Em 1979, a política do filho único entrou em vigor na China com o objetivo de conter a explosão demográfica do país. Em geral, os filhos que viessem depois do primeiro recebiam uma sentença de morte desde o momento de sua concepção. Para cumprir essa política, mulheres eram capturadas e submetidas a esterilização forçada, e muitas crianças foram abortadas, inclusive em estágios avançados da gestação. Segundo dados do próprio governo chinês, aproximadamente 330 milhões de nascimentos foram impedidos.
Essa política foi definitivamente abandonada em 2015. Um de seus efeitos colaterais foi o surgimento de uma norma cultural que rebaixava socialmente as famílias com mais de um filho. De acordo com o correspondente da BBC em Pequim, John Sudworth, cerca de 90% dos casais elegíveis para ter mais um filho optaram por permanecer apenas com um. Como consequência, a China se tornou um país onde os irmãos são raros. Mas, no reino de Deus, não é assim.
O Filho de Deus Se tornou o Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8:29) adotivos (Ef 1:5), dos quais Ele não Se envergonha (Hb 2:11). Ellen G. White declarou: “Antes que os fundamentos da Terra fossem lançados foi feito o concerto, segundo o qual, todos os que fossem obedientes, todos os que mediante a abundante graça provida se tornassem santos no caráter e sem mácula diante de Deus por se apropriarem dessa graça, deviam ser filhos de Deus. […] Todos quantos nasceram na família celestial são em sentido especial irmãos de nosso Senhor. O amor de Cristo liga os membros de Sua família, e onde quer que esse amor se manifeste, aí se revela a relação divina” (Cuidado de Deus, p. 219).
Na China, o segundo filho era condenado à morte; no reino de Deus, o Primogênito foi sacrificado para que os demais filhos de Deus vivessem. A China já foi o país do filho único; o reino de Deus é a pátria de muitos irmãos. Nosso Pai celestial não descarta nenhum de Seus filhos. Por isso, aceite o sacrifício Daquele que é o Primogênito entre muitos irmãos e seja parte da família de Deus.