental, em 6/10/1896. Depois, espalhou-se pelos Estados Unidos.
6. O animal do estado de Virginia Ocidental é o urso preto. O pássaro é o Cardeal.
7. Em 1947, Chuck Yeager, nativo de Hamlin, Virgínia Ocidental, tornou-se a primeira pessoa a voar mais rápido que a velocidade do som.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 2º Trimestre de 2018

Tema Geral: Preparação para o Tempo do Fim

Lição 10: 2 a 9 de junho

América e Babilônia

Autor: Flávio da Silva de Souza

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Nesta semana estudaremos os poderes e os eventos retratados em Apocalipse 13.

1. Ferida mortal curada

A besta do mar é uma combinação dos animais de Daniel 7 (Ap 13:2). Ela tem sete cabeças, a soma das cabeças do leão (uma), do urso (uma), do leopardo (quatro) e do animal terrível e espantoso (uma). Ela é semelhante ao leopardo, a Grécia, por isso esse poder teria uma forte influência da filosofia grega. Os pés como de urso remetem à Medo-Pérsia, apontando para a influência do mitraísmo, religião persa, sobre a besta do mar, e por fim, a boca como de leão, relembrando a arrogância de Babilônia. Sem dúvida alguma, esse poder é o papado, que recebeu o trono e grande autoridade do dragão.

Apocalipse 13:1-10 está dividido em duas partes. A primeira é a que João viu (Ap 13:1-4). Note que nessa seção o verbo ver aparece duas vezes (v. 1, 3). A segunda parte é a explicação da visão (Ap 13:5-10). Nessa seção a expressão que se repete é: “foi lhe dado” (v. 5, 7). Como exemplos da estrutura de Apocalipse 13:1-10, visão e explicação, podemos citar os nomes de blasfêmia (v. 1) e a boca de leão (v. 2) que foram vistos por João e são explicados nos versos 5 e 6. Inclusive, no verso 6 é apresentado o conteúdo das blasfêmias. Outro exemplo é a autoridade que o Dragão dá à besta no verso 4, que é explicada no verso 5 e 7. Em outras palavras, João estava falando do mesmo período histórico nas duas seções, usando um recurso literário muito comum na Bíblia, que é o paralelismo (Shea, William H. As Profecias de Tempo de Daniel 12 e Apocalipse 12 e 13. Revista Teológica do SALT-IAENE, Jan-Jun de 1999, p. 33-38). O papado reinou por 1260 anos e depois disso sofreu a ferida mortal em 1798 (Ap 13:3, 10). Em seguida começou o processo de cura. Quando esse processo estiver completo, toda a Terra se maravilhará seguindo a besta (Ap 13:3). 

2. Os Estados Unidos na profecia

Ellen White afirmou: “Os chifres semelhantes aos do cordeiro indicam juventude, inocência e brandura, o que apropriadamente representa o caráter dos Estados Unidos, quando apresentados ao profeta como estando a ‘subir’ em 1798. Entre os exilados cristãos que primeiro fugiram para a América do Norte e buscaram asilo contra a opressão real e a intolerância dos sacerdotes, havia muitos que se decidiram a estabelecer um governo sobre o amplo fundamento da liberdade civil e religiosa” (White, O Grande Conflito, p. 441). Contudo, “a fim de formarem os Estados Unidos uma imagem da besta, o poder religioso deve a tal ponto dirigir o governo civil que a autoridade do Estado também seja empregada pela igreja para realizar seus próprios fins” (White, O Grande Conflito, p. 443).

3. Uma questão de adoração

No tempo do fim, são identificados dois grupos: os que adoram a Deus e os que adoram o dragão e a besta (Ap 14:7-9; cf 13:8, 15), os que recebem o selo de Deus e os que têm a marca da besta. A função básica tanto do selo de Deus como da marca da besta é indicar propriedade, sendo portanto sinais de lealdade. Os textos de Apocalipse 12:17 e 14:12 deixam claro que os santos do tempo do fim, os que têm o selo de Deus, são os que guardam os mandamentos e obedecem a Deus. Por outro lado, os que recebem a marca da besta são os que devotam sua obediência à besta, não a Deus. A quem você tem adorado? Seu tempo, seus talentos e seus tesouros estão sendo usados para a glória de Deus? A crise final será sobre a adoração. Isso explica porque as atividades da besta são descritas como ataque aos quatro primeiros mandamentos. Esses mandamentos falam sobre nossa relação com Deus. O ataque começa com a adoração à besta (Ap 13:8, 15) em clara oposição ao primeiro mandamento (Êx 20:3). Levantar uma imagem para ser adorada (Ap 13:14, 15) é transgressão do segundo mandamento (Êx 20:4-6). A blasfêmia contra Deus (Ap 13:5, 6) ataca o terceiro mandamento (Êx 20:7) e a marca da besta é um ataque direto ao sábado (Stefanovic, La Revelación de Jesucristo: Comentário del Libro del Apocalipsis, p. 421, 422).

4. A grande Babilônia

O capítulo 17 do Apocalipse destaca dois personagens: a besta escarlate e a grande meretriz. Nos versos 1 a 6 temos a visão e, a partir do verso 7, a explicação. Citando Jon Paulien, Mueller afirma: “Em uma visão, o profeta pode viajar da Terra ao Céu e vaguear de um lado para outro do passado para o fim do tempo. A visão não está necessariamente localizada no tempo e lugar do profeta. Mas quando a visão é posteriormente explicada ao profeta, a explicação sempre vem no tempo, lugar e circunstâncias do que tem a visão (Mueller, Ekkehardt. A Besta de Apocalipse 17: Uma Sugestão. Parousia (31-41p), 1º sem, Engenheiro Coelho, SP: UNASPRESS, 2005. p. 37). Observe por exemplo Daniel 2:36-45; 8:19-26. Portanto, a sexta cabeça da besta escarlate estava atuando no tempo de João (Ap 17:10), e era o Império Romano. Para mais detalhes sobre a interpretação dessa profecia sugiro, além do artigo de Mueller já citado, o artigo de Vanderlei Dorneles, “O Oitavo Império: Novas Hipóteses para os Símbolos de Apocalipse 17”, Revista Hermenêutica, Cachoeira, BA, v. 14, n. 2, p. 73-96.

De acordo com Apocalipse 17:18, a mulher é a cidade que domina sobre os reis da Terra, Roma. João a identificou como Babilônia, a grande, um símbolo de opressão e rebelião contra o povo de Deus no Antigo Testamento (Jr 51:12, 13). Porém, ela não é um poder civil como a sexta cabeça, mas um poder religioso. Como podemos afirmar isso? Em primeiro lugar, meretriz em profecia aponta para a igreja apostatada (Jr 3:1; cf Os 34; Mq 1:7). Ezequiel menciona Israel atuando como uma meretriz com muitas nações (Ez 16:26-29; 23:3-30). Em segundo lugar, o ouro e as pedras preciosas que adornam Babilônia sugerem que ela seja a antítese da Nova Jerusalém (Ap 21:11). Há também o contraste entre suas vestes e as vestes da esposa do Cordeiro (Ap 19:8). Em terceiro lugar, a inscrição na sua fronte (Ap 17:5) está em contraste com os santos que têm o nome do Cordeiro e de Seu Pai nas suas frontes (Ap 14:1). Em quarto lugar, suas vestimentas com a cor púrpura, com ouro e pedras preciosas relembram as vestes dos sacerdotes (Êx 28:4-35), e a inscrição na fronte é uma antítese do título “Santidade ao Senhor” (Êx 28:36-38). Por fim, sua morte (Ap 17:16). Em vez de ser apedrejada (Dt 22:20-24; cf Jo 8:5), ela é queimada, castigo reservado para a filha do sumo sacerdote que se prostituía (Lv 21:9; Stefanovic, La Revelación de Jesucristo: Comentário del Libro del Apocalipsis, p. 512-518, 528).

5. Sai dela povo Meu

Apocalipse 18:4 afirma que no tempo do fim servos do Senhor estarão em Babilônia e que Ele os convidará a sair dela. Precisamos estar atentos a essa informação porque a nós caberá a missão de convidar o povo a sair de Babilônia. E você, meu querido irmão, está disposto a cumprir essa missão?