Durante o século 19, o mundo cristão olhava o futuro com grande esperança. Os pregadores proclamavam o progresso da humanidade. Os adventistas eram tidos como alarmistas porque anunciavam calamidades. Mas quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, seguida da Grande Depressão de 1929 e da Segunda Guerra Mundial, a humanidade começou a entender que o progresso natural e a estabilidade internacional estavam muito distantes.
Os dias seguintes ao ataque a Pearl Harbor, que obrigou os Estados Unidos a entrar na guerra, foram muito difíceis para aquele país. A indústria não estava preparada para produzir armamento na escala necessária. Muitas batalhas eram perdidas, tanto na Europa como no Pacífico.
Nesses momentos de crise, o presidente Franklin D. Roosevelt repetiu uma de suas frases favoritas: “Não temos nada que temer, exceto o próprio temor.” Essas palavras deram ânimo ao povo norte-americano. Se as analisamos cuidadosamente, veremos que equivalem a assobiar na escuridão, como dizendo que não há por que ter medo. Quando os temores são imaginários, assobiar na escuridão pode trazer calma, mas isso não se compara com um feixe de luz que adentra a escuridão e nos mostra que, efetivamente, não há o que temer.
Quando os Estados Unidos e a então União Soviética estavam fabricando e experimentando suas bombas de hidrogênio, o livro intitulado No Place to Hide [Não há Onde se Esconder] foi um sucesso de vendas. Ele apresentava o assombroso poder destrutivo das armas nucleares, a futilidade dos refúgios contra essas bombas e a facilidade com que um insensato poderia desencadear uma hecatombe mundial.
Se os adventistas alertam sobre os perigos do fim do mundo, algo que ninguém deve ignorar, pregam com ainda mais vigor e eloquência a grande esperança da segunda vinda de Jesus em glória e majestade. Não temos nada a temer. Ele é o nosso amparo e fortaleza. Confiemos Nele. Esta é a melhor atitude que podemos adotar a cada dia.