Jesus pagou o preço de nossa salvação. Esse preço infinito não podemos pagar. Mas cabe a nós o preço de aceitar a salvação. De fato, a salvação é gratuita, mas o discipulado é custoso. Isso significa que devemos tomar a cruz e seguir o exemplo de abnegação e obediência amorosa à lei, que Cristo nos deu.
À luz da proximidade do juízo final, precisamos encarar com seriedade o quanto ainda nos falta uma consagração plena a Cristo. Alguém estabeleceu este contraste entre os hinos que cantamos e a convicção de nosso coração.
Cantamos “doce é orar, com fervor orar”, mas nos contentamos em orar uns poucos minutos.
Cantamos “firme nas promessas”, mas desanimamos na primeira provação.
Cantamos “chuvas de bênçãos teremos”, mas não vamos à igreja quando chove.
Cantamos “oh, que amor glorioso”, mas estamos dispostos a deixar a igreja quando sentimos que alguém nos ofende.
Cantamos “trabalhar e orar”, mas desaparecemos quando é preciso fazer algo na obra de Deus.
Cantamos que “vamos dar a mensagem ao mundo”, mas jamais falamos disso a nossos amigos, familiares e colegas de trabalho.
Cantamos “sou de Jesus”, mas apenas entregamos uma pequena parte de nossa vida.
Cantamos “vem, ó Jesus, entre nós morar”, mas vivemos agarrados a nossos “pecadinhos”.
De alguma maneira, parecemos com a criança que estava junto de uma porção de maçãs em uma quitanda enquanto uma de suas mãos agarrava firmemente uma delas. “Rapaz”, diz o dono. “O que você está fazendo? Pretende me roubar uma maçã?” Então o menino responde: “Não, senhor. Na verdade, estou fazendo muita força para não roubá-la.” Temos que tirar a mão do monte de maçãs para colocá-la inteiramente nas mãos de Jesus.
Compreendeu o preço do discipulado? O reavivamento e a reforma devem nos dar uma vida espiritual para sermos verdadeiros cristãos a serviço de Deus. Ele entregou tudo por você. Hoje entregue também toda a sua vida a Jesus. O discipulado tem seu custo, porém traz grande recompensa.