Lição 3
11 a 17 de julho
Olhando as pessoas pelos olhos de Jesus
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Pv 4-7
Verso para memorizar: “E disse-lhes: Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
Leituras da semana: Mc 8:22-26; Jo 4:3-34; Jo 1:40, 41; Mc 12:28-34; Lc 23:39-43; At 8:26-38

Jesus é o ganhador de almas por excelência. Ao observarmos Sua maneira de trabalhar com elas, aprendemos como levar outros a conhecer a salvação por meio de Cristo. Ao viajarmos com Ele pelas ruas movimentadas de Jerusalém, pelas estradas poeirentas da Judeia e pelas encostas cobertas de relva da Galiléia, descobrimos como Ele revelou os princípios do reino a pessoas que estavam em busca de salvação.

Jesus via todos os homens e mulheres como pessoas que podiam ser conquistadas para Seu reino. Ele enxergava cada um pelos olhos da compaixão divina. Ele via Pedro não como um pescador rude e grosseiro, mas como um poderoso pregador do evangelho. Ele via Tiago e João não como radicais impetuosos e facilmente irritáveis, mas como entusiásticos proclamadores de Sua graça. Ele via o profundo anseio por amor e aceitação genuínos no coração de Maria Madalena, da mulher samaritana e da mulher com o fluxo de sangue. Ele via Tomé não como um cético cínico, mas como alguém com perguntas sinceras. Fossem eles judeus ou gentios, homens ou mulheres, um ladrão na cruz, um centurião ou um louco possuído por demônios, Jesus via o potencial dado por Deus a essas pessoas e as enxergava pelos olhos da salvação.

Domingo, 12 de julho
Ano Bíblico: Pv 8-11
O segundo toque

Há apenas um milagre em toda a Bíblia que Jesus operou em duas etapas. É a cura do cego em Betsaida. Essa história apresenta lições eternas para a igreja de Cristo. Ela ilustra o plano de Deus de usar os cristãos para trazer outras pessoas a Jesus. As Escrituras declaram: “Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-Lhe que o tocasse” (Mc 8:22). As duas palavras-chaves aqui são “trazer” e “rogar”. O cego não foi por conta própria. Seus amigos viram a necessidade dele e o levaram. O cego podia não ter muita fé, mas seus amigos tiveram, pois criam que Jesus curaria a cegueira daquele homem.

Existem aproximadamente 25 distintos milagres de cura realizados por Jesus no Novo Testamento. Em mais da metade deles, um parente ou amigo levou alguém ao Senhor para ser curado. Isso mostra que muitas pessoas nunca irão a Jesus, a menos que alguém que tenha fé as leve. Nossa função é nos tornarmos instrumentos para levar pessoas a Cristo.

A segunda palavra que merece nossa consideração em Marcos 8:22 é “rogar”. Ela pode significar “suplicar, implorar ou exortar” e sugere um apelo mais brando, suave e gentil do que uma exigência impetuosa e tumultuada. Os amigos daquele homem apelaram humildemente a Jesus, acreditando que Ele tinha tanto o desejo quanto o poder para ajudá-lo. Pode ser que o homem não acreditasse que Jesus poderia curá-lo, mas seus amigos criam no poder do Senhor. Por vezes, devemos levar outros a Jesus nas asas da nossa fé.

1. Leia Marcos 8:22-26. Em sua opinião, por que Cristo curou o cego em duas etapas? Sendo testemunhas de Jesus, quais lições essa história nos ensina?

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É possível que também não observemos as pessoas claramente. Será que às vezes as vemos mais como “árvores andando”, em formas vagas e indistintas, do que como candidatas ao reino de Deus? Em sua opinião, o que pode nos levar a não ver as pessoas nitidamente?

Além da lição de que Deus nos usa para alcançar as pessoas, o que mais podemos aprender com essa história? Como, por exemplo, as áreas médica e espiritual podem desempenhar uma parte na cura e no ministério aos perdidos?
Segunda-feira, 13 de julho
Ano Bíblico: Pv 12-15
Uma lição de aceitação

Ao exemplificar para os discípulos o que significava enxergar cada indivíduo de uma nova perspectiva, Jesus ensinou-lhes como ver as pessoas pelos olhos do Céu. Sua visão delas era radical. Ele não via o que elas eram, mas o que poderiam se tornar. Em todas as Suas interações com as pessoas, Cristo as tratou com dignidade e respeito. Muitas vezes, Ele surpreendeu os discípulos pela maneira como tratava os seres humanos. Isso foi verdade especialmente em Sua interação com a mulher samaritana.

A obra The Archaeological Study Bible [Bíblia de Estudo Arqueológica] faz esta observação interessante acerca da relação entre judeus e samaritanos: “O rompimento entre samaritanos e judeus data de um período antigo. De acordo com 2 Reis 17, os samaritanos eram descendentes dos povos da Mesopotâmia que foram estabelecidos à força nas terras do norte de Israel pelo rei da Assíria, como consequência do exílio de 722 a.C. Eles reuniam a adoração a Yahweh com práticas idólatras” (Zondervan Publishing, 2005, p. 1.727). Além dessas práticas idólatras, os samaritanos estabeleceram um sacerdócio e um templo concorrentes no Monte Gerizim. Considerando essas diferenças teológicas com os samaritanos, os discípulos devem ter ficado perplexos quando Jesus escolheu a rota samaritana para a Galileia. Eles ficaram surpresos de que Cristo não Se deixou levar por um debate religioso. Ele apelou diretamente ao desejo da mulher samaritana por aceitação, amor e perdão.

2. Leia João 4:3-34. Como Jesus Se aproximou da mulher samaritana? Qual foi a reação da mulher à conversa de Cristo com ela? Qual foi a reação dos discípulos a essa experiência e como Jesus ampliou a visão deles?

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A eterna lição que Jesus desejava ensinar aos Seus discípulos e a cada um de nós é simplesmente esta: “Aqueles que têm o Espírito de Cristo verão todos os homens pelos olhos da compaixão divina” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 20 de junho de 1892).

Devido à influência da cultura e da sociedade, você olha com desdém ou desrespeito para algumas pessoas? Você deve mudar suas atitudes para com elas? Como essa mudança pode acontecer?
Terça-feira, 14 de julho
Ano Bíblico: Pv 16-19
Comece onde você está

Alguém disse, e com razão: “Na vida, o único lugar de onde devemos começar é o ponto em que estamos, pois não há outra opção”. Jesus enfatizou esse princípio em Atos 1:8: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra”.

A mensagem de Jesus aos discípulos era clara demais para ser mal compreendida: comece onde você está. Testemunhe onde Deus o colocou. Em vez de sonhar com melhores oportunidades, comece por aquelas ao seu redor. Veja com olhos divinos as possibilidades mais próximas de você!

Você não precisa ser a pessoa mais instruída, a mais eloquente, a mais talentosa. Por mais úteis que alguns desses dons possam ser, se usados corretamente, no fim, tudo de que você precisa é seu amor a Deus e às pessoas. Se estiver disposto a testemunhar, Deus abrirá o caminho para você.

3. Leia João 1:40, 41; 6:5-11; 12:20-26. O que essas passagens revelam sobre a visão espiritual de André e sua abordagem ao testemunho? Assinale a alternativa correta:

A.(  ) André sempre pensava em levar as pessoas a Jesus.
B.(  ) Ele se preocupava apenas em evangelizar os judeus.

A experiência de André fala muito a nós. Ele começou com sua família. Primeiramente compartilhou Cristo com seu irmão Pedro. André desenvolveu um relacionamento cordial com um garotinho que depois providenciou para Jesus o material para um milagre. Além disso, ele soube exatamente o que fazer com os gregos. Em vez de debater teologia, ele sentiu a necessidade daqueles homens e os apresentou a Jesus.

A arte de efetivamente ganhar pessoas é a arte de desenvolver relacionamentos positivos e amorosos. Pense nas pessoas mais próximas a você que podem não conhecer Jesus. Elas veem em você alguém compassivo e atencioso? Elas veem em você uma paz e um propósito pelo qual anseiam? Sua vida é uma propaganda em favor do evangelho? Fazemos amigos para Deus ao compartilharmos Jesus. Eles se tornam amigos cristãos e, por fim, ao compartilharmos a verdade bíblica para o tempo do fim, eles também podem se tornar cristãos adventistas do sétimo dia.

Por que parece ser tão difícil levar nossos familiares a Cristo? Você já conseguiu compartilhar ­Jesus com membros da família ou com amigos? Quais são os princípios úteis nessa tarefa?
Quarta-feira, 15 de julho
Ano Bíblico: Pv 20-24
Lidar com pessoas difíceis

Quando esteve na Terra, Jesus era mestre em lidar com pessoas difíceis. Por Suas palavras e ações, Ele demonstrava aceitação. Ouvia com sensibilidade as preocupações das pessoas, fazia perguntas e gradualmente revelava verdades divinas. Reconhecia o desejo interior nos corações endurecidos e via potencial nos pecadores mais vis. Para Jesus, ninguém estava além do alcance do evangelho. O Senhor acreditava no princípio de que “ninguém caiu tão fundo, nem é tão mau, que não possa encontrar libertação em Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 258). Cristo enxergava as pessoas através de lentes diferentes das que nós utilizamos. Ele via em cada ser humano um reflexo da glória da criação original. Ele elevava o pensamento das pessoas à compreensão do que poderiam se tornar, e muitas se erguiam para atingir Suas expectativas para a vida delas.

4. Leia Mateus 4:18, 19, Marcos 12:28-34 e Lucas 23:39-43. Quais são as semelhanças nos apelos de Cristo a Pedro e André, ao escriba e ao ladrão na cruz?

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Quando esteve na Terra, onde quer que Jesus fosse, via possibilidades espirituais; percebia potenciais candidatos ao reino de Deus nas circunstâncias mais improváveis. Chamamos essa habilidade de “olhar para o crescimento da igreja”. Esse olhar que vê o crescimento da igreja é uma sensibilidade cultivada para ver as pessoas como Jesus as via, como pessoas que podem ser conquistadas para o reino de Deus. Isso também envolve “ouvidos atentos ao crescimento da igreja”, o que tem a ver com ouvir as necessidades não verbalizadas das pessoas. Diz respeito a ouvir o anseio do coração delas por algo que elas não têm, mesmo que não o tenham expressado abertamente.

Peça ao Senhor que torne você sensível ao ministério do Espírito Santo na vida de outras pessoas. Ore pedindo que Deus lhe dê o segundo toque e abra seus olhos para as oportunidades espirituais que Ele coloca em seu caminho a fim de compartilhar sua fé. Busque ao Senhor para que Ele lhe dê olhos que vejam, coração sensível e disposição de compartilhar o Cristo que está em seu coração, e você estará em uma emocionante jornada. A vida terá um significado totalmente novo. Você terá uma sensação de satisfação e alegria que nunca experimentou antes. Somente os que trabalham em favor das pessoas conhecem a satisfação que isso pode trazer.

Quinta-feira, 16 de julho
Ano Bíblico: Pv 25-27
Percebendo oportunidades providenciais

livro de Atos está repleto de histórias de como os discípulos se aproveitaram de oportunidades providenciais para o avanço do reino de Deus. Em todo o livro, vemos relatos impressionantes da igreja primitiva e de como ela cresceu, apesar dos desafios enfrentados interna e externamente.

Em 2 Coríntios 2:12, 13, por exemplo, o apóstolo Paulo conta sua experiência em Trôade: “Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor, não tive, contudo, tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia”. Deus miraculosamente abriu uma porta para Paulo pregar no continente europeu, e ele sabia que as portas que o Senhor abre hoje podem ser fechadas amanhã. Aproveitando a oportunidade e vendo as possibilidades, ele imediatamente partiu para a Macedônia.

O Deus do Novo Testamento é o Deus das portas abertas – Aquele que oferece oportunidades providenciais para compartilharmos a fé. No livro de Atos, Deus está em ação. Há portas abertas nas cidades, províncias, países e, acima de tudo, no coração das pessoas.

5. Leia Atos 8:26-38. O que esses versos ensinam sobre como Filipe estava aberto à orientação de Deus e sobre sua capacidade de responder às oportunidades divinas? Assinale a alternativa correta:

A.(  ) Filipe duvidou da voz de Deus e não Lhe obedeceu.
B.(  ) Filipe estava sensível à voz do Senhor e foi se encontrar com o etíope.

“Um anjo guiou Filipe àquele que procurava a luz e que estava pronto para receber o evangelho; e hoje anjos guiarão os passos dos obreiros que permitirem ao Espírito Santo santificar sua língua e educar e enobrecer seu coração. O anjo enviado a Filipe poderia ter ele mesmo feito a obra pelo etíope, mas essa não é a maneira de Deus agir. Seu plano é que homens e mulheres trabalhem por seus semelhantes” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 109).

Se tivermos ouvidos para ouvir e olhos para ver, também seremos guiados por anjos invisíveis para alcançar, com as verdades do reino, os que buscam a verdade.

Observe como as Escrituras foram centrais nessa história. Além disso, foi muito importante que alguém que conhecia as Escrituras as esclarecessem. Quais lições extraímos desse relato?
Sexta-feira, 17 de julho
Ano Bíblico: Pv 28-31
Estudo adicional

Texto de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 103-111 (“O Evangelho em Samaria”).

Ao nosso redor, pessoas buscam as coisas da eternidade. Jesus disse de maneira tão apropriada: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9:37). O problema não estava na seara. Com os olhos divinamente ungidos, Jesus viu uma seara abundante, onde os discípulos viram apenas oposição. Qual foi a solução de Cristo para o problema? “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt 9:38). A solução é orar para que Deus envie você para a seara Dele.

Por que não fazer esta oração? “Senhor, estou disposto a ser usado para o avanço do Seu reino. Abra meus olhos para que eu veja as oportunidades providenciais que Tu colocas diante de mim todos os dias. Ensina-me a ser sensível às pessoas ao meu redor. Ajuda-me a falar palavras de esperança e encorajamento e a compartilhar Seu amor e Sua verdade com aqueles com quem entro em contato todos os dias”. Se você fizer essa oração, Deus fará coisas extraordinárias em sua vida.

Perguntas para consideração

1. Nem sempre é fácil levar pessoas a Jesus, não é mesmo? Somente Deus pode converter o coração, mas em Sua sabedoria Ele escolheu nos usar para fazer parte desse processo. Trabalhar por uma única pessoa exige tempo, esforço, paciência e um amor que nasce do alto. Como você pode morrer para o eu a fim de ser uma eficaz testemunha de Cristo?

2. Quais pessoas com quem você entra em contato não conhecem a Deus? O que você fez, ou está fazendo, ou deveria fazer, para testemunhar para elas?

3. Pense em Saulo de Tarso. Sua conversão parecia muito improvável! No entanto, sabemos o que aconteceu com ele. O que isso revela sobre o perigo de julgar os outros pelas aparências?

4. Tendo em mente a história de Saulo, o que fazemos com um texto como o de Mateus 7:6: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem”?

 

Respostas e atividades da semana: 1. Comente com a classe. 2. Jesus abordou a mulher samaritana pedindo-lhe água para beber. Ela ficou espantada porque Ele, sendo judeu, dirigia a palavra a ela. Cristo falou sobre a verdadeira adoração. Os discípulos também ficaram perplexos, porém nada Lhe disseram. Eles perceberam a ampla visão do Mestre sobre a natureza de Sua obra. 3. A. 4. Embora cada situação tenha tido suas particularidades, Jesus via além do que aquelas pessoas eram. Ele via potenciais candidatos ao reino dos Céus. Ele chamou Pedro e João para serem pescadores de homens; disse a um escriba que Ele não estava longe do reino dos Céus e convidou o ladrão da cruz a estar com Ele no paraíso. 5. B.

Resumo da Lição 3
Olhando as pessoas pelos olhos de Jesus

Texto-chave: Mc 8:22-26

Foco de Estudo: Jo 4:3-34, At 26–2

 

ESBOÇO

O tema da lição desta semana, “Olhando as pessoas pelos olhos de Jesus”, enfatiza especialmente o significado de uma pessoa levar outra a Jesus. O Salvador não via apenas o que as pessoas eram, mas o que poderiam se tornar. Ele via o potencial delas para o reino dos Céus. Percebia em cada um o anseio de conhecer a Deus.

Quando vemos as pessoas com os olhos de Jesus, visualizamos em cada uma o potencial de ser conquistada para Cristo, pois foram criadas à Sua imagem. Apesar das
circunstâncias da vida, elas sentem o desejo de conhecê-Lo. Isso aconteceu com a mulher samaritana, o eunuco etíope, o ladrão na cruz, o centurião romano e muitos outros do Novo Testamento. Sem Cristo há um vazio na vida.

Reconhecer essa verdade eterna nos permite ver as pessoas com novos olhos, mesmo que elas não percebam que têm um vazio em forma de Deus. Embora os indivíduos tenham necessidades óbvias, também possuem o eterno desejo de conhecer o Criador. Há uma fome oculta na alma. Homens e mulheres do século 21 passam fome do conhecimento de Deus.

O plano divino é que todos nós vejamos e aproveitemos as oportunidades para levar amigos a Jesus. Muitas pessoas nunca virão, a menos que as tomemos pelas mãos. Um dos grandes mitos é o de que as pessoas não têm interesse em coisas espirituais. Se pensarmos assim, não veremos o interesse que elas podem ter. Jesus acreditava que havia nas pessoas o desejo de ser conquistadas para Seu reino, e elas respondiam a essa crença.

COMENTÁRIO

Jesus cura o cego em Betsaida

A cura do cego em Betsaida, que ocorreu em duas etapas, tem um significado especial para nosso testemunho no presente. É importante observar o local em que aconteceu
a cura. Acredita-se que Betsaida estivesse localizada na costa norte do mar da Galileia. Estudiosos debatem sua localização exata. A cidade é com frequência mencionada nos evangelhos juntamente com Jerusalém e Cafarnaum. Foi lá que Jesus chamou Filipe,
Pedro e André para que se tornassem Seus discípulos.

Além da compaixão de Jesus por esse cego, é evidente que Ele estava ensinando a Seus discípulos uma lição espiritual mais profunda. Ele desejava que reconhecessem que havia pessoas necessitadas ao seu redor que estariam abertas ao evangelho se suas necessidades físicas fossem atendidas primeiro. Até mesmo em Betsaida havia almas carentes assim.

Existem algumas razões importantes pelas quais Jesus curou esse cego em duas etapas. Como essa cura é a única nos evangelhos que não foi instantânea, deve haver algum significado nesse milagre não visto em outros lugares das Escrituras. Primeiro, o milagre revela a compaixão de Jesus. Você já saiu de um quarto escuro para a luz brilhante? Por um momento você fica cego. Leva tempo para que os olhos se ajustem à claridade. Se você fosse cego, a luminosidade repentina o afetaria ainda mais. Jesus curou o homem em duas etapas para que seus olhos se adaptassem gradualmente à luz. Jesus é bondoso. Ele entende nossa condição e ministra com amor às nossas necessidades.

Ao compartilharmos o brilho da verdade divina com nossos amigos, é bom lembrar que “a vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4:18). Assim como a claridade do Sol aumenta gradualmente, dissipando as trevas, a luz da verdade divina ilumina a mente de modo gradual até que andemos em pleno dia. O fulgor pode ser ofuscante e iluminador. Jesus entendia esse princípio e, na cura desse cego em duas etapas, Ele deixou aos Seus discípulos um exemplo vívido de como apresentar a verdade.

Também é possível que Jesus desejasse revelar a Seus seguidores que cada um de nós precisa do segundo toque. Muitas vezes somos parcialmente cegos. Vemos as pessoas ao nosso redor como “árvores andando por aí”. Quando o Espírito Santo faz com que as escamas caiam dos nossos olhos, também as vemos à nossa volta com muito mais clareza.

Marcos 8:25 diz: “Então, novamente lhe pôs as mãos nos olhos, e ele, passando a ver claramente, ficou restabelecido; e tudo distinguia de modo perfeito.” A palavra grega para “claramente” é delaugos, que é traduzida de maneira mais adequada como “radiante” ou “em plena luz”. Quando Cristo cura nossa cegueira espiritual, vemos os outros como Ele os vê, à plena luz de Seu amor.

Jesus ministra a uma mulher samaritana

O caminho mais curto de Jerusalém para a Galileia era por Samaria, mas devido à hostilidade com os samaritanos, os judeus evitavam essa rota. Eles tomavam regularmente o caminho mais longo e tortuoso pelo vale do Jordão. João 4:4 declara a respeito de Jesus que “era-Lhe necessário atravessar a província de Samaria”. Embora esse fosse o caminho mais fácil no aspecto geográfico, Ele não precisava passar por lá. Havia outras maneiras de chegar à Galileia. No entanto, Jesus tinha um compromisso divino no poço. Ali o Senhor teria um encontro com uma mulher samaritana e faria uma diferença eterna na vida dela.

Jesus desejava derrubar os muros de preconceito entre judeus e samaritanos. Seu único objetivo ali era revelar aos discípulos que os samaritanos estavam abertos ao evangelho. O Mestre olhou para essa mulher perturbada com o olhar da compaixão divina. Observou que ela chegava ao poço ao meio-dia, a parte mais quente do dia. Era um momento estranho para tirar água. As mulheres da aldeia iam ao poço nas primeiras horas da manhã. Lá se reuniam, socializavam-se e obtinham seu suprimento de água. Evidentemente, essa mulher queria evitar as fofocas que ocorreriam, devido ao seu estilo de vida, se ela aparecesse ao mesmo tempo que as outras mulheres.

A mulher pode ter se sentido envergonhada. Sua conduta extravagante havia feito com que ela fosse desprezada. A samaritana era bem conhecida e desejava evitar o contato com as pessoas tanto quanto possível. Seu único desejo era obter rapidamente seu suprimento diário de água e voltar para casa. Ela ficou surpresa ao encontrar esse Estrangeiro, judeu da Galileia, no poço e ficou ainda mais surpresa quando Ele falou com ela. Os judeus não conversavam com os samaritanos. Quando Jesus pediu um favor, ela não pôde recusar. Nas terras áridas e desérticas do Oriente Próximo e Oriente Médio, ainda hoje se acredita que a água seja um presente de Deus. Negar um copo de água a um viajante cansado é uma ofensa ao Todo-Poderoso.

Gentilmente, quase de forma imperceptível, Jesus rompeu as barreiras entre eles, conquistou a confiança dela e depois apelou diretamente aos seus anseios internos pela vida eterna e por se libertar da culpa.

Ela primeiro reconheceu que Ele era um Homem justo, depois percebeu que Cristo era mais do que um mestre religioso – devia ser um profeta de Deus. À medida que o Espírito
Santo despertava impulsos divinos em sua alma, ela sentia que Jesus poderia ser o Messias (Jo 4:11, 15, 19, 26). Feliz, esqueceu o motivo pelo qual tinha ido ao poço, deixou seu cântaro de água para trás e correu para contar sobre seu encontro com Cristo. Seu testemunho produziu um reavivamento espiritual em toda a região (Jo 4:39-41). Quando os discípulos retornaram de sua jornada para comprar alimento, Jesus compartilhou com eles essa percepção divina: os samaritanos são abertos e receptivos ao evangelho. Para os discípulos, essa realidade era quase inacreditável. A lição que Cristo lhes ensinou serve para todas as gerações. Deus está trabalhando em lugares inesperados. Mantenha os olhos abertos e você verá o trabalho providencial do Espírito Santo na vida daqueles que você não espera que sejam receptivos ao evangelho (Jo 4:35-38).

Ilustração: Colheita de frutas e conquista de pessoas

Certa noite, Ellen G. White teve um sonho sobre colher frutas pequenas e a conquista de pessoas. Juntamente com um grande grupo de jovens, ela foi colher frutas pequenas. Uma carroça puxada a cavalo carregava seus suprimentos e os levava ao local cheio de arbustos de mirtilo. Existem vários tipos de mirtilos e frutas pequenas, também conhecidos como arando, uva-do-monte, etc. Podem ser azuis ou vermelhas, são deliciosas e saudáveis, repletas de antioxidantes. Ellen White notou os arbustos cheios de frutos perto da carroça e começou a pegá-los. Logo ela encheu dois baldes. Os outros em seu grupo se dispersaram e voltaram mais tarde com baldes vazios. Ela os advertiu de que, enquanto procuravam mirtilos a certa distância da carroça, havia muitos diante deles, bastava apenas abrirem os olhos para ver.

Aplicação para a vida

Comece onde está

Jesus instou os discípulos a começar a compartilhar o evangelho onde estavam. Não há outro lugar para começar a não ser onde você está. Os discípulos foram os primeiros a compartilhar o evangelho em Jerusalém, Judeia e Samaria e depois nos confins da Terra. Há pessoas ao nosso redor procurando a paz e o propósito que somente Cristo pode dar. Jesus nos convida a começar a compartilhar Seu amor em nossa família, no bairro, no local de trabalho e na comunidade.

André começou com sua própria família e compartilhou o evangelho com seu irmão Pedro. Em outra ocasião, ele fez amizade com um garotinho que, por causa da confiança que tinha em André, deu todo o seu almoço a Jesus. O pouco nas mãos de Jesus é muito, e algo pequeno nas mãos do Senhor é grande. Cristo sempre começa com o que tem. Ele alimentou cinco mil nas encostas da Galileia com apenas cinco pães e dois peixes. André não era tão extrovertido quanto Pedro. Ele não tinha as mesmas qualidades de liderança, mas era um apresentador. Toda vez que lemos sobre André, o encontramos apresentando alguém a Jesus.

Os evangelhos estão cheios de histórias em que Jesus compartilha o amor de Deus com uma só pessoa. Um escriba judeu, um cobrador de impostos romano, uma mulher cananeia, um líder religioso judeu e um jovem ladrão experimentaram Seu toque amoroso. Eles foram transformados por Sua graça.

Pergunte à classe: Com quem você pode compartilhar o amor de Deus em sua esfera de influência? Quem, em sua família ou entre seus amigos, pode ser mais receptivo? Comece por aí. Peça que Deus lhe mostre quem pode estar procurando por Ele agora. Você pode se surpreender com a forma pela qual o Senhor abre portas para que o amor divino seja compartilhado com pessoas que você jamais pensou que fossem abertas ou receptivas.

A volta para casa

Aos dezenove anos, Alphanso Peter Juah fugiu da Guerra civil da Libéria embarcando em um trem e viajando para a Guiné. Mal sabia, que 14 depois, ele passaria por oito países e que voltaria à terra natal com uma esposa indonésia. Durante o ano de 1992, ele enfrentou muitas dificuldades. Isso o levou a deixar a congregação de sua infância, a igreja adventista do sétimo dia.

Com a ajuda de uma agência humanitária, ele terminou os estudos no Guiné, mas depois ficou sem teto. Procurou ganhar dinheiro por qualquer meio que encontrasse. Então, decidiu vender heroína. Ele enganava as pessoas e lavava dinheiro.

Depois de um ano, em busca de novas oportunidades, ele adquiriu ilegalmente um passaporte guiné e se mudou para o Senegal. Por quatro anos, ele vendeu heroína, ludibriou as pessoas e lavou dinheiro. Procurando mais oportunidades, viajou para Tunísia, Jordânia, Índia, Tailândia e Indonésia. Em cada país, vendia drogas, aplicava golpes e lavava dinheiro, ganhando o suficiente para se manter e se mudar para o lugar seguinte. Parecia ter descoberto que o dinheiro podia comprar tudo, incluindo vistos para continuar suas viagens. Em Jacarta, capital da Indonésia, Alphanso começou a pensar muito sobre a vida. Ele se lembrou de quando assistia aos cultos de sábado. Sentiu-se mal por saber que não obedecia aos mandamentos de Deus. Certo dia, ele falava sobre Deus, enquanto estava na piscina com um estrangeiro espanhol. O homem o convidou para visitar sua igreja no domingo. O missionário americano daquela igreja ouviu a história de Alphanso e ofereceu ajuda para pagar o aluguel de sua casa. Em contrapartida, Alphanso trabalhava nos jardins da igreja e cuidava do som.

Alphanso continuou pensando sobre o sábado. Então, descobriu o endereço da igreja adventista e começou a participar dos cultos divinos, enquanto continuava trabalhando na outra igreja aos domingos. Com o nível escolar do Ensino Médio, ele desejava entrar na faculdade, mas, aparentemente, não havia ninguém que pudesse ajudá-lo. A igreja evangélica não pôde ajudar. Os adventistas também não puderam ajudar, mas eles restabeleceram a ligação com os pais de Alphanso, na Libéria. Ele não falara com eles desde que tinha fugido de casa. 

Três anos se passaram e a igreja deixou de sustentá-lo. Alphanso voltou a vender drogas, aplicar golpes e lavar dinheiro. Mas, algo muito grande aconteceu em sua vida. Ele se casou. Enquanto trabalhava na igreja, se apaixonou por Wastinah, uma parente da governanta do missionário.

Depois de algum tempo, Alphanso sentiu um desejo familiar por novas oportunidades e se mudou para a China. Passados quatro meses, levou a esposa. Enquanto estava no país, os pensamentos se voltaram para Deus e, numa livraria, ele encontrou uma Bíblia em inglês. Certo dia, seus olhos caíram em Eclesiastes 1:2, que diz: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade.” Então pensou: “Minha vida está cheia de vaidade. “Preciso voltar para casa na África.”

Em 2006, ele e Wastinah foram para Libéria. Ao voltar para casa, ele teve um encontro muito emocionante com os pais. Finalmente, entregou o coração a Jesus e passou a frequentar a igreja todos os sábados. Wastinah o acompanhava e, posteriormente, também entregou o coração a Jesus.

Atualmente, Alphanso trabalha como madeireiro em Buchanan, e Wastinah vende arroz, alho e outros mantimentos em uma barraca em frente à sua casa. Eles têm três filhos de cinco, oito e doze anos, respectivamente. Alphanso compartilha seu testemunho da graça de Deus na sua vida: “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. Quando me sinto culpado, o temor ao Senhor emerge no coração e me torna sábio.”

Parte da oferta do trimestre ajudará na construção de uma nova escola de Ensino Fundamental em Buchana, Libéria. Alphanso deseja enviar seus filhos para essa escola.

 

Dicas de história
• Pronúncia de Alphanso (alf-ON-zo).
• Pronúncia de Wastinah (was-TIN-ah).
• Assista ao vídeo sobre Alphanso no YouTube: bit.ly/Alphanso-Juah.
• Faça o download das fotos no Facebook (bit.ly/fb-mq) ou banco de dados ADAMS (bit.ly/long-road-home).
• Faça o download das fotos dos projetos do trimestre no site bit.ly/WAD-2020.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 3º Trimestre de 2020
Tema Geral: Fazendo amigos para Deus:
A alegria de participar de Sua Missão
Lição 3 –  11 a 17 de julho de 2020

Olhando as pessoas pelos olhos de Jesus

Autor: César Luís Pagani
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisora: Josiéli Nóbrega

A fim de olhar as pessoas com os olhos de Jesus, precisamos possuir o coração de Jesus. Para termos esse coração, necessitamos de uma obra sobrenatural. Está escrito: “Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne” (Ez 11:19). Pedi-lo a Deus, diariamente, é um privilégio e um dever cristão.

Jesus via em cada pessoa um tesouro precioso que Ele adquiriu com Seu sangue, desde a fundação do mundo. Sabia que, na cruz, Ele iria conquistar definitivamente a posse de cada ser humano. E nosso Senhor nunca apreciou abrir mão de Suas posses humanas, as pessoas.

O que O movia incansavelmente na busca dos perdidos era Seu amor, nascido de Seu coração divino, que O fez esvaziar-Se de Si mesmo, deixando vaga Sua posição no trono divino, trocando as delícias do Céu por este mundo onde o pecado reinava soberano, para sofrer, ser rejeitado, supliciado e morto. O apóstolo Paulo nos diz que Ele abriu mão temporariamente de Sua condição de Deus para Se tornar Servo da humanidade (Fp 2:6-8).

Cura em dois tempos – No caso do cego de Betsaida, vemos a atitude de Cristo no trato com o infeliz, antes de curá-lo. “Jesus usou primeiro um método comum no mundo antigo. O ato de colocar as mãos nos olhos do homem, sem referência à saliva, foi a segunda etapa do processo de cura e salvação. Esse relato de cura em duas etapas só ocorre em Marcos. O milagre é um exemplo da combinação da medicação e dos recursos espirituais para efetuar a cura” (Comentários da Bíblia Andrews, p. 1296).

Podemos não ser operadores de milagres, como Jesus, mas uma coisa podemos aprender desse episódio: devemos nos aproximar das pessoas, apertar-lhes as mãos, abraçá-las, falar-lhes ao coração com palavras bondosas e sinceras, e oferecer gestos de simpatia e afeto.

Impedimentos missionários” – Por vezes, trazemos traves em nossos olhos que nos impedem de ter a visão resgatadora de Cristo. Podem ser preconceitos de vários tipos, senso de superioridade pessoal, religiosa e má vontade em nos aproximarmos das pessoas. Muitas vezes, as julgamos ignorantes, rudes, e as consideramos “gentalha”, arredias e mesmo intratáveis. Desprezamos seu nível educacional e mantemos diversas suspeitas. Contudo, se formos imbuídos do Espírito Santo seremos dotados do amor que busca, que serve e que ergue o próximo.

Outras vezes pode ser o contrário. Não nos achamos capacitados para um contato com pessoas de maior classe social, econômica e acadêmica. Esquecemo-nos de que Felipe não teve nenhum receio de entrevistar o tesoureiro da Rainha Candace e ganhou aquela pessoa. Esquecemo-nos de que Pedro e João pregaram de Cristo em pleno recinto do Sinédrio, diante de homens doutos e de condição superior.

Campo missionário de entorno – Olhamos as pessoas com os olhos de Jesus quando nos interessamos pelas pessoas que estão em nosso território missionário. Família, vizinhos, colegas de trabalho e de estudos e pessoas com quem entretemos conversas em qualquer lugar. Esses devem sentir que estamos interessamos em seu bem-estar presente e eterno. Não precisamos entrar em discussão sobre pontos controversos, opinativos. Atribui-se a Kung-Fu-Tse (Confúcio) este pensamento: “Se tens razão, por que discutes? E se não tens, por que discutes?” 

Uma das maneiras de olhar as pessoas como Jesus, de buscá-las como Jesus, de atraí-las como Jesus, é mostrar o espírito de serviço. Prestar favores, pequenos obséquios, cuidar de algum interesse de outrem é uma cunha que abre cofres herméticos.

No best-seller intitulado “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, há muitas dicas interessantes sobre relacionamentos bem-sucedidos com pessoas. Li essa obra quando tinha 15 anos de idade e ela me ajudou muito a lidar com as pessoas, embora eu tenha muito ainda que aprender.

Carnegie pondera que toda pessoa, seja ela quem for, tem um ansioso desejo de ser considerada importante, tem a ânsia de ser apreciada. Ele conta alguns exemplos do que esse desejo fez com algumas pessoas famosas.

“Foi o desejo de ser importante que levou um empregado num armazém, pobre e sem ilustração, a estudar alguns livros de direito que encontrou no fundo de uma barrica de objetos pessoais descartados e que havia comprado por cinquenta centavos.

“Você, por certo, já ouviu falar desse empregado de armazém. Chamava-se Lincoln...

“Foi esse desejo de ser importante que inspirou Dickens a escrever suas novelas imortais. Tal desejo inspirou Sir Christopher Wren a gravar suas sinfonias na pedra”, por meio de suas obras arquitetônicas.

“O mesmo desejo levou Rockefeller a juntar milhões que jamais gastou! E esse mesmo desejo fez o homem mais rico da sua cidade construir uma casa muito maior do que as suas necessidades” (Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, p. 50).

Faça com que a pessoa a quem você quer testemunhar se sinta importante, como de fato ela é aos olhos de Jesus.

O missionário cristão precisa ter na mente um radar de oportunidades. Isto é, estar alerta para detectar, como diz, o Pr. Finley, “oportunidades providenciais”. Estar sempre ligado para se valer das oportunidades de testemunhar de Cristo. Quando essas oportunidades surgirem e você se sentir inseguro de abordar alguém, eleve a Deus uma pequena oração como aquela que Neemias fez antes de seu pedido ao rei Artaxerxes. Peça que o Espírito lhe ensine o que dizer às pessoas.  

“O Espírito de Cristo é o espírito de missões. Quanto mais nos aproximamos de Cristo, mais intensamente nos tornamos missionários” (Henry Martin, sacerdote anglicano e missionário na Índia e na Pérsia (hoje Irã).

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: César Luís Pagani é jornalista, escritor e tradutor de inglês, francês, italiano e espanhol. Casado há 51 anos com Neusa Albamonte Pagani, é pai de três rapazes, César Augusto, Marcel e André, e avô de duas lindas netinhas: Bellinha e Bia. Trabalhou na Casa Publicadora Brasileira por 11 anos, primeiramente como designer gráfico no Departamento de Artes e depois como editor-associado das revistas Vida e Saúde, Nosso Amiguinho e do caderno de Notícias da Revista Adventista. Traduziu vários livros do Espírito de Profecia. Também trabalhou como tradutor para a revista Diálogo Universitário. Hoje é membro ativo na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central Paulistana, onde atua como professor da Escola Sabatina e cantor do Coro Masculino Edificanto.