O coração em harmonia com Deus eleva-se acima dos aborrecimentos e provas desta vida. Mas um coração em que não há a paz de Cristo é descontente, infeliz; a pessoa vê defeitos em tudo e ocasionaria desarmonia na mais celestial das músicas. Uma vida de egoísmo é uma vida cheia do mal. […] As paixões mantidas ardentes e violentas pelas sugestões de Satanás são fonte amarga sempre jorrando amargas correntes para envenenar a vida de outros (T5, p. 416, 417 [488]).
Aqueles que se submetem ao poder de Satanás não obtêm felicidade nisso. Nunca estão contentes ou descansam. São insatisfeitos, queixosos e irritáveis, ingratos e rebeldes (T4, p. 181 [207]).
O princípio dos mundanos é tirar o máximo que lhes for possível das coisas perecíveis desta vida. O amor ao lucro egoísta é o princípio dominante de sua vida. A mais pura alegria, porém, não se encontra em riquezas nem na cobiça que sempre deseja ansiosamente mais, mas onde reina contentamento e onde o abnegado amor é o princípio dominante. Há milhares de criaturas que passam a vida na satisfação de suas inclinações, mas cujo coração vive cheio de pesar. São vítimas do egoísmo e do descontentamento, no vão esforço de satisfazer ao espírito pela condescendência com o próprio eu. Em sua fisionomia, no entanto, acha-se estampada a infelicidade, e atrás delas se encontra um deserto pela ausência de boas obras em sua vida (T3, p. 316 [382]).
“Pesada é a pedra, e a areia também; mas a ira do insensato é mais pesada do que as duas. Cruel é o furor e impetuosa é a ira, mas quem pode resistir à inveja?” (Pv 27:3, 4).