A história de Chris Langan, que vimos no texto de ontem, me deixa inquieto. Com um QI de 195, Chris deveria estar trabalhando como pesquisador em uma universidade, em uma agência governamental ou em uma empresa privada, buscando soluções para os problemas mais urgentes da humanidade. Por que isso não aconteceu?
Chris teve uma vida difícil. Sua mãe era filha de um magnata, mas era desprezada pela família. Ela teve quatro filhos, cada um de um pai diferente, e a família vivia em extrema pobreza. O pai de Chris desapareceu antes de seu nascimento, e seu padrasto, um alcoólatra, o agredia frequentemente. Chris conta que ia para a escola com hematomas no corpo e era rejeitado pelos colegas por ser muito mais inteligente do que eles. Aos 12 anos, Chris começou a levantar pesos para se fortalecer fisicamente e aprender a se defender. Aos 14, já tinha desenvolvido força suficiente e, em uma manhã, expulsou o padrasto de casa depois de ser agredido.
Quando terminou o ensino médio, Chris recebeu uma bolsa para estudar no prestigiado Reed College. Porém, sua mãe se esqueceu de assinar alguns documentos, e ele perdeu a bolsa, sendo reprovado em todas as matérias por não conseguir pagar os estudos. A Universidade Estadual de Montana lhe ofereceu outra bolsa, mas no inverno seu carro quebrou, e ele não conseguiu chegar às aulas. Pediu para cursar a disciplina à tarde, mas o pedido foi negado. Sem poder frequentar as aulas, perdeu a bolsa e precisou abandonar a universidade. Desde então, nunca mais tentou ingressar em outra instituição.
Tenho a sensação de que a sociedade falhou com Chris. O apóstolo Paulo foi muito sábio ao nos incentivar a buscar sempre o bem dos outros. Se as universidades tivessem se importado com o potencial de Chris, ele poderia estar usando seus talentos para beneficiar muitas pessoas. Não permita que a falta de visão, a inveja ou qualquer outra barreira impeça você de ajudar os outros a desenvolver todo o seu potencial.