O grupo de oração iniciado por William Borden em 1905 não transformou apenas o campus da Universidade Yale, mas teve impactos muito além de suas fronteiras. Ao tomar conhecimento das condições das viúvas, órfãos e aleijados nos arredores de New Haven, Connecticut, fundou uma organização chamada Yale Hope Mission, com o objetivo de resgatar e reabilitar essas pessoas. Um de seus amigos relatou que, frequentemente, William era encontrado à noite nas ruas, levando necessitados a restaurantes ou casas de repouso, onde os ajudava e lhes apresentava Jesus.
William se tornou um aluno de destaque. Foi presidente da grande organização missionária estudantil e também da sociedade honorária Phi Beta Kappa. Ao se formar, recusou ofertas de trabalho com altos salários, pois havia decidido levar o evangelho à aldeia muçulmana de Kansu, na China. Na época, escreveu no verso de sua Bíblia: “Sem volta.”
Para se preparar como missionário, William ingressou no seminário teológico da Universidade de Princeton. Ao concluir os estudos, viajou para o Egito a fim de aprender árabe, já que seu desejo era trabalhar entre os muçulmanos na China. No entanto, durante sua permanência no Egito, contraiu meningite e faleceu um mês depois, aos 25 anos.
A notícia de sua morte foi divulgada em quase todos os jornais dos Estados Unidos. William Borden havia renunciado não apenas à sua riqueza, mas a si mesmo. Será que, ao refletirmos sobre sua vida, deveríamos pensar que teria sido melhor para ele não ter decidido se tornar missionário? Se você analisar com cuidado, perceberá que a única vida desperdiçada é aquela dedicada a servir a si mesma. Uma vida dedicada ao serviço nunca é estéril ou inútil. Ela sempre será plena.
Após sua morte, os familiares e amigos de William puderam ler na contracapa de sua Bíblia as últimas palavras que ele havia escrito: “Sem arrependimentos.” A grandeza de um cristão não é medida por suas conquistas ou por sua força, mas pelo serviço incondicional em favor dos outros. Faça isso e você será feliz.