Lição 6
03 a 09 de novembro
Imagens de unidade
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Jo 14, 15
Verso para memorizar: “Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo” (1Co 12:12).
Leituras da semana: 1Pe 2:9; Êx 19:5, 6; Ef 2:19-22; 1Co 3:16, 17; 12:12-26; Jo 10:1-11; Sl 23

Os que estudam a Bíblia sabem que ela é repleta de imagens e símbolos que apontam para realidades maiores que essas imagens e símbolos. Por exemplo, a essência de todo o sistema sacrifical bíblico é, em certo sentido, um símbolo de uma realidade muito maior: Jesus e o plano da salvação.

Muitas outras imagens são usadas na Bíblia e, às vezes, imagens dos elementos mais básicos, como a água, o fogo e o vento. Dependendo do contexto, essas imagens revelam verdades espirituais e teológicas. Por exemplo, Jesus disse: “O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito” (Jo 3:8). O vento foi usado como símbolo do Espírito Santo.

A Bíblia utiliza uma série de imagens para descrever a unidade que encontramos na igreja – a unidade que Deus nos chama a manifestar diante do mundo. Individualmente, nenhuma imagem é completa. Em vez disso, no seu conjunto, essas imagens revelam muitas coisas sobre a unidade da igreja, como o relacionamento da igreja com Deus, os relacionamentos entre os membros e a relação da igreja com a comunidade.

A lição desta semana examina algumas imagens e o que elas revelam sobre a unidade em Cristo.

Domingo, 04 de novembro
Ano Bíblico: Jo 16–18
O povo de Deus

1. Leia 1 Pedro 2:9; Êxodo 19:5, 6; Deuteronômio 4:20 e 7:6. O que esses versos declaram sobre a condição especial do povo de Deus?

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igreja são pessoas, mas não qualquer tipo de pessoas. A igreja é o povo de Deus, os que pertencem a Ele, que O reclamam como seu Pai e Salvador, que foram redimidos por Cristo e que Lhe obedecem. Essa imagem ressalta o conceito de que Deus tem um povo na Terra desde a introdução do plano da salvação, e que existe uma continuidade entre Israel, no Antigo Testamento, e a igreja, no Novo. Desde os dias de Adão, dos patriarcas que viveram antes e após o Dilúvio, e de Abraão, Deus fez uma aliança com Seu povo para que ele representasse Seu amor, misericórdia e justiça para o mundo.

O povo de Deus é chamado de “geração eleita”, “sacerdócio real” e “nação santa”. Esses termos indicam que Seu povo foi separado para um propósito especial: “Anunciar as grandezas Daquele que os chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz” (1Pe 2:9, NVI). Isso também é um eco de uma descrição do caráter gracioso de Deus, representado em Êxodo 34:6, 7. “O Senhor comprou a igreja como Sua propriedade exclusiva a fim de que seus membros reflitam os preciosos atributos do caráter divino e proclamem a misericórdia a todas as pessoas” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 614).

2. Leia Deuteronômio 7:6-8. O que levou Deus a escolher os descendentes de Abraão como Seu povo? Isso é aplicável hoje?

Podemos nos perguntar: Qual país hoje merece o rótulo de “nação santa” (outra imagem da igreja)? Nenhum! As nações e etnias são compostas por pessoas que não merecem o amor nem a graça de Deus. E, embora a Bíblia nos chame a ser um povo santo, ela também ensina que a escolha e o estabelecimento de Israel como povo foram fundamentados em Seu amor, não em nenhum mérito humano. A formação do povo de Deus foi um ato de amorosa criação e, apesar do pecado e da apostasia em escala nacional, Deus manteve Sua promessa a Abraão de que, por meio da semente dele, Cristo, Ele salvaria Seu povo. Assim como a eleição do povo de Deus foi um ato de Sua graça, a salvação também é. Esse tema relembra nossas raízes comuns no imerecido favor de Deus.

A salvação tem como base o que Cristo fez por nós, não o que podemos fazer por nós mesmos, ainda que sejamos “o povo de Deus”. Por que devemos manter diante de nós essa verdade?
Segunda-feira, 05 de novembro
Ano Bíblico: Rm 11–13
A casa de Deus

Outra imagem do povo do Senhor no Novo Testamento é a “casa” de Deus. É uma metáfora de pedras e edifícios que destacam a natureza complexa e interdependente dos relacionamentos humanos na igreja. Pedro se referiu aos cristãos como “pedras vivas” (1Pe 2:5, NVI). Essa metáfora também inclui uma característica de permanência e solidez.

3. Leia Efésios 2:19-22. Quais ideias importantes Paulo enfatizou nessa passagem? O que essa imagem revela sobre a unidade na igreja?

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Paulo reuniu duas imagens da igreja: uma inerte (casa ou edifício) e outra viva (família).

Uma pedra não é muito valiosa por si só, mas unida a outras pedras ela se torna uma estrutura capaz de suportar as tempestades da vida. Nenhum cristão pode ser uma pedra isolada, mas deve estar ligado a outros na comunhão da família de Deus. Para que um edifício seja sólido, ele também deve estar sobre um sólido fundamento. Jesus Cristo é esse fundamento e a “pedra angular” da casa de Deus (veja também 1Co 3:11). A igreja deixaria de existir se não tornasse Cristo a pedra angular de suas atividades. Na verdade, a igreja está relacionada com Jesus Cristo: Sua vida, morte, ressurreição e segunda vinda. A igreja forma uma comunidade de cristãos unidos para compartilhar com o mundo as boas-novas sobre Jesus.

A imagem de uma família também é muito significativa. Ela se baseia nos relacionamentos entre as pessoas. É uma imagem familiar de pai, mãe, irmãos e irmãs. O vínculo entre os membros da família pode ser forte, e a lealdade que o acompanha muitas vezes transcende todos os outros vínculos externos. A lealdade é uma parte importante da unidade, pois como poderia haver unidade sem lealdade?

Como essa imagem se relaciona com a igreja? Os membros da igreja também fazem parte de uma grande família. Estamos ligados uns aos outros não apenas porque pertencemos à família humana por meio do nosso antepassado comum, Adão, mas também porque estamos ligados a Jesus, o segundo Adão, mediante nossa experiência comum do “novo nascimento”. Portanto, nos tornamos unidos não apenas por causa das mesmas verdades doutrinárias que aceitamos, mas também na experiência da conversão, como pessoas que têm uma nova vida em Jesus.

Embora nosso nome, “adventistas do sétimo dia”, ateste a importância da segunda vinda de Jesus, como podemos, em nível pessoal, manter a realidade desse evento diante de nós? Com o passar dos anos, como evitar o erro sobre o qual Jesus advertiu na parábola das dez virgens?
Terça-feira, 06 de novembro
Ano Bíblico: At 1–3
O santuário do Espírito Santo

Outra imagem de edifício utilizada por Paulo é a do santuário de Deus ou do Espírito Santo. É a imagem de um edifício dispendioso e valioso. Como no versículo de 1 Coríntios 6:19, em que a imagem se refere ao nosso corpo como o santuário do Espírito Santo, Paulo, em 1 Coríntios 3:16, 17, usou essa imagem para se referir ao edifício mais sagrado e precioso do antigo Oriente Próximo – o santuário de Deus.

4. De acordo com 1 Coríntios 3:16, 17, a igreja é o santuário do Espírito Santo. O que isso significa? Do que somos advertidos no verso 17?

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Ao se referir à igreja, Paulo não tinha em mente um santuário físico nem uma residência para Deus. No grego do Novo Testamento, há uma distinção entre “você”, no singular, referindo-se a uma pessoa, e “vocês”, no plural, referindo-se a muitas pessoas. Nesse caso, o texto bíblico está no plural. Essa metáfora se refere a uma entidade coletiva: juntos, os cristãos em Corinto formavam o santuário do Espírito Santo e, em um sentido espiritual, Deus habitava entre eles.

Para Paulo, Deus habita na comunhão cristã; daí sua advertência de que aquele que tentasse destruir essa comunhão sofreria as consequências. A unidade dos cristãos está no centro dessa comunhão e da presença de Deus nesse santuário. Embora esse texto seja usado no sentido de cuidar do corpo físico (o que, evidentemente, os cristãos devem fazer), não é esse o argumento específico apresentado por Paulo. Em vez disso, sua mensagem foi uma advertência sobre aqueles que destruíam a unidade da igreja.

No início do capítulo, Paulo se referiu ao que ele considerava “ameaças” à unidade: “Há inveja e divisão entre vocês” (1Co 3:3, NVI). Essas atitudes e comportamentos são ameaças reais à unidade dos cristãos e fazem com que a presença de Deus seja retirada de Seu santuário. Em outras palavras, os conflitos na igreja podem destruir o santuário de Deus. Portanto, Ele deseja que os membros eliminem as atitudes e comportamentos que ameaçam sua unidade.

Quando surgem conflitos, o conselho de Paulo ainda pode ser aplicado: “Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma coisa e que não haja entre vós divisões; antes, sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no mesmo parecer” (1Co 1:10).

Inveja, conflitos e divisão foram enfrentados pela igreja nos dias de Paulo, mas ocorrem hoje também. Como lidar com esses problemas de maneira que nossa unidade não seja ameaçada?
Quarta-feira, 07 de novembro
Ano Bíblico: At 4–6
O corpo de Cristo

Talvez a imagem mais conhecida da igreja, e que mais enfatize a unidade das suas partes, seja o corpo. “Assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo [...]. Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo” (1Co 12:12, 27).

Assim como um corpo é uma unidade, composta de muitas partes diferentes, cada uma com sua função e responsabilidade, assim também é a igreja como corpo de Cristo.

5. Leia 1 Coríntios 12:12-26. Como essa imagem de um corpo com muitas partes se aplica à sua congregação? Como ela se aplica a uma organização mundial, como a da Igreja Adventista do Sétimo Dia?

O ensino de Paulo em 1 Coríntios 12 revela a profunda realidade de que a unidade cristã autêntica não ocorre apenas na diversidade, nem a despeito da diversidade, mas por meio dela. Não devemos nos surpreender com o fato de que o Espírito Santo é a fonte dessas expressões de diversidade. Como o corpo humano é incrivelmente unificado e maravilhosamente diverso, assim também deve ser o corpo de Cristo, que por meio dessa diversidade expressa a plenitude e a riqueza de Seu corpo.

Essa imagem fala ao nosso coração. Nas últimas décadas, a Igreja Adventista do Sétimo Dia cresceu a passos largos. Ela é composta por pessoas de quase todas as origens, culturas e ambientes que podemos imaginar. Não devemos permitir que nossas diferenças étnicas, culturais, educacionais e de idade nos dividam. Essa diversidade deve ser moldada pelo Espírito Santo como uma força em favor da unidade, revelando a verdade de que, apesar dessas diferenças, somos todos um em Cristo.

Como vimos, ao pé da cruz somos todos iguais, independentemente de quem somos ou de onde viemos. À medida que o mundo se torna cada vez mais fragmentado, a igreja deve demonstrar que a unidade na diversidade pode ser alcançada. O povo de Deus pode revelar o poder de cura e reconciliação do evangelho.

Surpreendentemente, Paulo mostrou como esse ideal pode ser alcançado. “Cristo é o cabeça da igreja, sendo Este mesmo o salvador do corpo” (Ef 5:23). “Ele é a cabeça do corpo, da igreja” (Cl 1:18). Como cada cristão é espiritualmente ligado a Cristo, o corpo inteiro é, portanto, nutrido com o mesmo alimento. Por isso, é impossível enfatizar demasiadamente a importância do estudo da Palavra de Deus, a obediência ao que aprendemos nela e as experiências comuns de adoração e oração pela unidade no corpo de Cristo.

O sábado fez você experimentar a unidade e a comunhão que Cristo deseja para Seu povo?
Quinta-feira, 08 de novembro
Ano Bíblico: At 7–9
Ovelhas e pastor

6. Leia João 10:1-11. Quais aspectos dessa metáfora da igreja como um aprisco falam de unidade? Veja também o Salmo 23.

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No mundo moderno das grandes cidades é muito raro ver a criação de animais de qualquer espécie. A maioria das pessoas hoje tem pouco conhecimento sobre a relação entre ovelhas e pastores. No entanto, quando Jesus contou essa parábola, as pessoas O entenderam muito bem. Ele disse: “Eu Sou o bom Pastor”. Quando eles ouviram Suas palavras, imediatamente reconheceram Sua referência ao Salmo 23:1: “O Senhor é o meu pastor”. A imagem não foi apenas clara, mas também estava repleta de valor emocional, o que a tornou vívida. Na cultura do antigo Oriente Próximo, e ainda hoje no Oriente Médio, os pastores são conhecidos por se dedicarem ao cuidado das ovelhas, independentemente dos desafios e ameaças. A figura do pastor tornou-se uma das imagens mais preciosas usadas na Bíblia para descrever o caráter de Deus e a relação Dele com Seu povo.

A imagem do povo de Deus como ovelha é interessante. Muitas vezes temos a impressão de que as ovelhas têm natureza inofensiva e indefesa. Portanto, elas dependem do cuidado e direção de um bom pastor. Elas são, francamente, vistas como ingênuas. Inadvertidamente, às vezes se perdem, e o pastor as busca e as traz de volta ao aprisco. As ovelhas jovens geralmente precisam ser carregadas e exigem cuidados extras. É necessário ter paciência e compreensão para cuidar de ovelhas. Em muitos aspectos, essa é uma imagem perfeita para representar a igreja. O membro da igreja não tem nada a temer, mas tudo a ganhar em um relacionamento com o Pastor.

Nessa parábola, Jesus também enfatizou a importância de a ovelha ouvir a voz do pastor. É possível proteger alguns rebanhos colocando-os no mesmo recinto ou aprisco, quando necessário. Mas como separá-las depois? O pastor precisa apenas ficar na porta do aprisco e chamá-las. Suas ovelhas reconhecerão sua voz e virão até ele. “Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz” (Jo 10:4). Ouvir a voz do Pastor é crucial para a igreja. Na verdade, a unidade e a segurança do povo de Deus dependem de sua proximidade do Senhor e estão relacionadas diretamente à submissa obediência à Sua voz.

Geralmente as pessoas não gostam de ser descritas como ovelhas. No entanto, por que essa metáfora é apropriada? O que essa imagem deve revelar sobre nossa necessidade do Pastor e de obedecer à Sua voz?
Sexta-feira, 09 de novembro
Ano Bíblico: 1Co 8–10
Estudo adicional

Leia, de Ellen G. White, “O Divino Pastor”, p. 476-484, em O Desejado de Todas as Nações; e “A Igreja na Terra”, p. 240-243, em Conselhos Para a Igreja.

“No contexto do santuário em Jerusalém e das estruturas greco-­romanas presentes em toda parte, os autores do Novo Testamento usaram a metáfora do santuário para que os cristãos visualizassem a santidade da igreja, o papel de Deus em sua fundação e crescimento, a natureza definidora da obra de Cristo e do Espírito, e a solidariedade entre os cristãos. A arquitetura parece sugerir uma imagem estática. Porém, a metáfora é usada com imagens biológicas, e o processo de construção é acentuado. Em lugar da imagem estática, ‘somos encorajados a ver o processo de construção, não o edifício concluído’. A igreja recebeu o maravilhoso privilégio de reconhecer humildemente em sua vida e história ‘o santuário do Deus vivo’” (2Co 6:16; John McVay, Biblical Metaphors for the Church: Building Blocks for Ecclesiology, em Ángel Manuel Rodríguez, ed., Message, Mission and Unity of the Church. Hagerstown, MD.: Review e Herald, 2013, p. 52).

Perguntas para discussão

1. Reflita sobre as imagens bíblicas da igreja. De qual você gosta mais? Por quê? Há outras metáforas da igreja (1Tm 3:15; 2Tm 2:3-5; 1Pe 2:9).

2. “Deus quer que Seu povo seja unido pelos laços mais íntimos da fraternidade cristã. A confiança em nossos irmãos é essencial para a prosperidade da igreja. Unidade de ação é importante numa crise religiosa. Um passo imprudente, uma ação descuidada, pode lançar a igreja em dificuldades e provas das quais pode não se recuperar em anos” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 446). Por que devemos proteger a unidade da igreja? Qual é a função de cada um de nós nessa sagrada responsabilidade?

3. Crer na salvação em Cristo nos torna “Seu povo”. Você concorda?

Resumo: O Novo Testamento apresenta diferentes metáforas para ilustrar a natureza e a missão da igreja. Essas metáforas ensinam que Deus cuida atentamente de Seu povo e o protege. Essas imagens também ensinam que o povo de Deus está intrinsecamente ligado e que precisamos uns dos outros para realizar a obra à qual fomos chamados.

Respostas e atividades da semana: 1. O povo de Deus é raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes Daquele que o chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz. Israel foi libertado do Egito para ser o povo da herança do Senhor. 2. Comente com a classe. 3. Pessoas de todas as nações podiam ser colocadas sobre o fundamento, que é Cristo, e fazer parte do edifício da igreja dedicada ao Senhor e habitada pelo Espírito Santo. Pergunte: Sua igreja é unida e edificada em Cristo? 4. Comente com a classe. 5. Em cada congregação temos diversos membros, com variados talentos, mas todos são importantes para o corpo. Com funções e necessidades diferentes, todos devem se unir para que o corpo de Cristo cumpra sua função vital. 6. Somos unidos em um único Pastor; há um só rebanho, um só aprisco e uma única porta de entrada para o aprisco; há uma só voz do Pastor que guia as ovelhas; as ovelhas são unidas na morte e na ressurreição do Bom Pastor.

Resumo da Lição 6
Imagens de unidade

TEXTO-CHAVE: Efésios 2:19-22

O ALUNO DEVERÁ

Conhecer: Imagens bíblicas de unidade que demonstrem o papel integral que a unidade exerce na natureza e missão da igreja.
Sentir: O papel central da Trindade na vida e unidade da igreja.
Fazer: Valorizar a contribuição de todos os fiéis para a existência e missão da igreja.

ESBOÇO

I. Conhecer: Unidade e imagens da igreja

A. Como a necessidade da unidade cristã é enfatizada nas imagens da igreja, tais como o povo de Deus, a família de Deus, o templo do Espírito Santo, o corpo de Cristo, e as ovelhas do Pastor?
B. O que essas imagens da igreja nos ensinam sobre o que é e como ocorre a unidade?

II. Sentir: Deus e unidade da igreja

A. De que modo cada membro da Trindade contribui para a unidade da igreja nas imagens estudadas nesta lição?
B. Qual dessas contribuições é mais necessária em sua igreja local?

III. Fazer: Reconhecer todos os membros como importantes

A. O que as imagens da unidade da igreja indicam sobre as atitudes que cada cristão deve ter para com Deus e seus irmãos em Cristo?
B. De que forma você pode demonstrar que reconhece o valor de cada membro de sua igreja?

RESUMO: Metáforas da igreja do Novo Testamento ilustram a natureza vital da dependência de Deus e os relacionamentos harmoniosos que o povo de Deus é chamado a ter uns com os outros.

CICLO DO APRENDIZADO

Motivação

Focalizando as Escrituras: 1 Coríntios 12:12

Conceito-chave para o crescimento espiritual: Nosso relacionamento com Deus nos conduz a um relacionamento singular com outros cristãos, impactando nossa maneira de ver a nós mesmos e aos outros à medida que somos confrontados com nossa dependência de Deus em relação a todas as nossas necessidades e ao nosso chamado em comum para servi-Lo.

Para o professor: O relato abaixo ilustra como um único relacionamento pode alterar outros relacionamentos. Ajude sua classe a ver a importância do relacionamento inicial e o papel que uma missão em comum desempenha em transformar relacionamentos entre os envolvidos com a missão.

Discussão inicial: Quando Wendy aceitou um emprego em um hospital num país estrangeiro, viu-se cercada por desconhecidos numa cultura estranha. Seus colegas de trabalho mais próximos eram de diferentes etnias e origens, e seguiam diferentes religiões. À primeira vista, havia pouco em comum entre ela e eles, contudo, ao passar tempo com seus novos colegas, descobriu que um deles havia estagiado em seu país, e outro era um judeu ortodoxo e, como tal, respeitava o sábado. No entanto, não foram esses elementos em comum que mais impactaram seus relacionamentos, mas a ligação com o hospital que, de fato, os unia. Todos estavam exaustos de longas horas de plantão, preenchiam juntos formulários até altas horas da noite e frequentavam as mesmas reuniões. Todos se alegravam quando pacientes que estavam havia muito tempo hospitalizados recebiam alta, e sofriam quando outros morriam. A relação deles com o hospital mudou a forma de se relacionarem uns com os outros, de maneira que, dentro de poucos meses, passaram a se encontrar com frequência fora do ambiente de trabalho.

Perguntas para discussão

Descreva um relacionamento que transformou os relacionamentos que você tinha com outras pessoas. Que fatores sobre o primeiro fez a diferença nos outros? Como isso pode ajudá-lo a entender a maneira pela qual seu relacionamento com Jesus muda seu modo de se relacionar com outros?

Compreensão

Para o professor: A Bíblia contém muitas imagens da igreja. Cinco metáforas foram introduzidas na Lição dos alunos desta semana. Esta seção examina três imagens escolhidas para simbolizar os relacionamentos que a igreja tem com cada membro da Divindade. Ao observar essas metáforas, tente entender como elas retratam a unidade que Deus deseja para Sua igreja, e, também, examine a descrição de como cada componente da Divindade contribui para essa unidade.

COMENTÁRIO BÍBLICO

I. O povo de Deus

(Recapitule com a classe 1Pe 2:9; Ex 19:5, 6; Lv 26:12.)

A identificação que o apóstolo Paulo deu à igreja como povo de Deus ligou a igreja do Novo Testamento com a história e as promessas a Israel. Os crentes judeus de imediato associavam a expressão com sua rica história como povo da aliança, pois o termo é, em sua essência, relacional. No entanto, a ênfase do termo não está nos componentes do povo de Deus, mas nas ações e no caráter de Deus. Foi Ele quem criou, escolheu, comprou, remiu e salvou Seu povo. Portanto, somos propriedade divina e nossa identidade e direção provêm Dele.

A expressão povo de Deus enfatiza o status privilegiado de que compartilhamos, pois fomos separados para servir a um Deus que é justo e misericordioso. Como indivíduos e como um grupo de crentes, temos experimentado a graça divina. A metáfora do povo de Deus, portanto, enfatiza também os aspectos em comum da nossa jornada. Juntos fomos escolhidos e separados, e experimentamos graça e favor divinos. Juntos compartilhamos uma identidade enraizada em Cristo e temos o propósito comum de proclamar as maravilhas do nosso Deus. A metáfora “povo de Deus” tem o potencial de nos unir à medida que reconhecemos nosso passado de fracasso, nosso presente privilegiado e nossa esperança futura em Cristo.

Pense nisto: Por que Pedro enfatizou a ideia de tornar-se um povo? Que diferença nossa identidade em Deus deve fazer em nossa vida diária?

II. O templo do Espírito Santo

(Recapitule com a classe 1Co 3:16, 17.)

É provável que a metáfora da igreja como um templo tenha projetado diferentes imagens na mente dos ouvintes de Paulo. Os crentes judeus podem ter ligado a igreja com a história de Israel e o magnífico templo em Jerusalém, que era central à religião e à cultura judaicas. Os crentes gentios de fora da Palestina podem ter visualizado os templos pagãos greco-romanos, como o de Apolo. Contudo, todos compreenderam o argumento de Paulo sobre a igreja como um templo. Templos do antigo Oriente Próximo tinham características e simbolismos em comum; eram construídos cuidadosamente a partir de sofisticados materiais, pois serviam primariamente como local de habitação para as divindades. Embora Deus não habitasse em construções humanas, a existência de um templo garantia que Ele habitasse entre Seu povo conforme Sua promessa. Devido à presença divina no templo, ele era tanto um lugar sagrado quanto um local de comunicação entre Deus e Seu povo. A existência de um templo também proclamava a força e o poder divinos. Era uma afirmação de que Ele Se envolvia e estava interessado nas questões do povo.

A igreja, assim como um templo, deve ser uma representação apropriada do Deus que nela habita, portanto, deve refletir Seu caráter. Embora cada membro individualmente seja chamado a representar a Deus, quando a igreja como um todo reflete o caráter divino testemunha de maneira mais contundente a um mundo que observa. Como resultado, uma igreja unida demonstra o caráter e o poder de Deus. Danos à demonstração conjunta do caráter divino destrói o templo de Deus ao impactar seu uso e sua função.

Pense nisto: Como a presença de Deus é visível em Sua igreja? De que formas específicas a destruição da unidade da igreja compromete a função do templo do Espírito Santo? Paulo advertiu que Deus destruirá quem destrói o templo. Por que a penalidade para essa destruição é tão severa?

III. O corpo de Cristo

(Recapitule com a classe 1Co 12:12-26.)

A metáfora do corpo era usada por alguns políticos greco-romanos, como Menênio Agripa, para enfatizar a unidade do Estado; por isso não era novo o uso dessa figura de linguagem por Paulo para ilustrar a unidade. Porém, a interpretação paulina da metáfora era diferente da ideia de Menênio. O político considerava que havia unidade quando as classes mais inferiores compreendiam seu lugar na hierarquia e se submetiam aos patrícios que governavam. Por outro lado, Paulo encorajou a igreja a honrar os membros do corpo fracos e menos visíveis, tão necessários quanto todos os outros para a edificação da igreja. A diversidade dos membros da igreja devia ser compreendida, pois o próprio Deus tinha organizado as diferentes partes e funções. De igual importância na ilustração de Paulo sobre o corpo é a interdependência de cada parte. Cada uma precisa da outra, e é afetada pelo seu êxito ou fracasso.

Pense nisto: O conceito de Paulo sobre o corpo discordava do conceito dos antigos políticos. Como a metáfora do corpo continua a desafiar as atitudes e os valores retratados na sociedade atual?

Aplicação

Para o professor: Todas as metáforas da unidade da igreja estudadas nesta lição incluem uma referência a um membro da Trindade. Ajude sua classe a entender o papel central que nosso relacionamento com o Pai, o Filho e o Espírito Santo tem no desenvolvimento dessa unidade.

Perguntas para reflexão

1. A metáfora do povo de Deus nos convida a reconhecer que nossa identidade está no Criador. De que forma essa identidade tem a ver com a unidade? Com frequência nos identificamos de diferentes maneiras, como por exemplo, por meio da nacionalidade. Que identidades você tende a mostrar antes de revelar aos outros sua identificação com Deus? Essas diferentes identidades ou rótulos atrapalham a unidade da igreja?

2. Enxergar outras pessoas como membros do corpo de Cristo influencia no seu modo de se relacionar com elas? Como isso influencia sua maneira de ver a si mesmo e o valor que atribui a si?

Atividade

Escreva uma carta de apreço pelos dons ou serviço de um membro de sua igreja que em geral não tem muito reconhecimento.

Criatividade e atividades práticas

Para o professor: Esta atividade revê os princípios contidos nas metáforas estudadas nesta semana e os aplica de uma nova forma. Conscientiza da importância de transmitir os princípios das Escrituras de um modo que sejam facilmente compreendidos em todas as culturas e períodos da história.

Atividades

Os autores do Novo Testamento usavam metáforas que pudessem ser compreendidas com facilidade pelos seus leitores. Os judeus podiam visualizar o templo e entender sua importância e herança. De maneira idêntica, a maior parte dos ouvintes estava familiarizada com a função de um pastor e seu relacionamento com as ovelhas. Contudo, para nós esses conceitos são mais difíceis de ser visualizados. Pense em possíveis metáforas da unidade da igreja do século 21 que possam ser compreendidas mais facilmente na sua cultura. Escolha uma delas para escrever uma parábola ou contar uma história que enfatize como a igreja deve ser.

Planejando atividades: O que sua classe pode fazer na próxima semana como resposta ao estudo da lição?

Médicos evangelistas

Esta é uma atualização sobre o Hospital Adventista Manado, que recebeu parte da oferta trimestral em 2012.

Todos os anos, Jay separa algumas semanas em sua lotada agenda como médico e presidente do hospital indonésio para liderar uma campanha evangelística, e também incentiva a equipe do hospital a fazer o mesmo. O doutor Jay descobriu que o evangelismo público o mantém e a seus colegas unidos na missão de tratar os pacientes e prepará-los para a vinda de Jesus. “O evangelismo é meu desjejum e meu almoço”, disse o doutor Jay, numa entrevista em seu escritório no Hospital Adventista Manado, uma instituição com 150 leitos na ilha de Sulawesi.

A campanha evangelística de 2017, organizada em parceria com a Associação local, resultou em 69 batismos. Outras 53 pessoas haviam sido batizadas em 2016. Nessas duas campanhas, somente os médicos pregavam. Mas, em 2018, houve mudanças no projeto. Em vez de uma, passaram a ser realizadas três campanhas: uma liderada por médicos, outra liderada por enfermeiras e uma terceira liderada por administradores do hospital.

“Precisamos de união antes de tratar o mundo exterior, e nos unimos em nossa visão quando participamos do evangelismo público”, diz o doutor Jay. Essa foi a experiência dele como diretor do Hospital Adventista de Bandung na ilha indonésia de Java Oeste. Em cinco anos, quatro mil pessoas foram batizadas, como resultado das reuniões evangelísticas desse hospital. A Igreja Adventista administra quatro hospitais na Indonésia; os outros dois são o Hospital Adventista Bandar Lampung e o Hospital Adventista Medan, ambos na ilha de Sumatra.

O Hospital Adventista de Manado tinha 50 leitos quando começou a funcionar na antiga sede da União, em dezembro de 2007. Com a ajuda da oferta do trimestre, arrecadada em 2012, o hospital expandiu para 150 leitos em 2013. De acordo com o doutor Jay, o hospital enfrenta uma grave falta de especialistas qualificados em tempo integral, particularmente médicos. Tem 384 membros da equipe, 90% dos quais são adventistas e cuidam de 700 mil pacientes por ano.

Antes de chegar ao Hospital Manado, em 2015, ele não esperava trabalhar para o sistema de saúde adventista. Como médico ginecologista/obstetra, havia trabalhado por sete anos para o governo, até enfrentar o conflito sobre a guarda do sábado. Então, deixou o emprego e logo foi contratado para trabalhar no Hospital Adventista de Bandung, onde fez do evangelismo público o principal meio de chamar atenção da sociedade para a instituição.

O doutor Jay elogia o evangelismo público como forma de não apenas compartilhar o evangelho, mas também fortalecer a fé dos funcionários do hospital. Os membros da equipe pregam ou participam de atendimento médico gratuito, e seminários de saúde oferecidos simultaneamente com as reuniões evangelísticas.

“Quando saímos e fortalecemos os outros, somos os maiores beneficiados”, ele diz. O Hospital de Manado tem quatro capelães e supervisionam um programa espiritual dinâmico, incluindo duas semanas de oração todos os anos, uma programação de dez dias especiais de oração e culto diário em todos os departamentos. Nove pacientes foram batizados em 2016 e outros dois foram batizados em 2017. “Mateus 28:19-20 é nossa prioridade”, Doutor Jay disse, mencionando a ordem do Mestre Jesus: “Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a obedecer a tudo o que Eu lhes ordenei.”

“Reconhecemos que Jesus em breve voltará”, disse o doutor Jay. “Sim, Jesus em breve virá!” Agradecemos muito pelas ofertas missionárias.

Dicas

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Comentário da Lição da Escola Sabatina – 4º Trimestre de 2018

Tema Geral: Unidade em Cristo

“Imagens de unidade”

Lição 6: 3 a 10 de novembro

Autor: Fernando Beier
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Josiéli Nóbrega

Sábado

Jesus foi o Mestre das ilustrações homiléticas. Poucos souberam utilizar os elementos do cotidiano – vento, semente, frutas, pão, colheita – com tanta força e profundidade como Ele. Suas declarações eram precisas, e o impacto nos ouvintes, duradouro. Mesmo depois de séculos, os sermões de Cristo ainda falam de maneira contundente para as mais variadas mentes.

Os discípulos de Jesus aprenderam com o Mestre, e, de idêntica maneira, ensinaram preciosas verdades através de ilustrações pontuais. O apóstolo Paulo, por sua vez, fez uso abundante desse método em suas cartas às igrejas.

Cabe a nós, leitores ou ouvintes modernos da Bíblia, não apenas apreciar as imagens e símbolos nela contidos, mas vivenciar o impacto de suas verdades.

Domingo, 4 de novembro

Osmar Ludovico afirmou que permanecer na igreja “é um exercício de humildade, abnegação e serviço. Perseverar na comunidade é continuar crendo que Jesus Cristo é o Senhor do Seu povo.” Apesar dos muitos problemas da igreja, ela reflete o anseio de Deus por uma unidade real.

É verdade que existem razões para alguém não querer voltar à igreja. Reconheço seus defeitos. Aliás, esses defeitos estão mais patentes para mim do que para qualquer outra pessoa. Afinal, passo mais tempo na igreja do que a maioria, e, além disso, ouço semanalmente as reclamações dos descontentes. No entanto, nessas horas sempre me vem à mente uma pergunta: “Se eu abandonar a igreja, para onde vou?”

A igreja é o maior emblema do “povo de Deus”. Jesus não espera que ela seja isenta de contradições humanas, mas que seus membros busquem a perfeição como ela é representada em Cristo.

Segunda-feira, 5 de novembro

É fácil perder de vista o fato de que a graça de Deus nasce no coração de cada crente individualmente, e não de forma coletiva. Cada vez que penso na igreja como uma simples organização, sou tentado a me esquecer de que ela é composta de pessoas. Em certo sentido, a igreja sou eu. E se a igreja somos nós, ela reflete inevitavelmente a condição mental, moral e espiritual de seus membros. A meu ver, a maneira pela qual o crente considera sua função no corpo de Cristo tem muito mais relevância do que o tratamento que ele deseja receber da igreja.

Como seria a igreja se os cristãos esperassem apenas receber afagos e palavras carinhosas o tempo todo? Certamente, ficaríamos olhando uns para os outros, e nada mais. Entretanto, o que aconteceria se todos recordassem e vivessem as palavras do próprio Senhor Jesus: “Mais bem-aventurado é dar do que receber?”

Devemos nos unir no desejo santo de servir ao próximo, como membros de uma imensa família.

Terça-feira, 6 de novembro

Depois de frequentar a igreja por algum tempo, qualquer pessoa percebe que ali existe um paradoxo curioso. Algumas pessoas encontram na igreja companheirismo e amor altruísta, sendo batizadas e desfrutando de paz em sua comunhão. Outras se deparam com a crítica e a decepção, sentindo-se pouco incentivadas a voltar.

Como o cristianismo só funciona dentro de uma comunidade, a comunhão com Deus significa também comunhão com os filhos de Deus. Isso faz com que a existência da igreja seja uma necessidade real e evidente. A igreja é composta de seres humanos que possuem suas falhas e limitações. Isso significa que todos nós estamos, mais ou menos, na mesma situação. O bálsamo para nossas feridas é Jesus. Antes de esperar que a igreja realize algo por mim, tenho que ir a Cristo do jeito que me encontro e reconhecer diante Dele minha impotência. Como afirmou Abigail Van Buren: “Uma igreja é um hospital para pecadores, não um museu para santos.”

Quarta-feira, 7 de novembro

A visão que um cristão tem da igreja pode mudar de acordo com sua própria condição como membro da igreja. Quando sou apenas um espectador dentro da congregação, posso me acostumar a receber os benefícios de um belo louvor, de uma pregação inspiradora e da visita do pastor a minha casa. Com o tempo, há o risco de me tornar tão exigente que passo a crer que cada departamento da igreja existe para me agradar. Qualquer falha por parte daqueles que têm a missão de cuidar de mim será considerada descaso ou incompetência.

Em contrapartida, posso entender que a igreja é um corpo, e que sou parte disso. Quando me torno participante e responsável pelo que a igreja oferece às pessoas, noto o quanto isso custa. O esforço de servir aos outros exige dedicação, paciência e oração. Percebo como pode ser difícil agradar os demais. Posso ser o alvo das críticas, mesmo dando o meu melhor. Contudo, nada será mais importante que ajudar a igreja a crescer e ser um bálsamo para o mundo.

Quinta-feira, 8 de novembro

Aprendi a não considerar a igreja apenas um lugar em que vou simplesmente encontrar solução para minhas necessidades. Existe algo mais. Em primeiro lugar, vou à igreja porque necessito adorar o Criador. Deus é digno de minha adoração e sinto-me bem em um lugar preparado para isso. Em segundo lugar, quero me sentir útil, ministrando para que outros também adorem com verdadeira paixão. No fim das contas, toda crise espiritual tem a ver com adoração interrompida. A igreja, com suas contundentes limitações, trabalha para que nos liguemos novamente com Deus.

Aprecio muito a ideia de ser uma ovelha do supremo Pastor. Não consigo sozinho achar o caminho para a vida. Necessito de um Guia a me indicar a trilha que me levará às pastagens e à fonte d’água. Minha dependência acaba por me colocar nos braços Daquele que verdadeiramente me ama, e deseja me levar para o eterno redil. Como poderia perder tal oportunidade, sabendo que a igreja é o principal local em que posso encontrar o bom Pastor?

Sexta-feira, 9 de novembro

As metáforas e símbolos que descrevem a unidade que Deus anseia para Seu povo devem levar todo cristão a uma profunda reflexão:

• Considero-me parte do povo de Deus, a ponto de batalhar pelos meus irmãos da fé, bem como pela Casa de Deus?

• Aceito que a igreja é o templo em que habita o Espírito Santo, e que minhas críticas ou maledicências podem entristecê-Lo?

• Sendo membro do Corpo de Cristo, estou disposto(a) mais a dar que receber?

Deus nos ama muito, a ponto de querer viver em vasos de barro, tornando-nos parte de Seu corpo visível. De que outra maneira o mundo enxergaria a graça de Deus, e teria a oportunidade de receber essa mesma graça, senão pela igreja? Hoje temos a missão de lutar pela unidade da igreja de Deus.

Conheça o autor dos comentários deste trimestre: Fernando Beier é Mestre em Teologia, escritor e conferencista. Autor dos livros Crise Espiritual e Experimente um Recomeço, ambos da CPB. É pastor na Associação Paulista Sudoeste.