Terça-feira
03 de março
BEBÊ NO BOLSO
Será que uma mulher pode se esquecer do filho que ainda mama, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, Eu, porém, não Me esquecerei de você. Isaías 49:15

Nosso capelão nos relatou uma história incrível de oração, fé e resiliência que ocorreu quando ele era pastor na Jamaica. Ele contou sobre uma mãe, membro de sua igreja, que teve um trabalho de parto longo e cheio de complicações. Depois que o bebê nasceu, os médicos temiam que não sobrevivesse por muito tempo ou que ficasse permanentemente em estado vegetativo. Inconformada, a mãe, a quem chamaremos de Bertha, simplesmente embrulhou seu precioso filho em um manto, colocou-o em seu bolso e foi embora. Ninguém teve coragem de impedi-la.

Em casa, onde seus outros 12 filhos brincavam, Bertha tirou seu vestido sujo do parto e o colocou em um balde de água para lavá-lo. Quando amigos lhe perguntaram sobre o bebê, ela se lembrou da criança ainda no bolso do vestido. Orando fervorosamente, Bertha tirou o pequeno bebê do bolso, aqueceu-o e o acalmou, suplicando a Deus que preservasse sua vida.

Aquela pequenina criança ficou bem depois de algumas visitas ao hospital para transfusões de sangue. O Médico-Mestre sabe mais do que qualquer médico e tem o poder de cura. Bertha nunca deixou de orar. De fato, ela orou quando seu filho começou a ir para a escola, quando ele terminou a faculdade e continuou orando quando ele começou a pastorear uma igreja. Quando contei essa história incrível para minhas amigas, cuja maioria também é mãe, elas ficaram incrédulas. Elas recitaram o texto de hoje, omitindo a última sentença: “Eu, porém, não Me esquecerei de você.” Bertha, contudo, não se esqueceu dessa importante promessa de amor e viveu aquela verdade.

Refletindo sobre essa história, lembrei-me de uma passagem inspirada: “A oração é o abrir do coração a Deus como a um amigo. […] A oração não faz Deus descer até nós, mas eleva-nos a Ele” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 59 [93]). A vida de Bertha era pautada pela fé e pelas orações, exalando essas passagens inspiradas. Sua fé simples e humilde envolvia tudo o que ela fazia, com uma vida espiritual repleta de amor. Bertha era uma guerreira de oração.

Como podemos viver uma fé semelhante?

Glenda-mae Greene