No dia 3 de fevereiro de 1943, um torpedo atingiu o SS Dorchester no Atlântico Norte. O navio de transporte foi rapidamente inundado e começou a se inclinar para estibordo, o lado direito da embarcação. O caos tomou conta. O aparelho de radiotelegrafia foi danificado, e os homens correram desesperados de um lado para o outro. Muitos fugiram sem coletes salva-vidas. Os botes superlotados viraram, e as balsas à deriva se afastaram antes que alguém pudesse alcançá-las.
Segundo alguns sobreviventes, em meio àquela confusão, havia apenas um pequeno espaço em ordem: o local onde quatro capelães permaneciam de pé, na proa inclinada. George Fox, pastor de Chicago; Alexander Goode, rabino da cidade de Nova York; Clark Poling, ministro da mesma cidade; e John Washington, padre de Nova Jersey, conduziram com calma os demais para os botes salva-vidas. Distribuíram os coletes que estavam no depósito e ajudaram os homens que, paralisados de medo, se amontoavam em um dos lados do navio.
Os sobreviventes ainda se lembram dos choros, das súplicas, das orações e até das maldições proferidas por alguns, mas, acima de tudo, recordam-se das palavras de encorajamento e confiança dos capelães. Quando não havia mais coletes, os quatro entregaram os seus. Um dos últimos homens a abandonar o convés inundado olhou para trás e viu os capelães ainda firmes, de pé, segurando-se pelos braços para manter o equilíbrio. Mesmo entre as ondas, suas vozes ainda podiam ser ouvidas orando em latim, hebraico e inglês. Um dos marinheiros declarou: “Foi a coisa mais linda que já vi, ou esperava ver, deste lado do céu.”
De onde aqueles capelães tiraram tamanha coragem? Da mesma fonte da qual nós também podemos obtê-la: de Deus, de Sua Palavra, da oração e da comunhão constante com Ele. Quando nossa mente está em paz, estamos inteiros, completos, como Jesus, que dormia tranquilamente em meio à tempestade. Sigamos o conselho do capitão divino: “Aquietem-se e saibam que Eu sou Deus.” Sim, Ele nunca nos decepcionará.