Os seres humanos marcam o corpo com tatuagens há milhares de anos. Esses desenhos têm servido como amuletos, símbolos de status, declarações de amor, distintivos religiosos, adornos e até formas de punição. Joann Fletcher, pesquisadora do Departamento de Arqueologia da Universidade de York, na Inglaterra, estudou a história das tatuagens e seu significado cultural ao longo do tempo, desde o famoso Ötzi, o “homem do gelo”, até os maoris de hoje.
Os primeiros exemplos de tatuagens foram encontrados em várias múmias de mulheres egípcias datadas de 2000 a.C. Contudo, a descoberta recente do “homem do gelo”, uma múmia muito mais antiga, encontrada na fronteira entre a Itália e a Áustria, mostra que essa prática acompanha a história da humanidade.
A especialista Joann Fletcher e seu colega Don Brothwell, da Universidade de York, descobriram que as tatuagens no “homem do gelo” tinham fins terapêuticos. Já as encontradas nas múmias egípcias e nos enterros greco-romanos eram, claramente, sinais de glamour feminino. A diferença entre as múmias egípcias e as pessoas de hoje é que, enquanto as egípcias tatuavam apenas as coxas, as pessoas de hoje as fazem em várias áreas do corpo.
“Não há nada de novo debaixo do sol”, disse o sábio Salomão. No entanto, devemos ser cuidadosos com o que fazemos com nosso corpo, pois ele é mais sagrado do que sua aparência pode sugerir. O apóstolo Paulo nos ensina que devemos manter o corpo íntegro e irrepreensível para a “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5:23).
Não se deixe influenciar por modismos. Seja original ao manter seu corpo e sua mente limpos e irrepreensíveis. Deus criou o corpo para propósitos elevados. Cuide dele. Quando Jesus voltar, poderemos oferecer-Lhe um corpo bem cuidado, para que Ele nos dê um de qualidade superior.