Lição 11
10 a 17 de março
Dívida: uma decisão diária
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Js 9-13
Verso para memorizar: “Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra. A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto o amor com que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o próximo tem cumprido a lei” (Rm 13:7, 8).
Leituras da semana: Sl 37:21; Mt 4:3-10; 6:33; Dt 28:12; Pv 13:11; 21:5; 2Co 4:18

Às vezes você pode ter a felicidade de encontrar alguém disposto a lhe emprestar dinheiro. Talvez essa pessoa faça isso com uma motivação pura, ou seja, ela realmente deseja ajudá-lo a sair de um aperto financeiro. Mas, na maioria dos casos, não é a bondade do coração que leva as pessoas a lhe emprestar dinheiro. Elas emprestam dinheiro porque querem ganhar mais dinheiro em troca.

Devemos fazer tudo o que pudermos para evitar contrair dívidas. É claro que, em certas circunstâncias, como comprar uma casa ou um carro, construir uma igreja ou estudar, precisamos pedir dinheiro emprestado. Mas isso deve ser feito com muita sabedoria e prudência, com a intenção de sair da dívida da maneira mais rápida possível.

No entanto, temos que ter cuidado. Gastar um dinheiro que não temos é a porta de entrada do povo de Deus para uma vida em “que a cobiça e o amor às coisas terrestres sejam o traço predominante de seu caráter. Enquanto predominarem esses traços, a salvação e a graça estarão para trás” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 267).

Devemos desenvolver nossas habilidades e competências para que permaneçamos disciplinados e façamos tudo o que pudermos para evitar dívidas. Nesta semana, examinaremos o que a Bíblia declara sobre dívidas.

Comece a orar por cinco amigos. Convide-os para participar com você da Semana Santa! Será de 24 a 31 de março.
Domingo, 11 de março
Ano Bíblico: Js 14-17
Empréstimos e despesas

Certa vez,  Eliseu e alguns profetas estavam cortando madeira à beira do rio Jordão quando o “ferro do machado caiu na água”. O jovem profeta responsável pelo machado gritou: “Ah, meu senhor, era emprestado!” (2Rs 6:5; NVI). A expressão “tomar emprestado” significa usar com permissão algo que pertence a outro. Essa permissão implica riscos e responsabilidades. Dinheiro emprestado não é diferente do machado emprestado na história, com exceção de que ele pode trazer consequências mais graves, se for mal utilizado.

A única razão pela qual tomamos dinheiro emprestado é gastá-lo. O risco financeiro que assumimos é presumir que seremos capazes de reembolsar a pessoa, e que não haverá surpresas financeiras no futuro. Contudo, o futuro é desconhecido para nós (Ec 8:7); portanto, tomar dinheiro emprestado sempre acarreta riscos.

1. O que os seguintes textos têm a dizer sobre dívida?

Sl 37:21 ___________________________________________________________________________

Ec 5:5  ____________________________________________________________________________

Dt 28:44, 45 ________________________________________________________________________

Podemos pegar dinheiro emprestado com a ideia de usá-lo sabiamente, mas a tentação de gastar o que temos, mesmo desse dinheiro emprestado, pode acarretar alguns problemas muito difíceis. Na verdade, desperdiçar dinheiro emprestado significa assumir um estilo de vida que não conseguimos bancar. A tentação de pegar e gastar dinheiro emprestado é a pulsação de uma cultura consumista que influencia ricos e pobres. Quando somos tentados, devemos buscar a provisão de Deus (1Co 10:13), pois o empréstimo pode ser uma maldição (Dt 28:43-45).

Não inicie o mau hábito de pedir dinheiro emprestado. Se você já tomou um empréstimo, devolva da maneira mais rápida possível. Precisamos gastar com sabedoria e ser mestres na administração do dinheiro de Deus, e não escravos do dinheiro do mundo.

No entanto, como já dissemos, existem algumas situações em que precisamos pedir dinheiro emprestado. Mas isso deve ser feito com cautela e com a intenção de pagar tudo do modo mais breve possível.

Quais são os perigos espirituais para uma pessoa “presa” em dívidas?
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Segunda-feira, 12 de março
Ano Bíblico: Js 18-21
Mordomia e satisfação instantânea

Esaú era um rústico caçador que seguia seus desejos (Ver Gn 25:34). Quando sentiu o cheiro do ensopado de seu irmão, desejou aquelas lentilhas, embora fosse improvável que ele estivesse morrendo de fome. Governado por seus sentimentos, ele permitiu que a pressão do momento dominasse seu raciocínio, e trocou seu direito de primogenitura por uma satisfação instantânea. Quando quis sua primogenitura de volta, e “embora, com lágrimas” a “tivesse buscado” (Hb 12:17), ele não a recebeu.

Em contraste com isso, temos o exemplo de Jesus. Após um jejum de 40 dias e quase à beira da inanição, Ele foi tentado por Satanás três vezes (Mt 4:3-10). Porém, Cristo percebeu as tentações e, mesmo em Sua condição enfraquecida, não cedeu à satisfação própria. Jesus mostrou que também poderíamos vencer o pecado. Ele não trocou nem perdeu Seu direito de primogenitura e convida todos a ser coerdeiros com Ele (Rm 8:17; Tt 3:7). Podemos manter nosso direito de primogenitura seguindo o exemplo de Jesus quando foi tentado (1Co 10:13).

O melhor que o mundo oferece é o presente, pois ele não pode proporcionar a eternidade. Viver para si mesmo é o oposto de viver para Deus.

2. Quais são os potenciais perigos da satisfação instantânea, mesmo para pessoas fiéis? (2Sm 11:2-4; Gn 3:6; Fp 3:19; 1Jo 2:16; Rm 8:8). Assinale a alternativa correta:

A.(  ) Não há perigos. A satisfação instantânea garante alguma alegria aqui, pois nada nos espera no além.

B.(  ) A satisfação instantânea nos faz perder de vista os objetivos futuros e pode nos levar a uma vida de pecado.

O desejo por satisfação instantânea é característico de uma mente descontrolada; é um inimigo da paciência e destrói lentamente os objetivos a longo prazo, zombando da responsabilidade e a prejudicando. Retardar essa satisfação é um princípio aprendido; é uma habilidade que nos ajuda a lidar com situações e pressões, especialmente com as tentações que o mundo tem para oferecer, como tomar dinheiro emprestado imprudentemente. No entanto, essa ideia não é popular em um mundo fundamentado em gratificação instantânea, soluções rápidas e esquemas para enriquecer rapidamente. Uma vez que experimentamos a satisfação instantânea, ficamos mais propensos a escolher a “recompensa” de curto prazo outra vez, e depois novamente, e novamente […].  Como mordomos dos dons que Deus nos deu, não devemos cair nessa armadilha.

Terça-feira, 13 de março
Ano Bíblico: Js 22-24
Vivendo com os próprios recursos

O texto de Provérbios 21:20 contrasta a mordomia da responsabilidade econômica com a conduta esbanjadora. Os tolos não vivem com os próprios recursos. Gastam o dinheiro, mesmo o que foi tomado emprestado, considerando a sabedoria financeira ou a vida simples uma dificuldade, como uma dieta indesejada. No entanto, mesmo quando precisamos de um empréstimo, como para comprar uma casa, devemos fazê-lo com cuidado e a noção de que devemos viver com os próprios recursos.

Os ricos podem viver com os próprios recursos. O problema de alguns deles é que sempre estão preocupados com a manutenção do patrimônio. Em geral, quando as pessoas têm pouco e são assalariadas, elas se preocupam com o sustento, não com a riqueza. Ainda assim, a Bíblia aconselha a viver com os próprios recursos, independentemente de quanto temos. Paulo recomendou o que podemos considerar simplicidade extrema: “Tendo sustento e com que nos vestir [poderíamos incluir moradia], estejamos contentes” (1Tm 6:8). Paulo não considerava os bens terrestres tão importantes, pois, para ele, viver em Cristo era o bastante (Fp 1:21).

3. Qual princípio deve ser lembrado antes de qualquer outra coisa? (Veja Mt 6:33). Estamos praticando esse princípio? Assinale a alternativa correta:

A.(  ) Buscar em primeiro lugar as coisas de Deus.

B.(  ) Conquistar nossas aspirações em primeiro lugar.

Devemos pensar em nosso dinheiro não como renda, mas como recursos que temos a responsabilidade de administrar. O orçamento é o método que devemos usar para realizar essa tarefa. Planejar um orçamento é uma habilidade que precisa ser aprendida e estudada cuidadosamente. A prática e o esforço disciplinados são necessários para o sucesso na administração de um plano financeiro equilibrado (Pv 14:15). Se fizermos o compromisso de obtermos êxito em nosso plano de administração financeira, seremos capazes de evitar erros financeiros embaraçosos.

Se você tem problemas com a administração de seu dinheiro, faça um orçamento. Pode ser simples: totalize seus gastos por alguns meses e, em seguida, faça a média de suas despesas mensais. O segredo é viver sempre com os próprios recursos e fazer o possível para evitar dívidas.

Leia Lucas 14:27-30. Jesus ilustrou o preço do discipulado com o exemplo de um construtor que estimou o custo da construção de uma torre e o que aconteceria se ele não pudesse concluí-la. Qual lição sobre mordomia temos nesse exemplo?
Quarta-feira, 14 de março
Ano Bíblico: Jz 1-3
Dizendo não à dívida

4. Leia Deuteronômio 28:12. O que esse texto ensina sobre as muitas dívidas? Qual princípio está presente nesse verso?

Evitar dívidas o máximo possível é um princípio do senso comum. A Escritura também nos desencoraja a ser fiadores das dívidas dos outros (Pv 17:18; 22:26). A dívida manipula o futuro e nos obriga a nos submeter às suas exigências a partir da nossa posição de fragilidade financeira. É um elixir suave que os cristãos julgam difícil de recusar e administrar. Contrair dívida pode não ser imoral, mas não fortalece nossa vida espiritual.

“Deve-se ter em estrita consideração a economia, senão se incorrerá em pesadas dívidas. Conservem-se dentro dos limites. Evitem contrair dívidas assim como evitariam a lepra” (Ellen G. White, Conselhos sobre Mordomia, p. 272).

A dívida pode se tornar uma escravidão financeira, tornando-nos um “servo do que empresta” (Pv 22:7). Visto que a dívida está tão ligada à estrutura econômica do nosso mundo, pensamos que ela seja o padrão. Afinal, nações inteiras se endividam; por que os indivíduos não deveriam fazer a mesma coisa? Não é certo ter essa atitude.

“Façam, com Deus, a solene aliança de, com Sua bênção, pagar suas dívidas e a ninguém dever coisa alguma, ainda que tenham de viver a pão e água. É tão fácil, ao preparar a mesa, tirar do bolso uma moeda para extraordinários. Cuidem dos centavos e os reais cuidarão de si mesmos. É uma moedinha aqui, uma moedinha ali, gasta para isto, aquilo, e aquilo outro, que logo somam reais. Neguem o eu ao menos quando estão rodeados de dívidas. […] Não vacilem, não desanimem nem desistam. Neguem seu gosto, neguem a condescendência com o apetite, economizem seu dinheiro e paguem suas dívidas. Esforcem-se para pagá-las o mais depressa possível. Quando vocês puderem apresentar-se novamente como pessoas livres, não devendo nada a ninguém, terão alcançado uma grande vitória” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 257).

A dívida é um fundamento frágil para os cristãos firmarem seus pés. Ela pode prejudicar nossa experiência espiritual e afetar nossa capacidade de financiar a obra de Deus. Rouba-nos de nossa capacidade de doar aos outros com segurança, e tira de nós oportunidades de receber as bênçãos de Deus.

Quais decisões ajudam a evitar qualquer dívida desnecessária? Do que você precisa se privar, a fim de não se endividar?
Quinta-feira, 15 de março
Ano Bíblico: Jz 4, 5
Poupando e investindo

As formigas trabalham para poupar alimento para o inverno (Pv 6:6-8). É sábio considerar sua maneira de viver quando poupamos dinheiro para uma finalidade. A grande questão de poupar é ter recursos disponíveis para nossas necessidades, ao contrário de desperdiçar ou de apenas acumular. Administrar o dinheiro requer sabedoria, orçamento e disciplina. Se tudo o que fazemos é poupar para nós mesmos, estamos roubando as posses de Deus em vez de administrá-las.

“O dinheiro gasto desnecessariamente é uma perda dupla. Ele não apenas se vai, mas seu potencial para obter lucros também se vai. Se o tivéssemos separado, ele poderia ter se multiplicado na Terra mediante a poupança ou no Céu por meio da doação […]. Poupar é uma disciplina que desenvolve a autoridade sobre o dinheiro. Em vez de permitir que o dinheiro nos leve em direção aos nossos caprichos, nós tomamos o controle” (Randy C. Alcorn, Money, Possessions and Eternity [Dinheiro, Bens e Eternidade]; Carol Stream: Illinois, Tyndale House Publishers, 2003, p. 328).

5. Como é possível lidar melhor com questões financeiras? (Pv 13:11; 21:5; 13:18) Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) Aceitando conselhos, planejando e se esforçando.

B.( ) Rejeitando a instrução, buscando dinheiro fácil e tendo pressa.

Os mordomos poupam para as necessidades familiares e investem no Céu os recursos de Deus. A questão não é quanto possuímos, mas se temos um plano bíblico de administração, seja qual for a nossa situação. Poupar para atender às necessidades familiares deve ser algo feito com sabedoria. A fim de minimizar as perdas, reparta o risco (Ec 11:1, 2). Trabalhar com essa minimização antes das próprias necessidades (Pv 24:27) e procurar aconselhamento qualificado de outras pessoas (Pv 15:22) são dois recursos eficazes nesse modelo. À medida que as necessidades forem satisfeitas e nos tornarmos mais prósperos, devemos nos lembrar do Senhor (Dt 8:18).

O modelo de investimento mais seguro para o mordomo de Deus é investir no “reino dos Céus” (Mt 13:44). Não há recessão, riscos, ladrões nem declínio no mercado. É como ter uma bolsa ou uma carteira que nunca se desgastam (Lc 12:33). Aceitar a Cristo é como abrir uma conta, e devolver o dízimo e dar ofertas são depósitos. Isto é, por mais que precisemos cuidar das nossas necessidades, devemos manter nosso foco nas verdades eternas.

Leia 2 Coríntios 4:18. Como podemos manter essa verdade sempre diante de nós enquanto vivemos como mordomos responsáveis?
Sexta-feira, 16 de março
Ano Bíblico: Jz 6-8
Estudo adicional

Toda habilidade natural, capacidade e dom vêm de Deus, seja pela genética, influên­cia e educação, ou ambas. O importante é o que fazemos com as habilidades que temos. Deus espera que seus mordomos se tornem peritos em suas habilidades por meio da educação e da experiência prática (Ec 10:10).

O Espírito de Deus encheu Bezalel “de habilidade, inteligência e conhecimento em todo artifício” (Êx 35:31). Ele e Aoliabe (Êx 35:34) tinham a habilidade de ensinar sua arte aos outros.

Vivendo neste mundo materialista, podemos ser melhores administradores e, especificamente, eliminar as dívidas. Devemos sempre desenvolver habilidades por meio da leitura, seminários, educação formal e, finalmente, praticar o que aprendemos. Desenvolver nossas habilidades nos capacita a dar nosso melhor para Deus e a ser bons mordomos.

A parábola dos talentos indica que cada servo recebeu talentos “segundo a sua própria capacidade” (Mt 25:15). Dois servos dobraram seus montantes; o terceiro enterrou o seu. Devemos sempre nos esforçar para aperfeiçoar o que temos. Aquele servo, ao enterrar seu talento, não demonstrou nenhuma habilidade ou capacidade. Administrar o dinheiro, sair da dívida, cultivar a disciplina e também a experiência prática faz com que desenvolvamos competências abençoadas por Deus. Para que obtenhamos êxito e sejamos bons em algo, devemos repeti-lo diversas vezes.

“Quando as lições da Bíblia são aplicadas na vida diária, exercem profunda e duradoura influência sobre o caráter. Timóteo aprendeu e praticou essas lições. Não tinha talentos particularmente brilhantes, mas sua obra era valiosa porque ele usava no serviço do Mestre as habilidades que Deus lhe havia concedido”
(Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 205).

Perguntas para discussão

1. O domínio próprio é necessário sempre e pode evitar dificuldades financeiras e a ruína. O que fazer para ajudar os que têm esse problema?

2. Leia Romanos 13:7, 8. Como aplicar essas palavras aos nossos relacionamentos?

3. Alguns argumentam que não devemos nos preocupar em ficar endividados, pois Jesus voltará. Como você responderia a essa afirmação?

Respostas e atividades da semana: 1. Divida a classe em 3 grupos. Cada grupo deve ficar responsável por um dos textos bíblicos. Peça aos alunos que discutam as lições de cada texto sobre a questão da dívida. Depois, peça que eles compartilhem suas respostas com a classe. 2. B. 3. A. 4. Pergunte à classe: “A ausência de dívidas pode ser um sinal da bênção de Deus?” Enumere com a classe as consequências desastrosas da dívida, bem como as recompensas de se ter uma vida financeiramente equilibrada. 5. V; F.

Resumo da Lição 11
Dívida: uma decisão diária

TEXTO-CHAVE: Romanos 13:7, 8

O ALUNO DEVERÁ

Saber: Os fatores que contribuem para a dívida desnecessária no contexto de ser mordomo fiel, a quem Deus confiou recursos financeiros.

Sentir: A liberdade emocional de se tornar livre das dívidas, podendo investir o dinheiro excedente no avanço do reino.

Fazer: Organizar suas receitas e despesas para que a dívida não se torne um fardo financeiro e emocional.

ESBOÇO

I. Saber: O legado da dívida

A. Quais são as principais causas do endividamento e como elas podem ser evitadas?

B. Quais medidas práticas nos ajudam a viver dentro do nosso orçamento?

C. De que maneira as economias e o investimento criam uma barreira contra a dívida?

II. Sentir: Liberdade em relação às dívidas

A. Quais são os benefícios psicológicos e emocionais de estar livre de dívidas?

B. Como os cristãos podem se sentir satisfeitos e contentes com o que eles têm quando o mundo os incentiva a acumular cada vez mais?

III. Fazer: Administrando a dívida

A. Como os cristãos devem administrar suas dívidas e como devem se relacionar com coisas como cartões de crédito e outras formas de financiamento?

B. Como os cristãos podem fazer um orçamento com sabedoria e estabelecer prioridades apropriadas, de acordo com a vontade de Deus, para orientar seus gastos?

C. Qual é a relação entre gratificação instantânea e confiança em Deus para o futuro?

D. Como os investimentos celestiais e os sábios investimentos terrestres podem se complementar?

RESUMO: O cristão que vive sem dívidas é financeira e emocionalmente livre. A piedade unida ao contentamento é um ganho maravilhoso, e a gestão sábia dos recursos financeiros e materiais inclui investimento e poupança.

Ciclo do aprendizado

Motivação

Focalizando as Escrituras: Romanos 13:7, 8

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Deus está acostumado a resgatar os pecadores do endividamento do pecado, e Ele é perfeitamente capaz de livrá-los do endividamento financeiro também.

Para o professor: A dívida imprudente tem prejudicado o crescimento espiritual de muitos cristãos, acelerando muitos divórcios, causando suicídios e contribuindo para a depressão. As forças 

de Satanás sabem que é muito difícil ter plenitude espiritual quando as obrigações financeiras consomem a vida.

Os compromissos financeiros têm fortes ramificações espirituais. Aqueles que evitam o endividamento geralmente desfrutam de melhor saúde emocional e maior estima na comunidade. A dívida parece uma areia movediça emocional: quanto mais nos esforçamos para nos libertar, mais rapidamente começamos a afundar. Assim como ocorre com o tabagismo, a maneira mais fácil de vencer o hábito da dívida é nunca o iniciar. Para aqueles que recebem esse conselho tarde demais, Deus oferece a esperança da liberdade.

Atividade inicial: Discuta os perigos do acúmulo gradual de dívidas. Uma ilustração adequada é a dívida de cartão de crédito, na qual o pagamento do valor mínimo devido e a adição de novos encargos mensais fazem com que a dívida se torne uma “bola de neve”. Como essa ilustração revela a importância de nunca começar a trilhar o caminho da dívida?

Compreensão

Para o professor: O endividamento se tornou cada vez mais comum na vida moderna. Famílias, cidades e até mesmo nações declaram falência. Os Estados Unidos, que um dia já se gabaram de ter a economia mais robusta do mundo, assumiram montantes surpreendentes de dívida. Para muitos, os múltiplos pagamentos do cartão de crédito são fonte de ansiedade constante.
A Bíblia tem algo a dizer sobre essa “epidemia” mundial? Sim, com certeza!

Comentário bíblico

I. O risco do capital emprestado

(Recapitule com a classe Sl 37:21; Ec 5:5; Dt 28:43-45; Pv 22:7.)

O livro de 2 Reis registra a história de um dos discípulos dos profetas que pegou um machado emprestado para cortar madeira como parte de um projeto de construção (2Rs 6:1-6). No decorrer do trabalho, a cabeça do machado se soltou do cabo e acabou afundando no leito de um rio nas proximidades. O discípulo de profeta sentiu-se perturbado por duas coisas: ele não apenas havia perdido o machado, mas o objeto era emprestado!

Salomão advertiu que os que tomam emprestado são escravos dos que emprestam (Pv 22:7). Vemos a verdade dessa advertência no uso dos cartões de crédito. Os termos de empréstimo são altamente desfavoráveis ao que toma emprestado. As taxas de juros exorbitantes, subindo rapidamente e chegando a atingir 487,6% ao ano em fevereiro de 2017, não são incomuns, sem mencionar as taxas e multas por atraso que apenas compõem o problema. A ansiedade em relação ao pagamento da dívida às vezes atinge níveis insustentáveis. A conduta mais sábia é gastar apenas o que temos e economizar para aquisições futuras.

Pense nisto: Por que a satisfação dos nossos desejos imediatos não compensa a ansiedade em relação ao pagamento das dívidas? O que Salomão quis dizer com sua advertência de que os que tomam emprestado são escravos dos que emprestam?

II. Gratificação instantânea

(Recapitule com a classe Gn 3:6; 25:34; Mt 4:3-10; 2Sm 11:2-4; 1Jo 2:16; Rm 8:8.)

Quantos, no espírito de Esaú, satisfazem desejos imediatos, sacrificando seu direito de primogenitura espiritual! Vivemos na geração da gratificação instantânea. Em muitos países, há refeições instantâneas, fornos de micro-ondas, empréstimos overnight, crédito fácil e restaurantes de fast-food. Existe comunicação instantânea. Enquanto gerações passadas esperavam ansiosamente por meses para receber cartas remetidas ao redor do mundo, os comunicadores de hoje utilizam ferramentas tecnológicas para se conectarem instantaneamente com pessoas em todo o mundo.

Esses “milagres” modernos não são necessariamente maus em si mesmos, mas contribuem para uma atmosfera de gratificação instantânea que promove uma atitude de “eu quero isso agora, e vou encontrar uma forma de obtê-lo neste momento”. Com credores sem escrúpulos, dispostos a lucrar com os desejos dos consumidores que desejam ter tudo agora, a cultura da gratificação instantânea se tornou generalizada. Espiritualmente, esse desejo voraz revela uma ausência de confiança no cuidado de Deus a longo prazo. Assim, tragicamente, lemos na Bíblia que Acabe desejou a vinha de Nabote e a obteve naquele momento. Saul ficou impaciente com o atraso de Samuel e agiu naquele momento. Onde estava a certeza de que Deus supriria as necessidades quando elas fossem mais necessárias?

Pense nisto: Como os cristãos podem diferenciar necessidades de desejos, coisas que podem esperar e coisas que são imediatamente essenciais?

III. Vivendo com satisfação

(Recapitule com a classe 1Tm 6:6-10; Mt 6:33; Lc 14:27-33.)

Escrevendo para Timóteo, seu jovem discípulo, Paulo exaltou o valor da piedade unida ao contentamento. Seu raciocínio opõe-se às tendências contemporâneas que defendem fortemente nossos direitos. Juntamente com essa atmosfera de direitos está a cobiça humana. Asafe confessou: “Eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos” (Sl 73:3). “Merecemos ­coisa melhor” e “todo mundo está comprando” são os perigosos lemas dessa geração esbanjadora.

Contra essa tendência egoísta, Jesus lembrou Seus ouvintes judeus de que mesmo os pagãos calculavam o custo antes de construir. Hoje chamamos isso de orçamento. O orçamento estabelece uma barreira prática contra o excesso de gastos, o empréstimo, o abuso de crédito e outras práticas perigosas. Fazer um orçamento permite que os fiéis vivam dentro de suas possibilidades e planejem sabiamente os gastos futuros. Desejar coisas melhores não é errado, mas cobiçá-las é pecado. Dinheiro não é o problema, mas o amor ao dinheiro. Viver com contentamento (1) é uma demonstração de gratidão pela generosa provisão de Deus, (2) é uma expressão de confiança em relação ao Seu cuidado contínuo, e (3) proporciona tranquilidade pessoal. Preocupar-se com o futuro não muda a realidade.

Pense nisto: 1. Paulo fez uma distinção entre dinheiro e amor ao dinheiro quando disse que o amor ao dinheiro (e não o dinheiro em si) é a raiz de todos os males. Por que essa distinção é importante? O que Paulo quis dizer com isso? 2. Viver com contentamento pode melhorar nossa saúde em geral?

IV. Poupando e investindo

(Recapitule com a classe Pv 6:6-8; 13:11, 18; 15:22; 21:5; 24:27; Dt 8:18.)

Muitas vezes, gastamos tanto tempo nas consequências negativas da dívida que negligenciamos o valor positivo do investimento. Salomão defendeu o exemplo de preparação da formiga para necessidades futuras. O orçamento adequado é aquele em que a parte de Deus (dízimos e ofertas) é separada primeiramente, em seguida as necessidades presentes são atendidas e, por fim, são separadas economias para investimento e preparação para futuras necessidades. Os investidores instruídos não são enganados por “esquemas para enriquecer rapidamente”. Eles investem não apenas para ganhos pessoais, mas também em benefício do próximo.

Deus concede a inteligência para alcançarmos riqueza. Ele quer multiplicar nossos recursos financeiros. Ele encontra mordomos fiéis como Robert LeTourneau e confia-lhes riqueza.

Com sua riqueza, LeTourneau fundou uma faculdade cristã e, segundo informações, ao fim de sua vida, ele estava vivendo com 10% de sua renda e devolvendo 90% a Deus.

Pense nisto: Qual é o segredo do orçamento cristão bem-sucedido?

Aplicação

Para o professor: A administração bem-sucedida requer moderação e sabedoria. Mediante o Espírito de Deus, obtemos essas duas qualidades. Ser contente é uma demonstração de que temos ambas.

Perguntas para aplicação

1. Onde os cristãos podem encontrar ferramentas para fazer um orçamento realista e que honre a Deus?

2. Como os cristãos podem cultivar o contentamento em um mundo que clama por “direitos”?

3. Como os mordomos de hoje podem passar esses princípios a seus filhos se sua vida não é uma demonstração dos mesmos princípios?

4. Quais medidas os discípulos de Cristo devem tomar para sair da dívida paralisante?

5. Como os seguidores de Jesus podem se tornar investidores de sucesso?

6. Como Cristo deseja que Seus seguidores se relacionem com aqueles que lhes tomaram emprestado?

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: As medidas práticas que os membros tomarão deste momento em diante dependem em grande parte de sua situação individual. Alguns fizeram boas escolhas e investimentos, enquanto outros sucumbiram ao mundanismo e à gratificação instantânea. Também devemos lembrar que alguns não têm culpa de ser menos favorecidos. Alguns são necessitados devido a acidentes ou doenças que sofreram. Outros possuem membros da família que sofreram, esgotando as finanças familiares. Alguns cresceram em casas em que esses princípios não foram ensinados e, portanto, nunca desenvolveram habilidades administrativas. Deus, no entanto, conduz-nos de onde quer que estejamos para onde Ele deseja que cheguemos, contanto que confiemos Nele e Lhe obedeçamos completamente.

Atividades

1. Faça um orçamento. Se você nunca fez isso antes, peça ajuda aos amigos ou consulte os excelentes materiais cristãos sobre orçamento disponíveis em livros cristãos.

2. Pesquise várias oportunidades de investimento por (1) potencial de rendimentos, (2) considerações éticas (por exemplo, os cristãos devem financiar ogivas nucleares?), e (3) potencial para ajudar os outros.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

 

BÊNÇÃOS NA GUARDA DO SÁBADO

Há dez anos, o esposo de Mavis [pronuncia-se Meivis] morreu, deixando-a sem saber o que fazer com uma alfaiataria de alta costura. O esposo tinha três lojas prósperas na Jamaica, incluindo um outlet principal com 25 empregados em um shopping center da capital, Kingston. Mavis sentiu-se em uma encruzilhada e, finalmente, decidiu dirigir o negócio sozinha.

Dez anos depois, Mavis se encontrou novamente em outra encruzilhada. Ela desejava ser batizada na Igreja Adventista, mas o sábado era o dia de maior movimento no trabalho. Então, ela orou sinceramente sobre o que fazer. Mavis, que folgava do trabalho e ia à igreja aos domingos, ouviu falar sobre o sábado por meio de amigos adventistas. Ela aprendeu que o 4º mandamento diz: “Lembra-te do dia de sábado, para o santificar.” Mas ela não sabia que isso se aplicava a todos os cristãos.

As coisas começaram a mudar depois que um amigo da família a convidou para estudos bíblicos semanais. O amigo, um empresário adventista, havia orado regularmente com o marido de Mavis, antes do seu falecimento. Porém, Mavis recusou seus convites para visitar a igreja dizendo que estava muito ocupada. Mas, então, ele a convidou para os estudos bíblicos nos pequenos grupos e sempre telefonava lembrando-a das reuniões.

Mavis ficou impressionada ao descobrir que conhecia tão pouco sobre a Bíblia. “Minha mente começou a se abrir em relação ao que a Bíblia queria mostrar”, ela disse. “Não sabia que tudo isso estava na Bíblia!” Além da verdade sobre o sábado, ela não sabia sobre a volta de Jesus e o estabelecimento do Seu reino de justiça. E ficou maravilhada com a descrição bíblica da Nova Terra.

Decisão pela verdade

“Quanto mais explicações recebia, mais desejava ouvir”, Mavis conta. Apesar disso, ela continuou abrindo as alfaiatarias aos sábados. Então, certa noite, depois de sair de um estudo bíblico, ela sentiu uma voz lhe dizendo: “Você pode correr, mas não pode se esconder.”

Mavis começou a orar seriamente sobre o sábado. “Não aceitava completamente o que aprendia”, disse ela. “Creio que o Senhor me disse que eu estava fugindo dEle, mas não podia me esconder, não importava o que acontecesse.” Em dezembro de 2016, ela tomou sua decisão e colocou, nas portas de suas três lojas, um aviso que dizia: “A partir de 7 de janeiro, a alfaiataria Spencer será fechada aos sábados. Porém, as lojas estarão abertas aos domingos.” Mavis foi batizada no dia 7 de janeiro. Vários clientes reclamaram do fechamento das lojas. “Como você pôde fazer isso?”, um deles protestou. “Sábado é o dia mais produtivo! Por que você vai fechar?”, indagava outro. Mavis respondeu pacientemente: “Meu Pai celestial me diz que os milhares de animais nas colinas pertencem a Ele. Por isso, não é difícil para Ele me dar dez deles.”

Embora as lojas ficassem fechadas aos sábados, começaram a prosperar. Os clientes começaram a elogiar a decisão de trabalhar no domingo. Grandes multidões no shopping center, onde a loja principal estava localizada, dificultavam o estacionamento aos sábados, mas o shopping center era tranquilo aos domingos. “Minhas vendas subiram”, disse Mavis. “Muitas pessoas que geralmente vinham durante a semana ou no sábado acharam mais conveniente vir no domingo. Elas não gostam de brigar por vagas no estacionamento.”

O lucro maior

“Ainda mais importante do que o dinheiro”, Mavis disse, “é a realidade de que ganhei uma nova família na igreja”. Ela lembra a recepção calorosa que recebeu quando foi pela primeira vez à igreja no sábado. “Foi como abrir um portão”, disse ela. “Todos correram para mim. Não posso acreditar como as pessoas são tão amorosas e tão gentis. Eu nunca estive tão feliz em toda a minha vida!”

Mavis costuma orar com a equipe antes de abrir as lojas todas as manhãs. Ela pede que Deus abençoe os clientes e que os empregados se apoiem e demonstrem amor uns pelos outros. Ela disse que seus funcionários costumavam discutir e competir, mas agora uma sensação de calma e unidade paira no ambiente das lojas.

Ela também convidou os funcionários para participar dos estudos bí- blicos em pequenos grupos, e um deles está se preparando para o batismo. Ao ser questionada sobre o conselho que daria aos empresários que desejam guardar o sábado, ela diz: “Você não tem nada a perder. Você só tem a ganhar quando se entrega completamente ao Senhor.”

Seu verso bíblico preferido está em Filipenses 4:13, que diz: “Tudo posso Naquele que me fortalece” (NVI). “Mantenha seus olhos em Jesus porque Ele é a fonte da vida”, ela testemunha. “Sem Ele, nada temos. Com Ele, podemos fazer tudo!”

Assista a um pequeno vídeo de Mavis no link: bit.ly/mavis-spencer

Resumo missionário

Em 1988, a Jamaica foi o primeiro país tropical a enviar uma equipe de bobsled para os Jogos Olímpicos de Inverno.

A Jamaica é o habitat de mais de 200 espécies de orquídeas exóticas, 73 das quais são indígenas.

É também a terra natal do homem mais veloz do mundo, Usain Bolt.

Nesse país, está o Jamaica Kingston Harbor, o sétimo maior porto natural do mundo.

Os protestantes representam 70% da população da Jamaica, e os Adventistas do Sétimo Dia são a segunda maior denominação. Um em cada nove jamaicanos é adventista.

O críquete é o esporte mais popular na Jamaica. O país produziu alguns dos jogadores de críquete mais famosos do mundo, incluindo George Headley, Courtney Walsh e Michael Holding

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 1º trimestre de 2018

Tema geral: Mordomia cristã: motivos do coração

Lição 11: 10 a 17 de março

Dívida: uma decisão diária

Autor: Heber Toth Armí

Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br

Revisora: Josiéli Nóbrega

Ter dinheiro não é mau, porém é preciso certificar-se de que ao ganhá-lo não estamos perdendo o que ele não pode comprar: o caráter!

Infelizmente, “vivemos num mundo materialista e consumista. As pessoas valem quanto têm. Presenciamos uma brutal inversão de valores. As coisas externas estão se tornando mais importantes que os valores internos. Neste mundo embriagado pela avareza, a riqueza material vale mais que a honra. O dinheiro passou a ser mais importante que o caráter. O brilho do ouro tem entenebrecido a mente de muitas pessoas e corrompido sua alma. O dinheiro é a mola que gira o mundo” (Hernandes Dias Lopes; Dinheiro, p. 12).

Alguém disse que a síntese de nossa época é “comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, a fim de tentar ser uma pessoa que você não é”.

O consumismo é uma tentação maior nos dias de hoje. “Na década de 1950, nós consumíamos cinco vezes menos do que hoje. Não éramos menos felizes por isso. Na década de 1970, mais de 70% das famílias dependiam de apenas uma renda para sustentar a família. Hoje, mais de 70% das famílias dependem de duas rendas para manter o padrão. Ou seja, o luxo de ontem, tornou-se a necessidade imperativa de hoje. As propagandas apelativas tentam abrir um buraco de insatisfação dentro de nós, berrando aos nossos ouvidos que, se não usarmos os seus produtos, estaremos à margem da verdadeira felicidade” (Idem, p. 14).

Por isso, nosso salário parece insuficiente. Então, para manter o padrão, muitas vezes apostamos nos empréstimos. Contudo, precisamos nos conscientizar de que:

  • Dinheiro tomado emprestado não é nosso, é de quem o emprestou. Portanto, em nossas mãos acarretam vários riscos, e um deles é o de não ter condições de devolvê-lo e ser rotulado de caloteiro (Sl 37:25).
  • Devemos nos contentar com o que Deus nos dá, buscando sabedoria para administrá-lo com eficiência, sem ficar obcecado com o que não temos (1Tm 6:6-11).
  • Dívidas podem custar muito caro (Dt 28:43-45); a sabedoria está em recorrer a Deus que, “segundo a sua riqueza em glória, há de suprir, em Cristo Jesus, cada uma de vossas necessidades” (Fp 4:19).
  • Ao buscar orientações bíblicas e confiar no poder divino é possível livrar-se das dívidas que escravizam e arruínam a vida e a família (1Rs 4:1-7).
  • Como mordomos de Deus devemos administrar com sabedoria o que Ele permite chegar às nossas mãos, sem desejar mais do que Ele nos dá (Fp 4:10-12). Por isso, Deus deixou diretrizes em Seu manual que merecem atenção:
  1. “Conservem-se livres do amor ao dinheiro e contentem-se com o que vocês têm, porque Deus mesmo disse: ‘Nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hb 13:5, NVI).
  2. “Então, alguns soldados lhe perguntaram: ‘E nós, o que devemos fazer?’ Ele respondeu: ‘Não pratiquem extorsão nem acusem ninguém falsamente; contentem-se com o seu salário’” (Lc 3:14, NVI).
  3. “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros” (Rm 13:8, NVI).

Para facilitar o acúmulo das dívidas, muitas estratégias foram criadas: Cartões de crédito, empréstimos bancários, parcelas infindáveis, etc. Porém, o mordomo de Deus deve saber que “a dependência financeira gera escravidão. A dívida é uma espécie de coleira que mantém prisioneiro o endividado [...]. A agiotagem é uma prática criminosa. É uma forma injusta e iníqua de aproveitar da miséria do pobre, emprestando-lhe dinheiro na hora do aperto, com altas taxas de juros, para depois mantê-lo como refém [...]. Uma pessoa sábia é controlada em seus negócios e não cede à pressão nem à sedução do consumismo. Não se aventura em dívidas que crescem como cogumelo, pois sabe que o que toma emprestado é servo do que empresta [Pv 22:7]” (Lopes. Provérbios, p. 450, 451).

Por isso, “por preceito e pelo exemplo, os pais devem ensinar aos filhos a ciência de fazer com que [o salário] dure o máximo possível. Muitas famílias são pobres porque gastam o dinheiro logo que o recebem” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 269). A satisfação imediata prejudica em muitos aspectos, principalmente no espiritual, como se nota no episódio em que Esaú vendeu o privilégio da primogenitura por uma refeição (Gn 25:34); na história em que Jezabel mandou assassinar Nabote para obter sua vinha para Acabe (1Rs 21:1-16); e no relato do surgimento do pecado no mundo, quando a serpente despertou em Eva uma insatisfação e apontou para uma falsa solução (Gn 3:1-6).

A insatisfação fez Lúcifer querer ser mais do que era (Is 14:13, 14) e o filho pródigo a abandonar a casa do pai (Lc 15:11-32). A filosofia do mundo trabalha para despertar desejos pelas coisas supérfluas, das quais não precisamos. Entretanto, a conversão tira o egocentrismo do coração do ser humano e implanta o cristocentrismo ou teocentrismo (Mt 6:25-34). Os mordomos de Deus devem viver acima da cultura financeira que consome os recursos econômicos que Deus nos confiou.

Para que sejamos mordomos fiéis, visando a aprovação no dia do acerto de contas, devemos considerar estes princípios:

  1. Economizar, nunca esbanjar nem desperdiçar o que Deus nos confiou (Pv 21:20). “Economia não é avareza” (Idem, p. 267). O mordomo deve aprender da sabedoria das formigas: Trabalhar, prevenir-se, organizar (fazer orçamento) e ajuntar para investir com sabedoria no que realmente importa: No reino de Deus (Pv 6:6-8; Mt 6:33).
  2. Em 1 Timóteo 6, encontramos preciosas lições que enriquecem a vida do mordomo:
  • O maior lucro que alguém pode ter não é o aumento dos bens materiais, é a piedade com contentamento (v. 6).
  • Os recursos que Deus dá só têm utilidade enquanto estivermos vivos neste mundo. Além disso, eles não serão transportados para o Céu; portanto, precisamos administrá-los para Deus durante nossa existência (v. 7).
  • Devemos entregar o dízimo e as ofertas de gratidão que pertencem a Deus, nutrir nossa família e promover o bem no mundo. Vivendo satisfeito com o básico, sobrará para a obra designada por Deus a Seus mordomos (v. 8).
  • A busca desenfreada pela riqueza é a essência da avareza, o que resulta em pecados (v. 9).
  • A ganância por ficar rico é um laço para quem quer seguir a Cristo. O dinheiro não é a raiz de todos os males, mas o amor a ele, sim, pois o amor ao dinheiro usurpa o lugar de Deus no coração. A ambição desperta sentimentos impróprios que resultam em ações que não condizem com os mordomos de Deus (v. 10).

Enfim, “deve-se ter em estrita consideração a economia, senão se incorrerá em pesadas dívidas. Conservem-se dentro dos limites. Evitem contrair dívidas assim como evitariam a lepra” (Idem, p. 272).

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: O Pastor Heber Toth Armí graduou-se em Teologia pelo UNASP-EC, em 2005. Concluiu Mestrado em Teologia pelo UNASP-EC, em 2016. Atua como distrital em Fraiburgo, SC. É casado com Ketlin Mara Hasse Armí.