Domingo
12 de outubro
Não me vê? Não me ouve? Jamais!
Bendito seja o Senhor, porque ouviu a voz das minhas súplicas! Salmo 28:6

Um dia, no início do meu primeiro semestre como professora em tempo integral, acordei com uma sensação de mal-estar no estômago. Eu amava meu novo emprego, mas ele estava me sobrecarregando. Eu estava não apenas preparando mais seis aulas e administrando o centro de redação, como também estava preocupada com a possibilidade de perder o cargo. Veja bem, eu não tinha doutorado e aceitei o emprego com a condição de que a instituição voltasse a procurar um funcionário para o cargo no fim do ano. Eu estava fazendo o meu melhor, mas sempre sentia como se não estivesse fazendo o suficiente.

Para quem posso contar isso? Meu coração estava triste naquela manhã escura. Fiquei ali deitada sentindo pena de mim mesma – e por não poder expressar minhas inseguranças aos meus colegas de trabalho porque, em breve, eles seriam responsáveis por me demitir ou me recontratar. Antes do amanhecer, orei: Senhor, por favor, anima meu coração hoje. Mais tarde naquele dia, Deus respondeu. Depois da minha última aula, um aluno e logo depois um colega me pararam para me dizer que minha presença e meu ensino já haviam feito diferença para eles naquele semestre.

Meu coração se encheu de gratidão. Deus abriu os olhos não de uma, mas de duas pessoas gentis em meu local de trabalho – e permitiu que elas realmente me “vissem” naquele dia. Acabei não sendo recontratada para o ano seguinte, aparentemente devido a cortes orçamentários. Mas essa notícia foi um alívio. Comecei meu programa de doutorado durante o semestre da primavera, mas a pós-graduação, somada ao trabalho e à maternidade, eram muito para mim. Percebi que, naquele ano, eu não tinha tido tempo para cuidar dos meus relacionamentos com minhas amigas e parceiras de oração. Não é de admirar que eu estivesse sentindo que ninguém me via ou me ouvia.

Enquanto escrevo, estou voltando para a pós-graduação em tempo integral, com planos de voltar a exercer a profissão em tempo integral depois. Os próximos anos serão bem atarefados, porém mais flexíveis, pois pretendo abrir mais meu coração para minhas irmãs cristãs, ou até para meus colegas na universidade. Acredito que Deus viu minha necessidade de amigos, assim como Ele viu minha necessidade de segurança naquele dia sombrio – assim como viu minha necessidade de “experimentar” meu chamado, que me deu coragem de me matricular novamente na pós-graduação depois de sete anos afastada. Deus sempre nos vê e sempre nos ouve. Clame ao Senhor.

Lindsey Gendke