Sábado
23 de maio
AS ORAÇÕES QUE FAZEMOS
Da mesma maneira, também o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza. Porque não sabemos orar como convém, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E Aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus. Romanos 8:26, 27

Uma das histórias bíblicas favoritas de um dos meus netos é a história da pequena serva, uma menina escrava israelita que trabalhava para o capitão Naamã e sua esposa. A história conta que a pequena serva fazia tudo que sua senhora pedia, com exceção de uma coisa: ela nunca se unia a eles em adoração aos ídolos.

Certa manhã, enquanto nossos meninos estavam sentados à mesa, perguntei ao Aeden se ele podia fazer a oração, e ele alegremente concordou.

– Ó, Senhor! – ele começou. – Não me curvarei perante ídolos. Não farei orações a eles. Eu Te amo muito, Jesus. E meus presentes de aniversário. E o alimento.

Abri os olhos um pouco e vi que o Aeden, com apenas quatro aninhos, estava com a cabecinha curvada e as mãos postas, que mal ficavam acima do prato de mingau de aveia à frente dele. Assim que o “amém” foi dito, seu irmão gêmeo olhou para ele por um longo tempo, obviamente compartilhando de minha perplexidade por causa daquela estranha oração de desjejum: – Uau, Aeden! – Trystan disse. – Por isso eu não esperava.

Até aquele momento, eu não imaginava que o Aeden tivesse prestado atenção quando li a história da pequena serva para eles, pois, durante a história, ele parecia mais interessado em inserir uma lagartixa de borracha no ouvido de seu irmão.

Enquanto eu refletia sobre isso, percebi que a oração do Aeden não era tão diferente das minhas orações. Por não falar a língua do Céu, frequentemente tenho dificuldade para encontrar as palavras que adequadamente expressam os anseios do meu coração. Assim, suplico: – Ó, Senhor! Obrigada pela dádiva do Teu santo Espírito, que traduz os gemidos das minhas orações de “mingau de aveia” para a língua do Céu. É Ele quem dá sentido ao que não consigo expressar, para que nosso magnífico Salvador desça até aqui e ande comigo quando “passo pelas águas”, a fim de que elas não me inundem!

Jeannette Busby Johnson