Domingo
01 de fevereiro
A estátua do Museu Getty
E a vida eterna é esta: que conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a Quem enviaste. João 17:3

Em setembro de 1983, Gianfranco Becchina, um negociante de arte siciliano, entrou em contato com o Museu Getty, localizado nos Estados Unidos, para oferecer uma estátua de mármore que, segundo ele, havia sido esculpida no 6º século a.C. A estátua representava um jovem nu, algo comum na Grécia Antiga. Sabe quanto ele pediu pela obra de arte? Dez milhões de dólares.

O museu analisou a oferta com cautela, recebendo a estátua para uma investigação minuciosa que durou 14 meses. O Getty concluiu que o estilo da escultura era semelhante ao da estátua de Anavyssos, exposta no Museu Arqueológico Nacional de Atenas. Os advogados também confirmaram a autenticidade dos documentos relacionados à história recente da estátua.

O Museu Getty também contratou o geólogo Stanley Margolis, da Universidade da Califórnia, que passou dois dias analisando a superfície da estátua com microscópios de alta resolução e realizando testes como espectrometria de massas, difração e fluorescência de raios X. Em seu relatório, Margolis identificou o material como dolomita de uma pedreira da ilha de Tasos e observou uma camada fina de calcita na superfície. Ele explicou que a dolomita só se transforma em calcita após centenas ou milhares de anos, confirmando que a estátua não poderia ser uma falsificação recente. O Museu Getty comprou a peça por 9 milhões de dólares.

A história é notável porque, ao ser exposta, muitos especialistas em arte antiga logo a consideraram uma falsificação. Eles haviam estudado diversas estátuas antigas e sabiam que aquela não era genuína. Assim, as declarações feitas pelos cientistas e advogados começaram a cair por terra aos poucos.

Quem conhece pessoalmente a Deus e Sua Palavra não pode ser enganado pelas falsificações do mundo. Embora uma falsificação tenha respaldo científico e erudito, continua sendo uma falsificação. Nossa maior segurança está em conhecer e viver a verdade. Quando nos familiarizamos com ela, mesmo a falsificação mais habilidosa é facilmente identificada. Hoje, eu lhe pergunto: Quanto você conhece a respeito de Deus e de Sua Palavra? Você lê a Bíblia todos os dias? Consegue distinguir a verdade do erro?