Lição 8
16 a 22 de maio
Vivendo pela fé | 2º Trimestre 2026
Sábado à tarde
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 28
Verso para memorizar: “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1).
Leituras da semana: Mc 8:11, 12; Mt 15:21-28; Lc 7:1-10; Ef 2:8; Hb 11; Ap 14:12

Alguém disse certa vez: “A fé é como o Wi-Fi: invisível, mas com poder para conectar você ao que precisa.” Não há dúvida: sem fé, não há relacionamento com Deus.

Como está sua fé hoje? Já houve momentos em que ela vacilou? Talvez você tenha enfrentado algo tão desafiador a ponto de não saber como seguir adiante em seu relacionamento com Deus. Ou, quem sabe, sua fé seja como uma rosa que brota do caule verde, depois desponta em um pequeno botão e, por fim, se abre em uma flor vigorosa e colorida, perfumando todo o ambiente. De fato, “a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que não se veem” (Hb 11:1). E não é algo que produzimos por nós mesmos, pois lemos sobre a “medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Rm 12:3). A fé é um dom de Deus (Ef 2:8, 9). Ainda assim, nossa confiança no Senhor só é possível porque Ele já está agindo em nós e por nós.

Nesta semana, vamos explorar o tema da fé: o que fazer com a dúvida e a incredulidade; o que, segundo Jesus, é uma fé robusta; e o que significa ter a fé de Jesus.

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Domingo, 17 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 29
Basta um sinal

Talvez você já tenha ouvido alguém dizer: “Se eu visse o Mar Vermelho se abrir, o maná cair do céu ou Jesus curar um cego, eu creria.” Ou porventura você mesmo já tenha pensado assim.

Por outro lado, por que deveria ser mais fácil crer hoje do que foi para as pessoas dos tempos bíblicos? Os israelitas não possuíam uma Bíblia com-pleta nem tinham uma longa história do povo de Deus para refletir sobre ela, como nós. Moisés destacou a importância de lembrar a direção e a bon-dade de Deus (veja Dt 4:7-10; 8:2, 3). Diferentemente deles, nós contamos com 6 mil anos de história bíblica para aprender (veja Jo 20:30, 31).

Cada geração pede um sinal – e a nossa não é diferente –, mas os sinais estão à nossa volta. Em Mateus 24, vemos quantas coisas já se cumpriram e continuam se cumprindo.

1. Mesmo na época de Jesus, alguns pediam um sinal de que Ele era de fato o Filho de Deus, embora muitos sinais já tivessem sido dados. Como Jesus respondeu? Mc 8:11, 12

Será que discutimos com Jesus e O colocamos à prova como fizeram os fariseus? Fazemos com que Ele “[suspire] profundamente” (Mc 8:12, NVI) por causa da nossa falta de fé, quando Ele já nos deu razões suficientes para crer?

“Esses sinais não eram aquilo de que os judeus necessitavam. Nenhuma prova meramente externa os beneficiaria. A necessidade deles não era de ilu-minação intelectual, mas de renovação espiritual” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 321). Não seria esse também o nosso caso: necessitados de renovação espiritual, de uma caminhada autêntica, real, passo a passo com Deus? Talvez não precisemos de mais um sinal, porque temos muita luz ao nosso alcance, especialmente em nossa própria Bíblia.

Em vez de fazermos Jesus “suspirar profundamente” por nossa falta de fé, lembremos o que Ele disse a Tomé: “Bem-aventurados são os que não viram e creram” (Jo 20:29; veja também Hb 11:1). Deus não nos pede uma fé cega, pois Ele já nos deu inúmeras razões para crer. E, ainda assim, mesmo com todas essas evidências, sempre há espaço para a dúvida. O segredo é focar o que fortalece a fé, não o que a enfraquece.

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Em apenas 60 segundos, como você descreveria sua fé em Deus? O que sua resposta revela sobre sua caminhada com Ele?
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Segunda-feira, 18 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 30
Jesus vê nossa fé

2. Compare como Jesus descreveu a fé de Seus discípulos em Marcos 4:40 com a fé da mulher de Mateus 15:21-28.

Só o fato de seguirmos a Jesus não significa, automaticamente, que nossa fé seja forte. Na verdade, alguns diziam crer, mas Jesus discernia o que realmente havia em seu coração (Jo 2:23-25).

3. Leia Lucas 7:1-10. O que esse relato nos ensina sobre a fé?

Em Marcos 9, lemos sobre o pai que foi a Jesus para que Ele expulsasse o demônio de seu filho, mas esse pai só conseguiu dizer: “Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé!” (Mc 9:24).

Em cada uma dessas interações, Jesus observou a fé das pessoas – ou a falta dela – e realizou milagres em razão dessa fé ou para fortalecê-la.

Da mesma forma que o Espírito Santo nos leva a crer, o inimigo deseja que duvidemos ou desprezemos a atuação de Deus em nossa vida. “A descrença acalentada no coração tem poder sedutor. As sementes da dúvida que eles estiveram semeando produzirão sua colheita, mas devem continuar a arrancar toda raiz de descrença. Quando essas plantas nocivas são desarraigadas, elas cessam de crescer por falta de nutrição em palavra e ação. O ser humano deve ter as preciosas plantas da fé e do amor introduzidas no solo do coração, ocupando o primeiro lugar ali” (Ellen G. White, Fé e Obras [CPB, 2024], p. 10).

Quando surgem dúvidas sobre Deus, Seu caráter ou Sua Palavra, o que fazemos diante disso? Deus não ignora nem despreza a razão humana, pois Ele nos criou à Sua imagem e nos convida ao diálogo, como fez com Abraão, Moisés e Jó. Ele nos chama a aprender a agir dentro dos Seus amplos e infinitos caminhos de sabedoria, ainda que, em algum momento, precisemos nos render ao que não entendemos plenamente.

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Pense em todas as razões lógicas que você tem para crer. Ao mesmo tempo, em que ponto a lógica se esgota e a fé – sólida e racional – precisa ser exercida?
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Terça-feira, 19 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 31
Fé não é sentimento

Jesus disse que, se tivermos fé como um grão de mostarda, moveremos montanhas (Mt 17:20). Se você já viu um grão de mostarda, sabe como ele é minúsculo. Ainda assim, uma fé tão pequena pode produzir mudanças imensas. Portanto, a fé deve ser poderosa e forte a ponto de operar o que está além do humano. E, assim como o grão de mostarda cresce e se torna uma grande árvore (Mt 13:31, 32), nossa fé deve crescer e não permanecer estática.

De fato, precisamos, antes de tudo, de uma “medida da fé” para termos um relacionamento com Deus (Rm 12:3).

4. Leia Efésios 2:8. Qual o papel da fé na salvação? Por que é impossível dizer: “Não tenho fé porque Deus não me deu isso”?

Primeiramente, precisamos entender que fé não é algo concreto; é uma resposta humana despertada pelo Espírito Santo. Deus é Aquele que, em Sua graça e por meio do Espírito Santo, nos atrai a Si quando Lhe permitimos fazê-lo (Jr 31:3). Somos salvos pela graça, mediante a fé, que é resposta à graça de Deus concedida a nós por meio da morte de Cristo. Cremos em Deus como resultado da Sua graça. Isso está no centro do relaciona-mento com Ele.

Além disso, devemos lembrar que fé não é um sentimento. “Muitos não exercem aquela fé que têm o privilégio e o dever de exercer, esperando muitas vezes experimentar aquela sensação que unicamente a fé pode trazer. Sentimento não é fé [...]. Cabe a nós exercitar a fé; mas aquele sentimento de alegria e bênçãos, Deus é quem os dá” (Ellen G. White, Primeiros Escritos [CPB, 2022], p. 86).

Alguns podem sentir que não têm fé por não se sentirem perto de Deus ou por não serem tudo o que deveriam como cristãos. Porém, fé é confiar em Deus não só quando tudo vai bem, mas também na tempestade ou quando não entendemos o que está acontecendo.

Os sentimentos não devem dominar nossa experiência religiosa nem nosso relacionamento com Deus. É justamente quando pensamos estar distantes Dele que precisamos exercer a fé e clamar ao Senhor (como fez o pai em Mc 9:24).

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Leia os seguintes versículos e utilize-os para fortalecer hoje seu relacionamento com Deus (Hb 12:1, 2; 2Cr 15:7; Rm 3:23-26; Lc 7:50). Leia-os em voz alta como parte da sua oração.
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Quarta-feira, 20 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 32
Exemplos de fé

5.Estude Hebreus 11, o grande capítulo sobre a fé, e responda às perguntas abaixo:

a) Releia o versículo 1. O que você espera hoje, mas ainda não pode ver?

b) Que papel a fé desempenha no seu testemunho e na sua conversão?

c) Por que reconhecer um Deus Criador deveria ser o ato de fé mais fácil de aceitar?

d) Leia o versículo 6 e reescreva-o com suas próprias palavras.

e) Por que a fé é o fator central que define o relacionamento de homens e mulheres com Deus (versículos 7 a 40)?

Conhecer a Deus e desenvolver um vínculo vivo e forte com Ele exige fé. Como podemos fortalecer nossa fé ou animar alguém cuja fé está vacilando? Eis algumas ideias:

Uma fé pequenina (como um grão de mostarda) é poderosa e suficiente para fazer crescer o relacionamento com Deus (Mt 17:20). Se você estiver disposto a cooperar com Deus, Ele fará sua fé crescer.

A fé vem de ouvir Deus falar conosco em Sua Palavra, a Bíblia (Rm 10:17). Assuma o compromisso diário do estudo da Bíblia e da oração.

Peça a Deus que aumente sua fé (Lc 17:5). Assim como aquele pai foi a Jesus com o filho endemoniado e disse “Eu creio! Ajude-me na minha falta de fé!” (Mc 9:24), reconheça sua incredulidade e suplique que Deus aumente sua fé.

Fé e dúvida podem existir juntas (Mc 9:24). Não se afaste de Deus só porque tem questionamentos. É importante desenvolver a salvação “com temor e tremor” (Fp 2:12-16) e conservar nossa própria fé, em vez de tentar tomá-la emprestada de outros, como tentaram fazer as cinco virgens (Mt 25:8).

Responda ao Espírito Santo e peça mais da presença Dele em sua vida.

Exercite a fé. Lembre-se de que fé não é sentimento, mas a decisão de crer. E mesmo quando tudo parece escuro e você não O vê, Deus está lá (2Co 5:7).

Como oração pessoal de gratidão pela fidelidade de Deus, leia as palavras do hino “Quão Grande és Tu!” (Hinário Adventista do Sétimo Dia, no 62).

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Quinta-feira, 21 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 33
A fé de Jesus

À medida que o fim se aproxima, parte das três mensagens angélicas retrata o povo de Deus como aqueles que “guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus” (Ap 14:12, ACF).

6. Leia Apocalipse 14:12. O que significa a “fé de Jesus”?

Ao estudar como os adventistas do sétimo dia têm compreendido a justificação pela fé, percebemos que, na década de 1890, consolidou-se na igreja a compreensão da fé de Jesus em harmonia com as três mensagens angélicas. Antes disso, havia grande ênfase na lei, e era necessário dar maior destaque ao evangelho. Ellen White resumiu assim: “Os mandamentos de Deus têm sido proclamados, mas a fé de Jesus Cristo não tem sido proclamada pelos adventistas do sétimo dia como de igual importância, a lei e o evangelho andando de mãos dadas” (Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 3, p. 142).

Embora Hebreus 11 liste homens e mulheres de Deus que tiveram grande fé, ninguém teve uma fé comparável à de Jesus.

7. Leia Mateus 26:36-42. O que esse momento crucial nos revela sobre a fé de Jesus?

Quando temos a fé de Jesus, significa não só que, por obediência a Ele e à Sua Palavra, imitaremos a fé que Ele tinha em Deus, mas também que teremos uma experiência diária ativa e viva com Jesus. É saber – e agir com base nisso – que, sem fazer de Jesus o centro da nossa vida diária, não podemos ter um relacionamento salvífico com Deus.

Ter a fé de Jesus significa ter Jesus habitando em nós e, assim, Sua fé em nosso coração, pois Cristo é o verdadeiro fundamento da nossa fé. Às vezes, a nossa fé pode ser fraca e vacilante. Mas Jesus é digno (Ap 5:9), e podemos ter Sua fé – tanto refletida em nossa experiência quanto atribuída a nós – por meio da graça concedida a todos os que creem.

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Quanto você deseja ter a fé de Jesus? Humildemente, peça a Deus que a conceda e tome Hebreus 11:6 como oração pessoal: “Senhor, sem fé é impossível Te agradar. Eu me achego a Ti e creio que Tu existes e que recompensas os que Te buscam de coração. Faço isso agora.”
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Sexta-feira, 22 de maio
Ano Bíblico: RPSP: 2CR 34
Estudo adicional

Somos justificados – perdoados e colocados em paz com Deus – pela fé (Rm 5:1). Também somos santificados (capacitados a ser semelhantes a Jesus) pela fé (At 26:18). Quando convidamos Jesus para nossa vida, tornamo-nos filhos de Deus pela fé (Jo 1:12). Vivemos pela fé no Filho de Deus (Gl 2:20).

“Coisa alguma é aparentemente mais desamparada, e na realidade mais invencível, do que a alma que sente não ser nada, mas confia inteiramente nos méritos do Salvador. Pela oração, pelo estudo de Sua Palavra, pela fé em Sua constante presença, a mais fraca das criaturas humanas pode viver em contato com o Cristo vivo, e Ele a segurará com mão que nunca a soltará” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver [CPB, 2021], p. 105).

“Sua fé devia ser fortalecida por fervorosa oração e jejum, humilhando o coração. Tinham que se esvaziar de si mesmos e encher-se com o Espírito e o poder de Deus. Somente a súplica fervorosa e perseverante a Deus, feita com fé – uma fé que leva a pessoa esperar com inteira confiança Nele, consagrando-se sem reservas à Sua obra –, pode ser eficaz para trazer o auxílio do Espírito Santo na batalha ‘contra os principados e as potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso’ e ‘contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes’” (Ef 6:12; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações [CPB, 2021], p. 344).

Perguntas para consideração

1. Quais cinco verdades principais o trecho acima destaca sobre como cooperar com o Espírito Santo contra o inimigo?

2. Que papel a fé desempenha nessa batalha?

3. Como você percebe isso agora em sua vida?

4. Leia Hebreus 10:23. Por que é importante manter firme a nossa confissão de fé?

5. Com que frequência você considera a seguinte verdade: quando se sente sem forças, isso é uma oportunidade para depender mais de Jesus?

Respostas às perguntas da semana: 1. Jesus rejeitou a exigência de provas. Em vez de espetáculo, convidou à fé já bem fundamentada no que Deus havia feito. 2. Aos discípulos, Jesus apontou medo e ausência de fé; à mulher cananeia, elogiou a fé grande, perseverante e confiante. 3. O centurião creu na palavra de Jesus à distância, com humildade e senso de autoridade divina. Fé verdadeira confia sem ver, reconhece quem Jesus é e O toma em Sua palavra. 4. Somos salvos pela graça, mediante a fé; a salvação é dom de Deus. Ninguém pode alegar não ter fé, pois Deus a oferece a todos; cabe-nos responder e exercitar essa fé. 5. Resposta pessoal. 6. Ter a fé de Jesus é unir-se a Ele em confiança perseverante, guardar Seus mandamentos por amor e depender de Sua justiça – uma fidelidade que permanece até o fim. 7. No Getsêmani, a fé de Jesus se revela em rendição total: oração insistente, confiança no Pai e submissão à vontade Dele, mesmo diante do cálice do sofrimento.

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Resumo da Lição 8
Vivendo pela fé | 2º Trimestre 2026

TEXTO-CHAVE: Hb 11:1

FOCO DO ESTUDO: Hb 11; Gn 15:6; Ap 14:6

ESBOÇO

Introdução: Conta-se uma história sobre um rei que tinha tudo de que precisava para ser feliz. No entanto, ele não era nada feliz. Então decidiu viajar pelo mundo em busca da felicidade.

Um dia, enquanto caminhava pela floresta, deprimido e desanimado, o rei ouviu um homem cantando. O canto encheu o coração do rei de alegria. Ele pensou consigo mesmo que, se o canto lhe trouxera tanta alegria, então o coração do cantor também devia estar cheio de alegria. Silenciosamente, o rei se aproximou do homem que cantava e escondeu-se atrás de um arbusto para observá-lo sem ser visto. De fato, o homem parecia feliz. O rei ficou intrigado com aquela felicidade e se perguntou o que a tornava possível. Então decidiu se aproximar do homem e descobrir.

O rei perguntou: “O que você tem?”

O homem se assustou e não soube como responder. Gaguejou: “O que eu tenho?”

“Sim, o que você tem?”, repetiu o rei, “O que você tem que o torna tão feliz?”

O homem respondeu: “Esta camisa é a única coisa que eu tenho.”

O rei propôs um acordo: “Dê-me a sua camisa, e, em troca, eu o tornarei rico.”

O homem concordou. Entregou sua camisa ao rei em troca de uma bolsa de ouro e, em seguida, foi embora.

O rei vestiu a camisa e deu alguns passos, tocando sua nova roupa várias vezes. Nada havia mudado. Ele ainda não estava feliz.

A moral dessa história é que a felicidade não se baseia no que possuímos ou em algo intrínseco a nós. Como aprenderemos com o testemunho do povo de Deus, registrado em Hebreus 11 e no tempo do fim (Ap 14:12), a fé também não se fundamenta em nada que venha de nós mesmos.

COMENTÁRIO

Como funciona o processo da fé? Para responder, consultaremos três textos fundamentais sobre a fé. O primeiro texto fornece a única definição bíblica de “fé” (Hb 11:1), uma definição que os patriarcas e heróis da fé no Antigo Testamento confirmam (Hb 11:4-40). O segundo texto oferece uma explicação sobre o mecanismo da fé por meio do testemunho de Abraão, que é o pai da justiça pela fé (Gn 15:6). O terceiro texto é o testemunho da “fé” do povo de Deus (os “santos”) no tempo do fim (Ap 14:12).

A definição de fé (Hb 11:1). Hebreus 11:1 é o único texto bíblico que define o que é fé. Para Paulo, o autor de Hebreus, a fé é composta de dois elementos. O primeiro elemento, “a certeza das coisas que se esperam” (Hb 11:1), aponta para o último acontecimento da história humana: o “advento”, ou a vinda do reino de Deus no fim dos tempos, que também é “a promessa” que os “antigos” do Antigo Testamento “não obtiveram” (Hb 11:39).

O segundo elemento da fé é “a convicção de fatos que se não veem” (Hb 11:1). Esse aspecto se refere ao primeiro acontecimento da história humana: a criação do mundo. Observe que a palavra “veem” (blepomenon), em Hebreus 11:1, remete ao mesmo termo em Hebreus 11:3, que faz referência à criação. Em outras palavras, o fundamento da fé diz respeito a dois eventos que estão totalmente sob o controle divino: a criação do mundo e a segunda vinda de Cristo. A fé chama os crentes a crer no processo invisível da criação e a esperar no evento invisível e ainda futuro da segunda vinda. Assim, o entendimento fundamental da fé se baseia nesses dois acontecimentos: a criação e a esperança do Advento. Não é por acaso que esse padrão de eventos permanece visível na própria estrutura canônica das Escrituras. A Bíblia começa com a criação (Gn 1:1–2:1) e termina com a vinda do Senhor (Ap 22:20). O Antigo Testamento atesta o mesmo padrão, começando com a criação e encerrando com a expectativa do dia do Senhor (Ml 4:5) ou com a esperança do retorno do exílio babilônico no ano sabático (2Cr 36:21-23).

Vale notar que esse padrão estrutural também se comprova em outras partes das Escrituras, como mostram os seguintes exemplos: (1) O livro de Gênesis começa com a criação e termina com a perspectiva da Terra Prometida e, em última instância, com a esperança da ressurreição, como vimos no pedido de José para que seus ossos fossem levados do Egito no tempo da libertação de Israel (Gn 50:24-26). (2) Do mesmo modo, o Pentateuco começa com a criação e termina com a mesma perspectiva da Terra Prometida e da esperança da ressurreição (Dt 34:4-6). (3) O livro de Isaías começa com o chamado de Deus aos céus e à terra para testemunhar Sua queixa contra o povo e termina com a criação de novos céus e nova Terra e com a perspectiva da adoração eterna da humanidade redimida diante do Senhor, de sábado a sábado (Is 66:22, 23). (4) O livro de Eclesiastes começa com a criação (Ec 1:1-11) e termina com o juízo escatológico (Ec 12:14). (5) O livro de Daniel começa com a prova alimentar, que alude aos princípios dietéticos dados na criação (Dn 1:12; cf. Gn 1:29), e termina com a segunda vinda, o dia da ressurreição “no fim dos dias” (Dn 12:13). (6) O Evangelho de João começa com a criação (Jo 1:1-10) e termina com a promessa da segunda vinda (Jo 21:22, 23).

A fé de Abraão. Uma visão messiânica de Deus inspira Abraão com fé em seu futuro. Ao ver as estrelas do céu como ilustração da promessa divina, Abraão creu. O verbo hebraico he’emin, “creu”, descreve mais do que um processo sentimental ou intelectual, como se expressa no nosso verbo em português “crer”. Igualmente, “creu” significa mais do que simples aceitação a um credo ou a uma “crença” religiosa. No hebraico, “crer” é histórico e relacional, como se deduz da raiz ’aman, “firme” ou “confiável”, especialmente quando usado com a preposição be (“em”, “sobre”) acompanhada do objeto. Confiando em Deus, Abraão creu que teria descendentes. Esse tipo de fé, essa confiança, Deus “atribuiu” como “justiça”. Deus é o sujeito do verbo “atribuir”, seu antecedente mais imediato. Essa interpretação se confirma pelo uso do passivo divino (niphal) do mesmo verbo yekhasheb, “considerado”, “imputado”, em construções semelhantes em outros textos (Lv 7:18; cf. Sl 106:31), nos quais também Deus é o sujeito. Esse uso significa que Deus “atribuiu” (Sl 106:31) a fé de Abraão como possuindo a mesma qualidade da justiça.

Tal fé é justiça. O esforço humano e as obras não produzem justiça; em vez disso, a justiça é um dom de Deus. Gênesis 15:6 faz sentido à luz das antigas crenças egípcias que predominavam nos dias de Abraão. Em ambos os sistemas, os termos “atribuir” e “justiça” pertencem à linguagem judicial, e o ato de “atribuir” é utilizado para a avaliação da justiça. Ainda assim, as duas perspectivas são fundamentalmente diferentes. No Egito Antigo, o peso da justiça humana era avaliado com base na contagem das obras humanas em contraste com o peso de Maat, a justiça divina. Nesse sistema, a justiça divina era uma exigência imposta aos seres humanos, e sua posse — ou a ausência dela — era computada a favor ou contra eles. Em contraste, a justiça de Abraão é avaliada com base nas obras divinas realizadas em favor dele. Na perspectiva bíblica, a “justiça” (tsedaqah) é uma qualidade especificamente divina (Is 45:24; Dn 9:7) e, como tal, a justiça só pode ser um dom de Deus à humanidade (Dt 6:25; Dt 24:13; Is 45:24; Sl 24:5). O que torna Abraão justo não é a soma de suas ações, mas sua disposição de confiar nas ações de Deus em favor dele (Rm 4:24).

A fé dos santos do tempo do fim. A aplicação mais imediata da integração canônica do Antigo e do Novo Testamentos é a associação entre “a lei e o evangelho”, que Ellen White utiliza para explicar nosso nome “distinto” (Mensagens Escolhidas [CPB, 2023], v. 2, p. 325). É igualmente significativo que, com base nessa associação, o nome “Adventista do Sétimo Dia” foi legalmente adotado para fundamentar a criação histórica da Igreja Adventista do Sétimo Dia: “Nós, abaixo-assinados, por meio desta, nos associamos como uma igreja, escolhendo o nome de Adventistas do Sétimo Dia, concordando solenemente em guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus Cristo” (J. Loughborough, O Grande Movimento Adventista [Oregon, OR: Adventist Pioneer Library, 2014], p. 352).

É claro que essa confissão de fé também se encontra no texto do livro de Apocalipse 14:12, interpretado como uma referência profética às testemunhas finais da verdade bíblica. Nesse verso, “os santos” são identificados como “os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. A lei e “a fé em Jesus” significam mais do que apenas a ação concreta da obediência, junto com uma fé abstrata ou espiritual. A própria sintaxe da frase sugere que ambas as ações pertencem à mesma verdade, com duas possíveis nuances: a obediência à lei é a fé de Jesus; isto é, a fé exercida pelo próprio Jesus. Pois, no pensamento bíblico, fé é justiça (cf. Gn 15:6). Essa reconciliação entre “a lei de Moisés” e a fé na vinda de Jesus caracteriza a mensagem do Elias escatológico (Ml 4:4-6) e constitui a missão das duas testemunhas que representam o testemunho conjunto do Antigo e do Novo Testamentos (Ap 11:3-6).

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Dica para o professor: A seguir estão algumas estratégias para compartilhar com os alunos a fim de ajudá-los a fortalecer a fé e cultivar a vida de oração. Peça a um voluntário que leia o texto bíblico e os princípios que se seguem. Na sequência, discuta os princípios e as perguntas com a classe.

Treinamento da fé (leia Mt 15:21-28).

Princípio 1: Ore e comporte-se como se Deus já tivesse ouvido e respondido sua oração, ou ainda fosse respondê-la.

Princípio 2: Pare de se preocupar com o “status” da sua fé ou com sua situação atual. Simplesmente siga em frente, confiando em Deus.

Princípio 3: Aprenda a andar com Deus e a obedecer aos Seus mandamentos, mesmo (e especialmente) se essa obediência trouxer problemas (perda de posição, de amigos, etc.).

Perguntas para discussão:

1. O que significa ter uma fé verdadeiramente humilde em Deus?

2. Como essa fé humilde se manifesta na prática?


Vivendo para Deus

Quênia | Mary

Esta história é uma atualização de uma Oferta anterior do Décimo Terceiro Sábado, também conhecida como Oferta Trimestral de Projetos Missionários.

Mary nasceu no Quênia e nasceu sem audição. Seus pais faleceram quando ela era pequena, e um tio bondoso a criou. 

O tio queria que Mary tivesse educação. Mas quando a garota foi para a escola pública, ela não conseguia entender o que os professores estavam dizendo. Ela não conseguia compreender o que estava acontecendo.

Seu tio procurou por muito tempo encontrar uma escola para crianças surdas. Ele encontrou várias, mas eles cobravam mensalidade. Ele era agricultor de milho e não conseguia pagar as mensalidades. Ele tinha dificuldades apenas para alimen­tar Mary e o resto da família.

Então, o tio foi para um acampamento com Mary quando a garota tinha sete anos. Enquanto estavam lá, um pastor viu Mary e recomendou que o tio a enviasse para o internato adventista do sétimo dia para crianças surdas.

O tio gostou da ideia, mas parecia um sonho. Eles moravam longe da Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas e não tinham dinheiro para o ônibus e a mensalidade. Entretanto, o tio queria que a garota aprendesse. Então, ele vendeu milho suficiente para comprar as passagens de ônibus para viajar à escola.

Na escola, o diretor recebeu Mary e disse ao seu tio para não se preocupar com a mensalidade e outros custos. Ele mostrou a Mary o dormitório onde ela ficaria com as outras garotas durante o ano escolar.

Mary se despediu de seu tio e rapidamente mergulhou em uma vida nova. Ela gostava de ter amigos que também eram surdos. Gostava de ter comida suficiente para comer todos os dias. Gostava especialmente de aprender sobre Deus. A cada manhã, um professor lia um verso da Bíblia antes de começar as aulas. Mary amava João 3:16, que diz: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (ARC).

Quando a prendeu a ler, ela queria ter a chance de ler o versículo bíblico diário.
"Deixe-me ler o versículo hoje, professora", disse ela.

E ela leu.

Um ano se passou. Dois anos. Três anos. Ela viu que Deus lhe era fiel. Refletiu sobre sua antiga vida e entendeu que Deus estava lhe dando uma educação e que tinha um futuro. Ela decidiu entregar seu coração a Jesus e ser batizada. 

"Vou viver para Deus", disse ela ao diretor da escola.

Hoje, Mary tem 13 anos. Ela estuda na escola há seis anos e está vivendo para Deus. Atualmente, ela faz muito mais do que ler o versículo bíblico diário. Ela prepara sermões e prega na igreja da escola ou em outras igrejas aos sábados. Ela ama pregar sobre Jesus, que voltará em breve e dará audição a todos os que O amam.

"Embora eu seja surda, ouvi Jesus", disse ela.

Parte de uma oferta de 2023 foi para ajudar a expandir a Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas no Quênia, com a construção de um novo dormitório para meninos e meninas, e um salão multifuncional com cozinha moderna e refeitório. Anteriormente, as crianças comiam em campo aberto, e sua comida era cozida em fogo aberto, em uma cozinha improvisada, construída com chapas de ferro. Obrigado por sua generosidade, que está ajudando a compartilhar o amor de Jesus com as crianças da Escola Adventista de Mwata para Crianças Surdas e além. Um dos projetos missionários deste trimestre é outra escola, a Escola Comunitária de Enfermagem Merisho Advent, que também ensina as crianças sobre Deus no Quênia. Obrigado por doar para este importante projeto.

Por Andrew McChesney

 

Dicas para a história

  • Mostre o continente africano e o Quênia no mapa. Em seguida, mostre a cidade de Kisii, local da Escola Adventista de Mwata para Surdos, que recebeu parte de uma oferta de 2023. A escola está localizada a cerca de 300 km a oeste da capital do Quênia, Nairóbi. 
  • Saiba que Mary é um pseudônimo para proteger a privacidade da menina e de sua família.
  • Assista a um pequeno vídeo no VouTube do diretor da escola, Obiero, cantando uma das músicas favoritas de Mary, "Jesus' Love ls Very Wonderful" (O amor de Jesus é muito maravilhoso): bit.ly/Mary-ECD. 
  • Pronuncie Obiero como: OH-beer-oh.
  • Baixe as fotos desta história no Facebook: bit.ly/fb-mq.

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