Meu estudo recente sobre o cerco de 51 dias do Ramo Davidiano, ocorrido em 1993 (Waco, Texas, EUA), reforçou minha crença na importância de ouvir. Por meio da escuta ativa e de métodos gentis, a equipe de negociação do FBI conseguiu libertar 35 pessoas, incluindo 21 crianças. No entanto, após a intervenção de uma equipe tática mais agressiva, nenhuma pessoa a mais foi salva, e a história terminou com tragédia, incêndio e mortes desnecessárias.
Isso me fez perceber que, assim como em grandes crises, também podemos resolver conflitos menores em nossa vida com a escuta ativa. Quando alguém realmente nos ouve, sentimos nossa angústia se acalmando, se resolvendo e até se dissipando. Em Tiago 1:19, somos aconselhadas a estar prontas para ouvir, mas ser tardias para falar e para ficar iradas. Muitas vezes, fazemos o contrário; somos rápidas para falar e, consequentemente, reagir sem ouvir com atenção.
Certo dia, encontrei pratos sujos na pia e fui até o quarto da minha filha, que é universitária, pronta para reclamar. Disse: – Você diz que me ama, mas deixa pratos sujos na pia. Quando não os lava, sinto como se eu fosse sua empregada! – Ela me respondeu com voz trêmula, visivelmente chateada e tensa: – Mãe, odeio quando você fala assim! – Nesse momento, decidi aplicar a escuta reflexiva e mudar minha abordagem.
Perguntei com calma: – Você se incomoda quando eu falo assim? – Ela confirmou, explicando que não queria que eu me sentisse como uma empregada, sobrecarregada, ou que duvidasse do amor dela. Mesmo quando não demonstrava, ela me amava. Ao refletirmos juntas sobre o que ela estava me dizendo, algo maravilhoso aconteceu: seus ombros relaxaram, sua postura mudou e a tensão diminuiu.
No final, pedi desculpas sinceramente: – Preciso melhorar minha forma de me expressar com você. Vou tentar não interpretar suas atitudes como sinais de que não me ama. – Ela respondeu com gratidão e prometeu que também faria um esforço para melhorar. Isso realmente funcionou!
Jennifer Jill Schwirzer