Lição 12
12 a 18 de setembro
Mensagem que vale a pena compartilhar
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Dn 1-3
Verso para memorizar: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas” (Ap 14:6, 7).
Leituras da semana: 2Pe 1:12, 16-21; Ap 19:11-18; 14:14-20; Ec 12:13, 14; Ap 14:6-12

A morte expiatória de Cristo foi universal; isto é, foi oferecida a todas as pessoas que já viveram, independentemente da época ou do lugar. Portanto, o evangelho fala a pessoas de todos os idiomas, culturas e origens. Ele faz a ponte entre diferenças étnicas. O evangelho é a maravilhosa notícia de que Jesus, em Sua vida, morte e ressurreição, venceu os principados e poderes do inferno. A essência do evangelho é Jesus. Ele morreu por nós e agora vive por nós. Ele veio uma vez para nos libertar da punição e do poder do pecado e voltará para nos libertar da presença do pecado. Cristo sofreu a morte que merecemos, para que pudéssemos ter a vida que Ele merece. Em Cristo somos justificados, santificados e, um dia, seremos glorificados.

A Bíblia se concentra nas duas vindas de Jesus. Ele veio uma vez para nos redimir e voltará a fim de levar para o lar aqueles a quem comprou a um custo tão infinito. O último livro da Bíblia, Apocalipse, foi escrito especialmente para preparar o mundo para o retorno de Jesus. É uma mensagem urgente para esta geração. Na lição desta semana, estudaremos a relevância do Apocalipse para a sociedade contemporânea do século 21. Juntos, descobriremos novamente o apelo de Jesus para que a Sua igreja dos últimos dias compartilhe essa mensagem para o tempo do fim.

Domingo, 13 de setembro
Ano Bíblico: Dn 4-6
A mensagem da verdade presente de Pedro

Ao longo da história da salvação, Deus enviou regularmente uma mensagem especial mediante a Palavra profética, a fim de preparar o povo para o que viria. Deus nunca é pego de surpresa (Is 46:9, 10). Ele prepara Seu povo para o futuro ao enviar profetas para revelar Sua verdade antes do juízo (Am 3:7). Antes do Dilúvio, Deus enviou, por meio de Noé, a mensagem de que a tragédia estava chegando. No Egito, o Senhor levantou José para preparar o povo para a fome que viria após os sete anos de fartura. Os profetas advertiram os líderes judeus da destruição de Jerusalém pelos exércitos babilônicos. A mensagem de arrependimento de João Batista preparou a nação para a primeira vinda de Jesus.

1. Leia 2 Pedro 1:12. Qual expressão Pedro usou para descrever a mensagem de Deus para sua geração? Assinale a alternativa correta:

A.( ) A “verdade para o tempo do fim”.
B.( ) A “verdade presente”.

2. Leia 2 Pedro 1:16-21. Qual era a mensagem da “verdade presente” proclamada por Pedro e pelos discípulos?

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A mensagem de eterna importância para o primeiro século era a de que Cristo tinha vindo. O amor do Pai foi revelado mediante o sacrifício de
Jesus na cruz. Embora o “salário do pecado” seja “a morte”, por meio do Salvador, a vida eterna foi garantida a todos. É nossa escolha a recebermos, pela fé (Rm 3:23; 6:23, Ef 2:8). A mensagem de salvação em Jesus nunca estará desatualizada. É a verdade presente para todas as gerações.

O Apocalipse apresenta Jesus e Sua salvação eterna no contexto do tempo do fim para preparar um povo para Seu retorno. Ele expõe a falsidade da tradição humana e da religiosidade egocêntrica. O Apocalipse revela Jesus e Sua obra em favor da humanidade.

Jesus é a verdadeira testemunha do caráter do Pai, “o Soberano dos reis da Terra”, Aquele “que nos ama, e, pelo Seu sangue, libertou-nos dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o Seu Deus e Pai” (Ap 1:1-6). A essência do Apocalipse é Jesus e Sua mensagem do tempo do fim, a fim de preparar Seu povo para o Seu retorno.

Ao pensar no Apocalipse, você focaliza mais os animais e símbolos proféticos do que Jesus? Por que Deus nos deu as profecias? Quais planos amorosos elas revelam para a humanidade?
Segunda-feira, 14 de setembro
Ano Bíblico: Dn 7-9
O foco do Apocalipse no tempo do fim

Os evangelhos se concentram principalmente na primeira vinda de Cristo. Eles contam a história de Seu nascimento, vida, ministério, morte e ressurreição. Embora falem de Sua segunda vinda, essa não é sua ênfase principal. Contudo, o foco do livro do Apocalipse é o clímax do conflito dos séculos. Cada uma das principais profecias desse livro termina na gloriosa segunda vinda de nosso Senhor.

3. Leia Apocalipse 1:7; 11:15; 14:14-20; 19:11-18. Qual conclusão semelhante vemos em cada uma dessas passagens?

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Do primeiro ao último capítulo do Apocalipse, o clímax de cada profecia é a vinda de Jesus. O “Cordeiro que foi morto” (Ap 5:12) virá outra vez como Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap 19:16). Ele derrotará todos os inimigos que oprimem e perseguem Seu povo (Ap 17:14). Ele livrará Seu povo do pesadelo do pecado e os levará ao lar de glória. O grande conflito entre o bem e o mal terminará. A Terra será renovada, e os remidos viverão para sempre com seu Senhor (Ap 21:1-4).

Em Apocalipse 22:7 (ver também os versos 12, 17 e 20), Jesus disse: “Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”. O apelo final de Jesus à humanidade é que aceitemos Seu amor e graça e obedeçamos à Sua verdade, a fim de nos prepararmos para a Sua volta. O Apocalipse termina com o convite de Cristo: “O Espírito e a noiva dizem: Vem! Aquele que ouve, diga: Vem!” (Ap 22:17).

Nosso Senhor chama todos os que buscam a vida eterna a vir a Ele. Então, o Salvador convida os que aceitaram a mensagem da salvação e aguardam ansiosamente Seu retorno a se juntar a Ele, convidando outros a aceitar o Seu amor. Ele nos envia na sagrada missão de compartilhar Sua verdade a fim de preparar o mundo para Sua breve vinda. Não há nada mais gratificante do que participar com Jesus de Sua missão ao mundo. Não há nada mais satisfatório do que cooperar com Cristo em Seu plano de salvação dos últimos dias.

Cristo virá em breve? João escreveu essas palavras cerca de dois mil anos atrás. No entanto, dada a nossa compreensão do estado dos mortos, por que a segunda vinda de Jesus, em nossa experiência pessoal, ocorre apenas um instante após a morte? Como a verdade da ressurreição nos ajuda a entender a rapidez com que Cristo virá?
Terça-feira, 15 de setembro
Ano Bíblico: Dn 10-12
A mensagem do Apocalipse para o tempo do fim

O epicentro do Apocalipse é o capítulo 14, de suma importância para o povo de Deus nos últimos dias da História. Ele revela a mensagem de Deus para os últimos dias. Essa mensagem do tempo do fim é crucial para os fiéis e para toda a humanidade.

4. Qual simbolismo foi usado em Apocalipse 14:14-20 para retratar o retorno de nosso Senhor? Assinale a alternativa correta:

A.( ) A colheita de grãos e de uva.
B.( ) Quatro cavaleiros com uma missão de destruição.

A ceifa é usada na Bíblia para simbolizar o retorno de Cristo (Mt 13:37-43; Mc 4:29). Em Apocalipse 14, a ceifa de grãos maduros representa a redenção dos justos, e a colheita de uvas maduras representa a destruição dos ímpios. Apocalipse 14:6-12 contém uma mensagem urgente para os últimos dias, que prepara as pessoas para a ceifa da Terra.

5. Qual é a essência da mensagem de Apocalipse 14:6, 7? Como esses versos nos ajudam a entender quem somos como Adventistas do Sétimo Dia?

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A primeira mensagem angélica em Apocalipse 14 apela à geração do século 21 que anseia por um propósito na vida. Ela apresenta o evangelho da graça de Deus que concede perdão a todos. Ela nos limpa da culpa do pecado e nos dá poder para ser vencedores. Essa mensagem apresenta o fundamento para toda valorização própria, considerando o fato de que Cristo nos criou e nos redimiu. Ela destaca que, um dia, toda a injustiça acabará no juízo final de Deus. Essa é uma notícia maravilhosa porque revela que a injustiça não durará para sempre.

“Em sentido especial foram os Adventistas do Sétimo Dia postos no mundo como atalaias e portadores de luz. A eles foi confiada a última mensagem de advertência a um mundo a perecer. Sobre eles incide maravilhosa luz da Palavra de Deus. Foi confiada a eles uma obra da mais solene importância: a proclamação da primeira, segunda e terceira mensagens angélicas. Nenhuma obra há de tão grande importância. Não devem eles permitir que nenhuma outra coisa lhes absorva a atenção” (Ellen. G. ­White, Evangelismo, p. 119, 120). Como podemos levar essas palavras a sério, na esfera individual e coletiva?
Quarta-feira, 16 de setembro
Ano Bíblico: Os 1-4
Compreensão mais plena da verdade

A mensagem do Apocalipse para os últimos dias apresenta Jesus na plenitude de Sua graça salvífica para a humanidade (Ap 14:6). É um solene apelo a “temer” ou reverenciar a Deus em tudo o que fazemos – a respeitar Seus mandamentos e obedecer à Sua Lei à luz do juízo de Deus (Ap 14:7). “Temer a Deus” tem a ver com o que pensamos. É um apelo a viver para agradar ao Senhor e colocá-Lo em primeiro lugar em todos os nossos pensamentos. É uma atitude de obediência que nos leva a viver piedosamente (Pv 3:7; At 9:31; 1Pe 2:17). Essa mensagem também nos convida a “dar glória” a Deus, o que se relaciona com o que fazemos em todos os aspectos da nossa vida.

6. Leia Eclesiastes 12:13, 14 e 1 Coríntios 6:19, 20. O que significa temer a Deus e dar-Lhe glória? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Obedecer aos Seus mandamentos.
B.( ) Ter medo de Deus, pois Ele pode nos destruir.

Nesta época de irresponsabilidade moral, em que milhões de pessoas sentem que não devem prestar contas a ninguém senão a si mesmas, a mensagem da hora do juízo nos lembra de que somos responsáveis por nossas ações. Existe uma relação entre a atitude de reverência a Deus, a obediência a Ele e o juízo. A obediência é fruto do relacionamento salvífico com Jesus. Somente Sua justiça é boa o suficiente para julgar e, em Sua justiça, estamos seguros. Por meio dela, vivemos para glorificar Seu nome em tudo o que fazemos.

7. Leia Apocalipse 14:7; 4:11; Gênesis 2:1-3 e Êxodo 20:8-11. Qual é a base da verdadeira adoração a Deus e como o sábado reflete esse entendimento?

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Satanás atacou o sábado porque sabe que esse dia é o centro da adoração. O sábado exalta Cristo como Criador e apela a todos em todos os lugares a adorar “Aquele que fez o Céu, e a Terra” (Ap 14:7). O sábado fala com relevância nesta era de evolucionismo e nos convida a adorar o Cristo que nos criou e nos dá uma percepção do nosso valor Nele.

O sábado nos lembra do Criador, o único digno de adoração. Devemos dedicar um sétimo da vida, a cada semana, para nos lembrarmos Dele. Há mandamento mais importante do que esse?
Quinta-feira, 17 de setembro
Ano Bíblico: Os 5-9
O apelo final de Deus

8. Leia Apocalipse 14:8; 17:3-6; 18:1-4. O que aprendemos sobre a Babilônia espiritual nesses versos? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Ela se tornou santa, pura e alva como a neve.
B.( ) Ela se prostituiu com os reis e nações da Terra.

No Apocalipse, o termo “Babilônia” representa um falso sistema religioso fundamentado em obras humanas, tradições de homens e falsas doutrinas. Esse termo exalta o ser humano e sua justiça própria acima de Jesus e de Sua vida sem pecado. Coloca os mandamentos de mestres religiosos acima dos mandamentos de Deus. Babilônia era o centro da idolatria, da adoração ao Sol e do falso ensino da imortalidade da alma. Esse falso sistema religioso sutilmente integrou muitas das práticas religiosas da Babilônia antiga em seu culto. A mensagem de Deus para os últimos dias deste planeta agonizante é a verdade de Jesus e de Sua justiça. Ela ecoa o apelo do Céu: “Caiu! Caiu a grande Babilônia [...]. Retirai-vos dela, povo Meu” (Ap 18:2, 4). Deus levantou a Igreja Adventista do Sétimo Dia para exaltar a mensagem de Cristo em toda a sua plenitude. Exaltar Jesus é exaltar tudo o que Ele ensinou. É proclamar Aquele que é “o caminho, e a verdade, e a vida” (Jo 14:6). É expor os erros de Babilônia em contraste com as verdades de Cristo.

9. Leia Apocalipse 14:7, 9-11. Quais distintos objetos de adoração foram destacados nesses versos?

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Apocalipse 14 descreve dois atos diferentes de adoração – a adoração ao Criador e a adoração à besta. Esses dois atos de adoração se concentram no dia de adoração de Deus, o verdadeiro sábado, e um sábado substituto ou falso. O sábado representa o descanso, a certeza e a segurança que temos em Cristo, nosso Criador, Redentor e Rei vindouro. O dia falso representa um substituto humano e falsificado, fundamentado na razão humana e em decretos feitos pelo ser humano.

Leia Apocalipse 14:12. O que esse texto revela, especialmente no contexto dos versos anteriores? Como a Lei e a graça são reveladas nesse texto? Por que elas são dois aspectos inseparáveis do evangelho?
Sexta-feira, 18 de setembro
Ano Bíblico: Os 10-14
Estudo adicional

Deus está chamando Sua igreja hoje, como chamou o antigo Israel, a fim de erguer-se como luz na Terra. Pela poderosa espada da verdade, as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos, separou-a das igrejas e do mundo para trazê-la a uma santa proximidade Dele. Fez dela depositária de Sua Lei, e lhe confiou as grandes verdades da profecia para este tempo. Como as Santas Escrituras confiadas ao antigo Israel, estas são um sagrado depósito a ser comunicado ao mundo.

“Os três anjos de Apocalipse 14 representam o povo que aceita a luz das mensagens de Deus e vão como agentes Seus fazer soar a advertência por toda a extensão e largura da Terra. Cristo declara a Seus seguidores: ‘Vós sois a luz do mundo’ (Mt 5:14). A toda pessoa que aceita a Jesus, diz a cruz do Calvário: Vede o valor da alma. ‘Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura’ (Mc 16:15). Não se deve permitir que coisa alguma impeça essa obra. É a obra mais importante para este mundo; deve ser de tão vasto alcance como a eternidade. O amor que Jesus manifestou pelas pessoas no sacrifício feito por sua redenção atuará em todos os Seus seguidores.

“Cristo aceita – e com que prazer! – todo agente humano que a Ele se renda. Leva o humano à união com o divino, para que possa comunicar ao mundo os mistérios do amor encarnado. Fale sobre a mensagem de Sua verdade, ore por ela, cante-a, encha dela o mundo e prossiga avançando para as regiões longínquas” (Ellen G. White, Conselhos Para a Igreja, p. 58, 59).

Perguntas para consideração

1. Como as mensagens dos três anjos (Ap 14) mostram a essência da Igreja Adventista?

2. Pense no sábado, um santuário no tempo. Ao contrário de uma montanha ou cidade sagrada, não precisamos ir até ele para adorar. Toda semana, a cerca de mil e seiscentos quilômetros por hora (pelo menos perto do Equador), o sábado vem a nós. Como isso nos ajuda a entender a importância do dia e seu significado?

3. Como explicar a queda de Babilônia ou a marca da besta de maneira mais cativante? É possível apresentar essas verdades de um modo menos ofensivo, ainda que, apesar de nossos melhores esforços, algumas pessoas se ofendam?

Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. Jesus, o Messias, tinha vindo ao mundo para nos salvar. 3. Embora apresentem diferentes imagens, as passagens tratam do mesmo tema: a segunda vinda de Cristo em glória. 4. A. 5. A pregação do evangelho eterno a todo o mundo. Como adventistas do sétimo dia, somos chamados a proclamá-lo. 6. A. 7. Deus é o Criador de todas as coisas. O sábado reflete esse ensinamento porque é o memorial da criação. 8. B. 9. O Criador e a besta.

Resumo da Lição 12
Mensagem que vale a pena compartilhar

Texto-chave: Ap 14:1-12

Foco de Estudo: 2Pe 1:12; Ap 14:6-12; 14:14-20; Ap 19:11-18

ESBOÇO

A lição deste trimestre enfatizou de modo especial Jesus como nosso exemplo no relacionamento com as pessoas, revelando o caráter de Deus e explicando as verdades eternas de Seu reino. Seu testemunho não foi apenas das palavras, mas também da vida, pois Seus atos revelaram a veracidade do que Ele dizia. Sua vida testemunhava que Seus ensinos eram verdadeiros. Quando Jesus ministrou de forma abnegada às pessoas, corações foram tocados, barreiras de preconceito foram derrubadas e multidões responderam aos apelos de Seu evangelho.

Todo testemunho eficaz flui de corações cheios de amor por Cristo e Sua Palavra. Os crentes do Novo Testamento amavam testemunhar porque amavam Jesus. Em Cristo, viram o cumprimento de profecias proferidas havia séculos e foram testemunhas oculares da glória do Pai revelada na vida e nos ensinamentos do Filho. Ao descrever a experiência dos primeiros cristãos, o apóstolo Pedro diz que eles foram estabelecidos na “verdade presente”. Essa era uma expressão usada para definir a verdade relevante e urgente para aquela geração. Cristo tinha vindo. Não havia nada mais importante para proclamar quando compartilhavam sua fé. Jesus, o Messias, havia sido o cumprimento da profecia.
A salvação estava disponível para todos.

Na lição desta semana, estudaremos a mensagem final de Jesus para este mundo arruinado. Descobriremos a “verdade presente” para a geração dos últimos dias, que se prepara para o retorno do Senhor. Examinaremos novamente, no último livro da Bíblia, a mensagem de Seu amor eterno, Sua graça abundante e Sua verdade eterna. Estudaremos especificamente Apocalipse 14:6-12.

COMENTÁRIO

O livro do Apocalipse é a “revelação de Jesus Cristo” (Ap 1:1). Cada profecia do último livro da Bíblia revela gemas da verdade sobre Jesus. Isso se dá especialmente na última mensagem do Senhor em Apocalipse 14. O capítulo 14:6, 7 declara: “Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo, em grande voz: ‘Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.’”

A mensagem é urgente: o anjo voa no meio do céu; é eterna: o anjo tem o evangelho eterno; e é universal: deve ser proclamada a cada nação, e tribo, e língua, e povo.

O evangelho eterno

A expressão “evangelho eterno” fala do passado, do presente e do futuro. Quando Deus criou a humanidade com a capacidade de fazer escolhas morais, Ele anteviu que ela faria escolhas erradas. Uma vez que Suas criaturas tinham a capacidade de escolher, podiam se rebelar contra Sua natureza amorosa. O plano de salvação foi concebido na mente divina antes da rebelião de nossos primeiros pais no Éden. (Ver Ap 13:8).

Ellen G. White afirma o seguinte: “O plano de nossa redenção não foi um pensamento posterior, formulado depois da queda de Adão. Ele foi ‘a revelação do mistério guardado em silêncio nos tempos eternos’ (Rm 16:25). Foi um desdobramento dos princípios que, desde os séculos da eternidade, têm sido o fundamento do trono de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 22).

A expressão “evangelho eterno” fala de um Deus que ama tanto os seres que criou que, embora conhecesse plenamente as consequências de suas escolhas, tomou providências para a eventual rebelião mesmo antes de pecarem.

Há outro sentido em que o evangelho é eterno. Para uma geração faminta por amor genuíno e autêntico, que anseia por relacionamentos significativos, o evangelho fala de aceitação, perdão, pertencimento, graça e poder que transforma a vida. Fala de um Deus de amor incondicional, que Se importa tanto com a humanidade de modo tão profundo que fará todo o possível para redimi-la, pois Ele nos quer consigo para sempre.

A todo o mundo

De acordo com a urgente mensagem do primeiro dos três anjos do tempo do fim, o “evangelho eterno” deve ser proclamado “a cada nação, e tribo, e língua, e povo”. Essa é uma missão tão grande, tão importante e tão abrangente que nos absorve completamente. Exige nossos melhores esforços e nosso total compromisso. Isso nos leva a deixar as preocupações com nossos interesses próprios para nos dedicarmos com paixão ao serviço de Cristo. Ele nos inspira com algo maior do que nós mesmos e nos leva além dos limites estreitos de nossa mente, para uma visão maior.

Não há nada mais inspirador, mais gratificante, que traga mais satisfação do que fazer parte de um movimento divino, providencialmente originado por Deus para realizar uma tarefa muito maior do que qualquer ser humano poderia realizar por conta própria. A comissão dada por Deus descrita em Apocalipse 14 é a maior tarefa já confiada à Sua igreja.

Temei a Deus

O idoso apóstolo João, prisioneiro em Patmos, continua seu apelo urgente para o fim dos tempos em Apocalipse 14:7, declarando que o anjo disse: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo; e adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”. A palavra grega do Novo Testamento para “temei”, em Apocalipse 14:7, é phobeo. Não é usada aqui no sentido de ter medo de Deus, mas no sentido de reverência, admiração e respeito. Transmite a ideia de lealdade absoluta a Deus e entrega total à Sua vontade. É uma atitude mental centrada em Deus, não egocêntrica. A essência do grande conflito gira em torno da submissão a Deus. Lúcifer era egocêntrico. Ele se recusou a se submeter a qualquer autoridade, exceto a sua. Em vez de se submeter Àquele que estava no trono, Lúcifer desejou governar a partir do trono.

A mensagem do primeiro anjo nos chama a fazer de Deus o centro da nossa vida. Em uma era de materialismo e consumismo, quando os valores seculares fizeram do eu o centro, o apelo do Céu é que deixemos a tirania do egocentrismo e a escravidão à importância autoinflada e coloquemos Deus no centro da existência.

Dai-Lhe glória

Dar glória a Deus tem a ver com nossas atitudes e também com a maneira pela qual nossas convicções internas se traduzem em um estilo de vida que honra a Deus em tudo o que fazemos.

O apóstolo Paulo explica o que significa dar glória a Deus em seu apelo urgente à igreja de Corinto. “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10:31). Quando Deus é o centro da nossa vida, nosso único desejo é dar-Lhe glória em todos os aspectos, e isso tem a ver com nossa alimentação, nosso vestuário, nosso entretenimento e a música que ouvimos. Damos glória a Deus ao revelarmos Seu caráter de amor ao mundo por meio de um viver comprometido em fazer Sua vontade.

Um juízo no tempo do fim

O texto diz: “Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo” (Ap 14:7). As questões do grande conflito entre o bem e o mal serão enfim resolvidas. O Universo finalmente verá que Deus é ao mesmo tempo misericordioso e justo, amoroso e honrado, compassivo e íntegro. O juízo revelará que Deus fez tudo que pôde para salvar o ser humano e mostrará diante de um mundo expectante e do universo observador que o Senhor fez todo o possível para nos resgatar. Não havia mais nada que Ele pudesse ter feito para nos redimir. O juízo abrirá a cortina, revelará o drama cósmico no grande conflito entre o bem e o mal e manifestará o caráter divino de amor abnegado em contraste com a ambição egoísta de Satanás. No juízo, todos os erros serão corrigidos, a justiça triunfará sobre o mal, e os poderes do inferno serão derrotados. A injustiça não terá a última palavra, mas Deus terá. Toda a injustiça terá fim para sempre.

Apocalipse 14:7 termina com um apelo para que adoremos “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas.” Este é um chamado para adorar o Criador em um tempo em que a maior parte do mundo científico e religioso aceitou a teoria da evolução darwiniana.

A criação fala do nosso valor aos olhos de Deus. Nós não estamos sozinhos no Universo, não somos um grão de poeira cósmica, pois Deus nos criou e nos formou. Não evoluímos, tampouco somos um acidente genético. A criação está no centro de toda verdadeira adoração. O sábado fala do cuidado do Criador e do amor do Redentor. Isso nos lembra 

de que não somos órfãos cósmicos num globo rochoso e giratório. Isso nos aponta para o Senhor que nos criou com um propósito e nos ama tanto que jamais nos abandona quando nos afastamos desse objetivo. O sábado nos lembra Daquele que providenciou todas as coisas boas para nós. O dia do Senhor é um símbolo eterno de nosso descanso Nele.

O verdadeiro descanso do sábado é o descansar da graça nos braços amorosos do Criador, que nos redimiu e virá novamente para nos buscar. É o elo eterno entre a perfeição do Éden no passado e a glória dos novos céus e da nova Terra no futuro. As mensagens dos três anjos apresentam o evangelho no cenário do fim dos tempos de um modo que atende às necessidades do coração de uma geração pós-moderna, desesperada por pertencimento, identidade, comunidade, propósito, justiça, integridade, compaixão e valor.

Aplicação para a vida

Toda verdade presente é presente porque faz a diferença em nossa vida agora. Os cristãos do Novo Testamento que acreditavam nas profecias do Antigo Testamento testemunhavam de Cristo como o Messias e foram radicalmente transformados. Eles criam que a mensagem da vida, morte, ressurreição e ministério sumo sacerdotal de Cristo fazia diferença eterna. A razão pela qual eram tão apaixonados pela missão de testemunhar é que a mensagem que compartilhavam fazia toda diferença em sua própria vida. Discuta as seguintes perguntas com a classe.

1. Que relevância prática a mensagem do Apocalipse para o fim dos tempos tem em nosso dia a dia?

2. Descreva os aspectos da primeira mensagem angélica que mais o impressionam.

3. Suponha que você tenha um amigo que saiba pouco sobre a Bíblia, mas que tenha ouvido falar das profecias do Apocalipse e que não saiba como entendê-las. Como a mensagem de Apocalipse 14:6, 7 pode ser a chave que desvenda o tema de todo o livro?

Tentativa de assassinato

A mãe de Maria ficou furiosa quando o primo Hamadou lhe disse que a filha dela tinha uma Bíblia. Maria foi criada em uma religião mundial pagã no país de Guiné, Africa Ocidental, e sua mãe não queria que ela se tornasse cristã. Então, imediatamente, foi até a casa de Maria, na cidade de Conacri.

“Onde está sua Bíblia?”, a mãe exigiu.

“Está no meu quarto”, foi a resposta de Maria.

A mãe invadiu o quarto e procurou a Bíblia em todos os cantos e não conseguiu encontrar. “Não vi a Bíblia em nenhum lugar”, disse. Maria olhou para dentro do quarto e a Bíblia estava à vista de todos: em cima da mesa. No sábado seguinte, Maria foi a igreja pela segunda vez, faltando ao trabalho na sua grande loja. A mãe não entendeu por que ela havia faltado no emprego. Ao ser interrogada sobre onde estivera, Maria respondeu que havia ido à igreja.

A mãe parecia chateada. Maria não sabia que a religião da familia se opunha ao cristianismo, inclusive era recomendado matar um membro da família que se tornasse cristão. “Mãe, sou feliz por trabalhar durante a semana, mas não posso mais trabalhar aos sábados”, disse Maria. A partir daquele dia, a mãe começou a espancá-la. “Prefiro você morta que ver causando desonra para nossa família”, esbravejava.

Sendo que o castigo com espancamentos não mudou a mente de Maria, a mãe dela bloqueou sua conta no banco. Maria, que estava acostumada a viver um estilo de vida luxuosa, expressou dúvida quando perdeu acesso ao seu dinheiro. A mãe culpou os adventistas, dizendo que eles, de alguma forma, roubaram o dinheiro da filha. Entretanto, Maria não foi dissuadida de suas convicções. “Aprendi que quando temos problemas devemos orar e entregá-los a Jesus”, ela afirmou.

Os espancamentos continuaram. Então, a mãe telefonou para o marido de Maria, um polígamo que morava com a outra esposa na Alemanha. Após o telefonema, ele deu um ultimato para Maria: “Escolha entre eu e seu Deus, Jesus!”, ao que Maria respondeu com uma pergunta: “Você renunciaria ao seu deus por minha causa? “De jeito nenhum!”, foi a resposta. “Então por que você me pediu para escolher entre você 

e meu Deus, Jesus?” ela argumentou. Depois disso, ele passou a não responder às ligações da esposa.

Quando a mãe percebeu que Maria continuava apegada a sua fé, anunciou medidas drásticas: “Filha, já que você não me ouve, vou matá-la!” Poucos dias depois, ela foi à casa de Maria e preparou seu ensopado favorito. Maria não sabia, mas a mãe havia colocado um veneno no prato. Quando o ensopado ficou pronto, a mãe pediu para filha colocar a panela na mesa. Maria estava com fome, mas primeiro queria tomar um banho. Então, prometeu comer mais tarde e a mãe foi embora.

Enquanto Maria tomava banho, um gato apareceu de algum lugar e pulou na mesa, jogando a panela no chão. Ela não tinha nenhum gato. Naquela noite, a mãe telefonou para saber como Maria estava. “Estou bem, muito bem”, Maria disse. A surpresa da mãe foi evidente. Passados alguns dias, o primo Hamadou derramou veneno na garrafa de água de Maria. Depois que ela bebeu, inclinou-se com fortes dores de barriga. Hamadou viu sua agonia e contou o que havia feito. “Desculpe-me”, disse. “O feiticeiro pediu para colocar remédio na sua água a fim de purificar seu corpo.”

Imediatamente Maria telefonou para Jacob Gbale, presidente da Igreja Adventista de Guiné, para que orasse por ela. Ele foi até à casa dela e entregou cinco comprimidos de carvão vegetal. Trinta minutos depois, ela vomitou. Naquela noite o feiticeiro telefonou para saber se Maria estava morta e ficou chocado ao ouvi-la responder seu telefonema.

A mãe não desistiu, e pediu ajuda a outro primo. Ele chegou à casa de Maria com dois amigos e uma seringa com veneno. Depois de pedir que a empregada entregasse uma mensagem, ele injetou a seringa no braço esquerdo de Maria e fugiu. A empregada não estava muito longe da casa e se lembrou de que havia esquecido o celular. Ao chegar, encontrou Maria inconsciente no chão, com a seringa ao lado. Ela sabia que Maria e o pastor Jacob eram amigos; então, ligou pedindo ajuda. O pastor e dois anciãos a levaram para a sede da igreja e oraram em favor dela. Depois, ela vomitou e recobrou a saúde.

Maria não tem dúvida que Jesus protege Seus filhos. “Ele pode solucionar uma crise porque conhece a crise antes que aconteça”, diz. “Em Salmos 68:20 lemos: ‘O nosso Deus é um Deus que salva; ele é o Soberano Senhor que nos livra da morte.’” Na próxima semana teremos o desfecho da história de Maria.

Lembre-se: parte da oferta do trimestre ajudará a construir Kobaya Academy, uma instituição de Ensino Médio em Conacri, Guiné.

Dicas da história

  • O Informativo Mundial não identificou Maria por seu nome verdadeiro para proteger sua identidade. Na foto, ela aparece ela ao lado de Jacob Gbale, presidente da Igreja Adventista em Guiné. Hamadou é um pseudônimo.
  • Pronúncia de Hamadou .
  • Pronúncia de Gbaleo
  • Leia mais sobre Maria nas histórias da semana passada e sa próxima semana.
  • Faça o download das fotos no Facebook (bit.ly/fb-mq) ou banco de dados ADAMS no site bit.ly/maria-in-guinea.
  • Faça o download das fotos dos projetos do trimestre no site bit.ly/WAD-2020.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 3º Trimestre de 2020
Tema Geral: Fazendo amigos para Deus: A alegria de participar de Sua missão
Lição 12 – 12 a 18 de setembro de 2020

Uma mensagem que vale a pena compartilhar

Autor: César Luís Pagani
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisoras: Josiéli Nóbrega e Rosemara Santos

Desde a entrada do pecado no mundo, Deus tem bondosa, graciosa e ininterruptamente enviado mensageiros com as notícias do evangelho eterno. Seu maior desejo é que todos saibam que Ele fez o maior sacrifício do Universo em dar Seu Filho para morrer pelos pecadores, e que eles sejam resgatados para morar com o Senhor para sempre, num mundo onde reinam paz e amor.

Em Sua missão salvífica no mundo, o Senhor já resgatou milhões de seres antes condenados à morte eterna. Ele sempre teve um povo encarregado de dar uma mensagem aos seus contemporâneos, uma revelação que mais se adequasse às suas necessidades espirituais daquele momento.

A expressão “verdade presente” foi usada pela primeira vez pelo apóstolo Pedro (2Pe 1:12).

Nossos pioneiros, com o objetivo de destacar essa mensagem em meio de outros movimentos religiosos que tinham um evangelho estagnado, valiam-se da expressão “verdade presente” ao se referir ao núcleo de sua pregação, estudos e abordagens. É verdade que ela também foi utilizada pelo movimento de Guilherme Miller, mas adquiriu mais corpo, mais densidade no movimento adventista.

A oportunidade da verdade presente hoje é ímpar em sua história. Satanás tem moldado o mundo à sua imagem e semelhança. Um autor, referindo-se à sociedade moderna, disse que essa se tem mostrado cada vez mais distanciada de condutas morais que eram válidas anos atrás. E disse mais: “Os meios de comunicação que antigamente eram utilizados com a finalidade de realmente fazer a comunicação de assuntos importantes entre pessoas, hoje são utilizados como meios de alienação. Hoje, os meios de comunicação são utilizados para derrubar toda e qualquer moralidade partindo da defesa do individualismo e do direito de fazer o que tiver vontade.” Ideologias gramscistas, marxistas-leninistas, evolucionismo, pós-modernismo, ateísmo militante e outras forças do mal permeiam a sociedade, mostram-se quase impossível de ser penetradas em seus campos de atuação, com vistas a reverter seu fluxo.

A verdade presente de hoje está contida na tríplice mensagem angélica. Ela anuncia a hora de um juízo. A história humana ruma para seu fim e Cristo anseia salvar o maior número de pessoas possível. A mensagem do juízo anuncia a um mundo desafiador do governo divino a temê-Lo, não pelos possíveis estragos e ruína que Sua intervenção acarretaria ao mundo e à humanidade, mas pela generosa oportunidade que dá para que todos creiam no evangelho eterno. Deus quer que O reconheçam como benfeitor da humanidade e não como seu algoz. Ele anseia ser amado.

A vinda de Cristo está muito mais próxima do que quando no princípio cremos. Na agenda divina ela não será adiada. “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos” (At 17:30, 31).

Vivemos nos estertores do sexto selo. O sétimo selo está prestes a ser rompido, quando cessará a intercessão de Cristo no santuário celestial, conforme indicado em Apocalipse 8, e Ele deporá o incensário, mudará Suas vestes sumo sacerdotais e usará vestes de vingança contra os poderes do mundo e as hostes das trevas.

Os pontos vitais da tríplice mensagem angélica são: (1) O anúncio da instauração do juízo investigativo, ainda em tempo de graça, em que todos os réus que quiserem possam ser absolvidos; (2) A denúncia da existência da Babilônia espiritual em termos claros e distintos, de seus pecados, enganos, manipulação, ambições, sem volteios ou circunlóquios, seguida de apelo para que os ouvintes da mensagem a abandonem rapidamente a fim de não serem cúmplices de seus pecados, porque Deus irá julgá-la; (3) Identificação clara da primeira e da segunda bestas, conforme anunciadas pelas profecias. É evidente que precisamos ter o cuidado para não ferir sentimentos ao expor a mensagem. Porém, não devemos omitir um só ponto da verdade. Há muitíssima gente sincera nos arraiais de Babilônia. No espírito de Cristo cumpre-nos adverti-las.

Os mandamentos de Deus em sua versão original (Ex 20) precisam ser anunciados. É imperioso revelar que o chifre pequeno deturpou a verdade e mexeu no texto da Constituição do Universo, impondo um dia de guarda que não é mais legítimo do que a pretensão de Satanás de instalar seu trono acima das mais altas estrelas do Altíssimo. O sábado, em especial, precisa ser restaurado. A Lei de Deus é santa, justa e boa, mas esse arrogante poder diz que ela precisa ser revista, modificada e imposta.

Lembro aqui as palavras de um antigo bispo de Marília, Hugo Bréssane de Araujo, afirmando que quem mudou a observância do sábado para o domingo foi a igreja católica, com a autoridade que lhe foi dada por Cristo (sic).

“Como pregada hoje, a terceira mensagem angélica é um aviso sobre questões futuras, um aviso que iluminará os homens quanto às questões envolvidas na luta em desenvolvimento, e irá capacitá-los a fazer uma escolha inteligente” (SDA Bible Commentary [Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia], p. 6646 – edição eletrônica).

Deus está hoje mobilizando Seus mensageiros para que terminem as ações de pregação da tríplice mensagem. As trevas cobrem a Terra e a escuridão os povos. Cada vez mais se adensam sobre as nações. É alto tempo em que o povo de Deus deve levantar-se a fazer brilhar sua luz. Deus assim o espera.

O Espírito do Senhor está disponível para batizar diariamente cada crente na mensagem do advento, para que vá e dê frutos para a eternidade. Temos hoje ao alcance de nossa mão numerosos meios de pregar a tríplice mensagem. Redes sociais, farta literatura, rádio e TV, Whatsapp, Instagram, Twitter, contatos sociais com vizinhos, parentes não conversos, colegas de trabalho e de faculdade, de academias e clubes e outros. Lancemos mão deles.

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: César Luís Pagani é jornalista, escritor e tradutor de inglês, francês, italiano e espanhol. Casado há 51 anos com Neusa Albamonte Pagani, é pai de três rapazes, César Augusto, Marcel e André, e avô de duas lindas netinhas: Bellinha e Bia. Trabalhou na Casa Publicadora Brasileira por 11 anos, primeiramente como designer gráfico no Departamento de Artes e depois como editor-associado das revistas Vida e Saúde, Nosso Amiguinho e do caderno de Notícias da Revista Adventista. Traduziu vários livros do Espírito de Profecia. Também trabalhou como tradutor para a revista Diálogo Universitário. Hoje é membro ativo na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central Paulistana, onde atua como professor da Escola Sabatina e cantor do Coro Masculino Edificanto.