Todo mês de maio celebramos o Dia das Mães. Todo mundo tem uma mãe em virtude do seu nascimento e a maioria das pessoas foi criada pela sua mãe biológica. Eu fui abençoada por ter sido criada por duas mães: minha mãe biológica e minha avó.
Minha mãe ficou viúva cedo e sustentou e cuidou sozinha de três filhas e um filho, incluindo dois adolescentes. Sendo mãe de um menino, mal posso imaginar como foi a vida para ela, principalmente quando “nos comportávamos mal!” Por ser uma costureira habilidosa, ela sempre nos vestia bem e de forma inteligente, pois às vezes usava o mesmo tecido em vestidos e camisas, a fim de economizar. Além disso, minha mãe se tornou uma exímia cozinheira. Fomos ensinados a amar e respeitar a Deus e aos mais velhos. Ela era uma mãe boa e amorosa. No entanto, com o tempo, nosso sustento foi se tornando um desafio, por isso, ela teve que fazer o que muitos jamaicanos fizeram, deixar o calor da nossa bela ilha tropical e rumar para a gelada América do Norte. Lá ela voltou para a escola e trabalhou. O bastão da maternidade foi temporariamente passado para nossa avó.
A vovó não precisava nos sustentar materialmente porque nossa mãe continuava a fazer isso, então, ela simplesmente nos amava. Ela fazia tudo o que podia para “garantir que nada acontecesse” conosco. Era calma, nunca ficava brava e, mesmo sem saber, ela inventou a expressão “sem problemas”. Vovó começava o dia com uma oração em voz alta, que envolvia cada membro da família e também os amigos, os estranhos e toda a Ilha da Jamaica.
Muitas vezes, me pergunto se estou à altura das minhas duas mães. Acredito que combinei características de ambas, trazendo ações e respostas apropriadas para meu filho da geração millenial. Eu não tinha um manual que me dissesse como criá-lo, então dependia muito da oração. Mesmo depois de trinta e três anos, continuo orando por ele diariamente. Alguém disse que: “É preciso uma comunidade inteira para criar uma criança.” Como isso é verdadeiro! Tenho certeza de que, com a ajuda de Deus, fiz o melhor que pude. Mães da “família da fé”, que possamos vestir nossa armadura espiritual e nos unir em oração contínua pelos nossos filhos. Mas não só pelos nossos como também por outros em nossa “comunidade”. Assim, derrotaremos os esforços de Satanás em sua guerra espiritual para roubá-los do Senhor.
Cecelia Grant