Você provavelmente conhece a trágica história do Titanic, cercada por lendas, algumas até difíceis de acreditar. Uma delas está relacionada ao romance Futility [Futilidade], publicado em 1898 por Morgan Robertson. Nele, um navio chamado Titã colide com um iceberg no Atlântico Norte durante sua viagem inaugural e afunda. Assim como o Titanic, a embarcação não tinha botes salva-vidas suficientes, e todos os passageiros morrem – curiosamente, no mês de abril.
Catorze anos depois, a realidade se encontrou com a ficção. O Titanic afundou em sua viagem inaugural de Southampton para Nova York, na noite de 14 para 15 de abril de 1912. A versão popular atribui o desastre à alta velocidade e à visão tardia do iceberg. Contudo, mais tarde se descobriu que a tragédia foi causada por um erro do piloto, mantido em segredo pelo segundo oficial a bordo, Charles Lightoller.
Hoje, sabemos que a tripulação avistou o iceberg a tempo, e o primeiro oficial, William Murdoch, ordenou: “Forte a estibordo.” O problema é que Murdoch, acostumado ao sistema de navegação de navios à vela, usou um comando antiquado. A expressão “forte a estibordo” significava virar totalmente para a direita, quando a ordem correta era “forte a bombordo”, o que teria direcionado o navio para a esquerda.
Murdoch percebeu imediatamente o erro e deu a contraordem, mas já era tarde demais. O erro custou a vida de 1.517 pessoas. A escritora Louise Patten, neta de Charles Lightoller, revela esse detalhe em seu romance Good as Gold [Bom Como o Ouro], explicando que seu avô guardou o segredo para não desonrar seu superior.
Deus disse que não há nada escondido que não venha a ser revelado. O juízo divino trará à tona muitos segredos. Cuidemos para que não tenhamos segredos diante do Senhor!
Embora não possamos evitar todos os erros, é importante confessarmos nossos pecados a Deus, pois, no final, tudo será revelado. Deixe que a luz da verdade ilumine sua vida para que nada permaneça oculto. Seja sincero diante de Deus! A Bíblia diz: “Quem encobre as transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e abandona alcançará misericórdia” (Pv 28:13).