Walter Riso, em seu livro Aprendiendo a Quererse a sí Mismo, diz: “Uma das características mais determinantes e distintivas dos seres humanos é, sem dúvida, a capacidade de refletir sobre si mesmo. Mais ainda, possuímos o dom de sermos conscientes da nossa própria consciência.” Depois, ele acrescenta: “O autoelogio é uma forma de reconhecer suas próprias atitudes corretas. No entanto, não é necessário nem conveniente expressá-lo em voz alta ou diante do público; isso apenas geraria críticas e reprovação.”
Certamente, Isaac Newton conhecia o conselho de Salomão mencionado no verso de hoje, pois o seguia à risca. Sua mente era tão brilhante que, segundo um de seus biógrafos, ele era ao mesmo tempo mestre e escravo dela.
Certa vez, em um leilão, o economista John Maynard Keynes adquiriu uma caixa com documentos de Newton e ficou surpreso ao descobrir que muitos deles continham anotações sobre alquimia, profecias bíblicas e a reconstrução dos planos do templo de Jerusalém com base em textos hebraicos.
Ao desafiar a descrição algébrica de Descartes sobre o movimento, Newton precisou criar uma abordagem alternativa à álgebra. Como a matemática da época não oferecia os recursos necessários, ele desenvolveu o cálculo infinitesimal, uma nova ramificação da matemática. Era geometria em movimento, onde parábolas e hipérboles podiam ser analisadas como pontos em movimento. No entanto, por 25 anos, ele hesitou em publicar sua descoberta, temendo que a fama limitasse sua vida privada.
Em 1670, ele escreveu em uma carta: “Não vejo o que há de desejável na estima pública, mesmo que eu pudesse adquiri-la e mantê-la. Talvez aumentasse minhas relações, e isso é exatamente o que quero evitar.”
Assim como Newton, não busque a fama. Em vez disso, procure ser útil. Dê o seu melhor não para ser reconhecido, mas para fazer a diferença. Quanto maior a pessoa, menos ela busca a aprovação humana e mais se importa com a aprovação que vem de Deus. Por quem você quer ser aprovado hoje?