Ao mesmo tempo que nos afligimos por causa do pecado, devemos nos alegrar no precioso privilégio de ser filhos de Deus. Muitas vezes nos entristecemos porque nossas más ações nos trazem desagradáveis consequências; mas isso não é arrependimento. A verdadeira tristeza pelo pecado é o resultado da atuação do Espírito Santo. Este revela a ingratidão da alma que menosprezou e ofendeu o Salvador, levando-nos contritos ao pé da cruz. Jesus é ferido novamente por todo pecado; e, ao olharmos para Aquele a quem traspassamos, choramos pelas transgressões que Lhe trouxeram angústia. Tal pranto levará à renúncia do pecado. […]
As lágrimas do penitente são apenas as gotas de chuva que precedem o sol da santidade. Essa tristeza prenuncia a alegria que será uma viva fonte no coração. “Tão somente reconheça a sua iniquidade, reconheça que você transgrediu contra o Senhor, seu Deus”; “‘e não farei cair a Minha ira sobre você, porque Eu sou compassivo’, diz o Senhor” (Jr 3:13, 12). “Sobre os que choram em Sião”, Ele determinou dar-lhes “uma coroa em vez de cinzas, óleo de alegria, em vez de pranto, manto de louvor, em vez de espírito angustiado” (Is 61:3) (DTN, p. 233 [300]).