O vasto e profundo rio, que oferece caminho ao tráfego e às viagens dos povos, é considerado um benefício ao mundo inteiro; mas que dizer dos riachinhos que ajudam a formar aquele nobre rio? Se não fossem eles, o rio desapareceria. Sua existência depende deles. Assim também, há homens que, ao serem chamados para dirigir alguma grande obra, são honrados como se o êxito fosse devido a eles, apenas; mas esse êxito exigiu a fiel cooperação de um número quase incontável de obreiros mais humildes, obreiros de quem o mundo nada conhece.
Trabalhos que não recebem elogios ou reconhecimento dos outros são uma constante para a maior parte dos que incansavelmente trabalham no mundo. E muitos se enchem de descontentamento com isso. Têm a impressão de que sua vida não é aproveitada. Mas o riacho que segue silenciosamente através de bosques e prados, levando saúde, fertilidade e beleza, é tão útil em sua marcha como o grande rio. Contribuindo para a vida do rio, auxilia-o a conseguir aquilo que, sozinho, jamais poderia realizar.
São muitos os que necessitam aprender essa lição. O talento é idolatrado demais, e as posições são cobiçadas excessivamente. Existem muitos que não fazem nada, a menos que sejam reconhecidos como dirigentes; ou, se não recebem elogios, não têm interesse no trabalho. O que precisamos aprender é fidelidade em fazer o maior uso das capacidades e oportunidades que temos, e ter contentamento na parte que o Céu nos designou (Ed, p. 81, 82 [116, 117]).