Quinta-feira
14 de maio
Defensor do Santo Sepulcro
Mas Eu lhes digo a verdade: é melhor para vocês que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador não virá para vocês; mas, se Eu for, Eu O enviarei a vocês. João 16:7

No texto de ontem, mencionei o triste fato de que seis comunidades religiosas compartilham a custódia da Igreja do Santo Sepulcro, mas vivem em conflito. E se essas denominações não conseguem se entender, quem tem as chaves do edifício? Quem controla o acesso ao local?

Desde o fim do século 12, por ordem de Saladino, essa responsabilidade pertence a duas famílias muçulmanas: os Joudeh Al-Goudia, que guardam a chave, e os Nusseibeh, que controlam o portão. Esse decreto permanece em vigor até hoje, deixando a igreja sob tutela muçulmana.

A disputa pelo local é antiga. Eusébio relata no livro Vida de Constantino que, no 2o século d.C., a tumba de Cristo já era venerada pelos primeiros cristãos. No entanto, o imperador Adriano, por ódio ao cristianismo, ergueu ali um templo dedicado a Afrodite. Em 326 d.C., Constantino substituiu esse templo pela Igreja do Santo Sepulcro, que permaneceu como um dos mais importantes centros de peregrinação cristã até ser destruída em 18 de outubro de 1009 pelos fatímidas. Em 1048, a igreja foi reconstruída, mas permaneceu sob o controle dos governantes muçulmanos, que impunham restrições aos cristãos. Isso motivou a Primeira Cruzada, que tomou o Santo Sepulcro em 15 de julho de 1099, sob a liderança de Godofredo de Bouillon, que se autodenominou Advocatus Sancti Sepulchri (defensor do Santo Sepulcro). Posteriormente, a igreja caiu sob o controle otomano, e, desde então, diversas ordens religiosas disputam sua custódia – muitas vezes, até por meio de suborno.

Entretanto, o que realmente merece proteção não é o túmulo de Cristo (que está vazio), mas Sua mensagem. E quem é, de fato, seu defensor? Jesus declarou que é o Espírito Santo, o Consolador (Jo 16:7-15). Todos os que são movidos pelo Espírito Santo têm a missão de preservar e proclamar o evangelho.

Hoje, oro ao Senhor para que você seja considerado fiel na guarda dessa mensagem. Lembre-se: às vezes defendemos o evangelho com palavras, porém, mais frequentemente, o fazemos com nossas ações. Que testemunho você tem dado à sua comunidade?