Lição 1
27 de junho a 03 de julho
Por que testemunhar?
Sábado à tarde
Ano Bíblico: Sl 72-77
Verso para memorizar: “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:3, 4).
Leituras da semana: Tg 5:19, 20; Lc 15:6; Sf 3:17; Jo 7:37, 38; 1Tm 2:3, 4; 2Co 5:14, 15

grande desejo de Deus é que todas as pessoas em todos os lugares respondam ao Seu amor, aceitem Sua graça, sejam transformadas por Seu Espírito e salvas para Seu reino. Seu maior interesse é a nossa salvação. Seu amor é ilimitado. Sua misericórdia é incomensurável. Sua compaixão é infindável. Seu perdão é inesgotável. Seu poder é infinito. Diferentemente dos deuses pagãos, que exigiam sacrifícios, nosso Deus fez o sacrifício supremo. Não importa quanto desejemos ser salvos, o desejo de Deus por salvar-nos é maior. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:3, 4). O desejo do coração divino é a sua salvação e a minha.

Testemunhar diz respeito a Jesus. Trata-se do que Ele fez para nos salvar, de como Ele mudou nossa vida e das maravilhosas verdades de Sua palavra, que nos revela quem Ele é e a beleza de Seu caráter. Por que testemunhar? Quando entendemos quem Ele é e experimentamos as maravilhas de Sua graça e o poder de Seu amor, não conseguimos ficar calados. Por que testemunhar? Ao compartilharmos da comunhão com Ele, participamos de Sua alegria ao ver pessoas redimidas por Sua graça e transformadas por Seu amor.

Domingo, 28 de junho
Ano Bíblico: Sl 78-80
Oferecendo oportunidades de salvação

Deus oferece diariamente oportunidades para que as pessoas de todos os lugares O conheçam. Ele move o coração delas mediante Seu Espírito Santo. Ele Se revela na beleza e complexidade do mundo natural. A imensidão, ordem e simetria do Universo manifestam um Deus infinito, com sabedoria ilimitada e poder sobrenatural. Deus organiza circunstâncias ou providências em nossa vida a fim de nos atrair para Si. 

Embora Deus Se revele mediante as impressões de Seu Espírito, as glórias da natureza e os atos da Providência, a revelação mais clara de Seu amor se encontra na vida e no ministério de Jesus Cristo. Quando compartilhamos Jesus com outras pessoas, oferecemos a elas a melhor oportunidade de salvação.

1. Leia Lucas 19:10 e Tiago 5:19, 20. O que o evangelho de Lucas ensina sobre o propósito de Cristo ao vir à Terra? Como podemos cooperar com o Senhor em Sua obra de salvar os perdidos?

De acordo com Tiago, “aquele que converte o pecador do seu caminho errado salvará da morte a alma dele e cobrirá multidão de pecados” (Tg 5:20). O livro de Romanos amplia esse pensamento. Em Romanos 1 e 2, tanto os gentios que viram a revelação de Deus na natureza quanto os judeus que receberam a revelação profética de Deus nas Escrituras estão perdidos sem Cristo. Em Romanos 3–5, o apóstolo Paulo revelou que a salvação vem pela graça, unicamente por meio da fé. Em Romanos 6–8, ele descreveu como a graça, que justifica cada cristão, também santifica. Em Romanos 10, ele declarou que “todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo” (Rm 10:13) e depois ressaltou que ninguém pode invocar se não crer; e ninguém pode crer se não ouvir, e não pode ouvir a menos que alguém lhe diga. Portanto, somos os elos de Deus no plano da salvação para alcançar os perdidos com a glória do evangelho.

Não testemunhamos apenas para dar às pessoas sua única chance de salvação. Testemunhamos para dar-lhes sua melhor chance. Qual é a nossa função no plano divino para redimir a humanidade? Quantas pessoas ouviram o evangelho de nossos lábios?
Segunda-feira, 29 de junho
Ano Bíblico: Sl 81-85
O que agrada a Jesus?

Alguém já lhe perguntou: “Como está seu dia?”, “Está tudo bem com você?”. E se você fizesse essas perguntas a Deus? “Deus, como vai Seu dia?” Que tipo de resposta você receberia? Possivelmente seria assim: “Meu dia foi extremamente difícil. Lágrimas encheram Meus olhos nos diversos campos de refugiados repletos de crianças com frio, famintas e chorosas. Andei pelas ruas das cidades mais movimentadas do mundo e chorei com os sem-teto e os necessitados. Meu coração se entristece por mulheres abusadas e crianças assustadas vendidas como escravas sexuais. Testemunhei a destruição causada pela guerra, os efeitos devastadores de desastres naturais e a dolorosa agonia de doenças mortais e debilitantes”. E se você perguntasse ao Senhor: “Mas Deus, há algo que traga alegria ao Seu coração? Existe algo que O faça cantar?”.

2. Leia Lucas 15:6, 7, 9, 10 e 22-24, 32. Como essas histórias terminam e o que esses finais revelam sobre Deus? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Com celebração e regozijo, pois Deus Se alegra com um pecador arrependido.

B. ( ) Com indiferença, pois Deus Se alegra somente com as boas obras dos justos.

Todo o Céu se alegra quando os perdidos são encontrados. Neste mundo cheio de doenças, desastres e morte, podemos trazer alegria ao coração de Deus ao compartilharmos as boas-novas da salvação. Uma das maiores motivações para levar o amor de Cristo é saber que testemunhar traz alegria ao Senhor. Toda vez que revelamos Sua graça, o Céu entoa cânticos de louvor.

3. Leia Sofonias 3:17. Qual é a resposta de nosso Senhor quando aceitamos Sua graça salvadora?

Imagine que, como resultado de seu testemunho, homens ou mulheres, meninos ou meninas aceitam Jesus como Salvador pessoal. Cristo Se alegra. O Céu irrompe em canções arrebatadoras, e nosso poderoso Salvador Se regozija com cânticos por causa dessas pessoas. O que pode ser mais recompensador, mais gratificante, do que saber que seu testemunho traz alegria ao coração de Deus neste mundo de tristeza?
Terça-feira, 30 de junho
Ano Bíblico: Sl 86-89
Crescendo por meio da doação

O Mar Morto marca a altitude mais baixa da Terra. A 423 metros abaixo do nível do mar, ele é considerado o mar mais baixo do mundo. O rio Jordão flui do mar da Galileia e serpenteia através do vale do Jordão até terminar no Mar Morto.

O clima quente e seco, com a intensa luz solar e as condições do deserto, faz com que a água evapore rapidamente. Como o teor de sal e minerais do Mar Morto é de 33,7%, pouca coisa sobrevive em suas águas. Não há peixes nem plantas; apenas alguns micróbios e bactérias na parte inferior. 

Na vida cristã, se a graça de Deus que atua em nossa vida não fluir para os outros, ficaremos estagnados e quase sem vida, como o Mar Morto. Não é assim que devemos viver.

4. Leia João 7:37, 38 e Lucas 6:38. Em contraste com a experiência do Mar Morto, quando os cristãos recebem as correntes refrescantes da água viva de Cristo, qual é o resultado natural?

“Deus poderia ter realizado Seu plano de salvar pecadores sem o nosso auxílio; mas, para desenvolvermos caráter semelhante ao de Cristo, precisamos partilhar de Sua obra. Com o propósito de participar da alegria Dele, a alegria de ver pessoas redimidas por Seu sacrifício, devemos colaborar em Sua obra para redenção delas” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 142).

“Os que desejam ser vencedores precisam negar a si mesmos; e a única coisa que efetuará essa grandiosa obra é interessar-se vivamente pela salvação dos outros” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 207).

Crescemos ao compartilharmos o que Cristo fez em nossa vida. Considerando tudo o que recebemos em Cristo, o que, senão o egoísmo mais abjeto, poderia nos impedir de compartilhar o que nos foi dado? Entretanto, se deixarmos de compartilhar nossa fé, nossa vida espiritual se tornará tão estagnada quanto o Mar Morto.

Quais têm sido suas experiências em testemunhar para os outros, orar com os outros e ministrar às necessidades de outras pessoas? Como essas experiências têm impactado sua fé e sua caminhada com o Senhor?
Quarta-feira, 01 de julho
Ano Bíblico: Sl 90-99
Fidelidade ao mandamento de Cristo

A lealdade a Cristo requer um compromisso de fazer Sua vontade. Ela exige obediência aos Seus mandamentos, resulta em um coração que pulsa com o de Cristo na salvação dos perdidos e coloca como prioridade o que Ele prioriza.

5. Leia 1 Timóteo 2:3, 4 e 2 Pedro 3:9. O que essas passagens revelam sobre o coração de Deus? Qual é a sua prioridade?

Deus é apaixonado pela salvação das pessoas. Não há nada mais importante para Ele. É Seu desejo sincero que “todos” sejam salvos e “cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:4), “não querendo que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2Pe 3:9). A respeito dessa passagem, o Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia indica que a palavra grega usada para “querer” é boulomai, que expressa “a inclinação da mente, como ‘querer’ e ‘desejar’”. O comentário faz então esta observação perspicaz sobre a pequena palavra senão: A palavra grega para “senão” é ala, usada aqui para destacar “o contraste entre a interpretação errônea da natureza de Deus, de que Ele houvesse determinado que alguns morressem, e a verdade de que Ele deseja que todos sejam salvos” (v. 7, p. 676). O mandamento de Cristo de que cada um de nós participe de Sua missão como testemunha de Seu amor, graça e verdade é fruto de Seu desejo de que toda a humanidade seja salva.

6. Leia Atos 13:47 e compare com Isaías 49:6. A quem essa passagem se aplicava inicialmente? Como o apóstolo Paulo a usou?

Há ocasiões em que uma profecia do Antigo Testamento tem mais de uma aplicação. Aqui o apóstolo Paulo tomou uma profecia que se referia primeiramente a Israel e profeticamente ao Messias (veja Is 41:8; Is 49:6; Lc 2:32) e a aplicou à igreja do Novo Testamento. Se a igreja negligenciar ou minimizar o mandamento de Cristo, ela falha no propósito de sua existência e perde seu chamado profético ao mundo.

Quais são os perigos para a igreja, quando ela se torna tão concentrada em seu interior a ponto de se esquecer do seu propósito missionário?
Quinta-feira, 02 de julho
Ano Bíblico: Sl 100-105
Motivados pelo amor

Nesta semana, nosso foco foi responder à seguinte pergunta: “Por que testemunhar?”. Descobrimos que, ao compartilhar nossa fé, temos a alegria de cooperar com Deus em Sua missão ao mundo. Nosso testemunho de Seu amor oferece às pessoas maiores oportunidades de salvação, uma vez que elas podem ver mais claramente Sua graça e Sua verdade.

Ao mesmo tempo, testemunhar é também um dos meios de Deus para nos fazer crescer espiritualmente. Não compartilhar o que Cristo fez por nós e não ministrar aos outros sufoca a verdadeira vida espiritual.

Testemunhar nos coloca em contato com o coração Daquele que deseja que toda a humanidade seja salva. É uma resposta de obediência ao Seu mandamento. Na lição de hoje, estudaremos a maior motivação de todas para testemunhar.

7. Leia 2 Coríntios 5:14, 15, 18-20. O que motivou Paulo a experimentar provações, tribulações e dificuldades por causa do evangelho? Essa mesma motivação nos inspira a servir a Cristo? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) O desejo de se tornar um famoso fariseu. Devemos buscar fama e sucesso.

B. ( ) O amor deve ser o motivo principal de nosso serviço a Cristo e aos outros.

O apóstolo Paulo foi motivado pelo amor. Por amor, somos capazes de fazer certas coisas que não faríamos por nenhuma outra razão. Quando ele declarou que “o amor de Cristo nos constrange”, apresentou uma verdade eterna. O verbo “constranger” significa “instar, impulsionar, controlar ou motivar grandemente”. O amor de Cristo controlava as ações de Paulo e motivava seu testemunho. Com um destemido propósito e singeleza de espírito, ele compartilhou o plano da salvação em todo o mundo mediterrâneo.

“O amor deve residir no coração. O cristão verdadeiro age pelo profundo amor ao Mestre. Do amor a Cristo brota o interesse abnegado por seus irmãos” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 425).

Quando reconhecemos verdadeiramente o imenso sacrifício que Cristo fez por nós, somos dominados por Seu amor e compelidos a compartilhar o que Ele fez por nós.

O Criador de tudo (galáxias, estrelas, anjos, planetas e o Universo) também morreu na cruz por nós. É impossível que essa verdade não gere em nós o amor a Deus e o consequente desejo de compartilhar esse amor.

Sexta-feira, 03 de julho
Ano Bíblico: Sl 106-110
Estudo adicional

Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 9-16 (“O propósito de Deus para Sua igreja”); O Desejado de Todas as Nações, p. 822-828 (“A grande comissão”).

A igreja do Novo Testamento enfrentou o perigo de não entender o propósito de sua existência. Ellen G. White descreveu essa situação: “A perseguição que sobreveio à igreja de Jerusalém resultou em grande impulso para a pregação do evangelho. O êxito havia acompanhado o ministério da Palavra nesse lugar, e havia o perigo de que os discípulos se demorassem ali por muito tempo, despreocupados com relação à tarefa que haviam recebido do Salvador: ir a todo o mundo. Esquecendo-se de que a melhor maneira de se obter força para resistir ao mal é o trabalho árduo, começaram a pensar que o mais importante seria proteger a igreja de Jerusalém dos ataques do inimigo. Em vez de instruir os novos conversos para levar o evangelho aos que ainda não o conheciam, corriam o risco de tomar um caminho que os levaria a se sentirem satisfeitos com o que já havia sido alcançado” (Atos dos Apóstolos, p. 105).

Perguntas para consideração

1. Observe atentamente a citação de Ellen G. White acima, especialmente a última frase. Por que essa atitude seria tão terrível e tragicamente equivocada?

2. Por que todos os evangelhos terminam com uma ordem semelhante? (Mt 28:18-20; Mc 16:15, 16; Lc 24:46-49; Jo 20:21). O que isso significou para aqueles cristãos do primeiro século e o que deve significar para nós?

3. O testemunho e o serviço podem se tornar um substituto da espiritualidade genuína? Como podemos tomar cuidado com essa armadilha?

4. O testemunho e o serviço influenciam seu crescimento espiritual? Você pode ajudar os outros com suas experiências? Como poderia ajudá-los a evitar os erros que você cometeu?

5. Deus ama cada um de nós. Você entende o que isso significa? Talvez essa seja a verdade mais importante do Universo. De que modo ela impacta sua maneira de viver?

Respostas e atividades da semana: 1. Cristo veio à Terra para salvar o perdido e, se cooperarmos com Ele nessa obra de salvação, cobriremos uma multidão de pecados. 2. A. 3. Ele Se regozija conosco. 4. Sua vida transborda de bênçãos; eles jorram rios de água viva. 5. Deus é longânimo e deseja que todos cheguem ao arrependimento e sejam salvos. Essa é Sua prioridade. 6. A passagem se aplicava inicialmente ao antigo Israel, que deveria ser luz para os gentios. Profeticamente ela foi aplicada a Jesus, o Messias; o apóstolo Paulo posteriormente a usou em referência à igreja. 7. B.

Resumo da Lição 1
Por que testemunhar?

RESUMO DA LIÇÃO 1

Por que testemunhar?

Texto-chave: Lc 15:1-7

Foco de Estudo: Sf 3:17; Jo 7:37; 1Tm 2:3, 4; 2Co 5:14, 15

Esboço

O grande desejo do coração de Deus é de que todos sejam salvos para Seu reino. O que Ele mais deseja é que todos nós experimentemos a alegria da salvação e vivamos eternamente com Ele, que disponibilizou todos os poderes do Céu para nos redimir. Jesus veio à Terra para revelar o amor incomensurável do Pai à humanidade, viver a vida perfeita que deveríamos ter vivido, suportar a condenação de nossos pecados na cruz e morrer a morte que deveríamos ter morrido.

Em Cristo, vemos como realmente o Pai é. Jesus dissipa o mito de que Deus não é amoroso. Milênios atrás, Lúcifer, um ser de brilho deslumbrante, deturpou o caráter divino. Jesus veio para esclarecer as coisas. Deus não é um juiz vingativo nem um tirano irado, mas um Pai amoroso, que deseja em breve ter todos os Seus filhos de volta ao lar eterno.

Testemunhar tem tudo a ver com Deus. Significa participar com Ele na missão, compartilhar Seu amor e revelar em nossa vida e em nosso discurso Seu nobre caráter. Ao testemunharmos aos outros, desfrutamos da maior alegria da vida e crescemos para nos tornarmos mais parecidos com Jesus. Servir ao próximo e a Deus mata o nosso egoísmo. Quanto mais compartilhamos o amor de Deus, mais nosso amor por Ele aumenta.

COMENTÁRIO

Você já se perguntou: “Por que devo compartilhar minha fé? Deus não está fazendo tudo o que pode para salvar as pessoas sem meu testemunho? Meu testemunho faz alguma diferença na salvação de alguém?”

É verdade que Deus Se revela de várias maneiras. Ele não está limitado ao nosso testemunho. Davi afirmou: “Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das Suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som” (Sl 19:1-3). O design ("projeto"), a ordem e a simetria do Universo revelam um Deus designer ("projetista") de inteligência infinita.

O ministério do Espírito Santo em nosso coração cria em nós o desejo de conhecer a Deus. Esse anseio pela eternidade dentro de cada pessoa é uma poderosa prova da existência de Deus. Existem igualmente aquelas experiências incomuns que nos levam a refletir sobre a realidade da presença divina. Cada vez que experimentamos o amor quando não o merecemos ou um ato gentil inesperado, vemos de modo tangível uma revelação do caráter divino. Deus está constantemente buscando atrair-nos de várias formas.

Se isso é verdade, para que testemunhar? Por que não deixar o Senhor iniciar Seu trabalho e concluí-lo? Por que não dar um passo atrás e deixar a natureza, como Davi diz, fazer o trabalho de declarar a glória de Deus? A natureza afetada pelo pecado nos dá mensagens confusas. Embora revele o infinito design complexo do Criador, também pode revelar destruição e devastação em furacões, inundações, incêndios florestais, tufões e outros desastres naturais. Milhares morrem de repente. O que isso diz sobre Deus e o grande conflito entre o bem e o mal? A natureza apresenta o bem e o mal, mas não revela a razão pela qual o bem e o mal existem.

As providências da vida e os nossos próprios anseios não apresentam uma explicação satisfatória para a existência do bem e do mal. É verdade que em cada um existe o anelo por Deus, mas também é verdade que temos uma natureza caída e pecaminosa, e, por conseguinte, uma batalha interior. Podemos saber o que é certo, mas não temos em nós o poder de fazer o que é certo. Da mesma forma, os cuidados divinos revelam um Deus que Se importa, mas há muitas coisas que acontecem e que nos lembram de que no mundo em que vivemos existe o bem e o mal. Daí as indagações: “Por que existe o bem e o mal no mundo? Qual é a origem deles e qual é o destino da humanidade?” Não podemos abordar essas questões de modo satisfatório por meio da natureza, das providências da vida e dos nossos anseios internos. A melhor forma de lidar com esse assunto é testemunhar aos outros pela Palavra de Deus.

A razão pela qual testemunhamos não é dar às pessoas sua única chance de salvação. Deus pode salvá-las de várias maneiras sem nossa ajuda. A razão pela qual testemunhamos é dupla.

Primeiro, testemunhamos porque o amor de Cristo transborda de nosso coração para os outros, e queremos que tenham toda chance possível de salvação. A revelação mais clara do caráter divino não está na natureza, nas providências da vida nem em nossos anseios. Tudo isso é evidência da existência divina, mas nenhum deles retrata claramente Seu caráter amoroso. A revelação mais clara do caráter de Deus encontra-se na vida de Cristo, conforme revelada nas Escrituras. Ao compartilhar a Palavra Sagrada, abrir as Escrituras para as pessoas e explicar-lhes as grandes verdades da Bíblia, revelamos quem Ele é e oferecemos a melhor oportunidade para que elas conheçam e entendam Seu amor e Sua verdade. No conflito cósmico entre o bem e o mal, as Escrituras apresentam as respostas definitivas para as grandes questões da vida.

Segundo, testemunhamos porque sabemos que isso é um dos meios do Céu para trazer alegria ao coração de Deus e nos permitir crescer espiritualmente. Quanto mais O amarmos, mais compartilharemos Seu amor. Quanto mais compartilharmos Seu amor, mais O amaremos. Ao levarmos a Palavra de Deus aos outros, nós mesmos seremos atraídos para Ele. As Escrituras, que transformam vidas, não mudam apenas aqueles a quem ensinamos a Bíblia, mas também nos transformam à medida que estudamos com eles.

Escritura

O capítulo 15 do Evangelho de Lucas traz três histórias sobre o caráter divino. Essas notáveis histórias retratam um Deus apaixonado por salvar os perdidos. Ele é o Pastor incansável que busca Sua ovelha perdida até encontrá-la. Ele é a mulher triste que, ajoelhada, vasculha a casa para encontrar a preciosa moeda perdida de seu dote de casamento. Ele é o Pai ansioso que olha constantemente para o horizonte na esperança de que o filho perdido volte para casa. Em cada história, quando o que está perdido é encontrado, há alegria. Todo o Céu se alegra quando homens e mulheres aceitam a salvação que Cristo tão voluntariamente concedeu na cruz.

Há quatro pontos significativos na história da ovelha perdida: primeiro, o amor de Deus busca os perdidos. Lucas 15:4 declara que o pastor procura a ovelha perdida. Nosso Deus é o Deus que busca. Ele não deixa Seus filhos se afastarem com facilidade, e os procura aonde quer que forem com um amor incansável. O segundo ponto que notamos nessa passagem é que o pastor busca a ovelha perdida até encontrá-la. O amor de Deus persevera. Ele não desiste de nós facilmente. Não podemos cansá-Lo. Ele nunca desistirá de Sua busca. Se um pastor do Oriente Próximo na época de Cristo perdia uma de suas ovelhas, era necessário trazer de volta a ovelha perdida ou ao menos a sua carcaça a fim de demonstrar que havia feito todo o possível para encontrá-la.

Cada ovelha era valiosa para o pastor. Ele conhecia o rebanho tão bem que imediatamente percebeu quando estava faltando uma. Para Cristo, não somos uma espécie de massa de seres humanos sem nome, mas pessoas criadas à Sua imagem a quem Ele redimiu por Sua graça.

O último ponto dessa história é que, quando a ovelha perdida é encontrada, o pastor clama de alegria: “Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida” (Lc 15:6). O bom Pastor busca Suas ovelhas perdidas, persevera até encontrá-las e Se alegra quando as encontra. Deus não é insensível. Ele Se enche de alegria quando os perdidos são encontrados.

Neste mundo de decepção e tristeza, o coração de Cristo Se alegra quando participamos com Ele na conquista de pessoas. Quando nosso coração pulsa com o coração de Deus e nossa mente se une à mente Dele no firme propósito de testemunhar, Seu coração se enche de alegria indescritível.

Ilustração

Você já passou horas procurando um presente para uma pessoa amada, em um aniversário, data de casamento, Natal ou alguma outra ocasião especial? Quando finalmente definiu o presente, ficou emocionado. O presente combinava com a pessoa e a ocasião. Você mal podia esperar para entregá-lo a esse alguém tão importante. Quando chegou o dia e a pessoa desembrulhou seu presente especial, ficou encantada, abraçou você e disse: “Muito obrigada!”

Quem ficou mais alegre com o presente? Você ou a pessoa que o recebeu? É claro que vocês dois ficaram felizes, mas há uma satisfação especial quando damos algo de valor a alguém. Dar presentes altruístas une você e outra pessoa de modo único.

Quando compartilhamos o presente mais precioso de todos, Jesus Cristo, a alegria inunda o coração. Existe profunda satisfação por termos feito uma diferença eterna. Quando alguém com quem compartilhamos Cristo aceita as verdades das Escrituras, fazemos amizade para toda a eternidade. Não há maior alegria! Ellen G. White afirmou apropriadamente: “A disposição de trabalho desinteressado pelos outros proporciona ao caráter profundidade, estabilidade e amabilidade cristã, trazendo paz e felicidade ao que o possui” (Caminho a Cristo, p. 80). Eis uma verdade eterna: “Mais bem-aventurado é dar que receber” (At 20:35). 

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Pense em alguém em sua esfera de influência que possa ser receptivo para conhecer mais sobre Jesus. Pode ser filho ou filha, marido ou esposa, colega de trabalho, vizinho ou amigo. Peça a Deus que crie uma oportunidade para você guiar a conversa em uma direção espiritual. Você não precisa gerar a oportunidade; a missão é de Deus. Nós não criamos necessariamente circunstâncias; Deus faz isso. Somos sensíveis às ocasiões que Deus cria e cooperamos constantemente com Ele para entrar pelas portas que Ele abre.

Quando uma pessoa está em transição na vida, ela é mais aberta às realidades espirituais. Essa pessoa pode estar passando por um momento difícil. Possivelmente, ela tenha sido diagnosticada com uma doença grave, esteja sofrendo por um relacionamento rompido, enfrente uma crise de emprego ou tenha sido confrontada com uma decisão importante. Cada uma dessas encruzilhadas pode ser uma oportunidade para dar testemunho pessoal da fidelidade divina, compartilhar uma promessa bíblica ou fazer uma breve oração por seu amigo. Lembre-se: ganhamos amigos para Cristo, não inimigos. Primeiro fazemos um amigo, depois formamos um amigo cristão e depois fazemos um amigo cristão adventista do sétimo dia. Nosso objetivo é fazer amigos para Deus e deixar que Ele os guie em uma jornada de descoberta das verdades mais profundas de Sua Palavra. 

1º sábado

Uma escola para Libéria

B. Darlington Teah cresceu em uma igreja cristã. O pai era diácono e a mãe orava pelos irmãos enfermos. Ela era muito dedicada à igreja, mas o esposo não era tão comprometido. Ele pertencia a uma sociedade secreta. Quando Darlington estava com sete anos de idade, ele convidou o garoto para se tornar membro daquela sociedade. “Filho, seu tataravô e outros antepassados foram membros”, disse. “Você precisa fazer parte desta sociedade para me substituir quando eu morrer.”

Mas, Darlington não estava interessado em participar de uma sociedade secreta. Ele sabia que os membros adoravam os ancestrais mortos nas montanhas da Libéria. De vez em quando, o pai caminhava quatro horas, do vilarejo até as montanhas, para orar e oferecer sacrifícios aos antepassados. Quando era tempo de colheita o pai orava: “Oh, antepassados, estamos aqui hoje porque desejamos que a colheita de nossas plantações sejam prósperas.” Quando a mãe estava grávida, o pai orou, também aos antepassados: “Viemos aqui oferecer nossa filha que está prestes a dar à luz.” Quando uma enfermidade atingia o vilarejo, ele fazia a mesma coisa: “Viemos por causa da doença que atinge nosso vilarejo.”

Todas as vezes, ele sacrificava uma galinha e oferecia pratos de arroz branco aos antepassados. Deixava os pratos e a galinha no chão e retornava para casa. Depois, ele voltava para ver se o alimento havia sido consumido, acreditando que os antepassados aceitaram com honra suas orações.

Darlington não tinha escolha sobre participar da sociedade secreta. Ele não podia dizer sim ou não. Porém, a mãe tinha algo a dizer e recusou veementemente. Sempre que o pai se preparava para ir às montanhas, ela levava o garoto para outro vilarejo. “Quero que ele seja cristão”, ela dizia. O menino frequentava a escola sabatina todas as semanas, mas não conseguia entender a Bíblia.

Ele já era um jovem quando um evangelista adventista chegou ao vilarejo, falando sobre o sétimo dia. Pela primeira vez, Darlington leu sobre o sábado e perguntou ao seu pastor qual era o dia para ser guardado: sábado ou domingo? O pastor não conseguiu mostrar nenhum verso bíblico que apoiasse a guarda do domingo. “Meu filho, o sétimo dia é o sábado. Porém, nós guardamos o domingo para lembrar da ressurreição de Cristo”, foi a explicação do pastor. Desejoso de seguir a Bíblia, Darlington foi batizado na igreja adventista. O pai dele não ficou feliz com a decisão, porque sabia que significava que o filho nunca participaria dos cultos aos antepassados. A mãe ficou muito feliz ao ver que o filho amava a Deus! Darlington desejava se tornar pastor, e orava sobre isso constantemente. A Igreja Adventista não tinha um seminário na Libéria, por isso ele teria que viajar para Gana ou Nigéria para estudar teologia. Sabendo que seus pais não tinham dinheiro para ajudá-lo, ele trabalhou duramente economizar dinheiro para aulas. A guerra civil interrompeu seus esforços e, nos anos 90, ele entrou na política e foi eleito para o parlamento nacional. Então, pensou: “Se não posso economizar dinheiro para estudar teologia no exterior, posso pelo menos fundar um Seminário Adventista na Libéria, para que os jovens possam estudar aqui.”

Um ano depois da sua eleição, ele patrocinou um projeto de lei da Universidade Adventista da África Ocidental na capital da Libéria, Monróvia. Passados seis anos no parlamento, retirou-se da pressão intensa de aceitar subornos e participar de sociedades secretas e se matriculou nas aulas de teologia na Universidade Adventista da África Ocidental.

Atualmente, Darlington é o presidente da Missão Sudeste Liberiana, que receberá parte das ofertas missionárias que ajudarão a construir uma escola de Ensino Fundamental na cidade de Buchanan. “Sou grato porque o Senhor me chamou para trabalhar em Sua obra, preparando pessoas para Seu breve retorno”, ele diz. Obrigado pelas generosas ofertas que serão doadas no trimestre. Elas contribuirão para construir uma escola de Ensino Fundamental em Buchanan, Libéria. Essa escola substituirá a que foi destruída durante a Guerra Civil.

Obrigado pelas generosas ofertas que serão doadas no trimestre. Elas contribuirão para construir uma escola de Ensino Fundamental em Buchanan, Libéria. Essa escola substituirá a que foi destruída durante a Guerra Civil.

 

Dicas da História

• Assista ao vídeo sobre Darlington no YouTube: bit.ly/Darlington-Teah.

• Faça o download nas fotos do Facebook (bit.ly/fb-mq) ou banco de dados ADAMS (bit.ly/school-for-liberia).

• Faça o download das fotos dos projetos do trimestre: bit.ly/WAD-2020.

Comentário da Lição da Escola Sabatina – 3º Trimestre de 2020
Tema Geral: Como interpretar as Escrituras
Lição 1 – 27 de junho a 3 de julho de 2020

Fazendo amigos para Deus

Autor: César Luís Pagani
Editor: André Oliveira Santos: andre.oliveira@cpb.com.br
Revisor (a): Josiéli Nóbrega

1. Uma igreja de missionários

Toda pessoa chamada por Deus para a Nova Aliança recebe, desde o início, o dom da vocação para atuar como missionário ou testemunha de Cristo.

O Senhor tem uma igreja especialmente escolhida por meio da qual arregimenta Seus exércitos, os instrui, capacita-os com talentos e os envia com uma mensagem urgente: “Reconciliai-vos já com Deus”. A missão salvífica é de iniciativa exclusiva de Deus em Cristo Jesus, porém Ele repartiu essa incumbência sagrada com Seus discípulos e é dever e privilégio deles propagar as boas-novas.

O discípulo é um mercador de bens eternos. De graça recebe e de graça dá. Ele tem em seu poder a Pérola de grande preço, Cristo Jesus, e seus clientes são todas as almas por quem Ele morreu, sem acepção de pessoas.

Dentro da proposta do marketing divino de resgate e no desenvolvimento de sua missão, o mensageiro necessita ser possuído pelo Espírito Santo, pois somente Ele pode convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. Ainda que o missionário seja alguém prodigamente capacitado, não obterá resultados satisfatórios em seu trabalho sem o poder da terceira Pessoa da Divindade. Precisa orar diariamente pelo batismo do Espírito Santo.

Parece que nos está faltando “fome do Espírito”. Raros são os sermões a respeito desse Dom maravilhoso. O batismo do Espírito para quem faz a obra de Cristo é imperiosa necessidade diária. Por esse batismo precisamos orar fervorosamente. Lembremo-nos de que os discípulos não saíram à obra de evangelização sem receber o poder do Santo Espírito. Por que nós seríamos diferentes, justamente quando é necessária maior manifestação Dele na conclusão da evangelização do mundo?

Escrevendo aos efésios, Paulo instou com eles para que se enchessem do Espírito Santo. Como pode ocorrer isso? Essa foi a pergunta que três jovens fizeram ao seu pastor para resolver suas dúvidas sobre o texto.

Disseram: “Pastor, a Palavra de Deus diz: ‘Enchei-vos do Espírito Santo”, mas estamos em dúvida. Como acontece isso?

O experiente e sábio ministro tomou uma peneira e disse aos moços:

? Vão até o rio e encham essa peneira com água. Quando fizerem isso, obterão a resposta que buscam.

Os moços atenderam à recomendação do pastor, um tanto desconfiados e descrentes, pois não viam lógica na recomendação. Entretanto, foram assim mesmo para ver no que dava.

Dois deles disseram:

?  Nosso pastor está maluco. Não é possível reter água numa peneira. Vamos embora senão vamos passar por tolos e ficaremos aqui o dia inteiro.

Horas depois, o pastor resolveu ir até o rio e viu apenas um jovem tentando fazer o que ele havia sugerido. Os outros dois haviam desistido. O moço olhou com tristeza para o pastor e disse:

? Ai, pastor, não consigo encher a peneira. Ela vaza o tempo todo. Tentei, tentei e não consegui nada. Isso é impossível!

O pastor, então, disse ao jovem:

– Você só conseguirá reter a água na peneira se a mantiver mergulhada no rio.

Assim também é a vida cheia do Espírito. Só se conseguirá enchê-la toda se permanecer mergulhado Nele.

O missionário tem diante de si o Modelo perfeito, a Testemunha fiel e verdadeira: Cristo Jesus, que não fazia acepção de pessoas, foi um prestador de serviços ímpar, vivendo cada dia para servir e não para ser servido. Ele mesmo testemunhava de Si: “[...] O Filho do Homem [...] não veio para ser servido, mas para servir” (Mt 20:28).

Deus nos tem na conta de Suas testemunhas. Desde o amanhecer da missão divina o Senhor usou homens consagrados que recebiam as impressões do Espírito e as passavam adiante ao povo. Sete, Enoque, Noé, José, Jó, Moisés, Daniel e todos os profetas foram inspirados pelo Espírito Santo. Eram todos pecadores como nós somos. Todos pecaram e destituídos estavam da glória de Deus, mas essa gente especial não ficou desprovida do Espírito. Sua entrega ao ministério missional permitiu que a Terceira Pessoa da Divindade os possuísse e pregasse através deles.

2. O anseio irreprimível de Deus por um mundo em agonia

Por vezes temos a impressão de que Deus deixa correr os acontecimentos, sem maiores preocupações, porque sabe o que está fazendo e qual é o fim de todas as coisas. Será que podemos imaginar que Deus não sofra com o reinado do pecado e seus resultados? Que Se mostra impassível diante das desgraças que assolam o pequeno planeta azul? O profeta Habacuque teve essa impressão: “Tu és tão puro de olhos, que não podes ver o mal e a opressão não podes contemplar; por que, pois, toleras os que procedem perfidamente e Te calas quando o perverso devora aquele que é mais justo do que ele?” (Hc 1:13)

A verdade, contudo, é outra. Está escrito: “Mas Tu, Senhor, és um Deus cheio de compaixão, e piedoso, e sofredor, e grande em benignidade e em verdade” (Sl 86:15, ARC). Deus sofre muito, muito mais do que qualquer outro ser do Universo.

3. O voo missionário de alta velocidade

Deus pede que Seu povo se apresse em propagar a tríplice mensagem ao mundo nestes dias finais. Anjos voando pelo meio do céu clamando com voz poderosa (Ap 14:6-12). Essas imagens de Apocalipse 14 proclamam a amorosa intenção de Deus em salvar com presteza, em avisar o mundo com anúncios altissonantes, isto é, de modo que todos possam ouvir.

É nosso alto privilégio hoje concluir a obra do Senhor com poder, mas só conseguiremos terminá-la se estivermos com nossa “peneira mergulhada no rio”.

Ocorreu-me à memória um refrão de um antigo hino (no 106) do hinário Melodias de Vitória, que dizia: “Ide, pois, servos Seus, ide com pressa! Cristo os famintos quer hoje fartar!”

O testemunho tem um forte energético a impulsioná-lo. “O amor de Cristo nos constrange” (2Co 5:14). Quando se testemunha movido pelo amor de Cristo e a Cristo, quão poderoso é esse testemunho!

Conheça o autor dos comentários para este trimestre: César Luís Pagani é jornalista, escritor e tradutor de inglês, francês, italiano e espanhol. Casado há 51 anos com Neusa Albamonte Pagani, é pai de três rapazes, César Augusto, Marcel e André, e avô de duas lindas netinhas: Bellinha e Bia. Trabalhou na Casa Publicadora Brasileira por 11 anos, primeiramente como designer gráfico no Departamento de Artes e depois como editor-associado das revistas Vida e Saúde, Nosso Amiguinho e do caderno de Notícias da Revista Adventista. Traduziu vários livros do Espírito de Profecia. Também trabalhou como tradutor para a revista Diálogo Universitário. Hoje é membro ativo na Igreja Adventista do Sétimo Dia Central Paulistana, onde atua como professor da Escola Sabatina e cantor do Coro Masculino Edificanto.