Viagens no tempo sempre atraíram os apaixonados por ficção científica. A ideia de voltar ao passado ou conhecer previamente o futuro é fascinante e, na compreensão de alguns cientistas, possível. De acordo com os astrônomos Heather Couper (da Associação Britânica de Astronomia) e Nigel Henbest (do Observatório Real de Greenwich), dentro de algum tempo será possível embarcar para qualquer localidade, independentemente da distância ou do calendário. Em segundos, poderemos estar em Marte no ano 3000 ou na Europa da Idade Média.
Os paradoxos dessa possibilidade me deixam cético em relação a ela. Mas nada parece abalar os físicos que creem um dia poder superar a relação tempo e espaço. É claro que muitos outros cientistas discordam disso, e com razão, pois somente Deus tem o poder de mostrar um passado que não mais existe ou revelar um futuro que ainda não chegou. Pelo Espírito Santo, Moisés contemplou o passado da criação, e João, arrebatado para o futuro, viu o juízo final.
Mesmo que não compreendamos como Deus fez isso, é tremendamente reconfortante saber que Ele tem a eternidade em Suas mãos e nada escapa do Seu poder. Naum 1:9 diz que “a angústia não se levantará duas vezes”. Seria essa promessa alusiva apenas à ameaça assíria que o profeta enfrentou, ou poderia se estender ao fim da angústia de uma vez por todas?
O uso da expressão “duas vezes”, bem como o contexto da passagem, parece favorecer o primeiro sentido, embora o termo “angústia” naturalmente sugira o segundo. Ou seja, de um modo ou de outro, nenhum passado que nos aflige voltará a existir, e a ameaça de um retorno do caos estará para sempre extirpada, porque o Senhor do tempo assim determinou.
Por mais confortável que seja a vida neste mundo, sua trajetória não deixa de ser enfadonha à medida que nos movemos em direção à morte ou à eventual perda de quem amamos. Somente na eternidade viveremos a plenitude do tempo, sem o enfado do momento, o trauma do passado ou o medo do porvir. Você aceita passar a eternidade com Deus?