Lição 1
26 de setembro a 02 de outubro
Educação no Jardim do Éden
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Habacuque
Verso para memorizar: “Eis que Deus Se mostra grande em Seu poder! Quem é mestre como Ele?” (Jó 36:22).
Leituras da semana: Gn 2:7-23; 3:1-6; 2Pe 1:3-11; 2:1-17; Hb 13:7, 17, 24

A maioria dos estudantes da Bíblia conhece a história de Gênesis 1–3 e seus personagens: Deus, Adão, Eva, os anjos e a serpente. O cenário é um esplêndido jardim em um paraíso chamado “Éden”. O enredo parece obedecer a uma sequência lógica de eventos: Deus criou e, em seguida, instruiu Adão e Eva. Eles pecaram e foram banidos do Éden. No entanto, uma análise mais detalhada dos primeiros capítulos de Gênesis, especialmente através das lentes da educação, revelará percepções sobre os personagens, o cenário e a história.

“O método de educação instituído ao princípio do mundo deveria ser para o homem o modelo durante todo o tempo subsequente. Como ilustração de seus princípios, foi estabelecida uma escola-modelo no Éden, o lar de nossos primeiros pais. O Jardim do Éden era a sala de aula; a natureza, o compêndio; o próprio Criador, o instrutor; e os pais da família humana, os alunos” (Ellen G. White, Educação, p. 20).

O Senhor foi o fundador, diretor e professor dessa primeira escola. Mas, como sabemos, Adão e Eva, por fim, escolheram outro professor e aprenderam as lições erradas. O que aconteceu? Por quê? O que aprendemos com esse relato inicial da educação e como ele pode nos ajudar hoje?

Domingo, 27 de setembro
Ano Bíblico: Sofonias
A primeira escola

Embora não pensemos em um jardim como sala de aula, a comparação faz sentido, especialmente um jardim como o Éden, repleto das riquezas intactas da criação. Da nossa perspectiva atual, é difícil imaginar quanto esses seres não caídos, em um mundo não caído e sendo ensinados por seu Criador, devem ter aprendido nessa “sala de aula”!

1. Leia Gênesis 2:7-23. Em sua opinião, qual foi o propósito de Deus em criar, estabelecer e empregar Adão?

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Deus criou o homem e a mulher à Sua imagem e lhes deu um lar e um trabalho significativo. Quando consideramos a dinâmica professor-­aluno, esse é um relacionamento ideal. Deus conhecia as habilidades de Adão porque Ele o tinha criado. Podia ensinar Adão, sabendo que ele poderia alcançar todo o seu potencial.

Deus deu responsabilidades ao ser humano e desejava que a humanidade fosse feliz. E talvez, um dos meios para dar felicidade à família humana foi conceder-lhe responsabilidades. Afinal, quem não obtém satisfação, e até mesmo felicidade, de receber responsabilidades e cumpri-las fielmente? Deus conhecia o coração de Adão e o que ele precisaria para prosperar. Por isso, deu a ele a tarefa de cuidar do jardim. “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15). Pelo fato de conhecermos apenas este mundo de pecado e morte, é difícil imaginar o que o trabalho envolvia e as lições que, evidentemente, Adão aprendeu enquanto trabalhava e cuidava do jardim, seu lar.

Em Gênesis 2:19-23, Deus criou animais para serem companheiros de Adão e criou Eva como esposa dele. Deus sabia que ele precisava da companhia e auxílio de um par. Então, criou a mulher.

Deus também sabia que o homem necessitava estar em íntimo relacionamento com Ele. Por isso, criou um espaço particular no Éden dentro dos limites do jardim. Tudo isso comprova o propósito de Deus na criação e Seu amor pela humanidade. Novamente, pela grande distância entre nós e o Éden, é difícil imaginar como ele deve ter sido – embora seja agradável tentar imaginar, não é mesmo?

Embora estejamos distantes do Éden, aprendemos lições com a natureza. Quais são algumas dessas lições e como nos beneficiamos delas ao interpretá-las através das lentes das Escrituras?
Segunda-feira, 28 de setembro
Ano Bíblico: Ageu
Intromissão

Uma das alegrias dos professores é organizar a sala de aula: pendurar quadros de avisos, organizar suprimentos e tornar a sala agradável. Considerando a visão de Deus para Sua sala de aula, o Jardim do Éden, vemos o cuidado divino ao preparar um ambiente de aprendizado para Adão e Eva. Ele desejava cercá-los de beleza. Cada flor, pássaro, animal e árvore oferecia uma oportunidade para aprender mais sobre o mundo e sobre o Criador.

No entanto, há uma mudança abrupta de Gênesis 2 para Gênesis 3. Listamos as coisas boas criadas por Deus. Mas em Gênesis 3:1 nos damos conta de Sua provisão para o livre-arbítrio. A presença da serpente, “mais sagaz que todos os animais selváticos”, é um afastamento da linguagem usada até então. Palavras como “muito bom”, “não se envergonhavam” e “agradáveis” são adjetivos usados para descrever a criação nos capítulos anteriores. Em seguida, porém, com a serpente, há uma mudança de tom. A palavra “sagaz” também é traduzida em algumas versões como “astuta”. De repente, um elemento negativo é introduzido no que, até então, era apenas perfeição.

Em contraste com isso, Deus é apresentado como o oposto de “astuto”. Ele é claro sobre Suas expectativas para o casal. A ordem de Gênesis 2:16, 17 mostra que Deus havia estabelecido uma regra a que eles deviam obedecer: não deviam comer da árvore proibida.

De tudo o que podemos extrair dessa história, uma coisa se destaca: Adão e Eva foram criados como seres morais livres, capazes de escolher entre a obediência e a desobediência. Portanto, desde o início, mesmo em um mundo não caído, podemos ver a realidade do livre-arbítrio humano.

2. Leia Gênesis 3:1-6 e examine as descrições que a serpente usou e que Eva aceitou. O que você observa sobre as informações que a serpente apresentou à mulher? De que modo Eva passou a considerar a árvore do conhecimento do bem e do mal?

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Em Gênesis 2:17, o Senhor disse a Adão que se ele comesse da árvore “certamente” morreria. Quando Eva, em Gênesis 3:3, repetiu a ordem, ela não a expressou com tanta intensidade, deixando de fora a palavra “certamente”. Em Gênesis 3:4, a serpente colocou a palavra de volta, mas em completa contradição com o que Deus havia dito. Parece que, embora Eva tivesse sido ensinada por Deus no jardim, ela não levou tão a sério quanto deveria o que tinha aprendido, como podemos ver pela própria linguagem usada por ela.

Terça-feira, 29 de setembro
Ano Bíblico: Zc 1-4
Negligenciando a mensagem

Como vimos na lição de ontem, apesar da clara ordem de Deus, Eva, mesmo em sua linguagem, atenuou o que havia sido ensinado. Embora ela não tivesse interpretado mal o que o Senhor lhe havia dito, ela evidentemente não levou a questão a sério o suficiente. É difícil descrever as terríveis consequências de suas ações.

Portanto, quando Eva encontrou a serpente, ela lhe repetiu (mas não exatamente) o que Deus havia dito sobre as árvores do jardim (Gn 3:2, 3). Evidentemente, essa mensagem não era novidade para a serpente, que estava familiarizada com a ordem e, portanto, bem preparada para ­distorcê-la, roubando assim a inocência de Eva.

3. Examine Gênesis 3:4-6. Além de negar o que Deus havia dito, o que mais a serpente disse para enganar a mulher? De quais princípios ela se aproveitou?

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Quando a serpente disse à Eva que parte da mensagem estava incorreta, a mulher poderia ter consultado a Deus. Esta é a beleza da educação do Éden: o acesso que os alunos tinham ao seu poderoso Mestre estava certamente além de qualquer compreensão humana. No entanto, em vez de fugir, em vez de procurar a ajuda divina, Eva aceitou a mensagem da serpente. Aceitar a revisão da mensagem proposta pela serpente exigia da parte de Eva certa dúvida em relação a Deus e ao que Ele havia dito.

Entretanto, Adão entrou numa situação difícil. “Adão compreendeu que sua companheira havia transgredido a ordem de Deus, desrespeitando a única proibição a eles imposta como prova de sua fidelidade e amor. Teve uma terrível luta interior. Lamentou haver permitido que Eva se afastasse dele. Agora, porém, a ação estava praticada; ele devia se separar daquela cuja companhia tinha sido sua alegria. Como poderia suportar isso?” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 56). Infelizmente, apesar de saber distinguir o certo do errado, Adão também fez uma escolha errada.

Pense na ironia enganosa aqui: a serpente disse que, se eles comessem da árvore, seriam “como Deus” (Gn 3:5). Mas Gênesis 1:27 não afirma que eles já eram como Deus? Como podemos ser facilmente enganados e por que a fé e a obediência são nossa única proteção, mesmo quando recebemos a melhor educação, como Adão e Eva receberam?

Pense na ironia enganosa aqui: a serpente disse que, se eles comessem da árvore, seriam “como Deus” (Gn 3:5). Mas Gênesis 1:27 não afirma que eles já eram como Deus? Como podemos ser facilmente enganados e por que a fé e a obediência são nossa única proteção, mesmo quando recebemos a melhor educação, como Adão e Eva receberam?
Quarta-feira, 30 de setembro
Ano Bíblico: Zc 5-8
Recuperando o que foi perdido

Ao escolherem obedecer à mensagem da serpente, Adão e Eva enfrentaram, entre muitas outras consequências, a expulsão da sala de aula de Deus. Pense no que eles perderam por causa do pecado. Quando entendemos sua queda podemos compreender melhor o propósito da educação para nós na atualidade. Apesar de terem sido expulsos, a vida no mundo imperfeito inaugurou um novo propósito para a educação.

Antes da queda, a educação era a maneira pela qual Deus fazia com que Adão e Eva conhecessem Seu caráter, Sua bondade e Seu amor. Após a expulsão deles, a obra da educação passou a ser ajudar a humanidade a conhecer essas coisas, bem como recriar a imagem de Deus em nós. Apesar de sua remoção física da presença do Senhor, os filhos de Deus ainda podem conhecer Sua bondade e Seu amor. Por meio da oração, serviço e estudo de Sua Palavra, podemos nos aproximar de Deus como Adão e Eva faziam no Éden.

A boa notícia é que, por causa de Jesus, e do plano da redenção, nem tudo está perdido. Temos a esperança de salvação e restauração. E a educação cristã deve conduzir os alunos a Jesus, ao que Ele fez por nós e à restauração que Ele oferece.

4. Leia 2 Pedro 1:3-11. À luz de tudo o que se perdeu quando o ser humano deixou o jardim, esses versos nos mostram que muito pode ser recuperado. O que devemos fazer para buscar a restauração da imagem de Deus em nossa vida? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Buscar todas as virtudes que Cristo nos oferece, como a fé, a perseverança, o conhecimento e o domínio próprio.
B.( ) Devemos fazer penitências.

Por meio de Jesus recebemos “todas as coisas que conduzem à vida e à piedade”. Que promessa! Quais são algumas dessas coisas? Pedro nos deu uma lista: fé, virtude, conhecimento, domínio próprio, perseverança e assim por diante. Observe também que o conhecimento é uma das coisas mencionadas por Pedro. Evidentemente, essa ideia leva à noção de educação. A verdadeira educação leva ao verdadeiro conhecimento, o conhecimento de Cristo, e, assim, não apenas nos tornamos mais semelhantes a Ele, como também podemos compartilhar nosso conhecimento Dele.

Pense por um momento no fato de que a árvore proibida era a árvore do “conhecimento do bem e do mal”. Por que nem todo conhecimento é bom? Como sabemos a diferença entre o conhecimento bom e o ruim?
Quinta-feira, 01 de outubro
Ano Bíblico: Zc 9-11
Os que desprezam a autoridade

Na sala de aula, alguns são considerados “estudantes por natureza”. Eles mal precisam estudar para obter excelentes notas. Absorvem a matéria facilmente. O conhecimento deles parece se “fixar”. No entanto, em 2 Pedro, capítulos 1 e 2, vemos que nossa educação em Cristo é uma experiência de oportunidades iguais para aqueles que se dedicarem.

As palavras encorajadoras de 2 Pedro 1 estão em contraste com a séria advertência de 2 Pedro 2.

5. Leia 2 Pedro 2:1-17. Quais palavras fortes e condenatórias foram apresentadas nesse texto? Ao mesmo tempo, em meio a essa severa advertência e condenação, que grande esperança nos é prometida?

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Observe o que Pedro escreveu no verso 10 sobre aqueles que desprezam a autoridade. Que repreensão severa ao que também é uma realidade em nossos dias! Como corpo da igreja, devemos trabalhar com base no princípio de que devem existir certos níveis de autoridade (veja Hb 13:7, 17, 24), e somos chamados a nos submeter e obedecer-lhes, pelo menos na medida em que essas autoridades estão sendo fiéis ao próprio Senhor.

No entanto, em meio a essa dura condenação, Pedro apresentou, no verso 9, um contraponto, ao afirmar que, embora Deus seja poderoso para expulsar aqueles que escolheram o engano, “sabe livrar da provação os piedosos”. Seria possível que parte de nossa educação cristã não seja apenas evitar a tentação, mas também descobrir as maneiras pelas quais Deus nos livra dela, além de nos proteger dos que introduzem, “dissimuladamente, heresias destruidoras” (2Pe 2:1)? Além disso, já que o desprezo à autoridade é condenado, nossa educação não deveria consistir em aprender o caminho certo para compreender e obedecer aos que nos guiam, e nos submeter a eles (Hb 13:7)?

Embora não se possa dizer que Adão e Eva desprezaram a autoridade, eles acabaram desobedecendo ao Criador. E o que tornou sua transgressão tão grave foi que eles a cometeram em resposta a uma flagrante contradição daquilo que a autoridade, o próprio Deus, lhes havia ordenado, para seu próprio bem.

Reflita nessa questão da autoridade, não apenas na igreja e na família, mas na vida em geral. Por que o exercício adequado da autoridade bem como a submissão adequada a ela são tão importantes? Apresente sua resposta à classe no sábado.
Sexta-feira, 02 de outubro
Ano Bíblico: Zc 12-14
Estudo adicional

O santo casal não era apenas formado por filhos sob o cuidado paternal de Deus, mas alunos recebendo instrução do sábio Criador. Eram visitados pelos anjos e podiam ter comunhão com seu Criador, sem nenhum véu de separação. Estavam cheios do vigor proporcionado pela árvore da vida, e sua capacidade intelectual era só um pouco menor do que a dos anjos. Os mistérios do universo visível – “maravilhas Daquele que é perfeito em conhecimento” (Jó 37:16) – conferiam-lhes uma fonte inesgotável de instrução e prazer. As leis e os fenômenos da natureza, que têm incentivado o estudo dos homens durante 6 mil anos, estavam abertos à sua mente pelo infinito Construtor e Mantenedor de tudo. Interagiam com as folhas, flores e árvores, aprendendo de cada uma os segredos de sua vida. Adão estava familiarizado com cada criatura vivente, desde o poderoso leviatã que brinca nas águas até a menor criatura que flutua à luz de um raio de sol. Ele tinha dado a cada um seu nome e conhecia a natureza e hábitos de todos. A glória de Deus nos Céus, os mundos inumeráveis em seus ordenados movimentos, o “equilíbrio das nuvens” (Jó 37:16), os mistérios da luz e do som, do dia e da noite – tudo estava ao alcance da compreensão de nossos primeiros pais. Em cada folha na floresta ou pedra nas montanhas, em cada estrela brilhante, na terra, no ar e no céu, estava escrito o nome de Deus. A ordem e a harmonia da criação lhes falavam de sabedoria e poder infinitos. Estavam sempre descobrindo alguma atração que lhes enchia o coração de um amor mais profundo e provocava novas expressões de gratidão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 50, 51).

Perguntas para consideração

1. A escola e o trabalho deviam ser oportunidades para conhecer o Criador e a criação. Como conhecer a Deus por meio do trabalho, educação, voluntariado e ministério?

2. Diante da astúcia de Satanás no Éden, ficamos frustrados com nossa fraqueza? Adão e Eva sabiam que Deus estava próximo, mas aceitaram a meia-verdade da serpente. Como encontrar o poder divino para vencer a tentação?

3. Por que é importante obedecer às autoridades? O que acontece quando os limites da autoridade ficam obscuros? Como reagir diante de abusos de autoridade?

Respostas e atividades da semana: 1. Deus é amor. Para compartilhar o amor, Ele criou Adão e Eva e os colocou no jardim para que fossem felizes. 2. A serpente apresentou uma meia-verdade (uma mentira). Adão e Eva não morreram logo, mas começou neles o processo da morte. Eva considerava a árvore “agradável aos olhos” e “desejável para dar entendimento”. 3. A serpente a convenceu de que ela seria como Deus, conhecendo o bem e o mal. A serpente tirou vantagem da curiosidade de Eva. 4. A. 5. Palavras de condenação aos falsos mestres, que desprezam a autoridade. Aos obedientes e piedosos, é prometida libertação.

Resumo da Lição 1
Educação no Jardim do Éden

ESBOÇO

No princípio, não havia escolas nem universidades. Mas, mesmo sem livros, salas de aula ou eletrônicos com internet, o conhecimento – rico em sabedoria e virtude – era comunicado. Por meio da neblina que irrigava o solo (Gn 2:6), era possível discernir a presença divina, uma sala de aula no jardim e dois alunos feitos de barro fresco, recentemente animados por Seu fôlego de vida (Gn 2:7). Não se costuma pensar no Jardim do Éden como uma sala de aula onde Deus Se senta como instrutor, mas a lição desta semana nos guia nessa direção.

O início do livro de Gênesis nos instrui sob duas perspectivas diferentes: a primeira, o Gênesis nos permite andar com as sandálias de Adão e Eva (ou melhor, nas pegadas de seus pés descalços) e ouvir as aulas magnas que Deus provavelmente realizou sobre a história da criação, o propósito e as responsabilidades da família humana (Gn 1:26-28), lições da natureza, meditações sobre o casamento (Gn 2:18) e avisos sobre um inimigo e a árvore proibida (Gn 2:17); a segunda nos permite aprender com a narrativa do Gênesis como aprenderíamos com um livro didático. Revelações sobre a natureza do plano da serpente, as consequências da desconfiança e desobediência, o caráter de Deus desafiado e justificado e o plano da salvação emergem como temas de instrução e contemplação.

Conhecer os fundamentos históricos de qualquer ramo do conhecimento sempre traz uma perspectiva maior e uma compreensão mais abrangente. Assim como é indispensável conhecer os axiomas de Euclides no estudo da geometria, é essencial compreender os capítulos iniciais do Gênesis para entender o restante da Bíblia e toda a história da redenção.

COMENTÁRIO

Inocência versus astúcia

Em Gênesis 3, a descrição inicial da serpente como “sagaz”, “astuta” e “esperta” (ARA, NVI, NTLH) destaca um contraste importante entre esse animal e Adão e sua ishsha, o homem e sua esposa. A palavra hebraica traduzida como “sagaz” (‘arum) tem a mesma raiz consonantal e sons vocálicos semelhantes aos da palavra hebraica traduzida como “nu” (‘arom), usada para descrever a condição de Adão e Eva no verso anterior. Ao ler o hebraico em voz alta, os termos arom/arum são falados quase que consecutivamente e alerta o leitor sobre um jogo de palavras (paronomásia). Estamos prestes a ver uma Eva inocente entrar na arena de um enganador experiente e astuto. A mulher e o homem comem o fruto, e tudo muda a partir de então.

Mas como a serpente fez isso? Como foi capaz de usar 26 palavras para fazer com que um ser sem pecado, completamente satisfeito e bem cuidado, se rebelasse contra um Deus cuja essência é puro amor (1Jo 4:8)? O que quer que a serpente tenha feito, foi eficaz. Por meio de uma análise cuidadosa da conversa entre a serpente e Eva, você, como professor, pode mostrar quão astuta foi a estratégia de Satanás – e quão eficaz ela ainda é, milênios depois.

A escola do Éden e o teste de obediência

O Éden não era simplesmente um jardim; era um sistema educacional: “O método de educação instituído no começo do mundo deveria ser o modelo para o ser humano em todos os tempos. Como ilustração de seus princípios, foi estabelecida uma escola-modelo no Éden: o lar de nossos primeiros pais. O Jardim do Éden era a sala de aula; a natureza, o livro-texto; o próprio Criador, o instrutor; e os pais da família humana, os alunos” (Ellen G. White, Educação, p. 20).

Mas a continuidade da educação de Adão e Eva estava condicionada à sua lealdade inabalável a todos os preceitos e mandamentos de seu divino Mestre. “Enquanto permanecessem fiéis à lei divina, sua capacidade para saber, vivenciar e amar cresceria continuamente. Estariam constantemente adquirindo novos tesouros de saber, descobrindo novas fontes de felicidade e obtendo concepções cada vez mais claras do incomensurável e infalível amor de Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 51).

Assim, para garantir a lealdade do casal, Deus testaria sua obediência. “Semelhantes aos anjos, os moradores do Éden haviam sido postos à prova; sua condição de felicidade só poderia ser conservada mediante a fidelidade para com a lei do Criador. Poderiam obedecer e viver, ou desobedecer e morrer. Deus os fizera receptores de ricas bênçãos; mas, se deixassem de atender à Sua vontade, Aquele que não poupou os anjos que pecaram não poderia poupá-los; a transgressão os privaria de seus dons e sobre eles traria miséria e ruína” (ibid., p. 53). O exame final envolveu uma árvore e uma proibição. “No meio do jardim, perto da árvore da vida, estava a árvore do conhecimento do bem e do mal. Essa árvore havia sido especialmente designada por Deus para ser a garantia de sua obediência, fé e amor a Ele. O Senhor ordenou a nossos primeiros pais que não comessem dessa árvore nem tocassem nela, senão morreriam. Disse que podiam comer livremente de todas as árvores do jardim, exceto daquela, pois, se dela comessem, certamente morreriam” (Ellen G. White, História da Redenção, p. 24).

Deus fez mais do que simplesmente instruir Adão e Eva a não tocar no fruto ou não provar dele. Ele enviou anjos para dar instruções adicionais ao par, dizendo-lhes que, contra a tentação, seriam mais fortes juntos do que separados. “Os anjos haviam advertido Eva de que tivesse o cuidado de não se afastar do esposo enquanto se ocupavam com seu trabalho diário no jardim, pois junto dele estaria em menor perigo de tentação do que se estivesse sozinha. Contudo, distraída em sua agradável ocupação, inconscientemente se afastou de Adão. Percebendo que estava só, sentiu uma sensação de perigo, mas afugentou seus temores, entendendo que possuía sabedoria e força suficientes para discernir o mal e resistir a ele. Desconsiderando o aviso dos anjos, logo estava olhando, com um misto de curiosidade e admiração, a árvore proibida” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 53, 54). Eva não subordinou sua curiosidade às orientações dos anjos que a advertiram e a Deus, seu Mestre.

“Eva se deu conta de que estava contemplando com um misto de curiosidade e admiração o fruto da árvore proibida. Ela viu que o fruto era muito belo, e pensava consigo mesma por que Deus havia decidido proibi-los de comê-lo ou tocar nele. Era então a oportunidade de Satanás. Ele se dirigiu a ela como se fosse capaz de adivinhar seus pensamentos: ‘Foi isto mesmo que Deus disse: Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim?’” (Gn 3:1; Ellen G. White, História da Redenção, p. 32). A pergunta introdutória da serpente faria corroer a visão de mundo de Eva e minaria muito daquilo que ela havia sido ensinada a valorizar e considerar como verdade.

“Diante da pergunta ardilosa do tentador, ela respondeu: ‘Do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais. Então, a serpente disse à mulher: É certo que não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos abrirão os olhos e, como Deus, sereis conhecedores do bem e do mal’ (Gn 3:2-5). O diabo afirmou que, ao comer do fruto dessa árvore, Adão e Eva atingiriam uma esfera mais elevada de existência e entrariam para um campo mais vasto de conhecimento. Ele próprio havia comido do fruto proibido e, como resultado, adquirira o dom da fala. E insinuou que, por egoísmo, o Senhor desejava privá-los daquele fruto, com receio de que chegassem a um nível de igualdade com Ele. Foi por causa de suas maravilhosas propriedades, que transmitiam sabedoria e poder, que Ele lhes havia proibido de prová-lo ou mesmo de tocar nele” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 54).

Essa narrativa mostra uma educação fundamentada em visões de mundo. A cosmovisão  de Eva antes da queda estava arraigada no conhecimento do Criador que havia providenciado abundantemente para Sua criação, motivado apenas por Seu amor altruísta. A árvore proibida era um teste e um símbolo de que Adão e Eva, embora livres, não deveriam viver autonomamente à parte do seu Criador. Mas a serpente gravou uma imagem diferente na impressionável e inocente Eva. Usando os mesmos dados ao seu redor, ela reinterpretou a dinâmica do jardim de um modo que pintou Deus como: (1) restritivo ao máximo daquilo que é bom; (2) ameaçado por aqueles que compartilham dos poderes do conhecimento da árvore proibida; e (3) desinformado/enganado quanto às consequências letais da árvore. Quem não seria levado a duvidar do amor de um Deus assim? Uma vez que o amor é minado, a pessoa questiona a confiabilidade das palavras divinas, e dali para rejeitar Sua autoridade é um pequeno passo. Adão e Eva fizeram isso, e todos seguimos o exemplo. É missão da educação adventista do sétimo dia reverter essa distorção inicial do caráter divino na mente da criação e substituí-la pela verdade sobre quem é Deus. Ninguém melhor para cumprir essa incumbência do que os seres criados como portadores da imagem divina.

Aplicação para a vida

1. O trio vergonha, nudez e medo abrange a ideia central na narrativa da tentação. Nudez
e ausência de vergonha são as descrições introdutórias do primeiro par humano antes de sucumbirem à tentação (Gn 2:25). A percepção de sua nudez e vergonha implícita são os primeiros resultados da desobediência (Gn 3:7). Novamente, o medo e a vergonha os fazem se esconder quando ouvem a voz de Adonai Elohim, o Senhor Deus (Gn 3:9, 10). O Senhor até perguntou como sabiam que estavam nus (Gn 3:11). Não há uso das palavras hebraicas para pecado, rebelião ou iniquidade na narrativa. Qual é a sua opinião sobre isso? De que maneira a vergonha e o medo são fundamentais para a humanidade? Como o conhecimento de Deus e Sua salvação nos ajudam a responder a essas questões?

2. As pessoas ainda consideram o Deus cristão como restritivo. Quantas vezes ouvimos: “O que há de errado em fazer” isso ou aquilo? Qual é a maneira mais eficaz de dissipar essa mancha de milênios na reputação divina? Uma estratégia é mostrar que Deus ainda restringe apenas uma coisa de Sua criação: o pecado. O fato de uma árvore dar mil frutos diferentes não significa que Deus nos restringe de mil coisas diferentes, mas que Ele quer nos preservar do sofrimento.

A busca do Deus verdadeiro

Há nove anos, Jayasheela vivia em extrema pobreza no interior da região centro-sul da Índia. Seu esposo, Venkatesh, se empenhava para encontrar um emprego como pedreiro. Ela ficava em casa para cuidar do filho, de quatro anos, e da filha, de dois anos. Em meio à rotina, Jayasheela fazia uma pausa para inclinar-se perante três fotos de ídolos de pedra no santuário improvisado da família. Ela fechava os olhos e rezava: “Dê-nos dê alimento. Isso nos falta. Pelo menos hoje, que tenhamos nosso alimento.”

Às sextas-feiras, o casal jejuava e orava aos ídolos do nascer ao pôr do sol. Apesar da devoção aos ídolos, as orações nem sempre eram atendidas. O alimento era escasso. Algumas vezes, um vizinho gentil doava alguns vegetais. Outras vezes, a família passava fome. Jayasheela se perguntava por que os deuses ignoravam sua família e procurou outros deuses que atendessem às orações.

Certo dia, ela notou uma igreja cristã que realizava cultos aos domingos. Desejosa de encontrar o Deus verdadeiro, foi ao culto com o esposo e os dois filhos. De repente, ela sofreu um grave problema de saúde. Deu à luz uma menina que sofria com deficiência respiratória, e o médico não conseguia fazer nada. “Ajudá-la não está ao nosso alcance”, ele disse. Então, Jayasheela pediu que o pastor da igreja orasse orar por eles. O pastor orou e a bebê foi curada. O casal percebeu que encontrara o Deus verdadeiro. Depois disso, sempre que um dos filhos adoecia, Jayasheela recorria ao pastor pedindo orações. As crianças sempre eram curadas e ela nunca precisou ir ao hospital.

Porém, o pastor faleceu. Jayasheela sentiu-se desamparada. Ela dependia das orações do pastor para todas suas necessidades. Certo dia, todas as três crianças adoeceram. Ela não sabia o que fazer. A quem recorrer? A igreja ficou temporariamente sem pastor, pois dois homens disputavam a liderança. Ela não sabia como orar e ficou amedrontada. Em prantos, pegou uma Bíblia e tentou ler, embora tivesse apenas o quarto ano do Ensino Fundamental. Felizmente, mas de alguma forma, conseguiu dar sentido àquelas letras. Ela procurou ansiosamente informações sobre Jesus.

Enquanto lia, ficou surpresa ao descobrir que Ele guardava o sábado, não o domingo. Ela foi à sua igreja, que naquele momento já havia escolhido um novo pastor. “Na Bíblia, o sábado é o dia sagrado”, ela disse ao pastor. “Por que guardamos o domingo?” O pastor não gostou do questionamento, especialmente vindo de uma mulher com tão pouca educação formal. “Você está possuída pelo inimigo”, ele interrompeu. “Jesus aboliu todas as leis. Não se preocupe com isto.”

Jayasheela aceitou a resposta, até que um dia ouviu uma garota de doze anos recitar os dez mandamentos no culto de oração. Ela ouviu a menina repetir o quarto mandamento: “Lembre-se do dia do sábado para o santificar” (Êx 20:8). Em seguida, o pastor elogiou a garota que decorou os dez mandamentos. Jayasheela se perguntou por que o pastor achava importante decorar os dez mandamentos se Jesus havia abolido.

Pouco tempo depois, Jayasheela visitou a casa do pastor e viu um quadro dos Dez Mandamentos pendurado na parede e ficou muito confusa. Ela se perguntava porque ele tinha aquele quadro na parede, se a lei não tinha mais validade. Pela primeira vez na vida, orou: “Senhor, por favor me mostre a verdade!”

Naquela noite, Jayasheela teve um sonho. Nele, ela participava de uma corrida e alguém a interrompia abruptamente. Ela acordou, desapontada por haver sido impedida de terminar a corrida. Incapaz de dormir, orou: “Senhor, eu estava participando de uma corrida, e agora não sei aonde ir. Por favor, mostre-me qual caminho seguir.” Alguns dias depois, entrou em contato com um parente que não via há sete anos. Ele contou que estava participando em uma igreja que guardava os dez mandamentos, inclusive o sábado.

Hoje, Jayasheela e o marido são adventistas e abriram uma igreja em sua nova casa no campo. A família não vive mais na pobreza. Em um sábado recente, 15 moradores que frequentam essa igreja, entregaram o coração a Jesus. Jayasheela acredita que Deus respondeu à sua oração, mostrando-lhe o caminho.

Parte da oferta do décimo terceiro sábado ajudará a construir duas igrejas em Bengaluru, a cidade grande mais perto da casa de Jayasheela. Agradecemos pelas ofertas.

Dicas da história
• Pronúncia de Jayasheela:
• Fazer o download das fotos no Facebook (bit.ly/fb-mq).

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 4º Trimestre de 2020
Tema Geral: Educação e redenção
Lição 1 – 26 de setembro a 3 de outubro de 2020

Educação no Jardim do Éden

Autor: Adolfo Suárez
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisor (a): Josiéli Nóbrega

Introdução

Salman Khan é considerado um dos professores mais famosos do mundo. Tudo começou quando Salman decidiu ajudar uma prima de dez anos, que tinha dificuldade com as lições de matemática. Como moravam em cidades diferentes, Khan resolveu gravar vídeos e mandá-los para a prima pela internet. As aulas foram parar em um site internacional e viraram febre, com milhões de visualizações em todo o mundo.

O que chama a atenção é a clareza dos objetivos de Khan: “Educação gratuita, de padrão internacional, acessível para qualquer um, a qualquer momento, em qualquer lugar do planeta”.

1. A primeira escola: Os propósitos de Deus ao criar Adão e Eva

De acordo com Gênesis 1:26-28 e 2:7-23, ao criar Adão e Eva, Deus tinha objetivos claros: (1) Que o casal refletisse a Sua imagem e semelhança, (2) Que eles se unissem como marido e mulher, (3) Que tivessem filhos e filhas, e (4) Que eles cultivassem e guardassem o Jardim do Éden.

Esses quatro objetivos refletem aspectos essenciais da vida, que ainda são válidos. Em primeiro lugar, o ser humano necessita estar em relacionamento próximo com Deus, numa vida de constante lealdade. Ser leal a Deus significa honrar o compromisso de vivermos como filhos e filhas Dele; é viver com responsabilidade diante Dele. Ser leal a Deus é prometer e cumprir o que foi prometido. Ser leal a Deus é viver de tal forma que Ele confie em nós como Seus representantes aqui na Terra. Em segundo lugar, o casamento é necessário. As palavras de Gênesis 2:24 “expressam a mais profunda unidade física e espiritual de um homem e uma mulher, e exaltam a monogamia diante do mundo como a forma de casamento ordenada por Deus”. Além disso, “a esposa de um homem deve estar em primeiro lugar em suas afeições e seu primeiro dever é para com ela. Seu amor a ela deve exceder, mas certamente não substituir, o apropriado amor aos pais”.

Em terceiro lugar, ter filhos é uma bênção concedida pelo Criador, bênção esta que nunca foi anuladapor Deus e essa é a fonte de centenas de milhões de seres humanos que agora ocupam todos os continentes deste mundo”. Finalmente, em quarto lugar, o ser humano precisa trabalhar. “O humano tinha de usar as faculdades físicas e mentais para preservar o jardim no mesmo estado perfeito em que o havia recebido. O fato de o trabalho físico ser um aspecto agradável da vida na nova Terra (Is 65:21-23) indica que o trabalho não tinha o propósito de ser uma maldição”.

2. Intromissão: O inimigo destrói os propósitos da primeira escola

Todo bom professor prepara sua aula com esmero, cuidando do tema, dos objetivos, do método, das atividades, e fica feliz quando o que foi programado é executado da melhor maneira; mas fica frustrado quando algum incidente atrapalha o rendimento da aula. O Grande Mestre passou por isso: o que fora programado com carinho, foi completamente alterado pelo mestre enganador:

Os objetivos de Deus

O inimigo altera os planos

(1) Relacionamento com Deus: “Façamos o ser humano à nossa imagem” (Gn 1:26).

A serpente semeou dúvida e desconfiança na mente de Eva (Gn 3:1). Resultado? Deus expulsou o casal do jardim (Gn 3:23).

(2) Necessidade do casamento: “Por isso, o homem deixa pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Gn 2:24).

A unidade e romantismo que caracterizava a união do casal, logo foi substituída por acusação (Gn 3:12).

(3) Importância da procriação: “E Deus os abençoou e lhes disse: Sejam fecundos” (Gn 1:28).

O ato de ter filhos, que deveria ser algo prazeroso, agora seria algo que causaria sofrimento (Gn 3:16).

(4) Importância do trabalho: “O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15).

O trabalho que originalmente fora planejado para ser agradável, agora seria cansativo, hostil (Gn 3:19).

(5) Cuidado da natureza: “O Senhor Deus tomou o homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15).

A natureza, que havia sido colocada sob o pacífico domínio do ser humano, agora seria agressiva (Gn 3:17, 18).

(6) A vida eterna: “Façamos o ser humano à nossa imagem” (Gn 1:26). Sendo Deus eterno, tinha feito o ser humano para viver para sempre.

Com a entrada do pecado, por escolha do ser humano, a morte é certa para todos nós (Gn 3:19).

3. Recuperando o que foi perdido: Mudança dos objetivos educacionais

Adão e Eva agiram com total irresponsabilidade quando precisaram tomar uma decisão. Desafortunadamente, o pecado não manchou apenas a vida deles; também lançou dúvidas sobre o caráter de Deus. Além disso, o exercício da liberdade mostrou que o pecado não conhece limites, pois desde a Criação continua ganhando adeptos. Nesse sentido, podemos afirmar o seguinte:

“Toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e Satanás, quanto ao caráter de Deus, Sua lei e Sua soberania sobre o Universo... [Satanás] introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir Adão e Eva ao pecado. Esse pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua consequente devastação por ocasião do dilúvio mundial [...] Para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para os guiar, proteger e amparar no caminho da salvação”.

Conclusão

Diante desse cenário, temos esperança? Claro que sim! Não precisamos nos desesperar. Em Deus podemos vencer o pecado e sonhar com o Éden restaurado. Nesse sentido, cito as palavras de Ellen G. White:

“Eu conheço as suas lágrimas; Eu também chorei. Aqueles pesares demasiado profundos para serem desafogados em algum ouvido humano, Eu os conheço. Não pense que está perdido e abandonado; ainda que sua dor não encontre eco em nenhum coração na Terra, olhe para Mim, e viverá!”

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Conheça o autor dos comentários para este trimestre: Adolfo Suárez é formado em Teologia e Pedagogia. É Mestre em Teologia, e é Mestre e Doutor em Ciências da Religião, pela Universidade Metodista de São Paulo. É Pós-Doutor em Teologia pela Escola Superior de Teologia, de São Leopoldo, RS. Doutorando em Teologia Sistemática pela Universidad Adventista del Plata.

Casado há 25 anos com a psicóloga Janete Tonete Suárez, é pai de duas filhas: Yasmin e Isabela.

Atualmente é reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia, na sede oficial da Divisão Sul-Americana da IASD.