Jean Louis Agassiz, além de grande cientista, foi um professor inspirador. Uma de suas anedotas ilustra os princípios do estudo indutivo.
Certo dia, um estudante de história natural se matriculou com Agassiz, ansioso para estudar zoologia. “Quando deseja começar?”, perguntou o mestre. “Agora mesmo”, respondeu o aluno.
Agassiz entregou-lhe um peixe em um recipiente. “Este é um Haemulon. Observe-o atentamente. De vez em quando, perguntarei o que você viu.” Depois de algumas instruções, o estudante saiu desapontado. Esperava lições de sabedoria do mestre, mas recebeu apenas a tarefa de examinar aquele peixe. Após alguns minutos, achou que já tinha observado tudo e saiu à procura de Agassiz, que não estava mais no museu. Sem alternativa, voltou ao peixe e logo o achou repulsivo.
Ao meio-dia, guardou o espécime. Mais tarde, ao retornar, soube que o professor continuava ausente. Decidiu então tocar os dentes afiados do peixe e, para passar o tempo, desenhá-lo. Quando Agassiz voltou, viu o desenho e disse: “Muito bem! O lápis é um dos melhores olhos.”
O estudante, então, perguntou o que deveria fazer em seguida. A resposta foi simples: “Olhe novamente para o peixe.” Durante três dias, sob a proibição de olhar qualquer outra coisa, ouviu repetidamente: “Olhe, olhe, olhe.” Somente mais tarde, o estudante compreendeu que essa foi sua melhor lição.
Os métodos de treinamento de Agassiz podem ser resumidos em três etapas: observar, interpretar, aplicar. Quando seguimos esse princípio no estudo da Bíblia, descobrimos a verdade por nós mesmos e sentimos a alegria da descoberta pessoal. Foi assim que os cristãos de Bereia agiram e, por isso, foram mais nobres que os de Tessalônica. Sigamos esse exemplo, e nossa vida espiritual será fortalecida.